Publicado em 15/05/2014 às 18h00

As Novidades da Zuccardi Incluem 2 Vinhos de 95 e 96 Pontos!

foto 22 225x300 As Novidades da Zuccardi Incluem 2 Vinhos de 95 e 96 Pontos!

 

Em um almoço com a sempre atenciosa e detalhista equipe da Ravin, tivemos mais uma vez a possibilidade e honra de estar junto a Alberto Zuccardi, simpatico e competente figura do mundo do vinho argentino, sem dúvida, um dos nomes mais importantes do vinho hermano.

 
Desta vez, o almoço com Zuccardi foi para que ele nos contasse um pouco sobre as novidades da vinícola para o mercado brasileiro. Diga-se de passagem, Zuccardi é, sem a menor dúvida, uma das vinícolas mais inquietas que conheço e que bucsca constantemente novos terroirs e experiências com novas regiões e uvas. A primeira novidade é o Brazos de Los Andes 2011, um corte bacana de Malbec (45%), Cabernet Sauvignon (28%), Syrah (17%) e Bonarda (10%). Um vinho diferente, que foge do Malbec tradicional, pois é complexo e muda muito na taça com o tempo. Custa 95 Reais. Logo depois, um vinho que não é tão novidade, mas a safra é nova. O Emma Bonarda 2011 é o único 100% Bonarda da vinícola e mostra como esta uva, que anda ganhando espaço com vinhos varietais, pode dar vinhos de altíssima qualidade! Custa 238 Reais e pra mim, é um vinho um pouco caro por ser uma uva que o Brasileiro ainda não conhece bem. Logo depois, mais um vinho novo: o Tito Zuccardi 2011, que tem o nome inspirado no avô de Alberto. Um corte que também tem Malbec como base (83%), e é complementado com Cabernet Sauvignon e Caladoc, que é uma uva resultado do cruzamento de malbec e grenache. Um vinho que a malbec fala alto, mas tem algo de herbáceo que deve vir destas outras 2 variedades. Um vinho de muita guarda, que custa 298 Reais.

 
Depois, pra mim, o meu "queridinho" deles, o Zeta. Desta vez, a safra 2010, que tem 83% de Malbec e 17% de Cabernet Sauvignon. Sempre um vinho extremamente equilibrado, gastronômico e de longa guarda. Por 325 Reais, um daqueles vinhos que precisa ter cada gole bebido com muito carinho. Terminando as surpresas disponíveis por aqui, o Aluvional La Consulta 2008, um malbec que passa 24 meses em barricas francesas. Na minha opinião, um vinho difícil de vender pelo preço (598 Reais), mas sem dúvida, um vinho de longuíssima guarda e estrutura.

 

 

foto 42 211x300 As Novidades da Zuccardi Incluem 2 Vinhos de 95 e 96 Pontos!

Zuccardi Zeta e Zuccardi Aluvional

Por último, vinhos que não estão no mercado ainda: O Finca Piedra Infinita 2012 e o Finca Los Membrillos 2011. Ambos os vinhos, que não tem ainda nem rótulos prontos (os da foto foram feitos para que Alberto pudesse trazer ao Brasil para este evento),  foram altamente pontuados por Robert Parker em sua recente lista de vinhos argentinos divulgada em sua publicação, a Wine Advocate. O primeiro levou nada menos que 96 pontos e o segundo, 95. Pontuações realmente expressivas e que para a vinícola, significam muito, pois mal ou bem, concordando ou não com as pontuações e seus efeitos no mercado do vinho (como eu já disse aqui, tenho muitos pés atrás com esta fissura por altas pontuações), é um fortíssimo argumento de vendas para os produtores. Estes vinhos, feitos com uvas de vinhedos únicos (Single Vineyard), seguem a linha de estrutura, corpo e potência do Aluvional e Zetta. São vinhos de guarda e únicos, para serem bebidos em ocasiões especiais. Apesar de não ter preço ainda, devem vir com preços condizentes com suas pontuações.

 

foto 11 225x300 As Novidades da Zuccardi Incluem 2 Vinhos de 95 e 96 Pontos!

