Publicado em 23/09/2015 às 20h00

Ornellaia: O Vinho Sem Legendas.

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Toscana, Itália. Este é o cenário de grandes paisagens, grandes filmes e claro, grandes vinhos. Podemos falar dos Brunellos, dos Barolos, dos Nobile de Montepulciano e dos Chiantis. Mas também podemos - e devemos - falar dos Supertoscanos. E quando se fala em Supertoscanos, alguns nos vem automaticamente à cabeca: Solaia, Sassicaia, Tignanello e claro, Ornelaia, entre outros. E é exatamente deste último, um dos mais reconhecidos vinhos italianos, que vou falar um pouco.
Na verdade, antes da grande estrela, que foi apresentada pela diretora de exportações da vinícola, Giuliana Cavazza e por seus importadores, a conhecida rede Grand Cru, vamos passar pelos outros vinhos da vinícola, que está localizada na região do Bolgheri, perto do litoral toscano.

 

Começando pelo lançamento da vinícola, um branco muito fresco e equilibrado, o POGGIO ALLE GAZZE DELL'ORNELAIA IGT 2013. Um vinho feito majoritariamente com Sauvignon Blanc (69%) e o restante de Viognier (12%), Vermentino (12%) e Verdicchio (7%). Muito fresco, com o Sauvignon bem marcado e elegante, fugindo dos Sauvignon Blancs que estamos acostumados principalmente do Chile, com aqueles excessos de verde.

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Depois o primeiro tinto, o LE VOLTE BOLGHERI DOC 2012. Sempre gostei muito deste vinho, pois mesmo sendo o vinho de entrada da vinícola, ele já mostra muito o perfil dos vinhos tintos da região. Usando a principal uva da vinícola, a Merlot (50%), 30% Sangiovese, a uva rainha da Toscana e 20% Cabernet Sauvignon, ele é um vinho novo, mas redondo e pronto para beber. Um vinho que consegue ser fácil de beber e ao mesmo tempo tem muita complexidade. Frutas vermelhas, pimenta, ervas, mentolado e uma madeira usada sem excessos (10 meses de barricas de terceiro e quarto uso). Um vinho com bom final, que vai muito bem com uma macarronada por exemplo. R$ 215,00.

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Depois temos o LE SERRE NUOVE IGT 2012. Outro vinho com base de de Merlot (52%) e complementado com 28% de Cabernet Sauvignon, 12% Petit Verdot e 8% Cabernet Franc. Se tínhamos complexidade no primeiro tinto, aqui a coisa fica mais séria. Taninos ainda novos, mas deliciosos, um vinho encorpado, com acidez bem marcada e na medida certa e uma profusão de aromas e sabor: Aqui encontra-se de tudo... Madeira, frutas vermelhas, frutas pretas, e até mesmo um mineral, talvez pela proximidade do oceano de seus vinhedos novos. Um vinhaço! R$ 501,00.

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Por último, o grande. Por último, o ícone. Por último um dos vinhos italianos mais reconhecidos no mundo todo, o ORNELAIA BOLGHERI DOC SUPERIORE 2012. Um vinho que ainda está muito novo e tem um potencial de guarda enorme, pra esquecer de vista mesmo!! Ele é um Serre Nuove intensamente dobrado! Aqui, sente-se muito do se sente no vinho anterior, com mais destaque para as frutas e a madeira e menos herbáceo, provavelmente fruto da ausência da Petit Verdot. Mas em compensação, a Cabernet Franc aqui, que tem 10%, se mostra ainda mais. Um vinhaço, ao quadrado, mas que pra ser melhor entendido, sugiro beber daqui a pelo menos uns 5 anos. Mesmo sabendo que ele vai muito mais longe que isso. R$ 2.000,00.

 

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Não é à toa a fama desta vinicola. Basta uma taça de qualquer um destes vinhos para entender porque Ornelaia é Ornelaia.

