Publicado em 25/08/2014 às 15h01

À luz de uma Vertical de Cobos.

 
Não é todo dia que se tem uma tarde iluminada. Não só pela linda luz do sol da tarde que batia na enorme e famosa Figueira que faz do restaurante Figueira Rubayat um dos mais bonitos da cidade. A tarde foi iluminada pela presença de Paul Hobbs, um dos grandes enólogos da atualidade, consultor de mais de 30 vinicolas ao redor do mundo e que é também proprietário de 3 vinícolas, sendo 2 na Califórnia e 1 na Argentina, que é de quem falaremos. A Viña Cobos tem alguns dos vinhos mais desejados e pontuados da Argentina, o Cobos Malbec, além de outros maravilhosos, como os Bramares e os Felinos.

 
E a luz da tarde começou com a simpatia de Paul contando sobre seus primeiros passos em solo argentino, na Catena Zapata, fazendo o famoso vinho Alamos Malbec (sem que Nicolás Catena soubesse), e depois o desejo de ter seu próprio projeto. Com ajuda de contatos de sua esposa Mariella, que é Argentina, achou 2 sócios para iniciar o projeto em 1997.

 
Em 1999, seu primeiro vinho, o Cobos Malbec 1999 recebeu nada menos que 92 pontos de Robert Parker. E depois disto a coisa decolou.

 
Mas vamos à luz do que tornou esta tarde especial: a vertical de Cobos 2009, 2010 e 2011, que vem de uvas proveniente de vinhedos com mais de 85 anos de idade. Como faço geralmente os relatos de verticais, não vou me ater tecnicamente vinho a vinho, mas vou traçar um panorama geral. E vou falar que são vinhos bem diferentes.

 
O Cobos 2009 tem o nariz mais complexo, com madeira, frutas pretas e violeta, além de um herbáceo mais forte e um final longo de frutas secas. Talvez, um pouco evoluído demais para um vinho de 5 anos deste porte. Já na boca, o 2010 ganha do 2009 por ser mais intenso, com final ainda mais longo e parece ter mais guarda que o 2009. Mas se falarmos em equilíbrio, sem dúvida, o 2011 dá um show. Intensidade à flor da pele, acidez, taninos, final, nariz... Tudo nos levando a um vinho iluminado, como tenho dito desde o começo.

 
Claro que o preço de R$ 1.099,00 para os 3 vinhos, limita o acesso a eles. Mas de fato estamos falando de um vinho único, de enorme guarda e que tem tudo para estar um néctar dos Deuses daqui a uns 10 anos.

 

Depois ainda tivemos 3 Bramares, mas que falarei num outro post, para que as luzes do show de hoje fiquem só para o Cobos.

 

 

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Publicado em 26/05/2014 às 09h00

Quinta Nova e seus 250 Anos.

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A Quinta Nova é uma vinícola da Região do Douro e que está completando 250 anos e tem algumas linhas de vinhos: Quinta Nova, Pomares, Grainha, Mirabilis e os Portos. Seus vinhos são bem conhecidos e pontuados e de muita consistência. Num almoço bem agradável, pude experimentar alguns destes vinhos e vou deixar algumas linhas sobre o que eu achei:

 

 

Pomares Branco 2013, um vinho fácil de beber, feito com as uvas viosinho, gouveio e rabigato. Sem passagem por madeira, uma fruta bem presente e equilibrada com o álcool. Custa R$ 60,00.
O Mirabilis Grande Reserva 2011 é um vinho bem gastronômico, intenso e mais encorpado que o Pomares, aé por ter passado 10 meses em barricas, sendo 15% novas. Destaque para a garrafa francesa que lembra as garrafas da Borgonha do século XIX. Feito com as uvas Viosinho e Gouveio e custa R$ 210,00.

