5
mar
2014

#CBE / Vinho da Semana: Amalaya Blanco 2012

 #CBE / Vinho da Semana: Amalaya Blanco 2012

 

Vinho: Amalaya Blanco 2012.

Produtor: Amalaya.

Origem:  Salta (Argentina).

Uvas: Torrontés e Riesling.

Importadora: Decanter

Preço Aproximado: R$ 46,60

 

 

O tema deste mês na Confraria Brasileira de Enoblogs este mês ficou a por minha conta. Sendo esta a minha vez de escolher o tema, resolvi pensar em algo diferente que não tivesse sido tema ainda. Como costumamos beber muitos vinhos brancos varietais, ou seja, feitos com uma única uva. Sauvignon Blanc e Chardonnay são sem dúvida as mais pedidas. Torrontés, uva que anda ganhando espaço nas nossas prateleiras e é um dos grandes destaques da Argentina, também tem aparecido com mais frequência. Então, para ser um pouco diferente, o tema escolhido foi "Vinho Branco de Corte, de qualquer faixa de preço".  E aproveitando minhas idas ao país hermano, resolvi colocar um vinho que gosto muito, cada vez mais.

 

 

O Amalaya Blanco 2012 é um vinho diferente. A começar pela região argentina que ele é produzido: Cafayate (Província de Salta) não é tão conhecida como Mendoza, porque não é a principal região produtora em volume. Mas certamente não por causa da qualidade dos vinhos, que tem surpreendido e encantado. Lá em Cafayate, região extremamente seca e quente (mas com noites frias) estão os vinhedos mais altos do mundo, alguns acima de 3.000 mts de altitude. E a vinícola Amalaya é uma das principais de lá.

 

 

Falando do vinho, digo que ele é diferente pois é um corte que nunca vi igual: Torrontés e Rielsing. Mesmo que seja uma parcela pequena de Riesling (10%), neste vinho, ela faz a diferença porque agrega muito. É um vinho leve, extremamente agradável e que tem o típico floral e frutas brancas intensas, mas tem também um toque mineral e cítrico que a Riesling agrega. Um vinho muito bacana para se tomar na piscina, para acompanhar queijos e aperitivos e até mesmo pratos mais elaborados à base de frutos do mar e peixes. Um corte diferente. Um vinho diferente.

 

 

 

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13
jan
2014

Vinho Natural: Teoria, Prática e Um Argentino Surpreendente.

natural wines 300x199 Vinho Natural: Teoria, Prática e Um Argentino Surpreendente.

 

Vinho Natural: O que é isso?

Uma moda? Sim, talvez.

Uma filosofia? Para alguns, sim.

Um novo (e para muitos, controverso) jeito de fazer vinho? Com certeza!

Um vinho diferente? Sem dúvida.

 

 

E poderia passar horas aqui com perguntas e respostas assim. Algumas delas ainda sem muitas respostas, outras que ainda precisam de tempo para terem respostas e outras que já tem respostas, mas que nem todos concordam. Isto porque o assunto é polêmico e divide opiniões no mundo do vinho, pois há aqueles que são ferrenhos defensores destes vinhos, há aqueles que ainda não tem uma opinião formada e há aqueles que acham pura baboseira. O fato é que o assunto anda ganhando cada vez mais repercussão e visibilidade.

 

 

Mas afinal, o que é um vinho natural? Apesar de não ter uma definição "legal" e única, algo oficial, vinho natural pode ser considerado um vinho feito com mínimas ou nenhuma intervenção humana na sua produção, desde as uvas, que são organicas até a elaboração. Adição de sulfitos, taninos em pó, leveduras, açúcar, correção de acidez e outras técnicas, teoricamente não são permitidas. Alguns vinhos não passam nem por filtração, ficando turvos e para muitos consumidores, podem parecer estranhos.

 

 

Há muitos produtores, principalmente na França e Itália que tem adotado estas práticas. São criticados por uns, amados por outros. Mas o fato, na minha opinião, é que acaba sendo mais um estilo de vinho para nós consumidores. Um estilo que tem toda uma história pra contar, uma filosofia por trás. Gostem os críticos ou não.

 

 

Introdução feita, queria contar como foi o primeiro vinho argentino natural que bebi no final do ano passado. E foi por acaso.

 

zorzal 13 Vinho Natural: Teoria, Prática e Um Argentino Surpreendente.