 

 

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Publicado em 17/09/2015 às 11h23

Argentina Tasting Experience – Oportunidade de Ouro Para Provar os Melhores Vinhos Argentinos!

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Muitos leitores me escrevem pedindo que eu tente divulgar mais os eventos que pessoas que não são jornalistas ou não trabalham no mundo do vinho podem ir. Então vai aqui um evento imperdível: O Argentina Tasting Experience!

 

Imaginem poder provar os melhores e mais pontuados vinhos argentinos de 2015 num super evento e ainda poder conversar e ouvir importantes e competentes enólogos!! Esta oportunidade, que será aberta apenas para convidados, também terá venda de ingressos - poucos ingressos - para que o público possa acompanhar um evento especial.

 

 

O evento, que será no Hotel 115 (Vila Madalena), contará com uma Mega Degustação às cegas, degustações sensoriais sobre diferentes temas e um espaço central com um bar que terá os vinhos premiados com medalhas de Ouro e Prata no último Argentina Wine Awards. O Argentina Tasting Experience é um evento dinâmico e interativo e os participantes poderão participar de várias palestras onde os palestrantes serão renomados enólogos como Alejandro Vigil (Catena Zapata), Sebastián Zuccardi (Familia Zuccardi), Bernardo Bossi (Casarena), Hervé Birnie Scott (Diretor da Chandon) e Manoel Beato (Sommelier-Chefe do Grupo Fasano), entre outros.

 

 

 

 

Cerca de 150 pessoas terão a oportunidade de provar às cegas os 18 vinhos premiados com troféu e com medalha de ouro na última edição dos Argentina Wine Awards. Outra atividade durante o dia incluirão o "BAR AWA" com 22 vencedores de medalhas de ouro e prata na AWA 2015. O evento começa às 16:30 e vai até às 23:00.

 

 

Esta será uma forma inovadora de apresentar vinhos de forma descontraída e instrutiva. Haverá também um espaço central e social, mais “lifestyle, para que os convidados possam aproveitar um cocktail exclusivo, com música e um um DJ convidado, além de um espaço de fotos cabine de fotos para aqueles que desejam ser fotografado.

 

 

As entradas para o evento serão vendidas através do site https://semhora.com.br/parceiro/evento/ate-argentina-tasting-experience

Os valores são:

-       Palestras (16:30 às 19:00): R$ 80,00.

-       Degustação Principal (20:00 às 22:30): R$ 100,00.

-       Pacote Palestras + Degustação: R$ 150,00.

 

As Vinícolas argentinas participantes:

ANDELUNA CELLARS, BODEGA ARGENTO, BODEGA ATAMISQUE, BODEGA DEL FIN DEL MUNDO - PATAGONIA ARGENTINA, BODEGA RIGLOS, BODEGA SEPTIMA, BODEGAS SALENTEIN, CASA BIANCHI, CASARENA, DOÑA PAULA, EL ESTECO, FAMILIA ZUCCARDI, FINCA SOPHENIA, KAIKEN, LAGARDE, MASCOTA VINEYARDS, NIETO SENETINER, NORTON, PASCUAL TOSO, PROEMIO WINES, RICCITELLI WINES, TERRAZAS DE LOS ANDES, TRAPICHE e VINORUM.

 

PROGRAMAÇÃO:

Data: 30 de Setembro 2015 - 16.30 à 23hs
Hotel 115 - Rua Girassol 115, Vila Madalena, SP

Das 16:30 às 19:00 - Palestras e degustações com enólogos + Cocktail + Bar AWA:

:: VINHOS IRREVERENTES: Alejandro Vigil - Enólogo da Bodega Catena Zapata
:: VINHOS DE MONTANHA: Sebastián Zuccardi - Enólogo da Bodega Familia Zuccardi
:: DEGUSTAÇÃO SENSORIAL: Herve Birnie Scott – Estate Director da Bodega Terrazas de los Andes
:: ARGENTINA EM 4D: Bernardo Bossi – Enólogo da Bodega Casarena

:: 19:00: Degustação Principal com os vinhos vencedores do Argentina Wine Awards 2015 com a participação dos mesmos enólogos citados acima e se juntando a eles, o competente Sommelier-Chefe do Grupo Fasano, Manoel Beato.

