12
dez
2013

Fechando o ano com chave de ouro e com algumas Ferraris.

Postado por andrerossi às
13h44

foto 4 300x225 Fechando o ano com chave de ouro e com algumas Ferraris.

 

A Decanter sempre se destacou pela excelencia de seus vinhos em seu portfolio, por eventos bem organizados e de alto nível de detalhes que poucos neste mercado tem. Mas agora acho que eles se superaram. Comandado pelo competente, estudioso e amigo Guilherme Correa, tivemos um jantar diferente e de alto nível, que colocou frente a frente os maravilhosos, premiados e deliciosos espumantes italianos FERRARI, feitos na região de Trentino (Norte do país) e que colecionam fãs ao redor do mundo e a culinária japonesa do Restaurante Huto. E é claro que sempre que se fala em Ferrari, vem a pergunta inevitável à cabeça: O que eles tem a ver com a escuderia de fórmula 1? Na verdade eles tem apenas um acordo para que possam usar o nome. E uma curiosidade: A equipe de Fórmula 1 foi fundada em 1947 e a vinícola em 1902, por Giulio Ferrari.

Falando do jantar e dos Ferraris, harmonizar espumante com comida japonesa é algo que eu sempre falo que vale a pena testar. Sei que o sakê é a bebida preferida para acompanhar sushis, sahimis e afins, mas fica aqui o desafio lançado para que façam este teste! Não vão se arrepender. Foram 6 espumantes, harmonizando perfeitamente com pratos exclusivos, de qualidade impressionante e feitos um a um com um cuidado sem igual. Um restaurante digno de figurar entre os melhores japas da cidade, sem a menor sombra de dúvidas.
foto 2 300x300 Fechando o ano com chave de ouro e com algumas Ferraris.
A Ferrari Brut por exemplo, espumante de entrada (todos os espumantes são feitos pelo método clássico), fica nada menos que 36 meses sobre as leveduras, no mínimo. Depois vieram os outros, um melhor que o outro, com estilos diferentes e ao mesmo tempo mantendo uma consistencia de qualidade impressionante.
E para não cansar e falar de todos eles, um a um, vou me render e ajoelhar para falar do Giulio Ferrari Riserva del Fondatore 2001. Um espumante safrado que dá pau em espumantes e champanhes safrados conhecidos, a um preço bem mais em conta. Além disto, enquanto uma Dom Perrignon por exemplo tem 6 anos sobre as leveduras e parece muito, a Giuilio tem nada menos que o dobro do tempo: 12 anos. Pra mim, seguramente um espumante que entra nos meus TOP 3 de espumantes e champanhes que já bebi em toda a minha vida!
foto 3 203x300 Fechando o ano com chave de ouro e com algumas Ferraris.
Sem dúvida, o ano agora pode acabar que eu já tô mais do que feliz!

EnoDeco no Instagram: http://instagram.com/enodeco

Torne-se um fã do EnoDeco no Facebook!

Beba moderadamente! O excesso de álcool é prejudicial à saúde!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks
19
nov
2013

Abadal: Retrato de uma nova Espanha.

Postado por andrerossi às
10h36

6266016374 8fd62eedfa b 300x225 Abadal: Retrato de uma nova Espanha.

 

A Espanha sem dúvida nenhuma é um país que ganha, a cada dia, mais espaço nas taças dos brasileiros e também de outros enófilos no mundo todo. E temos tido contato com vinhos que vão além das famosas Ribera del Duero e Rioja. Por exemplo, a Catalunha, tema deste post.

 

Pude estar numa degustação bem bacana na Enoteca Decanter, com um dos enólogos do grupo, o senhor Joan Ramon Mañé. Nesta degustação, provamos os vinhos de 2 vinícolas do grupo: Abadal (Pla de Bages) e Lafou (Terra Alta - Batea), ambas catalãs. E neste post falarei apenas da Abadal e na sequencia, escrevo o da Lafou.

 

O primeiro vinho já foi novidade para mim pela uva: Abadal Picapoll 2011. Picapoll é uma uva branca local de Pla de Bages, uma das D.O's da Catalunha. O vinho, procurando uma comparação com algum outro mais conhecido, tem um nariz próximo ao de um chradonnay sem madeira. Mas na boca, não tem nada a ver. Mais herbaceo, mais cítrico e menos fruta tropical. Um vinho refrescante e agradável. Custa R$ 74,10.

