Publicado em 21/08/2015 às 09h00

Bebi e Gostei: Santa Julia Reserva Malbec/Cabernet Franc 2013

SantaJulia Res MBCF 100x300 Bebi e Gostei: Santa Julia Reserva Malbec/Cabernet Franc 2013

 

Vinho: Santa Julia Reserva Malbec/Cabernet Franc 2013.

Produtor: Familia Zuccardi.

Safra: 2013

Origem:  Mendoza (Argentina).

Uvas: 70% Malbec, 30% Cabernet Franc.

Importadora: Ravin.

Preço Aproximado: R$70,00.

 

 

Quem me acompanha por aqui sabe da minha paixão pelos vinhos feitos com a Cabernet Franc. E este vinho pra mim foi uma surpresa por dois motivos.

 

O primeiro motivo é ter conhecido esta linha Reserva da famosa e tradicional Santa Julia, que são feitos pela competente Familia Zuccardi! Muitos “viram o nariz” para estes vinhos pois são vinhos que tem uma distribuição muito grande em supermercados, mas o fato é que eles são muito bem feitos. E esta linha Reserva é de fato melhor ainda e este vinho conta com especiais 30% de Cabernet Franc, que é o Segundo motivo da minha surpresa, pois estes 30% de Cabernet Franc fazem uma diferença gigante no vinho e parecem muito mais que 30% pela potencia e personalidade que esta uva agrega ao vinho, dando como resultado um vinho macio, muito mais complexo do que seria um Malbec 100%, com final longo e extremamente fácil de beber.

 

Um excelente vinho pelas surpresas que ele trás!

 

 

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Publicado em 14/08/2015 às 12h00

Norton: Desnecessário Dizer Qualquer Coisa.

IMG 4422 300x225 Norton: Desnecessário Dizer Qualquer Coisa.

 

Desnecessário falar o peso, o reconhecimento e a importância do nome NORTON para o mundo do vinho. No Brasil, sem dúvida é um dos nomes mais conhecidos quando se fala de vinho, pois muita gente começou bebendo vinho com os Nortons que há muito tempo estão no mercado. E a maioria continua bebendo Norton, não por acaso, pela qualidade dos vinhos em todas as suas linhas. E este é mais um gol da Wine Brands, importadora que traz os vinhos da Norton e que faz um trabalho muito bom para este e outros produtores!

 

 

E a história desta bodega centenária está este ano completando 120 anos. E por conta desta comemoração especial, tive a honra de estar em um almoço com o dono da Bodega, Michael Harstrick e com o amigo, simpático e competente enólogo Jorge Riccitelli (Foto abaixo), que faz os vinhos da Norton há "apenas" 22 anos. E neste almoço especial, pude provar alguns vinhos que já conhecia, mas com safras novas e vou contar um pouco pra vcs.

 

IMG 4421 300x300 Norton: Desnecessário Dizer Qualquer Coisa.

 

Para começar, um espumante que é lançamento no Brasil, o Norton Vintage 2011, método champenoise, um corte de 50% chardonnay e 50% pinot. Um espumante com excelente acidez, muita complexidade, um nariz bem bacana e longo final na boca. R$ 190,00. Depois, um dos meus brancos preferidos feitos com esta uva na Argentina. O Perdriel Coleccíon Sauvignon Blanc 2013. Um Sauvignon Blanc elegante, sem aqueles aromas verdes muito intensos. Equilibra bem a fruta (como pêssego, tangerina e limão) com os verdes típicos desta uva, mas bem sutis. Um ótimo vinho pelo preço de R$ 94,00.

 

 

Logo depois, 2 dos vinhos mais conhecidos da Norton quando se fala nos vinhos de alta gama: O Norton Privado 2012, um corte de Malbec (40%), Merlot (30%) e Cabernet Sauvignon (30%) que explode em frutas e madeira muito bem integrada. Um vinho muito gastronômico e agradável! R$ 150,00. Já o Norton Perdriel del Centenario 2008 (R$ 194,00) é feito com o mesmo corte, mas uma diferença essencial: as uvas deste vinho vem apenas dos vinhedos de Perdriel, enquanto que no Privado, são de vários vinhedos de Mendoza. E claro, a diferença de safras faz toda diferença. Além das frutas maduras, da madeira e de um aroma de violeta muito presente, o Centenário 2008 já carrega algo de frutas secas bem delicadas e sutis, que vem de seus 7 anos de idade. Mas ambos tem muita vida pela frente ainda!

