Publicado em 20/06/2014 às 14h11

Copa dos Vinhos: Suíça x França

Copa dos Vinhos6 150x150 Copa dos Vinhos: Suíça x França

 

JOGO: SUÍÇA x FRANÇA – GRUPO E

DATA: 20.06

LOCAL: RECIFE

 

Incialmente, deixo aqui meu palpite para o jogo: Suiça 1 x 2 França.

 

 

SUÍÇA

Mais um país que disputa a Copa que pode causar surpresa em muita gente quando falamos que eles produzem vinhos. De fato não são conhecidos aqui no Brasil e a produçãoo deles ainda é pequena, como o próprio país. Apesar de ser uma cultura antiga de vinho na região, que remonta a 3.000 anos antes de Cristo, a mentalidade local ainda é muito limitada e regional, fazendo com que o vinho seja consumido em sua grande maioria, localmente. As principais regiões são Valais e Vaud e as principais uvas cultivadas são a Chasselas e Muller Thurgau (Brancas) e Pinot Noir e Gamay (Tintas). Até pelas uvas tintas cultivadas, dá pra ver bem que é um país frio de uvas brancas e tintas leves. Infelizmente não achei nenhum exemplar aqui no Brasil, apesar de saber que em 2009/2010 havia uma importadora, a Vitis Vinífera, que trazia alguns deles. Mas não consegui saber se eles continuam ou não.

 

 

 

FRANÇA

A Meca dos vinhos, o país mais famoso do mundo quando falamos em vinho e a grande referencia para todo o mundo nesta maravilhosa bebida. A França renderia inúmeros posts, ou melhor, um livro sobre sua vitivinicultura. Mas vou tentar resumir em poucas linhas as principais características e uvas de lá. Regiões como Bordeaux, Bourgogne e Champagne são referencias em estilos e tipos de vinho. Bordeaux com suas uvas tão famosas como Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot,. Além dos famosos Mouton-Rothschild, Margaux, Haut Brion, Lafitte-Rothschild, Latour e Petrus (Este último não é um Premier Cru como os outros). Bourgogne com seus Pinots maravilhosos, além dos brancos de Chablis e os Pouilly-Fuissé, Pouilly-Montrachet e outros grandes vinhos feitos com a branca Chardonnay. E Champagne, com seus únicos e inigualáveis espumantes, imitados no mundo inteiro e com nomes grandiosos como Moet-Chandon, Veuve Clicquot, Cristal, Don Perrignon, entre outros. E as Regiões como Rhone, Loire, Alsacia, Soud-Ouest, Languedoc-Roussilon e Provence tem vinhos típicos de seus terroirs, autênticos e com personalidade.

Enfim, poderia ficar horas e horas, linhas e linhas falando da França. Mas vamos aos dois vinhos franceses, já que não tem um suíço para indicar.

 

 

Abaixo, os 2 vinhos que acho que ilustram bem 2 grandes regiões francesas:

 

 

FRANÇA 1

- CHATEAU PUYCARPIN COTES DE CASTILLON 2010

- PRODUTOR: ATEAU PUYCARPIN

- REGIÃO: BORDEAUX

- UVAS: 60% MERLOT, 30% CABERNET SAUVIGNON, 10% CABERNET FRANC

- PREÇO APROXIMADO: R$ 115,00 (No site da importadora ZAHIL - www.zahil.com.br)

- Um corte bem típico de Bordeaux, com as 3 principais uvas da região. Um vinho que mostra que um bom Bordeaux não precisa ser necessariamente muito caro, de preços estratosféricos. Tá certo que não é um vinho dos mais baratos, mas para um Bordeaux de ótima qualidade, o preço é justo. Vinho encorpado, com taninos macios e redondos, boa intensidade e tipicidade!

 

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FRANÇA 2

- JOSEPH DROUHIN BOURGOGNE ROUGE 2010

- PRODUTOR: JOSEPH DROUHIN

- REGIÃO: BOURGOGNE

- UVAS: 100% PINOT NOIR

- PREÇO APROXIMADO: R$ 111,27 (No site da importadora MISTRAL  - www.mistral.com.br)

- Um típico pinot da Borgonha, sem entrar em nenhuma apelação específica, o que elevaria naturalmente o preço da garrafa. Mas um vinho honesto e bom representante para pessoas que queiram saber como é um bom Borgonha de entrada. Imperam as frutas vermelhas, uma acidez marcante e agradável, cospo bem leve e final médio-longo. Um vinho bem agradável!

