20
nov
2008

Dicionário das Uvas – Sangiovese

Postado por admin às
22h30

 Dicionário das Uvas   Sangiovese Uma das mais emblemáticas uvas italianas, amplamente cultivada na região central da Itália, principalmente na Toscana, Úmbria, e Lazio. Principal casta do famoso vinho Chianti e também dos Brunellos di Montalcino, mas nete caso é a Sangiovese Grosso, que é uma variedade especial e muito controlada da Sangiovese.

Apesar de não ser uma uva difícil, não se espalhou pelo mundo como as uvas francesas. Portanto, continua uma uva tipicamente italiana.

Os vinhos feitos de Sangiovese são via-de-regra para consumo rápido, de 2 a 3 anos, com excessão dos Supertoscanos, Brunellos e Chiantis Reservas, que aguentam bem mais tempo em garrafa, devido à sua estrutura e por terem também passado longos períodos em barricas. Sua é cor um rubi brilhante, com destacada mas agradável acidez, baixa adstringencia, e corpo meio-leve. Nos tipos de vinhos mais elaborados e citados acima, seus sabores e aromas são marcantes e suas colarações mais escuras.
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17
nov
2008

Lista Wine Spectator 100 Melhores Vinhos

Postado por admin às
16h30

 Lista Wine Spectator 100 Melhores Vinhos Saiu a tão esperada lista anual da Wine Spectator, aonde eles ordenam os 100 melhores vinhos do ano. E o top 1 é do novo mundo! Um vinho já bem conhecido pelos enófilos, e um dos ícones do chile: Clos Apalta 2005 da vinícola Casa Lapostolle. O vinho levou nada menos que 96 pontos desta que é uma das mais conceituadas revistas de vinho.

Entre os 10 primeiros temos, além do grande vencedor, 5 franceses, 1 italiano, 1 autraliano, 1 californiano e 1 português. Para maiores informações, entrem no http://top100.winespectator.com/.

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17
nov
2008

Surpresas Espanholas

Postado por admin às
12h15

 Surpresas Espanholas No último dia 05 de Novembro estive no evento Prazeres da Mesa e tive a oportunidade única de ser convidado para uma Mega degustação de vinhos espanhóis. Obviamente não pensei duas vezes ao aceitar e logo me dirigi à sala aonde seria feita a degustação. Quando chego lá, a primeira surpresa: A degustação seria conduzida pelo amigo, grande enófilo e conhecedor Ricardo Bohn Gonçalves, sobre o qual já falei algumas vezes aqui no blog. Ele é o idealizador da Wine School, que promove jantares e degustações interessantes, muitas vezes com a presença de produtores estrangeiros. Mas as surpresas não pararam por aí.

Começando a degustação, foram apresentadas as estrelas da noite, na seguinte ordem:
- Baron de Chirel Reserva 2002, o vinho top da famosa vinícola Marques de Riscal, na região de Rioja.
- Prado Rey Elite 2001, o top da vinícola Parado Rey, em Rueda.
- Todonia Gran Reserva 1987 (Rioja)
- Dalman 2000 (Rioja)
- Alion 2003 (Ribeira Del Duero)
- Áster 2000 (Ribeira Del Duero)
- Rioja Alta 1870 Gran Reserva 1995
- Aalto 2005

Todos os vinhos eram sensacionais, impressionantemente diferentes, mesmo tendo como base, em sua maioria a Tempranillo. Mas os modos de vinificação, as regiões, os anos e outros tantos fatores os tornavam únicos e diferentes.
Não vou aqui falar de todos, pois ficará muito extenso, mas queria destacar alguns pontos que me chamaram a atenção:

Primeiramente a diferença de estilos que ficou muito clara: Os “modernos” Baron de Chirel, Dalman, Alion e Aalto com uma madeira mais predominante, mais frutados e muitos deles mais alcoólicos, que se opõe no estilo aos demais “tradicionais” da degustação.

Depois, a impressionante longevidade do Todonia 1987, um vinho maior de idade, com 21 anos e em perfeito estado de aroma, sabor e cor. Impressionante!

E por último, como disse acima, como uma mesma uva, que era a base de todos – Tempranillo – pode dar vinhos tão diferentes, de corpos, cores, aromas e sabores tão distintos e únicos.

Acho que pelos vinhos que foram degustados e juntando também com o último tema da confraria que fizemos (Post “Gigantes Espanhóis”, abaixo) dá realmente para acreditar que a Espanha está caminhando a passos largos para ser o maior produtor de vinhos do mundo, não só pela área que já tem de plantações (Já é a maior do mundo em áera), mas também pela qualidade de seus líquidos. Claro que ainda precisa de muito para desbancar alguns ícones de Bordeaux e Borgonha, bem como Brunellos e Barolos. Mas eles já estão se aproximando.