 

 

Depois, o Abadal Nuat 2008, também 100% Picapoll, mas com uma complexidade muito maior. Até por passar 10 meses sobre as lias, ele tem outra pegada. Mais corpo, mais intenso, mais encorpado. Já tem, inclusive , um ligieiro toque balsâmico, que o deixa ainda mais complexo. Um vinho para comida! R$ 196,70.

 

 

Indo para os tintos, o Abadal Cabernet Franc/Tempranillo 2011. Um vinho de R$ 62,90 muito fresco e facil de beber. A maciez da tempranillo e a estrutura da cabernet franc estão bem equlibradas. Mas um vinho diferente daqueles taninos doces que estamos acostumados. Um vinho facil, porém elegante!

 

 

Depois , o Abadal Reserva 2005, um corte de Merlot, Cabernet Sauvignon e Syrah. E um vinho curioso, porque seu nariz denuncia a idade de 8 anos, com um delicioso balsâmico, misturado a frutas vermelhas e madeira. Mas a acidez, na boca mostra que o vinho ainda tem um bom trmpo de garrafa. Um vinho bem interessante e pelo custo (R$ 103,70), vale a pena comprar 2 garrafas: uma para tomar agora e outra para guardar mais uns 3 anos...

 

 

E por último, o Abadal Selecció 2006, outro vinho que tem muita vida pela frente, com acidez fantástica, toques de evolução na boca e no nariz, e bom corpo e final longo. Corte de Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Syrah. R$ 241,00.

 

 

EnoDeco no Instagram: http://instagram.com/enodeco

Torne-se um fã do EnoDeco no Facebook!

Beba moderadamente! O excesso de álcool é prejudicial à saúde!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks
11
nov
2013

Consistência: Palavra de Ordem na Vinícola Mendel.

Postado por andrerossi às
10h40

Mendel 225x300 Consistência: Palavra de Ordem na Vinícola Mendel.

 

Estar frente a frente com grandes enólogos é sempre um prazer e uma das coisas mais encantadoras do mundo do vinho. E graças a Deus estas oportunidades tem sido cada vez mais frequentes para mim. Mas tem alguns que acabam sendo mais especiais, como o caso de estar com o argentino Roberto de la Mota, enólogo-chefe e proprietário da vinícola Mendel, uma bodega pequena, que tem uma capacidade de 200 mil garrafas e deste total, mais de 90% para exportação. Aqui no Brasil, a Expand é a importadora dos vinhos Mendel. Roberto é um dos principais enólogos argentinos, tendo estudado e trabalhado em grandes propriedades da França, com destaque para o mítico Chateau Cheval Blanc. E num delicioso almoço, pudemos provar alguns de seus vinhos, que já conhecia, mas é sempre bom repetir quando os vinhos são bons.

 

 

 

E o primeiro vinho é o de entrada da vinícola, o Lunta 2011 (Malbec 100%), um vinho de R$ 98,00 que apresenta muita fruta, exclente corpo e acidez e uma estrutura incrivel. Um vinho ainda jovem, mas já pronto para beber. Depois, o mais conhecido de todos, o Mendel Malbec 2011. Apesar do Lunta já ter uma boa passagem por madeira, uma das principais características do Mendel é uma maior presença de madeira, mas sem nenhum exagero. Um malbec que foge dos padroes daquelas compotas de fruta e é mais elegante, tendo uma complexidade bem bacana. R$120,00. Por último, o ícone da vinícola, o Mendel Unus 2010, um corte predominantemente de Malbec, mas que leva boa parte de Cabernet Sauvignon e uma "pitada" de Petit Verdot. 16 meses de barricas de primeiro e segundo uso e um vinho ainda novo, mas que mantém a mesma espinha dorsal dos outros, com elegancia. Sem nada em exagero, tudo absolutamente equilibrado, casou perfeitamente com a carne que foi servida. Um vinho de R$ 248,00 que tem uma longa guarda pela frente. Longa mesmo.

 

 

 

Sem dúvidas, Roberto tem o reconhecimento que tem por conta de sua competencia. E tanto a Mendel, como outras bodegas que ele assessora, podem ter a certeza, de olhos fechados, que terão vinhos consitentes, sérios e de alto nível. E no caso da Mendel, bom para a Expand que tem verdadeiras preciosidades argentinas em seu portfolio.

 

 

EnoDeco no Instagram: http://instagram.com/enodeco

Torne-se um fã do EnoDeco no Facebook!

Beba moderadamente! O excesso de álcool é prejudicial à saúde!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks
1
nov
2013

A Allegrini só escolhe o que há de melhor no Veneto e na Tosacana.

