Publicado em 25/08/2014 às 15h01

À luz de uma Vertical de Cobos.

 
Não é todo dia que se tem uma tarde iluminada. Não só pela linda luz do sol da tarde que batia na enorme e famosa Figueira que faz do restaurante Figueira Rubayat um dos mais bonitos da cidade. A tarde foi iluminada pela presença de Paul Hobbs, um dos grandes enólogos da atualidade, consultor de mais de 30 vinicolas ao redor do mundo e que é também proprietário de 3 vinícolas, sendo 2 na Califórnia e 1 na Argentina, que é de quem falaremos. A Viña Cobos tem alguns dos vinhos mais desejados e pontuados da Argentina, o Cobos Malbec, além de outros maravilhosos, como os Bramares e os Felinos.

 
E a luz da tarde começou com a simpatia de Paul contando sobre seus primeiros passos em solo argentino, na Catena Zapata, fazendo o famoso vinho Alamos Malbec (sem que Nicolás Catena soubesse), e depois o desejo de ter seu próprio projeto. Com ajuda de contatos de sua esposa Mariella, que é Argentina, achou 2 sócios para iniciar o projeto em 1997.

 
Em 1999, seu primeiro vinho, o Cobos Malbec 1999 recebeu nada menos que 92 pontos de Robert Parker. E depois disto a coisa decolou.

 
Mas vamos à luz do que tornou esta tarde especial: a vertical de Cobos 2009, 2010 e 2011, que vem de uvas proveniente de vinhedos com mais de 85 anos de idade. Como faço geralmente os relatos de verticais, não vou me ater tecnicamente vinho a vinho, mas vou traçar um panorama geral. E vou falar que são vinhos bem diferentes.

 
O Cobos 2009 tem o nariz mais complexo, com madeira, frutas pretas e violeta, além de um herbáceo mais forte e um final longo de frutas secas. Talvez, um pouco evoluído demais para um vinho de 5 anos deste porte. Já na boca, o 2010 ganha do 2009 por ser mais intenso, com final ainda mais longo e parece ter mais guarda que o 2009. Mas se falarmos em equilíbrio, sem dúvida, o 2011 dá um show. Intensidade à flor da pele, acidez, taninos, final, nariz... Tudo nos levando a um vinho iluminado, como tenho dito desde o começo.

 
Claro que o preço de R$ 1.099,00 para os 3 vinhos, limita o acesso a eles. Mas de fato estamos falando de um vinho único, de enorme guarda e que tem tudo para estar um néctar dos Deuses daqui a uns 10 anos.

 

Depois ainda tivemos 3 Bramares, mas que falarei num outro post, para que as luzes do show de hoje fiquem só para o Cobos.

 

 

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Publicado em 21/08/2014 às 13h22

A Sensibilidade em Forma de Vinho

foto 61 225x300 A Sensibilidade em Forma de Vinho
As mulheres sem dúvida nenhuma tem ocupado cada vez mais espaço nos altos cargos das empresas. No mundo do vinho, um universo ainda muito masculino, algumas mulheres se destacam muito, tanto aqui no Brasil como fora, em diversos campos: jornalistas, consultoras, sommelières, enólogas, e por que não, donas de vinícolas. E sem dúvida, a delicadeza a sensibilidade feminina, no mundo do vinho, fazem muita diferença. E Susana Balbo é, sem dúvida, uma referência e exemplo disto.
Primeira enóloga argentina, Susana é dona e enóloga de sua própria vinícola, a Domínio del Plata. Mas seu nome é tão forte, que a marca Dominio del Plata vai passar a ser somente a razão social, e os vinhos terão todos a assinatura "Susana Balbo Wines".
Para mostrar um pouco esta sensibilidade feminina e os resultados que ela produz, a Cantu Importadora, que traz os vinhos da Susana pro Brasil, organizou um evento na sempre badalada e ótima churrascaria Fogo de Chão. Afinal, para acompanhar a potência dos grandes vinhos argentinos, nada melhor que uma grande carne.
Começando a medir a sensibilidade feminina de Susana, iniciamos com o Crios Rosé 2013, um famoso e bem resolvido rosé argentino, mostrando que ele continua sendo uma ótima opção. Depois, o melhor Torrontés argentino segundo Robert Parker, o BenMarco Torrontés 2013, que, fugindo dos tradicionais Torrontes de lá, é complexo e de excelente estrutura. Passou 4 meses em barricas de carvalho francês.
foto 11 225x300 A Sensibilidade em Forma de Vinho
Ok, mostrar a sensibilidade e o toque feminino em brancos e rosés é mais fácil. Mas e nos tintos, como fica? E a resposta é fácil: com cortes diferentes, vinhos consistentes e no caso do ícone da vinícola (Nosotros 2009), com um 100% Malbec corpulento, de longa guarda, sem ser enjoativo. Tanto o BenMarco 2010 (50% Malbec, 20% Cabernet Sauvignon, 10% Syrah, 10% Tannat e 10% Petit Verdot) quanto o Brioso (45% Cabernet Sauvignon, 20% Merlot, 15% Malbec, 10% Cabernet Franc e 10% Petit Verdot) são cortes complexos, que só poderiam ser elaborados por alguém com muita sensibilidade, que pudesse extrair de cada uva, o que ela tem de melhor, e na quantidade certa. E o resultado que temos é inegável. Vinhos complexos, estruturados e consistentes, que além de tudo, ainda tem ótimo potencial de guarda.
foto 22 225x300 A Sensibilidade em Forma de Vinho
E por ultimo, a sensibilidade que se transforma em doçura. Os vinhos tardios Torrontes Late Harvest 2010 e o Malbec Late Harvest 2010, ambos sob a linha Susana Balbo. Tanto um como outro, são extremamente bem elaborados, sem aquela sensação enjoativa de muitos vinhos doces, muito pela acidez super presente, que equilibra muito o vinho.
foto 42 225x300 A Sensibilidade em Forma de Vinho
Acho que por estes e outros motivos, a sensibilidade feminina de Susana está nítida. Felizes de nós que podemos comprovar sensivelmente!!