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16
nov
2008

Vinho da Semana – Cuveé Cent Pour 100

Postado por admin às
22h30

 Vinho da Semana   Cuveé Cent Pour 100 ** Cuveé Cent Pour 100 Moulin Caresse**
Produtor: Chateau Moulin Caresse
Origem: Sud - Ouest (França)
Uvas: Merlot, Malbec e Cabernet Franc
Safra: 2003
Importadora no Brasil: De La Croix
Preço Aproximado: R$ 103,00

Um vinho saboroso, vindo de uma região em ascensão na França que é a parte sudoeste do país.
Este produtor produz vinhos desde 1749 e neste vinho eles conseguem mostrar um corte muito bem feito de 3 uvas marcantes, como Merlot, Malbec e Cabernet Franc. Um prato cheio para aqueles que gostam de vinhos complexos, pois ao mesmo tempo que ele é suave, é intenso no sabor e nos aromas. A madeira é na medida certa (18 meses em barricas pequenas) e se puder ser decantado antes, melhor. Na minha opinião, é um francês moderno.

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16
nov
2008

Le beaujolais nouveau est arrivé!

Postado por admin às
22h18

 Le beaujolais nouveau est arrivé! Alguns consideram o Beaujolais Nouveau apenas um fenômeno de marketing. E realmente há um certo fundamento nisso. Desde o século XIX os viticultores e negociantes locais tinham o costume de comercializar prematuramente suas colheitas. Estavam sujeitos, no entanto, a um sistema de venda escalonada, para garantir a manutenção dos estoques. Somente em 1951 o governo liberou a saída do vinho das propriedades no mesmo ano da safra.

Inicialmente, havia bloqueio até 15 de dezembro. Depois os produtores conseguiram antecipar a liberação para a terceira quinta-feira de novembro. Hoje, para fazer o vinho chegar a todos os pontos de venda no dia certo, há quase uma operação de guerra. Aqui, por exemplo, boa parte das garrafas vem de avião. Isso eleva o preço do produto - mas garante a festa. Ele é o primeiro tinto da safra, que na Europa começa geralmente em meados de agosto. Enquanto os outros vinhos recém-saídos da fase de fermentação ainda descansam na paz das caves, o Beaujolais, elaborado com a uva Gamay, é produzido rapidamente e chega ao mercado com muito barulho no primeiro minuto da terceira quinta-feira de novembro

A região que fica no sul da França produz anualmente 60 milhões de garrafas deste vinho jovem, esperado com alegria nos bistrôs de Paris e enviado a mais de 150 países. O Brasil tem se mostrado um bom consumidor. No ano passado, importou 350 mil garrafas, correspondendo a quase um milhão de dólares. A produção do Nouveau representa cerca de 1/3 do que as vinícolas oferecem na região, incluindo os 2/3 restantes garrafas de Beaujolais Villages e de crus.

É um vinho alegre, jovial, extremamente frutado, que combina maravilhosamente bem com pratos leves, frios, embutidos e refeições rápidas. Quem nunca ouviu alguém falar que ele tem um aroma forte de banana?

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16
nov
2008

Dicionário das Uvas – Carmenère

Postado por admin às
22h06

 Dicionário das Uvas   CarmenèreMais uma uva tinta originária de Bordeaux, mas que hoje foi praticamente naturalizada chilena. Lá pelo ano de1860, as videiras européias desta variedade foram dizimadas pela filoxera, um inseto que afecta as folhas e as raízes sugando a seiva das plantas. Mais tarde foram substituídas por outras castas menos sensíveis, como a Merlot.

Julgada extinta, foi redescoberta em

1994 no Chile por um ampelógrafo francês, chamado Jean-Michel Boursiquot, que notou que algumas cepas que achavam que era Merlot demoravam a maturar. Os resultados de estudos realizados concluíram que se tratava da extinta Carménère, cultivada inadvertidamente, misturada com pés de Merlot.

A Carmenère se adaptou muito bem ao agradável clima chileno e a seus solos férteis a ponto de ser considerada uma das uvas mais importante do Chile.

Produz ótimos vinhos varietais, com muita estrutura e sabor marcante. Permite ótimo envelhecimento para os vinhos bem elaborados.

Como foi dito acima, hoje pode-se dizer que a Carmenère é uma uva chilena, e lá encontra sua maior expressão, mas aparece também na California e na Argentina.
Seus vinhos são bem saborosos e encorpados, geralmente um pouco mais tânicos que a Cabernet Sauvignon.
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12
nov
2008

Ajuda para o Grande Varejo

Postado por admin às
01h51

 Ajuda para o Grande Varejo O Makro inaugurou, em 24 de outubro, o espaço Speciale Adega & Emporium na loja da Vila Maria, em São Paulo, focalizando principalmente em vinhos, com mais de 1.000 rótulos provenientes da França, Itália, Portugal, Espanha, Chile, África do Sul, Austrália, Argentina, entre outros, conservados em adega climatizada.

Além disso, a loja oferece charutaria, frios, temperos e especiarias e outros alimentos e bebidas.

A idéia foi trazida da Holanda e pretende melhorar a variedade que seus clientes oferecem aos consumidores finais. A presença de consultores especializados, como sommeliers, deve ajudar os clientes nas compras.

