Publicado em 03/09/2015 às 11h28

Casanova di Neri: O Brunello dos Brunellos.

Montalcino é uma cidade na Toscana (Italia) que é venerada pelos amantes do vinho. De lá saem os famoso Brunellos de Montalcino, vinhos que seguramente estão entre os mais famosos e caros da Itália e também do mundo. Mas nem só de Brunellos vive a região. Os Rossos di Montalcino, irmãos mais novos dos Brunellos e outros vinhos maravilhosos também fazem a fama nesta região, mas sem dúvida, os Brunellos são as grandes estrelas de lá.

E quando se fala de grandes Brunellos, um dos primeiros nomes que vem automaticamente é o de Casanova di Neri, uma vinícola fundada em 1971, ou seja, relativamente nova, mas que desde sua fundação tem produzido vinhos absolutamente impecáveis, como o Brunello 2001, que foi eleito como melhor vinho da revista americana Wine Spectator ou mais recentemente o Brunello Tenuta Nuova 2010, recém chegado ao Brasil e que ganhou 100 pontos de Robert Parker. E tive a honra de estar com Giacomo Neri, proprietário da vinícola, num almoço junto com seu importador, a Expand, para provar alguns de seus vinhos que comentarei abaixo:

O primeiro, o IRROSSO DI CASANOVA DI NERI 2013 é um vinhos feito com 75% Sangiovese (uva típica e mais importante da Toscana) e 25% Colorino (uva pouco conhecida, que dá estrutura e cor e que costuma entrar como uva complementar em cortes). Um vinho que apesar de novo, está pronto para beber e bem redondo. Vinho de médio corpo, com os taninos aparecendo bem, mas sem excessos. Um vinho que parece um "Baby Brunello" e tem um belo futuro pela frente, pois acho que daqui uns 5 anos estará em seu auge! R$ 180,00.

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Depois, um salto para os Brunellos. O BRUNELLO DI MONTALCINO SELEZIONE 2009 é um vinho que mostra bem o perfil dos Brunellos de Giacomo. Facil de beber, madeira bem marcada por seus 45 meses, mas sem encobrir a fruta e as especiarias. Um Brunello pra beber já, sem dó, ou para guardar mais alguns bons e longos anos. R$ 398,00.

 

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Já o BRUNELLO DI MONTALCINO CASANOVA DI NERI 2009, é aquele clássico Brunello. Acidez, fruta, ervas, madeira e taninos se misturam e se confundem. Nada em excesso, nada incomoda. Vinho encorpado como deve ser e para beber hoje, precisa de decanter por pelo menos 1 horinha... Custa R$ 480,00.

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Por ultimo, aquele momento que todo bom enófilo gostaria de ter. Apesar de novo, o BRUNELLO TENUTA NUOVA 2010, já mostra na taça que deve ser um vinho para ser esquecido na adega pelos próximos 10 anos. Levou nota máxima de Robert Parker, com 100 pontos e é tudo o que um Brunello gostaria de ser: Impecável. Apesar de novo e fechado ainda, um vinho que é equilibrado, com taninos doces e macios.

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Não há muito o que falar, não há o que discutir. Existem Brunellos existem os Casanova di Neri.

 

 

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Publicado em 15/05/2013 às 00h02

Os Monstros dos Frescobaldis.

foto 300x300 Os Monstros dos Frescobaldis.
Almoços gostosos com a presença de produtores e enólogos, todos fazem. Mas poucos conseguem aliar qualidade (dos vinhos e da comida) competencia, organização e profissionais reconhecidos e agradáveis de conviver. E este sempre foi e continua sendo a marca da Ravin. Desta vez, trouxe para o excelente e tradicional restaurante La Tamobuille, um excelente e tradicional produtor italiano, Stefano Benini, membro da terceira geração da família Frescobaldi, que tem nada menos que 700 anos de historia.

E começamos a degustação com o Albizzia Chardonnay Toscana 2011: Um vinho fresco, com acidez típica dos vinhos italianos, sem madeira e mesmo assim, uma consistencia e persistencia muito boas. Diferente dos chardonnays que estamos acostumados a tomar do novo mundo, que são geralmente mais amadeirados e untuosos. Belo vinho por R$ 68,00

Em seguida um velho conhecido meu e que sempre gostei: o Pomino Bianco 2011. Um corte de chardonnay e pinot bianco, que tem uma complexidade aromática fantastica e na boca é longo, intenso, sem perder o frescor. Seus 3 meses em barricas e sua fermentação malolática fazem toda a diferença aqui. São R$ 98,00 bem pagos!
Aí partimos aos tintos, especialidade da casa e também da região. E de cara com um vinho que expressa be ma tipicidade da região e a própria Sangiovese, uva base deste vinho com 90% do corte. O Nipozzano Riserva 2008, um Chianti Rufina já bem famoso e premiado. Frutas vermelhas, pretas, madeira e aquele toque terroso fazem deste vinho um dos principais para a vinícola. Belo vinho, que custa R$128,00
E a barra vai subindo. E o que vem pela frente é só canhão. A começar pelo Lamaoine 2007, um vinho 100% Merlot  e que destoa dos demais. Um vinho diferente, incrível e que é até dificil de comentar. Mesmo sendo um vinho de longa guarda, está pronto para beber. Um vinho para poucos, afinal custa R$ 428,00. Passando ao Lucente 2008 (R$ 198,00), um corte de Sangiovese, Merlot e Cabernet Sauvignon. Uma alternativa mais em conta que o Lamaione, apesar de ser um estilo diferente. Mas outro vinhaço.
E por último veio o meu ponto fraco: Um Brunello. O Brunello di Montalcino Frescobaldi (2007) pra mim sempre foi um dos mais tradicionais e ícones da região. Sempre consistente, bem feito e típico do que podemos esperar de um Brunello. R$ 398,00, que é o preço de um bom Brunello e não dá pra fugir muito.
Um almoço impecável, num local extremamente tradicional e de qualidade como é a Frescobaldi. Mais uma vez, parabéns à Ravin pela organização e qualidade de  tudo o que tem importado e feito por aí!

