17
set
2011

MAIS ALGUNS DESTAQUES DO GRAND TASTING.

Postado por andrerossi às
20h19

Grand Tasting 20111 300x174 MAIS ALGUNS DESTAQUES DO GRAND TASTING.


E como prometi, vamos à segunda parte do relato do Grand Tasting, falando um pouco de Velho Mundo, vamos para a Espanha, mais precisamente pra região da Rioja, onde o Heras Cordon Vendemia Selecionada 2007 impressionou pelo custo-benefício. Um belíssimo espanhol de R$ 78,00 com Tempranillo, Graciano e Mazuelo que passa 14 meses em barricas e quase se parece com um Reserva, que por este preço, seria sensacional. Um vinho realmente que chama a atenção.



E por último, o grande destaque “coletivo” do evento: A Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo (Douro), que trouxe 5 vinhos para o evento, 5 vinhos que merecem destaque. Começando pelo Quinta Nova Pomares Branco 2010, um branco agradável, que é um corte de Viosinho, Gouveio e Rabigato, uvas quase desconhecidas. Preço bem honesto (R$ 44,00) e que tem um nariz maravilhoso. Na boca perde um pouco por conta do nariz altamente aromático, mas é um vinho muito fácil de beber e extremamente agradável. Depois vem o Quinta Nova Pomares Tinto 2008, um corte tradicional de Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, também honesto por seus R$ 44,00 e que é muito fresco, jovem e muita fruta!



Subindo mais o nível, fomos para o Quinta Nova Colheita 2009 (R$ 59,00) que é o mesmo corte do Pomares Tinto, acrescentando a uva Tinto Cão. Nariz com intensidade média de aromas, mas a boca surpreende por ser um vinho de ótima estrutura, boa acidez, taninos macios e longo final.



E os dois últimos, que arrebataram uma legião de fãs durante a feira:O Quinta Nova Grainha Tinto 2008 que é um corte de Touriga nacional, Touriga Granca, Tinta Roriz e Tinta Barroca (R$ 89,00) que é um vinho imponente, de cor rubi profunda e intensidade aromática maravilhosa, com madeira e frutas maduras (amoras e ameixas) e um longo final. Não é um vinho que podemos considerar “barato”, mas pelo que entrega, é uma excelente escolha! E por último o Quinta Nova Reserva 2008, que é mais um corte de Tinta Roriz e Tinta Amarela, Touriga Franca, Touriga Nacional (Todas Vinhas Velhas). Sua cor rubi (com toques violetas) intensa já entrega que é um vinho denso e estruturado. Bom aporte de madeira, mas sem excessos e muita fruta preta e um pouco de pimenta. Na boca ele é “cheio” com bons taninos, ainda um pouco verdes pela idade, mas sem que isto prejudique o vinho. Final longuíssimo e agradável! Um vinhaço!



E como sempre digo, ainda tinha muita coisa para ser vista. Mas é humanamente impossível!!



CHEERS!!

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16
set
2011

OS DESATQUES DO GRAND TASTING 2011.

Postado por andrerossi às
10h08

Grand Tasting 2011 300x174 OS DESATQUES DO GRAND TASTING 2011.


Recentemente estive no Grand Tasting, evento tradicional que a Grand Cru promove anualmente e que cada ano está melhor. O post deveria ter sido escrito antes, para não virar notícia velha, mas a quantidade de eventos que o mundo do vinho está promovendo é tamanha, que não dá para falar de todos e os que merecem ser comentados, às vezes acabam saindo um pouco mais tarde. Mas antes tarde do que nunca, certo?



Eram 34 estações dispostas na elegante e charmosa Casa da Fazenda, no Morumbi. E destacarei aqui, como tenho feito nos outros eventos, os vinhos e estações que mais me chamaram a atenção. E memso assim, terei que dividir o post em 2 partes, para não ficar muito longo.



Começando pela estação temática de Pinot Noir onde tínhamos 5 vinhos feitos com esta uva, sendo 1 da Nova Zelandia, um da California, um da Argentina e 2 Borgonhas. Destaco o neozelandês Vicar’s Choice Pinot Noir 2010, um fresco e frutado Pinot, muito agradável e preço competitivo por ser um neozelandês: R$ 84,00. Mas o destaque veio na Borgonha, com o Bouchard Cote de Beaune Vilages 2009 (R$ 98,00). Um vinho elegante, com excelente nariz e boca intensa e longa.



A outra estação, chamada de “Achados do Novo Mundo” teve 2 grandes destaques. O primeiro é para o excelente Glaetzer Wallace Shiraz/Grenache 2009, da Australia, produzido pela vinícola que faz o ícone e Amon-Ra, vinho conhecido e extremamente bem pontuado mundo afora. O Wallace é um vinho mais simples mas delicioso! Diferente dos tradicionais Shriaz australianos, a Grenache dá um toque a mis pro vinho, que o deixa muito bom. Custa R$ 115,000. E o outro desatque vai para o excelente custo-benefício Heartland Sticleback Red 2008, também da Australia, que é um corte de Shiraz e Cabernet muito bem feito e que custa R$ 46,00, mas parece mais!



A bela e emergente Vña Matetic, que fica no frio vale de San Antonio (Chile) estava lá com seus conhecidos e deliciosos vinhos. E pra mim o grande destaque vai para o branco EQ Sauvignon Blanc 2010, que tem um frescor incrível e um nariz maravilhoso de flores e frutas cítricas. E por R$ 47,00 podemos dizer que é um belíssimo achado!



