2013-05-10T20:14:37Z 2013-05-10T20:14:37Z / R7 Pagemap -->
10
mai
2013

Uma Master Class. Master de Verdade!

Postado por andrerossi às
20h14

foto 1 300x300 Uma Master Class. Master de Verdade!

 

Uma iniciativa muito bacana e diferente. Assim posso descrever o evento que a Ravin, importadora que segue fazendo um trabalho sério e para o bem do vinho, realizou na manhã desta quarta-feira. Um encontro entre dois grandes nomes do vinho sul-americano e porque não, mundial. De um lado, Sebastian Zuccardi, herdeiro de uma das maiores e melhores vinícolas argentinas, a Zuccardi. Do outro lado, Pedro Parra, chileno e um dos maiores experts em terroirs do mundo, conhecido como "Dr.Terroir". A idéia foi mostrar as diferenças e principais características dos terroirs destes países através dos vinhos que eles produzem. Foram 12 vinhos, 6 de cada um que além de muito bons e que tem um conceito importante por trás, eram didáticos, claros e fiéis. Não vou falar sobre cada um deles pois vai ficar muito cansativo, mas vou dar uma visão geral do que foi a degustação...

Falando do projeto Clos des Fous, é um projeto pessoal de Pedro Parra, um sonho que ele tirou do papel, de fazer vinhos que expressem fielmente seus terroirs e que não se preocupam com pontuações altas. Coisa rara no mundo do vinho. 3 Pinots, 2 Cabernets e 1 Blend mostram bem a fissura deste cara por vinhos diferentes, fora do óbvio. Pode-se dizer até, que Pedro Parra é mais um tatú, do que um homem, de tanto tempo que vive debaixo da terra, analisando solos. De um modo geral, os vinhos são muito autênticos, com pouquíssima madeira, muita fruta, mineralidade, acidez natural em todos (apenas um deles tem uma correção mínima) e que foge do padrão dos vinhos chilenos que temos aos montes aqui no Brasil e que para mim cansaram um pouco. Um projeto bem bacana e que certamente já está dando o que falar e dará mais ainda.
Seba Zuccardi mostrou bem as diferenças de terroir entre Chile e Argentina, sobretudo com relação à continentalidade, grande característica dos argentinos, influência marítima, forte no Chile e altitude, esta sim, uma das grandes bandeiras argentinas, com os vinhedos mais altos do mundo, já que em Salta há vinhedos plantados a mais de 3.000 metros de altura! E é impressionante o amplo trabalho que fazem por lá, brincando com as diferentes altitudes e solos e suas influências nos vinhos. É por isso que desde que comecei a trabalhar junto com a Wines of Argentina, e consequentemente a beber muitos vinhos de lá, tenho cada vez mais clara a idéia de que eles ainda tem um potencial gigante para fazer excelentes vinhos que vão além do Malbec e os próprios Malbecs, a diferença que tem entre eles, dependendo da região que é plantada. Sobre os vinhos, Os monstruosos vinhos da Zuccardi sempre encantam. Do Emma Bonarda, passando pelo maravilhoso blend do Zetta, pra mim dos melhores argentinos e chegando aos diferentes Malbecs da linha Aluvional, plantados em regiões diferentes dos dois Malbecs Altamiras (Super Calcareo e Arcilloso) que estão na mesma região, no mesmo vinhedo, próximos um do outro, mas se diferenciam pelo tipo de solo (Calcário e Calcário-Argiloso). E sim, os vinhos são diferentes, acreditem.
Não tem como negar que foi uma aula, ou uma "Master Class" com " Master" maiúsculo. Para quem gosta de aprender, principalmente na prática, foi um prato cheio. Algo que o mundo do vinho deveria investir, pois educa e informa. E uma organização impecável da turma da Ravin, desde a idéia até a execução. Que venham outros, muitos outros!

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1
mai
2013

Blogueiros Escolhem os Melhores Vinhos Abaixo de R$ 50,00 da Expovinis.

Postado por andrerossi às
23h03

IMG 9438 1 300x199 Blogueiros Escolhem os Melhores Vinhos Abaixo de R$ 50,00 da Expovinis.