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Publicado em 18/07/2014 às 09h00

Copa dos Vinhos: Capítulo Final. Alemanha x Argentina

Copa dos Vinhos5 150x150 Copa dos Vinhos: Capítulo Final. Alemanha x Argentina

 

A Copa do Mundo terminou. Bons jogos, muitos gols, emoções à flor da pele, surpresas e claro, decepções, principalmente para nós, Brasileiros que acreditaram e  sofreram com a nossa seleção e principalmente, não esperava o show de bola que levamos nos dois últimos jogos. Mas parabéns à Alemanha, que com um futebol envolvente e consistente, bordou sua quarta estrela em suas belas camisas.

 

 

Mas se o assunto é vinho, vamos parar a bola por aqui e falar do que vai dentro da taça. Esta Copa envolveu 17 países que produzem vinhos de destaque internacional. Alguns países muito conhecidos como Argentina, Brasil, Chile, França, Portugal, Espanha, Itália, Estados Unidos, Austrália, Alemanha e Uruguai. Outros nem tão conhecidos e notórios, como Grécia, Croácia e Suíça. E outros praticamente desconhecidos da grande maioria, como Inglaterra, México e Japão. O mais bacana é ver que a grande maioria destes países possuem vinhos disponíveis em nosso mercado e que temos possibilidades infinitas de provar sempre um bom vinho, de regiões diferentes.

 

 

Mas já que ainda estamos no clima da final, deste grande jogo que foi Argentina e Alemanha, vamos falar um pouco de seus vinhos e mostrar que nem só de bola eles entendem.

 

 

Começando pela Alemanha, que infelizmente é um país controverso para muita gente quando o assunto é o vinho. E não só no Brasil, mas em muito lugares pelo planeta, afinal, o fenômeno do “Vinho da Garrafa Azul” colocou o vinho alemão em evidência. Mas como ele, o Liebfraumilch, não é um vinho de alta qualidade e é enjoativo, muita gente nem pensa em abrir uma garrafa de vinho alemão. Mas ao contrário do que se pensa, os alemães fazem sim ótimos vinhos, principalmente brancos. As melhores regiões ficam a oeste do país, na fronteira com a França – onde também se produzem ótimos vinhos, muitos com as mesmas uvas dos alemães -  e por serem regiões mais frias, as uvas brancas como a Riesling, a Silvaner, a Gewurztraminner e a tinta Pinot Noir reinam por lá. As principais regiões são Mosel, Nahe, Rheingau, Rheinhessen e Baden. Há também os vinhos doces, muito bons e muito superiores ao Liebfraumilch. E muitos deles, tanto os doces como os secos, são vinhos caros na maioria dos casos e ainda não tão abundantes em nosso mercado.