Postado por andrerossi às
11h17

79 10 allegrini 300x187 A Allegrini só escolhe o que há de melhor no Veneto e na Tosacana.

 

A vinícola Allegrini é sem dúvida nenhuma uma das mais importantes e conhecidas da Italia, principalmente na região do Vêneto, desde ao anos 1500. Mas não apenas de Amarones e Valpolicellas vive a Allegrini. O grupo Allegrini é também proprietário das marcas Corte Giara (Vinhos mais acessíveis do vêneto), Poggio al Tesoso (Bolgheri, Toscana) e San Polo (Montalcino). E em degustação com Giovanni Scolari, diretor do Grupo, pude provar um pouco de cada marca, e vê-se que existe uma consistência muito bacana em todos os vinhos. Todos os vinhos são trazidos pela Grand Cru.

 

 

 

O primeiro vinho foi o Allegrini Corte Giara Pinot Grigio 2012 (R$ 57,00), da região do Vêneto e como o nome diz, feito 100% com Pinot Grigio. Um vinho típico desta uva, bem aromático, um nariz equilibrado entre verdes (ervas em geral) e frutas (pêssego e abacaxi) e um certo mineral. Na boca, mais seco que parece no nariz, mas extremamente fresco e fácil de beber. Bom final e um belo custo, o que o torna um grande sucesso de vendas na Grand Cru.

 

 

 

Depois vamos ao Poggio Al Tesoro Mediterra 2011, um tinto da região de Bolgheri (Toscana) feito com uvas internacionais famosas, sem Sangiovese, que é uma uva que, apesar de ser o coração dos vinhos toscanos, em Bolgheri ela não é muito plantada. O corte, com Syrah (40%), Merlot (30%) e Cabernet Sauvignon (30%) é muito bem feito. De cara, o Syrah mostra sua força no nariz, aparecendo mais que as outras com uma picância de pimenta. O Cabernet, com seu pimentão verde também aparece bem. Na boca, excelente acidez, boa complexidade entre frutas, madeira e algo herbáceo. Bom exemplo de supertoscano e que custa R$ 117,00.

 

 

 

O Allegrini Pallazo dela Torre 2009 é um corte interessante do vêneto, com Corvina (70%), Rondinella (25%) e Sangiovese (5%). Não fosse a Sangiovese, daria para dizer que é quase um corte de Valpolicella. Um vinho bem interessante, que leva um pouco de uva passificada (30%) e com isso o vinho ganha um “doce” bem leve adicional, mas que ainda o deixa seco, mas fácil de tomar. Corpo médio, frutas vermelhas no nariz, boa acidez e bom final . R$ 137,00.

 

 

 

Na sequencia, o La Grola 2009, um vinho famoso e sempre muito falado. Corte de 70% Corvina, 15% Rondinella e 10% de Syrah, que custa R$ 190,00. Diferente do outro, o La Grola não tem uva passificada e com isso, se torna mais seco. No nariz, mais terroso, mais herbáceo, algo medicinal e na boca, é bem fiel ao que vemos no nariz, com uma boca longa e persistente. Belo vinho, a R$ 190,00.

 

 

 

E por último, um tipo de vinho que está entre os meus preferidos, se não for o que mais gosto, que é o Brunello di Montalcino. Este Brunello di Montalcino San Polo DOCG 2007 é um Brunello típico. No nariz, muita terra, frutas vermelhas e pretas e ervas. A madeira, sempre sutil, amacia e sustenta o vinho. Excelente acidez, taninos macios, corretos, até estão mais sutis do que encontramos em muitos Brunellos até mais velhos, o que nos dá um vinho mais pronto para beber, mas que pode ser guardado por bastante tempo ainda.

 

 

 

Como disse anteriormente, os vinhos todos, mesmo feitos em vinícolas e regiões diferentes, tem muita consistência. Não é à toa que o nome da Allegrini tema força que tem! Salute!

 

 

CHEERS!!

 

EnoDeco no Instagram: http://instagram.com/enodeco

Torne-se um fã do EnoDeco no Facebook!

