Publicado em 18/12/2012 às 21h39

COMIDAS DE NATAL: PERÚ, CHESTER E TENDER. MAS E O VINHO?

12 11 10 04 Peru de natal recheado com castanhas 300x196 COMIDAS DE NATAL: PERÚ, CHESTER E TENDER. MAS E O VINHO?

 

Estamos há 1 semana do Natal e a 2 do Reveillón. E sempre nos deparamos com aquelas boas e velhas perguntas sobre harmonização de vinhos e as comidas típicas desta época do ano. Então farei uma série de Posts aqui no blog, cada um falando de um prato típico e com que tipo de vinhos podem harmonizar. E vamos começar por um TRIO que em geral tem as mesmas características e que podem entrar juntos neste tema: Peru, Chester e Tender.

 

 

Estas 3 aves tem textura e sabores parecidos quando temos que analisar suas características na harmonização. O que muda aqui é basicamente o molho e o modo de preparo, que nestes casos fazem toda a diferença e podem mudar da água pro vinho a harmonização. Se pegarmos estas aves isoladas, poderíamos já evitar de cara os vinhos mais encorpados e estruturados, como Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat. Outros estruturados, porém, podem combinar: Malbec, pela sua sensação de doçura que a fruta madura lhe confere e que combina com alguns molhos agridoce, tipicamente servidos com estes pratos. A Shiraz, também sob a mesma ótica e principalmente se o prato tiver um toque de especiarias ou pimenta pode ir bem. Mas o melhor mesmo é optar por tintos de médio corpo como Merlots, ou tintos leves como os Pinot Noirs do novo mundo, especialmente os chilenos, neozelandeses, argentinos do Valle do Uco ou Patagonia e outros. Quem quiser optar pelos brancos, um Chardonnay com estágio em barricas pode cair como uma luva também. Brancos leves como Sauvignon Blanc, Torrontés ou Pinot Grigio podem perder a batalha de corpo e serem devorados pelos pratos.

 

 

Próximos pratos que vem por aí: Lombo, Bacalhau, Panetone e “comidinhas” como frutas secas, nozes e afins...

 

 

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Publicado em 29/01/2012 às 23h21

CURSO DE HARMONZIÇÃO GRÁTIS!

Harmonização 300x225 CURSO DE HARMONZIÇÃO GRÁTIS!


Parece que as universidades mais tradicionais estão começando a olhar com mais atenção ao universo da enogastronima. A tradicional universidade carioca Estácio, que está presente em 17 estados brasileiros, está oferecendo na unidade paulistana da Chácara Flora, gratuitamente um curso de Enogastronomia. As aulas serão dadas por Otávio Tolosa, que é mâitre do excelente restaurante Arola 23 e também por Cintia Goldenberg, coordenadora do curso de hotelaria da universidade. As aulas acontecem nos dias 1, 8 e 15 de fevereiro, às 19 horas. Durante o curso,  serão passados conceitos básicos de degustação de vinhos harmonizados com alguns pratos para que os alunos possam sentir na prática. As inscrições estão abertas e devem ser feitas por telefone (11 3139-3300) até um dia antes do evento. As vagas são limitadas.



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Publicado em 23/12/2011 às 18h16

VINHOS E COMIDAS DE NATAL E REVEILLON.

Vinho e Natal1 200x300 VINHOS E COMIDAS DE NATAL E REVEILLON.