 

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O Quinta Nova Colheita 2011 é um corte de Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinto Cão e Tinta Roriz, sem passagem por madeira e que é bem fresco e intenso. Mesmo sem madeira, tem bom corpo e boa estrutura! Custa R$ 75,00.
O Quinta Nova Reserva 2011 já entra naquela gama de vinhos portugueses que tem sangue e alma portugueses. Bom corpo, taninos e madeira muito bem equilibrados e um final longo. Um corte de Tinta Roriz, Tinta Amarela, Touriga Franca e Touriga Nacional. Um vinho de boa guarda pela frente que custa R$ 155,00.
O Quinta Nova Grande Reserva 2011 é mais um Português com "P" maiúsculo. Estruturado, feito com uvas de vinhas velhas, está muito novo ainda e vai ser um daqueles vinhos que daqui a 10, 15 anos vai estar melhor ainda com a evolução que vai ter na garrafa. Custa R$ 360,00.

 

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Por último, o Porto Special Reserve, um porto com uma linda garrafa, fácil de beber e que ainda pode evoluir um pouco na garrafa, mas está bem pronto para ser bebido. Custa R$ 115,00.

 

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De fato, estão de parabéns a Quinta Nova e a Magnum Importadora por trazer estes vinhos para Brasil. Espero que façam um bom trabalho para que mais gente conheça os excelentes vinhos desta vinícola.

 

 

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Publicado em 21/05/2014 às 18h30

Norton: Da História da Argentina pra História do Brasil.

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Com o amigo e competente Jorge Riccitelli

Norton: Um nome intimamente ligado ao vinho argentino e também ao consumidor brasileiro de vinho. Um nome forte, bem estabelecido aqui e no mundo todo com vinhos de excelente qualidade e seriedade.
Jorge Riccitelli: Um outro nome forte, de respeito, sinceridade, competência e simpatia. Jorge é o enólogo da Norton e responsável por todos os vinhos da vinícola. E também, não posso deixar de falar, é o responsável inspirador do seu filho Matias Riccitelli, jovem enólogo que anda arrebentando na Argentina com seus vinhos próprios e que em breve estará por aqui lançando sua linha!
Em uma degustação especial e agradável com o amigo Jorge e o pessoal da Importadora Wine Brands, que importam e distribuem os vinhos da Norton aqui, pude provar novamente alguns dos vinhos feitos pela vinícola e tbm provar outros que ainda não conhecia e vou comentar abaixo:
Norton Lote 2009. Uma caixa de 3 Malbecs 2009 feitos da mesma forma, mesmo tempo de barrica (16 meses), 100% Malbec. Mudam apenas os terroirs. Lulunta, La Colonia, e Agrelo. Nos anos seguintes, pode ser que tenhamos outras variedades. Serão escolhidas sempre as variedades que se dêem melhor naquele ano. O Kit com os 3 vinhos custa R$ 480,00 e só pode ser comprado com a caixa de 3 fechada.

 

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Norton Reserva 2009. Um dos Malbecs mais típicos e conhecidos da Argentina. E de fato é um Malbec típico do que se espera de um Malbec e um bom custo de R$ 73,00.
Norton Privado 2010. É a bandeira na Norton no exterior, pois não fazem para o mercado interno da Argentina. Um corte de 40% Malbec, 30% Merlot e 30% Cabernet Sauvignon. Com 16 meses de barricas e mais 12 meses em garrafas antes de ser lançado, é um vinho de longa guarda e sempre foi o vinho da Família Swarovski, que é a dona da Bodega Norton. Custa R$ 104,00.
Perdriel del Centenario 2007. Um vinho que é o mesmo corte do Privado, mas com barricas novas e somente da Finca de Perdriel. Mesmo com 7 anos, parece um vinho extremamente novo e mostra uma potência maravilhosa. O primeiro vinho Centenário foi feito em 1995, no centenário da vinícola e depois disto, se tornou um enorme sucesso e não saiu mais de linha. Detalhe curioso: o Brasil é o principal mercado de Centenário no mundo! Preço de R$ 133,00.
Perdriel Vineyard Selection 2005. Um corte diferente em proporções, mas ainda com as mesmas uvas. 60% Malbec, 28% Cabernet Sauvignon e 12% Merlot. Aqui, os 16 meses de barricas novas aparece mais, mas mesmo assim, com uma elegância que não parecem 16 meses. Um vinho de R$ 293,00 que tem uma longuíssima guarda pela frente.