 

 

Já a Argentina é o extremo oposto em relação a conhecimento e aceitação por aqui. Aliás, este país que nós brasileiros não temos muita empatia pelo seu futebol, mas pelos seus vinhos somos o oposto, já que, depois do Chile, é o país que mais exporta vinhos pra cá e tem muita aceitação, principalmente por sua uva emblemtica, a Malbec.

 

 

A Argentina ocupa um lugar de destaque na produção de vinho no mundo todo. E no Brasil, seus vinhos só perdem para os chilenos em volume importado por nós. Não preciso dizer que a Malbec é a rainha das uvas por lá e sem dúvida, uma das grandes razões pela constante evolução do vinho argentino. Mas nem só de Malbec vive a Argentina. Pelo contrario. Eles tem produzido cada vez mais cabernets sauvignon, merlots, pinot noirs, syrahs, chardonnays, sauvignon blanc, torrontés e muitas outras. Vale citar também a Cabernet Franc, que vem ganhando muito destaque com vinhos maravilhosos, conforme já destaquei aqui no blog algumas vezes. Isto sem falar em blends sensacionais também.

 

 

Em termos de regiões, Mendoza é e vai continuar sendo a grande referência. Mas regiões como a Patagonia (Neuquén e Rio Negro), San Juan e Salta (Cafayate) são regiões que certamente não tem o peso commercial de Mendoza, mas tem surpreendido com seus Syrahs (San Juan), Torrontés e Tannat (Salta) e Pinot Noir (Patagonia).

 

 

Poderia gastar muitas linhas ainda sobre a Alemanha e a Argentina. Mas sugiro agora pararmos por aqui e abrirmos uma garrafa para brindar! De preferencia com um branco alemão e um tinto argentino!

 

 

ARGENTINA

- COLONIA LAS LIEBRES BONARDA 2012

- PRODUTOR: ALTO LAS HORMIGAS.

- REGIÃO: MENDOZA.

- UVAS: 100% BONARDA.

- PREÇO APROXIMADO: R$ 43,00 (No site da importadora WORLD WINE - www.worldwine.com.br)

 

A Bonarda é uma uva ainda pouco conhecida do consumidor geral, mas uma uva que na Argentina anda ganhando muito espaço e importancia. Ela já era usada muito como parte dos cortes de muitos vinhos, mas há mais ou menos 10 anos ela vem sendo bem utilizada como vinhos  de corte e com muita qualidade. Mas muitos ainda com muito uso de madeira. Por isso, sempre falo que quem quer conhecer como é de fato a Bonarda, este vinho é o ideal. Muito equilíbrado e sem uso de madeira, este vinho mostra bem o potencial desta uva, que devemos ver cada vez mais daqui pra frente!

 

colonia las liebres bonarda 20111 1 97x300 Copa dos Vinhos: Capítulo Final. Alemanha x Argentina

 

ALEMANHA

- MEYURZIGER WURZGARTEN KABINET 2007

- PRODUTOR: DR. LOOSEN.

- REGIÃO: MOSEL

- UVAS: 100% RIESLING.

- PREÇO APROXIMADO: R$ 138,90 (No site da importadora EXPAND - www.expand.com.br)

 

 

Mais um alemão feito com Riesling e extremamente típico. Excelente acidez, bom corpo (típico da Riesling) e sem passagem por madeira. Excelente vinho para acompanhar um prato de frutos do mar, peixes com molhos cítricos.

 

2007 Dr Loosen Urziger Wurzgarten Riesling Kabinett 08101001000282 ce471f5 300x300 Copa dos Vinhos: Capítulo Final. Alemanha x Argentina

 

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Publicado em 02/07/2014 às 17h10

Copa dos Vinhos: A Argentina.

Copa dos Vinhos1 150x150 Copa dos Vinhos: A Argentina.

 

Até agora falamos de muitos países produtores de vinho que disputaram jogos entre si. Mas tem um produtor, que está na Copa, mas que até agora só pegou países que não produzem vinho e pelo menos por enquanto, vai continuar assim, pois nas quartas de final vai pegar a Bélgica. Então, vou aproveitar aqui para não deixar passar e farei um post só sobre este país. Aliás, país este que nós brasileiros não temos muita empatia pelo seu futebol, mas pelos seus vinhos somos o oposto, já que, depois do Chile, é o país que mais exporta vinhos pra cá. E aposto que a maioria já sabe de que país estou falando: dos nossos hermanos argenitnos, claro!

