Publicado em 25/11/2014 às 12h46

3 Boas Novidades da Luigi Bosca na Decanter!

Evernote Camera Roll 20141030 151956 225x300 3 Boas Novidades da Luigi Bosca na Decanter!

 

Aproveitando a presença de Alberto Arizu no Brasil, pude provar com ele alguns vinhos que são novidades no mercado e que vou comentar abaixo:

Luigi Bosca Riesling 2014: um vinho que foge um pouco do que conhecemos de Riesling. Fugindo daquele tradicional e reconhecido mineral que remete a petróleo, este que é um dos únicos Rieslings comerciais argentinos (já bebi tbm o Doña Paula e o Humberto Canale Single Vineyard), tem muito floral, um mineral menos intenso e um cítrico. Muito fresco e agradável, um vinho que foge do padrão. Custa 86,00 na Decanter.
Luigi Bosca Gran Pinot Noir 2012 - Quando a elegância grita, todos respeitam. Afinal, ela é a grande responsável por alguém se impressionar  por um vinho. É o que se sente neste vinho. Madeira e equilibrada, sem excessos, acidez bacana e corpo médio e intenso. Foge dos Pinots de muita extração que são comuns na Argentina e também daqueles que é tentam imitar os estilos borgonhas. Um vinho com personalidade! Custa 120,00 Reais.
Malbec Terroir Los Miradores 2012 - Os Malbecs do Valle de Uco tem se mostrado cada vez mais diferentes e com personalidad única, em relação aos tradicionais Malbecs de Lujan e Maipu, regiões mais tradicionais do conhecidas de Mendoza. E este vinho mostra bem isto, com um estilo mais floral e menos aquela extração de geléia de frutas que conhecemos dos Malbecs argentinos. Belo vinho! Custa 114,00 Reais.
Todos eles, como já comentei, na Importadora Decanter!

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Publicado em 05/11/2014 às 19h30

5 Safras do Ícono que é um Ícone. E Vice-Versa.

Evernote Camera Roll 20141030 135459 300x300 5 Safras do Ícono que é um Ícone. E Vice Versa.

 

Toda vinícola que se preze tem seu vinho ícone, ou seja, o vinho especial, que, na maioria das vezes, representa o que ela pode fazer de melhor. As qualidades variam, assim como os estilos e preços. Mas são sempre os mais caros em suas linhas.

Em minhas experiências nas degustações que tenho ido em que os importadores e produtores apresentam seus vinhos ícones, a tônica do evento é cultuar o vinho e dizer como ele é bom, como ele é feito e quanto custa. Poucos se preocupam em parar para analisar de verdade o vinho e explicar seu conceito e principalmente, sua evolução ao longo dos anos. E foi exatamente aí que o querido e competente Alberto Arizu, dono e atual gestor da gigante e muito reconhecida Luigi Bosca entrou, junto com Adolar Hermann, dono da importadora Decanter. Aliás, cabe aqui um parênteses importante e raro no mundo do vinho: Num mercado que tem uma rotação muito grande de produtores e importadores, uma relação que tem 19 anos de duração é algo a se tirar o chapéu e servir de exemplo!
Em uma degustação vertical das 5 safras (2005 - 2009) já elaboradas do seu Luigi Bosca Icono, Alberto mostrou a evolução e consistência do maravilhoso trabalho qu sua família faz há mais de 1 século na Argentina.
5 vinhos maravilhosos vinhos, sempre com um corte de Malbec/Cabernet Sauvignon que varia de acordo com o ano, é impressionante como o mais velho e primeiro de todos, o 2005, mantém sua estrutura, fruta e acidez, contando também com toques sutis, mas complexos e deliciosos de evolução e frutas mais secas. E mostra uma guarda longuíssima pela frente ainda.
O 2006, pra mim, foi o que menos mostrou longevidade e na minha humilde opinião, será o primeiro a cair mais rapidamente. Mas hoje, sem dúvida, assim como todos os outros, esta maravilhoso para se beber.
O 2007 foi o que apresentou acidez mais latente e o 2008, safra atual em comercialização na Decanter e que custa R$ 495,00, bem como o 2009, que chegará no ano que vem, já tem mais um jeitão da Argentina atual, com muita fruta madura, madeira bem integrada e acidez muito legal. Uma boa mistura de elegância e corpulência, atributos que sempre rodeiam esta linha de vinhos.
Sem dúvida, Alberto e sua equipe tem feito um trabalho sensacional, com qualidade, modernidade sem abrir mão da tradição e muita visão de mercado.