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Publicado em 08/09/2015 às 12h00

Ferrari: Não é o carro, mas é a Ferrari dos Espumantes.

Quando o assunto é espumante, sem dúvida nenhuma a nossa grande referência sãos famosos e tradicionais champanhes. E muitos já sabem que champanhe é apenas o espumante feito na região francesa de Champanhe, que fica a nordeste de Paris. Mas não nos enganemos ao achar que somente os champanhes tem qualidade e fama para serem idolatrados pelo mundo. E posso falar com toda a certeza do mundo que os espumantes FERRARI, produzidos na região de Trento, Norte da Itália, são espumantes que falam de igual pra igual com qualquer champanhe e sem dúvida, alguns de seus produtos certamente são superiores a muitos champanhes que encontramos por aí.
Pude conversar e degustar os maravilhosos Ferrari com Matteo Lunelli, presidente e terceira geração da vinícola, junto com os amigos da importadora Decanter, que tem a exclusividade de seus espumantes no Brasil.
Sobre os espumantes que tomamos, difícil começar a falar, mas vou tentar passar em palavras, as sensações deliciosas que tive aa cada gole destes "champanhes italianos:
O Ferrari Maximum Brut é o espumante de entrada. Ahhh se todos os vinhos e espumantes de entrada fossem assim...! Um espumante seco, feito 100% com Chardonnay e que tem uma consistência incrível. Uma acidez deliciosa, perlage (gás que sobe com suas lindas bolhinhas lineares homogêneas) intensa e uma mistura equilibrada de frutas como maçã verde e pera, com outros aromas que lembram pães, vindos do contato com as leveduras durante longos 36 meses! Sem dúvida, deixa muito champanhe mais comercial pra trás! Custa R$ 197,00.

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O Ferrari Maximum Brut Rosé é a alternativa rosé de entrada da vinícola. Segue a mesma linha de qualidade do anterior, com excelente intensidade e aqui, um toque delicado, mas presente de morango e framboesas, vindos dos 40% de pinot noir, que se juntam aos 60% de chardonnay. R$ 217,00.

 

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O Ferrari Perlé Brut 2007 é um monstro, principalmente considerando o preço dele. Custando o preço de um champanhe de entrada, como Moet Chandon ou Veuve Clicquot (R$ 261,80), este espumante safrado (2007), ou seja, feito com uvas apenas do ano de 2007, que foi um ano especial na região, fica impressionantes 8 anos em contato com as leveduras. O que isto signfica? Que este tipo de envelhecimento nós encontramos em Champanhes tops como a Dom Perrignon, que fica 6 anos, enquanto este Ferrari fica 2 anos a mais! E mesmo assim consegue deixar a fruta muito clara, equilibrada com os aromas deste envelhecimento, principalmente o aroma de brioches.

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O Ferrari Perlé Nero 2007 é outro safrado e outro com que fica um longo tempo em autólise (6 anos). A grande diferença deste espumante é que ele um "blanc de noir", ou seja, feito com uvas tintas, neste caso a Pinot Nero (Pinot Noir). Maravilhoso espumante, custando R$ 386,90.

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Para terminar, aquele que vem pra bebermos de joelho. Um dos melhores espumantes que já bebi, sem exageros. Giulio Ferrari Riserva del Fondatore 2002. Um espumante com 13 anos de idade e destes 13 anos, 10 - sim, eu disse 10 - anos de contato com as leveduras. O que isto pode trazer ao espumante? Tudo, mas o principal é a vontade de beber cada gole e joelhos e olhos fechados! Memorável!! R$ 640,60.

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Sem a menor dúvida, a fama que os carros da Ferrari tem no mundo, apesar de não ter nada a ver com a vinícola, o sobrenome Ferrari parece que nasceu para bilhar. Nas pistas e nas taças. E deixando os champanhes com água na boca.