As Novidades da Zuccardi, altamente pontuadas: Finca Los Membrillos e Finca Piedra Infinita

 

Bom, depois de tantas novidades e tantos vinhos, foi difícil de terminar o dia. E apesar de já conhecer bem Alberto, Sebastian e seus vinhos, é sempre uma aula conversar com eles e beber seus vinhos. Até porque eles não cansam de trazer coisas novas para nós, amantes do vinho!!

 

 

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Publicado em 22/01/2014 às 15h01

Opinião: Cada um tem a sua. Inclusive o Parker.

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Neste começo de ano vi muitos lugares com a "notícia" das previsões de Parker para 2014. Então, parei para ler com calma antes de postar alguma coisa e minha análise final e opinião pode soar pretensiosa, arrogante e metida, mas não posso deixar de dar. Tudo isto por um simples motivo: Não acho que temos que ficar levando tão a sério as opiniões e notas que os críticos dão. São importantes sim, ajudam a vender vinhos, movimentam o mercado. Mas temos que tomar cuidado para que a opinião dos outros, sejam críticos, blogueiros, jornalistas, sommeliers ou até mesmo amigos, não substituam as nossas opiniões e nossos gostos. Afinal, gosto é pessoal e intransferível. Mas tem muita gente que bebe um vinho de 90 ou mais pontos, não acha tão legal, mas por conta da pontuação, fala maravilhas do vinho. Ou simplesmente chegam num restaurante ou loja e pedem um vinho pontuado, para poder se mostrar aos amigos.

 

 

Respeito muito o trabalho dos críticos como Jancis Robinson, Parker, Jay Miller e de revistas especializadas como Wine Spectator, Decanter e outras. Acho que são fundamentais para o mercado. Mas é preciso separar o joio do trigo e saber usar bem estas opiniões e pontuações. E abaixo listo alguns pontos que mereceram uma maior reflexão minha. Não sou melhor que ninguém para julgar, mas acredito que o meu papel aqui seja dar minha opinião. Então vamos lá:

 

 

1) Haverá maior resistência do consumidor diante dos vinhos muito caros produzidos em safras medíocres (uma realidade para boa parte da Europa nos anos de 2011, 2012 e 2013). Acho que estamos falando de um consumidor muito de nicho ainda, muito específico e que se atenta a isto. É o tipo e coisa que vai afetar pouca gente ainda...

 

2) Grande lucratividade nos vinhos da Califórnia, cujas safras de 2012 e 2013 foram gloriosas, tanto em qualidade, quanto em quantidade. Meio óbvio se as safras foram ótimas, não? Melhores safras, vinhos mais caros! Não é difícil chegar a esta conclusão...

 

 

3) A Argentina vai continuar a produzir excelentes tintos feitos com Malbec e brancos "crocantes" com Torrontés. Talvez uma das coisas mais óbvias que o mundo do vinho tem. É como dizer que a toscana vai continuar produzindo grandes Brunellos e o Piemonte , grandes Barolos...

4) O vinho continuará a ficar cada vez menos elitizado, até o dia em que eles irão suplantar os insuportáveis esnobes do gênero. Aqui sim, uma previsão que concordo e rezo todos os dias para isto! Vamos limar os Enochatos do mundo!

 

11) Os bloggers de vinho vão continuar a reclamar sobre sua incapacidade de rentabilizar os seus sites e ganhar o devido respeito (uma grande brincadeira com todos nós…). A realidade dos bloggers americanos é bem diferentes daqui. E de fato é uma questão a ser debatida e uma longa discussão, pois há blogs bons e ruins e não se pode generalizar e colocar tudo num mesmo saco.

13) Cada vez mais bistrôs e "trattorias" de alta qualidade irão aceitar que seus clientes tragam seu próprio vinho, como uma reação ao alto preço e as margens excessivas cobradas pela maioria dos restaurantes mais renomados. Outra parte das minhas rezas diárias… alguns lugares já começaram a fazer isto, mas ainda há um longo caminho pela frente...

 

 

Espero não ter incomodado muita gente. Se incomodei, desculpem, mas acho que faz parte do meu ofício aqui no Blog, analisar e criticar as coisas e dar uma opinião a respeito. Mas tem gente que não gosta e sempre terá!!