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Publicado em 13/10/2014 às 12h17

3 Ventos e 4 Safras de Eolo.

IMG 2104 225x300 3 Ventos e 4 Safras de Eolo.

 

A Vinícola argentina Trivento é parte do gigante grupo Concha y Toro e tem uma boa penetração no mercado brasileiro. Trivento quer dizer "3 ventos" que são ventos muito comuns em Mendoza durante diferentes épocas do ano.

Os vinhos deles já são vinhos conhecidos, principalmente em sua linha Reserva e a Golden Reserve. Mas existe o vinho ícone da bodega, o EOLO, que é um vento, ooops, um vinho feito desde 2005 e comandado pela enóloga Victoria Prandina, que esteve aqui no Brasil e num delicioso almoço comigo e com o amigo Didú Russo. Estiveram também o Gerente da marca aqui no Brasil, Lucas Ribeiro e a subgerente de marketing lá de Mendoza, Silvina Barros. Neste privilegiado almoço, pudemos provar os safras 2007, 2008, 2009 e 2010 do Eolo.

Como sempre, vou fazer comentários gerais ao invés de fazer algo mais técnico comparando safra a safra.
Feitos 100% com Malbec de vinhedos de 102 anos, exceto o 2008 que tem 2% de Petit Verdot e 5% de Cabernet Sauvignon, são vinhos extremamente gastronômicos, com excelente acidez. E evolução deles é lenta, tanto na cor, como no nariz e na boca. O 2007 por exemplo, que tem 7 anos de garrafa, parece um 2011, 2012 na cor. No nariz e na boca já começa a mostrar um pouco de frutas secas, mas algo muito sutil. E acidez muito presente ainda!
Já o 2008, mesmo com pequenas parcelas de outras uvas, já se mostra um ponto fora da curva com um "verde" que faz toda a diferença na fruta madura sempre presente no Malbec.
O 2009 e 2010 são bem típicos Malbecs de alta gama, com muita feita e madeira bem integrada! As safras disponíveis no Brasil são a 2009 e 2010 e valem R$ 420,00.
Sem dúvida uma bela experiência que mostra a consistência e know-how do Grupo VCT desde suas faixas mais baratas até este ícone maravilhoso, o Eolo. Bons vinhos e bons ventos para todos!!!

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Publicado em 07/10/2014 às 10h56

Entraram Depois das Estrelas e Não Fizeram Feio!

IMG 1656 199x300 Entraram Depois das Estrelas e Não Fizeram Feio!

 

Depois de uma vertical de Cobos (Veja post anterior), coitado do vinho que chegasse depois. É como colocar uma banda iniciante para tocar depois dos Beatles. No começo, achei que mataríamos os Bramares que nos estavam reservados, mas terminando a degustação, cheguei a conclusão que eles não fizeram feio, mesmo depois das estrelas que entraram antes e deram um show e empolgaram a platéia.

 

O Bramare Malbec Uco 2011 foi colocado ao lado do irmão Bramare Malbec Lujan 2011 para provarmos as diferenças de terroirs. E eles cravaram muito bem as diferenças que geralmente encontramos entre malbecs destas 2 regiões. O Uco é mais elegante, menos "bomba de fruta" que o Lujan. Isto se deve muito ao fato do Vale do Uco ser uma região mais alta e mais fria. E nas minha andanças pela Argentina, tenho visto muito que esta diferença é cada vez mais latente. E isto é bom, pois mostra a diversidade de terroirs que os hermanos podem explorar!

 
No show de hoje, os iniciantes fizeram bonito, tocaram muito bem, foram afinados e também empolgaram o público!

 

 

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Publicado em 25/08/2014 às 15h01

À luz de uma Vertical de Cobos.