 

 

Conheci o enólogo Juan Pablo Michelini, enólogo da Zorzal e que vem ganhando muito destaque com seus vinhos nos últimos anos. Vinhos muito bem feitos, que mostram a competencia deste jovem enólogo que certamente tem um presente e um futuro brilhantes na minha opinião. Estávamos jantando, junto com outros amigos e quando contamos que no dia seguinte teríamos um almoço de final de ano de uma das confrarias de amigos que faço parte e que beberíamos grandes vinhos, ele prontamente nos ofereceu, sem nenhum medo, 2 vinhos seus, recém saídos de produção, para tomarmos. A linha EGGO ainda não está disponível aqui no Brasil, mas em breve estará pela Grand Cru. Como já tínhamos muitos vinhos no almoço, optamos por deixar o Malbec para a próxima e abrimos o EGGO Sauvignon Blanc para iniciar os trabalhos. E já pela garrafa, via-se que ele era diferente: Um vinho turvo, não filtrado, o que espantaria muitos consumidores que poderiam achar que o vinho estava ruim. Mas não tem nada a ver. No nariz e na boca, algo diferente. Os aromas claros e nítidos de frutas cítricas, maracujá e "verdes" como aspargos e grama, aromas muito presentes nos Sauvignon Blancs de muitos países, estavam lá, mas encobertos com algo de leveduras, de uma fruta mais fresca. Um vinho diferente, extremamente complexo e encantador. E encantou a todos. E posso dizer que as bocas que estavam por lá eram bem exigentes!

 

 

Uma experiencia diferente e muito bacana. Não tenho e menor dúvida de que Juampi (Michelini) está fazendo algo que ainda vai dar muita repercussão por aí. Mas do que ele já tem tido!

 

 

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11
nov
2013

Consistência: Palavra de Ordem na Vinícola Mendel.

Postado por andrerossi às
10h40

Mendel 225x300 Consistência: Palavra de Ordem na Vinícola Mendel.

 

Estar frente a frente com grandes enólogos é sempre um prazer e uma das coisas mais encantadoras do mundo do vinho. E graças a Deus estas oportunidades tem sido cada vez mais frequentes para mim. Mas tem alguns que acabam sendo mais especiais, como o caso de estar com o argentino Roberto de la Mota, enólogo-chefe e proprietário da vinícola Mendel, uma bodega pequena, que tem uma capacidade de 200 mil garrafas e deste total, mais de 90% para exportação. Aqui no Brasil, a Expand é a importadora dos vinhos Mendel. Roberto é um dos principais enólogos argentinos, tendo estudado e trabalhado em grandes propriedades da França, com destaque para o mítico Chateau Cheval Blanc. E num delicioso almoço, pudemos provar alguns de seus vinhos, que já conhecia, mas é sempre bom repetir quando os vinhos são bons.

 

 

 

E o primeiro vinho é o de entrada da vinícola, o Lunta 2011 (Malbec 100%), um vinho de R$ 98,00 que apresenta muita fruta, exclente corpo e acidez e uma estrutura incrivel. Um vinho ainda jovem, mas já pronto para beber. Depois, o mais conhecido de todos, o Mendel Malbec 2011. Apesar do Lunta já ter uma boa passagem por madeira, uma das principais características do Mendel é uma maior presença de madeira, mas sem nenhum exagero. Um malbec que foge dos padroes daquelas compotas de fruta e é mais elegante, tendo uma complexidade bem bacana. R$120,00. Por último, o ícone da vinícola, o Mendel Unus 2010, um corte predominantemente de Malbec, mas que leva boa parte de Cabernet Sauvignon e uma "pitada" de Petit Verdot. 16 meses de barricas de primeiro e segundo uso e um vinho ainda novo, mas que mantém a mesma espinha dorsal dos outros, com elegancia. Sem nada em exagero, tudo absolutamente equilibrado, casou perfeitamente com a carne que foi servida. Um vinho de R$ 248,00 que tem uma longa guarda pela frente. Longa mesmo.

 

 

 

Sem dúvidas, Roberto tem o reconhecimento que tem por conta de sua competencia. E tanto a Mendel, como outras bodegas que ele assessora, podem ter a certeza, de olhos fechados, que terão vinhos consitentes, sérios e de alto nível. E no caso da Mendel, bom para a Expand que tem verdadeiras preciosidades argentinas em seu portfolio.

