Publicado em 01/06/2012 às 16h14

BOAS NOTÍCIAS, PERO NO MUCHO…

vinho derramado 300x198 BOAS NOTÍCIAS, PERO NO MUCHO...


E continuam querendo derrubar as nossas taças!!! Já faz um certo tempo que não escrevo sobre as BURROcracias e tentativas de algumas associações e vinícolas brasileiras de prejudicar o mercado do vinho com as malditas salvaguardas e mais anteriormente, com o selo fiscal, que hoje já estão presentes na maioria dos vinhos disponíveis em nosso mercado. Aliás, este assunto do Selo Fiscal parecia algo morto, mas eis que ressurge com uma aparente boa notícia, mas depois vem uma declaração do tão querido e inteligente Ministro do Desenvolvimento Agrário, Sr. Pepe Vargas. Aliás, este distinto político, resolveu falar dos 2 assuntos de uma só vez. E aproveitou para jogar um balde de água fria nas pessoas que se animaram com a nota publicada pela Veja, que dizia que o Ministério do Desenvolvimento descartava acatar o pedido das Salvaguardas. Então vamos resumidamente falar como andam estes dois assuntos:



SALVAGUARDA

Apesar da Revista Veja ter divulgado há 2 semanas que o Ministério do Desenvolvimento descartava acatar o pedido das Salvaguardas e que ainda cogitava uma desoneração de impostos no setor vinícola brasileiro, a realidade não parece ser bem esta. Conforme entrevista do distinto e inteligente cidadão que citei acima (Sr. Pepe Vargas), ele deixa claro que, mesmo sem grandes evoluções neste processo, a decisão já está tomada a favor desta ridícula medida! Realmente mais uma vergonha política nacional e que agora afetará nossas taças de vinho!



SELO FISCAL

Outro “Apesar de”: O Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou que os importadores de vinho seguem livres da obrigação de colocar selo fiscal nas garrafas. A decisão foi tomada pelo STJ em relação aos efeitos de uma sentença da Justiça Federal do Distrito Federal, que autorizou os filiados da Associação Brasileira de Exportadores e Importadores de Alimentos e Bebidas (Abba) a não cumprir com a medida. Mas a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional alega que, sem o selo, a Receita Federal pode deixar de ter o controle da exigência. E é aí que entra mais uma vez o nosso personagem: Segundo Pepe, uma Medida Provisória pode ser criada para ter mais rapidez na exigência para que os importados sejam selados, pois diz ele que a medida foi fundamental para controlar o contrabando dos importados. Ou seja, manobras políticas para atender aos desejos dos grandes e ignorantes produtores, que acham que tais medidas vão ajudar o mercado!



Realmente lamentável e desanimador! Mas quanto mais falarmos e passarmos estas nossas revoltas pra frente, maiores as chances de conseguirmos algo. Mesmo sabendo que quando os interesses dos nossos políticos estão em jogo, dificilmente conseguimos algo. Mas se ficarmos quietos, aí a tarefa deles fica mais fácil! Vamos falar! Vamos divulgar! Não vamos deixar que mexam no nosso direito de escolha e que nos prejudiquem!!! Vamso segurar nossas taças e não deixemos que ninguém as derrubem!

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Publicado em 30/04/2012 às 19h05

CARTA ABERTA SOBRE A SALVAGUARDA: VALE LER.

Seguindo com o chato mas necessário tema da maldita salvaguarda, semana passada tivemos Expovinis, a maior feira de vinhos das Américas. Claro que muito foi falado, muito foi reclamado, mas sem hostilidades e tudo na maior paz possível. Muita gente acha que deveríamos ter pressionado, feito algum movimento mais intenso, mas o que se viu foram algumas pessoas que não entravam em estandes de vinícolas brasileiras, outras que circulavam com braçadeiras pretas com os dizeres "Sou contra a Salvaguarda" e outros que circulavam com pins (brohes) com estes mesmos dizeres. E claro, aqueles que não se maniestaram de nenhuma forma. Mas este não é o intuito deste post. O que quero publicar aqui é a carta aberta que a ABA, a ABRABES e a ABRAS divulgaram sobre o tema.