 

 

A Argentina ocupa um lugar de destaque na produção de vinho no mundo todo. E no Brasil, seus vinhos só perdem para os chilenos em volume importado por nós. Não preciso dizer que a Malbec é a rainha das uvas por lá e sem dúvida, uma das grandes razões pela constante evolução do vinho argentino. Mas nem só de Malbec vive a Argentina. Pelo contrario. Eles tem produzido cada vez mais cabernets sauvignon, merlots, pinot noirs, syrahs, chardonnays, sauvignon blanc, torrontés e muitas outras. Vale citar também a Cabernet Franc, que vem ganhando muito destaque com vinhos maravilhosos, conforme já destaquei aqui no blog algumas vezes. Isto sem falar em blends sensacionais também.

 

 

Em termos de regiões, Mendoza é e vai continuar sendo a grande referência. Mas regiões como a Patagonia (Neuquén e Rio Negro), San Juan e Salta (Cafayate) são regiões que certamente não tem o peso commercial de Mendoza, mas tem surpreendido com seus Syrahs (San Juan), Torrontés e Tannat (Salta) e Pinot Noir (Patagonia).

 

 

Então, já que temos muitos vinhos argentines por aqui, vou destacar uma novidade em nosso Mercado:

 

URRACA RESERVA MALBEC 300x300 Copa dos Vinhos: A Argentina.

 

 

- URRACA RESERVA MALBEC 2008

- PRODUTOR: URRACA WINES

- UVA: MALBEC

- PREÇO APROXIMADO: R$ 69,00 PELA IMPORTADORA WINE & CO (http://www.wine-co.com.br)

- Quem quer saber como é um malbec reserva bem feito, macio, redondo e com bom preço, pode apostar neste vinho. Elaborado pelo competente Walter Bressia, que produz também seus próprios vinhos “Bressia”, o Urraca Reserva Malbec tem tudo o que um Malbec de guarda pode ter: Frutas pretas e vermelhas, madeira bem integrada e uma pontinha de violeta, típica dos malbec argentinos. Por R$ 69,00, um belíssimo vinho que vale a pena conhecer!

 

 

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Publicado em 21/05/2014 às 18h30

Norton: Da História da Argentina pra História do Brasil.

foto 7 300x300 Norton: Da História da Argentina pra História do Brasil.

Com o amigo e competente Jorge Riccitelli

Norton: Um nome intimamente ligado ao vinho argentino e também ao consumidor brasileiro de vinho. Um nome forte, bem estabelecido aqui e no mundo todo com vinhos de excelente qualidade e seriedade.
Jorge Riccitelli: Um outro nome forte, de respeito, sinceridade, competência e simpatia. Jorge é o enólogo da Norton e responsável por todos os vinhos da vinícola. E também, não posso deixar de falar, é o responsável inspirador do seu filho Matias Riccitelli, jovem enólogo que anda arrebentando na Argentina com seus vinhos próprios e que em breve estará por aqui lançando sua linha!
Em uma degustação especial e agradável com o amigo Jorge e o pessoal da Importadora Wine Brands, que importam e distribuem os vinhos da Norton aqui, pude provar novamente alguns dos vinhos feitos pela vinícola e tbm provar outros que ainda não conhecia e vou comentar abaixo:
Norton Lote 2009. Uma caixa de 3 Malbecs 2009 feitos da mesma forma, mesmo tempo de barrica (16 meses), 100% Malbec. Mudam apenas os terroirs. Lulunta, La Colonia, e Agrelo. Nos anos seguintes, pode ser que tenhamos outras variedades. Serão escolhidas sempre as variedades que se dêem melhor naquele ano. O Kit com os 3 vinhos custa R$ 480,00 e só pode ser comprado com a caixa de 3 fechada.

 

foto 5 300x300 Norton: Da História da Argentina pra História do Brasil.
Norton Reserva 2009. Um dos Malbecs mais típicos e conhecidos da Argentina. E de fato é um Malbec típico do que se espera de um Malbec e um bom custo de R$ 73,00.
Norton Privado 2010. É a bandeira na Norton no exterior, pois não fazem para o mercado interno da Argentina. Um corte de 40% Malbec, 30% Merlot e 30% Cabernet Sauvignon. Com 16 meses de barricas e mais 12 meses em garrafas antes de ser lançado, é um vinho de longa guarda e sempre foi o vinho da Família Swarovski, que é a dona da Bodega Norton. Custa R$ 104,00.
Perdriel del Centenario 2007. Um vinho que é o mesmo corte do Privado, mas com barricas novas e somente da Finca de Perdriel. Mesmo com 7 anos, parece um vinho extremamente novo e mostra uma potência maravilhosa. O primeiro vinho Centenário foi feito em 1995, no centenário da vinícola e depois disto, se tornou um enorme sucesso e não saiu mais de linha. Detalhe curioso: o Brasil é o principal mercado de Centenário no mundo! Preço de R$ 133,00.
Perdriel Vineyard Selection 2005. Um corte diferente em proporções, mas ainda com as mesmas uvas. 60% Malbec, 28% Cabernet Sauvignon e 12% Merlot. Aqui, os 16 meses de barricas novas aparece mais, mas mesmo assim, com uma elegância que não parecem 16 meses. Um vinho de R$ 293,00 que tem uma longuíssima guarda pela frente.