Beba moderadamente! O excesso de álcool é prejudicial à saúde!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks
30
out
2013

Os belos vinhos nacionais da Villa Francioni

Postado por andrerossi às
12h39

villa francioni 49 300x199 Os belos vinhos nacionais da Villa Francioni

 

Amigos, como vcs acompanham os relatos por aqui, há muitos eventos, degustações, almoços e jantares no mundo do vinho e é praticamente impossível de comparecer a todos. Mas teve um em especial que eu infelizmente não pude ir e fiz questão de pedir para a Jane Prado, fotógrafa, blogueira (Chateau de Jane) e que trabalha comigo na Winet para que fosse no almoço oferecido pela Importadora Ravin para apresentar a parceria deles com a Vila Francioni, produtor brasileiro que admiro muito e gosto dos vinhos. Então, abaixo o texto da Jane sobre o almoço e espero que gostem do relato feito por ela!!

 

" Quando falamos em vinhos brasileiros pensamos direto na Serra Gaúcha. Verdade, é lá que está a maior produção de vinhos finos do Brasil. Mas fazer vinhos bons não é exclusividade deles. Outras regiões, do Rio Grande de Sul e Santa Catarina, vêm se destacando nos últimos anos e ganhando espaço no mercado de vinhos de qualidade.

 

 

A Ravin, importadora de vinhos, resolveu apostar numa vinícola de São Joaquim, em SC. Como o foco deles é trazer vinhos de qualidade para o Brasil, a produção nacional acabava ficando de fora do seu portfólio, até ser fechada essa parceria com a Villa Francioni.

 

 

Fui convidada pelo Déco para representá-lo num evento da Ravin e depois dar a minha opinião sobre os vinhos da Villa Francioni que seriam degustados. Lógico que aceitei, e aqui estou eu no EnoDeco.

 

 

Foram servidos 7 vinhos devidamente harmonizados no restaurante NB Steak. Num geral achei todos os vinhos de qualidade e realmente engarrafados com estilo, mas, apesar de lindas, as garrafas vem de fora e, fora os vinhos de guarda, não acho que elas influenciem no resultado. Então prefiro minha parte num preço mais viável na prateleira do que em garrafas importadas cheias de estilo.

 

 

Os que eu mais gostei, neste clima de verão, foram:

 

 

Villa Francioni Sauvignon Blanc 2012, um vinho com uma bela acidez, equilibrado, com aromas de maça verde e abacaxi, além das notas de aspargos que eu adoro. Na boca, se mostra fresco e com um volume que a preenche. Preço: R$103,00.

 

 

Villa Francioni Rosé 2012, um vinho feito a partir de 8 castas diferentes: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Sangiovese, Syrah, Petit Verdot, Pinot Noir, Merlot e Malbec. Ano a ano misturadas em proporções diferentes em busca do resultado ideal. Aromas de frutas com um toque floral, nos instigam ao primeiro gole. Na boca, fresco, com boa acidez e um final marcante. Preço: R$ 78,00

 

 

Quando acabou o almoço, fomos surpreendidos com uma taça de Brut Rosé, feito com Pinot Noir e Chardonnay, através do método tradicional. O espumante estava vibrante, frutado com aquele toque de fermento de um bom brut. Na boca, suavidade e intensidade perfeitamente em harmonia. Preço: R$175,00.

 

 

Eu, como brasileira, super apoio esta parceria, acho que temos que nos orgulhar dos nossos vinhos e tentar, de todas as formas, acabar com o preconceito de que somente o que vem de fora é bom.

Santé!"

 

 

CHEERS!!

 

EnoDeco no Instagram: http://instagram.com/enodeco

Torne-se um fã do EnoDeco no Facebook!

Beba moderadamente! O excesso de álcool é prejudicial à saúde!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks
22
out
2013

Mullineux: O alto nível sul-africano no Brasil.

