2013-05-15T00:02:19Z 2013-05-15T00:03:41Z / R7 Pagemap -->
15
mai
2013

Os Monstros dos Frescobaldis.

Postado por andrerossi às
00h02

foto 300x300 Os Monstros dos Frescobaldis.
Almoços gostosos com a presença de produtores e enólogos, todos fazem. Mas poucos conseguem aliar qualidade (dos vinhos e da comida) competencia, organização e profissionais reconhecidos e agradáveis de conviver. E este sempre foi e continua sendo a marca da Ravin. Desta vez, trouxe para o excelente e tradicional restaurante La Tamobuille, um excelente e tradicional produtor italiano, Stefano Benini, membro da terceira geração da família Frescobaldi, que tem nada menos que 700 anos de historia.

E começamos a degustação com o Albizzia Chardonnay Toscana 2011: Um vinho fresco, com acidez típica dos vinhos italianos, sem madeira e mesmo assim, uma consistencia e persistencia muito boas. Diferente dos chardonnays que estamos acostumados a tomar do novo mundo, que são geralmente mais amadeirados e untuosos. Belo vinho por R$ 68,00

Em seguida um velho conhecido meu e que sempre gostei: o Pomino Bianco 2011. Um corte de chardonnay e pinot bianco, que tem uma complexidade aromática fantastica e na boca é longo, intenso, sem perder o frescor. Seus 3 meses em barricas e sua fermentação malolática fazem toda a diferença aqui. São R$ 98,00 bem pagos!
Aí partimos aos tintos, especialidade da casa e também da região. E de cara com um vinho que expressa be ma tipicidade da região e a própria Sangiovese, uva base deste vinho com 90% do corte. O Nipozzano Riserva 2008, um Chianti Rufina já bem famoso e premiado. Frutas vermelhas, pretas, madeira e aquele toque terroso fazem deste vinho um dos principais para a vinícola. Belo vinho, que custa R$128,00
E a barra vai subindo. E o que vem pela frente é só canhão. A começar pelo Lamaoine 2007, um vinho 100% Merlot  e que destoa dos demais. Um vinho diferente, incrível e que é até dificil de comentar. Mesmo sendo um vinho de longa guarda, está pronto para beber. Um vinho para poucos, afinal custa R$ 428,00. Passando ao Lucente 2008 (R$ 198,00), um corte de Sangiovese, Merlot e Cabernet Sauvignon. Uma alternativa mais em conta que o Lamaione, apesar de ser um estilo diferente. Mas outro vinhaço.
E por último veio o meu ponto fraco: Um Brunello. O Brunello di Montalcino Frescobaldi (2007) pra mim sempre foi um dos mais tradicionais e ícones da região. Sempre consistente, bem feito e típico do que podemos esperar de um Brunello. R$ 398,00, que é o preço de um bom Brunello e não dá pra fugir muito.
Um almoço impecável, num local extremamente tradicional e de qualidade como é a Frescobaldi. Mais uma vez, parabéns à Ravin pela organização e qualidade de  tudo o que tem importado e feito por aí!

CHEERS!!

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10
mai
2013

Uma Master Class. Master de Verdade!

Postado por andrerossi às
20h14

foto 1 300x300 Uma Master Class. Master de Verdade!

 

Uma iniciativa muito bacana e diferente. Assim posso descrever o evento que a Ravin, importadora que segue fazendo um trabalho sério e para o bem do vinho, realizou na manhã desta quarta-feira. Um encontro entre dois grandes nomes do vinho sul-americano e porque não, mundial. De um lado, Sebastian Zuccardi, herdeiro de uma das maiores e melhores vinícolas argentinas, a Zuccardi. Do outro lado, Pedro Parra, chileno e um dos maiores experts em terroirs do mundo, conhecido como "Dr.Terroir". A idéia foi mostrar as diferenças e principais características dos terroirs destes países através dos vinhos que eles produzem. Foram 12 vinhos, 6 de cada um que além de muito bons e que tem um conceito importante por trás, eram didáticos, claros e fiéis. Não vou falar sobre cada um deles pois vai ficar muito cansativo, mas vou dar uma visão geral do que foi a degustação...

