Publicado em 26/03/2015 às 10h15

Bebi e Gostei: Broquel Petit Verdot 2013

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Vinho: Broquel Petit Verdot 2013.

Produtor: Trapiche

Origem:  Mendoza (Argentina).

Uvas: Petit Verdot.

Importadora: Interfood.

Preço Aproximado: R$67,90.

 

 

Um bom enófilo que se preze tem que ter no sangue aquela inquietude de provar coisas novas e não ficar somente naqueles vinhos que gosta. É assim que vamos desbravando e conhecendo este maravilhoso mundo do vinho. E fico feliz quando encontro algo diferente e principalmente com preço bom. É o caso deste vinho.

 

Falando um pouco sobre esta uva, a Petit Verdot é uma uva relativamente bem conhecida em seu habitat natural a região francesa de Bordeaux. Geralmente ela entra em blends com uma ou mais uvas como por exemplo Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot. Mas no Novo Mundo ela anda atraindo a atenção de muitos enólogos e posteriormente de enófilos, com vinhos bem interessantes e diferentes.

 

E o Broquel Petit Verdot é um destes vinhos. Um vinho delicioso, de bom corpo, boa acidez, taninos macios, aromas e sabores intensos bem característicos desta uva (ervas, vegetais e fruta madura, além da madeira bem integrada) e um final longo e gostoso. Um vinho diferente, com muita qualidade e mais um golaço do competente enólogo Daniel Pi, chefe da enologia da Trapiche. Vale provar pela qualidade, pelo preço e para conhecer algo novo e especial!

 

 

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Publicado em 02/03/2015 às 09h00

Bebi este Vinho e Gostei: Clos des Fous Locura Chardonnay 2012

mda00112 89x300 Bebi este Vinho e Gostei: Clos des Fous Locura Chardonnay 2012

 

Vinho: Clos de Fous Locura Chardonnay 2013

Produtor: Clos de Fous

Origem:  Valle de Colchagua (Chile).

Uvas: Chardonnay

Importadora: Ravin / World Wine.

Preço Aproximado: R$69,00 - Em promoção (Preço normal de R$ 86,90) 

 

 

Esta vinícola boutique é um dos grandes destaques do Chile. Comandada por 4 nomes de peso da vitivinicultura daquele país, entre eles o consultor e "caçador de terroir" Pedro Parra, eles fazem vinhos autênticos e que expressam bem o terroir.

 

Este Chardonnay, junto com o Pinot Noir são os mais conhecidos e carros-chefe da vinícola, que está trocando de importador aqui no Brasil e por isto está com um preço muito bom na Ravin, por R$ 69,00.

 

Este vinho foge daquele padrão de Chardonnay amadeirado que estamos acostumados e que tanto agrada os brasileiros. Por não passar por barricas, este vinho tem uma frescura incrível, muita fruta mineral e uma untusoidade única para um vinho que não passou por madeira. E a explicação é pelos 12 meses que o vinho permanece sobre suas peles, o que dá uma complexidade que faz toda a diferença e encanta. Por R$ 69,00, um belíssimo vinho para se comprar e ainda guardar mais uns 3 anos.

 

 

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Publicado em 09/02/2015 às 11h48

Em Buenos Aires, Muito Mais que uma Loja: Lo De Joaquin Alberdi

l 22 lo de joaquin vinoteca palermo busnos aires 1 300x199 Em Buenos Aires, Muito Mais que uma Loja: Lo De Joaquin Alberdi

 

Sempre que vou a Buenos Aires fico de escrever algumas merecidas linhas sobre esta loja e este cara, mas a falta de tempo e outros assuntos me impedem. Mas desta vez vai sair.

 

 

Como tenho ido muito para a Argentina, acabamos sempre passando 1 ou 2 dias em Buenos Aires antes de irmos para as regiões vinícolas. E já faz algum tempo que um programa é obrigatório por lá: A parada estratégica e com tempo na simpática e completa loja LO DE JOAQUIN ALBERDI. Esta loja, localizada no bairro de Palermo Soho (Jorge Luis Borges, 1772) é muito mais que uma loja completa. É uma loja onde o vinho é uma experiência, uma história, uma amizade.

