Publicado em 15/05/2013 às 00h02

Os Monstros dos Frescobaldis.

foto 300x300 Os Monstros dos Frescobaldis.
Almoços gostosos com a presença de produtores e enólogos, todos fazem. Mas poucos conseguem aliar qualidade (dos vinhos e da comida) competencia, organização e profissionais reconhecidos e agradáveis de conviver. E este sempre foi e continua sendo a marca da Ravin. Desta vez, trouxe para o excelente e tradicional restaurante La Tamobuille, um excelente e tradicional produtor italiano, Stefano Benini, membro da terceira geração da família Frescobaldi, que tem nada menos que 700 anos de historia.

E começamos a degustação com o Albizzia Chardonnay Toscana 2011: Um vinho fresco, com acidez típica dos vinhos italianos, sem madeira e mesmo assim, uma consistencia e persistencia muito boas. Diferente dos chardonnays que estamos acostumados a tomar do novo mundo, que são geralmente mais amadeirados e untuosos. Belo vinho por R$ 68,00

Em seguida um velho conhecido meu e que sempre gostei: o Pomino Bianco 2011. Um corte de chardonnay e pinot bianco, que tem uma complexidade aromática fantastica e na boca é longo, intenso, sem perder o frescor. Seus 3 meses em barricas e sua fermentação malolática fazem toda a diferença aqui. São R$ 98,00 bem pagos!
Aí partimos aos tintos, especialidade da casa e também da região. E de cara com um vinho que expressa be ma tipicidade da região e a própria Sangiovese, uva base deste vinho com 90% do corte. O Nipozzano Riserva 2008, um Chianti Rufina já bem famoso e premiado. Frutas vermelhas, pretas, madeira e aquele toque terroso fazem deste vinho um dos principais para a vinícola. Belo vinho, que custa R$128,00
E a barra vai subindo. E o que vem pela frente é só canhão. A começar pelo Lamaoine 2007, um vinho 100% Merlot  e que destoa dos demais. Um vinho diferente, incrível e que é até dificil de comentar. Mesmo sendo um vinho de longa guarda, está pronto para beber. Um vinho para poucos, afinal custa R$ 428,00. Passando ao Lucente 2008 (R$ 198,00), um corte de Sangiovese, Merlot e Cabernet Sauvignon. Uma alternativa mais em conta que o Lamaione, apesar de ser um estilo diferente. Mas outro vinhaço.
E por último veio o meu ponto fraco: Um Brunello. O Brunello di Montalcino Frescobaldi (2007) pra mim sempre foi um dos mais tradicionais e ícones da região. Sempre consistente, bem feito e típico do que podemos esperar de um Brunello. R$ 398,00, que é o preço de um bom Brunello e não dá pra fugir muito.
Um almoço impecável, num local extremamente tradicional e de qualidade como é a Frescobaldi. Mais uma vez, parabéns à Ravin pela organização e qualidade de  tudo o que tem importado e feito por aí!

CHEERS!!

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Publicado em 27/07/2011 às 14h29

COLUNA FLAVOUR GUIDE: O QUE É O BRUNELLO DI MONTALCINO?

Flavour Guide2 300x190 COLUNA FLAVOUR GUIDE: O QUE É O BRUNELLO DI MONTALCINO?


No Blog do Flavour Guide, que escrevo semanalmente, comecei uma série sobre alguns vinhos famosos. Não de produtores específicos, como Chateau Petrus, Chateau Margaux, Vega Sicilia e outros. Mas de tipos e estilos de vinhos famosos, como os Brunellos di Montalcino, os Barolos, Amarones, Sauternes, Chateauneuf-du-Pape e outros estilos e tipos de vinhos famosos. E nestr primeiro texto, falarei sobre um dos meus "queridinhos", os Brunellos:

 

" Começando a falar pra vcs um pouco mais sobre os tipos de vinhos mais famosos, como prometi na semana passada, vou começar com um dos meus preferidos, o Brunello di Montalcino. 