Falando do projeto Clos des Fous, é um projeto pessoal de Pedro Parra, um sonho que ele tirou do papel, de fazer vinhos que expressem fielmente seus terroirs e que não se preocupam com pontuações altas. Coisa rara no mundo do vinho. 3 Pinots, 2 Cabernets e 1 Blend mostram bem a fissura deste cara por vinhos diferentes, fora do óbvio. Pode-se dizer até, que Pedro Parra é mais um tatú, do que um homem, de tanto tempo que vive debaixo da terra, analisando solos. De um modo geral, os vinhos são muito autênticos, com pouquíssima madeira, muita fruta, mineralidade, acidez natural em todos (apenas um deles tem uma correção mínima) e que foge do padrão dos vinhos chilenos que temos aos montes aqui no Brasil e que para mim cansaram um pouco. Um projeto bem bacana e que certamente já está dando o que falar e dará mais ainda.
Seba Zuccardi mostrou bem as diferenças de terroir entre Chile e Argentina, sobretudo com relação à continentalidade, grande característica dos argentinos, influência marítima, forte no Chile e altitude, esta sim, uma das grandes bandeiras argentinas, com os vinhedos mais altos do mundo, já que em Salta há vinhedos plantados a mais de 3.000 metros de altura! E é impressionante o amplo trabalho que fazem por lá, brincando com as diferentes altitudes e solos e suas influências nos vinhos. É por isso que desde que comecei a trabalhar junto com a Wines of Argentina, e consequentemente a beber muitos vinhos de lá, tenho cada vez mais clara a idéia de que eles ainda tem um potencial gigante para fazer excelentes vinhos que vão além do Malbec e os próprios Malbecs, a diferença que tem entre eles, dependendo da região que é plantada. Sobre os vinhos, Os monstruosos vinhos da Zuccardi sempre encantam. Do Emma Bonarda, passando pelo maravilhoso blend do Zetta, pra mim dos melhores argentinos e chegando aos diferentes Malbecs da linha Aluvional, plantados em regiões diferentes dos dois Malbecs Altamiras (Super Calcareo e Arcilloso) que estão na mesma região, no mesmo vinhedo, próximos um do outro, mas se diferenciam pelo tipo de solo (Calcário e Calcário-Argiloso). E sim, os vinhos são diferentes, acreditem.
Não tem como negar que foi uma aula, ou uma "Master Class" com " Master" maiúsculo. Para quem gosta de aprender, principalmente na prática, foi um prato cheio. Algo que o mundo do vinho deveria investir, pois educa e informa. E uma organização impecável da turma da Ravin, desde a idéia até a execução. Que venham outros, muitos outros!

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12
abr
2013

Uma Tarde de Grandes Borgonhas.

Postado por andrerossi às
11h37

Borgonha1 200x300 Uma Tarde de Grandes Borgonhas.

 