 

foto 6 225x300 Norton: Da História da Argentina pra História do Brasil.

Uma tarde entre amigos e bons vinhos que, tomara, não demore muito pra acontecer de novo!

 

 

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Publicado em 15/05/2014 às 18h00

As Novidades da Zuccardi Incluem 2 Vinhos de 95 e 96 Pontos!

foto 22 225x300 As Novidades da Zuccardi Incluem 2 Vinhos de 95 e 96 Pontos!

 

Em um almoço com a sempre atenciosa e detalhista equipe da Ravin, tivemos mais uma vez a possibilidade e honra de estar junto a Alberto Zuccardi, simpatico e competente figura do mundo do vinho argentino, sem dúvida, um dos nomes mais importantes do vinho hermano.

 
Desta vez, o almoço com Zuccardi foi para que ele nos contasse um pouco sobre as novidades da vinícola para o mercado brasileiro. Diga-se de passagem, Zuccardi é, sem a menor dúvida, uma das vinícolas mais inquietas que conheço e que bucsca constantemente novos terroirs e experiências com novas regiões e uvas. A primeira novidade é o Brazos de Los Andes 2011, um corte bacana de Malbec (45%), Cabernet Sauvignon (28%), Syrah (17%) e Bonarda (10%). Um vinho diferente, que foge do Malbec tradicional, pois é complexo e muda muito na taça com o tempo. Custa 95 Reais. Logo depois, um vinho que não é tão novidade, mas a safra é nova. O Emma Bonarda 2011 é o único 100% Bonarda da vinícola e mostra como esta uva, que anda ganhando espaço com vinhos varietais, pode dar vinhos de altíssima qualidade! Custa 238 Reais e pra mim, é um vinho um pouco caro por ser uma uva que o Brasileiro ainda não conhece bem. Logo depois, mais um vinho novo: o Tito Zuccardi 2011, que tem o nome inspirado no avô de Alberto. Um corte que também tem Malbec como base (83%), e é complementado com Cabernet Sauvignon e Caladoc, que é uma uva resultado do cruzamento de malbec e grenache. Um vinho que a malbec fala alto, mas tem algo de herbáceo que deve vir destas outras 2 variedades. Um vinho de muita guarda, que custa 298 Reais.

 
Depois, pra mim, o meu "queridinho" deles, o Zeta. Desta vez, a safra 2010, que tem 83% de Malbec e 17% de Cabernet Sauvignon. Sempre um vinho extremamente equilibrado, gastronômico e de longa guarda. Por 325 Reais, um daqueles vinhos que precisa ter cada gole bebido com muito carinho. Terminando as surpresas disponíveis por aqui, o Aluvional La Consulta 2008, um malbec que passa 24 meses em barricas francesas. Na minha opinião, um vinho difícil de vender pelo preço (598 Reais), mas sem dúvida, um vinho de longuíssima guarda e estrutura.

 

 

foto 42 211x300 As Novidades da Zuccardi Incluem 2 Vinhos de 95 e 96 Pontos!

Zuccardi Zeta e Zuccardi Aluvional

Por último, vinhos que não estão no mercado ainda: O Finca Piedra Infinita 2012 e o Finca Los Membrillos 2011. Ambos os vinhos, que não tem ainda nem rótulos prontos (os da foto foram feitos para que Alberto pudesse trazer ao Brasil para este evento),  foram altamente pontuados por Robert Parker em sua recente lista de vinhos argentinos divulgada em sua publicação, a Wine Advocate. O primeiro levou nada menos que 96 pontos e o segundo, 95. Pontuações realmente expressivas e que para a vinícola, significam muito, pois mal ou bem, concordando ou não com as pontuações e seus efeitos no mercado do vinho (como eu já disse aqui, tenho muitos pés atrás com esta fissura por altas pontuações), é um fortíssimo argumento de vendas para os produtores. Estes vinhos, feitos com uvas de vinhedos únicos (Single Vineyard), seguem a linha de estrutura, corpo e potência do Aluvional e Zetta. São vinhos de guarda e únicos, para serem bebidos em ocasiões especiais. Apesar de não ter preço ainda, devem vir com preços condizentes com suas pontuações.

