27
mar
2012

A CARMENÈRE ESTÁ VOLTANDO A BORDEAUX

Postado por andrerossi às
14h50

Carmenere 224x300 A CARMENÈRE ESTÁ VOLTANDO A BORDEAUX


A Carmenère, ao contrário do que muitos acreditam, não é uma uva chilena e sim francesa. Mas esta confusão é muito comum por uma série de fatores. O principal fator é que sua região de origem, Bordeaux, foi devastada por uma praga chamada Filoxera, que atingiu não só esta região, mas como outras áreas vinícolas, causando grande estrago no final do século XIX. Com isto, ela praticamente desapareceu do mundo, voltando a ser plantada no Chile, acidentalmente. Até que um ampelógrafo Francês descobriu em 1994, que o que se imaginava que fossem vastas plantações de Merlot, era na verdade a “extinta” Carmenère, que por sua similaridade havia sido confundida com esta famosa uva, que era muito plantada no mundo todo, principalmente na margem direita de Bordeaux.



Mas recentemente li uma notícia de que o famoso Château Brane Cantenac, em Bordeaux, está plantando Carmenère pela primeira vez após a Filoxera. E isto se deve às mudanças cilmáticas. Apenas esclarecendo uma possível dúvida, a Carmenère ainda é uma das variedades de uvas pemitidas na região de Medóc. Por conta do aquecimento global, as temperaturas acabaram se elevando mais e como um dos problemas desta uva, além da propensão à Filoxera, era o amadurecimento tardio, eles resolveram fazer novos testes plantando-as mais expostas ao sol.



Quem sabe este não é um primeiro movimento dos produtores de Bordeaux para uma nova etapa da Carmenère no mundo?



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23
mar
2012

MAIS UMA VEZ A SALTON DANDO UM BOM EXEMPLO.

Postado por andrerossi às
15h38

Justiça seja feita: Muita gente, inclusive eu, falou de alguns nomes que estariam por trás da maldita salvaguarda. E um dos mais falados sempre foi o da Salton. Pois, para minha surpresa, recebi um e-mail deles com o seguinte texto abaixo. E fiquei surpreso e MUITO feliz em saber que a posição deles é CONTRA tal medida! Quem sabe os outros por trás desta medida RIDÍCULA tomem isto como exemplo... Parabéns Salton!



"A Vinícola Salton esclarece que são as entidades representativas do setor, Ibravin, Uvibra, Fecovinho e Sindivinho que estão à frente do movimento para salvaguardas dos vinhos nacionais. A Salton, compreendendo que estas medidas podem restringir o livre arbítrio de seus consumidores, encaminhou ao Ibravin um documento informando que não apoiará a causa. Reforçamos ainda que a Salton, uma empresa centenária e brasileira, se preocupa muito com seus clientes e consumidores e que busca constantemente o melhoramento de seus processos e produtos, por meio de investimentos em novas tecnologias e programas de qualidade, para concorrer, de forma justa, com produtos nacionais e importados."

 

 

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22
mar
2012

TEXTOS INTERESSANTES SOBRE A MALDITA SALVAGUARDA.

Postado por andrerossi às
11h23

Continuando o assunto da Maldita Salvaguarda, listarei abaixo alguns links que falam sobre o assunto de uma maneira clara, objetiva e didática, para qtodos entendam e possam tirar suas próprias conclusões. Conclusões estas que, para quem gosta de vinho, acho difícil que seja a favor de tais medidas. É preciso inteligência e metalidade de primeiro mundo se quisermos ver o mercado do vinho crescer no Brasil. E parece que algumas influentes pessoas não tem estes requisitos ou simplesmente não querem usar. Ruim para o vinho. Ruim para nós.



Destaco o primeiro link, do amigo e competente Guilherme, blogueiro de Brasilia, que em minha opinião escreveu o melhor texto sobre o assunto até agora! E também vale mencionar a excelente matéria do caderno Paladar (Estadão) de hoje, que também envio o link abaixo!



Vamos nos mexer gente! Não podemos ficar calados e deixar faltar vinho em nossas taças!!



http://www.umpaposobrevinhos.com.br/2012/03/polemica-das-salvaguardas-ao-vinho.html



http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos%20paladar,uma-tanica-polemica-,4896,0.htm



http://revistamenu.terra.com.br/2012/03/16/traduzindo-a-salvaguarda-do-vinho/



http://www.vinhosdecorte.com.br/salvaguarda-para-vinhos-brasileiros-quem-vai-pagar-essa-conta/



http://atmosferasentidosdovinho.blogspot.com.br/2012/03/posicao-da-ibravin-para-salvaguarda-dos.html


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21
mar
2012

A MALDITA SALVAGUARDA E A OPINIÃO DE UM IMPORTADOR.