Semana passada tive o prazer de ir até a loja da Grand Cru dos Jardins para uma degustação de grandes Borgonhas que eles importam. E a tarde foi especial. Um pouco também porque esta região me encanta cada vez mais e seus vinhos, cultuados no mundo todo, tem me conquistado cada vez mais!!
Então, vou falar um pouco dos vinhos que mais gostei e o que achei deles:
Domaine Amiot Guy et Fils Chassagne - Montrachet 1 er Cru Les Vergers 2009
Vinho interessante, bem ao estilo Borgonha: Aromas Intensos de frutas brancas, muito mineral, madeira sutil, mas presente. Baunilha e manteiga na boca, um vinho ainda novo que vai envelhecer bem. Um Belo vinho. R$ 390,00.
Domaine Amiot Guy et Fils Chassagne-Montrachet Rouge Vieilles Vignes 2010
Vinho bem aromático, com toques de morango e algo herbaceo e mineral bem presente. Vinho novo também e bom para quem quer conhecer um bom exemplar desta região, sem pagar muito, sabendo que estes vinhos são naturalmente mais caros. R$ 190,00
Domaine Amiot Guy et Fils Cremant de Bourgogne Rosé
Uma grande surpresa. Um belíssimo crémant. Aromas tipicos do método champenoise, com frutas vermelhas, ótima intensidade, perlage consistente e cremosidade interessante. Excelente! R$ 110,00.
Domaine Chandon de Briailles Pernand Vergelesses Premier Cru 2009
Um Premier Cru de peso! Muitas Frutas vermelhas frescas, mineral e herbáceo. Persistente, complexo e fresco. Vai envelhecer muito bem! R$ 290,00
Domaine des Lambrays Morey-St-Denis Premier Cru 2008.
O melhor vinho da tarde, surpreendente! Nariz intenso con frutas vermelhas, mineral, ervas e madeira sutil. Na boca muito leve, equilibrado, persistente e fresco. Uma criança, um bebê que merece pelo menos uns 10 anos de garrafa, mas vai muito mais que isso! Um vinhaço, que o preço assusta, mas vale a pena! R$ 550,00
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19
mar
2013

Raventós: As espetaculares Cavas que não serão mais Cavas. Mas continuarão espetaculares.

Postado por andrerossi às
17h15

Evernote Snapshot 20130319 1413541 300x224 Raventós: As espetaculares Cavas que não serão mais Cavas. Mas continuarão espetaculares.

 

A Sempre deliciosa Adega Santiago recebeu hoje um almoço especial, promovido pela Importadora Decanter, em que tivemos a presença de Arnau Roca, gerente de exportações da vinícola Raventós, que produz excelentes Cavas na região da Cataluña (DO Cava), Espanha. E aqui vem uma curiosidade: Por conta da  massificação das Cavas no mundo, recentemente e de alguns baixos preços, eles estão saindo da DO Cava para criar sua propria DO, que vai se chamar DO Conca. Assim eles não tem o perigo de acharem que é "mais uma cava" como as outras. Outro detalhe importante: Todos as cavas são safradas e isto não muito comum. Os produtores deixam para fazer cavas safradas apenas para seus produtos mais especiais.

 

 

 

E o primeiro espumante servido foi o de entrada deles, o L'Hereu de Raventós i Blanc Brut 2008. Um espumante que sempre fui fã e que continua impecável. Feito com o corte tradicional das Cavas (Macabeu, Xarel-lo e Parellada), tem um nariz bem intenso que lembra pão, madeira e muito mineral. A fruta também está bem presente. Na boca é fresco, intenso  em sabores e final longo. R$ 104,50.

 

 

 

A segunda cava é a Nit de Raventós 2009, uma rosé que tem o mesmo corte da L'Hereu, mas sua cor salmão, linda, vem de 5% da tinta Monastrel, ao contrario do que muitas Cavas Rosés fazem, que é colocar Pinot Noir. Um nariz mais frutado, bem sutil, de menor intensidade que a anterior. Na boca, mantém a mesma frescura gostosa e um final também longo. Outra bela Cava! R$ 125,40.

 

 

 

A terceira foi a Raventós Gran Reserva 2006, um espumante que já tem seus 7 aninhos, mas poderíamos dizer facilmente que é mais novo. Ainda conserva uma boa fruta, mas os toques da idade no nariz e na boca fazem toda a diferença e deixam esta cava maravilhosa. Mas, diferentemente das anteriores, é uma cava que pede comida, como peixes e frutos do mar por exemplo. O corte dela é Macabeu, Xarel-lo, Parellada, Chardonnay e Pinot Noir. R$ 169,00.