 

 

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12
out
2013

Vinhos da Semana: Baladero Malbec 2007 e Baladero Cabernet Sauvignon 2009

Postado por andrerossi às
14h09



 

Vinhos: Baladero Malbec 2007 / Baladero Cabernet Sauvignon 2009

Produtor: Fermasa

Origem:  Mendoza (Argentina).

Uvas: Malbec / Cabernet Sauvignon

Importadora: Barrica Negra

Preço Aproximado: R$ 33,50 

 

 

Pela primeira vez eu coloco nesta coluna de "Vinho da Semana" dois vinhos juntos. Explico: Tomei estes 2 vinhos na mesma ocasião, colocando-os lado a lado para fazer uma comparação entre eles, já que fazem parte da mesma linha, mas são de uvas diferentes. E safras também. Mas queria fazer esta brincadeira, principalmente por se tratar de vinhos de uma faixa de preço extremamente competitiva.

 

 

E posso dizer que os vinhos surpreenderam Os dois vinhos chamaram a atenção por serem fáceis de beber e muito bem feitos, sem arestas a serem aparadas. Macios e sem álcool sobrando! Acidez, corpo, persistência… tudo muito bem equilibrado. O Malbec, já por ter mais idade (6 anos), já está mais evoluído, mas para um vinho de pouco mais de R$ 30,00, aguentou bem os 6 anos. Mas não deve segurar muito mais tempo, então melhor tomar agora, enquanto está em plena forma. Já o Cabernet Sauvignon, com mais potencia, se mostra como um legítimo Cabernet da Argentina. Potente, bem aromático, ótimo corpo e macio. Se seguir o irmão Malbec, deve aguentar bem mais uns 2-3 anos.

 

 

Resumo da ópera: Belíssimas opções por pouco mais de "30 dinheiros". Vinho bom para o dia a dia e que vai bem com uma bela carne.

 

 

 

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4
set
2013

Pingüins não bebem vinho. Mas se bebessem, estariam bem servidos!

Cópia de foto 2 300x300 Pingüins não bebem vinho. Mas se bebessem, estariam bem servidos!

 

A Patagonia Argentina é sinônimo de Pinot Noir para muita gente que gosta e aprecia os vinhos argentinos. Tá bom, é sinônimo de pingüins também. Mas a Patagonia que estamos falando não é lá pra baixo, junto com os glaciares e pingüins, mas um pouco mais pra cima. E não é pra menos que esta região ficou conhecida por seus Pinots, que muitos julgam ser os melhores da terra de Messi. E talvez o grande expoente de lá em termos de Pinot seja a vinícola Chacra, que faz algum tempo, produz vinhos por lá e é reconhecida inclusive por muitos enólogos de lá como os grandes Pinots da região.

 

 

 

Rcentemente estive com o dono da vinícola, Piero Incisa della Rocchetta, italiano que se mudou para lá em 2004 para abrir sua vinícola. Aqui vale um parentheses importante: Piero é neto de um dos maiores nomes da vitivinicultura italiana, o Marchesi Mario Incisa della Rocchetta, proprietário e criador do mítico Sassicaia. Ou seja, o vinho e a competencia estão no sangue.

 

 

 

Por aqui, seus vinhos são importados pela Ravin, de quem recebi hinrosamente o convite para participar de um delicioso e exclusivo jantar para alguns afortunados. Lá pude experimentar novamente o Barda 2010 seu Pinot de entrada e que surpreende pela persistencia e intensidade. Logo depois, o sarrafo subiu mais ainda: O Chacra “Cincuenta y Cinco” 2010, também um Pinot Noir intense e persistente, mas que leva um estilo mais Borgonha para mim. Detalhe: As videiras deste vinho foram plantadas em 1955.

 

 

 

Não contente com o alto nível, subimos mais ainda: o cultuado Chacra “Treinta y Dos” 2008, o vinho top da Bodega, é pra se beber de joelhos. Um vinho que não deve nada aos grandes Borgonhas, apesar de ser um estilo mais novo mundo do que o anterior. E com uvas provenientes de vinhedos ainda mais antigos, plantados em 1932. E por ultimo, pra mim, a grande surpresa da noite: O novo rótulo da vinícola, o Chacra Mainqué 2009 é o único que não é Pinot Noir: 100% Merlot e uma delicia de vinho, extremamente fino, macio e redondo para se tomar! Diria eu que, pela relação preço-qualidade, foi o grande destaque da noite.  E mostra que Piero não entende somente de grandes Pinots. Será que vem coisa nova pela frente? Tomara, principalmente se considerarmos que ele anda querendo produzir um Cabernet Franc – uva da qual sou fã confesso – pois é uma uva que tem dado bons vinhos por lá. É só ver o sucesso de alguns como Humberto Canale e Bodegas Fin del Mundo, que andam produzindo Cabernet Francs muito bons!

