Publicado em 06/08/2009 às 17h57

As 10 melhores vinícolas para se visitar.

 As 10 melhores vinícolas para se visitar.Hoje li no site da Revista Adega (http://www.revistaadega.uol.com.br/) uma matéria interessante que eles tiraram da revista americana Forbes. Eles listam as 10 melhores vinícolas para se visitar ao redor do mundo, em diferentes países. Uma lista legal par os enófilos de plantão que gostam de viajar pelo mundo e visitar vinícolas e degustar seus rótulos.

Desde as mais próximas como a Viña Montes no Chile, que eu particularmente achei um espetáculo quando fui, até em países vinícolas mais longes, como Nova Zelândia e Austrália. Vale a pena guardar as dicas para uma próxima viagem!

Eis os nossos "paraísos", em ordem de preferência da publicação:

1. Castello Banfi, Toscana, Itália (Foto acima)

2. Montes, Vale do Colchagua, no Chile

3. Ken Forrester, Stellenbosch, África do Sul

4. Fournier, Mendoza, Argentina

5. Leeuwin Estate, Margaret River, Austrália

6. Felton Road, Central Otago, Nova Zelândia

7. Bodegas Ysios, Rioja, Espanha

8. Quinta do Portal, Douro Valley, Portugal

9. Chateau Lynch-Bages, Bordeaux, França

10. Peter Jakob Kuhn Oestrich, Rhein/Mosel, Alemanha.

Se alguém já visitou alguma destas e quiser fazer um breve relato do que achou, por favor façam, pois poderemos dividir as opiniões com os leitores!!

CHEERS!!

Publicado em 21/07/2009 às 22h05

O Encontro Mistral vem aí!

 O Encontro Mistral vem aí! O tradicional e famoso Encontro Mistral vem aí! De 17 a 22 de agosto, o evento percorrerá cinco cidades brasileiras, apresentando mais de 200 grandes vinhos dos melhores produtores do mundo.

Esta é a 3ª edição do Tour Mistral, uma saborosa viagem pelo melhor do mundo do vinho. Neste ano, o evento percorrerá cinco cidades brasileiras – São Paulo (dias 17 e 18), Rio de Janeiro (dia 19), Belo Horizonte (dia 20), Brasília (dia 21) e Curitiba (dia 22) – apresentando mais de 200 grandes vinhos produzidos nas mais prestigiadas vinícolas de 10 países do Velho e do Novo Mundo.

As inscrições poderão ser feitas a partir de 13 de julho pelo tel. (11) 3372-3400 e o valor do ingresso é de R$ 180 por dia.

Aproveitem e garantam os ingressos, que são limitados!

CHEERS!!
Publicado em 17/07/2009 às 19h17

Os Premiuns do Chile – Por Felipe Kaufmann

 Os Premiuns do Chile   Por Felipe KaufmannConforme divulguei, nos últimos dias 3 e 4 de julho tivemos a melhor feira de vinhos premium do cone sul. Foi em Santiago e estava fantástica, como não podia deixar de ser.

No ano passado, senti uma certa pedofilia no ar alem de muitos egos inflados. Já este ano, o sentimento foi de madurez e pés no chão. Entusiastas, como nós, misturados ao pequeno e seleto grupo de connoiseurs e imprensa local circulavam livremente e sem a muvuca tradicional de uma feira brasileira, entre as mesas das melhores vinícolas chilenas que, despejavam com orgulho seus filhos prodígios nacidos em 2005, 2006, 2007 e 2008. Com a exceção da Almaviva, que estava fisicamente na feira porem sem vinho.