 

 

E por ultimo, uma cava com um aninho a mais, a Elisabeth de Raventós 2005. Com um corte diferente de Xarel-lo, Chardonnay e a tinta Macabeu, que é vinificada em branco, é um espumante que sai dos campos das Cavas e de sua tipicidade, por ter uma fruta mais aparente que vem do Chardonnay. Mas seus 8 anos de idade lhe agregam uma complexidade maravilhosa. R$ 203,50

 

 

 

Mas ainda tinha uma ultima surpresa! uma magnum da Manoel de Raventós 2003, uma cava de 10 anos e que com seu alto preço (R$ 616,00) é um precioso liquido para poucos. Um corte de Xarel-lo e Parellada, ficou incríveis 7 anos em contato com as borras, o que acaba lhe dando uma complexidade impressionante. E sem perder a acidez! Um dos grandes espumantes que tomei nos últimos tempos!!

 

 

 

Sem dúvida um produtor notável, de excelente qualidade e que, se mantiver a promessa de não entrar na guerra de volume, vai continuar a produzir grandes espumantes, agora na DO Conca.

 

 

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1
fev
2013

DIVERSIDADE ARGENTINA E SEUS VINHOS PARA O VERÃO.

Postado por andrerossi às
13h32

foto 71 300x199 DIVERSIDADE ARGENTINA E SEUS VINHOS PARA O VERÃO.

Foto by Jane Prado

 

Ontem organizei o primeiro evento da Wines of Argentina aqui no Brasil. A idéia foi falar da diversidade argentina com vinhos mais leves que os famosos e deliciosos Malbecs que fizeram da terra dos hermanos a grande referência nesta uva francesa. E para este evento, forrado de jornalistas e blogueiros de vinhos, um almoço harmonizado na Vinheria Percussi, dos amigos e competentes Pipo e Silvia Percussi, onde os vinhos foram e são sempre muito bem cuidados pelo Maitre do Ano na Veja Comer e Beber 2013, o Jonas e sua equipe. Abaixo, um pouco dos vinhos e pratos que tivemos neste primeiro evento!

 

 

Começando pelo surpreendente espumante Kaiken Sparkling Brut, importado pela Vinci que era pouco conhecido de todos e surpreendeu. Acompanhando empanadas de queijo então, ele cresceu e encantou a todos mostrando muito equilíbrio e persistência.

 

 

Depois fomos para a Torrontés, uva branca famosa e mais plantada por lá e que vem conquistando o paladar dos brasileiros. O vinho era o Colomé Torrontés 2011, leve, frutado, intenso e típico torrontés de Salta, norte argentino. Uma salada verde para acompanhar e mais um caamento muito bem feito!

 
O último branco que escolhi é um corte diferente e delicioso: O Zuccardi Serie A Chardonnay-Viognier 2010 mostrou que inovar vale a pena. e este vinho, persistente, equilibrado, com ótima acidez se encaixou perfeitamente com um delicioso Raviolini com manteiga e sálvia.

 

 

Indo para os tintos, mas ainda de uma forma mais leve, o Pinot Noir Reserva da Bodegas Fin del Mundo, que vem da fria Patagonia mostrou bem do que um Pinot patagônico é capaz. Boa fruta, bom nariz, madeira bem integrada. Um belo vinho que mesmo com o mesmo raviolini ficou bacana.

 
Depois, uma carne veio dar o ar da graça, mantendo a tradição argentina. Mas o famoso Malbec deu lugar a um vinho diferente, ainda que com malbec em seu corte. O Masi Tupungato Paso Doble 2009, que é um corte de Malbec com Corvina passificada. Corvina é uma das uvas usadas nos famosos Amarones italianos. Acho que foi o vinho que mais surpreendeu, ainda mais se contarmos que ele custa R$ 55,00 na Mistral. Uma bela compra.

 

 

E por último, um Susana Balbo Late Harvest Torrontés que harmonizou mais do que perfeitamente com um… um… um… Petit Gateau de Doce de Leite que estava algo inacreditável!!

 

 

E assim foi este primeiro almoço do ano, falando de diversidade e surpreendendo com algumas coisas bacanas!!

