Publicado em 23/09/2012 às 12h13

VIAGEM AO VÊNETO: ENTENDA E SAIBA BEBER UM VALPOLICELLA.

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Região Classica de Valpolicella

 

Agora já de volta à realidade, depois desta maravilhosa viagem, vou começar a falar um pouco do que vi por lá, misturando um pouco de história, teoria e prática, assim vocês podem ter uma noção bacana do que vimos por lá e saibam também de detalhes dos principais vinhos que focamos naquela região, que foram: Valpolicella, Ripasso dela Valpolicella, Amarone e Recioto (Região de Verona) e os famosos e tão vendidos Proseccos (Região de Treviso). Aproveito e deixo aqui os links dos blogs dos amigos e companheiros de viagem Alexandre Frias (www.diariodebaco.com.br) e Daniel Perches (www.vinhosdecorte.com.br) que também escreverão textos sobre a viagem!

 

 

Começando por um dos vinhos mais conhecidos da Itália e que ainda carrega um certo preconceito aqui no Brasil, vamos falar dos Valpolicellas. Este vinho, que invadiu as prateleiras dos supermercados há anos atrás com o Valpolicella do produtor “Bolla”, que é um vinho muito comercial e feito em larga escala (quase industrial) ainda sofre de certo preconceito por conta do “efeito Bolla” pois este vinho é muito mais um líquido comercial do que artesanal. Ou seja, de qualidade inferior. Mas os grandes Valpolicellas são muito bons e merecem ser experimentados, sem preconceito. Até pelo custo deles, que geralmente acaba sendo mais acessível.

 

 

Feito principalmente com as uvas Corvina (A “uva-rainha “da região), Rondinella e Molinara, tendo ainda a Corvinone como outra grande uva, os Valpolicellas são vinhos fáceis de beber e para serem bebidos jovens. Geralmente de corpo leve, sem (ou pouquíssima) madeira e muito fresco, são vinhos que lembram cerejas, ameixas, especiarias e às vezes uma pimenta leve.

 

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A uva Corvina, a rainha do Veneto.

Há 3 zonas controladas (DOC) para os Valpolicellas: Valpolicella DOC Classica (Demarcação original as terras que corresponde a 40% das terras e que teoricamente são os melhores), Valpolicella DOC Valpatena e Valpolicella DOC.

 

 

E por último, ainda preciso citar o Valpolicella Superiore, que é um tipo de Valpolicella, mais complexo, que precisa obrigatoriamente envelhecer pelo menos 1 ano antes de ser lançado ao mercado e geralmente é envelhecido em grandes ou pequenos barris de carvalho. É um vinho de mais corpo, mais complexo e por conta disto, acaba sendo um pouco mais caro que os demais.

 

 

Estes foram os Valpolicellas, vinhos que merecem ser experimentados, sem preconceito, pelos que querem um vinho jovem, leve e fácil de beber. Não adianta comprar um vinho deste esperando complexidade e um vinho "meditação". Sabendo o que vem pela frente, qual o estilo de vinho vai beber, tenho certeza que será uma boa escolha. E tem muitos por aí. E se quiserem algo um pouco mais complexo, podem optar pelo Valpolicella Superiore. Aí sim, podem esperar um pouco mais. Mas também sem exageros!

 

 

Logo mais falarei dos Ripassos, Reciotos e dos grandes Amarones.

 

 

CHEERS!!

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Publicado em 19/09/2012 às 08h33

DIRETO DO VÊNETO: INJUSTAMENTE, UMA ITÁLIA MENOS FAMOSA.

Veneto 224x300 DIRETO DO VÊNETO: INJUSTAMENTE, UMA ITÁLIA MENOS FAMOSA.

 

 

Viagens para visitar vinícolas, fazer degustações e participar de workshops acontecem de vez em quando para jornalistas, blogueiros, formadores de opinião e pessoas que de certa forma estão dentro do mundo do vinho. Quando tenho a honra de ser convidado a participar, a maioria destas experiências eu acabo escrevendo aqui pra vcs. Mas vou escrever alguns textos agora sobre uma em especial, que estou participando agora e que enche os olhos (e a boca)!

 

 

 

Escrevo diretamente da Italia, especificamente da região do Vêneto (Nordeste Italiano), onde estamos participando de workshops organizados pelo Consorzio di Valpolicella (Que inclui, além dos Valpolicellas, os Ripassos, Reciottos e os famosos e magistrais Amarones) e pelo Consorzio di Prosecco. Na verdade, o convite foi feito a nós (Junto comigo ainda estão o Daniel Perches – Vinhos de Corte e o Alexandre Frias – Diario de Baco) pelo amigo e sempre parceiro Rogerio D’Avila, sócio da Importadora Ravin, que tinha a missão de indicar 3 pessoas para esta viagem. E assim o fez (irresponsavelmente...rsrs!!)