 

 

joseph drouhin bourgogne pinot noir burgundy france 10334120 201x300 Copa dos Vinhos: Suíça x França

 

 

 

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Publicado em 24/03/2013 às 17h43

Safra 2012 em Bordeaux: Brancos, Rosés e Tintos mais delicados.

37 264.main f 300x214 Safra 2012 em Bordeaux: Brancos, Rosés e Tintos mais delicados.

 

Reconhecida como uma região de vinhos tintos encorpados ou de médio corpo, Bordeaux terá vinhos da safra de 2012 com um perfil um pouco diferente. O destaque ficará provavelmente para os brancos (feitos em sua maioria com Sauvignon Blanc e Semillon) e Rosés. E os tintos terão um perfil mais leve, nem tão encorpados e austeros. Isto se explica pela chuva que caiu numa época que os produtores sempre temem, próximo à colheita. Acontecendo isto, as plantas absorvem mais água e não tem tempo de eliminá-las com a transpiração por exemplo. Além disto, várias doenças que a umidade traz, como  fungos e podridão, diminuíram o rendimento das plantas. Mas isto não é o fim do mundo e vai agora desafiar muito a competência dos enólogos e agrônomos, para que possam fazer vinhos consistentes.

 

 

Outro fator que deve também ser influenciado é a guarda dos vinhos. Tida como uma das regiões que produz alguns dos vinhos mais longevos do mundo, os vinhos de 2012 devem ter uma guarda menor, exatamente porque a consistencia das uvas não estava em seu ponto ideal. Ou seja, os vinhos de 2012 poderão ser bebidos mais cedo.

 

 

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Publicado em 11/09/2012 às 16h32

NOVIDADE EM BORDEAUX: A NOVA CLASSIFICAÇÃO DE ST. ÉMILION.

chateau pavie 2008 1 5l 12 NOVIDADE EM BORDEAUX: A NOVA CLASSIFICAÇÃO DE ST. ÉMILION.

 

As AOC’s (ou AC’s) francesas são, para muita gente um inexplorado e confuse universo. Muitas leis e regras que vairam de região para região e acabam confundindo, mais do que ajudando os consumidores. Um exemplo simples é saber que Premier Cru na Borgonha é diferente de Premier Cru em Bordeaux. E por aí vai, mas em alguns casos o buraco é um pouco mais embaixo.

 

 

E recentemente o departamente de St. Émilion (Bordeaux) anunciou, após 6 anos de muito estudo e analyses, sua nova classificação de produtores pelo INAO - Institut National des Appellations d'Origine.

 


Levando em consideração vários aspectos como degustação, reputação, características do vinhedo e infra-estrutura, viticultura e práticas enológicas, o instituto analisou 96 châteaux os classificou em três categorias:

- 64 châteaux classificados como Grand Crus

- 18 como Premier Grand Cru

- 4 como Premier Grand Cru Classe A: Angélus, Ausone, Cheval Blanc e Pavie.

 

 

O painel teve que contar com a presence de membros de outros órgãos reguladores, de outras regiões, para que se mantivesse a credibilidade: Borgonha, Vale do Rhône, Champagne, Vale do Loire Valley e Provence foram as regions que enviaram seus membros para ajudarem na nova classificação.

 

 

Certamente uma nova realidade para St. Émilion que a partir de agora conta com esta nova classificação, aparentemente simples de se entender.

 

 

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Publicado em 27/03/2012 às 14h50

A CARMENÈRE ESTÁ VOLTANDO A BORDEAUX

Carmenere 224x300 A CARMENÈRE ESTÁ VOLTANDO A BORDEAUX


A Carmenère, ao contrário do que muitos acreditam, não é uma uva chilena e sim francesa. Mas esta confusão é muito comum por uma série de fatores. O principal fator é que sua região de origem, Bordeaux, foi devastada por uma praga chamada Filoxera, que atingiu não só esta região, mas como outras áreas vinícolas, causando grande estrago no final do século XIX. Com isto, ela praticamente desapareceu do mundo, voltando a ser plantada no Chile, acidentalmente. Até que um ampelógrafo Francês descobriu em 1994, que o que se imaginava que fossem vastas plantações de Merlot, era na verdade a “extinta” Carmenère, que por sua similaridade havia sido confundida com esta famosa uva, que era muito plantada no mundo todo, principalmente na margem direita de Bordeaux.