Postado por andrerossi às
19h45

Cópia de foto 12 300x225 Mullineux: O alto nível sul africano no Brasil.
Em uma degustação seguida de um delicioso almoço no restaurante Aguzzo, pude novamente provar os excelentes vinhos da vinícola sul-africana Mullineux, junto com sua importadora, a Qual Vinho, que hoje traz apenas vinhos da terra de Mandela. E foi uma experiencia bem completa!
Começando com algo bem diferente e que não existe para venda em nenhum lugar, nem na Africa do Sul. Um Chenin Blanc completamente natural, sem adição de nenhum conservante ou estabilizante. Leveduras naturais e sem filtração. Um vinho diferente!
Kloof Street Old Vine Chenin Blanc 2013, um branco feito com esta uva bem difundida na Africa do Sul e que dá vinhos bem aromáticos e frescos. Este vinho tem bem esta tipicidade, é fresco, fácil de beber e não parece os 13% álcool que tem. R$ 75,00 para um bom vinho qur acompanharia muito bem a grande maioria dos queijos e também pratos à base de frutos do mar. Seguindo os brancos, o White Blend  2011, um corte interessante de Chenin Blanc, Clairette e Viognier. Muito aromático, encorpado, um vinho pra comida e que impressiona. R$ 130,00.
Em seguida, os tintos entraram em cena, com o Kloof Street Rouge 2011, um vinho que eu já conhecia e já gostava. Por R$ 80,00, este corte predominante de Syrah (72%) mas que leva também Mourvèdre, Cinzault e Carignan, é outro vinho bem fácil e amigo. Boa estrutura, sem exageros, e menos encorpado que a maioria dos vinhos sul-africanos feitos à base de Syrah. Madeira sutil e muita fruta e flor nos aromas e sabor. Uma boa opção. Depois, o Syrah 2009 ao lado de seu irmão mais novo, o Syrah 2010. Comparando os dois, conseguimos ver 2 vinhos completamente diferentes. O 2009 (R$ 150,00) com muito mais fruta e madeira e o 2010 (R$ 165,00) mais flor e mineral. Mas em comum uma excelente estrutura e final. São vinhos bem pontuados pelas críticas internacionais e que realmente valem a fama.
Por fim, como sempre, os melhores. Os tops Syrah Schist 2011 e Syrah Granite 2011. Vinhos que foram elaborados para expressar bem o solo em que suas uvas estão plantadas. O Schist, mais floral e com mais fruta e o Granite mais herbáceo e com especiarias. Em comum, boa persistencia, corpo, acidez e a famosa picância da Syrah, lembrando pimentão. Vinhos diferentes, com uma proposta bacana de terroir e que marcam presença, tem personalidade e não são apenas "mais um sul-africano". Os dois custam R$ 350,00.
Cópia de foto 1 225x300 Mullineux: O alto nível sul africano no Brasil.
Com a sobremesa, um Straw Wine, vinho de sobremesa 100% chenin Blanc, que ainda não chegou ao Brasil. Extremamente complexo, sem ser enjoativo, açúcar na medida e belíssimo acompanhamento para sobremesas como pudim, creme brulee, e outras sem chocolate.
De fato, uma vinícola diretamente ligada à qualidade e diferenciação de seus vinhos. Nada muito comum e também um gol de placa da Qual Vinho em apostar nestes vinhos e traze-los para o Brasil.
CHEERS!!

EnoDeco no Instagram: http://instagram.com/enodeco

Torne-se um fã do EnoDeco no Facebook!

Beba moderadamente! O excesso de álcool é prejudicial à saúde!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks
1
out
2013

Um embate de grandes Pinots: Borgonha x Nova Zelandia.

Postado por andrerossi às
11h37

pinot 300x200 Um embate de grandes Pinots: Borgonha x Nova Zelandia.

 

 

Pinot Noir: Uma uva que arrasta fãs e admiradores pelo mundo todo. A uva que é considerada a mais feminina de todas as uvas e que é objeto de inúmeras tentativas para se fazer bons vinhos, mas nem todo mundo consegue. Uva delicada, de fino trato e de finos vinhos que vão desde os mais concentrados e frutados do novo mundo, até os mais minerais, florais e delicados Borgonhas. Uma legião de estilos, que consegue uma legião de fãs. Mas fica aquela dúvida e velha discussão entre enófilos e especialistas: Qual estilo de Pinot Noir é melhor? Velho mundo ou novo mundo? E para botar mais fogo nesta boa “briga”, a importadora Premium, dos competentes Orlando e Rodrigo, resolveram organizar uma degustação que colocasse frente a frente seus grandes Pinots da Borgonha (Todos 1er Crus) e seus grandes Pinots da Nova Zelandia, país em que se especializaram desde o início. Mas não só isso fizeram. Aproveitaram para incluir outra variedade típica da Borgonha e que tem dado excelentes vinhos na Nova Zelandia também: A branca Chardonnay. Mas para não ficar algo muito grande, vamos focar agora nos Pinots e num próximo post falo dos Chardonnays.