 
Não é todo dia que se tem uma tarde iluminada. Não só pela linda luz do sol da tarde que batia na enorme e famosa Figueira que faz do restaurante Figueira Rubayat um dos mais bonitos da cidade. A tarde foi iluminada pela presença de Paul Hobbs, um dos grandes enólogos da atualidade, consultor de mais de 30 vinicolas ao redor do mundo e que é também proprietário de 3 vinícolas, sendo 2 na Califórnia e 1 na Argentina, que é de quem falaremos. A Viña Cobos tem alguns dos vinhos mais desejados e pontuados da Argentina, o Cobos Malbec, além de outros maravilhosos, como os Bramares e os Felinos.

 
E a luz da tarde começou com a simpatia de Paul contando sobre seus primeiros passos em solo argentino, na Catena Zapata, fazendo o famoso vinho Alamos Malbec (sem que Nicolás Catena soubesse), e depois o desejo de ter seu próprio projeto. Com ajuda de contatos de sua esposa Mariella, que é Argentina, achou 2 sócios para iniciar o projeto em 1997.

 
Em 1999, seu primeiro vinho, o Cobos Malbec 1999 recebeu nada menos que 92 pontos de Robert Parker. E depois disto a coisa decolou.

 
Mas vamos à luz do que tornou esta tarde especial: a vertical de Cobos 2009, 2010 e 2011, que vem de uvas proveniente de vinhedos com mais de 85 anos de idade. Como faço geralmente os relatos de verticais, não vou me ater tecnicamente vinho a vinho, mas vou traçar um panorama geral. E vou falar que são vinhos bem diferentes.

 
O Cobos 2009 tem o nariz mais complexo, com madeira, frutas pretas e violeta, além de um herbáceo mais forte e um final longo de frutas secas. Talvez, um pouco evoluído demais para um vinho de 5 anos deste porte. Já na boca, o 2010 ganha do 2009 por ser mais intenso, com final ainda mais longo e parece ter mais guarda que o 2009. Mas se falarmos em equilíbrio, sem dúvida, o 2011 dá um show. Intensidade à flor da pele, acidez, taninos, final, nariz... Tudo nos levando a um vinho iluminado, como tenho dito desde o começo.

 
Claro que o preço de R$ 1.099,00 para os 3 vinhos, limita o acesso a eles. Mas de fato estamos falando de um vinho único, de enorme guarda e que tem tudo para estar um néctar dos Deuses daqui a uns 10 anos.

 

Depois ainda tivemos 3 Bramares, mas que falarei num outro post, para que as luzes do show de hoje fiquem só para o Cobos.

 

 

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Publicado em 21/08/2014 às 13h22