Mas recentemente li uma notícia de que o famoso Château Brane Cantenac, em Bordeaux, está plantando Carmenère pela primeira vez após a Filoxera. E isto se deve às mudanças cilmáticas. Apenas esclarecendo uma possível dúvida, a Carmenère ainda é uma das variedades de uvas pemitidas na região de Medóc. Por conta do aquecimento global, as temperaturas acabaram se elevando mais e como um dos problemas desta uva, além da propensão à Filoxera, era o amadurecimento tardio, eles resolveram fazer novos testes plantando-as mais expostas ao sol.



Quem sabe este não é um primeiro movimento dos produtores de Bordeaux para uma nova etapa da Carmenère no mundo?



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Publicado em 15/03/2012 às 00h35

UM EVENTO PARA FICAR NA MEMÓRIA. E NO PALADAR.

IMG 0464 300x225 UM EVENTO PARA FICAR NA MEMÓRIA. E NO PALADAR.


Posso seguramente falar que semana passada participei do melhor evento de vinhos da minha vida. Wine Dinners, Degustações, Feiras, Workshops... tem evento de vinhos pra tudo que é gosto! Mas depois de participar do evento da "Union des Grand Crus de Bordeaux" aqui em SP, no Hyatt, a coisa tomou outra proporção. Em todos os eventos há vinhos bons, vinhos médios e vinhos ruins. Em alguns há até vinhos que nem parecem vinho e que nem mercem comentários. Mas pela primeira vez participei de um evento onde só bebi vinhos fantásticos. Os piores vinhos eram bons. E os melhores eram daqueles para bebermos de joelhos!




O evento em si foi muito bem organizado. Além do guia da feira com todos os vinhos, um livro completíssimo sobre todos os Chateaux que fazem parte detsa associação foi distribuído. Todos os vinhos levados para a feira eram da safra de 2009. Safra esta que vem sendo considerada uma das grandes safras dos últimos tempos e que promete vinhos intensos, complexos e longevos!




Comecei então pelos brancos, que hoje representam apenas 11% das exportações de Bordeaux e que não são os brancos mais famosos da França. Fui sabendo que tomaria bons vinhos, mas sem muitas expectativas. Engano meu! Tomei brancos maravilhosos e que me surpreenderam. Os meus detsaques foram estes que estão abaixo, pela ordem: Larrivet Haut Brion, Smith Haut Lafitte e uma verdadeira pérola e que pelo que andei ouvindo de algumas pessoas, foi quase unanimidade: Chateau Pape Clement.




Depois aos tintos, a variedade era gigantesca e a qualidade idem! Bebi pela primeira vez na vida um vinho com 100 pontos dados por Robert Parker: Chateau Clinet. Um vinho realmente especial, único! Mas não foi o melhor da feira pra mim. Assim como também não foi o cultuado e mítico Chateau Angelus, um vinho que arrasta fãs pelo mundo. Para mim e para alguns que estavam por lá e que tive a oportunidade de conversar, o grande Chateau Figeac, de St. Emilion foi o vinho da feira! Um vinho para se beber de joelhos, que encheu a boca, que estava maravilhoso no nariz e que chegou a acelerar o coração. Um dos melhores vinhos que já tomei! E depois finalizando com os deliciosos e untuosos Sauternes!  Abaixo, alguns dos vinhos que me chamaram a atenção e merecem destaque! Realmente uma tarde mágica!


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Publicado em 04/01/2012 às 19h12

TOPS DE BORDEAUX PERDENDO VALOR. LAFITE PUXA A FILA E PERDE QUASE 50%.

Rolhas 300x240 TOPS DE BORDEAUX PERDENDO VALOR. LAFITE PUXA A FILA E PERDE QUASE 50%.


A Liv-ex (Uma espécie de Bolsa de Valores do Vinho, sediada na Inglaterra) divulgou um relatório que traz alguns dados preocupantes: Os preços das 100 maiores empresas de capital aberto de vinhos (95% são da região francesa de Bordeaux) cairam uma média de 22,5% entre junho e dezembro do ano passado. Esta foi a mais forte qued desde o início da recessão há quase quatro anos.