 

 

Os pingüins que se cuidem, pois o posto de "cartão postal" da região está seriamente ameaçado. Pra muitos, como eu, inclusive já mudou! E viva os vinhos patagônicos!

 

 

 

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10
jul
2013

Grand Tasting Argentina 2013: Onde Quantidade e Qualidade se Juntaram!

foto 225x300 Grand Tasting Argentina 2013: Onde Quantidade e Qualidade se Juntaram!

 

No último dia 26 de Junho aconteceu o Grand Tasting Argentina 2013. Como RP da Wines of Argentina aqui no Brasil, acabei sendo um dos responsáveis por colocar o evento de pé, junto com a Fernanda Fonseca, que ajudou na operacionalização do Tasting.

 

 

O público, formado em sua maioria por pessoas que trabalham em restaurantes, lojas e supermercados, importadores, também teve a companhia da imprensa (blogueiros e jornalistas especializados) e também alguns poucos consumidores finais, estes convidados pelas importadoras, por serem clientes importantes, compradores e entendedores. Ou seja, um público seleto, sem a já tradicional bagunça de consumidores que vão para beber, encher a cara e pedir os vinhos mais caros de cada vinícola.

 

 

 

O lugar escolhido, o Hotel Unique, é sempre impecável em sua organização e serviço e isto ajudou muito a aumentar a qualidade do evento, onde 44 vinícolas argentinas, entre elas pequenas, médias e grandes, conhecidas e desconhecidas vieram apresentar seus vinhos. E algumas, que ainda não estão presentes aqui no Brasil, vieram buscar alguma aliança comercial e acho que tiveram boas oportunidades de conversas e negociações.

 

 

 

Mas, para fugir um pouco das tradicionais feiras, resolvemos colocar alguns extras no evento: O primeiro foi uma Master Class, que é uma espécie de aula com um tema específico, que foi dada, neste caso, por Jorge Riccitelli, enólogo da Norton e que no ano passado foi eleito o enólogo do ano pela Revista americana Wine Enthusiast. Jorge conduziu uma Master Class com degustação de 9 vinhos, onde o tema era "A Argentina além do malbec" e que mostrou, com vinhos muito bons, que o país ao lado realmente não depende somente desta maravilhosa uva. Cabernet Franc, Petit Verdot, Cabernet Sauvignon, Torrontés e outras uvas mostraram que também fazem excelentes vinhos, varietais ou de corte, por lá. Foi uma belarexposição, que 30 convidados, a maioria imprensa, puderam participar.

 

IMG 3925 11 300x199 Grand Tasting Argentina 2013: Onde Quantidade e Qualidade se Juntaram!

 

 

Outra atividade, que fizemos acontecer em paralelo ao evento, foram os Wine Walks. Estas atividades eram como "Tours" que grupos de 5 a 10 pessoas faziam pela feira, conduzidos sempre por um enólogo e este enólogo caminhava pelos espaços das Bodegas, de acordo com o tema selecionado. Nestes casos, foram 3 Wine Walks, conduzidos por Tomas Hughes, enólogo da Trapiche e Matias Riccitelli, filho do Jorge (que citei acima) e que tem um projeto próprio - Matias Riccitelli Wines - e que faz parte desta nova e competente geração de enólogos argentinos. A idéia era termos algo mais dinâmico e lúdico, onde os participantes pudessem conhecer e descobrir coisas novas e bacanas.

 

 

 

Não vou comentar aqui de cada vinho que tomei, até porque minha missão não era ficar degustando e sim organizando, mas senti produtores e participantes em sinergia, aproveitando ao máximo a presença dos enólogos, donos das vinícolas e gerentes comerciais. Sou suspeito, mas minha percepção foi muito boa e isto acaba sendo bom para o vinho argentino continuar sua escalada e caminhada por aqui, para mostrar sua qualidade e diversidade!!

 

IMG 4461 1 300x199 Grand Tasting Argentina 2013: Onde Quantidade e Qualidade se Juntaram!