E porque alguém compra um espaço em uma feira de vinho e não o exibe? Presumo ser uma das vinícolas mais arrogantes do mundo, pois marcou hora (somente 2 horas em cada dia) para se provar o mais novo lançamento, a safra 2006. Seu second vin (Epu) estava presente todo o tempo, porém não está nada semelhante às boas safras de 2000 e 2001, ainda mais com o aumento de 120% (desde 2006) em seu preço (varejo) transparece mais uma vez, junto com a cara fechada, de “... o que a Almaviva esta fazendo aqui entre estes terceiro-mundistas...” Nada simpático; uma postura no mínimo duvidosa.
O destaque foi o aumento radical da qualidade de fruta da Viña Loma Larga. Não gosto de Malbec, porém os chilenos estão se superando. Aliás, se tivermos como benchmark os Argentinos, esses estão fritos, pois seus Malbecs de clima frio (Vale de Casablanca) estão primorosos, de cores estupendas (Ok, se Malbec não tiver cor bonita quem vai ter?) mas realmente fora do brilhante normal, um vinho grosso, e largo, com tanino que não enruga o final da língua nem a garganta. Contudo, entre todos que estavam à mostra (Cabernet Franc e Merlot tbm estão muito bem feitos) o bom mesmo ficou para o Syrah que tem uma profundidade e complexidade sem iguais, firme e seguro como a tração integral em um carro, confiável como um vestido preto em uma festa.
Voltando no tempo, a vinícola que primeiro começou a produzir qualidade no Chile, a veterana espanhola Miguel Torres, chega este ano mostrando poder e investindo em um segmento “premium, mas acessível” que está de surpreender qualquer aficionado. Refiro-me a linha “Cordillera” que são assamblages de enlouquecer. O 50% Carmenere 35% Merlot 15% Petit Verdot 2007 esta uma seda só. Uma mistura de vales (em seu rotulo traz somente a não-denominacao de origem “Vale Central”). Vinho bem feito de frutas fresquinhas e saudáveis, com a um toque elegante da madeira e um estilo próprio, sem ser metido a besta e sem pés em Bordeaux. Seus irmãos, 54%Carignan, 24%Merlot 22%Shiraz 2006 e o 56%Shiraz 24% Cabernet Sauvignon 15%Viogner também seguem a mesma linhagem, em especial este último, pois adoro a mistura de uvas brancas, principalmente a Viogner em vinhos tintos, acaba amansando as fortes Shiraz e C.Sauvignon.
A Haras de Pirque apresentou sua safra vigente do Elegance Cabernet Sauvignon, a de 2006 que definitivamente não agradou, junto com o seu primo Ítalo-Chileno Albis 2005 (joint venture mal resolvida) se mostraram desengonçados e pouco afinados; ainda mais se compararmos com o mesmo Elegance CS 2004 (tido como o melhor CS Chileno). Taninos extremamanete fortes e pouco prazeirosos. Jovens e alcoólicos de mais escondiam todo o poder do vale do Maipo onde nasceram. Outra vinícola que despejava um jardim de infância na taça era a Altair, o seu carro chefe de mesmo nome e o second vin, Sideral, ambos 2005 estão batendo seco na boca. Ainda brutos, porem sólidos, bom para se tomar a partir de 2012, e sem dúvida uma batalha perdida pelo “departamento enológico” que sempre implora ao “departamento financeiro”para mais tempo antes de sair ao mercado.
Surpresas para mim? Sim! Conversei com o Ed Flaherty, responsável pelo maravilhoso Zavala 2005 (sim vc leu certo, é o ultra premium da Viña Tarapaca com 90 pontos dados pelo R.Parker) e sim, esta vinícola não tem nenhuma tradição neste segmento, porem Ed realizou um trabalho que vale ser conferido. E melhor, é um americano, enólogo bem humilde, nada petulante. 56% Cabernet Sauvignon 25%Syrah 19%Merlot são um imenso prazer e com boa fruta fez este vinho ser o must da feira.
Por fim, o mais novo e queridinho dos vales para brancos, o de Limarí, apresentou seus resultados: a vinícola ligada a Concha Y Toro, Maycas del Limari trouxe os incríveis Chardonnay 2007 e Sauvignon Blanc 2008. Alias juntamente com o Sauvignon Blanc 1865 safra 2008 da San Pedro estão exatamente como eu gosto: com aquele azedinho doce, ácido na medida certa, e com uma citricidade que da água na boca (e não dor de dente). Frescos, com aspargos e grama cortada.

Espero que tenham aproveitado as novidades e nos vemos em breve!
Tim Tim.
Felipe

Publicado em 13/07/2009 às 21h49

Jantar Divino

 Jantar DivinoA Vinheria Percussi e a Enoteca Fasano estão organizando, de 16 a 30 de Julho, um jantar que promete ser delicioso.

O restaurante, comandado pelos talentosos Silvia e Lamberto Percussi vão oferecer um jantar harmonizado com vinhos da vinícola Maycas del Limari, uma vinícola que anda ganhando destaque ultimamente com vinhos suculentos, frutados e deliciosos, produzidos no Valle do Limari, o mesmo vale que tem na Tabali, sua vinícola ícone.

O menu completo custa R$ 90,00 e o menu harmonizado com todos os vinhos, R$ 135,00.