 

foto 11 225x300 As Novidades da Zuccardi Incluem 2 Vinhos de 95 e 96 Pontos!

As Novidades da Zuccardi, altamente pontuadas: Finca Los Membrillos e Finca Piedra Infinita

 

Bom, depois de tantas novidades e tantos vinhos, foi difícil de terminar o dia. E apesar de já conhecer bem Alberto, Sebastian e seus vinhos, é sempre uma aula conversar com eles e beber seus vinhos. Até porque eles não cansam de trazer coisas novas para nós, amantes do vinho!!

 

 

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Publicado em 23/04/2014 às 17h18

CBE: Marcus Gran Reserva Cabernet Franc 2001

foto 225x300 CBE: Marcus Gran Reserva Cabernet Franc 2001

 

Vinho: Marcus Gran Reserva Cabernet Franc 2001.

Produtor: Humberto Canale.

Origem:  Rio Negro, Patagonia (Argentina).

Uvas: Cabernet Franc.

Importadora: Grand Cru

Preço Aproximado: R$ 131,00 (A safra 2011)

 

 

A Confraria Brasileira de Enoblogs deste mês surpreendeu e trouxe um tema muito bacana e que eu anda cada vez mais atrás: Vinhos com mais de 10 anos de idade. Hoje em dia é muito difícil comprar vinhos de safras mais antigas e quando conseguimos, às vezes temos que arriscar e o vinho não está bom. Ou então compramos e com muita paciência, guardamos.

 

 

Este vinho eu comprei no ano passado em Buenos Aires e me chamou a atenção pela safra (2001) e por ser um Cabernet Franc, uva que conforme já comentei aqui, é minha grande e atual paixão. O Marcus Gran Reserva Cabernet Franc é importado pela Grand Cru com o nome HUMBERTO CANALE GRAN RESERVA, pois aqui existe uma proteção de registro de marca dos vinhos Marcus James, produzidos pela Vinícola Aurora.

 

 

Falando do vinho, que bebi com meu grande amigo e também blogueiro Claudio Werneck (Le Vin Au Blog), ele realmente surpreendeu. Um vinho argentino, da região da Patagonia, que com 13 anos, está vivo, tem acidez e ainda pode levar um tempinho de garrafa. Isto se a pessoa gostar de vinhos já evoluídos, que lembrem frutas secas, terra, fungai, e alguma coisa de frutas mais maduras, mas bem no fundo. A característica principal dele é, de fato o perfil de um vinho velho.

 

 

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Publicado em 05/03/2014 às 12h27

#CBE / Vinho da Semana: Amalaya Blanco 2012

 #CBE / Vinho da Semana: Amalaya Blanco 2012

 

Vinho: Amalaya Blanco 2012.

Produtor: Amalaya.

Origem:  Salta (Argentina).

Uvas: Torrontés e Riesling.

Importadora: Decanter

Preço Aproximado: R$ 46,60

 

 

O tema deste mês na Confraria Brasileira de Enoblogs este mês ficou a por minha conta. Sendo esta a minha vez de escolher o tema, resolvi pensar em algo diferente que não tivesse sido tema ainda. Como costumamos beber muitos vinhos brancos varietais, ou seja, feitos com uma única uva. Sauvignon Blanc e Chardonnay são sem dúvida as mais pedidas. Torrontés, uva que anda ganhando espaço nas nossas prateleiras e é um dos grandes destaques da Argentina, também tem aparecido com mais frequência. Então, para ser um pouco diferente, o tema escolhido foi "Vinho Branco de Corte, de qualquer faixa de preço".  E aproveitando minhas idas ao país hermano, resolvi colocar um vinho que gosto muito, cada vez mais.

 

 

O Amalaya Blanco 2012 é um vinho diferente. A começar pela região argentina que ele é produzido: Cafayate (Província de Salta) não é tão conhecida como Mendoza, porque não é a principal região produtora em volume. Mas certamente não por causa da qualidade dos vinhos, que tem surpreendido e encantado. Lá em Cafayate, região extremamente seca e quente (mas com noites frias) estão os vinhedos mais altos do mundo, alguns acima de 3.000 mts de altitude. E a vinícola Amalaya é uma das principais de lá.