Blogueiros que participaram do 1o. Wine Blog Hunters.

 

Deixei para falar num post separado sobre esta novidade na Expovinis deste ano. Organizado pela Exponor (organização da feira) e por Cesar Adames, crítico, blogueiro e especialista em vinhos e destilados, tivemos o primeiro ano do WINE BLOG HUNTERS, uma eleição do melhor vinho da feira, com valor abaixo de R$ 50,00.

 

Como é tradicional todos os anos, existe o TOP 10, divulgado antes da feira com os melhores vinhos divididos por várias categorias. E como não há categoria de vinhos "Custo x Benefício", a organização resolveu criar este concurso onde 14 blogueiros deveriam percorrer a feira e encontrar um vinho abaixo de R$ 50,00 que fosse para ele, digno de ser eleito o melhor da feira nesta faixa de preço. E obrigatoriamente o vinho deveria estar à venda no Brasil. E assim fui eu para a missão. Rodei muitos stands, provei muitos vinhos e escolhi meu candidato: Montecillo Crianza 2008, espanhol da região da Rioja e importado pela Miolo. Achei um vinho equilibrado, bem honesto bom competidor para enfrentar outros grandes vinhos (abaixo).

 

tabela10 300x151 Blogueiros Escolhem os Melhores Vinhos Abaixo de R$ 50,00 da Expovinis.

Os vinhos escolhidos pelos blogueiros e que participaram da eleição.

 

 

Então, foi montada uma degustação às cegas com os 14 vinhos e participamos da avaliação, toda informatizada por iPads e organizada pela Wine Tag. E depois de dar as notas aos 14 vinhos, saiu o resultado. E mais uma vez dei sorte: O Montecillo Crianza 2008 foi eleito o melhor vinho da feira.

 

 

IMG 9455 1 300x199 Blogueiros Escolhem os Melhores Vinhos Abaixo de R$ 50,00 da Expovinis.

Os vinhos escolhidos e os iPads usados na votação.           Foto by Jane Prado.

 

No final, fomos até o stand da Miolo, entregar ao Fabio Miolo o certificado por ter tido seu vinho escolhido como o melhor da feira abaixo de R$ 50,00. Mas esta ação, além de super bem pensada e elaborada, para mim foi mais uma prova da evolução e relevância dos Blogs de Vinho no Brasil, que continuam (Graças a Deus) a divulgar a cultura do vinho por aqui com competência (sim, há os blogs que não são sérios e prejudicam o mercado e os tendenciosos) e seriedade!

 

 

IMG 9468 1 200x300 Blogueiros Escolhem os Melhores Vinhos Abaixo de R$ 50,00 da Expovinis.

Tendo a honra de entregar o certificado do vinho vencedor a Fabio Miolo. Foto by Jane Prado.

 

 

Parabéns à Exponor, ao amigo Cesar Adames e a todos os blogueiros que participaram do concurso, e torcemos para que no ano que vem ele ganhe mais participantes e maior importância!!

 

 

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26
abr
2013

Os Gigantes Adormecidos da Lagarde

Postado por andrerossi às
19h04
comentarios-icon Comentários desativados

lagarde2 1000x500 300x150 Os Gigantes Adormecidos da Lagarde
Entre um dia da Expovinis e outro, uma pausa para um almoço extremamente agradável, com boa carne e bons vinhos. Fomos ao North Grill, restaurante que definitivamente entrou no circuito dos amantes do vinho e eda boa carne. E a bola da vez foram os ótimos vinhos da Bodega argentina Lagarde, com sua importadora, a Devinum. Então, vamos aos vinhos:

Começamos pelo Lagarde Cabernet Franc 2009, Um vinho que sempre gostei desde a primeira vez que tomei, em Mendoza, na companhia da querida e competente amiga Lucila Pescarmona, Brand Embassador da vinícola. É um vinho extremamente agradável e sem excessos. Nem de madeira, nem de fruta e nem do herbáceo que é tipico desta uva. Com um corpo excelente, fresco e final longo.pelo custo de R$ 82,00 vale muito, princpalmente para conhecer um Cabernet Franc típico argentino e bem feito.