Chegamos no final do ano, gente! Frases feitas como “Nossa, como o ano passou voando” ou perguntas feitas como “Quais são os seus desejos para 2012?” São comuns e ouvimos cada vez mais. Haja falta de criatividade! Mas uma outra pergunta também costuma chegar com força nesta época do ano: “Que vinho eu sirvo no Natal?” E é em cima desta pergunta que quero falar um pouco, para que poder ajudar os aflitos e indecisos! Vamos lá: Vou falar de alguns pratos mais comuns e explicar quais os princípios de harmonização que precisamos levar em conta:



Aves como Peru, Chester, Pernil e Tender por si só são fáceis de se harmonizar e como suas características são parecidas (sem contar acompanhamentos e molhos) dá para colocarmos estes pratos num mesmo “pacote”. Mas o problema vem quando começamos a acrescentar molhos e acompanhamentos. E nestes casos, a intensidade deles e principalmente um componente com algo que remete ao doce, em maior ou menor escala, tem papel fundamental na escolha do vinho. O que precisamos buscar no vinho quando temos um prato com intensidade de sabor? Intensidade de sabor e aromas. E quando temos um “Q” de doce no prato, como molhos à base de frutas por exemplo, o que o vinho precisa ter? Ele precisa também de um toque de doçura. Mas não estamos falando em açúcar propriamente dito, mas numa sensação de doçura, coisa que o álcool e a madeira fazem no vinho. Mas cuidado com o excesso pois pode desequilibrar a combinação. Tintos do Novo Mundo como Shiraz Australiano (Tomando cuidado para não ser muito encorpado), Pinot Noir da Nova Zelandia ou Chile (Que ainda tem o importante componente da acidez quando os molhos levam laranja e limão por exemplo), Merlot Californiano e até mesmo um Malbec Argentino (Tomando cuidado para não ser muito encorpado) são boas opções. Brancos com bom corpo e um toque de madeira também vão bem!



Já o Lombo ele é uma carne um pouco mais densa e talvez fique muito para um Pinot Noir, mas conseguiria ir bem com Merlots, Cabernets e Syrahs por exemplo. Neste caso, o molho que costuma ser mais salgado sem tantos componentes doces, pede um vinho mais seco, tendendo para o velho mundo. Bordeaux, Rioja e Toscana (Chianti) pra mim são boas opções pois são saborosos, tem corpo para equilibrar com o lombo e intensidade para casar bem com o molho.



O Bacalhau às vezes ganha espaço em alguns jantares de natal. Ele é um prato cheio de nuances e perigos para o vinho. E por isto eles vão de brancos a tintos, pois as forma de se fazer um bacalhau são as mais variadas possíveis. Se puder dar uma dica, é prestar atenção na intensidade aromática e peso dos ingredientes. Lembrando que o bacalhau por si só já é untuoso, com certo corpo. E Ingredientes leves vão pedir um vinho branco, mas com certo peso/corpo. Ingredientes mais pesados, vinhos mais encorpados. Mas muito cuidado com os taninos! Em excesso eles podem matar a refeição por conta da gordura do bacalhau!



E por fim, o Panetone! Este é essencial em qualquer final de ano e hoje muita gente troca pelos Chocotones. Pois bem, vamos aos 2 tipos, que tem uma coisa em comum, mas em graduações diferentes: Doçura. Quanto mais doce (caso do chocolate), mais intensa deve ser a doçura do vinho. Então, no caso dos panetones, prefiram os Sauternes, Late Harvests ou vinhos brancos e doces. E no caso dos chocotones, aí a dica é certeira: Vinhos do Porto ou similares, como Madeira ou Marsala por exemplo.



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Publicado em 21/06/2011 às 15h02

COLUNA FLAVOUR GUIDE: AS HARMONIZAÇÕES MAIS DIFÍCEIS.

Flavour Guide4 300x190 COLUNA FLAVOUR GUIDE: AS HARMONIZAÇÕES MAIS DIFÍCEIS.

Como de costume, abaixo está a minha coluna semana que escrevo no Blog do Flavour Guide. Aproveitem!!


"Amigos do Flavour, para terminar esta série de textos sobre harmonização, queria citar alguns alimentos que merecem atenção na hora de harmonizarmos vinho e comida. São alimentos difíceis, que precisamos prestar muita atenção para termos uma combinação harmoniosa e saborosa.