 

 

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Publicado em 03/09/2015 às 11h28

Casanova di Neri: O Brunello dos Brunellos.

Montalcino é uma cidade na Toscana (Italia) que é venerada pelos amantes do vinho. De lá saem os famoso Brunellos de Montalcino, vinhos que seguramente estão entre os mais famosos e caros da Itália e também do mundo. Mas nem só de Brunellos vive a região. Os Rossos di Montalcino, irmãos mais novos dos Brunellos e outros vinhos maravilhosos também fazem a fama nesta região, mas sem dúvida, os Brunellos são as grandes estrelas de lá.

E quando se fala de grandes Brunellos, um dos primeiros nomes que vem automaticamente é o de Casanova di Neri, uma vinícola fundada em 1971, ou seja, relativamente nova, mas que desde sua fundação tem produzido vinhos absolutamente impecáveis, como o Brunello 2001, que foi eleito como melhor vinho da revista americana Wine Spectator ou mais recentemente o Brunello Tenuta Nuova 2010, recém chegado ao Brasil e que ganhou 100 pontos de Robert Parker. E tive a honra de estar com Giacomo Neri, proprietário da vinícola, num almoço junto com seu importador, a Expand, para provar alguns de seus vinhos que comentarei abaixo:

O primeiro, o IRROSSO DI CASANOVA DI NERI 2013 é um vinhos feito com 75% Sangiovese (uva típica e mais importante da Toscana) e 25% Colorino (uva pouco conhecida, que dá estrutura e cor e que costuma entrar como uva complementar em cortes). Um vinho que apesar de novo, está pronto para beber e bem redondo. Vinho de médio corpo, com os taninos aparecendo bem, mas sem excessos. Um vinho que parece um "Baby Brunello" e tem um belo futuro pela frente, pois acho que daqui uns 5 anos estará em seu auge! R$ 180,00.

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Depois, um salto para os Brunellos. O BRUNELLO DI MONTALCINO SELEZIONE 2009 é um vinho que mostra bem o perfil dos Brunellos de Giacomo. Facil de beber, madeira bem marcada por seus 45 meses, mas sem encobrir a fruta e as especiarias. Um Brunello pra beber já, sem dó, ou para guardar mais alguns bons e longos anos. R$ 398,00.

 

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Já o BRUNELLO DI MONTALCINO CASANOVA DI NERI 2009, é aquele clássico Brunello. Acidez, fruta, ervas, madeira e taninos se misturam e se confundem. Nada em excesso, nada incomoda. Vinho encorpado como deve ser e para beber hoje, precisa de decanter por pelo menos 1 horinha... Custa R$ 480,00.

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Por ultimo, aquele momento que todo bom enófilo gostaria de ter. Apesar de novo, o BRUNELLO TENUTA NUOVA 2010, já mostra na taça que deve ser um vinho para ser esquecido na adega pelos próximos 10 anos. Levou nota máxima de Robert Parker, com 100 pontos e é tudo o que um Brunello gostaria de ser: Impecável. Apesar de novo e fechado ainda, um vinho que é equilibrado, com taninos doces e macios.

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Não há muito o que falar, não há o que discutir. Existem Brunellos existem os Casanova di Neri.

 

 

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Publicado em 05/11/2014 às 19h30

5 Safras do Ícono que é um Ícone. E Vice-Versa.

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Toda vinícola que se preze tem seu vinho ícone, ou seja, o vinho especial, que, na maioria das vezes, representa o que ela pode fazer de melhor. As qualidades variam, assim como os estilos e preços. Mas são sempre os mais caros em suas linhas.