Postado por andrerossi às
10h34

Amigos. Não sou se ficar postando textos não escritos por mim, copiando releases e informações sem dar minha opinião. Mas netse caso abro uma excessão por se tratar deste assunto tão latente e de extrema importancia que tem tomado as discussões das mesas de restaurantes, bares e rodas de amigos. A maldita salvaguarda tem rendido muito assunto e merece destaque. Além de destaque, merece que não abaixemos a cabeça e que nos movimentemos, que falemos mais alto, que deixemos de ser explorados.



Abaixo, a carta de Ciro Lilla, dono das importadoras Mistral e Vinci, falando sobre tal medida. Colocarei em negrito algumas partes que julgo serem importantes!


" Caro amigo, 

O mundo do vinho no Brasil vive momentos decisivos. Agora é mais do que necessário fazer um alerta a nossos clientes sobre algumas notícias muito preocupantes para os amantes de vinho.

Por incrível que pareça, surgem outra vez notícias a respeito da pressão dos grandes produtores gaúchos sobre o governo para que haja um novo aumento de impostos sobre o vinho importado, como se a gigantesca carga tributária atual não representasse proteção suficiente para o vinho nacional. Fala-se agora em "salvaguardas", como se a indústria nacional estivesse em perigo, em risco de falência, quando na verdade as notícias enviadas à imprensa reportam um grande crescimento de vendas. Afinal, é preciso definir qual discurso é o verdadeiro: o vinho nacional vai muito bem ou vai muito mal? Os comunicados e números oficiais dizem que vai muito bem, o que invalida o argumento a favor das "salvaguardas". Além do que, os impostos atuais já são altíssimos, e representam o verdadeiro grande inimigo do consumo de vinhos no Brasil.

Além do aumento de impostos  — pediu-se um aumento de 27% para 55% no imposto de importação, o primeiro da longa cadeia de impostos pagos pelo vinho importado — desejam também limitar a importação pelo estabelecimento de cotas para a importação de cada país. Ficariam livre das cotas apenas os vinhos argentinos e uruguaios. Incrível: cotas de importação para proteger ainda mais um setor, o de vinhos finos nacionais, que cresceu cerca de 7% em 2011 — ou seja, nada menos do que quase o triplo do crescimento do PIB brasileiro! Se forem adotadas salvaguardas para um setor que cresceu o triplo do PIB em 2011,  que medidas de proteção se poderia esperar então para o restante da economia? Repito porque parece incrível, mas é verdade: pedem salvaguardas para um setor que cresceu cerca de 7% em 2011! É preciso dizer mais alguma coisa?!

Além de mais impostos e das cotas, os mesmos grandes produtores pedem também ainda mais burocracia, como se a gigantesca burocracia que já envolve a importação de vinhos no Brasil também não fosse proteção suficiente para o vinho nacional. Nem bem foi implantado o malfadadoselo fiscal e já se pede agora que o rótulo principal do vinho, o rótulo frontal, contenha algumas das informações que hoje já constam dos contra-rótulos obrigatórios. Essa nova medida, se for adotada, vai afetar — como sempre acontece com a burocracia no caso dos vinhos — apenas os vinhos de alta qualidade e pequenos volumes, já que os grandes produtores mundiais não terão nenhuma dificuldade em imprimir rótulos especiais apenas para o mercado brasileiro. Isso, por outro lado, obviamente não será possível para aqueles produtores que embarcam menos de 50 ou 100 garrafas de cada vinho para o nosso país. 

Quem, afinal, seria responsável pelo aumento no interesse pelo vinho no Brasil? Certamente são esses pequenos produtores, de tanto charme e história, cuja vinda se tenta dificultar aumentando a burocracia, em uma medida sobretudo pouco inteligente. A importação desses vinhos deveria ser incentivada por todos, inclusive pelos grandes produtores nacionais, porque são eles os grandes veículos de propagação da cultura do vinho no mundo inteiro.