 

 

Joaquin, que me foi apresentado pelo amigo João Filipe Clemente, é o simpático, carismático e extremamente comerciante dono da loja. Com seu jeito bonachão, ele te faz sentir em casa em 2 minutos. Quando se é brasileiro então, ele tem um carinho especial, pois são muitos os brazucas que aparecem por lá.

 

 

Em relação à loja, tem de tudo: Dos mais tradicionais e conhecidos como Trapiche, Catena, Zuccardi e outros, até pequenos e mínimos produtores de garagem que jamais conheceríamos se não fosse alguém como Joaquin nos apresentar. Os preços valem a pena para nós brasileiros e eles também tem um esquema de remessa ao Brasil, sem que precisemos nos incomodar com nada.

 

 

Mas a parte que encanta é a degustação. Joaquin tem uma cabeça privilegiada e inteligente. Afinal, como ele mesmo diz, :”Como é que vou vender meu vinho a vc se vc nunca tomou?” E ainda completa: “Os meus fornecedores sabem disto. Pra cada caixa de vinho que compro, peço uma caixa de bonificação para que eu possa abrir pros meus clientes experimentarem na loja.” Por conta disto, recomendo irem com tempo à loja, pois já fiquei lá mais de 3 horas e mal vi o tempo passar. O resultado foi uma degustação de 12 vinhos, alguns deles extremamente caros. Ele não economiza! E de fato ele tem toda razão. É impossível sair de lá sem levar uma garrafa pelo menos.

 

 

De tanto que já fomos, demos risadas e bebemos juntos, Joaquin virou um querido amigo. Não só pelo seu caráter, mas como pela sua visão do mundo do vinho, em fazer um trabalho próximo, diferente. É um exemplo para muita gente que deveria ter uma aula de como vender com o Joaquín. Aula de vender vinhos e vender carisma!

 

 

 

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Publicado em 05/11/2014 às 19h30

5 Safras do Ícono que é um Ícone. E Vice-Versa.

Evernote Camera Roll 20141030 135459 300x300 5 Safras do Ícono que é um Ícone. E Vice Versa.

 

Toda vinícola que se preze tem seu vinho ícone, ou seja, o vinho especial, que, na maioria das vezes, representa o que ela pode fazer de melhor. As qualidades variam, assim como os estilos e preços. Mas são sempre os mais caros em suas linhas.

Em minhas experiências nas degustações que tenho ido em que os importadores e produtores apresentam seus vinhos ícones, a tônica do evento é cultuar o vinho e dizer como ele é bom, como ele é feito e quanto custa. Poucos se preocupam em parar para analisar de verdade o vinho e explicar seu conceito e principalmente, sua evolução ao longo dos anos. E foi exatamente aí que o querido e competente Alberto Arizu, dono e atual gestor da gigante e muito reconhecida Luigi Bosca entrou, junto com Adolar Hermann, dono da importadora Decanter. Aliás, cabe aqui um parênteses importante e raro no mundo do vinho: Num mercado que tem uma rotação muito grande de produtores e importadores, uma relação que tem 19 anos de duração é algo a se tirar o chapéu e servir de exemplo!
Em uma degustação vertical das 5 safras (2005 - 2009) já elaboradas do seu Luigi Bosca Icono, Alberto mostrou a evolução e consistência do maravilhoso trabalho qu sua família faz há mais de 1 século na Argentina.
5 vinhos maravilhosos vinhos, sempre com um corte de Malbec/Cabernet Sauvignon que varia de acordo com o ano, é impressionante como o mais velho e primeiro de todos, o 2005, mantém sua estrutura, fruta e acidez, contando também com toques sutis, mas complexos e deliciosos de evolução e frutas mais secas. E mostra uma guarda longuíssima pela frente ainda.
O 2006, pra mim, foi o que menos mostrou longevidade e na minha humilde opinião, será o primeiro a cair mais rapidamente. Mas hoje, sem dúvida, assim como todos os outros, esta maravilhoso para se beber.
O 2007 foi o que apresentou acidez mais latente e o 2008, safra atual em comercialização na Decanter e que custa R$ 495,00, bem como o 2009, que chegará no ano que vem, já tem mais um jeitão da Argentina atual, com muita fruta madura, madeira bem integrada e acidez muito legal. Uma boa mistura de elegância e corpulência, atributos que sempre rodeiam esta linha de vinhos.
Sem dúvida, Alberto e sua equipe tem feito um trabalho sensacional, com qualidade, modernidade sem abrir mão da tradição e muita visão de mercado.