 

 

 

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6
dez
2012

QUINTA DA NEVE: BRASILEIROS COM DE BRIGA.

Postado por andrerossi às
19h49
quintapinot 225x300 QUINTA DA NEVE: BRASILEIROS COM DE BRIGA.
Participei hoje de mais uma degustação especial promovida pela importadora Decanter. Mas desta vez a estória era diferente. Afinal, Adolar e Edson Hermann, donos da importadora estavam lá para lançar sua própria vinícola, a Hermann e para falar sobre outra que já eram sócios, a Quinta da Neve, em Santa Catarina.
A vinícola Quinta da Neve, localizada em São Joaquim, Santa Catarina, já é conhecida principalmente por seu Sauvignon Blanc e pelo seu Pinot Noir. Mas todos os vinhos provados são bem feitos, honestos no preço e há ainda um corte inusitado de Cabernet-Sangiovese-Merlot. Adolar e Edson Hermann, já eram sócios de Acari Amorin e Robson Abdalla. E hoje ainda contam com a assessoria do competente enólogo português Anselmo Mendes. Abaixo, os vinhos que mais me chamaram a atenção:
Quinta da Neve Sauvignon Blanc 2011 - R$ 30,40: Um vinho de cor amarelo-palha bem claro e que no nariz não nega as características da uva: Muitos elementos verdes como aspargos, pimentão e grama. Um toque mineral sutil mas presente. Na boca ele impressiona pela intensidade de sabores, que seguem os aromas do nariz e que mostra seus 6 meses sur lie no ótimo final de boca. Acidez bem presente e equilibrada e os 13,5% de álcool parecem menos. Um dos nossos grandes vinhos desta uva, principalmente pelo preço!
Quinta da Neve Chardonnay 2011 - R$ 32,00: Cor amarelo-palha um pouco mais intensa que o SB. No nariz uma intensidade média de aromas, mas com frutas em marcadas: Pêssego e Abacaxi, juntando-se com uma Madeira sutil, mas presente e um certo toque mineral. Na boca, bom corpo, boa acidez e final de boca médio-longo. Um vinho equilibrado e honesto.
Quinta da Neve Pinot Noir 2010 - R$ 39,60: Coloração típica de Pinot, um rubi pálido. No nariz, boa intensidade de aromas: Cravo, morangos, cereja e Madeira tostada. Boa acidez, taninos sutis e agradáveis e final médio. Um bom exemplar desta difícil e delicada uva.
Quinta da Neve Cabernet-Sangiovese-Merlot 2010 - R$ 39,00: De cor rubi profunda, este vinho já mostra no nariz uma elegância legal. Equilibrado, tem um nariz agradável, mais facil e frutado, lembrando cerejas, amoras e pimenta do reino. Um vinho redondo na boca, com o álcool aparecendo um pouco, apesar de ter 13,2%. Taninos macios, boa acidez e final médio-longo.
Pelos preços dos vinhos, são excelentes opções de nacionais!

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27
nov
2012

BODEGAS ERCAVIO, UMA ESPANHA ACESSÍVEL E COM QUALIDADE.