Para completar esse quadro preocupante, agora também são os vinhos orgânicos de pequenos produtores que têm sua posição ameaçada em nosso país. A partir de Janeiro deste ano, os vinhos orgânicos ou biodinâmicos — mesmo os certificados como tal em seus países de origem ou por órgãos certificadores internacionais — não poderão mais ser identificados como tal no mercado brasileiro, a menos que sejam certificados por organismo certificador brasileiro. Expressões como "orgânico", " biodinâmico",  "bio",  etc, são proibidas agora nos rótulos, privando o consumidor dessa informação essencial — com exceção dos vinhos certificados por organismo certificador brasileiro. Acontece que o processo de certificação brasileiro é caro e demorado, sendo na prática inacessível aos pequenos produtores do mundo todo. Acreditamos que apenas os grandes produtores mundiais conseguirão se registrar aqui como orgânicos ou biodinâmicos, privando assim o mercado do conhecimento de um número já muito grande e sempre crescente de produtores orgânicos. O vinho é um produto muito particular e específico, em que a maior parte da produção mundial de qualidade está nas mãos de produtores muito pequenos, que não terão recursos para obter a certificação brasileira. Sem dúvida acreditamos que é o caso de adiar a aplicação dessa medida para os vinhos, pelo menos até que sejam assinados acordos de reciprocidade, que permitam o reconhecimento mútuo dos processos de certificação no Brasil e no exterior. Afinal, a quem interessa dificultar a propagação dos vinhos orgânicos a não ser a quem não tenha a intenção de produzir vinhos dessa forma?



Diante desse panorama triste, a pergunta que se impõe é a seguinte: qual o limite para a proteção necessária aos grandes produtores nacionais para que possam competir no mercado? Ou tudo isso seria apenas uma busca por maiores lucros? Algumas das medidas adotadas recentemente, como o malfadado selo fiscal, atingem fortemente os pequenos produtores nacionais também. Vale repetir que os pequenos produtores brasileiros deveriam ter um papel importante no panorama vinícola nacional, uma vez que não existe país com alguma relevância no mundo do vinho onde o mercado seja dominado por apenas alguns grandes produtores. Afinal, todos nos lembramos do período anterior ao início dos anos noventa, quando o mercado pertencia a um pequeno grupo de gigantes da indústria nacional, a maioria multinacionais, e a alguns gigantes da indústria vinícola internacional — situação que obrigava o consumidor brasileiro a consumir vinhos caros e medíocres, quando no país nem sequer se sabia o que significava a palavra sommelier.



Estaríamos na iminência de uma volta a esse passado triste para o vinho em nosso país? Será que serão perdidos todos os ganhos dos últimos anos, quando, à custa de tantos esforços, aumentou enormemente a cultura do vinho no Brasil, com o surgimento de muitos milhares de profissionais ligados ao vinho, de inúmeras publicações sobre essa bebida maravilhosa, detantos novos empregos e de tantas novas possibilidades de crescimento profissional? Seriam os muitos milhares de brasileiros que trabalham nesse novo mercado criado pelo vinho importado, em particular o verdadeiro exército de sommeliers, menos brasileiros do que aqueles que trabalham nas grandes empresas produtoras de vinho nacional? E vale lembrar que de cada 5 garrafas de vinho consumidas no Brasil, entre vinhos finos, espumantes e vinhos comuns (produzidos com uvas de mesa), nada menos do que quase 4 (77.4%) já são de vinhos brasileiros! Os números de vendas e de crescimento do vinho nacional são gritantes, e tornam absurdo se buscar ainda maior proteção! O consumidor precisa se manifestar, precisa dizer não a esses verdadeiros abusos!



É preciso ter uma agenda positiva para o vinho no Brasil, com todos lutando juntos para um aumento do consumo, para que o vinho obtenha o tratamento tributário de um complemento alimentar — como em diversos países da Europa — e não um tratamento punitivo com ocorre aqui, onde o ICMS pago pelo vinho é o mesmo pago por uma arma de fogo! É preciso também lutar para diminuir a burocracia, que tanto atrapalha os pequenos produtores de vinhos de baixo volume e alta qualidade — aqueles que criam mercado para o "produto vinho".