Alimentos Defumados: Grosseiramente falando, alimento defumado significa uma comida que tem um gosto que lembra fumaça. E este gosto acaba por muitas vezes dificultando a combinação com o vinho. De um modo geral, este tipo de alimento vai bem com vinhos que tenham aromas e sabor de madeira. Ou seja, vinhos que tenha estagiado um certo período em barricas de carvalho ou que tenham recebido “chips” de madeira durante a sua produção com o propósito de deixar o vinho amadeirado. Esta madeira do vinho consegue “casar” com os aromas e sabores defumados destes alimentos. Ou seja, quanto mais defumado for o alimento, mais madeira pode ter o vinho. E eles podem ir do branco ao tinto. Um exemplo típico: Salmão defumado com um Chardonnay que tenha envelhecido algum tempo em barrica fica ótimo!

Alcachofra, aspargos e espinafre são alimentos difíceis de harmonizar. Se pararem para reparar, todos eles tem um certo amargor, por mais que seja leve, e este amargor pode acabar com a harmonização. De um modo de geral, evitar tintos muito tânicos. O que costuma cair bem? Vinhos com boa acidez e em geral os brancos costumam se dar melhor!

Comidas muito apimentadas ou condimentadas. Mais uma vez aqui devemos evitar os tintos muito tânicos e preferir vinhos com boa acidez e algo mais especiado no nariz. Um Shiraz australiano, por exemplo pode ser uma boa saída. Ou então vinhos brancos com boa acidez.

E por último uma dica infalível!
Ao comer um prato, tentem lembrar de onde ele vem, de que região ele é típico. Sendo assim, tente um vinho que venha daquela região também! Ou vocês acham que os Chiantis, vinhos italianos famosos e com boa acidez em geral caem bem com a culinária Italiana, que tem no tomate um de seus ingredientes principais? A acidez do tomate vai bem com a acidez dos Chiantis. Outro exemplo: Churrascos de cortes argentinos ou uruguaios vão bem com Malbec e Tannat. Coincidência? Claro que não! E por aí vai, afinal é um mundo sem fim de combinações!

Espero que tenham aproveitado as dicas de harmonização e que tirem melhor proveito de seus pratos e vinhos!

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Publicado em 13/06/2011 às 18h45

COLUNA FLAVOUR GUIDE: HARMONIZAÇÃO DE QUEIJOS E VINHOS.

Flavour Guide1 300x190 COLUNA FLAVOUR GUIDE: HARMONIZAÇÃO DE QUEIJOS E VINHOS.


Abaixo a continuação da série sobre harmonizações que tenho escrito na coluna do Flavour Guide.


"Amigos do Flavour,


A idéia era terminar o assunto das harmonizações hoje, mas resolvi aproveitar a semana que antecede o dia dos namorados e este frio maravilhoso que chegou, para falar sobre uma combinação que gostamos muito de fazer, mas que fazemos errado na maioria das vezes. É comum fazermos reuniões em casa e chamarmos de “Queijos e Vinhos”, certo? E na grande maioria das vezes, servimos que tipo de vinho? Tinto, não é mesmo? Pois é... Aí mora o perigo! Uma das piores combinações que existe é uma comida muito gordurosa com vinhos tintos que tenham taninos muito aparente, muito intensos. Taninos são substâncias presentes na casca da grande maioria das frutas, inclusive das uvas tintas e são responsáveis por aquela sensação de “amarrar” a boca, aquela sensação de secura. E os taninos e a gordura são incompatíveis. São inimigos e sempre “brigam” quando se encontram. E quando isto acontece, fica um gosto ruim, meio metálico na boca. Uma sensação que quem já teve sabe como é ruim. Quem ainda não passou por isto e quiser experimentar só para ver como é, pegue um vinho com bastante tanino (Cabernet Sauvignon, Malbec e Tannat são uvas muito ricas em taninos) e harmonize com um queijo bem gorduroso como Gorgonzola, Catupiry ou Parmesão com um destes vinhos. Ou até um patê de foie-gras, que tem bastante gordura. Certamente não esquecerão!