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Publicado em 02/10/2014 às 11h44

A Diversidade Argentina a Passos Largos – Premium Tasting 2014

Foto 89 Copy 300x199 A Diversidade Argentina a Passos Largos   Premium Tasting 2014

 

No último dia 17 de Setembro, tivemos a honra de termos no Brasil o Premium Tasting Argentina, evento já tradicional em Mendoza, criado em 2011 e que pela primeira vez na história saiu de sua cidade de origem para aportar em outra cidade e a cidade escolhida foi São Paulo. Ponto para a Wines of Argentina, que teve a idéia de passear com um dos principais eventos do calendário vinícola argentino!

 

 

Em Mendoza, o evento consiste numa degustação às cegas por jornalistas, sommeliers, enólogos e formadores de opinião, dos vinhos mais bem pontuados (92+) por Robert Parker e Stephen Tanzer.  Aqui no Brasil, o formato foi mantido, mas ao invés de incluirmos os vinhos de Tanzer, foram degustados os vinhos premiados com troféus no Argentina Wine Awards, o mais importante concurso argentino que acontece anualmente em Fevereiro. A idéia de trocar pelos ganhadores do AWA é a de promover cada vez mais fora da Argentina este importante e reconhecido concurso.

 

 

 

Porém, antes do Premium Tasting, na véspera, aconteceram 4 Master Class conduzidas por alguns dos mais premiados enólogos argentinos sobre diferentes temas. Alejandro Vigil , enólogo-chefe da Catena Zapata, falou e mostrou em profundidade e comparativamente as diferenças entre Cabernet Francs e depois entre Chardonnays que são feitos com uvas cultivadas em diferentes altitudes. Depois, Jose Luis Mounier, enólogo da Tukma, um novo e grande projeto em Salta, falou sobre os vinhos do norte/nordeste argentino e suas principais diferenças e características. Depois de Mounier, entrou Daniel Pi, enólogo-chefe do Grupo Trapiche, um dos maiores do mundo,  mostrando os ganhadores dos troféus regionais do AWA 2014, categoria nova que foi criada este ano. E por fim, Sebastian Zuccardi, atual terceira geração da família que criou e comanda a Bodega Familia Zuccardi, mostrou com muito conhecimento e sabedoria, as diferenças de terroirs de Mendoza em seus Malbecs e Bonardas. Sem dúvida, 4 aulas, que mostraram aos presentes, que a Argentina é muito mais que a Malbec e que as investigações, estudos e constantes melhorias estão sempre em pauta para os Hermanos.

 

Foto 66 Copy 300x199 A Diversidade Argentina a Passos Largos   Premium Tasting 2014

 

 

No dia principal, uma degustação às cegas conduzida por Susana Balbo (Presidente da Wines of Argentina e proprietária da Dominio del Plata), Suzana Barelli (Editora de Vinhos da Revista Menu) e Guilherme Correa (Sommelier-Chefe da Importadora Decanter) surpreendeu muita gente. Não só pela qualidade dos vinhos que já era o esperado. Mas a maioria dos presentes pôde ter contato com uma realidade cada vez mais latente da Argentina, que é a sua diversidade de estilos e uvas. Os já conhecidos Cabernet Sauvignon fizeram coro com grandes Cabernet Francs (que estão ganhando fama rapidamente), grandes blends de diversos tipos e estilos e outros grandes varietais, que andam se destacando por lá. E claro, não dá pra deixar de lado os grandes Malbecs, estes já bem conhecidos por aqui e pelo mundo todo.