Depois, fomos para outro conhecido, o Malbec Primeras Viñas 2009. Mas esta safra, para mim, é novidade pois conhecia a 2008, que foi a primeira da vinícola para este vinho. E ele manteve a consistencia! Um malbec que não é aquela bomba de frutas, com alcool sobrando, apesar de ainda estar novo e mostrar muito potencial de guarda. É um malbec elegante, que não enjoa e é de se beber facil. Vale R$ 142,00.
Na sequencia, o vinho ícone da vinícola, que pra mim, sempre foi um dos grandes vinhos argentinos: Henry Gran Guarda 2007. Um corte de Cabernet Sauvignon (51%), Malbec (32%) e Syrah (17%). Um vinho extremamente bem feito, agradável e que precisa de um decanter antes para dar uma amaciada. Nariz complexo, boca melhor ainda e um final que fica, fica, fica...... Por ser o grande vinho da vinícola, é também o mais caro: R$ 199,00.
foto 300x225 Os Gigantes Adormecidos da Lagarde
Mudando um pouquinho a ordem das coisas, um espumante para limpar a boca. O Altas Cumbres Extra Brut, um espumante bacana por R$ 44,00, fácil de beber, com ótima acidez, bom de nariz e de boca.

 

Agora fica a torcida e pedido para que os vinhos da Lagarde estejam bem distribuídos para podermos encontrar facilmente!!

 

 

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12
abr
2013

Uma Tarde de Grandes Borgonhas.

Postado por andrerossi às
11h37

Borgonha1 200x300 Uma Tarde de Grandes Borgonhas.

 

Semana passada tive o prazer de ir até a loja da Grand Cru dos Jardins para uma degustação de grandes Borgonhas que eles importam. E a tarde foi especial. Um pouco também porque esta região me encanta cada vez mais e seus vinhos, cultuados no mundo todo, tem me conquistado cada vez mais!!
Então, vou falar um pouco dos vinhos que mais gostei e o que achei deles:
Domaine Amiot Guy et Fils Chassagne - Montrachet 1 er Cru Les Vergers 2009
Vinho interessante, bem ao estilo Borgonha: Aromas Intensos de frutas brancas, muito mineral, madeira sutil, mas presente. Baunilha e manteiga na boca, um vinho ainda novo que vai envelhecer bem. Um Belo vinho. R$ 390,00.
Domaine Amiot Guy et Fils Chassagne-Montrachet Rouge Vieilles Vignes 2010
Vinho bem aromático, com toques de morango e algo herbaceo e mineral bem presente. Vinho novo também e bom para quem quer conhecer um bom exemplar desta região, sem pagar muito, sabendo que estes vinhos são naturalmente mais caros. R$ 190,00
Domaine Amiot Guy et Fils Cremant de Bourgogne Rosé
Uma grande surpresa. Um belíssimo crémant. Aromas tipicos do método champenoise, com frutas vermelhas, ótima intensidade, perlage consistente e cremosidade interessante. Excelente! R$ 110,00.
Domaine Chandon de Briailles Pernand Vergelesses Premier Cru 2009
Um Premier Cru de peso! Muitas Frutas vermelhas frescas, mineral e herbáceo. Persistente, complexo e fresco. Vai envelhecer muito bem! R$ 290,00
Domaine des Lambrays Morey-St-Denis Premier Cru 2008.
O melhor vinho da tarde, surpreendente! Nariz intenso con frutas vermelhas, mineral, ervas e madeira sutil. Na boca muito leve, equilibrado, persistente e fresco. Uma criança, um bebê que merece pelo menos uns 10 anos de garrafa, mas vai muito mais que isso! Um vinhaço, que o preço assusta, mas vale a pena! R$ 550,00
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1
out
2012

#CBE: Prosecco Veneziana Extra Dry

Postado por andrerossi às
23h52
Tags:
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Prosecco Veneziana 150x300 #CBE: Prosecco Veneziana Extra Dry

 