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Publicado em 27/07/2011 às 14h29

COLUNA FLAVOUR GUIDE: O QUE É O BRUNELLO DI MONTALCINO?

Flavour Guide2 300x190 COLUNA FLAVOUR GUIDE: O QUE É O BRUNELLO DI MONTALCINO?


No Blog do Flavour Guide, que escrevo semanalmente, comecei uma série sobre alguns vinhos famosos. Não de produtores específicos, como Chateau Petrus, Chateau Margaux, Vega Sicilia e outros. Mas de tipos e estilos de vinhos famosos, como os Brunellos di Montalcino, os Barolos, Amarones, Sauternes, Chateauneuf-du-Pape e outros estilos e tipos de vinhos famosos. E nestr primeiro texto, falarei sobre um dos meus "queridinhos", os Brunellos:

 

" Começando a falar pra vcs um pouco mais sobre os tipos de vinhos mais famosos, como prometi na semana passada, vou começar com um dos meus preferidos, o Brunello di Montalcino. 

 
 
 
Este vinho italiano é originário da Toscana, particularmente da cidade de Montalcino e seus arredores. O grande nome e praticamente criador do Brunello di Montalcino é a família Biondi Santi, que no final do século XIX, por volta de 1860 começou a produzir um vinho escuro, intenso, longevo e extremamente elogiado. Os anos foram se passando e o vinho foi se tornando a resposta toscana ao Barolo, famoso vinho do Piemonte. Biondi Santi e outros produtores continuavam fazendo um vinho maravilhoso, mas ainda sem a fama de muitos outros Italianos e Franceses. Até que na segunda metade do século XX, o vinho teve seu BOOM, virando um dos maiores ícones da Italia (Se não o maior) e do mundo!
 
 
 
 
Para poder constar no rótulo de um vinho as palavras “Brunello di Montalcino D.O.C.G” ele precisa passar por uma série de rígidos pré-requisitos, como a uva utilizada (Sangiovese Grosso), o redindimento máximo por hectare, o tempo mínimo que ele precisa envelhecer em barricas, etc... Apenas um parêntese para explicar, DOCG significa Denominazione di Orignie Controlata e Garantita, que é um “atestado” de qualidade que alguns vinhos levam. Mas isto é assunto para depois...
 
 
 
 
Para se ter uma ideia do trabalho que dá um Brunello, não se lança nenhum Brunello di Montalcino no mercado antes que ele tenha 5 anos de idade. Ou seja, se saírmos hoje para procurar um Brunello di Montalcino 2007, 2008, 2009 ou 2010 para comprar em qualquer lugar do mundo, não encontraremos. O Brunello tem seu irmão mais novo, o Rosso di Montalcino. Este também segue algumas regras, mas elas são mais menos rígidas que os Brunellos. Um Rosso, por exemplo, pode ser lançado depois de 1 ano de sua colheita.
 
 
 
 
Por todos estes cuidados e regras que um Brunello precisa, não são vinhos baratos. Os Riservas então, menos ainda, afinal eles são ainda mais especiais. Mas todos eles, inclusive os Rossos, são vinhos deliciosos e fascinantes! "

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Perfil

André Rossi (Déco), 37 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”.

É também um dos únicos cinco Brasileiros residentes no país a ser credenciado como Professor deste mesmo WSet, tendo sido aprovado pelo WSet Educator Training Program 2011, em Nova York.

Editor e Idealizador do Blog EnoDeco, que é hoje o blog oficial de vinhos do portal R7, um dos blogs de vinho mais acessados do Brasil, e que já foi indicado pelo Guia 4 Rodas 2009 como um dos 10 melhores eno-blogs do Brasil.

Colunista da Revista Cool Magazine, da Revista Online Bloggers e também Editor de Vinhos da 4a. Edição do Flavour Guide , projeto anual do crítico gastronômico Josimar Melo. É jurado e avaliador de vinhos de vários eventos e revistas especializadas.

Há 2 anos é o Relações Públicas da Wines of Argentina (WofA), associação das melhores e principais vinícolas argentinas, sendo o responsável pela comunicação, eventos, degustações e todas as ações que a WofA faz em todo o Brasil, para divulgar e comunicar o vinho argentino por aqui.

Foi o ganhador do concurso “Meu Vinho com Susana Balbo” que foi disputado por 30 blogueiros e jornalistas de vinho, onde o principal objetivo era fazer o seu próprio vinho, usando 5 variedades disponibilizadas pela mais importante e premiada enóloga argentina, Susana Balbo. Seu vinho foi escolhido entre os 30 competidores, numa degustação às cegas pela enóloga e sua equipe, tendo um vinho assinado em conjunto com Susana, o Dominio del Plata Essential Limited Edition 2011.

É Publicitário de formação e foi Diretor de Atendimento de grandes agências como W/Brasil e Lew’Lara/TBWA, tendo passado também por Young & Rubicam, DPZ, Leo Burnett e Publicis. Antes disto, trabalhou na área de marketing da importadora Expand.

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