 

 

 

Vou colocar os vinhos provados abaixo, mas ao invés de fazer uma descrição de cada um, prefiro fazer algo mais leve e informal e dizer o que eu achei do painel como um todo:

 

 

- Domaine de Bellene Beaunes 1er Cru Les Teurons 2009 (Borgonha)

- Marquis D'Angerville Volnay 1er Cru Fremiet 2007 (Borgonha)

- Roche de Bellene Chambole-Musigny 1er Cru Aux Echanges 2009 (Borgonha)

-  Jackson Gum Emperor Pinot Noir 2010 (Nova Zelandia)

- Ata Rangi Pinot Noir 2008 (Nova Zelandia)

- Rippon Pinot Noir 2003 (Nova Zelandia)

 

 

Foi uma bela comparação, onde os estilos eram nitidamente bem distintos: Os neozelandezes com mais corpo, mais cor, mas madeira e mais alcool agradou pelo excelente equilíbrio em geral que estes vinhos apresentaram entre acidez, madeira e fruta maudra. Em um ou outro o álcool sobrava um pouco, mas nada que uma meia hora de Decanter não ajudasse bastante. Os Borgonhas, mais elegantes, mais minerais, com frutas mais delicadas que não aquelas mais maduras que sentimos nos Pinots do novo mundo. De bate pronto, se me perguntassem antes da degustação o que eu provavelmente iria gostar mais, eu apostaria em algum Borgonha para ganhar a minha preferência. E isto não aconteceu pois apareceu um gigante e “velhinho” Neozelandês chamado Rippon 2003. Um vinho de 10 anos que encontrou um balanço perfeito entre todos os aspectos que um vinho pode apresentar. Um vinho delicioso, surpreendente e que pra mim, venceu esta batalha de titãs, onde nenhum vinho decepcionou!

 

 

E parabéns à Premium por esta idéia de fazer este painel diferente e bem interessante! É disto que o mundo do vinho precisa para sair das tradicionais degustações!!

 

 

 

CHEERS!!

 

EnoDeco no Instagram: http://instagram.com/enodeco

 

 

Torne-se um fã do EnoDeco no Facebook!

 

Beba moderadamente! O excesso de álcool é prejudicial à saúde!

 

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks
22
set
2013

Os Encantos do Noval.

Postado por andrerossi às
08h53

7 Vintage Nacional 2011 1 199x300 Os Encantos do Noval.

 

 

 

Poucas são as oportunidades de estar com uma pessoa tão importante no mundo do vinho, neste caso do vinho português. E estar com Christian Seely, inglês que desde outubro de 1993 atua como diretor geral da Quinta do Noval, talvez o mais reconhecido produtor de vinhos do porto, principalmente com seus vinhos vintages, é realmente uma honra. Em almoço oferecido pela Adega Alentejana, a grande referência em importação de vinhos portugueses, não tivemos apenas os famosos Portos da vinícola, mas também vinhos secos feitos na região do Douro.

Começando com o Maria Mansa DOC 2008, um corte de Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional. Um vinho de R$ 84,90 bem agradável de se tomar, com muita fruta e bem macio. Apesar dos 5 anos, um vinho que ainda tem uma boa vida de garrafa. Depois um vinho que foge um pouco do padrão português de elaborar vinhos com uvas tipicamente regionais. O Labrador Tinto 2010 é um vinho 100% Syrah, que também foge dos Syrahs do novo mundo, cheios de madeira e fruta madura. É um vinho delicado por ser um Syrah, mas ao mesmo tempo intenso e equilibrado. Custa R$ 130,00. Depois, um vinho que, segundo Manuel Chicau, dono da Adega Alentejana, é uma grande surpresa em vendas, que é o Cedro do Noval Tinto 2008. Um corte de Syrah, Touriga Franca e Touriga Nacional. Um vinho realmente bem bacana, macio, com uma madeira bem aparente, mas equilibrada. Um vinho redondo, que também tem uma boa guarda pela frente.
E o passeio pelos maravilhosos vinhos do Noval continua com o Quinta do Noval Touriga Nacional 2008 um vinho, como o nome diz, feito 100% com esta que é uma das principais uvas de lá. Um vinho daqueles grandes, que no nariz já arrebentam e mostram que não estão pra brincadeira. 2008, ainda novo, mas já mostra que é grande! Complexo, intenso, prufundo. E um vinho que vai mudando a cada segundo na taça. R$ 416,00. Seu irmão, o Quinta do Noval Tinto 2008, já não é mais um varietal como o outro, mas um corte de Tinto Cão, Touriga Franca e Touriga Nacional. Outro vinho grande, com ótima intensidade e estrutura, mas na minha opinião, o Touriga bate o rimão. Preço parecido: R$ 404,90. Vale comentar que os altos preços destes vinhos se devem principalmente à produção super limitada destes rótulos.
Aí entramos na especialidade da vinícola: Os Portos. Começando com um Porto que é, logo de cara, uma quebra de tradição e paradigmas no vinho do porto. Com um nome que tem uma palavra em inglês e um rótulo moderno para os padrões do Porto. O Noval Black Tinto, é um porto fácil de beber, feito exatamente com o intuito de atrair os novos consumidores de porto. R$ 148,40. Depois, o Noval LBV Unfiltered 2005, um LBV maravilhoso, que de fato, como disseram, é pau a pau com muitos vintages que tem por aí, talvez até melhor. R$ 173,90.
Então, mudando completamente de estilo, os Portos envelhecidos por muito tempo em tonéis de caravlho, o Quinta do Noval 20 Anos Tawny (R$ 440,50) e o Quinta do Noval 40 Anos Tawny (R$ 856,10). Vinhos realmente únicos, que envelheceram 20 e 40 anos respectivamente e que são uma história à parte.
E terminando com os mais novos da turma, as safras 2011 do Quinta do Noval Vintage 2011 (R$ 481,40) e o Quinta do Noval Vintage Nacional 2011 (R$ 3.803,80), uma safra maravilhosa e promissora. O detalhe aqui fica para intensidade destes vinhos, uma coisa impressionante. A diferença deles é a produção. Afinal, para o Nacional, são apenas 2 hectares, os melhores vinhedos da vinícola e uma quantidade extremamente limitada de garrafas.