É importante que se compreenda o quanto antes que o vinho não é uma commodity, onde o único fator a influenciar a compra é o preço. Vinho é cultura, é diversidade, é terroir, é arte. É como o mercado de livros: o brasileiro lê pouco, assim como bebe pouco vinho. E dificultar a venda de livros de autores estrangeiros não apenas não serviria para aumentar a venda de livros de autores brasileiros, como certamente inibiria ainda mais o hábito da leitura. O mesmo ocorre com os vinhos. É uma ilusão achar que encarecendo o vinho importado o consumidor vai substituí-lo automaticamente pelo vinho nacional. Na verdade o mais provável é que substitua por outro vinho importado mais barato, ou pela cerveja gourmet, ou pelo whisky, por exemplo. O que é preciso é popularizar o consumo do vinho pela diminuição dos preços e da burocracia, tanto para os vinhos nacionais como para os importados. Na verdade eles são aliados, e não inimigos como acreditam aqueles que defendem um protecionismo ainda maior para o vinho brasileiro.



O amante do vinho precisa reagir contra essa situação. Ou teremos todos que aceitar uma volta à situação de 20 anos atrás, com a perda de todo o esforço, todo o trabalho e toda a evolução obtida nesse período.



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16
mar
2012

INCRÍVEL: QUEREM DOBRAR OS IMPOSTOS DO VINHO IMPORTADO!

Postado por andrerossi às
12h43


Sabem aquela velha frase “Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece”? Esta frase certamente está sendo bastante dita pelas importadoras, lojas e principalmente pelos consumidores de vinho. O motivo: A Secretaria de Comércio Exterior, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, informou ontem que abriu investigação para aplicar salvaguarda às importações de vinhos.



Mas o que é uma salvaguarda? As salvaguardas são ações de emergência, como aumento do imposto de importação ou restrições de quantidades compradas de outros países, que acabam restringindo as importações de alguns produtos. Isto acontece quando algum determinado setor da economia brasileira é ameaçado pelos produtos extrangeiros.



De acordo com o Ministério, no caso dos vinhos, existem "indícios suficientes" de que a alta da importação da bebida vem causando prejuízo à indústria nacional. O pedido de investigação foi feito no ano passado pelo Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), pela Uvibra (União Brasileira de Vitivinicultura), pelo Fecovinho (Federação das Cooperativas do Vinho) e pelo Sindivinho (Sindicato da Indústria do Vinho do Estado do Rio Grande do Sul). Se a medida de salvaguarda for aplicada, será implementado também um plano de ajuste do setor, para aumento de produtividade e investimentos, redução de custos e qualificação dos produtos por meio de inovações tecnológicas.



Fico indignado com a falta de maturidade e competência do nosso governo e destes órgãos listados acima. Os impostos em cima do vinho no Brasil já são ridiculamente altos e se a salvaguarda sair, estes impostos serão DOBRADOS! Vejam o quadro de impostos acima, comparando os nacionais com os importados. Imaginem que hoje já pagamos de 4 a 6 vezes mais por um vinho em cima do seu custo na origem. Como ficaremos agora? Pagaremos em alguns casos até 10 vezes mais!!! É um absurdo, um contrassenso, um retrocesso!



O comunicado diz que “Se a medida de salvaguarda for aplicada, será implementado também um plano de ajuste do setor”. Não entendi a palavra “Se”. Não podem fazer isto sem a salvaguarda? Não podem estimular o setor sem prejudicar inúmeros importadores e consumidores? Já estamos vivendo a fase do tal selo fiscal, que é mais imposto em cima do vinho (movimento este armado pelos grandes da indústria vinícola nacional). Agora vem a tal salvaguarda!



Sempre fui defensor do vinho nacional! E continuarei sendo, até que me provem o contrário. É só verem os diversos textos que já fiz elogiando alguns de nossos vinhos e espumantes, exaltando reconhecimentos e falando do nosso potencial. E acho que o mercado nacional só vai crescer se o interesse pelo vinho aumentar por parte dos consumidores. Mas não é aumentando imposto dos importados que isto vai acontecer.



Torço para que haja um bom senso com relação a este assunto e que encontrem uma forma que não penalize o consumidor! É hora do nosso mercado CRESCER E AMADURECER! E precisamos parar de achar que isto sempre passa pelo aumento de impostos! Podemos beber importados E nacionais.



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15
mar
2012

UM EVENTO PARA FICAR NA MEMÓRIA. E NO PALADAR.

Postado por andrerossi às
00h35

IMG 0464 300x225 UM EVENTO PARA FICAR NA MEMÓRIA. E NO PALADAR.