Em minhas experiências nas degustações que tenho ido em que os importadores e produtores apresentam seus vinhos ícones, a tônica do evento é cultuar o vinho e dizer como ele é bom, como ele é feito e quanto custa. Poucos se preocupam em parar para analisar de verdade o vinho e explicar seu conceito e principalmente, sua evolução ao longo dos anos. E foi exatamente aí que o querido e competente Alberto Arizu, dono e atual gestor da gigante e muito reconhecida Luigi Bosca entrou, junto com Adolar Hermann, dono da importadora Decanter. Aliás, cabe aqui um parênteses importante e raro no mundo do vinho: Num mercado que tem uma rotação muito grande de produtores e importadores, uma relação que tem 19 anos de duração é algo a se tirar o chapéu e servir de exemplo!
Em uma degustação vertical das 5 safras (2005 - 2009) já elaboradas do seu Luigi Bosca Icono, Alberto mostrou a evolução e consistência do maravilhoso trabalho qu sua família faz há mais de 1 século na Argentina.
5 vinhos maravilhosos vinhos, sempre com um corte de Malbec/Cabernet Sauvignon que varia de acordo com o ano, é impressionante como o mais velho e primeiro de todos, o 2005, mantém sua estrutura, fruta e acidez, contando também com toques sutis, mas complexos e deliciosos de evolução e frutas mais secas. E mostra uma guarda longuíssima pela frente ainda.
O 2006, pra mim, foi o que menos mostrou longevidade e na minha humilde opinião, será o primeiro a cair mais rapidamente. Mas hoje, sem dúvida, assim como todos os outros, esta maravilhoso para se beber.
O 2007 foi o que apresentou acidez mais latente e o 2008, safra atual em comercialização na Decanter e que custa R$ 495,00, bem como o 2009, que chegará no ano que vem, já tem mais um jeitão da Argentina atual, com muita fruta madura, madeira bem integrada e acidez muito legal. Uma boa mistura de elegância e corpulência, atributos que sempre rodeiam esta linha de vinhos.
Sem dúvida, Alberto e sua equipe tem feito um trabalho sensacional, com qualidade, modernidade sem abrir mão da tradição e muita visão de mercado.

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Publicado em 13/10/2014 às 12h17

3 Ventos e 4 Safras de Eolo.

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A Vinícola argentina Trivento é parte do gigante grupo Concha y Toro e tem uma boa penetração no mercado brasileiro. Trivento quer dizer "3 ventos" que são ventos muito comuns em Mendoza durante diferentes épocas do ano.

Os vinhos deles já são vinhos conhecidos, principalmente em sua linha Reserva e a Golden Reserve. Mas existe o vinho ícone da bodega, o EOLO, que é um vento, ooops, um vinho feito desde 2005 e comandado pela enóloga Victoria Prandina, que esteve aqui no Brasil e num delicioso almoço comigo e com o amigo Didú Russo. Estiveram também o Gerente da marca aqui no Brasil, Lucas Ribeiro e a subgerente de marketing lá de Mendoza, Silvina Barros. Neste privilegiado almoço, pudemos provar os safras 2007, 2008, 2009 e 2010 do Eolo.

Como sempre, vou fazer comentários gerais ao invés de fazer algo mais técnico comparando safra a safra.
Feitos 100% com Malbec de vinhedos de 102 anos, exceto o 2008 que tem 2% de Petit Verdot e 5% de Cabernet Sauvignon, são vinhos extremamente gastronômicos, com excelente acidez. E evolução deles é lenta, tanto na cor, como no nariz e na boca. O 2007 por exemplo, que tem 7 anos de garrafa, parece um 2011, 2012 na cor. No nariz e na boca já começa a mostrar um pouco de frutas secas, mas algo muito sutil. E acidez muito presente ainda!
Já o 2008, mesmo com pequenas parcelas de outras uvas, já se mostra um ponto fora da curva com um "verde" que faz toda a diferença na fruta madura sempre presente no Malbec.
O 2009 e 2010 são bem típicos Malbecs de alta gama, com muita feita e madeira bem integrada! As safras disponíveis no Brasil são a 2009 e 2010 e valem R$ 420,00.
Sem dúvida uma bela experiência que mostra a consistência e know-how do Grupo VCT desde suas faixas mais baratas até este ícone maravilhoso, o Eolo. Bons vinhos e bons ventos para todos!!!