O interessante, além dos fatos expostos na carta e que devem ser refletidos por todos aqueles que defendem esta medida, é o final dela, onde as associações propõe algumas medidas para uma agenda positiva. Medidas estas que fazem TODO o sentido e devem SIM ser analisadas pois são propostas plausíveis e que beneficiariam a todos! Vejam o que acham e como sempre, o espaço está aberto para manifestações de todos os tipos!


Carta Aberta Salvaguarda 581x1024 CARTA ABERTA SOBRE A SALVAGUARDA: VALE LER.



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Publicado em 10/04/2012 às 19h58

VINHOS SEM IMPOSTOS? VEJA UM EFICIENTE PROTESTO CONTRA A SALVAGUARDA.

Salvaguarda 300x212 VINHOS SEM IMPOSTOS? VEJA UM EFICIENTE PROTESTO CONTRA A SALVAGUARDA.


Amigos, uma ação inédita, original e uma forma de mostrar ao público o que acontecerá se a Maldita Salvaguarda for aprovada! A importadora Ravin, dos competentes Rogério D'Avila e Alberto Porto Alegre realmente mandou muito bem!! Segue abaixo o e-mail que recebi falando da ação e que já está tendo uma repercussão muito grande!!



"O mercado de vinhos no Brasil passa por um momento de turbulência depois do pedido de salvaguarda ao vinho nacional. O pedido foi encaminhado em conjunto pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), pela União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), pela Federação das Cooperativas do Vinho (Fecovinho), e pelo Sindicato da Indústria do Vinho do Rio Grande do Sul (Sindivinho). Neste pedido são pleiteadas várias sanções aos vinhos importados, que vão desde aumentar o imposto de importação de 27% para 55% até a imposição de cotas para cada país. Estes órgãos alegam que o mercado nacional precisa de proteção para que se torne competitivo e possa brigar por espaço junto com os vinhos finos importados.



A Ravin se posiciona contra este pedido, uma vez que o protecionismo não alcançará o objetivo esperado. Este tipo de medida não fará com que os vinhos brasileiros sejam mais consumidos. Como uma forma de protesto e com o objetivo de levar ao conhecimento do consumidor a possibilidade de aumento de impostos, a importadora fará uma campanha durante o mês de Abril para venda de vinhos sem repasse do valor dos impostos. Três rótulos ilustrarão esse cenário, todos italianos: Montessu IGT 2008, Le Difese IGT 2009 e Barrua IGT 2005/2006. Será informado o preço atual, o novo preço com a entrada da salvaguarda e o preço sem os impostos.



A importadora, juntamente com grandes parceiros do varejo, como Empório VIP/Rei dos Whiskys e Vinhos, Ville du Vin Alphaville e Moema, Empório Mercantil, BR Bebidas, Casa Lisboa, Supermercado Kanguru, Enoteca Cavatapp, Detetives do Vinho, Divinum entre outros, darão a oportunidade aos consumidores de conhecerem quanto realmente custa um vinho importado e mais abastecer suas adegas a preços jamais vistos.



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Publicado em 23/03/2012 às 15h38

MAIS UMA VEZ A SALTON DANDO UM BOM EXEMPLO.

Justiça seja feita: Muita gente, inclusive eu, falou de alguns nomes que estariam por trás da maldita salvaguarda. E um dos mais falados sempre foi o da Salton. Pois, para minha surpresa, recebi um e-mail deles com o seguinte texto abaixo. E fiquei surpreso e MUITO feliz em saber que a posição deles é CONTRA tal medida! Quem sabe os outros por trás desta medida RIDÍCULA tomem isto como exemplo... Parabéns Salton!



"A Vinícola Salton esclarece que são as entidades representativas do setor, Ibravin, Uvibra, Fecovinho e Sindivinho que estão à frente do movimento para salvaguardas dos vinhos nacionais. A Salton, compreendendo que estas medidas podem restringir o livre arbítrio de seus consumidores, encaminhou ao Ibravin um documento informando que não apoiará a causa. Reforçamos ainda que a Salton, uma empresa centenária e brasileira, se preocupa muito com seus clientes e consumidores e que busca constantemente o melhoramento de seus processos e produtos, por meio de investimentos em novas tecnologias e programas de qualidade, para concorrer, de forma justa, com produtos nacionais e importados."

 

 

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Publicado em 22/03/2012 às 11h23

TEXTOS INTERESSANTES SOBRE A MALDITA SALVAGUARDA.

