VIAGEM AO VÊNETO: ENTENDA E SAIBA BEBER UM VALPOLICELLA.
Agora já de volta à realidade, depois desta maravilhosa viagem, vou começar a falar um pouco do que vi por lá, misturando um pouco de história, teoria e prática, assim vocês podem ter uma noção bacana do que vimos por lá e saibam também de detalhes dos principais vinhos que focamos naquela região, que foram: Valpolicella, Ripasso dela Valpolicella, Amarone e Recioto (Região de Verona) e os famosos e tão vendidos Proseccos (Região de Treviso). Aproveito e deixo aqui os links dos blogs dos amigos e companheiros de viagem Alexandre Frias (www.diariodebaco.com.br) e Daniel Perches (www.vinhosdecorte.com.br) que também escreverão textos sobre a viagem!
Começando por um dos vinhos mais conhecidos da Itália e que ainda carrega um certo preconceito aqui no Brasil, vamos falar dos Valpolicellas. Este vinho, que invadiu as prateleiras dos supermercados há anos atrás com o Valpolicella do produtor “Bolla”, que é um vinho muito comercial e feito em larga escala (quase industrial) ainda sofre de certo preconceito por conta do “efeito Bolla” pois este vinho é muito mais um líquido comercial do que artesanal. Ou seja, de qualidade inferior. Mas os grandes Valpolicellas são muito bons e merecem ser experimentados, sem preconceito. Até pelo custo deles, que geralmente acaba sendo mais acessível.
Feito principalmente com as uvas Corvina (A “uva-rainha “da região), Rondinella e Molinara, tendo ainda a Corvinone como outra grande uva, os Valpolicellas são vinhos fáceis de beber e para serem bebidos jovens. Geralmente de corpo leve, sem (ou pouquíssima) madeira e muito fresco, são vinhos que lembram cerejas, ameixas, especiarias e às vezes uma pimenta leve.
Há 3 zonas controladas (DOC) para os Valpolicellas: Valpolicella DOC Classica (Demarcação original as terras que corresponde a 40% das terras e que teoricamente são os melhores), Valpolicella DOC Valpatena e Valpolicella DOC.
E por último, ainda preciso citar o Valpolicella Superiore, que é um tipo de Valpolicella, mais complexo, que precisa obrigatoriamente envelhecer pelo menos 1 ano antes de ser lançado ao mercado e geralmente é envelhecido em grandes ou pequenos barris de carvalho. É um vinho de mais corpo, mais complexo e por conta disto, acaba sendo um pouco mais caro que os demais.
Estes foram os Valpolicellas, vinhos que merecem ser experimentados, sem preconceito, pelos que querem um vinho jovem, leve e fácil de beber. Não adianta comprar um vinho deste esperando complexidade e um vinho "meditação". Sabendo o que vem pela frente, qual o estilo de vinho vai beber, tenho certeza que será uma boa escolha. E tem muitos por aí. E se quiserem algo um pouco mais complexo, podem optar pelo Valpolicella Superiore. Aí sim, podem esperar um pouco mais. Mas também sem exageros!
Logo mais falarei dos Ripassos, Reciotos e dos grandes Amarones.
CHEERS!!
Beba moderadamente! O excesso de álcool é prejudicial à saúde!
EnoDeco no INSTAGRAM: @enodeco


















Acompanhe as notícias pelo RSS