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12
nov
2008

Para Beber de Palitinho

Postado por admin às
01h45

 Para Beber de PalitinhoLi na Revista Adega deste mês que está no mercado, o primeiro vinho brasileiro produzido e desenvolvido especialmente para harmonização com os pratos da gastronomia japonesa. Há algum tempo ele já estava sendo servido com exclusividade em restaurantes de São Paulo, mas agora será disponibilizado nos supermercados e lojas especializadas.
O Sushi Vin tem paladar leve e equilibrado e é uma combinação de três varietais: Chardonnay, para aportar mais estrutura e acidez; e Malvasia Bianca e Moscato para conferir o aroma frutado apropriado e necessário à harmonização com a cozinha oriental, especialmente peixe e arroz.

É um vinho jovem com confere coloração amarelo palha, e é ideal para ser consumido a aproximadamente 6°C.

Ainda não experimentei, mas se alguém já tiver bebido, estou curioso para saber o que acharam...

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7
nov
2008

Dicionário das Uvas – Tempranillo

Postado por admin às
22h11

 Dicionário das Uvas   TempranilloJá que a Espanha tem sido um assunto corriqueiro por aqui nos últimos dias, vamos falar da mais famosa uva espanhola: A Tempranillo.

A Tempranillo leva este nome por causa da palavra espanhola temprano, que significa cedo, sendo esta a sua maior vantagem, pois ela amadurece logo. É considerada a melhor uva tinta espanhola. Com ela são elaborados ótimos vinhos na região de Rioja e da Ribeira Del Duero. Nas outras regiões ela também é bastante cultivada. Em Portugal, ela é conhecida como Tinta Roriz no Douro, e Aragonês no Alentejo. Produz vinhos de cor profunda, estruturados, elegantes e complexos.

Os vinhos feitos de Tempranillo são extraordinariamente finos e muitos de excepcional qualidade, comparáveis aos melhores do mundo.

No novo mundo ela vem sendo testada em alguns países, dando resultados animadores, mas ainda sem o grande destaque que ela tem no país de origem.

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7
nov
2008

Gigantes Espanhóis

Postado por admin às
22h07

 Gigantes Espanhóis

 Gigantes Espanhóis Na última Terça-Feira, 03 de Novembro, tivemos mais um evento de uma confraria formada por pessoas especiais: José Pedro - meu pai, José Roberto - meu tio, Fefê – meu primo, Dado Lancelotti e Marcio Oliveira – grandes amigos, e eu. Esta confraria começou este ano, com o seguinte formato: Escolhemos um país, ou região e vamos até um restaurante que tenha a ver com o tema escolhido. Para o evento, alguém se habilita a levar os vinhos tintos – sempre de bons níveis e esta pessoa não paga a conta. E outra pessoa se habilita a levar o branco, porém sem regalias na conta, já que na maioria das vezes os tintos acabam sendo bem mais caros. Já andamos pelo Chile, pela Borgonha, por Bordeaux, pela Toscana, por Portugal e na última fomos até a Espanha. Restaurante escolhido: o delicioso Eñe, no qual fomos muito bem atendidos pelo Souza, o sommelier da casa.

Como ninguém tinha um espanhol branco, o Dado optou por levar um belo Pêra Manca, um português que é mais conhecido pelo seu tinto, mas que faz um branco igualmente delicioso. E o vinho caiu muito bem com os famosos “tapas” espanhóis que pedimos para abrir o apetite.

Para o prato principal, todos, com exceção da minha pessoa, foram de cordeiro - Eu fui de Filet Mignon. Pelo que disseram estava delicioso e foi uma harmonização perfeita com os vinhos.

Mas que vinhos eram estes? Nada mais, nada menos que um La Nieta 2005 e um Aalto PS 2004. Estes vinhos já chegaram a ganhar em uma degustação às cegas do famoso Chateau Margaux e de outros grandes vinhos!!

O que dizer sobre os vinhos? Realmente fica difícil. O La Nieta estava sensacional! Um vinho encorpado, mas equilibrado e redondo. Álcool na medida certa, madeira sem excessos e um potencial para envelhecimento muito grande. Um vinho realmente surpreendente, principalmente porque eu não conhecia.

Já o Aalto PS já é mais conhecido, mas não por isto inferior em sua qualidade. Apesar do álcool muito presente, ele evoluiu no decanter e principalmente na taça, o que fez com que ele parecesse menos alcoólico do que ele realmente é. É daqueles vinhos que enche a boca, que ocupa todos os sentidos gustativos de uma forma impressionante. Ao final, a pergunta que sempre rola: Qual foi o melhor? E desta vez não tivemos uma unanimidade...

E agora, depois da Espanha, resta o grande evento do ano, que finalizará este primeiro ano da confraria: Uma vertical de Tignanello, com um jantar feito por Massimo Ferrari. Tá bom ou querem mais?

Se eu sobreviver a este dia (21.11), terei muita coisa para contar...

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