 

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Uma tarde entre amigos e bons vinhos que, tomara, não demore muito pra acontecer de novo!

 

 

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Publicado em 15/05/2014 às 18h00

As Novidades da Zuccardi Incluem 2 Vinhos de 95 e 96 Pontos!

foto 22 225x300 As Novidades da Zuccardi Incluem 2 Vinhos de 95 e 96 Pontos!

 

Em um almoço com a sempre atenciosa e detalhista equipe da Ravin, tivemos mais uma vez a possibilidade e honra de estar junto a Alberto Zuccardi, simpatico e competente figura do mundo do vinho argentino, sem dúvida, um dos nomes mais importantes do vinho hermano.

 
Desta vez, o almoço com Zuccardi foi para que ele nos contasse um pouco sobre as novidades da vinícola para o mercado brasileiro. Diga-se de passagem, Zuccardi é, sem a menor dúvida, uma das vinícolas mais inquietas que conheço e que bucsca constantemente novos terroirs e experiências com novas regiões e uvas. A primeira novidade é o Brazos de Los Andes 2011, um corte bacana de Malbec (45%), Cabernet Sauvignon (28%), Syrah (17%) e Bonarda (10%). Um vinho diferente, que foge do Malbec tradicional, pois é complexo e muda muito na taça com o tempo. Custa 95 Reais. Logo depois, um vinho que não é tão novidade, mas a safra é nova. O Emma Bonarda 2011 é o único 100% Bonarda da vinícola e mostra como esta uva, que anda ganhando espaço com vinhos varietais, pode dar vinhos de altíssima qualidade! Custa 238 Reais e pra mim, é um vinho um pouco caro por ser uma uva que o Brasileiro ainda não conhece bem. Logo depois, mais um vinho novo: o Tito Zuccardi 2011, que tem o nome inspirado no avô de Alberto. Um corte que também tem Malbec como base (83%), e é complementado com Cabernet Sauvignon e Caladoc, que é uma uva resultado do cruzamento de malbec e grenache. Um vinho que a malbec fala alto, mas tem algo de herbáceo que deve vir destas outras 2 variedades. Um vinho de muita guarda, que custa 298 Reais.

 
Depois, pra mim, o meu "queridinho" deles, o Zeta. Desta vez, a safra 2010, que tem 83% de Malbec e 17% de Cabernet Sauvignon. Sempre um vinho extremamente equilibrado, gastronômico e de longa guarda. Por 325 Reais, um daqueles vinhos que precisa ter cada gole bebido com muito carinho. Terminando as surpresas disponíveis por aqui, o Aluvional La Consulta 2008, um malbec que passa 24 meses em barricas francesas. Na minha opinião, um vinho difícil de vender pelo preço (598 Reais), mas sem dúvida, um vinho de longuíssima guarda e estrutura.

 

 

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Zuccardi Zeta e Zuccardi Aluvional

Por último, vinhos que não estão no mercado ainda: O Finca Piedra Infinita 2012 e o Finca Los Membrillos 2011. Ambos os vinhos, que não tem ainda nem rótulos prontos (os da foto foram feitos para que Alberto pudesse trazer ao Brasil para este evento),  foram altamente pontuados por Robert Parker em sua recente lista de vinhos argentinos divulgada em sua publicação, a Wine Advocate. O primeiro levou nada menos que 96 pontos e o segundo, 95. Pontuações realmente expressivas e que para a vinícola, significam muito, pois mal ou bem, concordando ou não com as pontuações e seus efeitos no mercado do vinho (como eu já disse aqui, tenho muitos pés atrás com esta fissura por altas pontuações), é um fortíssimo argumento de vendas para os produtores. Estes vinhos, feitos com uvas de vinhedos únicos (Single Vineyard), seguem a linha de estrutura, corpo e potência do Aluvional e Zetta. São vinhos de guarda e únicos, para serem bebidos em ocasiões especiais. Apesar de não ter preço ainda, devem vir com preços condizentes com suas pontuações.