A Sensibilidade em Forma de Vinho

foto 61 225x300 A Sensibilidade em Forma de Vinho
As mulheres sem dúvida nenhuma tem ocupado cada vez mais espaço nos altos cargos das empresas. No mundo do vinho, um universo ainda muito masculino, algumas mulheres se destacam muito, tanto aqui no Brasil como fora, em diversos campos: jornalistas, consultoras, sommelières, enólogas, e por que não, donas de vinícolas. E sem dúvida, a delicadeza a sensibilidade feminina, no mundo do vinho, fazem muita diferença. E Susana Balbo é, sem dúvida, uma referência e exemplo disto.
Primeira enóloga argentina, Susana é dona e enóloga de sua própria vinícola, a Domínio del Plata. Mas seu nome é tão forte, que a marca Dominio del Plata vai passar a ser somente a razão social, e os vinhos terão todos a assinatura "Susana Balbo Wines".
Para mostrar um pouco esta sensibilidade feminina e os resultados que ela produz, a Cantu Importadora, que traz os vinhos da Susana pro Brasil, organizou um evento na sempre badalada e ótima churrascaria Fogo de Chão. Afinal, para acompanhar a potência dos grandes vinhos argentinos, nada melhor que uma grande carne.
Começando a medir a sensibilidade feminina de Susana, iniciamos com o Crios Rosé 2013, um famoso e bem resolvido rosé argentino, mostrando que ele continua sendo uma ótima opção. Depois, o melhor Torrontés argentino segundo Robert Parker, o BenMarco Torrontés 2013, que, fugindo dos tradicionais Torrontes de lá, é complexo e de excelente estrutura. Passou 4 meses em barricas de carvalho francês.
foto 11 225x300 A Sensibilidade em Forma de Vinho
Ok, mostrar a sensibilidade e o toque feminino em brancos e rosés é mais fácil. Mas e nos tintos, como fica? E a resposta é fácil: com cortes diferentes, vinhos consistentes e no caso do ícone da vinícola (Nosotros 2009), com um 100% Malbec corpulento, de longa guarda, sem ser enjoativo. Tanto o BenMarco 2010 (50% Malbec, 20% Cabernet Sauvignon, 10% Syrah, 10% Tannat e 10% Petit Verdot) quanto o Brioso (45% Cabernet Sauvignon, 20% Merlot, 15% Malbec, 10% Cabernet Franc e 10% Petit Verdot) são cortes complexos, que só poderiam ser elaborados por alguém com muita sensibilidade, que pudesse extrair de cada uva, o que ela tem de melhor, e na quantidade certa. E o resultado que temos é inegável. Vinhos complexos, estruturados e consistentes, que além de tudo, ainda tem ótimo potencial de guarda.
foto 22 225x300 A Sensibilidade em Forma de Vinho
E por ultimo, a sensibilidade que se transforma em doçura. Os vinhos tardios Torrontes Late Harvest 2010 e o Malbec Late Harvest 2010, ambos sob a linha Susana Balbo. Tanto um como outro, são extremamente bem elaborados, sem aquela sensação enjoativa de muitos vinhos doces, muito pela acidez super presente, que equilibra muito o vinho.
foto 42 225x300 A Sensibilidade em Forma de Vinho
Acho que por estes e outros motivos, a sensibilidade feminina de Susana está nítida. Felizes de nós que podemos comprovar sensivelmente!!

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Publicado em 18/07/2014 às 09h00

Copa dos Vinhos: Capítulo Final. Alemanha x Argentina

Copa dos Vinhos5 150x150 Copa dos Vinhos: Capítulo Final. Alemanha x Argentina

 

A Copa do Mundo terminou. Bons jogos, muitos gols, emoções à flor da pele, surpresas e claro, decepções, principalmente para nós, Brasileiros que acreditaram e  sofreram com a nossa seleção e principalmente, não esperava o show de bola que levamos nos dois últimos jogos. Mas parabéns à Alemanha, que com um futebol envolvente e consistente, bordou sua quarta estrela em suas belas camisas.

 

 

Mas se o assunto é vinho, vamos parar a bola por aqui e falar do que vai dentro da taça. Esta Copa envolveu 17 países que produzem vinhos de destaque internacional. Alguns países muito conhecidos como Argentina, Brasil, Chile, França, Portugal, Espanha, Itália, Estados Unidos, Austrália, Alemanha e Uruguai. Outros nem tão conhecidos e notórios, como Grécia, Croácia e Suíça. E outros praticamente desconhecidos da grande maioria, como Inglaterra, México e Japão. O mais bacana é ver que a grande maioria destes países possuem vinhos disponíveis em nosso mercado e que temos possibilidades infinitas de provar sempre um bom vinho, de regiões diferentes.

 

 

Mas já que ainda estamos no clima da final, deste grande jogo que foi Argentina e Alemanha, vamos falar um pouco de seus vinhos e mostrar que nem só de bola eles entendem.

 

 

Começando pela Alemanha, que infelizmente é um país controverso para muita gente quando o assunto é o vinho. E não só no Brasil, mas em muito lugares pelo planeta, afinal, o fenômeno do “Vinho da Garrafa Azul” colocou o vinho alemão em evidência. Mas como ele, o Liebfraumilch, não é um vinho de alta qualidade e é enjoativo, muita gente nem pensa em abrir uma garrafa de vinho alemão. Mas ao contrário do que se pensa, os alemães fazem sim ótimos vinhos, principalmente brancos. As melhores regiões ficam a oeste do país, na fronteira com a França – onde também se produzem ótimos vinhos, muitos com as mesmas uvas dos alemães -  e por serem regiões mais frias, as uvas brancas como a Riesling, a Silvaner, a Gewurztraminner e a tinta Pinot Noir reinam por lá. As principais regiões são Mosel, Nahe, Rheingau, Rheinhessen e Baden. Há também os vinhos doces, muito bons e muito superiores ao Liebfraumilch. E muitos deles, tanto os doces como os secos, são vinhos caros na maioria dos casos e ainda não tão abundantes em nosso mercado.