Dito isto, qual a conclusão que chegamos? Que idealmente os queijos vão melhor com vinho branco. Há queijos que vão bem com tintos, mas opte sempre pelos tintos mais leves, com menos taninos, como Pinot Noir ou por exemplo um Beaujolais, vinho do sul da Borgonha. Até mesmo um merlot pode ir bem, se o queijo não foi muito gordo. E por fim, aproveitando este frio, façam uma combinação que pra mim é maravilhosa: Troquem o vinho tinto que acompanhará aquele delicioso fondue no dia dos namorados e coloquem um vinho branco. Vocês verão que tanto o vinho como o fondue crescerão em sabor na boca e ficará muito mais gostoso!! Aí, quanto mais forte for o fondue em termos de sabor e aromas, mais intenso o vinho branco deverá ser em sabores e aromas, como vimos no primeiro texto sobre harmonizações.



Semana que vem terminaremos o tema das harmonizações com algumas dicas e alguns perigos... Uma ótima semana a todos, com bons vinhos!



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Publicado em 07/06/2011 às 17h03

COLUNA FLAVOUR GUIDE: HARMONIZAÇÃO – ACIDEZ, DOCE E SALGADO.

Flavour Guide 300x190 COLUNA FLAVOUR GUIDE: HARMONIZAÇÃO   ACIDEZ, DOCE E SALGADO.


Eis abaixo, a coluna que escrevi no Flavour Guide na semana passada!


"Amigos do Flavour. 

 
Conforme prometido, aqui estou para falar de outros importantes aspectos da harmonização da comida com o vinho. 
 
 
 
 
A ACIDEZ é um fator importante e que sem dúvida pode deixar estragar completamente o prato ou o vinho. Precisamos sempre tomar cuidado com pratos com alta acidez, pois este tirará a acidez do vinho, deixando ele “flat”, sem graça. Já os vinhos ácidos com pratos sem acidez, vão tornar a combinação desequilibrada. Por isto, ao comer pratos que tenham muita evidência de limão, vinagre, aceto balsâmico, tomate e outros, optem sempre por vinhos com maior acidez. E uma dica de como não errar? Lembre-se sempre da Itália: Macarrão ao Sugo é um prato com alta acidez. E o que vai bem com este parto? Um vinho tinto leve ou de médio corpo, com acidez pronunciada, como os Chiantis por exemplo! 
 
 
 
 
Outro fator importante: DOCE/SALGADO. 
 
Lembre-se sempre que pratos doces deixam os vinhos ainda mais secos e com sensação de serem mais ácidos e desiquilibrados. Por este motivo, para pratos doces, escolha vinhos doces. Quanto mais doce o prato, mais doce deverá ser o vinho. Por exemplo: Sobremesas à base de frutas, um vinho semi-seco. Para pratos como pudim de leite ou outros mais doces, mas com intensidade de sabor não tão forte, um late harvest ou um Sautèrnes cai muito bem. E por último, sobremsesas à base de chocolate, opte sempre por vinhos como o Porto, que são fortificados. Chocolate é um “bicho” difícil de harmonizar! 
 
 
 
 
Já o oposto do doce, o salgado, é o inimigo número 1dos taninos. Por isso evite pratos muito salgados com vinhos muito tânicos, pois esta combinação cria uma sensação de amargor horrível! Ou pode-se também optar pela harmonização por contraste, que resulta em uma experiência deliciosa: quem já experimentou a clássica combinação “Sauternes-Roquefort” sabe bem disto! E tem explicação: O doce acentua o salgado no paladar e deixa estas harmonizações por contraste mais intensas. 
 