 
 
 
Este vinho italiano é originário da Toscana, particularmente da cidade de Montalcino e seus arredores. O grande nome e praticamente criador do Brunello di Montalcino é a família Biondi Santi, que no final do século XIX, por volta de 1860 começou a produzir um vinho escuro, intenso, longevo e extremamente elogiado. Os anos foram se passando e o vinho foi se tornando a resposta toscana ao Barolo, famoso vinho do Piemonte. Biondi Santi e outros produtores continuavam fazendo um vinho maravilhoso, mas ainda sem a fama de muitos outros Italianos e Franceses. Até que na segunda metade do século XX, o vinho teve seu BOOM, virando um dos maiores ícones da Italia (Se não o maior) e do mundo!
 
 
 
 
Para poder constar no rótulo de um vinho as palavras “Brunello di Montalcino D.O.C.G” ele precisa passar por uma série de rígidos pré-requisitos, como a uva utilizada (Sangiovese Grosso), o redindimento máximo por hectare, o tempo mínimo que ele precisa envelhecer em barricas, etc... Apenas um parêntese para explicar, DOCG significa Denominazione di Orignie Controlata e Garantita, que é um “atestado” de qualidade que alguns vinhos levam. Mas isto é assunto para depois...
 
 
 
 
Para se ter uma ideia do trabalho que dá um Brunello, não se lança nenhum Brunello di Montalcino no mercado antes que ele tenha 5 anos de idade. Ou seja, se saírmos hoje para procurar um Brunello di Montalcino 2007, 2008, 2009 ou 2010 para comprar em qualquer lugar do mundo, não encontraremos. O Brunello tem seu irmão mais novo, o Rosso di Montalcino. Este também segue algumas regras, mas elas são mais menos rígidas que os Brunellos. Um Rosso, por exemplo, pode ser lançado depois de 1 ano de sua colheita.
 
 
 
 
Por todos estes cuidados e regras que um Brunello precisa, não são vinhos baratos. Os Riservas então, menos ainda, afinal eles são ainda mais especiais. Mas todos eles, inclusive os Rossos, são vinhos deliciosos e fascinantes! "

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Perfil

André Rossi (Déco), 37 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”.

É também um dos únicos cinco Brasileiros residentes no país a ser credenciado como Professor deste mesmo WSet, tendo sido aprovado pelo WSet Educator Training Program 2011, em Nova York.

Editor e Idealizador do Blog EnoDeco, que é hoje o blog oficial de vinhos do portal R7, um dos blogs de vinho mais acessados do Brasil, e que já foi indicado pelo Guia 4 Rodas 2009 como um dos 10 melhores eno-blogs do Brasil.

Colunista da Revista Cool Magazine, da Revista Online Bloggers e também Editor de Vinhos da 4a. Edição do Flavour Guide , projeto anual do crítico gastronômico Josimar Melo. É jurado e avaliador de vinhos de vários eventos e revistas especializadas.

Há 2 anos é o Relações Públicas da Wines of Argentina (WofA), associação das melhores e principais vinícolas argentinas, sendo o responsável pela comunicação, eventos, degustações e todas as ações que a WofA faz em todo o Brasil, para divulgar e comunicar o vinho argentino por aqui.

Foi o ganhador do concurso “Meu Vinho com Susana Balbo” que foi disputado por 30 blogueiros e jornalistas de vinho, onde o principal objetivo era fazer o seu próprio vinho, usando 5 variedades disponibilizadas pela mais importante e premiada enóloga argentina, Susana Balbo. Seu vinho foi escolhido entre os 30 competidores, numa degustação às cegas pela enóloga e sua equipe, tendo um vinho assinado em conjunto com Susana, o Dominio del Plata Essential Limited Edition 2011.

É Publicitário de formação e foi Diretor de Atendimento de grandes agências como W/Brasil e Lew’Lara/TBWA, tendo passado também por Young & Rubicam, DPZ, Leo Burnett e Publicis. Antes disto, trabalhou na área de marketing da importadora Expand.

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