E de acordo com a Liv-ex, são os Bordeaux Tops que estão puxando a queda, afinal se contarmos apenas os Premier Cru de Bordeaux, a queda foi de 26% no segundo semestre de 2011. E incrivelmente, um dos maiores ícones do vinho mundial, o Chateau Lafite 2008, foi quem mais perdeu valor, caindo nada menos que 45%. Ou seja, quase a metade de seu valor!!


Para não falarmos apenas de perdas e quedas, segundo a Liv-ex, vinhos como Domaine de la Romanée Conti (Borgonha), Chateau d'Yquem (Sauternes), vinhos Top da região do Rhone e o toscano Sassicaia foram as marcas mais fortes em 2011.



A pergunta que fica é: Será que os Bordeaux estão realmente perdendo o território e o glamour conquistado por todos estes anos? Ainda acho cedo para afirmar isto, mas não custa ficar de olho em suas performances neste ano que entra e ver o que vai ser...



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Publicado em 04/10/2011 às 18h39

COMO SERÁ A SAFRA 2011 NA ESPANHA, PORTUGAL, FRANÇA E INGLATERRA.

Colheita 300x200 COMO SERÁ A SAFRA 2011 NA ESPANHA, PORTUGAL, FRANÇA E INGLATERRA.


Começaram a sair os primeiros relatos e impressões sobre a safra de 2011 na Europa. E as primeiras notícias que temos vem da Espanha, de Portugal, de Bordeaux e da Inglaterra, que começa a ganhar mais mídia com seus vinhos. E as impressões são diferentes para cada um destes lugares.



Na Espanha por exemplo, as altas temperaturas em agosto e setembro forçaram muitos produtores a anteciparem a colheita para que as uvas não ficassem maduras demais e passassem do ponto. Houve também uma forte escassez de chuvas no mesmo período e com isto, o rendimento das plantas será baixo, com perdas de até 30% em relação ao ano anterior. Mas algumas exceções são feitas, principalmente nas regiões de vinho branco, Rías Baixas e Rueda, onde espera-se um rendimento igual ou maior que 2011.



Já em Portugal, a principal, região produtora do país, o Douro, o calor e a seca foram fortes, mas as últimas 3 semanas foram maravilhosas, com uma “chuva cronometrada” e na medida certa! As expectativas são ótimas para os vinhos do Porto e os DOCs do Douro.



Na França, mais especificamente em Bordeaux onde a colheita já está terminando, muita variação ocorreu no clima da região e alguns produtores tiveram que colher suas uvas antes do esperado para que fungos e doenças não colocassem tudo a perder. Estes extremos de condições oras muito frio, oras muito quente, oras muito úmido acabam sendo prejudiciais, pois a colheita precisa de uma rigorosa seleção dos cachos a serem colhidos, pois houve um desequilíbrio na maturação das uvas e algumas estão boas e outras nem tanto. E esta seleção minuciosa acaba sendo mais trabalhosa e em muitos lugares, não permite a colheita mecanizada, que é mais eficiente.



E por último, na Inglaterra espera-se uma safra espetacular. Isto por conta do verão “de última hora” que pintou por lá e amadureceu as uvas que ainda não haviam conseguido maturação ideal, pois a sensação era de que o excessivo frio no verão inglês iria prejudicar muito a colheita e a qualidade da uva. Mas este calor de última hora salvou a pele dos viticultores e 2011 promete ser uma bela equilibrada e de excelente qualidade!



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Publicado em 13/09/2011 às 22h56

PEQUENOS GOLES: BORDEAUX X BORGONHA

Continuando esta coluna que tem como objetivo dar dicas práticas aos leitores sobre os mais diversos assuntos dentro do vinho, hoje vamos falar sobre vinhos de 2 famosas regiões frncesas. Este tema já foi assunto aqui no blog, mas hoje o enfoque é diferente. Não se trata de falar quem é o melhor, mas sim, 2 dicas básicas que ajudarão as pessoas que ainda não tem muita familiaridade com vinhos a distinguir nas prateleiras de lojas e importadoras, um vinho que vem da Borgonha de um vinho que vem de Bordeaux.