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Publicado em 07/10/2014 às 10h56

Entraram Depois das Estrelas e Não Fizeram Feio!

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Depois de uma vertical de Cobos (Veja post anterior), coitado do vinho que chegasse depois. É como colocar uma banda iniciante para tocar depois dos Beatles. No começo, achei que mataríamos os Bramares que nos estavam reservados, mas terminando a degustação, cheguei a conclusão que eles não fizeram feio, mesmo depois das estrelas que entraram antes e deram um show e empolgaram a platéia.

 

O Bramare Malbec Uco 2011 foi colocado ao lado do irmão Bramare Malbec Lujan 2011 para provarmos as diferenças de terroirs. E eles cravaram muito bem as diferenças que geralmente encontramos entre malbecs destas 2 regiões. O Uco é mais elegante, menos "bomba de fruta" que o Lujan. Isto se deve muito ao fato do Vale do Uco ser uma região mais alta e mais fria. E nas minha andanças pela Argentina, tenho visto muito que esta diferença é cada vez mais latente. E isto é bom, pois mostra a diversidade de terroirs que os hermanos podem explorar!

 
No show de hoje, os iniciantes fizeram bonito, tocaram muito bem, foram afinados e também empolgaram o público!

 

 

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Publicado em 25/08/2014 às 15h01

À luz de uma Vertical de Cobos.

 
Não é todo dia que se tem uma tarde iluminada. Não só pela linda luz do sol da tarde que batia na enorme e famosa Figueira que faz do restaurante Figueira Rubayat um dos mais bonitos da cidade. A tarde foi iluminada pela presença de Paul Hobbs, um dos grandes enólogos da atualidade, consultor de mais de 30 vinicolas ao redor do mundo e que é também proprietário de 3 vinícolas, sendo 2 na Califórnia e 1 na Argentina, que é de quem falaremos. A Viña Cobos tem alguns dos vinhos mais desejados e pontuados da Argentina, o Cobos Malbec, além de outros maravilhosos, como os Bramares e os Felinos.

 
E a luz da tarde começou com a simpatia de Paul contando sobre seus primeiros passos em solo argentino, na Catena Zapata, fazendo o famoso vinho Alamos Malbec (sem que Nicolás Catena soubesse), e depois o desejo de ter seu próprio projeto. Com ajuda de contatos de sua esposa Mariella, que é Argentina, achou 2 sócios para iniciar o projeto em 1997.

 
Em 1999, seu primeiro vinho, o Cobos Malbec 1999 recebeu nada menos que 92 pontos de Robert Parker. E depois disto a coisa decolou.

 
Mas vamos à luz do que tornou esta tarde especial: a vertical de Cobos 2009, 2010 e 2011, que vem de uvas proveniente de vinhedos com mais de 85 anos de idade. Como faço geralmente os relatos de verticais, não vou me ater tecnicamente vinho a vinho, mas vou traçar um panorama geral. E vou falar que são vinhos bem diferentes.

 
O Cobos 2009 tem o nariz mais complexo, com madeira, frutas pretas e violeta, além de um herbáceo mais forte e um final longo de frutas secas. Talvez, um pouco evoluído demais para um vinho de 5 anos deste porte. Já na boca, o 2010 ganha do 2009 por ser mais intenso, com final ainda mais longo e parece ter mais guarda que o 2009. Mas se falarmos em equilíbrio, sem dúvida, o 2011 dá um show. Intensidade à flor da pele, acidez, taninos, final, nariz... Tudo nos levando a um vinho iluminado, como tenho dito desde o começo.

 
Claro que o preço de R$ 1.099,00 para os 3 vinhos, limita o acesso a eles. Mas de fato estamos falando de um vinho único, de enorme guarda e que tem tudo para estar um néctar dos Deuses daqui a uns 10 anos.

