Publicado em 24/08/2012 às 21h13

VERTICAL DE LUIGI BOSCA ÍCONO. MAS TEVE MUITO MAIS…

foto 1 300x300 VERTICAL DE LUIGI BOSCA ÍCONO. MAS TEVE MUITO MAIS...

 

 

Tive o prazer de participar recentemente de um almoço que foi muito mais que um almoço. Organizado pela importadora Decanter, o dono da importadora, Adolar Hermann, o sommelier Guilherme Correa e Cezar França, Gerente Comercial, apresentaram uma degustação vertical do vinho ícone da importante e conhecida vinícola Luigi Bosca, o ÍCONO. E ninguém melhor para apresentar a degustação que o "pai"das crianças, o atual presidente da vinícola, Alberto Arizu. Arizu é hoje quem toca a operação da Luigi Bosca, vinícola de sua família. Além de tocar o negócio, Alberto é Presidente da Wines of Argentina.

 

 

O vinho, que atualmente está à venda na safra 2007 e custa por volta de R$ 430,00 é realmente um vinho exemplar. As safras degustadas foram 2005, 2006, 2007 e 2008 e começamos por um caminho não muito comum, que é o do mais novo para o mais velho. E foi essencial neste caso a inversão da ordem e nos permitiu ver melhor as diferenças. Começamos com o 2008, mais alcoólico, mais fechado e mais potente em frutas e fomos caminhando ao longo dos anos, até chegarmos ao 2005, que incrivelmente ainda apresentava muita fruta. Um vinho argentino de 7 anos que parecia fácil, um bebê de 2, 3 anos. Pouquíssima evolução na cor, mas no nariz haviam já alguns indícios de idade e de um vinho um pouco diferente, mas que para 3 anos, era muito pouco. Para mim, o melhor vinho foi o 2006, com um equilíbrio fantástico de acidez, taninos e corpo. Pra mim, o mais elegante e diferente de todos, com um toque de ervas que não tinha nos outros. Mas o que mais me chamou a atenção foi a consistencia entre uma safra e outra. E mesmo o 2008, apesar de novo para um vinho deste porte, já estava ótimo para beber, sem excessos de álcool, nem acidez. Mas é recomendável abri-lo uns 40 minutos antes!

 


 

O almoço seguiu em frente e vieram outros "monstros" da vinícola de Alberto. Começando com um maravilhoso e fresco Chardonnay Finca Los Nobles Chardonnay 2010 (Harmonização com uma Polenta com Taleggio), seguindo para um Gala 4 Cabernet Franc/Malbec que arrebentou harmonizando com uma massa maravilhosa e encerrou os pratos quentes com um cordeiro acompanhado por um vinho diferente e sensacional: Finca Los Nobles Cabernet Bouchet 2007. Depois vale um post para explicar esta uva, pouquíssimo conhecida! E a sobremesa que fechou com chave mais do que de ouro foi acompanhada por um Gewuztraminner Granos Nobles 2008 de sobremesa. Um vinhaço! Alías, 8 vinhos maravilhosos e um almoço como poucos que participei, seja pelo nível da comida do Tre Bicchieri, seja pelos vinhos estupendos da Luigi Bosca ou pelas companhias que lá estavam para presenciar esta verdadeira orgia eno-gastronomica! E sobre as harmonizações, um capítulo a parte para o show e as explicações do competente amigo Guilherme Correa, sem dúvida um dos grandes sommeliers que temos por aqui e por que não, um dos grandes que temos no mundo dos vinhos. Sempre carregando muita simplicidade e competencia, fatores que poucos que atuam no mercado hoje conseguem juntar tão bem!

 

 

CHEERS!!

Beba moderadamente! O excesso de álcool é prejudicial à saúde!

EnoDeco no Instagram: @enodeco

Torne-se um fã do EnoDeco no Facebook!

 

Posts Relacionados

Publicado em 22/09/2011 às 11h36

VINHOS DIFERENTES E ESPECIAIS. QUE DEGUSTAÇÃO!

LOIRE 300x225 VINHOS DIFERENTES E ESPECIAIS. QUE DEGUSTAÇÃO!