 
 
 
Semana que vem eu volto para falar de alguns alimentos difíceis de harmonizar e uma dica infalível para não errar na combinação! "
 
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Publicado em 30/05/2011 às 23h52

COLUNA FLAVOUR GUIDE: HARMONIZAÇÃO – CORPO E INTENSIDADE.

Flavour Guide1 300x190 COLUNA FLAVOUR GUIDE: HARMONIZAÇÃO   CORPO E INTENSIDADE.


Esta foi a coluna da semana passada, que eu comecei a falar sobre princípios de Harmonização lá no blog do Flavour Guide.


"Amigos do Flavour Guide, 

 
Hoje começarei a falar sobre algo que sou constantemente indagado e consultado, tanto nos cursos, como em conversas informais com amigos: A Harmonização entre vinho e comida. 
 
Sempre digo que fazer uma harmonização correta e equilibrada é uma arte! Isto porque não há uma regra que podemos seguir para acertar em cheio. Há sim alguns conceitos importantes que precisamos levar em conta para que o resultado final seja bom. Mas mesmo assim, não há uma garantia de 100% de acerto em todos os casos. Como o assunto é extenso, vou dividir este tema em 3 posts, para não ficar muito cansativo e poder detalhar bem cada um deles. E esta semana falarei sobre o CORPO / DENSIDADE e INTENSIDADE DE AROMAS / SABORES
 
 
 
 
Para começar o assunto, o princípio de tudo: Uma harmonização bem feita é aquela em que no final, nenhum dos elementos se sobressaiu muito, deixando o outro “apagado” ou perdido no paladar. É literalmente uma harmonia, um equilíbrio. 
 
O CORPO / DENSIDADE, do vinho e da comida talvez seja o primeiro e mais importante fator a ser considerado. Todo mundo já ouviu falar em “Carnes com tintos” e “Peixes com brancos”, certo? Este é o básico, que muitas vezes dá certo, mas precisamos ter em mente que o que conta é o corpo do vinho e não a cor. Por exemplo, um Chardonnay encorpado, amadeirado pode ir melhor com uma carne do que um Pinot Noir jovem, que é um tinto leve. E um Pinot jovem ou Beaujolais (tintos leves) podem ir melhor com peixes e frutos do mar do que um branco encorpado (Chardonnay do novo mundo, por exemplo). Mas é essencial também se lembrar do molho ou dos acompanhamentos! Eles podem fazer toda diferença! E vocês vão descobrir isto com os outros posts. 
 
 
 
 
INTENSIDADE DE AROMAS / SABOR é outro elemento que precisamos tomar cuidado. Devemos Evitar vinhos delicados/pouco aromáticos com comidas muito aromáticas. E vice-versa. Afinal, se a comida for muito mais aromática que o vinho, o vinho “some”. A recíproca também é verdadeira. E juntando o elemento anterior, falando de corpo/densidade e intensidade aromática e de sabor, podemos citar que há vinhos com bom corpo, mas pouco aromáticos. Assim como há vinhos leves e delicados, com muitos aromas. Então, não achem que estes 2 elementos sempre caminham juntos, em sinergia. O modo com que a comida foi feita e os temperos e ingredientes utilizados podem dizer muito sobre a intensidade aromática antes mesmo de experimentarmos. Como exemplo aqui, podemos citar um exemplo que ilustra bem: Comida tailandesa, que é extremamente aromática com vinhos brancos feitos com a uva Sauvignon Blanc, uva muito aromática. 
 
 
 
 
Semana que vem continuaremos nosso papo sobre harmonização falando de ACIDEZ e SALGADO/DOCE. 
 
Tenha uma ótima semana, com bons vinhos, sempre! "


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Publicado em 20/04/2011 às 20h03

A PÁSCOA EM CAPÍTULOS: O AZEITE.

Azeite Azeitonas 300x199 A PÁSCOA EM CAPÍTULOS: O AZEITE.