 

 

 

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Publicado em 26/09/2011 às 17h13

DEMOROU MAS AGORA ESTAMOS QUASE LÁ: BRASIL E ROBERT PARKER!

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Não bastasse os excelentes comentários e notas de Jancis Robinson aos nossos vinhos e espumantes, agora vem uma notícia que muito nos interessa e que pode ser um impulso ao nosso mercado, principalmente àqueles preconceituosos que adoram beber "pontos" do Parker, da própria Jancis Robinson, Wine Spectator, Decanter e outras publicações e pessoas que avaliam e pontuam vinhos. Jay Miller, avaliador de Robert Parker para os vinhos da América do Sul em sua publicação Wine Advocate, experimentou recentemente alguns vinhos e espumantes nacionais. Foram 35 rótulos, de 15 vinícolas diferentes. Em breve saberemos as notas, mas alguns indícios já podemos ter.



Esta será a primeira vez, que a revista Wine Advocate (Robert Parker), inclui vinhos nacionais em sua pauta. Como costuma fazer normalmente, Jay Miller não se manifestou muito sobre os líquidos experimentados, mas alguns comentários foram feitos.

- “Não tinha nenhuma expectativa sobre os vinhos brasileiros, mas posso dizer que gostei e irei escrever sobre eles.”, comentou Jay ao término da degustação, deixando algumas pistas dos vinhos que mais gostou. Gostou muito dos espumantes moscatéis, em especial o da vinícola Aurora, e do tinto Quinta do Seival Castas Portuguesas, da Miolo. As outras vinícolas que tiveram vinhos degustados por ele foram: Casa Valduga, Don Guerino, Fazenda Ouro Verde, Geisse, Lidio Carraro, Pericó, Perini, Piagentini, Pizzato, Rio Sol, Salton, Sanjo e Santo Emílio.



Vamos ver o que vem por aí, mas que isto já é um ótimo sinal de que estamos de fato entrando na rota mundial dos vinhos de qualidade, sem dúvida é! E sempre ajuda na divulgação externa e principalmente interna dos nossos vinhos, já que para conquistar o mercado externo, precisamos primeiro fazer a nossa lição de casa e valorizar o nosso próprio produto!



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Publicado em 17/08/2011 às 17h23

PARKER EM MENDOZA. NÓS EM SÃO PAULO.

Vinhedos Argentina1 300x292 PARKER EM MENDOZA. NÓS EM SÃO PAULO.


Achei esta notícia no site da Revista Adega e que me chamou a atenção. Não pela degustação e pelo evento em si, mas por que ontem também ocorreu uma degustação especial aqui em SP, às cegas, para jornalistas e formadores de opinião, organizada pelo especialista Marcelo Copello e pela instituição Wines of Argentina, que reuniu 10 dos melhores vinhos argentinos. Eu estive lá e pude beber deliciosos néctares e estou preparando o post para colocar aqui no blog.



Enquanto isto, como aperitivo, vejam que ocorreu ontem, em Mendoza, o Argentina Premium Tasting, uma degustação dos vinhos argentinos organizada por Nicolás Aleman em conjunto com o Hotel Intercontinental, e a participação do grande crítico internacional Robert Parker e Stephen Tanzer. O objetivo principal era definir o perfil dos vinhos premium produzidos na Argentina. Os vinhos foram servidos às cegas e alguns visitantes tentaram adivinhar cada vinho, qual safra, composto por quais uvas, preço, etc. Os mestres de cerimônia soltavam as informações dos vinhos aos poucos, e, ao afinal, os vinicultores puderam falar de seus vinhos e explicar suas particularidades. No total foram servidos mais de 20 vinhos premium argentinos.



A degustação de ontem em SP teve a metade do número de rótulos, mas eram igualmente tops e a qualidade estava realmente surpreendente! Logo mais contarei como foi e que vinhos foram os grandes destaques da noite!



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Publicado em 20/07/2011 às 20h03

GOSTO NÃO SE DISCUTE. MAS ALGUNS TENTAM NOS IMPOR…

Pontuações 300x225 GOSTO NÃO SE DISCUTE. MAS ALGUNS TENTAM NOS IMPOR...