 

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As Novidades da Zuccardi, altamente pontuadas: Finca Los Membrillos e Finca Piedra Infinita

 

Bom, depois de tantas novidades e tantos vinhos, foi difícil de terminar o dia. E apesar de já conhecer bem Alberto, Sebastian e seus vinhos, é sempre uma aula conversar com eles e beber seus vinhos. Até porque eles não cansam de trazer coisas novas para nós, amantes do vinho!!

 

 

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Publicado em 13/05/2014 às 18h00

A Evolução da Quinta dos Murças

foto 300x300 A Evolução da Quinta dos Murças

 

A Quinta dos Murças é uma propriedade que faz faz parte do grupo Esporão, um dos mais famosos e importantes de Portugal. Com uma linha de vinhos bem completa, eles vão dos brancos aos portos, passando por tintos tranquilos e rosé, de diversos estilos.

 
Em um almoço com o enólogo David Baverstock e a equipe da importadora Qualimpor, pude provar alguns destes vinhos, sendo dois deles lançamentos aqui no Brasil e com preços ainda indefinidos.

 
O primeiro vinho foi o Assobio Branco 2013 (Lançamento), um vinho fresco, facil de beber, leve, feito com as uvas Viosinho, Rabigato e Gouveio. Em seguida, o outro lançamento, o Assobio Rosé 2013, feito com um corte de Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Francisca. Um rosé que lembra cor de novo mundo, mais intensa, bem intenso no nariz com muita fruta vermelha, bem fresco e final longo. Um vinho rosé gastronomico e que iria muito bem com um peixe como um robalo ou frutos do mar. Ambos, que são lançamentos, devem chegar a um preço de mais ou menos 60 Reais.

 
Depois, fomos aos tintos, a começar pelo Assobio Tinto 2011, um corte tradicional de Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca, que 20% passa 12 meses em barricas de carvalho americano. Equilibrado, corpo médio e final longo, é um vinho de excelente custo-benefício pelos 76 Reais que custa. Eu já havia experimentado a primeira safra do Assobio e ele evoluiu muito, está bem mais equilibrado e interessante!!

 
O Quinta das Murças Reserva 2010 é aquele vinho portugues de corpo e alma. Encorpado, denso, complexo e bem equilibrado. Com um corte de 6 uvas autóctones de lá, é um vinhaço que já está pronto pra se tomar agora ou para guardar por um bom tempo. Custa 265,00 Reais.

 
Indo para os portos, vale uma comparação: O Tawny 10 anos (279,00) é um Porto envelhecido com "P" maiúsculo. Linda cor, delicado e intenso ao mesmo tempo. O Vintage 2011 (280,00) é outro bicho, grande também. Cor que tinge a taça, encorpado, com alcool ainda bem presente no nariz, mas por ser um port novo, muito bem equilibrado. Vinho para se tomar de joelhos daqui uns 10-15 anos!

 
De fato, uma vinícola de destaque, que vem crescendo com consistencia, sem perder a essência!!

 

 

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Publicado em 12/12/2013 às 13h44

Fechando o ano com chave de ouro e com algumas Ferraris.

foto 4 300x225 Fechando o ano com chave de ouro e com algumas Ferraris.

 

A Decanter sempre se destacou pela excelencia de seus vinhos em seu portfolio, por eventos bem organizados e de alto nível de detalhes que poucos neste mercado tem. Mas agora acho que eles se superaram. Comandado pelo competente, estudioso e amigo Guilherme Correa, tivemos um jantar diferente e de alto nível, que colocou frente a frente os maravilhosos, premiados e deliciosos espumantes italianos FERRARI, feitos na região de Trentino (Norte do país) e que colecionam fãs ao redor do mundo e a culinária japonesa do Restaurante Huto. E é claro que sempre que se fala em Ferrari, vem a pergunta inevitável à cabeça: O que eles tem a ver com a escuderia de fórmula 1? Na verdade eles tem apenas um acordo para que possam usar o nome. E uma curiosidade: A equipe de Fórmula 1 foi fundada em 1947 e a vinícola em 1902, por Giulio Ferrari.