O cardápio contempla um Creme de Foie Gras Brullé, uma Polenta ao sabor de Tallegio, costeletas de Cordeiro com Aspargos, Cogumelos e Batatas e terminando com um Semifredo al Marsala.

Os vinhos que acompanham os pratos são da linha Reserva Especial, das uvas Chardonnay 2006, Cabernet Sauvignon 2005 e Syrah 2005.
CHEERS!!
Publicado em 10/07/2009 às 13h31

A Raposa não apareceu na Toscana

 A Raposa não apareceu na ToscanaSemana passada tivemos o segundo encontro da confraria dos publicitários. Estávamos um pouco desfalcados, mas mesmo assim tivemos uma noite sensacional, passeando pela Toscana entre os pratos do delicioso Piselli e os vinhos levados pelos confrades.

Infelizmente tivemos as baixas de Paulão, Alexandre, Fred e Herbert e como disse no post que relatou a primeira confraria, desta vez fizemos duplas que escolhiam e levavam os vinhos. As duplas eram: Dado e Gomez, Gaion e Edu, Marcio e eu. O tema da Toscana tinha uma regra, que era a de não poder levar Brunellos, pois este será um tema especial da confraria.

E eis que surge, no início do jantar o nosso querido Fefê (Meu primo e participante da nossa outra confraria), fazendo barulho como de costume, cumprimentando os confrades Dado e Marcio e de cara já perguntando: Quem é o cidadão que reconhece a RAPOSA MOLHADA? Pronto, estava feita a piada da noite para nosso amigo Gomez, o inventor de tal canídeo. Mas não é que a raposa resolveu não aparecer naquela noite? Então já podemos contar isto como mais uma baixa...

Indo para a parte que interessa, o nosso querido e competente sommelier Fernandinho cuidou bem de nós! Preparou a mesa, as taças, as garrafas às cegas e começamos com os 4 vinhos da noite. O primeiro já causou barulho na mesa: Era um vinho leve, vermelho claro, elegante e muito aromático. Não parecia um toscano! Ficamos curiosos. Então vieram os outros 3 vinhos da noite. O segundo meio enigmático, redondo, equilibrado que foi evoluindo com o tempo e parecendo mais um toscano que o primeiro. O terceiro, no nariz foi elevado à condição de algo extremamente especial e chegaram a falar que seria um Solaia ou Tignanello. E o quarto no começo impressionou e com o tempo ele foi melhorando e arrancando cada vez mais elogios. Até a hora de desvendarmos os rótulos, brigaram, cabeça a cabeça os 2 últimos vinhos. No final, por 4 votos a 2, o último líquido acabou chegando na frente. E a dupla vencedora confirmou o que haviam prometido nos e-mails. Dado e Gomez ganharam com um Isole e Olena Cepparello 2004 (95 pontos RP e 86 na WS). O vinho que quase chegou lá foi nada menos que um Magari 2005, do mestre Gaja (90 pontos RP e 92 WS), levado “in memorian” por Paulão e Ale. O segundo vinho foi levado pelo Marcio e por mim, era um Rocca di Frassinello 2004 (87 pontos RP e 88 WS) e o primeiro, que gerou curiosidade de todos desde o primeiro minuto, era um Lamole di Lamole – Chianti Clássico Riserva 2005 (87 pontos WS), da dupla Edu-Gaion, trazido diretamente de lá da Toscana. É um “piccolo produtore”, um vinho delicioso!

E agora, que venham as touradas em Agosto! As duplas já sorteadas novamente contam com a reedição da dupla vencedora Gomez e Dado, Gaion e André, Edu e Herbert, Marcio e Ale, Fred e Paulão. Vamos ver que coelho sai deste mato!! Ou que raposa....

CHEERS!!!

Publicado em 03/07/2009 às 13h17

Grand Tasting – Parte 2

 Grand Tasting   Parte 2Vamos continuar o relato do grande evento da Grand Cru semana passada, o Grand Tasting, que comecei a relatar, mas agora preciso terminar...