Nomes de pessoas como Robert Parker e Jancis Robinson ou até mesmo de revistas como Wine Spectator, Wine Enthusiast, Decanter e Wine Advocate são bem familiares aos apreciadores de vinho e normalmente acabam virando referências para estas pessoas. Afinal, estas pessoas ou veículos passam suas vidas todas degustando vinhos e atribuindo notas a eles. Em sua grande maioria, as notas vão até um máximo de 100 pontos. No caso da Revista Decanter, a nota máxima são as famosas 5 estrelas e para Jancis Robinson, são 20 pontos.



Isto posto, vamos a uma reflexão. É normal e natural que algumas pessoas ou instituições queiram avaliar os vinhos que bebem.



Afinal, há tantas opções no mercado que muitas vezes não sabemos se o vinho é bom ou não. Mas se alguém já tiver tomado e dito o que achou, seja com comentários ou por meio de notas e critérios, muitas vezes estas avaliações acabam facilitando a vida de quem quer comprar um vinho desconhecido. Quem é que gosta de vinhos que nunca ficou em dúvida entre um vinho e outro na estante de uma loja ou na carta de um restaurante e de repente viu que um deles tinha uma pontuação maior que o outro e acabou levando este mais pontuado? São poucos os apreciadores de vinho que nem assim se deixam levar por pontuações. E não acho isto errado. Aliás, não acho nenhum dos casos errados, até porque eu não sou melhor do que ninguém para julgar as preferências de cada um. Mas precisamos olhar com cuidado e critério estas pontuações para não virarmos pessoas totalmente dirigidas por pontuações. Uma nota alta atribuída a um vinho pode mudar a vida deste vinho, do produtor e da importadora para sempre.



Seja para o bem ou para o mal e posso dizer que já vivenciei casos emblemáticos neste mundo do vinho. Um caso foi de um vinho, que prefiro não falar qual, que comprei um determinado dia e até onde eu sabia, ele não tinha nenhuma pontuação expressiva. Passaram-se alguns meses e sai na mídia que aquele vinho, daquele mesmo ano havia acabado de ganhar 91 pontos do Robert Parker. Fiquei feliz, pois havia comprado sem conhecer por indicação do vendedor da importadora e meses depois ele havia sido condecorado com esta alta pontuação. Aproveitei para beber o vinho e realmente era delicioso. Havia me custado por volta de uns R$ 90,00 na época e depois de terminar com a garrafa, passei na importadora e procurei o vendedor, agradecendo a indicação e querendo comprar mais algumas garrafas. E qual não foi minha surpresa quando ele disse que restavam apenas algumas poucas garrafas e que o preço "infelizmente" havia subido para R$ 160,00. Fiquei indignado e obviamente nunca mais voltei. É aí que paro e me pergunto: Por que Robert Parker, Jancis Robinson e as revistas de maior reputação tem o poder de quase dobrar o valor de um vinho, da noite pro dia? Pela reputação que construíram ao longo do tempo? Sim! Mas isto é certo? Não na minha opinião. Por um simples motivo: Parker por exemplo, gosta de vinhos com madeira bem presente na maioria dos casos. Mas isto não quer dizer que o vinho é bom ou ruim. É apenas uma questão de estilo, de gosto. Posso achar maravilhoso um vinho que a Wine Spectator deu 85 pontos e achar um outro vinho que ela deu 95, uma bomba! Tudo isto por um motivo muito simples: Vinho é algo extremamente pessoal! O melhor vinho para mim é aquele que eu gosto, não necessariamente o que tirou 99 pontos. Meu gosto pode não bater com o gosto dos avaliadores. Assim como o gosto de vocês pode não bater com o meu e quando eu indicar um vinho não quer dizer que este vinho seja ótimo. Significa apenas que para o meu gosto, ele é bom! Se vocês gostarem, ótimo. Se não gostarem, vão atrás de outro estilo, outro tipo que lhes agradem.



Minha conclusão é a seguinte: Pontuações e avaliações são importantes e fazem o mercado se agitar, se movimentar em busca de melhores vinhos. Mas elas nunca devem ser usadas como único fator de compra. Precisamos comprar e beber o que nós gostamos e não o que os especialistas falam para nós gostarmos. E a culpa não é de quem avalia ou influencia, mas de quem usa estes artifícios como único argumento de compra. Altas pontuações devem ser indicadores de que dentro daquela garrafa há um líquido sério, bem feito. E jamais deveriam ser fatores de inflação e malandragem, como aconteceu no meu caso e em outros inúmeros que já vi por aí... Portando, valorizem seu próprio gosto!