 

 

Falando do vinho, digo que ele é diferente pois é um corte que nunca vi igual: Torrontés e Rielsing. Mesmo que seja uma parcela pequena de Riesling (10%), neste vinho, ela faz a diferença porque agrega muito. É um vinho leve, extremamente agradável e que tem o típico floral e frutas brancas intensas, mas tem também um toque mineral e cítrico que a Riesling agrega. Um vinho muito bacana para se tomar na piscina, para acompanhar queijos e aperitivos e até mesmo pratos mais elaborados à base de frutos do mar e peixes. Um corte diferente. Um vinho diferente.

 

 

 

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Publicado em 13/01/2014 às 11h39

Vinho Natural: Teoria, Prática e Um Argentino Surpreendente.

natural wines 300x199 Vinho Natural: Teoria, Prática e Um Argentino Surpreendente.

 

Vinho Natural: O que é isso?

Uma moda? Sim, talvez.

Uma filosofia? Para alguns, sim.

Um novo (e para muitos, controverso) jeito de fazer vinho? Com certeza!

Um vinho diferente? Sem dúvida.

 

 

E poderia passar horas aqui com perguntas e respostas assim. Algumas delas ainda sem muitas respostas, outras que ainda precisam de tempo para terem respostas e outras que já tem respostas, mas que nem todos concordam. Isto porque o assunto é polêmico e divide opiniões no mundo do vinho, pois há aqueles que são ferrenhos defensores destes vinhos, há aqueles que ainda não tem uma opinião formada e há aqueles que acham pura baboseira. O fato é que o assunto anda ganhando cada vez mais repercussão e visibilidade.

 

 

Mas afinal, o que é um vinho natural? Apesar de não ter uma definição "legal" e única, algo oficial, vinho natural pode ser considerado um vinho feito com mínimas ou nenhuma intervenção humana na sua produção, desde as uvas, que são organicas até a elaboração. Adição de sulfitos, taninos em pó, leveduras, açúcar, correção de acidez e outras técnicas, teoricamente não são permitidas. Alguns vinhos não passam nem por filtração, ficando turvos e para muitos consumidores, podem parecer estranhos.

 

 

Há muitos produtores, principalmente na França e Itália que tem adotado estas práticas. São criticados por uns, amados por outros. Mas o fato, na minha opinião, é que acaba sendo mais um estilo de vinho para nós consumidores. Um estilo que tem toda uma história pra contar, uma filosofia por trás. Gostem os críticos ou não.

 

 

Introdução feita, queria contar como foi o primeiro vinho argentino natural que bebi no final do ano passado. E foi por acaso.

 

zorzal 13 Vinho Natural: Teoria, Prática e Um Argentino Surpreendente.

 

 

Conheci o enólogo Juan Pablo Michelini, enólogo da Zorzal e que vem ganhando muito destaque com seus vinhos nos últimos anos. Vinhos muito bem feitos, que mostram a competencia deste jovem enólogo que certamente tem um presente e um futuro brilhantes na minha opinião. Estávamos jantando, junto com outros amigos e quando contamos que no dia seguinte teríamos um almoço de final de ano de uma das confrarias de amigos que faço parte e que beberíamos grandes vinhos, ele prontamente nos ofereceu, sem nenhum medo, 2 vinhos seus, recém saídos de produção, para tomarmos. A linha EGGO ainda não está disponível aqui no Brasil, mas em breve estará pela Grand Cru. Como já tínhamos muitos vinhos no almoço, optamos por deixar o Malbec para a próxima e abrimos o EGGO Sauvignon Blanc para iniciar os trabalhos. E já pela garrafa, via-se que ele era diferente: Um vinho turvo, não filtrado, o que espantaria muitos consumidores que poderiam achar que o vinho estava ruim. Mas não tem nada a ver. No nariz e na boca, algo diferente. Os aromas claros e nítidos de frutas cítricas, maracujá e "verdes" como aspargos e grama, aromas muito presentes nos Sauvignon Blancs de muitos países, estavam lá, mas encobertos com algo de leveduras, de uma fruta mais fresca. Um vinho diferente, extremamente complexo e encantador. E encantou a todos. E posso dizer que as bocas que estavam por lá eram bem exigentes!

 

 

Uma experiencia diferente e muito bacana. Não tenho e menor dúvida de que Juampi (Michelini) está fazendo algo que ainda vai dar muita repercussão por aí. Mas do que ele já tem tido!