Achados: Esta era a estação popularmente chamada de “Custo-Benefício”. São vinhos pontuados, estruturados e marcantes, a preços razoáveis. Dos 10 vinhos selecionados para estarem nesta estação, 3 se destacaram na minha opinião: O italiano Allegrini La Grola IGT 2005 (90 ptos RP), que está muito bem equilibrado na boca, no nariz e na persistência, podendo ser considerado um vinho de certa guarda, pois seus 16 meses em barricas lhe conferem uma boa estrutura. O outro é o Doña Paula Salix Vineyard Tannat-Malbec 2004, que é um single vineyard bacana, e que levou 91 pontos do RP. Um nariz bem diferente e intenso e uma estrutura legal. E o melhor achado destes todos para mim foi o Chateau Bois Petruis 2005, que levou 89 pontos do RP e nem parecia um vinho com apenas 4 anos, pois ele tem algo de um vinho mais evoluído mais pronto para ser bebido, apesar do álcool ainda bem presente. Talvez esta “evolução prematura” dele não permita que ele tenha uma longa guarda, mas hoje ele está prontíssimo para ser bebido!

Grandes Malbecs: Estes malbecs, que podem ser considerados a especialidade da Grand Cru, estavam todos muito bons e como era de se esperar, bem fortes na boca, e álcool bem presente. Um vinho que me surpreendeu, até pelo custo, foi o Riglos Gran Malbec 2006, 91 ptos RP, quê não estava tão alcoólico, deixando assim as frutas mais aparentes e uma madeira gostosa na boca e no nariz. Mas nesta estação, tive uma decepção: O Doña Paula Seleccíon de Bodega 2005, que levou nada menos que 94 pontos de RP. Não achei o vinho digno desta pontuação. Um vinho bom, estruturado, frutado, mas extremamente alcoólico e isto, para mim, prejudicou muito a degustação dele. Talvez minha boca já estivesse anestesiada pela quantidade de vinho tomada, e de repente uma próxima vez que eu tome eu tenha que me redimir e falar que ele realmente vale tudo isto. No fundo, é bom pq me forçarei a toma-lo novamente!!

Brancos: 6 países diferentes, 6 vinhos completamente diferentes. Foi uma estação legal para descobrir novos vinhos e principalmente pq estamos todos muito acostumados e voltados para os tintos. E o destaque vai para o delicioso Castelo de Pomino Bianco 2007, um italiano cheio de personalidade e sabor. E um pouco mais atrás, posso colocar também o alemão Fritz Haag Riesling Trocken 2007, da região do Mosel, que comprova o grande destaque que este país vem tendo no mundo do vinho com seus brancos.

Brunello di Montalicino: A estação que mais esperei estava realmente uma coisa dos Deuses. Sou suspeito para falar dos Brunellos, pois são vinhos quase imbatíveis para mim. O grande nome da estação era ninguém menos que o Brunello Frescobaldi Castelgiocondo, safras 2003 e 2004. Vinhos incríveis, como era de se esperar. Mas a grande surpresa foi o até então desconhecido Talenti 2003, um Brunello incrivelmente potente, estruturado, saboroso... Fantástico! E termino o post por aqui com este vinho, colocando-o ao lado do Quinta da Sardonia 2004, como os melhores vinhos da feira.

Obrigado a todos da Grand Cru pelo convite, pois ele foi intensamente bem aproveitado!

CHEERS!!

Publicado em 28/06/2009 às 22h39

Uma viagem ao mundo Grand Cru – Parte 1

 Uma viagem ao mundo Grand Cru   Parte 1Como havia comentado com vcs, na última 2ª. Feira fui convidado pela Grand Cru para um passeio pelo mundo do vinho através do Grand Tasting, no Hotel Renaissence. Foram 8 diferentes estações temáticas em uma noite especial. Uma estação vertical com 3 vinhos de anos diferentes; Uma outra estação com Syrahs de 4 países diferentes; outra estação com vinhos TOPS de corte de diferentes países; uma com Pinot Noirs de várias partes do mundo; outra com achados, vinhos de excelente custo-benefício e uma última com os grandes malbecs do catálogo deles.

Vou relatar abaixo os destaques para mim, afinal, se eu parar para relatar vinho por vinho, não saio daqui hoje, pois foram dezenas de vinhos deliciosos e algumas grandes surpresas. Mas mesmo assim, para não ficar um texto muito grande, vou dividir em 2 posts diferentes. Ainda esta semana postarei a segunda parte.

Verticais: Para mim, o destaque fica para o Casa Real 1995, que se mostrou quase que um grande Bordeaux. Um vinho sensacional, que já demonstra sua idade, mas que ainda tem muita estrutura e persistência. Fora ele havia um 1997 e um 1998 que estavam incríveis também, mas aquém do 1995.