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Publicado em 02/03/2011 às 22h55

A MORTE ANTECIPADA DE ROBERT PARKER.

robert parker antiga A MORTE ANTECIPADA DE ROBERT PARKER.


Antes que falem que o título deste post é "enganoso", vou já esclarecendo: Robert Parker não morreu. Dito isto, vamos lá:



A fama que fez Robert Parker como o maior nome a avaliar vinhos no mundo é inegável. Assim como são inegáveis os relfexos de suas notas no preço e no consumo de vinhos. Mas vamos pensar por outro lado: Quando Parker morrer, como ficarão as "viúvas de Paker" sem suas notas? Baixarão os preços de seus vinhos? Venderão menos? Ou nada acontecerá? Estas respostas somente saberemos o dia que ele não estiver mais entre nós.



Mas podemos dizer que algumas regiões já estão "antecipando" sua morte. Não por vontade própria, mas porque estão sendo obrigadas a lidar com esta situação. Afinal, Robert Parker, que há pouco tempo anunciou que não mais degustaria vinhos da Alemanha, acaba de chocar sua terra natal, os Estados Unidos: Abdicou dos vinhos Califorinianos, um dos últimos que ele ainda fazia questão de experimentar pessoalmente. E não preciso dizer que os produtores de lá estão se sentindo órfãos e abandonados por alguém que teoricamente não teria motivos para abandonar agora, afinal, são os vinhos do seu próprio país!



Com 63 anos, Parker tem "Parkerizado" sues discípulos, para que possam desenvolver um trabalho consistente e que continue produzindo os efeitos que sempre produziram. E são estes discípulos que agora provarão os vinhos californianos, deixando apenas os vinhos de Bordeaux e do Rhône para Parker, alémde outros vinhos de safras mais antigas em todo o mundo.



Mas se a tendência seguir o que aconteceu na Alemanha, os americanos não precisam se preocupar muito. Afinal, mesmo sem ser o próprio Parker a degustar, os vinhos alemães que recebiam boas avaliações de seus "Mini Parkers" também surtiam os mesmos efeitos do pai. É ver para crer. Mas o curioso é como uma decisão desta pode mexer com tanta coisa num mercado tão grande. Realmente, críticos ou não ao sistema Parker, temos que aplaudir de pé esta figura emblemática do mundo do vinho.



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Publicado em 06/01/2011 às 13h00

LAFITE ROTSCHILD É A MARCA DE VINHOS MAIS VALIOSA DO MUNDO.

Troféu 300x261 LAFITE ROTSCHILD É A MARCA DE VINHOS MAIS VALIOSA DO MUNDO.


A Revista britânica The Drinks Business divulgou o tradicional ranking que Robert Parker elabora para a publicação sobre as 100 marcas de vinho mais valiosas do mundo. E a lider do ranking é uma marca que realmente merce estar no topo: Lafite Rotschild, que repete a colocação do ano passado. Uma das grandes evoluções deste ano foi a subida de 3 posições do Chateau Latour, que subiu da quinta à segunda colocação, desbancando Mouton Rotschild (3), Domaine da la Romanee Conti (6) e Chateau Petrus (7). Outro que subiu bem foi o Haut Brion, que foi de décimo para quinto. 


O primeiro europeu não-francês da lista é o Italiano Sassicaia (21), superando seus compatriotas Masseto e Ornelaia. Do novo mundo, o australiano Penfolds Grange é o primeiro aparecendo em décimo primeiro. A maior evolução foi do Bordeux Forts de Latour, que subiu 43 posições (Hoje em 16) e o que mais caiu foi o Rousseeau A, da Borgonha, que caiu 58 posições, indo parar em 83.


Publicado desde 2006, o ranking não considera todas as regiões vinícolas do mundo, mas as mais tradicionais, de onde podem efetivamente surgir marcas tão valiosas. São regiões como Bordeaux, Borgonha, Rhône, Champanhe, Itália, Espanha, Portugal e algumas regiões do novo mundo. Claro que há grandes marcas fora destas regiões que merecem destaque e poderiam estar listadas, mas a tendência é que entrem com o tempo.