Postado por andrerossi às
17h50

Com mais um belo almoço no restaurante Bagatele, a Decanter trouxe a enóloga e proprietária Alexandra Schmedes. A vinícola fica localizada na região espanhola de Castilha, Toledo, uma região que não é tão famosa, mas que tem produzido bons vinhos. Então vamos aos vinhos:
- Ercavio Blanco Barrica 2009
Um vinho feito com a desconhecida uva Malvar. Uma cor amarela, brilhante. Nariz mineral, com Madeira tostada e herbáceo. Na boca, corpo leve, boa acidez e um final curto. Um vinho diferente por R$ 67,85.
- Ercavio Tempranillo Rosado 2010
Um rosé diferente dos intensos que estamos acostumados do novo mudo, com uma cor salmão. No nariz, boa intensidade de aromas, com morangos e rosas bem presentes. Na boca, leve, agrdável, com acidez média e bom final de boca. Um belo rosé estilo velho mundo considerando o preço de R$ 41,40.
- Ercavio Tempranillo 2009.
100%Tempranillo, um vinho de cor rubi e um nariz de intensidade média, mas bem interessante. Passando pelas frutas vermelhas, tabaco, ervas e ameixa. Bem complexo. Na boca, corpo médio, boa acidez, taninos macios e um bom final de boca. Por R$ 41,40 é uma bela escolha para quem quer experimentar algo diferente.
-Ercavio Tempranillo Roble 2006.
Outro 100% Tempranillo, com cor rubi mais intensa, mas uma cor surpreendente para um vinho de 6 anos. Nariz intenso, com ameixas, Madeira e pimenta bem presentes e equilibrados. Na boca, corpo de médio para encorpado, boa acidez, taninos presentes mas redondos e ótimo final de boca. Um belo espanhol, diferente, facil de beber por um preço justo: R$ 67,65.
- Ercavio Lá Meseta 2010
De cor púrpura intenso, este vinho já foge do tradicional Tempranillo, sendo um corte de 50% desta uva e 50% Syrah. E o Syrah já faz uma boa diferença, sendo, pra mim, o grande diferencial deste vinho. Cor púrpura, nariz que lembra amoras, pimenta, ervas e uma Madeira bem equilibrada. Boca equilibrada, com corpo médio/encorpado, acidez correta, taninos macios e final longo. Ainda abaixo dos R$ 100,00 (R$ 97,20) mais uma opção interessante!
- La Plazuela 2005
Outro corte diferente: 80% Tempranillo (Localmente chamada de Cencibel) e 20% Garnacha. A bela cor rubi mais atijolada já mostra seus 7 anos. No nariz, mais uma amostra da idade. A fruta vermelha se mistura com toques de terra e balsâmico. Boca deliciosa, com muito sabor, acidez média (mas compreensível pela idade) taninos ainda presentes e macios e longo, longo final de boca. É o vinho ícone da vinícola e custa R$ 342, 70.
Boas surpresas na degustação, mas meu destaque vai para o Ercavio Tempranillo Roble 2006 e o Rosé como grandes custo-benefício.

 

 

 

 

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5
out
2012

NICOLAS FEUILLATTE: UMA CHAMPANHE DE PESO NO BRASIL.

Postado por andrerossi às
13h58


 

Esta semana pude participar do lançamento da primeira marca de champanhe que a Ravin está trazendo ao Brasil E eles foram escolher a dedo e acertaram na mosca: Nicolas Feuillatte é uma marca mais do que reconhecida no mundo todo! Para se ter uma idéia, que eu particularmente não tinha, ela é a marca mais vendida na França (Sim, a MAIS vendida!) e a terceira mais vendida no mundo. Eles são uma cooperativa que tem acesso aos melhores vinhedos de Champagne, a maioria deles classificados como Premier Cru e Grand Cru. Ou seja, só uvas de qualidade.

 

 

Mas vamos falar dos borbulhantes vinhos que a Ravin começa a comercializar por aqui:

 

 

Nicolas Feuillate Brut Reserve: O Champanhe de entrada da marca, que será vendido a R$ 238,00, vem pra brigar feio com Moet, Vevue Clicquot, Tatinger e outras nesta faixa de preço. Feita com 40% Pinot Noir, 40% Pinot Meunier e 20% Chardonnay. Perlage consistente que forma uma espuma cremosa e bem intensa. Aromas que lembram frutas como maçã, pêra e pêssego e algo mineral também. Na boca, uma cremosidade impressionante, persistencia acima da média que deixa a impressão de um produto acima da faixa de preço que ele está. Belíssima opção que temos agora no mercado!! Aliás, a persistencia e complexidade são frutos, entre outras coisas dos 3 anos que passa maturando, bem mais que os 15 meses mínimos obrigatórios para as Champanhes!