Syrahs: Um vinho que levou nada menos que 97 pontos de RP não poderia ficar de fora e nem poderia deixar de ser o melhor! O St. Joseph Georges Vernay 2006, do “Vale dos Syrahs”, o Rhone tinha um nariz e uma boca impressionantes. Um vinho daqueles que falamos que é de “meditação”. Pelo que ele mostrou , o custo dele de R$ 183,00 não é tão proibitivo, apesar de ser alto para os nossos padrões. A surpresa para mim vem do Vale do Limari, no Chile que é o Tabali Reserva Especial Syrah 2007. Apesar de ainda alcoólico, tem um nariz profundo e delicioso. E a grande decepção foi o Glen Carlou 2005, que foi eleito o melhor vinho do ano da Africa do Sul. Ele é fraco, sem estrutura, apesar de aromático.

Cortes TOPS: Competindo com ícones como Altair (Chile), Quinta do Noval (Portugal), Ornellaia Le Serre Nouve (Itália), entre outros, o campeão dói o Quinta da Sardonia 2004, espanhol que levou 96 pontos de Parker. Um vinho incrível, aromático, moderno mas com traços de tradição, um típico espanhol que ficou na boca por muito tempo. Mas talvez a grande decepção da noite foi um dos que eu mais esperava, o Brancaia Il Blu 2006, um italiano aclamado por muitos, com 95 pontos do Parker. Achei um vinho simples, alcoólico e aquém do todos falam. Talvez ele precise ser bebido com calma e com tempo para decantar, é verdade. Mas no evento, ele foi bem inferior aos seus concorrentes. Quem sabe em outra ocasião eu não me surpreenda com ele. E aí vou ter que contar a vcs...

Pinot Noir do Mundo: Uma estação fascinante, que tem como ícone a região da Borgonha. Mas que revelou grandes descobertas. O Tabali Reserva 2007 vem como um ótimo custo benefício, seguido da surpresa neo-zelandesa Saint Clair Pioneer Block 5 2007. Este último vinho mostrou uma elegância, um nariz e uma boca acima do que eu esperava. Fruta pura, como é a característica desta uva, com uma madeira redonda, sem excessos e uma acidez talvez um pouco alta, mas que seu um toque diferente no vinho. Mas o grande vinho foi o Morey St. Denis 1er. Cru 2005. Mais um vinho de meditação, fácil de beber, elegante, fino...um clássico que foi aberto de última hora, mas que valeu a pena ter tido a sorte de beber.
Semana que vem tem mais...

CHEERS!!
Publicado em 17/06/2009 às 13h58

Pra quem for ao Chile…

Cata+Iconos+2009 Pra quem for ao Chile...Wine Lovers,

A segunda edicao da melhor feira de vinhos chilena esta aí (veja mais informacoes ao lado).

A "Cata Vinos Icono Chilenos" sera dias 3 e 4 de julho das 19:00 as 23:00 no Hotel Ritz Carlton em Santiago.
Para os que pensam em ir ao Chile nesta época, é uma grande chance de participar deste importante e delicioso festival!

Para terem um desconto especial no ingresso, enviem um email para o Felipe Kaufmann, colunista do "Vinhos e Voos" aqui no blog para reservar o seu ingresso e ter 25% de desconto (de CHP $ 21.000 por CHP $ 15.750).

O e-mail dele é: vinhos@jjimp.com.

CHEERS!!
Publicado em 11/06/2009 às 23h33

Grand Tasting Grand Cru

 Grand Tasting Grand CruA Grand Cru promoverá no dia 22 de junho a segunda edição do esperado Grand Tasting, um dos mais importantes eventos da agenda de degustações promovidos pela importadora. Devido ao grande sucesso obtido na primeira edição e para atender a demanda de seus clientes, que mostram cada vez mais interesse pelo conhecimento do universo dos vinhos, desta vez o evento será realizado no Hotel Renaissance, atendendo, assim, um número ainda maior de pessoas.

Serão 8 estações com temas distintos como uvas específicas, tipos de vinhos e até mesmo grandes achados. Assim, os visitantes poderão degustar o que há de melhor relativo a cada um dos temas e alguns dos 500 rótulos com mais de 90 pts de Robert Parker e Wine Spectator que a Grand Cru oferece em seu portfólio.

Vale a pena conferir!!