Os critérios avaliados por Parker no ranking Fine Wine Power, de acordo com a publicação, são: Volume de negócios gerado, pontuação média atribuída por ele aos vinhos, preço médio, performance do preço durante um ano e a produção ponderada.


Para ver o ranking completo, clique aqui.



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Publicado em 05/12/2010 às 13h14

O APOSENTADO ROBERT PARKER EM 2017

Quadrinhos AntiParker O APOSENTADO ROBERT PARKER EM 2017


Que Robert Parker não é uma unanimidade dentro do mundo do vinho, isto não é segredo nenhum. Há muitos “críticos do crítico” e gente que pouco se importa com suas pontuações, sejam elas altas ou baixas. Mas o movimento “Anti-Parker” ganhou novo capítulo. Aliás, novos capítulos e de uma maneira diferente. Escrito pelos franceses Benoist Simmat e Philippe Bercovici, o livro Robert Parker: Les sept péchés capiteux (Tradução: Os Sete Pecados Embriagadores) satiriza em forma de quadrinhos o o famoso crítico de vinhos e a tão falada “Parkerização” dos vinhos, que é o fato de muitos produtores fazerem o vinho de acordo com o gosto do rapaz para ganharem notas altas!


A estória começa em 2017, quando aos 70 anos, já aposentado, ele recebe um convite para retornar  a Bordeaux. Lá chegando, é levado a uma cave subterrânea em Saint-Émilion e com os olhos vendados, diante de um júri com sete jurados, é condenado por haver cometido pecados atrozes contra seus vinhos. Como pena terá que degustar às cegas três vinhos. Após a prova, considera os vinhos sem qualidade e parecendo “marmeladas velhas”. Mas o que ele não sabe é que os vinhos são todos altamente pontuados por ele: Château Pavie 2000, o Château Valandraud 2005 e o Château Le Pin 1995. O livro traz outras “celebridades” do mundo do vinho, tais como Michel Rolland, Jean-Luc Thunevin e Jeffrey Davies.


O mais curioso foi a reação de Parker ao conhecer o livro:  “Eu amei o livro! Hilário, uma honra pra mim! Tomara que seja um grande sucesso e seja traduzido logo para outras línguas!”

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Perfil

André Rossi (Déco), 37 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”.

É também um dos únicos cinco Brasileiros residentes no país a ser credenciado como Professor deste mesmo WSet, tendo sido aprovado pelo WSet Educator Training Program 2011, em Nova York.

Editor e Idealizador do Blog EnoDeco, que é hoje o blog oficial de vinhos do portal R7, um dos blogs de vinho mais acessados do Brasil, e que já foi indicado pelo Guia 4 Rodas 2009 como um dos 10 melhores eno-blogs do Brasil.

Colunista da Revista Cool Magazine, da Revista Online Bloggers e também Editor de Vinhos da 4a. Edição do Flavour Guide , projeto anual do crítico gastronômico Josimar Melo. É jurado e avaliador de vinhos de vários eventos e revistas especializadas.

Há 2 anos é o Relações Públicas da Wines of Argentina (WofA), associação das melhores e principais vinícolas argentinas, sendo o responsável pela comunicação, eventos, degustações e todas as ações que a WofA faz em todo o Brasil, para divulgar e comunicar o vinho argentino por aqui.

Foi o ganhador do concurso “Meu Vinho com Susana Balbo” que foi disputado por 30 blogueiros e jornalistas de vinho, onde o principal objetivo era fazer o seu próprio vinho, usando 5 variedades disponibilizadas pela mais importante e premiada enóloga argentina, Susana Balbo. Seu vinho foi escolhido entre os 30 competidores, numa degustação às cegas pela enóloga e sua equipe, tendo um vinho assinado em conjunto com Susana, o Dominio del Plata Essential Limited Edition 2011.

É Publicitário de formação e foi Diretor de Atendimento de grandes agências como W/Brasil e Lew’Lara/TBWA, tendo passado também por Young & Rubicam, DPZ, Leo Burnett e Publicis. Antes disto, trabalhou na área de marketing da importadora Expand.

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