 

 

Nicolas Feuillatte Brut Rosé: 60% Pinot Noir, 30% Pinot Meunier e 10% Chardonnay fazem desta champanhe uma das melhores rosés não-safradas que eu já provei. O preço é mais alto que a de entrada (R$ 360,00), mas ela entrega uma qualidade realmente impressionante. Com 92 pontos na Wine Spectator, esta champanhe tem uma boa combinação de frutas, mineralidade e toques cítricos que poucas tem. A maioria as rosés acabam carregando nas frutas vermelhas, mas esta é bem equilibrada e diferente.

 

 

Nicolas Feuillatte Palmes D'Or Brut 1999. O preço de R$ 980,00 é alto em comparação com as outras da família, mas é uma exclusividade, algo extremamente diferente, a começar pela embalagem que vocês podem ver acima. Sem dúvidas a embalagem mais bonita que já vi. Chique, imponente e que carrega um líquido precioso dentro. Uma champanhe de 13 anos de idade. E teoricamente deveria se esperar algo menos fresco, com toques mais animais, aromas diferentes. Mas enganei-me ao beber… Extremamente fresca, ainda com muita fruta (maçã), mas sim já contando com aromas mais diferentes como pimenta e mel, fruto de seus 9 anos de maturação antes de ser lançada ao mercado. Um produto único, diferente, exclusivo, para poucos!

 

 

Como viram, gostei do que vi (e bebi!!!). Temos agora mais champanhes neste mercado extremamente competitivo e cheio de boas opções. Mas para mim, a Ravin acertou em cheio na escolha e temos um gigante para incomodar o mercado agora!!

 

 

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19
set
2012

DIRETO DO VÊNETO: INJUSTAMENTE, UMA ITÁLIA MENOS FAMOSA.

Postado por andrerossi às
08h33

Veneto 224x300 DIRETO DO VÊNETO: INJUSTAMENTE, UMA ITÁLIA MENOS FAMOSA.

 

 

Viagens para visitar vinícolas, fazer degustações e participar de workshops acontecem de vez em quando para jornalistas, blogueiros, formadores de opinião e pessoas que de certa forma estão dentro do mundo do vinho. Quando tenho a honra de ser convidado a participar, a maioria destas experiências eu acabo escrevendo aqui pra vcs. Mas vou escrever alguns textos agora sobre uma em especial, que estou participando agora e que enche os olhos (e a boca)!

 

 

 

Escrevo diretamente da Italia, especificamente da região do Vêneto (Nordeste Italiano), onde estamos participando de workshops organizados pelo Consorzio di Valpolicella (Que inclui, além dos Valpolicellas, os Ripassos, Reciottos e os famosos e magistrais Amarones) e pelo Consorzio di Prosecco. Na verdade, o convite foi feito a nós (Junto comigo ainda estão o Daniel Perches – Vinhos de Corte e o Alexandre Frias – Diario de Baco) pelo amigo e sempre parceiro Rogerio D’Avila, sócio da Importadora Ravin, que tinha a missão de indicar 3 pessoas para esta viagem. E assim o fez (irresponsavelmente...rsrs!!)

 

 

Vou escrever alguns textos mais específicos depois, sobre cada região, sobre detalhes dos vinhos e as experiências vividas, até mesmo “fora do vinho”. Mas precisava escrever algo antes, para contextualizar e explicar antes, assim podem acompanhar melhor!

 

 

Posso adiantar algumas coisas: Paradigmas foram quebrados, Muitos vinhos (Muitos mesmo) foram bebidos, comidas deliciosas  foram provadas e como não podia deixar de ser, muita história foi (e continuará sendo) vista pelas históricas ruas italianas. E falo algo que reforçarei muito nos outros textos! É injusta a pouca fama que esta região tem perto da Toscana e do Piemonte por exemplo… Vocês notarão porque…!

 

 

E quem quiser acompanhar as fotos dezenas de fotos que estamos tirando, podem acompanhar pelo Instagram (@enodeco) ou pelo Instavinho (www.instavinho.com.br). Elas são postadas praticamente em tempo real! Tem até um álbum exclusivo no Instavinho chamado "Veneto".