Continuando o assunto da Maldita Salvaguarda, listarei abaixo alguns links que falam sobre o assunto de uma maneira clara, objetiva e didática, para qtodos entendam e possam tirar suas próprias conclusões. Conclusões estas que, para quem gosta de vinho, acho difícil que seja a favor de tais medidas. É preciso inteligência e metalidade de primeiro mundo se quisermos ver o mercado do vinho crescer no Brasil. E parece que algumas influentes pessoas não tem estes requisitos ou simplesmente não querem usar. Ruim para o vinho. Ruim para nós.



Destaco o primeiro link, do amigo e competente Guilherme, blogueiro de Brasilia, que em minha opinião escreveu o melhor texto sobre o assunto até agora! E também vale mencionar a excelente matéria do caderno Paladar (Estadão) de hoje, que também envio o link abaixo!



Vamos nos mexer gente! Não podemos ficar calados e deixar faltar vinho em nossas taças!!



http://www.umpaposobrevinhos.com.br/2012/03/polemica-das-salvaguardas-ao-vinho.html



http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos%20paladar,uma-tanica-polemica-,4896,0.htm



http://revistamenu.terra.com.br/2012/03/16/traduzindo-a-salvaguarda-do-vinho/



http://www.vinhosdecorte.com.br/salvaguarda-para-vinhos-brasileiros-quem-vai-pagar-essa-conta/



http://atmosferasentidosdovinho.blogspot.com.br/2012/03/posicao-da-ibravin-para-salvaguarda-dos.html


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Publicado em 21/03/2012 às 10h34

A MALDITA SALVAGUARDA E A OPINIÃO DE UM IMPORTADOR.

Amigos. Não sou se ficar postando textos não escritos por mim, copiando releases e informações sem dar minha opinião. Mas netse caso abro uma excessão por se tratar deste assunto tão latente e de extrema importancia que tem tomado as discussões das mesas de restaurantes, bares e rodas de amigos. A maldita salvaguarda tem rendido muito assunto e merece destaque. Além de destaque, merece que não abaixemos a cabeça e que nos movimentemos, que falemos mais alto, que deixemos de ser explorados.



Abaixo, a carta de Ciro Lilla, dono das importadoras Mistral e Vinci, falando sobre tal medida. Colocarei em negrito algumas partes que julgo serem importantes!


" Caro amigo, 

O mundo do vinho no Brasil vive momentos decisivos. Agora é mais do que necessário fazer um alerta a nossos clientes sobre algumas notícias muito preocupantes para os amantes de vinho.

Por incrível que pareça, surgem outra vez notícias a respeito da pressão dos grandes produtores gaúchos sobre o governo para que haja um novo aumento de impostos sobre o vinho importado, como se a gigantesca carga tributária atual não representasse proteção suficiente para o vinho nacional. Fala-se agora em "salvaguardas", como se a indústria nacional estivesse em perigo, em risco de falência, quando na verdade as notícias enviadas à imprensa reportam um grande crescimento de vendas. Afinal, é preciso definir qual discurso é o verdadeiro: o vinho nacional vai muito bem ou vai muito mal? Os comunicados e números oficiais dizem que vai muito bem, o que invalida o argumento a favor das "salvaguardas". Além do que, os impostos atuais já são altíssimos, e representam o verdadeiro grande inimigo do consumo de vinhos no Brasil.

Além do aumento de impostos  — pediu-se um aumento de 27% para 55% no imposto de importação, o primeiro da longa cadeia de impostos pagos pelo vinho importado — desejam também limitar a importação pelo estabelecimento de cotas para a importação de cada país. Ficariam livre das cotas apenas os vinhos argentinos e uruguaios. Incrível: cotas de importação para proteger ainda mais um setor, o de vinhos finos nacionais, que cresceu cerca de 7% em 2011 — ou seja, nada menos do que quase o triplo do crescimento do PIB brasileiro! Se forem adotadas salvaguardas para um setor que cresceu o triplo do PIB em 2011,  que medidas de proteção se poderia esperar então para o restante da economia? Repito porque parece incrível, mas é verdade: pedem salvaguardas para um setor que cresceu cerca de 7% em 2011! É preciso dizer mais alguma coisa?!