Falando do jantar e dos Ferraris, harmonizar espumante com comida japonesa é algo que eu sempre falo que vale a pena testar. Sei que o sakê é a bebida preferida para acompanhar sushis, sahimis e afins, mas fica aqui o desafio lançado para que façam este teste! Não vão se arrepender. Foram 6 espumantes, harmonizando perfeitamente com pratos exclusivos, de qualidade impressionante e feitos um a um com um cuidado sem igual. Um restaurante digno de figurar entre os melhores japas da cidade, sem a menor sombra de dúvidas.
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A Ferrari Brut por exemplo, espumante de entrada (todos os espumantes são feitos pelo método clássico), fica nada menos que 36 meses sobre as leveduras, no mínimo. Depois vieram os outros, um melhor que o outro, com estilos diferentes e ao mesmo tempo mantendo uma consistencia de qualidade impressionante.
E para não cansar e falar de todos eles, um a um, vou me render e ajoelhar para falar do Giulio Ferrari Riserva del Fondatore 2001. Um espumante safrado que dá pau em espumantes e champanhes safrados conhecidos, a um preço bem mais em conta. Além disto, enquanto uma Dom Perrignon por exemplo tem 6 anos sobre as leveduras e parece muito, a Giuilio tem nada menos que o dobro do tempo: 12 anos. Pra mim, seguramente um espumante que entra nos meus TOP 3 de espumantes e champanhes que já bebi em toda a minha vida!
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Sem dúvida, o ano agora pode acabar que eu já tô mais do que feliz!

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Publicado em 19/11/2013 às 10h36

Abadal: Retrato de uma nova Espanha.

6266016374 8fd62eedfa b 300x225 Abadal: Retrato de uma nova Espanha.

 

A Espanha sem dúvida nenhuma é um país que ganha, a cada dia, mais espaço nas taças dos brasileiros e também de outros enófilos no mundo todo. E temos tido contato com vinhos que vão além das famosas Ribera del Duero e Rioja. Por exemplo, a Catalunha, tema deste post.

 

Pude estar numa degustação bem bacana na Enoteca Decanter, com um dos enólogos do grupo, o senhor Joan Ramon Mañé. Nesta degustação, provamos os vinhos de 2 vinícolas do grupo: Abadal (Pla de Bages) e Lafou (Terra Alta - Batea), ambas catalãs. E neste post falarei apenas da Abadal e na sequencia, escrevo o da Lafou.

 

O primeiro vinho já foi novidade para mim pela uva: Abadal Picapoll 2011. Picapoll é uma uva branca local de Pla de Bages, uma das D.O's da Catalunha. O vinho, procurando uma comparação com algum outro mais conhecido, tem um nariz próximo ao de um chradonnay sem madeira. Mas na boca, não tem nada a ver. Mais herbaceo, mais cítrico e menos fruta tropical. Um vinho refrescante e agradável. Custa R$ 74,10.

 

 

Depois, o Abadal Nuat 2008, também 100% Picapoll, mas com uma complexidade muito maior. Até por passar 10 meses sobre as lias, ele tem outra pegada. Mais corpo, mais intenso, mais encorpado. Já tem, inclusive , um ligieiro toque balsâmico, que o deixa ainda mais complexo. Um vinho para comida! R$ 196,70.

 

 

Indo para os tintos, o Abadal Cabernet Franc/Tempranillo 2011. Um vinho de R$ 62,90 muito fresco e facil de beber. A maciez da tempranillo e a estrutura da cabernet franc estão bem equlibradas. Mas um vinho diferente daqueles taninos doces que estamos acostumados. Um vinho facil, porém elegante!

 

 

Depois , o Abadal Reserva 2005, um corte de Merlot, Cabernet Sauvignon e Syrah. E um vinho curioso, porque seu nariz denuncia a idade de 8 anos, com um delicioso balsâmico, misturado a frutas vermelhas e madeira. Mas a acidez, na boca mostra que o vinho ainda tem um bom trmpo de garrafa. Um vinho bem interessante e pelo custo (R$ 103,70), vale a pena comprar 2 garrafas: uma para tomar agora e outra para guardar mais uns 3 anos...