 

 

Difícil aqui destacar um ou outro vinho. Prefiro me ater ao fato que já é realidade, de que a Argentina, que tão bem fez a fama com seus Malbecs, caminha a passos largos, para fazer mais fama ainda com seus outros vinhos. Sem dúvida, é o país da diversidade e da qualidade, cada vez mais consistente!

 

foto 159 300x199 A Diversidade Argentina a Passos Largos   Premium Tasting 2014

 

 

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Publicado em 04/08/2014 às 18h32

Silencio: Um Vinho que Vai Fazer Barulho.

image001 Silencio: Um Vinho que Vai Fazer Barulho.
A Cono Sur é uma vinícola chilena que já tem um certo nome no mercado com diversos vinhos, entre eles o grande Ócio, um super Pinot Noir Premium, a excelente linha "20 Barrels" e os vinhos de entrada, os famosos "Bicicleta", entre outros.
Com vinhos em várias faixas de preço, agora a vinícola lança seu vinho ícone, o Silencio, importado pela La Pastina.
Além dos ótimos vinhos, a vinícola ainda tem um "plus": Ganhou o prêmio de vinícola mais verde do mundo pela revista britânica Green Business, por ser dedicada ao manejo orgânico, com leveduras nativas e técnicas alternativas de combate aos insetos que comem as uvas.
O Silencio foi criado a partir de diversas provas às cegas e é um vinho mais complexo, com estrutura e longevidade. Envelhecido 22 meses em barricas de carvalho francês, o vinho permanece posteriormente por  mais dois meses em tanques de aço inox para afincamento. De acordo com Adolfo Hurtado “É no silêncio que se pode compreender melhor e apreciar um vinho verdadeiramente único”,
 Infelizmente, por já ter outro compromisso, não vou poder ir ao lançamento do vinho. Mas não tenho a menor dúvida que o vinho será um sucesso, como é tudo o que a Cono Sur faz. Abaixo, a ficha técnica do vinho:
Safra: 2010.
Origem: Valle del Maipo - Chile.
Uva: 98% Cabernet Sauvignon e 2% Carmenère.
Tipo: Tinto.
Amadurecimento: 22 meses em barricas de carvalho francês.
Graduação alcoólica: 13,7%.
Serviço: 16ºC-18ºC.
Preço para consumidor: R$780.
Disponibilidade para o consumidor: agosto/2014.

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Publicado em 17/07/2014 às 18h17

O EnoDeco Entra na Teoria da Evolução!

evolucao1 300x180 O EnoDeco Entra na Teoria da Evolução!

 

Há quase 6 anos atrás este blog começava a ser escrito de uma forma despretensiosa, com o intuito de dividir com amigos as minhas experiências no mundo do vinho. Na época, eu trabalhava na agência W/Brasil (Hoje W/McCann) e escrevia textos sobre degustações que eu participava e vinhos que eu bebia e mandava por e-mail para os amigos que gostavam de vinho. Só que o gosto pelo vinho e por escrever foi falando mais alto e os textos foram ficando mais longos, mais elaborados e mais frequentes. Até que uma amiga, que trabalhava comigo na agência deu a idéia de colocar estes textos num blog. No início fui contra, achava que era complicado e não teria paciência. Mas ela sentou ao meu lado, me convenceu e me ensinou. E assim começou o ENODECO. Primeiro no Blogspot, depois no WordPress e desde 2011 aqui no R7, com muito orgulho de fazer parte da equipe de Blogueiros.

 

 

Hoje, as coisas mudaram bastante, como eu já escrevi aqui. Depois de deixar o mundo das agencias, após 14 anos trabalhando nesta área, fui estudar em NY e concluí os 3 primeiros níveis do Instituto inglês WSET, a mais renomeada instituição de ensino no mundo do vinho. E desde então, graças a Deus o mundo do vinho tem me dado muitas alegrias. E trabalho, claro! Mas trabalho, este caso, é mais do que trabalho: É um prazer!!!