Posso seguramente falar que semana passada participei do melhor evento de vinhos da minha vida. Wine Dinners, Degustações, Feiras, Workshops... tem evento de vinhos pra tudo que é gosto! Mas depois de participar do evento da "Union des Grand Crus de Bordeaux" aqui em SP, no Hyatt, a coisa tomou outra proporção. Em todos os eventos há vinhos bons, vinhos médios e vinhos ruins. Em alguns há até vinhos que nem parecem vinho e que nem mercem comentários. Mas pela primeira vez participei de um evento onde só bebi vinhos fantásticos. Os piores vinhos eram bons. E os melhores eram daqueles para bebermos de joelhos!




O evento em si foi muito bem organizado. Além do guia da feira com todos os vinhos, um livro completíssimo sobre todos os Chateaux que fazem parte detsa associação foi distribuído. Todos os vinhos levados para a feira eram da safra de 2009. Safra esta que vem sendo considerada uma das grandes safras dos últimos tempos e que promete vinhos intensos, complexos e longevos!




Comecei então pelos brancos, que hoje representam apenas 11% das exportações de Bordeaux e que não são os brancos mais famosos da França. Fui sabendo que tomaria bons vinhos, mas sem muitas expectativas. Engano meu! Tomei brancos maravilhosos e que me surpreenderam. Os meus detsaques foram estes que estão abaixo, pela ordem: Larrivet Haut Brion, Smith Haut Lafitte e uma verdadeira pérola e que pelo que andei ouvindo de algumas pessoas, foi quase unanimidade: Chateau Pape Clement.




Depois aos tintos, a variedade era gigantesca e a qualidade idem! Bebi pela primeira vez na vida um vinho com 100 pontos dados por Robert Parker: Chateau Clinet. Um vinho realmente especial, único! Mas não foi o melhor da feira pra mim. Assim como também não foi o cultuado e mítico Chateau Angelus, um vinho que arrasta fãs pelo mundo. Para mim e para alguns que estavam por lá e que tive a oportunidade de conversar, o grande Chateau Figeac, de St. Emilion foi o vinho da feira! Um vinho para se beber de joelhos, que encheu a boca, que estava maravilhoso no nariz e que chegou a acelerar o coração. Um dos melhores vinhos que já tomei! E depois finalizando com os deliciosos e untuosos Sauternes!  Abaixo, alguns dos vinhos que me chamaram a atenção e merecem destaque! Realmente uma tarde mágica!


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13
mar
2012

CHATEAU LAFITE XING-LING ROTHSCHILD.

Postado por andrerossi às
11h15

china 300x229 CHATEAU LAFITE XING LING ROTHSCHILD.


É pessoal... a cada dia que passa, mais e mais notícias sobre a China tem tomado conta dos noticiários sobre vinho. Eles já são o 5º. País que mais consome vinho no mundo (Dados de 2011). E uma notícia marcante me chamou a atenção ontem: Uma das vinícolas mais conhecidas, cultuadas e famosas de todo o mundo começou a construção (Sim, construção!!) de uma vinícola na China. O Château Lafite Rothschild, em breve terá uma unidade de produção por lá, na província de Shandong. A notícia parece velha, mas não é. O que já havia acontecido, foi a assinatura de um acordo com uma empresa de investimentos local (CITIC) em 2009. Mas a construção de fato começou agora. E este é o passo definitivo.



A região foi escolhida por ter um terroir favorável à produção de vinhos finos e foi previamente analisada por profissionais do Chateau. Serão quase 2 hectares de área, que serão ocupados por vinhedos e a própria unidade de produção, e o investimento total chega a quase 16 milhões de dólares.



Venho falando isto auqi no blog já há um tempo e reafirmo. Do jeito que eles são, em breve teremos grandes surpresas chegando por aqui!!



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11
mar
2012

ARGENTINA E CHAMPAGNE COMEMORAM AUMENTO NAS EXPORTAÇÕES.

Postado por andrerossi às
00h46

exportacao 300x128 ARGENTINA E CHAMPAGNE COMEMORAM AUMENTO NAS EXPORTAÇÕES.


Recentemente, duas regiões vitivinícolas divulgaram alguns números interesantes. Argentina e Champagne (Fra) comemoram os resultados do ano passado! Vjema só:



Segundo informações do Comitê Interprofissional de Vinhos de Champagne, as vendas de champagne aumentaram 7% em valor, o que converte 2011 em um dos melhores anos para os produtores de Champagne francês. No último ano cerca de 323 milhões de garrafas foram vendidas, acumulando um valor de 4,4 bilhões de euros. Destaque para os próprios países da União Européia, seguidos pela Australia. Russia, com 24%, China com 19% e Estados Unidos com 14,4% são outros destinos que ajudaram a puxar estes números. O Brasil aparece com apenas 7%. Uma resposta aos que falam que espumantes mais baratos estão desbancando a tradição, qualidade e requinte dos champagnes!