 

 

E por último, o Abadal Selecció 2006, outro vinho que tem muita vida pela frente, com acidez fantástica, toques de evolução na boca e no nariz, e bom corpo e final longo. Corte de Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Syrah. R$ 241,00.

 

 

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Publicado em 11/11/2013 às 10h40

Consistência: Palavra de Ordem na Vinícola Mendel.

Mendel 225x300 Consistência: Palavra de Ordem na Vinícola Mendel.

 

Estar frente a frente com grandes enólogos é sempre um prazer e uma das coisas mais encantadoras do mundo do vinho. E graças a Deus estas oportunidades tem sido cada vez mais frequentes para mim. Mas tem alguns que acabam sendo mais especiais, como o caso de estar com o argentino Roberto de la Mota, enólogo-chefe e proprietário da vinícola Mendel, uma bodega pequena, que tem uma capacidade de 200 mil garrafas e deste total, mais de 90% para exportação. Aqui no Brasil, a Expand é a importadora dos vinhos Mendel. Roberto é um dos principais enólogos argentinos, tendo estudado e trabalhado em grandes propriedades da França, com destaque para o mítico Chateau Cheval Blanc. E num delicioso almoço, pudemos provar alguns de seus vinhos, que já conhecia, mas é sempre bom repetir quando os vinhos são bons.

 

 

 

E o primeiro vinho é o de entrada da vinícola, o Lunta 2011 (Malbec 100%), um vinho de R$ 98,00 que apresenta muita fruta, exclente corpo e acidez e uma estrutura incrivel. Um vinho ainda jovem, mas já pronto para beber. Depois, o mais conhecido de todos, o Mendel Malbec 2011. Apesar do Lunta já ter uma boa passagem por madeira, uma das principais características do Mendel é uma maior presença de madeira, mas sem nenhum exagero. Um malbec que foge dos padroes daquelas compotas de fruta e é mais elegante, tendo uma complexidade bem bacana. R$120,00. Por último, o ícone da vinícola, o Mendel Unus 2010, um corte predominantemente de Malbec, mas que leva boa parte de Cabernet Sauvignon e uma "pitada" de Petit Verdot. 16 meses de barricas de primeiro e segundo uso e um vinho ainda novo, mas que mantém a mesma espinha dorsal dos outros, com elegancia. Sem nada em exagero, tudo absolutamente equilibrado, casou perfeitamente com a carne que foi servida. Um vinho de R$ 248,00 que tem uma longa guarda pela frente. Longa mesmo.

 

 

 

Sem dúvidas, Roberto tem o reconhecimento que tem por conta de sua competencia. E tanto a Mendel, como outras bodegas que ele assessora, podem ter a certeza, de olhos fechados, que terão vinhos consitentes, sérios e de alto nível. E no caso da Mendel, bom para a Expand que tem verdadeiras preciosidades argentinas em seu portfolio.

 

 

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Publicado em 01/11/2013 às 11h17

A Allegrini só escolhe o que há de melhor no Veneto e na Tosacana.

79 10 allegrini 300x187 A Allegrini só escolhe o que há de melhor no Veneto e na Tosacana.

 

A vinícola Allegrini é sem dúvida nenhuma uma das mais importantes e conhecidas da Italia, principalmente na região do Vêneto, desde ao anos 1500. Mas não apenas de Amarones e Valpolicellas vive a Allegrini. O grupo Allegrini é também proprietário das marcas Corte Giara (Vinhos mais acessíveis do vêneto), Poggio al Tesoso (Bolgheri, Toscana) e San Polo (Montalcino). E em degustação com Giovanni Scolari, diretor do Grupo, pude provar um pouco de cada marca, e vê-se que existe uma consistência muito bacana em todos os vinhos. Todos os vinhos são trazidos pela Grand Cru.

 

 

 

O primeiro vinho foi o Allegrini Corte Giara Pinot Grigio 2012 (R$ 57,00), da região do Vêneto e como o nome diz, feito 100% com Pinot Grigio. Um vinho típico desta uva, bem aromático, um nariz equilibrado entre verdes (ervas em geral) e frutas (pêssego e abacaxi) e um certo mineral. Na boca, mais seco que parece no nariz, mas extremamente fresco e fácil de beber. Bom final e um belo custo, o que o torna um grande sucesso de vendas na Grand Cru.