Além de mais impostos e das cotas, os mesmos grandes produtores pedem também ainda mais burocracia, como se a gigantesca burocracia que já envolve a importação de vinhos no Brasil também não fosse proteção suficiente para o vinho nacional. Nem bem foi implantado o malfadadoselo fiscal e já se pede agora que o rótulo principal do vinho, o rótulo frontal, contenha algumas das informações que hoje já constam dos contra-rótulos obrigatórios. Essa nova medida, se for adotada, vai afetar — como sempre acontece com a burocracia no caso dos vinhos — apenas os vinhos de alta qualidade e pequenos volumes, já que os grandes produtores mundiais não terão nenhuma dificuldade em imprimir rótulos especiais apenas para o mercado brasileiro. Isso, por outro lado, obviamente não será possível para aqueles produtores que embarcam menos de 50 ou 100 garrafas de cada vinho para o nosso país. 

Quem, afinal, seria responsável pelo aumento no interesse pelo vinho no Brasil? Certamente são esses pequenos produtores, de tanto charme e história, cuja vinda se tenta dificultar aumentando a burocracia, em uma medida sobretudo pouco inteligente. A importação desses vinhos deveria ser incentivada por todos, inclusive pelos grandes produtores nacionais, porque são eles os grandes veículos de propagação da cultura do vinho no mundo inteiro.




Para completar esse quadro preocupante, agora também são os vinhos orgânicos de pequenos produtores que têm sua posição ameaçada em nosso país. A partir de Janeiro deste ano, os vinhos orgânicos ou biodinâmicos — mesmo os certificados como tal em seus países de origem ou por órgãos certificadores internacionais — não poderão mais ser identificados como tal no mercado brasileiro, a menos que sejam certificados por organismo certificador brasileiro. Expressões como "orgânico", " biodinâmico",  "bio",  etc, são proibidas agora nos rótulos, privando o consumidor dessa informação essencial — com exceção dos vinhos certificados por organismo certificador brasileiro. Acontece que o processo de certificação brasileiro é caro e demorado, sendo na prática inacessível aos pequenos produtores do mundo todo. Acreditamos que apenas os grandes produtores mundiais conseguirão se registrar aqui como orgânicos ou biodinâmicos, privando assim o mercado do conhecimento de um número já muito grande e sempre crescente de produtores orgânicos. O vinho é um produto muito particular e específico, em que a maior parte da produção mundial de qualidade está nas mãos de produtores muito pequenos, que não terão recursos para obter a certificação brasileira. Sem dúvida acreditamos que é o caso de adiar a aplicação dessa medida para os vinhos, pelo menos até que sejam assinados acordos de reciprocidade, que permitam o reconhecimento mútuo dos processos de certificação no Brasil e no exterior. Afinal, a quem interessa dificultar a propagação dos vinhos orgânicos a não ser a quem não tenha a intenção de produzir vinhos dessa forma?



Diante desse panorama triste, a pergunta que se impõe é a seguinte: qual o limite para a proteção necessária aos grandes produtores nacionais para que possam competir no mercado? Ou tudo isso seria apenas uma busca por maiores lucros? Algumas das medidas adotadas recentemente, como o malfadado selo fiscal, atingem fortemente os pequenos produtores nacionais também. Vale repetir que os pequenos produtores brasileiros deveriam ter um papel importante no panorama vinícola nacional, uma vez que não existe país com alguma relevância no mundo do vinho onde o mercado seja dominado por apenas alguns grandes produtores. Afinal, todos nos lembramos do período anterior ao início dos anos noventa, quando o mercado pertencia a um pequeno grupo de gigantes da indústria nacional, a maioria multinacionais, e a alguns gigantes da indústria vinícola internacional — situação que obrigava o consumidor brasileiro a consumir vinhos caros e medíocres, quando no país nem sequer se sabia o que significava a palavra sommelier.