 

 

Já a Argentina é o extremo oposto em relação a conhecimento e aceitação por aqui. Aliás, este país que nós brasileiros não temos muita empatia pelo seu futebol, mas pelos seus vinhos somos o oposto, já que, depois do Chile, é o país que mais exporta vinhos pra cá e tem muita aceitação, principalmente por sua uva emblemtica, a Malbec.

 

 

A Argentina ocupa um lugar de destaque na produção de vinho no mundo todo. E no Brasil, seus vinhos só perdem para os chilenos em volume importado por nós. Não preciso dizer que a Malbec é a rainha das uvas por lá e sem dúvida, uma das grandes razões pela constante evolução do vinho argentino. Mas nem só de Malbec vive a Argentina. Pelo contrario. Eles tem produzido cada vez mais cabernets sauvignon, merlots, pinot noirs, syrahs, chardonnays, sauvignon blanc, torrontés e muitas outras. Vale citar também a Cabernet Franc, que vem ganhando muito destaque com vinhos maravilhosos, conforme já destaquei aqui no blog algumas vezes. Isto sem falar em blends sensacionais também.

 

 

Em termos de regiões, Mendoza é e vai continuar sendo a grande referência. Mas regiões como a Patagonia (Neuquén e Rio Negro), San Juan e Salta (Cafayate) são regiões que certamente não tem o peso commercial de Mendoza, mas tem surpreendido com seus Syrahs (San Juan), Torrontés e Tannat (Salta) e Pinot Noir (Patagonia).

 

 

Poderia gastar muitas linhas ainda sobre a Alemanha e a Argentina. Mas sugiro agora pararmos por aqui e abrirmos uma garrafa para brindar! De preferencia com um branco alemão e um tinto argentino!

 

 

ARGENTINA

- COLONIA LAS LIEBRES BONARDA 2012

- PRODUTOR: ALTO LAS HORMIGAS.

- REGIÃO: MENDOZA.

- UVAS: 100% BONARDA.

- PREÇO APROXIMADO: R$ 43,00 (No site da importadora WORLD WINE - www.worldwine.com.br)

 

A Bonarda é uma uva ainda pouco conhecida do consumidor geral, mas uma uva que na Argentina anda ganhando muito espaço e importancia. Ela já era usada muito como parte dos cortes de muitos vinhos, mas há mais ou menos 10 anos ela vem sendo bem utilizada como vinhos  de corte e com muita qualidade. Mas muitos ainda com muito uso de madeira. Por isso, sempre falo que quem quer conhecer como é de fato a Bonarda, este vinho é o ideal. Muito equilíbrado e sem uso de madeira, este vinho mostra bem o potencial desta uva, que devemos ver cada vez mais daqui pra frente!

 

colonia las liebres bonarda 20111 1 97x300 Copa dos Vinhos: Capítulo Final. Alemanha x Argentina

 

ALEMANHA

- MEYURZIGER WURZGARTEN KABINET 2007

- PRODUTOR: DR. LOOSEN.

- REGIÃO: MOSEL

- UVAS: 100% RIESLING.

- PREÇO APROXIMADO: R$ 138,90 (No site da importadora EXPAND - www.expand.com.br)

 

 

Mais um alemão feito com Riesling e extremamente típico. Excelente acidez, bom corpo (típico da Riesling) e sem passagem por madeira. Excelente vinho para acompanhar um prato de frutos do mar, peixes com molhos cítricos.

 

2007 Dr Loosen Urziger Wurzgarten Riesling Kabinett 08101001000282 ce471f5 300x300 Copa dos Vinhos: Capítulo Final. Alemanha x Argentina

 

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Publicado em 02/07/2014 às 17h10

Copa dos Vinhos: A Argentina.

Copa dos Vinhos1 150x150 Copa dos Vinhos: A Argentina.