 

Mas agora, vamos falar da nova cara do blog. Assim como o vinho evolui na garrafa, nós todos devemos evoluir. E a cara nova do blog segue um pouco este conceito. Na minha visão, o mundo do vinho precisa ser moderno, ter uma cara jovem e descontraída para fugir dos dinossauros e Enochatos que habitam este mundo do vinho. E a equipe do R7 foi extremamente feliz quando chegou nesta solução que vcs estão vendo agora. E espero que assim como eu gostei, vocês gostem também e tenham mais prazer ao ler o blog. E aos que gostam do blog, o recado é que o conteúdo continuará o mesmo, tentando trazer para este espaço dicas e informações que sejam relevantes aos amantes do vinho, de uma forma leve, solta e fácil de entender!!

 

 

E por último, queria agradecer a cada um dos que lêem o blog, seja um leitor antigo ou que esteja lendo pela primeira vez!!

 

 

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Publicado em 26/05/2014 às 09h00

Quinta Nova e seus 250 Anos.

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A Quinta Nova é uma vinícola da Região do Douro e que está completando 250 anos e tem algumas linhas de vinhos: Quinta Nova, Pomares, Grainha, Mirabilis e os Portos. Seus vinhos são bem conhecidos e pontuados e de muita consistência. Num almoço bem agradável, pude experimentar alguns destes vinhos e vou deixar algumas linhas sobre o que eu achei:

 

 

Pomares Branco 2013, um vinho fácil de beber, feito com as uvas viosinho, gouveio e rabigato. Sem passagem por madeira, uma fruta bem presente e equilibrada com o álcool. Custa R$ 60,00.
O Mirabilis Grande Reserva 2011 é um vinho bem gastronômico, intenso e mais encorpado que o Pomares, aé por ter passado 10 meses em barricas, sendo 15% novas. Destaque para a garrafa francesa que lembra as garrafas da Borgonha do século XIX. Feito com as uvas Viosinho e Gouveio e custa R$ 210,00.

 

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O Quinta Nova Colheita 2011 é um corte de Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinto Cão e Tinta Roriz, sem passagem por madeira e que é bem fresco e intenso. Mesmo sem madeira, tem bom corpo e boa estrutura! Custa R$ 75,00.
O Quinta Nova Reserva 2011 já entra naquela gama de vinhos portugueses que tem sangue e alma portugueses. Bom corpo, taninos e madeira muito bem equilibrados e um final longo. Um corte de Tinta Roriz, Tinta Amarela, Touriga Franca e Touriga Nacional. Um vinho de boa guarda pela frente que custa R$ 155,00.
O Quinta Nova Grande Reserva 2011 é mais um Português com "P" maiúsculo. Estruturado, feito com uvas de vinhas velhas, está muito novo ainda e vai ser um daqueles vinhos que daqui a 10, 15 anos vai estar melhor ainda com a evolução que vai ter na garrafa. Custa R$ 360,00.

 

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Por último, o Porto Special Reserve, um porto com uma linda garrafa, fácil de beber e que ainda pode evoluir um pouco na garrafa, mas está bem pronto para ser bebido. Custa R$ 115,00.

 

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De fato, estão de parabéns a Quinta Nova e a Magnum Importadora por trazer estes vinhos para Brasil. Espero que façam um bom trabalho para que mais gente conheça os excelentes vinhos desta vinícola.

 

 

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Publicado em 06/05/2014 às 10h36

Steven Spurrier e os Espumantes Brasileiros: Uma boa idéia, não tão bem executada.

foto 1 225x300 Steven Spurrier e os Espumantes Brasileiros: Uma boa idéia, não tão bem executada.

 

Conforme postei na semana passada, na última sexta-feira tivemos um evento importante para o mercado de espumantes. Uma prova de espumantes do hemisfério sul, colocando frente a frente os espumantes brasileiros e outros do novo mundo, como os argentinos, australianos, chilenos, neo-zelandeses e sul africanos. Foram 21 espumantes divididos por modo de produção: 11 feitos a partir do método charmat e 10 a partir do método clássico.