O novo projeto da chilena Undurraga no Alto Colchagua, a Viña Koyle trouxe suas novidades, todas com bons custos, sendo o mais caro deles, um vinho a R$ 79,00. Aliás, este foi o melhor vinho que bebi deles. É o Koyle Royale Cabernet Sauvignon 2007. 18 meses em barricas e uma vinho estruturado e longo! Mas vale provar todos os outros, pois tem boa relação qualidade-preço.



Bom, amanhã colocarei a continuação do evento, falando de espanhóis e portugueses!



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24
jul
2011

UMA TARDE COM BOAS SURPRESAS. E TAMBÉM COM ROLLAND!

Postado por andrerossi às
14h08

Roland e Eu 225x300 UMA TARDE COM BOAS SURPRESAS. E TAMBÉM COM ROLLAND!


Recentemente tive a oportunidade de participar do lançamento das novas safras dos vinhos do Miolo Wine Group na Casa da Fazenda em SP. Mas, muito mais que um lançamento, tivemos a oportunidade de estar frente a frente com Michel Rolland, um dos maiores consultores do mundo e que presta consultoria ao Grupo Miolo desde 2002. Sei que muitos enófilos e críticos não gostam de Roland e acham que ele é um mal para o mundo do vinho, e até aceito e entendo o ponto de vista destas pessoas. Mas não há como negar que Rolland é competente e consegue alguns resultados surpreendentes em alguns vinhos que ele ajuda a fazer. Mas o foco não é discutir a competencia e polemica de Roland, mas falar do evento.



Além da entrevista coletiva que pudemos participar e perguntar e que ele afirmou que 2011 foi a melhor safra desde que começou a trabalhar com a Miolo, depois pudemos degustar as novas safras de muitos vinhos do Grupo. e na minha opinião, os grandes destaques  foram o RAR Viognier 2010, um vinho interessante, o Miolo Lote 43 2008, vinho que eu sempre gostei e que continua muito bom, assim como o Miolo Merlot Terroir 2009 e o Gran Lovara 2006 que sãoos melhores vinhos da vinícola. Além deles, o Quinta do Seival Cabernet Sauvignon 2008 também me pareceu bem feito e redondo. E por último, enfim bebi o Sesmarias, safra 2008, que é o vinho ícone da vinícola e comprova que é sem dúvida um dos melhores vinhos nacionais! Gostaria de vê-lo frente a frente com o Storia (Casa Valduga) e o Pizatto 99 (Pizatto), que pra mim são os nossos 3 melhores vinhos tintos.




Mas a grande surpresa pra mim veio de uma região bem longe do Rio Grande do Sul: Do Vale do São Francisco! Uma amostra de barrica de um Syrah feito naquela região surpreendeu muita gente no evento e promete ser um belo vinho, que para mim, poderia ser colocado às cegas com chilenos que não faria nada feio! Vamos ver quando ele for lançando como será...




E por último, abaixo um vídeo que fiz do meu rápido papo com Adriano Miolo sobre seus lançamentos, sobre novas uvas e principalmente sobre estes 9 anos de parceria com Rolland!



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13
nov
2010

VINHOS PRA LÁ DE NATURAIS…

Logo Feira Biodinamicos VINHOS PRA LÁ DE NATURAIS...

Esta semana tivemos a tão falada Feira de vinhos orgânicos e biodinâmicos em SP, na Casa da Fazenda. O “Renaissance des Appelations” foi um evento muito bacana e contou com a presença do “Papa” dos vinhos biodinâmicos, o francês Nicolás Jolly e do melhor sommelier do mundo em 2007, o sueco Andreas Larsson. Infelizmente acabei indo em um dia e horário que os dois não estavam, então não tive a honra de encontrá-los para conversar.

 

Dos produtores e importadores que estavam por lá, alguns me chamaram a atenção, já que não dá para experimentar tudo, pois é bastante coisa:

 

Os austríacos da vinícola Nikolaihof Wachau me surpreenderam! Sabia da fama destes vinhos, mas fiquei impressionado com cada um que pude provar. Aliás, foi o único produtor que experimentei todos os vinhos. E eram 6 diferentes. Um deles, o Gruner Veltlinner 1993 estava um néctar. Feito com esta uva branca (Gruner Veltliner), ele estagiou nada menos que 15 anos em barricas e estava simplesmente espetacular! Depois podemos citar o australiano Castagna Veineyard, que trouxe apenas o seu Castagna Syrah, nas safras 2005, 2006 e 2008 e estavam todos muito bons, com destaque para o 2008, que incrivelmente estava mais pronto para beber que os outros dois mais velhos!

 

Outro a citar já é mais conhecido de nós por aqui, o Antiyal do Chile, com seus Kuyen e Antiyal, cortes de Syrah, Cabernet e Carmenere, mas em proporções opostas, sendo que o Antiyal ainda fica mais tempo em barricas novas (16 meses) e o Kuyen em barricas usadas (12 meses). Vinhos muito bem feitos e muito bons! Indo para a Itália, a vinícola Pian dell’Orino na Toscana trouxe 3 vinhos: Um Rosso di Montalcino 2008 que estava muito, muito bom, um Brunello 2005 (ano do escândalo de adulteração na região) que estava muito novo e fechado, com pouco nariz e sabor e um Brunello Riserva 2004, este sim, mais poderoso e potente, se mostrando um vinhaço!

 

E por último falando de França, a De la Croix, importadora focada em vinhos frances orgânicos e biodinâmicos trouxe suas estrelas principais, o Champanhe Fleury e o Borgonha JC Rateau, mas trouxe também um belíssimo vinho, feito pela família de Geffroix, um dos sócios da importadora. O Auxey-Duresses da região de Pommard (Borgonha) é um belíssimo vinho, complexo e delicioso.

 

Ainda tinha muito para ver, mas não tive tempo, infelizmente!~Agora é torcer para ano que vem ter um pouco mais...

 

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