 

 

 

Depois vamos ao Poggio Al Tesoro Mediterra 2011, um tinto da região de Bolgheri (Toscana) feito com uvas internacionais famosas, sem Sangiovese, que é uma uva que, apesar de ser o coração dos vinhos toscanos, em Bolgheri ela não é muito plantada. O corte, com Syrah (40%), Merlot (30%) e Cabernet Sauvignon (30%) é muito bem feito. De cara, o Syrah mostra sua força no nariz, aparecendo mais que as outras com uma picância de pimenta. O Cabernet, com seu pimentão verde também aparece bem. Na boca, excelente acidez, boa complexidade entre frutas, madeira e algo herbáceo. Bom exemplo de supertoscano e que custa R$ 117,00.

 

 

 

O Allegrini Pallazo dela Torre 2009 é um corte interessante do vêneto, com Corvina (70%), Rondinella (25%) e Sangiovese (5%). Não fosse a Sangiovese, daria para dizer que é quase um corte de Valpolicella. Um vinho bem interessante, que leva um pouco de uva passificada (30%) e com isso o vinho ganha um “doce” bem leve adicional, mas que ainda o deixa seco, mas fácil de tomar. Corpo médio, frutas vermelhas no nariz, boa acidez e bom final . R$ 137,00.

 

 

 

Na sequencia, o La Grola 2009, um vinho famoso e sempre muito falado. Corte de 70% Corvina, 15% Rondinella e 10% de Syrah, que custa R$ 190,00. Diferente do outro, o La Grola não tem uva passificada e com isso, se torna mais seco. No nariz, mais terroso, mais herbáceo, algo medicinal e na boca, é bem fiel ao que vemos no nariz, com uma boca longa e persistente. Belo vinho, a R$ 190,00.

 

 

 

E por último, um tipo de vinho que está entre os meus preferidos, se não for o que mais gosto, que é o Brunello di Montalcino. Este Brunello di Montalcino San Polo DOCG 2007 é um Brunello típico. No nariz, muita terra, frutas vermelhas e pretas e ervas. A madeira, sempre sutil, amacia e sustenta o vinho. Excelente acidez, taninos macios, corretos, até estão mais sutis do que encontramos em muitos Brunellos até mais velhos, o que nos dá um vinho mais pronto para beber, mas que pode ser guardado por bastante tempo ainda.

 

 

 

Como disse anteriormente, os vinhos todos, mesmo feitos em vinícolas e regiões diferentes, tem muita consistência. Não é à toa que o nome da Allegrini tema força que tem! Salute!

 

 

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Publicado em 30/10/2013 às 12h39

Os belos vinhos nacionais da Villa Francioni

villa francioni 49 300x199 Os belos vinhos nacionais da Villa Francioni

 

Amigos, como vcs acompanham os relatos por aqui, há muitos eventos, degustações, almoços e jantares no mundo do vinho e é praticamente impossível de comparecer a todos. Mas teve um em especial que eu infelizmente não pude ir e fiz questão de pedir para a Jane Prado, fotógrafa, blogueira (Chateau de Jane) e que trabalha comigo na Winet para que fosse no almoço oferecido pela Importadora Ravin para apresentar a parceria deles com a Vila Francioni, produtor brasileiro que admiro muito e gosto dos vinhos. Então, abaixo o texto da Jane sobre o almoço e espero que gostem do relato feito por ela!!

 

" Quando falamos em vinhos brasileiros pensamos direto na Serra Gaúcha. Verdade, é lá que está a maior produção de vinhos finos do Brasil. Mas fazer vinhos bons não é exclusividade deles. Outras regiões, do Rio Grande de Sul e Santa Catarina, vêm se destacando nos últimos anos e ganhando espaço no mercado de vinhos de qualidade.