 

 

Vou escrever alguns textos mais específicos depois, sobre cada região, sobre detalhes dos vinhos e as experiências vividas, até mesmo “fora do vinho”. Mas precisava escrever algo antes, para contextualizar e explicar antes, assim podem acompanhar melhor!

 

 

Posso adiantar algumas coisas: Paradigmas foram quebrados, Muitos vinhos (Muitos mesmo) foram bebidos, comidas deliciosas  foram provadas e como não podia deixar de ser, muita história foi (e continuará sendo) vista pelas históricas ruas italianas. E falo algo que reforçarei muito nos outros textos! É injusta a pouca fama que esta região tem perto da Toscana e do Piemonte por exemplo… Vocês notarão porque…!

 

 

E quem quiser acompanhar as fotos dezenas de fotos que estamos tirando, podem acompanhar pelo Instagram (@enodeco) ou pelo Instavinho (www.instavinho.com.br). Elas são postadas praticamente em tempo real! Tem até um álbum exclusivo no Instavinho chamado "Veneto".

 

 

Ci vediamo presto (Nos vemos em breve)!!

 

 

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Publicado em 28/06/2012 às 18h14

GRANDI MARCHI. GRANDI VINI. SÓ A NATA ITALIANA!

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Blogueiros, jornalistas e formadores de opinião costumam ser convidados para muitos eventos, degustações, jantares com produtores e etc… Mas alguns ficam na memória, seja pelo evento em si, seja pelos vinhos. E posso dizer que esta degustação teve um nível de vinhos acima da média. A degustação foi promovida pelo Istituto del Vino Italiano di Qualitá. O instituto é formado por 19 grandes marcas vinícolas que se uniram para melhorar a qualidade e a percepção dos vinhos italianos e tem nomes como Gaja, Antinori, Micele Chiarlo, Mastroberardino, Masi, entre outros.

 

 

Abaixo colocarei um pouco dos vinhos degustados, alguns deles realmente impressionantes!

Jermann - Capo Martino 2009 (Friulli) - R$ 255,00, Importadora Cellar.

Uvas: Tocai Friulano, Ribolla Gialla, Malvasia Istriana e Picolit.

Aromas florais, manteiga, pessego. Bom corpo, um pouco untuoso, acidez bem presente, final longo.

 

 

Alois Lageder - Benefizium Porer Pinot Grigio 2008 (Alto Adige) - R$ 113,23, Importadora Mistral.

Uva: Pinot Grigio.

Nariz floral (lírios), e limão. na boca, um vinho absolutamente fresco, leve mas não é simples. Bom final. Um vinho para fugir da ideia dos Pinot Grigios simples para se beber na piscina. Um vinho mais complexo e que pede uma comida, um peixe com molho de limão ou frutos do mar. Para o consumidor brasileiro, é um vinho ainda caro.

 

 

Argiolas - Costera, Cannonau di Sardegna DOC 2009 (Sardegna) - R$ 99,30, Importadora Vinci.

Uvas: Cannonau (Grenache), Carignano (Carignan) e Bovale.

Nariz com especiarias, pimenta, ameixa e uma madeira mais sutil. Na boca, boa acidez taninos médios mas ainda podem amaciar mais e por não ser tão complexo, é um vinho que aparece mais o álcool do que deveria, já que tem apenas 13,5%. Final médio-longo. Um vinho diferente do que estamos acostumados a beber, mas que se comparado com alguns vinhos desta faixa de preço, fica atrás.

 

 

Ambrogio e Giovanni Folonari - Baia al Vento, Bolgheri Superiore DOC 2008 (Toscana) - R$ 237,00, Importadora Cantu.

Uvas: 80% Merlot, 20% Cabernet Franc.

Nariz extremamente agradável, mineral e um aroma muito forte de azeitonas. Na boca, ainda jovem, agressivo no álcool (14%), taninos macios que ainda podem ficar melhores. Acidez bem presente e equilibrada, intensidade de sabores e final longo. Um belo vinho de guarda.

 

 

Michele Chiarlo - La Court Nizza, Barbera d’Asti Superiore DOCG 2007 (Piemonte)- R$ 304,00, Importadora Zahil.

Uva: Barbera

Nariz bem italiano: Terra, madeira velha, ameixa e ervas. Na boca, vinho bem mineral, fresco, taninos ainda podem ser amaciados, mas não estão agressivos. Intenso e final longuíssimo. Um vinho de guarda... um belo vinho de guarda e o melhor vinho do evento!

 

 

Antinori Guado al Tasso Bolgheri Superiore DOC 2007 (Toscana) - R$ 420,00, Importadora Wine Brands.

Uvas: 57% Cabernet Sauvignon, 40% Merlot, 10% Cabernet Franc e 3% Petit Verdot.

Outro nariz bem italiano, apesar do corte bordalês. Muita terra, madeira velha, funghi, herbáceo. Na boca, intenso, acidez e taninos equilibrados, mas ainda mostrando muita vida pela frente e final de boca longo. Um clássico dos Super Toscanos. E de vida longa! Mas confesso que esperava mais deste que é um ícone dos Supertoscanos!