A Garrafa: Os Borgonhas, por tradição, tem garrafas mais "gordinhas" ou bojudas como muitos falam. As garrafas de Bordeaux são aquelas mais finas e mais tradicionais que costumamos ver por aí em maior número.



O Rótulo: Os vinhos de Bordeaux são aqueles famosos que trazem em sua grande maioria, ilustrações ou fotos dos Chateaux, onde eles são produzidos. Quando não tazem ilustrações e fotos destes castelos, trazem a palavra "Chateau" seguido do nome da propriedade como principal informação de destaque. Ex: Chateau Margaux, Chateau Haut Brion, Chateau Pétrus, etc... Já os Borgonhas em sua maioria não trazem ilustrações e/ou fotos dos suntuosos castelos ou contruções. São rótulos que tem como informação principal o nome da comuna onde fica a propriedade. Por exemplo: Pullingny Montrachet, Pommard, Vosne-Romané, etc...Borgonha x Bordeaux 300x225 PEQUENOS GOLES: BORDEAUX X BORGONHA


Claro que, como costumo dizer, poucas coisas no mundo do vinho podemos falar que não há excessão. Podemos encontrar sim vinhos de Bordeaux que não estejam escritos "Chateau" no rótulo, assim como borgonhas, principalmente alguns mais baratos, que o não tenham o nome da comuna em destaque. Mas a grande maioria tanto de um como de outro, se comporta assim.



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Publicado em 29/08/2011 às 09h30

COLUNA FLAVOUR GUIDE: ENTENDA MAIS SOBRE OS VINHOS DE BORDEAUX.

bordeaux WINE map1 294x300 COLUNA FLAVOUR GUIDE: ENTENDA MAIS SOBRE OS VINHOS DE BORDEAUX.


Muitos devem achar que eu deveria começar a falar dos tipos de vinhos mais famosos por este que vou falar hoje. Mas como não gosto de regras e nem de ser previsível, ele não foi o primeiro e nem o segundo. Não que eu não goste deles, pelo contrário, pois acho que todo bom enófilo precisa gostar.



Os Bordeux são talvez os vinhos tintos mais famosos do mundo, os mais reconhecidos e estão sem dúvida nenhuma entre os mais caros. É de lá que vem os grandes Chateaux que estamos acostumados a ouvir falar e a beber. Mas não estou falando apenas dos mais famosos como Chateau Margaux, Chateau Haut Brion, Chateau Latour, Chateau Mouton Rothschild, Chateau Lafitte Rothschild e Chateau Pétrus. Estes todos, exceto o Petrùs, são os conhecidos Premier Cru Classé, classificação que surgiu em 1855. Mas não só de Premier Cru vive Bordeaux. Aliás, eles são a imagem da região, mas são produzidos em pequenas quantidades, comparados aos outros vinhos.



Abaixo dos Premier Cru (primeiro vinho) , há os deuxieme (segundo vinho), os troisième (terceiro vinho), quatrième (quarto vinho) e cinquième (quinto vinho), todos de uma mesma propriedade, de um mesmo produtor. Há ainda os Cru Bourgeois (Divididos em Exceptionnel e Supérieur), que são geralmente ótimos vinhos e em termos de custo-benefício tendem a ser melhores ainda.



Geralmente dividimos a região de Bordeaux em 2 partes, tendo como referência o Rio Gironde: Margem esquerda, onde estão principalmente as regiões de Médoc , Graves e Sauternes e a margem direita, onde se localizam principalmente St. Émilion e Pommerol. Há outras regiões, como Entre-Deux-Mers, que produz vinhos em mais quantidade, mas que pode-se encontrar alguns bons líquidos sim!



Por fim, vale citar as principais uvas cultivadas por aqui: Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc como as tintas, sendo que na margem esquerda há uma predominância de Cabernet Sauvignon e na margem direita, predomina a Merlot. Mas não podemos esquecer das brancas Semillon e Sauvignon Blanc, uvas que são a base dos famosos, doces e maravilhosos Sauternes, que já falamos antes...



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Publicado em 23/08/2011 às 23h45

DEGUSTAÇÃO ÀS CEGAS: É AÍ QUE VEMOS QUEM É BOM MESMO!