Estaríamos na iminência de uma volta a esse passado triste para o vinho em nosso país? Será que serão perdidos todos os ganhos dos últimos anos, quando, à custa de tantos esforços, aumentou enormemente a cultura do vinho no Brasil, com o surgimento de muitos milhares de profissionais ligados ao vinho, de inúmeras publicações sobre essa bebida maravilhosa, detantos novos empregos e de tantas novas possibilidades de crescimento profissional? Seriam os muitos milhares de brasileiros que trabalham nesse novo mercado criado pelo vinho importado, em particular o verdadeiro exército de sommeliers, menos brasileiros do que aqueles que trabalham nas grandes empresas produtoras de vinho nacional? E vale lembrar que de cada 5 garrafas de vinho consumidas no Brasil, entre vinhos finos, espumantes e vinhos comuns (produzidos com uvas de mesa), nada menos do que quase 4 (77.4%) já são de vinhos brasileiros! Os números de vendas e de crescimento do vinho nacional são gritantes, e tornam absurdo se buscar ainda maior proteção! O consumidor precisa se manifestar, precisa dizer não a esses verdadeiros abusos!



É preciso ter uma agenda positiva para o vinho no Brasil, com todos lutando juntos para um aumento do consumo, para que o vinho obtenha o tratamento tributário de um complemento alimentar — como em diversos países da Europa — e não um tratamento punitivo com ocorre aqui, onde o ICMS pago pelo vinho é o mesmo pago por uma arma de fogo! É preciso também lutar para diminuir a burocracia, que tanto atrapalha os pequenos produtores de vinhos de baixo volume e alta qualidade — aqueles que criam mercado para o "produto vinho".



É importante que se compreenda o quanto antes que o vinho não é uma commodity, onde o único fator a influenciar a compra é o preço. Vinho é cultura, é diversidade, é terroir, é arte. É como o mercado de livros: o brasileiro lê pouco, assim como bebe pouco vinho. E dificultar a venda de livros de autores estrangeiros não apenas não serviria para aumentar a venda de livros de autores brasileiros, como certamente inibiria ainda mais o hábito da leitura. O mesmo ocorre com os vinhos. É uma ilusão achar que encarecendo o vinho importado o consumidor vai substituí-lo automaticamente pelo vinho nacional. Na verdade o mais provável é que substitua por outro vinho importado mais barato, ou pela cerveja gourmet, ou pelo whisky, por exemplo. O que é preciso é popularizar o consumo do vinho pela diminuição dos preços e da burocracia, tanto para os vinhos nacionais como para os importados. Na verdade eles são aliados, e não inimigos como acreditam aqueles que defendem um protecionismo ainda maior para o vinho brasileiro.



O amante do vinho precisa reagir contra essa situação. Ou teremos todos que aceitar uma volta à situação de 20 anos atrás, com a perda de todo o esforço, todo o trabalho e toda a evolução obtida nesse período.



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Perfil

André Rossi (Déco), 37 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”.

É também um dos únicos cinco Brasileiros residentes no país a ser credenciado como Professor deste mesmo WSet, tendo sido aprovado pelo WSet Educator Training Program 2011, em Nova York.

Editor e Idealizador do Blog EnoDeco, que é hoje o blog oficial de vinhos do portal R7, um dos blogs de vinho mais acessados do Brasil, e que já foi indicado pelo Guia 4 Rodas 2009 como um dos 10 melhores eno-blogs do Brasil.

Colunista da Revista Cool Magazine, da Revista Online Bloggers e também Editor de Vinhos da 4a. Edição do Flavour Guide , projeto anual do crítico gastronômico Josimar Melo. É jurado e avaliador de vinhos de vários eventos e revistas especializadas.

Há 2 anos é o Relações Públicas da Wines of Argentina (WofA), associação das melhores e principais vinícolas argentinas, sendo o responsável pela comunicação, eventos, degustações e todas as ações que a WofA faz em todo o Brasil, para divulgar e comunicar o vinho argentino por aqui.

Foi o ganhador do concurso “Meu Vinho com Susana Balbo” que foi disputado por 30 blogueiros e jornalistas de vinho, onde o principal objetivo era fazer o seu próprio vinho, usando 5 variedades disponibilizadas pela mais importante e premiada enóloga argentina, Susana Balbo. Seu vinho foi escolhido entre os 30 competidores, numa degustação às cegas pela enóloga e sua equipe, tendo um vinho assinado em conjunto com Susana, o Dominio del Plata Essential Limited Edition 2011.

É Publicitário de formação e foi Diretor de Atendimento de grandes agências como W/Brasil e Lew’Lara/TBWA, tendo passado também por Young & Rubicam, DPZ, Leo Burnett e Publicis. Antes disto, trabalhou na área de marketing da importadora Expand.

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