 

Até agora falamos de muitos países produtores de vinho que disputaram jogos entre si. Mas tem um produtor, que está na Copa, mas que até agora só pegou países que não produzem vinho e pelo menos por enquanto, vai continuar assim, pois nas quartas de final vai pegar a Bélgica. Então, vou aproveitar aqui para não deixar passar e farei um post só sobre este país. Aliás, país este que nós brasileiros não temos muita empatia pelo seu futebol, mas pelos seus vinhos somos o oposto, já que, depois do Chile, é o país que mais exporta vinhos pra cá. E aposto que a maioria já sabe de que país estou falando: dos nossos hermanos argenitnos, claro!

 

 

A Argentina ocupa um lugar de destaque na produção de vinho no mundo todo. E no Brasil, seus vinhos só perdem para os chilenos em volume importado por nós. Não preciso dizer que a Malbec é a rainha das uvas por lá e sem dúvida, uma das grandes razões pela constante evolução do vinho argentino. Mas nem só de Malbec vive a Argentina. Pelo contrario. Eles tem produzido cada vez mais cabernets sauvignon, merlots, pinot noirs, syrahs, chardonnays, sauvignon blanc, torrontés e muitas outras. Vale citar também a Cabernet Franc, que vem ganhando muito destaque com vinhos maravilhosos, conforme já destaquei aqui no blog algumas vezes. Isto sem falar em blends sensacionais também.

 

 

Em termos de regiões, Mendoza é e vai continuar sendo a grande referência. Mas regiões como a Patagonia (Neuquén e Rio Negro), San Juan e Salta (Cafayate) são regiões que certamente não tem o peso commercial de Mendoza, mas tem surpreendido com seus Syrahs (San Juan), Torrontés e Tannat (Salta) e Pinot Noir (Patagonia).

 

 

Então, já que temos muitos vinhos argentines por aqui, vou destacar uma novidade em nosso Mercado:

 

URRACA RESERVA MALBEC 300x300 Copa dos Vinhos: A Argentina.

 

 

- URRACA RESERVA MALBEC 2008

- PRODUTOR: URRACA WINES

- UVA: MALBEC

- PREÇO APROXIMADO: R$ 69,00 PELA IMPORTADORA WINE & CO (http://www.wine-co.com.br)

- Quem quer saber como é um malbec reserva bem feito, macio, redondo e com bom preço, pode apostar neste vinho. Elaborado pelo competente Walter Bressia, que produz também seus próprios vinhos “Bressia”, o Urraca Reserva Malbec tem tudo o que um Malbec de guarda pode ter: Frutas pretas e vermelhas, madeira bem integrada e uma pontinha de violeta, típica dos malbec argentinos. Por R$ 69,00, um belíssimo vinho que vale a pena conhecer!

 

 

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Publicado em 21/05/2014 às 18h30

Norton: Da História da Argentina pra História do Brasil.

foto 7 300x300 Norton: Da História da Argentina pra História do Brasil.

Com o amigo e competente Jorge Riccitelli

Norton: Um nome intimamente ligado ao vinho argentino e também ao consumidor brasileiro de vinho. Um nome forte, bem estabelecido aqui e no mundo todo com vinhos de excelente qualidade e seriedade.
Jorge Riccitelli: Um outro nome forte, de respeito, sinceridade, competência e simpatia. Jorge é o enólogo da Norton e responsável por todos os vinhos da vinícola. E também, não posso deixar de falar, é o responsável inspirador do seu filho Matias Riccitelli, jovem enólogo que anda arrebentando na Argentina com seus vinhos próprios e que em breve estará por aqui lançando sua linha!
Em uma degustação especial e agradável com o amigo Jorge e o pessoal da Importadora Wine Brands, que importam e distribuem os vinhos da Norton aqui, pude provar novamente alguns dos vinhos feitos pela vinícola e tbm provar outros que ainda não conhecia e vou comentar abaixo:
Norton Lote 2009. Uma caixa de 3 Malbecs 2009 feitos da mesma forma, mesmo tempo de barrica (16 meses), 100% Malbec. Mudam apenas os terroirs. Lulunta, La Colonia, e Agrelo. Nos anos seguintes, pode ser que tenhamos outras variedades. Serão escolhidas sempre as variedades que se dêem melhor naquele ano. O Kit com os 3 vinhos custa R$ 480,00 e só pode ser comprado com a caixa de 3 fechada.