Já no novo mundo e bem aqui pertinho, a Argentina aumentou suas exportações em 500% nos últimos 20 anos, o que representa  uma média de 17% de crescimento por ano. No ano passado o crescimento foi um pouco menor, de 9% em relação a 2010. E aqui a União Européia, apesar de consumir muitos vinhos da pr'pria comunidade, ainda representa a maior parte das vendas dos vinhos Argentinos. Os 44% que eles representam, são bem superiores a países como Canadá, Brasil e Paraguai que respondem por 8% cada um.



É muito ver o mercado crescendo! Mesmo que apenas lá fora... Quanto mais vinhos fizerem e consumirem, mais opções teremmos para provar!!



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9
mar
2012

DA JANELA VEJO O CORCOVADO E O REDENTOR. E NA TAÇA, VINHO!

Postado por andrerossi às
11h13

Encontro RJ Blogueiros 300x300 DA JANELA VEJO O CORCOVADO E O REDENTOR. E NA TAÇA, VINHO!

Os Blogueiros Gil Mesquita, Déco Rossi. Daniel Perches, Claudio Werneck, Alexandre Frias e Evandro Silva.



Amigos, esta foi a realidade do primeiro Encontro de Vinhos do Rio de Janeiro. O evento que já é sucesso em São Paulo e Ribeirão Preto, agora ganhou um capítulo carioca. Organizado com extrema competência pelos amigos, blogueiros e parceiros Beto Duarte e Daniel Perches, o evento bombou! Tanto na qualidade dos expositores e dos vinhos servidos, como na quantidade de pessoas e na paradisíaca paisagem que tínhamos. Vejam na foto abaixo a dura missão que tive ao participar da eleição dos TOP 5, eleição que envolveu 30 vinhos que os expositores colocaram à prova cega da banca avaliadora, que com muito orgulho fiz parte novamente.


Encontro RJ Vista Taças 300x300 DA JANELA VEJO O CORCOVADO E O REDENTOR. E NA TAÇA, VINHO!


Sobre os vinhos e expositores, nomes como Vinho Sul, Zahil, Miolo Wine Group, CasaValduga, Wine Lovers, Interfood, Cantu, Au Vin e muitos outros estavam presentes com alguns de seus melhores vinhos. Até brigadeiro tinha, com um "Senhor Brigadeiro"!! Vou então listar alguns dos meus principais destaques.



- Perez Cruz Chaski 2008. O novo vinho desta maravilhosa vinícola chilena que tanto já falei aqui no blog, para mim foi o melhor da feira. Um vinho consistente, persistente, complexo e que mostra porque esta pequena, mas grande vinícola tem alcançado tamanho sucesso com seus vinhos. e agora estão com importadora nova, a Vinho Sul.



- Miros de Ribera Reserva 2002. Um espanhol maravilhoso! Na eleição dos meus TOP 5, ficou em primeiro lugar com 93 pontos. Um típico espanhol da Ribera, que mostra ainda muita fruta, mas algo de evolução por seus 10 anos de idade. Um vinho absoluto, grande e que surpreende. É importado pela Wine Lovers.


-  Casa Valduga Mundus Cabernet Sauvignon 2005. Um vinho brasileiro-chileno. Mundus é um projeto da Casa Valduga que já tem alguns anos e que aproveita parcerias em outras grandes regiões fora do Brasil para produzir vinhos sob a supervisão e batuta dos profissionais da vinícola brasileira. Este vinho, já com seus 7 anos foi o meu segundo colocado no TOP 5. E vi que surpreendeu muita gente também! Um vinho que vale a pena conhecer!



- Viña Alberdi Reserva 2003. Um vinho que dispensa comentários. Feito pela competente bodega espanhola Rioja Alta, este vinho é quase sempre unanimidade! Um vinhaço, redondo, agradável, equilibrado e que é sempre uma pedida certa. Nariz intenso e complexo, na boca com bom corpo, macio e final longo! Um vinho com "V" maiúsculo. Foi o meu terceiro colocado! Importado pela Zahil.