Vinho: Prosecco La Veneziana Extra Dry

Produtor: Astoria

Origem:  Vêneto (Italia)
Uvas: Prosecco e Garganega

Importadora no Brasil: Zahil
Preço Aproximado: R$ 49,00

 

 

O tema deste mês na Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE) é "Prosecco" e foi escolhido pelo confrade Tiago Bula. Um tema que vem a calhar com a minha última viagem que vcs tem acompanhado, mesmo que um pouco mais devagar, aqui no Blog. Mas diferentemente do que  podem pensar, não escolhi nenhum dos que experimentei lá pois nenhum deles (Exceto o Bottega) tem aqui no Brasil e o intuito é falar de vinhos que todos podem comprar e ter acesso.

 

 

Este Prosecco que escolhi é, além de um bom produto, uma boa opção de escolha quando falamos de embalagem. Mas falemos do produto em si, que é o mais importante:

 

Um visual amarelo esverdeado e com perlage constante e consistente, é um prosecco bem aromático e frutado. Muita fruta como pêssego e abacaxi, tem alguma coisa de flores também, mas a fruta é o que impressiona. Na boca, uma bela acidez, um açúcar residual razoável, mas sem ser enjoativo e bem típico de um prosecco extra dry (que é mais adocicado que o Brut). Leve e como final médio-longo, é um prosecco que foge daqueles enjoativos espumantes italianos que vemos muito por aí e consegue entregar uma boa qualidade. Bom para harmonizar com peixes leves, saladas ou até mesmo como aperitivo.

 

 

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24
ago
2012

VERTICAL DE LUIGI BOSCA ÍCONO. MAS TEVE MUITO MAIS…

Postado por andrerossi às
21h13

foto 1 300x300 VERTICAL DE LUIGI BOSCA ÍCONO. MAS TEVE MUITO MAIS...

 

 

Tive o prazer de participar recentemente de um almoço que foi muito mais que um almoço. Organizado pela importadora Decanter, o dono da importadora, Adolar Hermann, o sommelier Guilherme Correa e Cezar França, Gerente Comercial, apresentaram uma degustação vertical do vinho ícone da importante e conhecida vinícola Luigi Bosca, o ÍCONO. E ninguém melhor para apresentar a degustação que o "pai"das crianças, o atual presidente da vinícola, Alberto Arizu. Arizu é hoje quem toca a operação da Luigi Bosca, vinícola de sua família. Além de tocar o negócio, Alberto é Presidente da Wines of Argentina.

 

 

O vinho, que atualmente está à venda na safra 2007 e custa por volta de R$ 430,00 é realmente um vinho exemplar. As safras degustadas foram 2005, 2006, 2007 e 2008 e começamos por um caminho não muito comum, que é o do mais novo para o mais velho. E foi essencial neste caso a inversão da ordem e nos permitiu ver melhor as diferenças. Começamos com o 2008, mais alcoólico, mais fechado e mais potente em frutas e fomos caminhando ao longo dos anos, até chegarmos ao 2005, que incrivelmente ainda apresentava muita fruta. Um vinho argentino de 7 anos que parecia fácil, um bebê de 2, 3 anos. Pouquíssima evolução na cor, mas no nariz haviam já alguns indícios de idade e de um vinho um pouco diferente, mas que para 3 anos, era muito pouco. Para mim, o melhor vinho foi o 2006, com um equilíbrio fantástico de acidez, taninos e corpo. Pra mim, o mais elegante e diferente de todos, com um toque de ervas que não tinha nos outros. Mas o que mais me chamou a atenção foi a consistencia entre uma safra e outra. E mesmo o 2008, apesar de novo para um vinho deste porte, já estava ótimo para beber, sem excessos de álcool, nem acidez. Mas é recomendável abri-lo uns 40 minutos antes!