CHEERS!!

 

EnoDeco no Instagram: http://instagram.com/enodeco

Torne-se um fã do EnoDeco no Facebook!

Beba moderadamente! O excesso de álcool é prejudicial à saúde!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks
19
set
2013

Arzuaga: A essência da Ribera del Duero.

Postado por andrerossi às
12h50

Cópia de foto 3 300x225 Arzuaga: A essência da Ribera del Duero.

 

 

Participei recentemente de uma degustação especial, dos vinhos da vinícola ARZUAGA, localizada na maravilhosa região de Ribera del Duero, onde se produzem vinhos míticos e de excelente qualidade. A Arzuaga não está entre as mais famosas, mas seus vinhos mostram uma seriedade e uma consistência capaz encarar e ganhar de qualquer outro vinho de lá. Vamos a eles:

 

 

Arzuaga La Planta 2010, um vinho macio, com muita fruta e equilíbrio com madeira, com aquele tostado que lembra côco, que encontramos muito nos vinhos espanhóis. Um vinho intenso em boca e no nariz, mas de corpo médio e acidez equilibrada. Um típico Ribera, a R$ 106,30. Logo depois, tivemos o Arzuaga Crianza 2009, um vinho de 16 meses de barrica, mas que está muito bem integrada ao vinho. Mais encorpado que o anterior e mais comlpexo. R$ 186,00.

Entrando nos vinhos mais complexos, os Reservas pra cima. O Arzuaga Reserva 2006 já mostra uma acidez um pouco maior e uma complexidade bacana, que começa a sair da fruta e da madeira e ter um pouco mais de mineral. Um belíssimo Reserva, com 30 meses de barrica e R$ 325,50. O Reserva Especial 2004, que apesar de ter 9 anos de idade, parece uma criança. No nariz, aromas que vão das frutas a algo muito leve de idade, como couro. Mas ainda muito pouco perto do que poderia estar um vinho com 9 anos. Uma curiosidade é que acrescentam mais ou menos 5% de uma uva branca, a Albillo, que é acresecntada para dar um pouco mais de acidez ao vinho, já que eles não corrigem a acidez com nenhum tipo de ácido. R$ 571,20.
Na última rodada, o Amaya 2007, um vinho que não é feito em todas as safras, somente nas mais especiais. Um vinho para "se comer de garfo e faca" que pede uma comida para companhar, por sua excelente acidez, persistencia e corpo. Vinho especial, limitado, preço obviamente bem mais alto: R$ 644,30. E por ultimo um Gran Reserva 1996... E entendam estes (...) como uma pausa para uma degustação mais longa e calma, que é o que pede este vinho. 17 anos de um vinho que ainda vai evoluir bem na garrafa. Um vinho que tem de tudo: Frutas frescas (sim, frutas frescas num vinho desta idade!!), flores, mineral, couro... E mais......!! Mais que um vinho, uma experiencia!
Uma vinícola que não está entre as grandes conhecidas de lá, não é das mais famosas, mas acho isso bom, para que não virem carne de vaca! Afinal, os seus vinhos são espetaculares!

CHEERS!!

