VINHOS DIFERENTES E ESPECIAIS. QUE DEGUSTAÇÃO!
Semana passada fui um dos poucos privilegiados a participar de uma degustação de vinhos mais do que especiais e diferentes, promovida pela Decanter, em sua bela enoteca, que fica no Itaim. Nesta degustação, comandada pelo amigo e competente Guilherme Correa, tivemos a honra de beber vinhos diferentes, que são novidades no portfolio da importadora. Foram 10 vinhos ao todo e vou comentar os que mais me chamaram a atenção.
E o primeiro deles é o Espumante Vouvray Méthode Traditionelle Brut Resérve 2002. Um espumante feito na região do Vale do Loire (Noroeste da França), feito 100% com a uva Cheinin Blanc, de videiras com uma média de 38 anos de idade!! Um espumante feito pelo método tradicional (clássico), seguramente melhor que muitos champanhes que tem por aí, com uma cor dourada linda, perlage (bolhas) finas e constantes, aromas bem intensos de pão (aromas muitas vezes encontrados em espumantes feitos por este método), além de aromas cítricos e de flores brancas. Na boca uma persistência incrível, cremoso, acidez latente e final longuíssimo. Um espumante espetacular.
O segundo vinho que mais me impressionou foi um vinho branco da região de Jura, coladinho com a Borgonha. Feito com 100% com a uva Savagnin (Traminner), que é a ancestral da Gewurztraminner, o Cotes du Jura Savagnon 2004 (Domaine Rolet) é um vinho absolutamente diferente. Com 14% de álcool, relativamente alto para um vinho branco, no nariz ele mais parece um Jerez Fino, com aromas incríveis de nozes, amêndoas e especiarias. Numa degustação às cegas, pelo olfato pode facilmente ser confundido com um Jerez. Na boca, porém percebe-se que não é um Jerez. Um vinho intenso, untuoso, acidez maravilhosa e um final longo. Realmente um vinho diferente!
Depois, um maravilhoso Pinot Noir (lá esta uva chama-se Spätburgunder) alemão chamado Spätburgunder Grosses Gewächs 2007, do tradicional produtor Meyer-Näkel. Um Pinot completamente diferente do que estamos acostumados, a começar pelos seus 14% de álcool. Um vinho de cor rubi intensa, com aromas que lembram cerejas, framboesas e um caráter mais herbáceo, com uma elegância impressionante. A madeira (envelheceu 16 meses em barricas) é na medida certa. Na boca tem uma persistência impressionante, taninos macios e ótima acidez. Um Pinot diferente para quem quer sair dos Pinots do novo mundo.
E por último, um vinho tinto que vem de uma região que estamos ainda muito acostumados aos brancos, que é o Vale do Loire. Feito 100% com Cabernt Franc, a melhor tinta desta região, o Chinon Clos de L’Echo 2008 é elegante até o último gole. Um vinho denso, extremamente gastronômico, para “beber de garfo e faca”. Feito com uvas provenientes de vinhas de 57 anos, é um vinho que passou 18 meses em barricas de carvalho e grandes cubas de madeira. Só este fato já lhe dá uma complexidade especial e uma persistência maravilhosa. Certamente um vinho que se bem acompanhado por uma carne como uma vitela ou uma carne de porco, vai crescer ainda mais.
Tiveram outros vinhos, todos extremamente especiais, mas para não ficar um texto muito grande e cansativo, optei por falar dos que mais me chamaram a atenção! Parabéns Decanter pelo altíssimo nível destes novos vinhos...
CHEERS!!
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