 


 

O almoço seguiu em frente e vieram outros "monstros" da vinícola de Alberto. Começando com um maravilhoso e fresco Chardonnay Finca Los Nobles Chardonnay 2010 (Harmonização com uma Polenta com Taleggio), seguindo para um Gala 4 Cabernet Franc/Malbec que arrebentou harmonizando com uma massa maravilhosa e encerrou os pratos quentes com um cordeiro acompanhado por um vinho diferente e sensacional: Finca Los Nobles Cabernet Bouchet 2007. Depois vale um post para explicar esta uva, pouquíssimo conhecida! E a sobremesa que fechou com chave mais do que de ouro foi acompanhada por um Gewuztraminner Granos Nobles 2008 de sobremesa. Um vinhaço! Alías, 8 vinhos maravilhosos e um almoço como poucos que participei, seja pelo nível da comida do Tre Bicchieri, seja pelos vinhos estupendos da Luigi Bosca ou pelas companhias que lá estavam para presenciar esta verdadeira orgia eno-gastronomica! E sobre as harmonizações, um capítulo a parte para o show e as explicações do competente amigo Guilherme Correa, sem dúvida um dos grandes sommeliers que temos por aqui e por que não, um dos grandes que temos no mundo dos vinhos. Sempre carregando muita simplicidade e competencia, fatores que poucos que atuam no mercado hoje conseguem juntar tão bem!

 

 

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6
jun
2012

VINHO DA SEMANA: ALIWEN RESERVA CABERNET-SHIRAZ 2009

Postado por andrerossi às
23h23

aliwen cabernet syrah VINHO DA SEMANA: ALIWEN RESERVA CABERNET SHIRAZ 2009

 

Vinho: Aliwen Reserva Cabernet/Shiraz 2009

Produtor: Viña Undurraga

Origem: Vale do Maipo (Chile)
Uvas: Cabernet Sauvignon (60%), Shiraz (40%)

Safra: 2009
Importadora no Brasil: Abflug
Preço Aproximado: R$ 41,50

 

 

Este vinho é uma das boas novidades do nosso mercado. Trazido pela abflug e produzido pela Undurraga, vinícola chilena tradicional e competente, a linha Aliwen é a segunda linha da vinícola, acima dos Undurragas varietais e abaixo da linha Sibaris. Vinhos de pouco mais de R$ 40,00 que valem a pena pelo custo benefício.

 

 

Este Cabernet/Shiraz é um corte interessante e não dos mais comuns no Chile. Vemos mais cortes de Cabernet com Carmenère ou Cabernet com Merlot, por exemplo. Um vinho extremamente agradável e fácil de beber. Coloração rubi intensa, no nariz apresenta muita fruta madura como cereja, amora e ameixa, um certo toque de pimenta e uma madeira equilibrada. Na boca, potência, bom corpo, taninos macios, acidez correta e final longo. Um excelente vinho para acompanhar um filé com molho poivre ou um rosbife por exemplo. Vale o quanto custa, acima da média de seus concorrentes diretos.

 

 

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28
mai
2012

UM OUTRO ENO-OLHAR: POR DANILO MORAES – CRÍTICA DOS CRÍTICOS.

Postado por andrerossi às
16h40

Eno Olhar1 300x225 UM OUTRO ENO OLHAR: POR DANILO MORAES   CRÍTICA DOS CRÍTICOS.


Vinhos são como mulheres, não se comparam. Cada um tem sua mágica, sua beleza, sua personalidade. Abre-se uma grande garrafa, apaixona-se, amor eterno... mas acaba icon sad UM OUTRO ENO OLHAR: POR DANILO MORAES   CRÍTICA DOS CRÍTICOS.




Um dia, uma noite, outra garrafa surge. Como acontece com as mulheres, às vezes é o corpo que nos conquista. Também pode ser o nariz, a boca. Vejam quanta metáfora. Mas quem disse que só nos interessamos pelos aspectos físicos dos vinhos. Podemos nos apaixonar pela suavidade, pela elegância, pela complexidade. Taí mais uma semelhança: os melhores vinhos também são complexos, difíceis de descrever. Pode começar com uma amizade, que aos poucos vai nos seduzindo e quando acaba a taça…uau… percebemos que isso sim é copo vazio. Os machistas vão dizer que vinhos, quanto mais velhos, melhores.