 

 

Ci vediamo presto (Nos vemos em breve)!!

 

 

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24
ago
2012

VERTICAL DE LUIGI BOSCA ÍCONO. MAS TEVE MUITO MAIS…

Postado por andrerossi às
21h13

foto 1 300x300 VERTICAL DE LUIGI BOSCA ÍCONO. MAS TEVE MUITO MAIS...

 

 

Tive o prazer de participar recentemente de um almoço que foi muito mais que um almoço. Organizado pela importadora Decanter, o dono da importadora, Adolar Hermann, o sommelier Guilherme Correa e Cezar França, Gerente Comercial, apresentaram uma degustação vertical do vinho ícone da importante e conhecida vinícola Luigi Bosca, o ÍCONO. E ninguém melhor para apresentar a degustação que o "pai"das crianças, o atual presidente da vinícola, Alberto Arizu. Arizu é hoje quem toca a operação da Luigi Bosca, vinícola de sua família. Além de tocar o negócio, Alberto é Presidente da Wines of Argentina.

 

 

O vinho, que atualmente está à venda na safra 2007 e custa por volta de R$ 430,00 é realmente um vinho exemplar. As safras degustadas foram 2005, 2006, 2007 e 2008 e começamos por um caminho não muito comum, que é o do mais novo para o mais velho. E foi essencial neste caso a inversão da ordem e nos permitiu ver melhor as diferenças. Começamos com o 2008, mais alcoólico, mais fechado e mais potente em frutas e fomos caminhando ao longo dos anos, até chegarmos ao 2005, que incrivelmente ainda apresentava muita fruta. Um vinho argentino de 7 anos que parecia fácil, um bebê de 2, 3 anos. Pouquíssima evolução na cor, mas no nariz haviam já alguns indícios de idade e de um vinho um pouco diferente, mas que para 3 anos, era muito pouco. Para mim, o melhor vinho foi o 2006, com um equilíbrio fantástico de acidez, taninos e corpo. Pra mim, o mais elegante e diferente de todos, com um toque de ervas que não tinha nos outros. Mas o que mais me chamou a atenção foi a consistencia entre uma safra e outra. E mesmo o 2008, apesar de novo para um vinho deste porte, já estava ótimo para beber, sem excessos de álcool, nem acidez. Mas é recomendável abri-lo uns 40 minutos antes!

 


 

O almoço seguiu em frente e vieram outros "monstros" da vinícola de Alberto. Começando com um maravilhoso e fresco Chardonnay Finca Los Nobles Chardonnay 2010 (Harmonização com uma Polenta com Taleggio), seguindo para um Gala 4 Cabernet Franc/Malbec que arrebentou harmonizando com uma massa maravilhosa e encerrou os pratos quentes com um cordeiro acompanhado por um vinho diferente e sensacional: Finca Los Nobles Cabernet Bouchet 2007. Depois vale um post para explicar esta uva, pouquíssimo conhecida! E a sobremesa que fechou com chave mais do que de ouro foi acompanhada por um Gewuztraminner Granos Nobles 2008 de sobremesa. Um vinhaço! Alías, 8 vinhos maravilhosos e um almoço como poucos que participei, seja pelo nível da comida do Tre Bicchieri, seja pelos vinhos estupendos da Luigi Bosca ou pelas companhias que lá estavam para presenciar esta verdadeira orgia eno-gastronomica! E sobre as harmonizações, um capítulo a parte para o show e as explicações do competente amigo Guilherme Correa, sem dúvida um dos grandes sommeliers que temos por aqui e por que não, um dos grandes que temos no mundo dos vinhos. Sempre carregando muita simplicidade e competencia, fatores que poucos que atuam no mercado hoje conseguem juntar tão bem!

 

 

CHEERS!!

Beba moderadamente! O excesso de álcool é prejudicial à saúde!

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