 

 

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Publicado em 11/11/2013 às 10h40

Consistência: Palavra de Ordem na Vinícola Mendel.

Mendel 225x300 Consistência: Palavra de Ordem na Vinícola Mendel.

 

Estar frente a frente com grandes enólogos é sempre um prazer e uma das coisas mais encantadoras do mundo do vinho. E graças a Deus estas oportunidades tem sido cada vez mais frequentes para mim. Mas tem alguns que acabam sendo mais especiais, como o caso de estar com o argentino Roberto de la Mota, enólogo-chefe e proprietário da vinícola Mendel, uma bodega pequena, que tem uma capacidade de 200 mil garrafas e deste total, mais de 90% para exportação. Aqui no Brasil, a Expand é a importadora dos vinhos Mendel. Roberto é um dos principais enólogos argentinos, tendo estudado e trabalhado em grandes propriedades da França, com destaque para o mítico Chateau Cheval Blanc. E num delicioso almoço, pudemos provar alguns de seus vinhos, que já conhecia, mas é sempre bom repetir quando os vinhos são bons.

 

 

 

E o primeiro vinho é o de entrada da vinícola, o Lunta 2011 (Malbec 100%), um vinho de R$ 98,00 que apresenta muita fruta, exclente corpo e acidez e uma estrutura incrivel. Um vinho ainda jovem, mas já pronto para beber. Depois, o mais conhecido de todos, o Mendel Malbec 2011. Apesar do Lunta já ter uma boa passagem por madeira, uma das principais características do Mendel é uma maior presença de madeira, mas sem nenhum exagero. Um malbec que foge dos padroes daquelas compotas de fruta e é mais elegante, tendo uma complexidade bem bacana. R$120,00. Por último, o ícone da vinícola, o Mendel Unus 2010, um corte predominantemente de Malbec, mas que leva boa parte de Cabernet Sauvignon e uma "pitada" de Petit Verdot. 16 meses de barricas de primeiro e segundo uso e um vinho ainda novo, mas que mantém a mesma espinha dorsal dos outros, com elegancia. Sem nada em exagero, tudo absolutamente equilibrado, casou perfeitamente com a carne que foi servida. Um vinho de R$ 248,00 que tem uma longa guarda pela frente. Longa mesmo.

 

 

 

Sem dúvidas, Roberto tem o reconhecimento que tem por conta de sua competencia. E tanto a Mendel, como outras bodegas que ele assessora, podem ter a certeza, de olhos fechados, que terão vinhos consitentes, sérios e de alto nível. E no caso da Mendel, bom para a Expand que tem verdadeiras preciosidades argentinas em seu portfolio.

 

 

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Perfil

André Rossi (Déco), 37 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”.

É também um dos únicos cinco Brasileiros residentes no país a ser credenciado como Professor deste mesmo WSet, tendo sido aprovado pelo WSet Educator Training Program 2011, em Nova York.

Editor e Idealizador do Blog EnoDeco, que é hoje o blog oficial de vinhos do portal R7, um dos blogs de vinho mais acessados do Brasil, e que já foi indicado pelo Guia 4 Rodas 2009 como um dos 10 melhores eno-blogs do Brasil.

Colunista da Revista Cool Magazine, da Revista Online Bloggers e também Editor de Vinhos da 4a. Edição do Flavour Guide , projeto anual do crítico gastronômico Josimar Melo. É jurado e avaliador de vinhos de vários eventos e revistas especializadas.

Há 2 anos é o Relações Públicas da Wines of Argentina (WofA), associação das melhores e principais vinícolas argentinas, sendo o responsável pela comunicação, eventos, degustações e todas as ações que a WofA faz em todo o Brasil, para divulgar e comunicar o vinho argentino por aqui.

Foi o ganhador do concurso “Meu Vinho com Susana Balbo” que foi disputado por 30 blogueiros e jornalistas de vinho, onde o principal objetivo era fazer o seu próprio vinho, usando 5 variedades disponibilizadas pela mais importante e premiada enóloga argentina, Susana Balbo. Seu vinho foi escolhido entre os 30 competidores, numa degustação às cegas pela enóloga e sua equipe, tendo um vinho assinado em conjunto com Susana, o Dominio del Plata Essential Limited Edition 2011.

É Publicitário de formação e foi Diretor de Atendimento de grandes agências como W/Brasil e Lew’Lara/TBWA, tendo passado também por Young & Rubicam, DPZ, Leo Burnett e Publicis. Antes disto, trabalhou na área de marketing da importadora Expand.

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