 

Depois ainda tivemos 3 Bramares, mas que falarei num outro post, para que as luzes do show de hoje fiquem só para o Cobos.

 

 

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Publicado em 26/05/2014 às 09h00

Quinta Nova e seus 250 Anos.

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A Quinta Nova é uma vinícola da Região do Douro e que está completando 250 anos e tem algumas linhas de vinhos: Quinta Nova, Pomares, Grainha, Mirabilis e os Portos. Seus vinhos são bem conhecidos e pontuados e de muita consistência. Num almoço bem agradável, pude experimentar alguns destes vinhos e vou deixar algumas linhas sobre o que eu achei:

 

 

Pomares Branco 2013, um vinho fácil de beber, feito com as uvas viosinho, gouveio e rabigato. Sem passagem por madeira, uma fruta bem presente e equilibrada com o álcool. Custa R$ 60,00.
O Mirabilis Grande Reserva 2011 é um vinho bem gastronômico, intenso e mais encorpado que o Pomares, aé por ter passado 10 meses em barricas, sendo 15% novas. Destaque para a garrafa francesa que lembra as garrafas da Borgonha do século XIX. Feito com as uvas Viosinho e Gouveio e custa R$ 210,00.

 

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O Quinta Nova Colheita 2011 é um corte de Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinto Cão e Tinta Roriz, sem passagem por madeira e que é bem fresco e intenso. Mesmo sem madeira, tem bom corpo e boa estrutura! Custa R$ 75,00.
O Quinta Nova Reserva 2011 já entra naquela gama de vinhos portugueses que tem sangue e alma portugueses. Bom corpo, taninos e madeira muito bem equilibrados e um final longo. Um corte de Tinta Roriz, Tinta Amarela, Touriga Franca e Touriga Nacional. Um vinho de boa guarda pela frente que custa R$ 155,00.
O Quinta Nova Grande Reserva 2011 é mais um Português com "P" maiúsculo. Estruturado, feito com uvas de vinhas velhas, está muito novo ainda e vai ser um daqueles vinhos que daqui a 10, 15 anos vai estar melhor ainda com a evolução que vai ter na garrafa. Custa R$ 360,00.

 

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Por último, o Porto Special Reserve, um porto com uma linda garrafa, fácil de beber e que ainda pode evoluir um pouco na garrafa, mas está bem pronto para ser bebido. Custa R$ 115,00.

 

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De fato, estão de parabéns a Quinta Nova e a Magnum Importadora por trazer estes vinhos para Brasil. Espero que façam um bom trabalho para que mais gente conheça os excelentes vinhos desta vinícola.

 

 

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Publicado em 21/05/2014 às 18h30

Norton: Da História da Argentina pra História do Brasil.

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Com o amigo e competente Jorge Riccitelli

Norton: Um nome intimamente ligado ao vinho argentino e também ao consumidor brasileiro de vinho. Um nome forte, bem estabelecido aqui e no mundo todo com vinhos de excelente qualidade e seriedade.
Jorge Riccitelli: Um outro nome forte, de respeito, sinceridade, competência e simpatia. Jorge é o enólogo da Norton e responsável por todos os vinhos da vinícola. E também, não posso deixar de falar, é o responsável inspirador do seu filho Matias Riccitelli, jovem enólogo que anda arrebentando na Argentina com seus vinhos próprios e que em breve estará por aqui lançando sua linha!
Em uma degustação especial e agradável com o amigo Jorge e o pessoal da Importadora Wine Brands, que importam e distribuem os vinhos da Norton aqui, pude provar novamente alguns dos vinhos feitos pela vinícola e tbm provar outros que ainda não conhecia e vou comentar abaixo:
Norton Lote 2009. Uma caixa de 3 Malbecs 2009 feitos da mesma forma, mesmo tempo de barrica (16 meses), 100% Malbec. Mudam apenas os terroirs. Lulunta, La Colonia, e Agrelo. Nos anos seguintes, pode ser que tenhamos outras variedades. Serão escolhidas sempre as variedades que se dêem melhor naquele ano. O Kit com os 3 vinhos custa R$ 480,00 e só pode ser comprado com a caixa de 3 fechada.