 

foto 5 300x300 Norton: Da História da Argentina pra História do Brasil.
Norton Reserva 2009. Um dos Malbecs mais típicos e conhecidos da Argentina. E de fato é um Malbec típico do que se espera de um Malbec e um bom custo de R$ 73,00.
Norton Privado 2010. É a bandeira na Norton no exterior, pois não fazem para o mercado interno da Argentina. Um corte de 40% Malbec, 30% Merlot e 30% Cabernet Sauvignon. Com 16 meses de barricas e mais 12 meses em garrafas antes de ser lançado, é um vinho de longa guarda e sempre foi o vinho da Família Swarovski, que é a dona da Bodega Norton. Custa R$ 104,00.
Perdriel del Centenario 2007. Um vinho que é o mesmo corte do Privado, mas com barricas novas e somente da Finca de Perdriel. Mesmo com 7 anos, parece um vinho extremamente novo e mostra uma potência maravilhosa. O primeiro vinho Centenário foi feito em 1995, no centenário da vinícola e depois disto, se tornou um enorme sucesso e não saiu mais de linha. Detalhe curioso: o Brasil é o principal mercado de Centenário no mundo! Preço de R$ 133,00.
Perdriel Vineyard Selection 2005. Um corte diferente em proporções, mas ainda com as mesmas uvas. 60% Malbec, 28% Cabernet Sauvignon e 12% Merlot. Aqui, os 16 meses de barricas novas aparece mais, mas mesmo assim, com uma elegância que não parecem 16 meses. Um vinho de R$ 293,00 que tem uma longuíssima guarda pela frente.

 

foto 6 225x300 Norton: Da História da Argentina pra História do Brasil.

Uma tarde entre amigos e bons vinhos que, tomara, não demore muito pra acontecer de novo!

 

 

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Publicado em 15/05/2014 às 18h00

As Novidades da Zuccardi Incluem 2 Vinhos de 95 e 96 Pontos!

foto 22 225x300 As Novidades da Zuccardi Incluem 2 Vinhos de 95 e 96 Pontos!

 

Em um almoço com a sempre atenciosa e detalhista equipe da Ravin, tivemos mais uma vez a possibilidade e honra de estar junto a Alberto Zuccardi, simpatico e competente figura do mundo do vinho argentino, sem dúvida, um dos nomes mais importantes do vinho hermano.

 
Desta vez, o almoço com Zuccardi foi para que ele nos contasse um pouco sobre as novidades da vinícola para o mercado brasileiro. Diga-se de passagem, Zuccardi é, sem a menor dúvida, uma das vinícolas mais inquietas que conheço e que bucsca constantemente novos terroirs e experiências com novas regiões e uvas. A primeira novidade é o Brazos de Los Andes 2011, um corte bacana de Malbec (45%), Cabernet Sauvignon (28%), Syrah (17%) e Bonarda (10%). Um vinho diferente, que foge do Malbec tradicional, pois é complexo e muda muito na taça com o tempo. Custa 95 Reais. Logo depois, um vinho que não é tão novidade, mas a safra é nova. O Emma Bonarda 2011 é o único 100% Bonarda da vinícola e mostra como esta uva, que anda ganhando espaço com vinhos varietais, pode dar vinhos de altíssima qualidade! Custa 238 Reais e pra mim, é um vinho um pouco caro por ser uma uva que o Brasileiro ainda não conhece bem. Logo depois, mais um vinho novo: o Tito Zuccardi 2011, que tem o nome inspirado no avô de Alberto. Um corte que também tem Malbec como base (83%), e é complementado com Cabernet Sauvignon e Caladoc, que é uma uva resultado do cruzamento de malbec e grenache. Um vinho que a malbec fala alto, mas tem algo de herbáceo que deve vir destas outras 2 variedades. Um vinho de muita guarda, que custa 298 Reais.