 

EnoDeco no Instagram: http://instagram.com/enodeco

 

 

Torne-se um fã do EnoDeco no Facebook!

 

Beba moderadamente! O excesso de álcool é prejudicial à saúde!

Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks
13
set
2013

Encontro de Vinhos de BH. E o TOP 5 é inteiro Argentino!

Postado por andrerossi às
21h34

encontro grande 300x141 Encontro de Vinhos de BH. E o TOP 5 é inteiro Argentino!

 

Aqui estamos, em Belo Horizonte, para mais um Encontro de Vinhos! Desta vez, na capital mineira, o evento promete agitar o sábado por aqui, afinal, teremos muita coisa boa para provar!

 

 

E não poderia deixar de começar falando do espaço que armei pela Wines of Argentina com nada menos que  10 produtores de lá: Viñas Cobos, Alto Las Hormigas, Bodega del Fin del Mundo, Finca Flichman, La Celia, Domínio Del Plata, Bodega Tukma, Família Schroeder, Finca Decero vão mostrar muitos rótulos e novidades! E ainda terei a honra de dar uma palestra sobre a diversidade dos terroirs argentinos que acontecerá a partir das 17h, com uma degustação de 6 rótulos que mostram esta diversidade.

A importadora V&E vai mostrar seus novos vinhos franceses bons e a preços acessíveis. A Smart Buy Wines, com seus vinhos americanos e a Wines of Italy com belos Barolos e Barbarescos também estarão mostrando grandes rótulos. E entram também as grande e conhecidas importadoras como  World Wine, Cantu e Vinci com renomados produtores.

 

 

E como acontece em todos os Encontros de Vinhos, foi feita uma degustação às cegas com vinhos de todos os expositores. Cada um mandou amostras, que foram julgadas por um grupo de sommeliers, jornalistas e blogueiros de vinhos. Tudo é feito às cegas, ou seja, ninguém sabe o que está provando. Cada um dá as suas notas e as melhores médias são publicadas.

 

 

No dia 12 de setembro esse grupo foi recebido na Casa do Porto, tradicional importadora e loja de São Paulo, para realizar o trabalho de escolher os 5 melhores vinhos e o resultado está aí em baixo e para a surpresa geral, e minha em particular, competindo com vinhos do mundo todo, os 5 melhores vinhos da feira são Argentinos. Acho que é a primeira vez no Encontro de Vinhos, que já acontece há 4 anos, que temos um país dominando 100% dos vinhos do Top 5:

 

 

1. Lugar – Sottano Reserva de Familia Cabernet Sauvignon 2008
Produtor: Bodegas Sottano
País: Argentina
Uvas: 100% Cabernet Sauvignon
Importador: Max Brands
Preço: 110,00

 

 

2. Lugar – Tukma Gran Corte 2010
Produtor: Bodega Tukma
País: Argentina
Uvas: Malbec, Tannat, Cabernet Sauvignon
Importador: Verde Mar

 

 

3o Lugar – Benegas Cabernet Sauvignon Estate Vineyard
Produtor: Bodega Benegas
País: Argentina
Uvas: Cabernet Sauvignon
Importador: Calix

 

4o Lugar – Finca Decero Petit Verdot 2008
Produtor: Finca Decero
País: Argentina
Uvas: Petit Verdot
Importador: Ana Import

 

 

5o Lugar – Bodega del Fin del Mundo Special Blend
Produtor: Bodega del Fin del Mundo
País: Argentina
Região: Patagônia
Uvas: Malbec, Cabernet Sauvignon, Merlot
Importador: Mr. Man

 

 

Serviço:
Encontro de Vinhos Belo Horizonte - www.encontrodevinhos.com.br
14 de setembro – das 14h às 22h
Hotel Mercure Lourdes – Avenida do Contorno, 7315 – Lourdes – 31 3298 4100
Ingressos: R$ 50,00 pelo site, R$ 60,00 no dia da feira ou R$ 30,00 associados da ABS (Associação Brasileira de Sommeliers) e SBAV (Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho) 

 

 

 

CHEERS!!

 

EnoDeco no Instagram: http://instagram.com/enodeco

 

 

Torne-se um fã do EnoDeco no Facebook!

 

Beba moderadamente! O excesso de álcool é prejudicial à saúde!


Espalhe por aí:
  • RSS
  • Live
  • del.icio.us
  • Twitter
  • Digg
  • Netvibes
  • Facebook
  • Google Bookmarks
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009- Rádio e Televisão Record S/A
exceda.com