 

foto 5 300x300 Norton: Da História da Argentina pra História do Brasil.
Norton Reserva 2009. Um dos Malbecs mais típicos e conhecidos da Argentina. E de fato é um Malbec típico do que se espera de um Malbec e um bom custo de R$ 73,00.
Norton Privado 2010. É a bandeira na Norton no exterior, pois não fazem para o mercado interno da Argentina. Um corte de 40% Malbec, 30% Merlot e 30% Cabernet Sauvignon. Com 16 meses de barricas e mais 12 meses em garrafas antes de ser lançado, é um vinho de longa guarda e sempre foi o vinho da Família Swarovski, que é a dona da Bodega Norton. Custa R$ 104,00.
Perdriel del Centenario 2007. Um vinho que é o mesmo corte do Privado, mas com barricas novas e somente da Finca de Perdriel. Mesmo com 7 anos, parece um vinho extremamente novo e mostra uma potência maravilhosa. O primeiro vinho Centenário foi feito em 1995, no centenário da vinícola e depois disto, se tornou um enorme sucesso e não saiu mais de linha. Detalhe curioso: o Brasil é o principal mercado de Centenário no mundo! Preço de R$ 133,00.
Perdriel Vineyard Selection 2005. Um corte diferente em proporções, mas ainda com as mesmas uvas. 60% Malbec, 28% Cabernet Sauvignon e 12% Merlot. Aqui, os 16 meses de barricas novas aparece mais, mas mesmo assim, com uma elegância que não parecem 16 meses. Um vinho de R$ 293,00 que tem uma longuíssima guarda pela frente.

 

foto 6 225x300 Norton: Da História da Argentina pra História do Brasil.

Uma tarde entre amigos e bons vinhos que, tomara, não demore muito pra acontecer de novo!

 

 

CHEERS!!

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Perfil

André Rossi (Déco), 37 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”.

É também um dos únicos cinco Brasileiros residentes no país a ser credenciado como Professor deste mesmo WSet, tendo sido aprovado pelo WSet Educator Training Program 2011, em Nova York.

Editor e Idealizador do Blog EnoDeco, que é hoje o blog oficial de vinhos do portal R7, um dos blogs de vinho mais acessados do Brasil, e que já foi indicado pelo Guia 4 Rodas 2009 como um dos 10 melhores eno-blogs do Brasil.

Colunista da Revista Cool Magazine, da Revista Online Bloggers e também Editor de Vinhos da 4a. Edição do Flavour Guide , projeto anual do crítico gastronômico Josimar Melo. É jurado e avaliador de vinhos de vários eventos e revistas especializadas.

Há 2 anos é o Relações Públicas da Wines of Argentina (WofA), associação das melhores e principais vinícolas argentinas, sendo o responsável pela comunicação, eventos, degustações e todas as ações que a WofA faz em todo o Brasil, para divulgar e comunicar o vinho argentino por aqui.

Foi o ganhador do concurso “Meu Vinho com Susana Balbo” que foi disputado por 30 blogueiros e jornalistas de vinho, onde o principal objetivo era fazer o seu próprio vinho, usando 5 variedades disponibilizadas pela mais importante e premiada enóloga argentina, Susana Balbo. Seu vinho foi escolhido entre os 30 competidores, numa degustação às cegas pela enóloga e sua equipe, tendo um vinho assinado em conjunto com Susana, o Dominio del Plata Essential Limited Edition 2011.

É Publicitário de formação e foi Diretor de Atendimento de grandes agências como W/Brasil e Lew’Lara/TBWA, tendo passado também por Young & Rubicam, DPZ, Leo Burnett e Publicis. Antes disto, trabalhou na área de marketing da importadora Expand.

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