 

 

Umani Ronchi - Pelago Rosso 2005 (Marche) - R$ 198,00, Importadora Expand.

Uvas: 50% Cabernet Sauvignon, 40% Montepulciano e 10% Merlot.

Nariz complexo, terroso, com ameixas e ervas. Na boca, bom corpo, taninos bem marcados e acidez presente. Final longo.

 

 

Mastroberardino - Radici Taurasi DOCG 2006 (Campania) - R$ 198,00, Importadora Mistral.

Uvas: Aglianico.

Nariz de frutas vermelhas e ervas. Na boca, o corpo médio contrasta com os taninos, bem presentes. Típico perfil dos Taurasi, que são chamados de “Barolos do Sul”. Final longo e intenso. Vinho jovem ainda, apesar dos 6 anos de idade.

 

 

Rivera - Puer Apuliae, Castel del Monte Nero di Troia DOC 2005 (Puglia) - R$ 190,00, Importadora Italian Wines Seletion.

Uva: Nero di Troia.

Uva que tem ganhado importancia e tem ressurgido na Puglia, terra onde a Primitivo e a Negroamaro ainda são as estrelas. No nariz, terra couro e minerais. Na boca é intenso, apesar dos 7 anos, álcool ainda está bem presente. Taninos bem presentes, mas não atrapalham. Final longo e um vinho bem diferente e bom para explorar uvas novas.

 

 

Tasca d’Almerita - Rosso del Conte DOC 2006 (Sicilia) - R$ 317,41, Importadora Mistral.

Uvas: Nero d’Avola e outras uvas permitidas pela DOC Regaleali.

No nariz, ameixa preta, madeira nova, resina. Em boca, um vinho complexo, fácil de beber e extremamente gastronomico. Corpo médio e final longo e agradável.

 

 

Masi - Amarone Classico Riserva di Costasera DOCG 2006 (Veneto) - R$ 370,00, Importadora Mistral.

Uvas: Corvina, Rondinella, Molinara e Oseleta

Um legítimo Amarone! Vinho intenso tanto em nariz como em boca, com boa acidez, álcool bem presente (15,5%, que é “pouco” para um Amarone) e intensos sabores e aromas de frutas secas. Taninos ainda rústicos e que assim ficarão por um bom tempo ainda… Mas um vinhaço!

 

 

Lungarotti - Rubesco Vigna Monticchio Torgiano Rosso Riserva DOCG 2005 - R$ 277,61, Importadora Mistral.

Uvas: Sangiovese e Canaiolo

Mais um vinho de sangue italiano com carácter terroso, herbáceo e mineral. Na boca, intenso, taninos bem presentes, ótima acidez e muito equilibrado. Ligeiro amargor no final.

 

 

Parabéns ao Instituto pela belíssima degustação e pelo altíssimo nível dos vinhos escolhidos. Só fiquei com uma pontinha de vontade de beber uns Gajas, quando vi que eles faziam parte do instituto… mas não dá pra reclamar em nada do nível dos vinhos!

 

 

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Perfil

André Rossi (Déco), 37 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”.

É também um dos únicos cinco Brasileiros residentes no país a ser credenciado como Professor deste mesmo WSet, tendo sido aprovado pelo WSet Educator Training Program 2011, em Nova York.

Editor e Idealizador do Blog EnoDeco, que é hoje o blog oficial de vinhos do portal R7, um dos blogs de vinho mais acessados do Brasil, e que já foi indicado pelo Guia 4 Rodas 2009 como um dos 10 melhores eno-blogs do Brasil.

Colunista da Revista Cool Magazine, da Revista Online Bloggers e também Editor de Vinhos da 4a. Edição do Flavour Guide , projeto anual do crítico gastronômico Josimar Melo. É jurado e avaliador de vinhos de vários eventos e revistas especializadas.

Há 2 anos é o Relações Públicas da Wines of Argentina (WofA), associação das melhores e principais vinícolas argentinas, sendo o responsável pela comunicação, eventos, degustações e todas as ações que a WofA faz em todo o Brasil, para divulgar e comunicar o vinho argentino por aqui.

Foi o ganhador do concurso “Meu Vinho com Susana Balbo” que foi disputado por 30 blogueiros e jornalistas de vinho, onde o principal objetivo era fazer o seu próprio vinho, usando 5 variedades disponibilizadas pela mais importante e premiada enóloga argentina, Susana Balbo. Seu vinho foi escolhido entre os 30 competidores, numa degustação às cegas pela enóloga e sua equipe, tendo um vinho assinado em conjunto com Susana, o Dominio del Plata Essential Limited Edition 2011.

É Publicitário de formação e foi Diretor de Atendimento de grandes agências como W/Brasil e Lew’Lara/TBWA, tendo passado também por Young & Rubicam, DPZ, Leo Burnett e Publicis. Antes disto, trabalhou na área de marketing da importadora Expand.

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