 

 

A idéia do evento não era fazer um ranking, mas sim um painel comparativo em que os jurados, formados por experientes profissionais e degustadores, liderados por ninguém menos que Steven Spurrier, o crítico inglês que idealizou o famoso Julgamento de Paris em 1976 e que hoje é um dos mais importantes e renomados críticos de vinho do mundo. E dentro deste painel, cada um escolheria as 3 melhores amostras. Importante citar que as degustações foram todas às cegas.

 

foto 3 300x300 Steven Spurrier e os Espumantes Brasileiros: Uma boa idéia, não tão bem executada.

 

 

Vou colocar minha ordem de preferencia e citar os espumantes degustados, mas o importante é falar que mais uma vez vimos os nossos brasileiros disputando muito bem com ótimos espumantes do novo mundo. Alguns com mais destaque, outros com menos, mas nenhum ficou abaixo dos concorrentes.

 

 

Há de se comentar também que por serem divididos em 2 métodos de produção, tivemos que dividir nossas cabeças também, pois são estilos e conceitos diferentes. Os charmats, teoricamente mais fáceis de beber, mais simples, com mais fruta e mais frescor e os champenoise (tradicional) mais complexos, gastronômicos. Porém, aqui vai uma crítica construtiva à organização do evento, para que tenhamos eventos cada vez melhores e mais reconhecidos e importantes: Apesar de divididos em categorias, dentro de cada categoria, tínhamos espumantes muito distintos, feitos de maneira diferente. Charmat longo junto com charmat curto, espumantes safrados com não safrados e por aí vai. Outra crítica é sobre a prova: Não deveríamos saber de que países vinham os espumantes, antes de tomar. Degustação às cegas é para ser literalmente às cegas. Isto com certeza acaba afetando o resultado, é inegável.

 

 

Mas vamos aos espumantes e “resultados”:

 

 

Os espumantes degustados pelo método charmat foram:

  1. Norton Extra Brut (Argentina)
  2. Trivento Brut (Argentina)
  3. Lagarde Altas Cumbres Brut (Argentina)
  4. Chandon Brut (Brasil)
  5. Giacomin Brut (Brasil)
  6. Fante - Cordelier Brut (Brasil)
  7.  Santa Carolina Brut (Chile)
  8. Concha y Toro Brut Charmat (Chile)
  9. Santa Helena Premium Brut (Chile)

10. Sparkling Brut Sileni (Nova Zelandia)

11. Nederburg Cuvée Brut (Africa do Sul)

 

foto 2 300x225 Steven Spurrier e os Espumantes Brasileiros: Uma boa idéia, não tão bem executada.

 

Os espumantes degustados pelo método tradicional foram:

 

  1. Luigi Bosca Brut Nature (Argentina)
  2. Kaiken Sparkling Brut (Argentina)
  3. Trapiche Brut (Argentina)
  4. Smith & Son Angas Brut (Australia)
  5. Miolo Millesimme (Brasil)
  6. Casa Valduga 130 (Brasil)
  7. Cave Geisse Blanc de Blanc (Brasil)
  8. Viña Trapacá Traditional Brut (Chile)
  9. Hunetr’s Miru Miru (Nova Zelandia)

10. Krohn Borealis 2007 (Africa do Sul)

 

foto 41 300x225 Steven Spurrier e os Espumantes Brasileiros: Uma boa idéia, não tão bem executada.

 

A ordem preferida dos jurados foi:

 

Charmat:

-       Sparkling Brut Sileni (Nova Zelandia)

-       Giacomin Brut (Brasil)

-       Cordelier Brut (Brasil)

 

 

Tradicional:

-       Hunetr’s Miru Miru (Nova Zelandia)

-       Casa Valduga 130 (Brasil)

-       Cave Geisse Blanc de Blanc (Brasil)

 

A minha ordem foi:

 

 

Charmat:

-       Sparkling Brut Sileni (Nova Zelandia)

-       Nederburg Cuvée Brut (Africa do Sul)

-       Cordelier Brut (Brasil)

 

 

Tradicional:

-       Casa Valduga 130 (Brasil)

-       Luigi Bosca Brut Nature (Argentina)

-       Cave Geisse Blanc de Blanc (Brasil)

 

 

Sem dúvida foi um evento importante. Obrigado ao Ibravin pelo convite e honra em fazer parte deste importante evento. Mas podemos fazer melhor em muitos sentidos! Que nossos espumantes são excelentes, isto é inegável. Mas se queremos colocá-los frente a frente com alguns dos melhores espumantes do mundo, precisamos organizar bem esta degustação. Colocar espumantes similares, ser criterioso no processo de escolha e degustação e detalhista na organização. E não sair divulgando por aí que Steven Spurrier considera o espumante brasileiro o melhor do novo mundo.

 

 

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Publicado em 28/02/2014 às 12h51

Vinho da Semana: Les Salices Pinot Noir 2012

francois lurton les salices pinot noir vin de pays d oc france 10487072 300x300 Vinho da Semana: Les Salices Pinot Noir 2012

 

Vinho: Les Salices 2012.

Produtor: Francois Lurton.

Origem:  Languedoc (França).

Uvas: Pinot Noir.

Importadora: Zahil

Preço Aproximado: R$ 77,00

 

 

O Carnaval tá aí. O calor deu uma amenizada, mas ainda está dando o ar da graça. Então, sabendo que nós tomamos sempre mais tintos do que brancos no geral (Sim, tem gente que toma mais branco ou espumante), pensei num vinho que pudesse nos acompanhar no calor e no carnaval. E este vinho é um Pinot da França, de fora da Borgonha e com um custo interessante.

 

 

O Les Salices é um vinho bacana, leve, para se beber sem frescuras e sem compromisso. Aquele vinho fácil, mas que tem consistencia, tem personalidade. Vindo de uma região que o forte são uvas mais encorpadas como Grenache e Syrah, entre outras, este Pinot se saiu muito bem. Leve, com boa fruta, boa acidez, final médio/longo e bom para se beber sozinho ou até mesmo para acompanhar pratos de corpo leve/médio, como frutos do mar ou queijos no geral. Bela pedida para estes dias quentes e alegres de carnaval.

 

 

 

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Perfil

André Rossi (Déco), 37 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”.

É também um dos únicos cinco Brasileiros residentes no país a ser credenciado como Professor deste mesmo WSet, tendo sido aprovado pelo WSet Educator Training Program 2011, em Nova York.

Editor e Idealizador do Blog EnoDeco, que é hoje o blog oficial de vinhos do portal R7, um dos blogs de vinho mais acessados do Brasil, e que já foi indicado pelo Guia 4 Rodas 2009 como um dos 10 melhores eno-blogs do Brasil.

Colunista da Revista Cool Magazine, da Revista Online Bloggers e também Editor de Vinhos da 4a. Edição do Flavour Guide , projeto anual do crítico gastronômico Josimar Melo. É jurado e avaliador de vinhos de vários eventos e revistas especializadas.

Há 2 anos é o Relações Públicas da Wines of Argentina (WofA), associação das melhores e principais vinícolas argentinas, sendo o responsável pela comunicação, eventos, degustações e todas as ações que a WofA faz em todo o Brasil, para divulgar e comunicar o vinho argentino por aqui.

Foi o ganhador do concurso “Meu Vinho com Susana Balbo” que foi disputado por 30 blogueiros e jornalistas de vinho, onde o principal objetivo era fazer o seu próprio vinho, usando 5 variedades disponibilizadas pela mais importante e premiada enóloga argentina, Susana Balbo. Seu vinho foi escolhido entre os 30 competidores, numa degustação às cegas pela enóloga e sua equipe, tendo um vinho assinado em conjunto com Susana, o Dominio del Plata Essential Limited Edition 2011.

É Publicitário de formação e foi Diretor de Atendimento de grandes agências como W/Brasil e Lew’Lara/TBWA, tendo passado também por Young & Rubicam, DPZ, Leo Burnett e Publicis. Antes disto, trabalhou na área de marketing da importadora Expand.

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