A primeira pergunta de muitos deve estar sendo: O cara vai vir falar de harmonização entre vinhos e azeites? Desde quando se bebe vinho e azeite juntos? Na verdade, a ideia desta série de posts sobre a páscoa é falar de alguns dos mais tradicionais ícones gastronômicos da Páscoa e o azeite não pode ficar de fora, pelo papel importantíssimo que ele desempenha em todas as receitas de bacalhau! E como é também um assunto que rende, resolvi dedicar um espaço para ele. Mas não vou falar especificamente de harmonizações entre vinho e azeite pois não tem cabimento... Mas falarei algo que já comentei no post sobre o bacalhau. Vamos lá:



Faz um tempo que ando experimentando e gostando cada vez mais de azeites. E posso dizer que ele se assemelha com o vinho em vários aspectos. Alguns são feitos com apenas um tipo de azeitona, assim como o vinho, que tem muitos que são feitos com apenas um tipo de uva. São os chamados Varietais. Alguns tipos de azeitonas que vemos nos azeites varietais: Arbequina, Picual, Arauco, Manzanilla, Frantoio e outras...



Outro ponto comum a azeites e vinhos: Os países produtores. Já pararam para pensar que Espanha, Itália e Portugal são grandes produtores de azeites e de vinhos? Além deles, Grécia, Argentina e Chile também já possuem um lugar de destaque no mundo dos azeites e dos vinhos. Grosseiramente falando, os tipos de terroirs mais propícios para o cultivo de uvas e azeitonas são muito parecidos.



Mas, diante de uma infinidade de marcas, quais escolher? Assim como acontece com o vinho, tenho algumas que são as preferidas. Umas mais fáceis e outras mais difíceis de encontrar. Mas vamos lá:


- O Azeite Petralia, um belíssimo chileno produzido pela vinícola Terramater, este um dos melhores azeites que já experimentei.

- O Olave, é outro chileno muito parecido com o Petralia, pois é muito aromático, intenso e tem pouco amargor.

- O Azeite Borges tem extensa linha com alguns varietais e outros aromáticos da especial linha do renomado chef espanhol Ferran Adriá.

- A Familia Zuccardi, que produz vinhos excepcionais na Argentina, anda produzindo ótimos azeites também. Os seus 3 varietais "Arauco", "Manzanilla" e "Frantoio", são feitos com azeitonas extraídas de oliveiras originárias da Argentina, Espanha e Itália e são muito bons, com destaque, para mim, ao Frantoio.



E outras marcas mais conhecidas como Colavita, Bertoli, Andorinha,  Carbonel, Gallo e outros, são ótimos azeites, mas os meus preferidos são os que citei acima. E lembrem sempre de pedir o EXTRA VIRGEM, que é o melhor tipo de azeite.



Sobre a harmonização com vinho, pratos com muito azeite geralmente vão bem com vinhos sem muito tanino, pois a interação gordura-tanino não é uma sensação agradável de se sentir na boca. Vinhos brancos, rosés e até tintos mais leves ou pouco tânicos, são boas opções!



Termina por aqui o especial de Páscoa do EnoDeco. Espero que tenham gostado, aproveitado, tenham tirado algo de útil de algum post e que passem uma páscoa maravilhosa e deliciosa!!



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Publicado em 15/04/2011 às 19h06

A PÁSCOA EM CAPÍTULOS: O CHOCOLATE.

Easter Eggs 300x199 A PÁSCOA EM CAPÍTULOS: O CHOCOLATE.


Continuando a série de Páscoa aqui no Blog, vamos agora ao chocolate, o famoso chocolate que em muitos casos vicia muita gente a ponto de já existirem os tais chocólatras. Eu tenho inclusive um grande amigo que é um chocólatra a ponto de trancar gavetas com os chocolates dele em casa para ninguém, nem as filhas, pegarem!