Data: 22 de junho de 2009 - (segunda-feira)
Local: Hotel Renaissance - Alameda Santos, 2233
Horário: 19h30 as 23h
Custo: R$ 180 / pessoa
Informações e reservas: 3062-6388RSVP: Patrícia Aires
Vendas e informações: - info@grandcru.com.br

CHEERS!!
Publicado em 04/06/2009 às 14h56

Viagem ao Douro e Alentejo – Por Alexandre Junqueira

mapa pt vinhos Viagem ao Douro e Alentejo   Por Alexandre JunqueiraAmigos, o amigo e o enófilo Alexandre Junqueira me mandou este texto sobre uma viagem que ele fez recentemente ao Douro e ao Alentejo. e acho que além de ser um texto bacana, serve como referência para aqueles que planejam fazer uma viagem à estas regiões portuguesas!

Segue o texto dele e agradeço ao Junqueira por disponibilizar isto aos amigos leitores do blog!

"Amigos, recentemente estive percorrendo o Douro e o Alentejo, que são as 2 regiões vinícolas mais importantes de Portugal, gostei tanto da viagem que achei que não poderia deixar de compartilhar com os amigos um pouco dessa prazerosa experiência.

Regiões completamente distintas tanto pelo relevo quanto pelo terroir dos vinhos que produzem, Douro e Alentejo possuem em comum a qualidade dos seus vinhos. O Alentejo região de superfície plana produz vinhos mais suaves que os do Douro, que devido ao relevo montanhoso e o solo de calcário produz vinhos muito mais encorpados, tanto é que a tradição das vinícolas do Douro, sempre foi produzir vinhos do porto fortificados e não vinhos de mesa, essa mudança é recente, coisa de uns 30 anos.


As principais castas tintas são: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca, Trincadeira, Baga, Castelão e Sousão, essa última tem se destacado no Douro e para o plantio, como não poderia deixar de ser é usado o como porta-enxerto uma casta americana.

As principais cidades do Alentejo são Évora e Borba, em Évora (www.guiadacidade.pt/portugal/redir.php?artid=14235) principal cidade alentejana, que fica a cerca de 130km de Lisboa, é possível fazer reservas para a visitação as vinícolas, a João Portugal Ramos e a Cartuxa são as mais badaladas e próximas. Em Évora não deixem de ir a loja de vinhos José Mendes Ramalho Louro - Vinhos & Tabacos 351 - 266 702 700, falem com o João(J.JPASSOS@SAPO.PT), terão uma grande aula sobre os vinhos da região, foi recomendado por ele, que comprei 2 vinhos maravilhosos 23 Barricas Reserva 2005(Herdade de Grous) e o Zambujeiro 2005, escolhido em 2007 o melhor alentejano pela revista Blue Wine.

Um pouco mais longe de Évora, Reguengos de Monsaraz (www.guiadacidade.pt/portugal/redir.php?artid=16563) é uma bela cidade medieval a ser visitada.

O site www.Wonderfulland.com me foi indicado por um grande amigo português e nos foi de grande ajuda em toda viagem, através deste, ficamos hospedados e fomos muito bem recebidos pelo Francisco e pela Alessandra da Quinta do Vallado (www.quintadovallado.com) uma das principais vinícolas do Douro, um lugar muito agradável que nos leva a pelo menos uns 200 anos atrás, a casa data de 1716, a hospedagem da direito a visita pela vinícola e a degustação.

Peso da Régua é a cidade mais próxima da região vinícola, mas na verdade para curtir a região o ideal é ficar hospedado no Pinhão(quase uma vila), ou ao longo do rio no trecho que liga Peso da Régua ao Pinhão, mas é tudo muito pequeno, certas horas lembra Itaipava, Correas ou a região do horto em Campos de Jordão, o lugar é muito bonito, um visual incrível de rio e montanhas cortadas em faixas para o plantio da uva, a região inclusive é considerada pela UNESCO como patrimônio histórico. Na região existem poucos, mas ótimos restaurantes como o DOC, o Douro In e o Cepa Torta.

Quem já visitou vinícolas do Novo Mundo como as do Chile ou da Argentina vai se surpreender como a infra-estrutura para a produção do vinho é pequena, nada de vinícolas grandes, as quintas como são chamadas, são propriedades pequenas aonde suas terras vão se confundindo umas com as outras, como o plantio é muito antigo, quando eles não sabem qual o tipo de uva da vinha, eles chamam de vinhas velhas.