Semana passada fui um dos poucos privilegiados a participar de uma degustação de vinhos mais do que especiais e diferentes, promovida pela Decanter, em sua bela enoteca, que fica no Itaim. Nesta degustação, comandada pelo amigo e competente Guilherme Correa, tivemos a honra de beber vinhos  diferentes, que são novidades no portfolio da importadora. Foram 10 vinhos ao todo e vou comentar os que mais me chamaram a atenção.



E o primeiro deles é o Espumante Vouvray Méthode Traditionelle Brut Resérve 2002. Um espumante feito na região do Vale do Loire (Noroeste da França), feito 100% com a uva Cheinin Blanc, de videiras com uma média de 38 anos de idade!! Um espumante feito pelo método tradicional (clássico), seguramente melhor que muitos champanhes que tem por aí, com uma cor dourada linda, perlage (bolhas) finas e constantes, aromas bem intensos de pão (aromas muitas vezes encontrados em espumantes feitos por este método), além de aromas cítricos e de flores brancas. Na boca uma persistência incrível, cremoso, acidez latente e final longuíssimo. Um espumante espetacular.



O segundo vinho que mais me impressionou foi um vinho branco da região de Jura, coladinho com a Borgonha. Feito com 100% com a uva Savagnin (Traminner), que é a ancestral da Gewurztraminner, o Cotes du Jura Savagnon 2004 (Domaine Rolet) é um vinho absolutamente diferente. Com 14% de álcool, relativamente alto para um vinho branco, no nariz ele mais parece um Jerez Fino, com aromas incríveis de nozes, amêndoas e especiarias. Numa degustação às cegas, pelo olfato pode facilmente ser confundido com um Jerez. Na boca, porém percebe-se que não é um Jerez. Um vinho intenso, untuoso, acidez maravilhosa e um final longo. Realmente um vinho diferente!



Depois, um maravilhoso Pinot Noir (lá esta uva chama-se Spätburgunder) alemão chamado  Spätburgunder Grosses Gewächs 2007, do tradicional produtor Meyer-Näkel. Um Pinot completamente diferente do que estamos acostumados, a começar pelos seus 14% de álcool. Um vinho de cor rubi intensa, com aromas que lembram cerejas, framboesas e um caráter mais herbáceo, com uma elegância impressionante. A madeira (envelheceu 16 meses em barricas) é na medida certa. Na boca tem uma persistência impressionante, taninos macios e ótima acidez. Um Pinot diferente para quem quer sair dos Pinots do novo mundo.



E por último, um vinho tinto que vem de uma região que estamos ainda muito acostumados aos brancos, que é o Vale do Loire. Feito 100% com Cabernt Franc, a melhor tinta desta região, o Chinon Clos de L’Echo 2008 é elegante até o último gole. Um vinho denso, extremamente gastronômico, para “beber de garfo e faca”. Feito com uvas provenientes de vinhas de 57 anos, é um vinho que passou 18 meses em barricas de carvalho e grandes cubas de madeira. Só este fato já lhe dá uma complexidade especial e uma persistência maravilhosa. Certamente um vinho que se bem acompanhado por uma carne como uma vitela ou uma carne de porco, vai crescer ainda mais.



Tiveram outros vinhos, todos extremamente especiais, mas para não ficar um texto muito grande e cansativo, optei por falar dos que mais me chamaram a atenção! Parabéns Decanter pelo altíssimo nível destes novos vinhos...



CHEERS!!

Beba moderadamente! O excesso de álcool é prejudicial à saúde!

Siga o EnoDeco no Twitter!
Torne-se um fã do EnoDeco no Facebook!

Posts Relacionados

Perfil

André Rossi (Déco), 35 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”, curso este que tem duração de 2 a 3 anos e é preparativo para o Instituto Master of Wine
Leia mais

Publicidade

Arquivo

julho 2014
S T Q Q S S D
« jun    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  
Home de Blogs +
Ir para a home do site
Todos os direitos reservados - 2009- Rádio e Televisão Record S/A
exceda.com