- Rutini Cabernet Malbec 2008. Apesar de ser um vinho mais conhecido e que muitos podem torcer o nariz achando que é mais um argentino igual aos outros, ele surpreende. Não tem aquela compota de frutas que muitas vezes chega a ser enjoativa, típica de muitos malbecs ou até mesmo outros argentinos. Um vinho elegante, cheio em boca e apesar de ainda ter 4 anos, já se mostra macio e equilibrado. Foi meu quarto colocado. Também importado pela Zahil.



Cave Geisse Terroir Rosé Brut. Um espumante brasileiro que tem ganhado destaque no mundo todo! Este mais especificamente me arrebatou uma nota alta (91) o que para um espumante, mergulhado no meio de tantos tintos, é algo de se adimirar. Um espumante complexo, fora do padrão, com complexidade, aromas de pão, terra, minerais e pêssegos. Perlage linda e cremoso na boca. Um primor! 



Mais uma vez, Beto e Daniel, PARABÉNS! A responsabilidade de vcs a cada evento cresce! Esperemos agora pelo Encontro de Vinhos OFF!! E como disse no título, parafraseando a música do mestre Tom Jobim, e que descreve exatamente o que foi o Encontro de Vinhos RJ: "...da janela vejo o corcovado e o redentor, que lindo..." Mas não esqueçamos que também víamos muitos vinhos nas taças!!




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TOP 5 RJ1 300x200 DA JANELA VEJO O CORCOVADO E O REDENTOR. E NA TAÇA, VINHO!

Crédito: Daniel Perches

Vista Encontro RJ 300x200 DA JANELA VEJO O CORCOVADO E O REDENTOR. E NA TAÇA, VINHO!

Crédito: Daniel Perches

Lista TOP 5 RJ 200x300 DA JANELA VEJO O CORCOVADO E O REDENTOR. E NA TAÇA, VINHO!

Crédito: Daniel Perches

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8
mar
2012

NOSSOS ESPUMANTES FAZENDO BONITO!

Postado por andrerossi às
11h46

champa estourando NOSSOS ESPUMANTES FAZENDO BONITO!


Duas recentes notícias deixaram nossos espumantes ainda mais brilhantes!



Uma delas dá conta de que depois de importantes elogios de críticos como Jancis Robinson, Julia Harding e Adam Strum, agora foi a vez do respeitado crítico do Reino Unido Oz Clarke colocar o espumante Cave Geisse entre os melhores do mundo no capitulo “Some of my favourites”, em seu prestigiado Pocket 2012, que acaba de ser lançado.



Oz Clarke elogiou muito as evoluções do terroir brasileiro, destacando como excepcional o Cave Geisse Rosé, que é elaborado pela Vinícola Geisse, em Pinto Bandeira, na serra gaúcha.



Entre os nove espumantes selecionados na seção “Sparkling Wines” que integra o capítulo “Regions to watch”, o Cave Geisse Rosé ficou em terceiro lugar, abaixo apenas do champagne Billecart-Salmon Cuvée Nicolas-François, em primeiro lugar, do espumante neozelandês Cloudy Bay Pelorus e do champagne Delamotte Blanc des Blanc empatados no segundo lugar. Ainda neste mesmo capítulo ele classifica o terroir brasileiro como uma das regiões para se ficar de olho. Ficou em segundo lugar na lista de 11 regiões do mundo que merecem ser conhecidas - a primeira é Awatere Valley, na Nova Zelândia.



A outra boa notícia vem do recém-lançado Guide des champagnes et des autres bulles – Revel 2012, elaborado pelo renomado sommelier canadense Guénaël Revel. Este é considerado um dos guias de champagnes e espumantes mais influentes do mundo.



Entre amostras de vários países os ícones Maria Valduga e Brut 130 se destacaram e foram descritos, respectivamente, como “um sucesso” e “uma descoberta maravilhosa”. E ainda falou que o Maria Valduga é um espumante “raro e de prestígio, com sabores atraentes de torta de amêndoas, bolo de limão e frutas cristalizadas”. O Brut 130 estampou as páginas como um vinho de estilo clássico, notas de amêndoas frescas, que, no final, ganham um toque queimado. “Se mantém na memória como um belo vinho branco.”



Sem dúvida, motivos de muito orgulho!



CHEERS!!

Beba moderadamente! O excesso de álcool é prejudicial à saúde!

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