Em Portugal, agora só se fala nos vinhos dos Douro Boys, grupo de amigos/enólogos de 5 quintas do Douro (Vallado, Crasto, Meão, Vale da Dona Maria e Niepoort/Quinta de Nápoles e Quinta do Carril), seu vinho Cuvée Douro Boys 2005 Magnum (apenas 500 gfs) custa 596,00 EUR em Portugal, tive a chance de provar numa degustação que fizemos e posso dizer que é muito bom, mas não é para o meu bico.

Visitamos algumas vinícolas pelo Douro, e sem dúvida um dos destaques foi a visita a Quinta do Vale da Dona Maria aonde fomos muito bem recebidos pela Sandy,Sandra Tavares, enóloga, que juntamente com Christian Van Zeller são os donos da vinícola, ambos fazem parte do seleto grupo dos Douro Boys. Sandy nos deu uma verdadeira aula sobre vinhos, de lá indicados por ela fomos a Quinta do Passadouro, vinícola da qual ela é também proprietária e enóloga, eles produzem o badalado Pintas 2005 que é um espetáculo.

Dos vinhos que tomei e eu trouxe do Douro, o Quinta do Vallado Reserva 2005, o CV 2005, o Quinta do Vale da D.Maria 2005, o Pintas 2005, o Quinta do Vale do Meão 2005 são excelentes compras ainda mais se conseguir comprar nas Quintas, pois custam entre 30 e 40 EUR, já nas lojas de Lisboa e do Porto custam entre 60 e 80 EUR. Uma outra boa pedida a um bom custo benefício, é o Duas Quintas que no freeshop do Brasil custa USD 16.00, lá custa 9 EUR.

ONDE SE HOSPEDAR - http://www.wonderfulland.com/wonder2006/results_pt_guest_hotels.php

Dicas de hospedagem no Alentejo
Évora - Convento do Espinheiro -
www.conventodoespinheiro.com
Montemor - Monte do Chora Cascas
http://www.wonderfulland.com/wonder2006/results_pt_guest.php?searchtype=advanced#left_guest_5
Beja - Herdade da Malhadinha Nova
http://www.wonderfulland.com/wonder2006/results_pt_guest.php?searchtype=advanced#right_guest_6

Dicas de hospedagem no Douro
Pinhão - Quinta do Vallado -
www.quintadovallado.com
Pinhão - Quinta Casal de Loivos - www.casaldeloivos.com
Pinhão - Vintage House - www.cs-vintagehouse.com
Peso da Régua -Acquapura Hotel - www.aquapurahotels.com (hotel top da regiao)

Abraços, Junqueira."

Perfil

André Rossi (Déco), 37 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”.

É também um dos únicos cinco Brasileiros residentes no país a ser credenciado como Professor deste mesmo WSet, tendo sido aprovado pelo WSet Educator Training Program 2011, em Nova York.

Editor e Idealizador do Blog EnoDeco, que é hoje o blog oficial de vinhos do portal R7, um dos blogs de vinho mais acessados do Brasil, e que já foi indicado pelo Guia 4 Rodas 2009 como um dos 10 melhores eno-blogs do Brasil.

Colunista da Revista Cool Magazine, da Revista Online Bloggers e também Editor de Vinhos da 4a. Edição do Flavour Guide , projeto anual do crítico gastronômico Josimar Melo. É jurado e avaliador de vinhos de vários eventos e revistas especializadas.

Há 2 anos é o Relações Públicas da Wines of Argentina (WofA), associação das melhores e principais vinícolas argentinas, sendo o responsável pela comunicação, eventos, degustações e todas as ações que a WofA faz em todo o Brasil, para divulgar e comunicar o vinho argentino por aqui.

Foi o ganhador do concurso “Meu Vinho com Susana Balbo” que foi disputado por 30 blogueiros e jornalistas de vinho, onde o principal objetivo era fazer o seu próprio vinho, usando 5 variedades disponibilizadas pela mais importante e premiada enóloga argentina, Susana Balbo. Seu vinho foi escolhido entre os 30 competidores, numa degustação às cegas pela enóloga e sua equipe, tendo um vinho assinado em conjunto com Susana, o Dominio del Plata Essential Limited Edition 2011.

É Publicitário de formação e foi Diretor de Atendimento de grandes agências como W/Brasil e Lew’Lara/TBWA, tendo passado também por Young & Rubicam, DPZ, Leo Burnett e Publicis. Antes disto, trabalhou na área de marketing da importadora Expand.

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