Duas advertências. A maioria dos vinhos disponíveis hoje são feitos para ser consumidos jovens. Mas o principal: a grande semelhança é que os grandes vinhos ainda evoluem sim com maturidade. Exatamente como as grandes mulheres. Aquelas com as quais queremos passar a vida. Tudo isso é só para chegar a uma conclusão: cuidado com os críticos de vinhos. Gostar ou não de uma garrafa é uma questão absolutamente pessoal, subjetiva. É amor, que não se explica. Ou se explica, mas não se compreende.




Já pensou se você escolhesse suas namoradas baseado nas críticas de mulheres: Sabrina é ótima. Cor morena clara, tem um belo nariz. Notam-se aromas pronunciados de perfume J’adore. Possui ótimo corpo e na boca, corresponde. Sem muita complexidade. Excelente retrogosto (leia-se day after). Deve melhorar em dois ou três anos. Nota 88 em 100. Bom custo/benefício.



Ok, admito que é cruel, mas entre amigos a gente até faz isso. Mas também garanto que há os que amariam a Sabrina, e os que a odiariam. Há os que dariam nota 100 e os que dariam zero. E ninguém pode dizer que uns estão mais certos do que outros. Por isso, falando de vinhos, prefiro experimentar, conhecer cada um.



E lendo sobre vinhos, me interesso pelos textos que incluem tons subjetivos, descrições de experiências pessoais, palpites mais inesperados e até poéticos (cuidado pra não virar Pedro Bial). Histórias de um jantar, das pessoas e dos pratos que estavam no jantar. Ler apenas que um vinho apresenta cor púrpura, notas de alcaçuz, baunilha e pimentão, com boa persistência, não me mobiliza mais. Não tenho prazer em alcaçuz. A técnica é importante, admito. Mas não só ela.


Como nas boas poesias sobre mulheres, me encanto e  viajo é com a descrição da emoção que um vinho pode ter despertado, expressões como  “um vinho que me lembra as tardes sem natação, nem dentista na infância; o aroma levemente adocicado, como o das balas de cevada Sonksen (isso, claro, pra quem passou dos 40). No primeiro gole, a emoção da primeira Playboy com a Vera Fischer, com a capa toda cor de rosa.”   Ok, esta descrição é um exemplo ingênuo, mas sobretudo é claramente pessoal, não um vaticínio.



Gosto também de saber como foi o jantar em que se bebeu aquele vinho, os pratos, as piadas que surgiram. Aí sim, me apaixono ou não por um vinho antes mesmo de tê-lo provado. Exatamente como acontece com as musas, as paixões platônicas. Poucos escrevem assim.  Alerta aos ótimos críticos que temos: suas resenhas dos estão tornand0-se técnicas, repetitivas e monótonas.



Os vinhos não merecem isso. Vinhos são arte, são vivos, são –repito – como mulheres. Merecem todo respeito, devoção e poesia. Pelo menos aquele Grand Echezaux 97 que provei com os amigos numa reunião da nossa confraria do Texugo, merece. Falo sobre ele qualquer dia desses.



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9
mai
2012

EXPOVINIS E ENCONTRO OFF: UM BLEND PERFEITO – PARTE 1

Postado por andrerossi às
11h06
comentarios-icon Comentários desativados


Já virou tradição: Encontro de Vinhos OFF num dia, seguido de 3 dias de Expovinis. É assim todo mês de Abril, mês este extremamente esperado pelos enófilos do país todo e também por importadores, produtores e pessoas que trabalham com o vinho. Então vou aproveitar esta semana que passou e que foi movimentada com estes eventos para poder contar para vcs um pouco de cada um deles, bem resumidamente, já que tem muita coisa para ver e beber e não dá para um ser humano normal dar conta de tudo! Vamos ao Encontro OFF:



Mais uma vez fui convidado para fazer parte da banca de jurados do TOP 5, que elege os melhores vinhos do evento. E desta vez o nível estava muito alto e muito parelho. Para se ter uma ideia, geralmente há algumas notas díspares como as que rondam os setenta e poucos pontos e as que rondam os noventa e poucos. Mas desta vez, pelo menos na minha avaliação, o nível foi bem parceido, não tendo nenhum vinho abaixo dos 80 pontos e apenas 3 acima dos 90. Os outros todos se encaixaram entre 80 e 90,que mostra que os expositores estão levando a sério esta avaliação.