 

 

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5
jul
2013

Vinho Argentino: Bebida Nacional. E nós?

Postado por andrerossi às
17h24

BANDEIRA ARGENTINA E VINHO 300x166 Vinho Argentino: Bebida Nacional. E nós?

 

Enquanto nós patinamos com impostos e burrocracias, nosso país hermano continua demonstrando maturidade na indústria do vinho. Depois da presidente Cristina Kirchner declarar o vinho como alimento, reduzindo drasticamente os impostos pagos, agora vem mais uma vitória deles no campo vitivinícola: Ontem, no senado portenho, o vinho foi declarado BEBIDA NACIONAL. Detalhe: Foi por votação unâninme…!

 

 

Com isto, a bebida ganha  mais força no cenário nacional e também na estratégia de consolidar o vinho argentino no mundo, difundindo assim as características culturais que rondam o vinho argentino, tornando a bebida parte de suas tradições e cultura.

 

 

A Argentina, país que vem enfrentando muitos problemas políticos e econômicos, deveria ser vista por nós e principalmente pelo nosso governo, como um exemplo a ser seguido. Já comentei aqui que acho que temos qualidade e possibilidade de melhor e muito os nossos vinhos, promoção e tudo o que envolve esta bebida. Mas é preciso que a cadeia do vinho, que vai desde o pequeno produtor até o consumidor final, seja incentivada a isto!

 

 

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2
jul
2013

#CBE: Luca Beso de Dante 2009

117385l #CBE: Luca Beso de Dante 2009

 

Vinho: Luca Beso de Dante 2009

Produtor: Laura Catena

Origem:  Mendoza (Argentina).

Uvas: Cabernet Sauvignon e Malbec.

Importadora no Brasil: Vinci.

Preço Aproximado: R$ 130,00.

 

 

Um tema no mínimo curioso e ousado, nos propôs este mês o nosso amigo Claudio Werneck, do Le Vin au Blog. Um dos grandes e queridos amigo que fiz no mundo do vinho, Claudio aproveitou para sair do padrão e propôs um tema que fez sucesso e foi uma boa desculpa para que muitos de nós, confrades da CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs,  abríssemos vinhos que estavam escondidos ou sem data para beber. Com o tema "Abra aquele vinho mais especial da sua adega", Claudio provocou. E teve o que queria: Confrades abrindo vinhaços ou vinhos significativos. Que foi o meu caso.

 

 

Já peço desculpas para o Claudio por não abrir o melhor. Mas ele vai entender que nem sempre o melhor é em termos de qualidade. No meu caso, é um belíssimo vinho, mas o significado vale uma vida, a vida do meu filho Luca. E este é ainda mais especial, pois é a safra do ano que ele nasceu: 2009. Como o Claudio (E a Rafa, queridíssima companheira do Claudio) e alguns confrades conhecem o meu pequeno Luca, acredito que a escolha vá ser aprovada.

 

 

Falando do vinho: Feito pelas mão da filha de Ernesto Catena, Laura Catena, este é um daqueles vinhos para "comer de garfo e faca". Um vinho que pede comida e que tem uma loooooonga vida pela frente. Evitando as descrições técnicas, é um vinho que tem o nariz extremamente intenso, com muita fruta e madeira, num equilíbrio perfeito. Na boca, é bem encorpado, com taninos macios e agradáveis e final longo, muito longo. Um vinho que precisa de uma meia hora de respiro antes para poder melhorar e abrir um pouco. Mais um belo exemplar da capacidade da família Catena.

 

 

Um vinho especial, com um dos maiores significados da vida para mim.Um vinho especial, de uma safra especial, para ser bebido com pessoas especiais. E para ser aberto seguindo a proposta de pessoas especiais!

 

 

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21
jun
2013

Vinho da Semana: Callia Alta Shiraz-Cabernet Sauvignon

Postado por andrerossi às
10h10

1229  20832 zoom 201x300 Vinho da Semana: Callia Alta Shiraz Cabernet Sauvignon

 

Vinho: Callia Alta Shiraz/Cabernet 2011

Produtor: Bodegas Callia

Origem:  San Juan (Argentina).

Uvas: Shiraz e Cabernet.

Importadora no Brasil: Zahil.

Preço Aproximado: R$ 28,00.

 

Aí está uma faixa de vinho difícil de garimpar coisas honestas no Brasil. Tem algumas coisas interessantes sim, mas com as margens que os importadores colocam e os monstruosos impostos, fica praticamente inviável termos aqui bons vinhos nesta faixa de preço. Mas quando encontro algo, fico muito feliz. E é o caso deste vinho.