 
Depois, pra mim, o meu "queridinho" deles, o Zeta. Desta vez, a safra 2010, que tem 83% de Malbec e 17% de Cabernet Sauvignon. Sempre um vinho extremamente equilibrado, gastronômico e de longa guarda. Por 325 Reais, um daqueles vinhos que precisa ter cada gole bebido com muito carinho. Terminando as surpresas disponíveis por aqui, o Aluvional La Consulta 2008, um malbec que passa 24 meses em barricas francesas. Na minha opinião, um vinho difícil de vender pelo preço (598 Reais), mas sem dúvida, um vinho de longuíssima guarda e estrutura.

 

 

foto 42 211x300 As Novidades da Zuccardi Incluem 2 Vinhos de 95 e 96 Pontos!

Zuccardi Zeta e Zuccardi Aluvional

Por último, vinhos que não estão no mercado ainda: O Finca Piedra Infinita 2012 e o Finca Los Membrillos 2011. Ambos os vinhos, que não tem ainda nem rótulos prontos (os da foto foram feitos para que Alberto pudesse trazer ao Brasil para este evento),  foram altamente pontuados por Robert Parker em sua recente lista de vinhos argentinos divulgada em sua publicação, a Wine Advocate. O primeiro levou nada menos que 96 pontos e o segundo, 95. Pontuações realmente expressivas e que para a vinícola, significam muito, pois mal ou bem, concordando ou não com as pontuações e seus efeitos no mercado do vinho (como eu já disse aqui, tenho muitos pés atrás com esta fissura por altas pontuações), é um fortíssimo argumento de vendas para os produtores. Estes vinhos, feitos com uvas de vinhedos únicos (Single Vineyard), seguem a linha de estrutura, corpo e potência do Aluvional e Zetta. São vinhos de guarda e únicos, para serem bebidos em ocasiões especiais. Apesar de não ter preço ainda, devem vir com preços condizentes com suas pontuações.

 

foto 11 225x300 As Novidades da Zuccardi Incluem 2 Vinhos de 95 e 96 Pontos!

As Novidades da Zuccardi, altamente pontuadas: Finca Los Membrillos e Finca Piedra Infinita

 

Bom, depois de tantas novidades e tantos vinhos, foi difícil de terminar o dia. E apesar de já conhecer bem Alberto, Sebastian e seus vinhos, é sempre uma aula conversar com eles e beber seus vinhos. Até porque eles não cansam de trazer coisas novas para nós, amantes do vinho!!

 

 

CHEERS!!

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Perfil

André Rossi (Déco), 37 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”.

É também um dos únicos cinco Brasileiros residentes no país a ser credenciado como Professor deste mesmo WSet, tendo sido aprovado pelo WSet Educator Training Program 2011, em Nova York.

Editor e Idealizador do Blog EnoDeco, que é hoje o blog oficial de vinhos do portal R7, um dos blogs de vinho mais acessados do Brasil, e que já foi indicado pelo Guia 4 Rodas 2009 como um dos 10 melhores eno-blogs do Brasil.

Colunista da Revista Cool Magazine, da Revista Online Bloggers e também Editor de Vinhos da 4a. Edição do Flavour Guide , projeto anual do crítico gastronômico Josimar Melo. É jurado e avaliador de vinhos de vários eventos e revistas especializadas.

Há 2 anos é o Relações Públicas da Wines of Argentina (WofA), associação das melhores e principais vinícolas argentinas, sendo o responsável pela comunicação, eventos, degustações e todas as ações que a WofA faz em todo o Brasil, para divulgar e comunicar o vinho argentino por aqui.

Foi o ganhador do concurso “Meu Vinho com Susana Balbo” que foi disputado por 30 blogueiros e jornalistas de vinho, onde o principal objetivo era fazer o seu próprio vinho, usando 5 variedades disponibilizadas pela mais importante e premiada enóloga argentina, Susana Balbo. Seu vinho foi escolhido entre os 30 competidores, numa degustação às cegas pela enóloga e sua equipe, tendo um vinho assinado em conjunto com Susana, o Dominio del Plata Essential Limited Edition 2011.

É Publicitário de formação e foi Diretor de Atendimento de grandes agências como W/Brasil e Lew’Lara/TBWA, tendo passado também por Young & Rubicam, DPZ, Leo Burnett e Publicis. Antes disto, trabalhou na área de marketing da importadora Expand.

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