 

 

A Ravin, importadora de vinhos, resolveu apostar numa vinícola de São Joaquim, em SC. Como o foco deles é trazer vinhos de qualidade para o Brasil, a produção nacional acabava ficando de fora do seu portfólio, até ser fechada essa parceria com a Villa Francioni.

 

 

Fui convidada pelo Déco para representá-lo num evento da Ravin e depois dar a minha opinião sobre os vinhos da Villa Francioni que seriam degustados. Lógico que aceitei, e aqui estou eu no EnoDeco.

 

 

Foram servidos 7 vinhos devidamente harmonizados no restaurante NB Steak. Num geral achei todos os vinhos de qualidade e realmente engarrafados com estilo, mas, apesar de lindas, as garrafas vem de fora e, fora os vinhos de guarda, não acho que elas influenciem no resultado. Então prefiro minha parte num preço mais viável na prateleira do que em garrafas importadas cheias de estilo.

 

 

Os que eu mais gostei, neste clima de verão, foram:

 

 

Villa Francioni Sauvignon Blanc 2012, um vinho com uma bela acidez, equilibrado, com aromas de maça verde e abacaxi, além das notas de aspargos que eu adoro. Na boca, se mostra fresco e com um volume que a preenche. Preço: R$103,00.

 

 

Villa Francioni Rosé 2012, um vinho feito a partir de 8 castas diferentes: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Sangiovese, Syrah, Petit Verdot, Pinot Noir, Merlot e Malbec. Ano a ano misturadas em proporções diferentes em busca do resultado ideal. Aromas de frutas com um toque floral, nos instigam ao primeiro gole. Na boca, fresco, com boa acidez e um final marcante. Preço: R$ 78,00

 

 

Quando acabou o almoço, fomos surpreendidos com uma taça de Brut Rosé, feito com Pinot Noir e Chardonnay, através do método tradicional. O espumante estava vibrante, frutado com aquele toque de fermento de um bom brut. Na boca, suavidade e intensidade perfeitamente em harmonia. Preço: R$175,00.

 

 

Eu, como brasileira, super apoio esta parceria, acho que temos que nos orgulhar dos nossos vinhos e tentar, de todas as formas, acabar com o preconceito de que somente o que vem de fora é bom.

Santé!"

 

 

CHEERS!!

 

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Perfil

André Rossi (Déco), 37 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”.

É também um dos únicos cinco Brasileiros residentes no país a ser credenciado como Professor deste mesmo WSet, tendo sido aprovado pelo WSet Educator Training Program 2011, em Nova York.

Editor e Idealizador do Blog EnoDeco, que é hoje o blog oficial de vinhos do portal R7, um dos blogs de vinho mais acessados do Brasil, e que já foi indicado pelo Guia 4 Rodas 2009 como um dos 10 melhores eno-blogs do Brasil.

Colunista da Revista Cool Magazine, da Revista Online Bloggers e também Editor de Vinhos da 4a. Edição do Flavour Guide , projeto anual do crítico gastronômico Josimar Melo. É jurado e avaliador de vinhos de vários eventos e revistas especializadas.

Há 2 anos é o Relações Públicas da Wines of Argentina (WofA), associação das melhores e principais vinícolas argentinas, sendo o responsável pela comunicação, eventos, degustações e todas as ações que a WofA faz em todo o Brasil, para divulgar e comunicar o vinho argentino por aqui.

Foi o ganhador do concurso “Meu Vinho com Susana Balbo” que foi disputado por 30 blogueiros e jornalistas de vinho, onde o principal objetivo era fazer o seu próprio vinho, usando 5 variedades disponibilizadas pela mais importante e premiada enóloga argentina, Susana Balbo. Seu vinho foi escolhido entre os 30 competidores, numa degustação às cegas pela enóloga e sua equipe, tendo um vinho assinado em conjunto com Susana, o Dominio del Plata Essential Limited Edition 2011.

É Publicitário de formação e foi Diretor de Atendimento de grandes agências como W/Brasil e Lew’Lara/TBWA, tendo passado também por Young & Rubicam, DPZ, Leo Burnett e Publicis. Antes disto, trabalhou na área de marketing da importadora Expand.

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