 

 

Tive o prazer de visitar esta vinícola no final do ano passado, na região de San Juan, norte da Provincia de Mendoza. E pude provar toda a extensa linha de produtos deles. Vinhos honestos, muito bem feitos e que fazem bonito em suas faixas de preço.

 

 

Este Shiraz/Cabernet é um vinho fresco, de bom corpo e com taninos bem macios e redondos. Final médio-longo, num vinho equilibrado e por menos de R$ 30,00, uma bela escolha! É disto que precisamos!

 

 

 

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10
mai
2013

Uma Master Class. Master de Verdade!

Postado por andrerossi às
20h14

foto 1 300x300 Uma Master Class. Master de Verdade!

 

Uma iniciativa muito bacana e diferente. Assim posso descrever o evento que a Ravin, importadora que segue fazendo um trabalho sério e para o bem do vinho, realizou na manhã desta quarta-feira. Um encontro entre dois grandes nomes do vinho sul-americano e porque não, mundial. De um lado, Sebastian Zuccardi, herdeiro de uma das maiores e melhores vinícolas argentinas, a Zuccardi. Do outro lado, Pedro Parra, chileno e um dos maiores experts em terroirs do mundo, conhecido como "Dr.Terroir". A idéia foi mostrar as diferenças e principais características dos terroirs destes países através dos vinhos que eles produzem. Foram 12 vinhos, 6 de cada um que além de muito bons e que tem um conceito importante por trás, eram didáticos, claros e fiéis. Não vou falar sobre cada um deles pois vai ficar muito cansativo, mas vou dar uma visão geral do que foi a degustação...

Falando do projeto Clos des Fous, é um projeto pessoal de Pedro Parra, um sonho que ele tirou do papel, de fazer vinhos que expressem fielmente seus terroirs e que não se preocupam com pontuações altas. Coisa rara no mundo do vinho. 3 Pinots, 2 Cabernets e 1 Blend mostram bem a fissura deste cara por vinhos diferentes, fora do óbvio. Pode-se dizer até, que Pedro Parra é mais um tatú, do que um homem, de tanto tempo que vive debaixo da terra, analisando solos. De um modo geral, os vinhos são muito autênticos, com pouquíssima madeira, muita fruta, mineralidade, acidez natural em todos (apenas um deles tem uma correção mínima) e que foge do padrão dos vinhos chilenos que temos aos montes aqui no Brasil e que para mim cansaram um pouco. Um projeto bem bacana e que certamente já está dando o que falar e dará mais ainda.
Seba Zuccardi mostrou bem as diferenças de terroir entre Chile e Argentina, sobretudo com relação à continentalidade, grande característica dos argentinos, influência marítima, forte no Chile e altitude, esta sim, uma das grandes bandeiras argentinas, com os vinhedos mais altos do mundo, já que em Salta há vinhedos plantados a mais de 3.000 metros de altura! E é impressionante o amplo trabalho que fazem por lá, brincando com as diferentes altitudes e solos e suas influências nos vinhos. É por isso que desde que comecei a trabalhar junto com a Wines of Argentina, e consequentemente a beber muitos vinhos de lá, tenho cada vez mais clara a idéia de que eles ainda tem um potencial gigante para fazer excelentes vinhos que vão além do Malbec e os próprios Malbecs, a diferença que tem entre eles, dependendo da região que é plantada. Sobre os vinhos, Os monstruosos vinhos da Zuccardi sempre encantam. Do Emma Bonarda, passando pelo maravilhoso blend do Zetta, pra mim dos melhores argentinos e chegando aos diferentes Malbecs da linha Aluvional, plantados em regiões diferentes dos dois Malbecs Altamiras (Super Calcareo e Arcilloso) que estão na mesma região, no mesmo vinhedo, próximos um do outro, mas se diferenciam pelo tipo de solo (Calcário e Calcário-Argiloso). E sim, os vinhos são diferentes, acreditem.
Não tem como negar que foi uma aula, ou uma "Master Class" com " Master" maiúsculo. Para quem gosta de aprender, principalmente na prática, foi um prato cheio. Algo que o mundo do vinho deveria investir, pois educa e informa. E uma organização impecável da turma da Ravin, desde a idéia até a execução. Que venham outros, muitos outros!

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