Um vídeo no Youtube tem rodado muito entre os enófilos do mundo todo desde 2009, mas na semana passada, num mesmo dia recebi de 3 pessoas diferentes, impressionados com o conteúdo do vídeo. E vocês podem conferi-lo na íntegra, abaixo.



Trata-se de uma degustação às cegas (em que nãos e sabe que vinho está sendo tomado) dos grandes vinhos de Bordeaux, entre grandes especialista que eles denominam de “Grande Juri Europeu”. São jornalistas e especialistas que já estão acostumados a este tipo de degustação e a ideia é colocar frente a frente alguns dos vinhos mais famosos do mundo, como por exemplo o Chateau Petrus, Chateau Margaux, Mouton Rothschild, Chateau Haut Brion, Chateau Angelus, entre outros gigantes e famosos daquela que é uma das mais, se não a mais famosa região produtora de vinhos do mundo. E entre eles, colocaram um vinho teoricamente inferior, o Grand Vin de Reignac, vinho este que chega a valer meros 1% do valor do Chateau Petrus, o mais caro entre todos os competidores.



Como verão no vídeo, a surpresa é exatamente a colocação deste azarão, o Grand Vin de Reignac, que ficou em segundo lugar na opinião dos avaliadores, atrás apenas do Chateau Angelus, mas à frente de todos os outros, inclusive aquele que vale mais de 100 vezes o preço do Reignac, o Chateau Petrus, que ficou apenas com a oitava colocação.



E isto me faz ter cada vez mais certeza de que esta é uma das grandes virtudes do vinho, que por não ser uma ciência exata, surpreende, empolga e fascina os amantes desta nobre bebida. Qual crítico poderia imaginar o resultado final desta mega prova? Quem poderia imaginar que um vinho de 14 Euros ficaria à frente de outros que custam 10, 15, 10, 100 vezes mais?    



Por isso continuo dizendo que o que mais importa é o gosto de cada um. Pontuação, reputação, marketing... tudo isto é importante, mas não deve ser um fator de decisão único para se comprar um vinho. Por que vocês acham que este vídeo está circulando tanto entre os enófilos? Exatamente porque ele surpreende todo mundo que acha que o marketing de um Petrus ou de um Margaux já o credenciam como os melhores. Mas graças a Deus não é assim e fico feliz que não seja, pois se fosse, perderia completamente a graça e o vinho certamente não seria o que é...



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Perfil

André Rossi (Déco), 37 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”.

É também um dos únicos cinco Brasileiros residentes no país a ser credenciado como Professor deste mesmo WSet, tendo sido aprovado pelo WSet Educator Training Program 2011, em Nova York.

Editor e Idealizador do Blog EnoDeco, que é hoje o blog oficial de vinhos do portal R7, um dos blogs de vinho mais acessados do Brasil, e que já foi indicado pelo Guia 4 Rodas 2009 como um dos 10 melhores eno-blogs do Brasil.

Colunista da Revista Cool Magazine, da Revista Online Bloggers e também Editor de Vinhos da 4a. Edição do Flavour Guide , projeto anual do crítico gastronômico Josimar Melo. É jurado e avaliador de vinhos de vários eventos e revistas especializadas.

Há 2 anos é o Relações Públicas da Wines of Argentina (WofA), associação das melhores e principais vinícolas argentinas, sendo o responsável pela comunicação, eventos, degustações e todas as ações que a WofA faz em todo o Brasil, para divulgar e comunicar o vinho argentino por aqui.

Foi o ganhador do concurso “Meu Vinho com Susana Balbo” que foi disputado por 30 blogueiros e jornalistas de vinho, onde o principal objetivo era fazer o seu próprio vinho, usando 5 variedades disponibilizadas pela mais importante e premiada enóloga argentina, Susana Balbo. Seu vinho foi escolhido entre os 30 competidores, numa degustação às cegas pela enóloga e sua equipe, tendo um vinho assinado em conjunto com Susana, o Dominio del Plata Essential Limited Edition 2011.

É Publicitário de formação e foi Diretor de Atendimento de grandes agências como W/Brasil e Lew’Lara/TBWA, tendo passado também por Young & Rubicam, DPZ, Leo Burnett e Publicis. Antes disto, trabalhou na área de marketing da importadora Expand.

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