Mas o que a páscoa tem a ver com o chocolate? o que os ovos de chocolate tem a ver, se o símbolo da páscoa é o coelho e coelho não bota ovo, muito menos de chocolate. Então vamos lá: O ovo e o coelho simbolizam a fertilidade, pois  do ovo vem a vida e o coelho é um símbolo natural de fertilidade, afinal ele procria muito facilmente. E como a Páscoa é uma data que representa "uma vida nova", nada como a fertilidade para simbolizar a páscoa! Mas e o ovo de chocolate? Bom, isto veio no século XVIII, em substituição aos ovos pintados que eram dados de presente na época. Foi uma descoberta dos confeiteiros franceses que inventaram esta nova apresentação do chocolate. Mas sei que existem outras versões e acabei colocando aqui a versão que eu conheço.


E por último, o mais importante, a HARMONIZAÇÃO: Chocolate é um "bicho difícil" de harmonizar. Seu sabor intenso dificulta a combinação com o vinho, seja ele amargo ou doce. O fato é que uma combinação clássica do chocolate não falha: O Vinho do Porto. Por ter uma graduação alcoólica maior e uma doçura maior também, os Vinhos do Porto fazem um bom par com os chocolates. Se quiser variar e tentar algo diferente, um Sauternes mais jovem e alcoólico pode casar bem, desde que o chocolate não seja muito intenso e doce. Até alguns moscatos nesta linha mais jovem e alcoólica podem funcionar, dependendo do chocolate.


Aqui, a mensagem é: Para não errar, Porto. Quer arriscar, moscato ou sauternes jovens! E no próximo post, algumas dicas de rótulos que podem combinar.



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Publicado em 14/04/2011 às 14h09

A PÁSCOA EM CAPÍTULOS: OPÇÕES DE RÓTULOS PARA O BACALHAU.

4 tipos de vinho A PÁSCOA EM CAPÍTULOS: OPÇÕES DE RÓTULOS PARA O BACALHAU.


Como viram no post anterior, disse que ia passar opções de vinhos para harmonizar com o bacalhau, seja ele mais simples, seja ele mais complexo. São opções de vinhos brancos, rosés, tintos e até espumantes que acabam abrangendo uma boa gama de estilos de bacalhau, pois como falei no post sobre a harmonização, não dá para generalizar esta combinação!


- Espumante: Fontini Prestige Rosé. Um espumante rosé italiano muito bom, leve, mas ao mesmo tempo persistente e refrescante! Importado pela Expand e custa R$ 49,80.

- Branco Leve: Vinho Verde Loureiro Colheita Selecionada 2009. Um típico vinho verde, leve, com pouco álcool, ótima acidez e muito refrescante! Importado pela Decanter e custa R$ 47,00.

- Branco Encorpado: Forest Ville Chardonnay 2009. Um chardonnay californiano de ótimo custo-benefício, com bom corpo, muita fruta e uma madeira bem colocada. Importado pela Wine Experience e custa R$ 69,00.

- Rosé: Quinta da Covela Palhete Rosé 2007. Um rosé português bem refrescante, feito com Touriga Nacional, Cabernet Franc e Merlot. Muita fruta e ótima acidez. Importado pela Grand Cru e custa R$ 35,00.

- Tinto Leve: Jean Bousquet Pinot Noir Reserva 2008. Uma novidade no mercado e um vinho extremamente bem feito, leve e frutado, com alguma complexidade que as barricas agregam a ele. Importado pela Abflug e custa R$ 59,00. OU Salentein Merlot 2005. Um vinho já com seus 6 anos e que ganhou complexidade com o tempo. Corpo médio, talvez o limite para não esbarrar na oleosidade dos bacalhaus! Importado pela Zahil e custa R$ 61,00. 


No próximo post, falaremos dos deliciosos e tentadores ovos de páscoa e como podemos harmonizá-los com vinho!



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Perfil

André Rossi (Déco), 35 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”, curso este que tem duração de 2 a 3 anos e é preparativo para o Instituto Master of Wine
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