Outro ponto positivo foi a quase unanimidade do vencedor. Conversando com muitos dos avaliadores, notei que a grande maioria (grande mesmo!!) elegeu um mesmo vinho como o melhor e que naturalmente acabou ganhando: o californiano Metler Zinfandel Epicenter 2008. Um Zinfandel que nào parece Zinfandel e conquistou a todos pela potencia, intensidade e personalidade. É importado pela Smart Buy Wines e custa pouco mais de R$ 100,00.




Alguns outros pontos que merecem destaque no evento:


- Os libaneses Massaya, importados pela Au Vin com seu Classic, Silver e Gold Reserve continuam surpreendendo os que ainda não conhecem este vinho que é feito lá na região onde o vinho de fato começou sua história.


- Os excelentes custo-benefício que a Grand Cru levou ao Encontro, com destaque ao espanhol MENUT, da região do Priorato.


- O delicioso e exclusivo Orus, espumante nacional produzido pelo sempre atencioso Adolfo Lona, que inclusive arrancou um terceiro lugar no TOP 5.


- O projeto Top Winemakers, do Chile, que reúne os principais enólogos chilenos. Eles toparam fazer um vinho cada um, que tivesse a mesma base (70% Cabernet Sauvignon) e o restante eles poderiam "brincar" um pouco e fazer o que quisessem. Além destes 10 vinhos pessoais de cada enólogo-autor, um vinho masculino e outro feminino chamado 5 x 20, onde em cada garrafa, 5 enólogos e 5 enólogas seriam responsáveis por 20% do vinho. Asism, somando os 5 enólogos homens saiu o 5 x 20 masculino e juntando as 5 enólogas mulheres saiu o 5 x 20 feminino. Um projeto criativo e diferente!


- Bebi o tal vinho envelhecido com meteorito dentro! Lembram que falei deste vinho aqui? Parece brincadeira, mas não é! O vinho tem uma mineralidade muito grande, realmente! Se é por causa do metorito ou não, aí eu já não sei. Mas, no geral, é um vinho normal, sem nada de especial. Um vinho honesto,que vai ter um preço honesto (por volta de R$ 50,00) mas vale por ser algo "de outro mundo"...hehehe!



Enfim, pessoal. Este foi um pouco do Encontro de vinhos OFF. No próximo post falarei da Expovinis!

 

 

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4
mai
2012

VINHO DA SEMANA: FALERNIA ELKI SANGIOVESE 2008.

Postado por andrerossi às
09h51

falernia sangiovese 88x300 VINHO DA SEMANA: FALERNIA ELKI SANGIOVESE 2008.

 

Vinho: Falernia Elki Sangiovese 2008

Produtor: Viña Falernia

Origem: Vale do Elki (Chile)
Uvas: Sangiovese

Safra: 2008
Importadora no Brasil: Premium
Preço Aproximado: R$ 38,00



Esta vinícola não para de me surpreender. Vinhos bem feitos, alguns inusitados e diferentes e outros que a princípio podem parecer "mais do mesmo", mas não são. A Viña Falernia foi fundada no Valle do Elqui, um vale semi-desértico no norte do Chile, em 1998 pelo italiano Aldo Olivier, residente na região desde 1951 e produtor de frutas variadas, inclusive uvas. E desde então tem feito vinhos bem bacanas, com relação custo-qualidade muito interessantes!



E este vinho é mais uma prova de qualidade e surpresa. Afinal, garanto que são poucos aqui os que já beberam um Sangiovese (Uva típica da Toscana, Italia) do Chile. Este vinho de menos de R$ 40,00 é bem bacana. Coloração rubi de intensidade média, no nariz traz frutas vermelhas, um pouco de especiairias e ervas. Na boca é agradável, com os mesmos sabores que sentimos nos aromas, destacando a cereja e as ervas, taninos redondos e macios, acidez equilibrada e final médio-longo. Um vinho, acima de tudo, fácil de beber e por este preço um grande achado! 



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