 

 
Não bastasse já os vinhos que tínhamos tomado, mais coisa vinha pela frente: o Perdriel Single Vineyard 2006. 60% de Malbec, 28% de Cabernet Sauvignon e 12% de Merlot. E um vinho que tanto no nariz como na boca, não parece ter 9 anos. Um vinhaço, que pode até ser mais guardado e se aberto agora, é bom deixar respirando um pouco para abrir e mostrar tudo o que tem pra dar. R$ 409,00. Por último, o vonho ícone da vinícola, o Gernot Langes 2006, um corte de 80% Malbec, 15% Cabernet Sauvignon e 5% Cabernet Franc. E pode ser que eu esteja sugestionado, mas estes 5% de Cabernet Franc aparecem bem com um toque herbáceo bem sutil, mas marcante. Outro vinho de longa guarda, que apesar de estar maravilhoso, vai estar melhor ainda daqui uns 5-10 anos. R$ 546,00.

 

 
Comecei o texto dizendo que era desnecessário falar do peso, importância e reconhecimento da Norton no Brasil, na Argentina e no mundo. E termino o texto usando esta mesma palavra: Desnecessário falar que foi uma experiência maravilhosa, com vinhos magníficos, para serem comemorados à altura dos 120 anos da bodega!

 

 

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Publicado em 26/03/2015 às 10h15

Bebi e Gostei: Broquel Petit Verdot 2013

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Vinho: Broquel Petit Verdot 2013.

Produtor: Trapiche

Origem:  Mendoza (Argentina).

Uvas: Petit Verdot.

Importadora: Interfood.

Preço Aproximado: R$67,90.

 

 

Um bom enófilo que se preze tem que ter no sangue aquela inquietude de provar coisas novas e não ficar somente naqueles vinhos que gosta. É assim que vamos desbravando e conhecendo este maravilhoso mundo do vinho. E fico feliz quando encontro algo diferente e principalmente com preço bom. É o caso deste vinho.

 

Falando um pouco sobre esta uva, a Petit Verdot é uma uva relativamente bem conhecida em seu habitat natural a região francesa de Bordeaux. Geralmente ela entra em blends com uma ou mais uvas como por exemplo Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot. Mas no Novo Mundo ela anda atraindo a atenção de muitos enólogos e posteriormente de enófilos, com vinhos bem interessantes e diferentes.

 

E o Broquel Petit Verdot é um destes vinhos. Um vinho delicioso, de bom corpo, boa acidez, taninos macios, aromas e sabores intensos bem característicos desta uva (ervas, vegetais e fruta madura, além da madeira bem integrada) e um final longo e gostoso. Um vinho diferente, com muita qualidade e mais um golaço do competente enólogo Daniel Pi, chefe da enologia da Trapiche. Vale provar pela qualidade, pelo preço e para conhecer algo novo e especial!

 

 

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Publicado em 19/02/2015 às 09h00

Os Vencedores do Argentina Wine Awards 2015

AWA2015 300x161 Os Vencedores do Argentina Wine Awards 2015

 

Este ano tive o prazer de novamente estar no Argentina Wine Awards, principal concurso de vinhos argentinos no mundo, onde as seus produtores inscrevem os vinhos em diferentes categorias e um juri internacional prova às cegas todas as amostras e escolhe os vinhos que merecem medalha de bronze, prata, ouro e os melhores pontuados levam o Troféu.

 

Este ano foram 669 Vinhos inscritos, de 119 Bodegas argentinas que foram provados por 12 juradas mulheres, mais do que reconhecidas. Vale destacar aqui a nossa representante Suzana Barelli, que pela segunda vez esteve lá no júri, além de ninguém menos que Jancis Robinson, Master of Wine inglesa e a mulher mais influente no mundo do vinho! Ainda vale citar outras 4 Master of Wine que deram ainda mais peso ao concurso.
Abaixo listo os vinhos vencedores dos Troféus, honra máxima concedida a um vinho nesta premiação:
* US$ 20,00 - US$ 29,99: Ruca Malen Espumante Brut
* US$ 6,99 - US$ 12,99: La Escondida Reserva Chardonnay 13
* US$ 30,00 - US$ 49,99: Salentein SV Chardonnay 12
* US$ 30,00 - US$ 49,99: Cadus SV Las Tortugas Bonarda 13
* US$ 13,00 - US$ 19,99: Septima Obra Malbec 12
* US$ 20,00 - US$ 29,99: Riglos Quinto Malbec 13
* US$ 30,00 - US$ 49,99: Casarena SV Perdriel Malbec 13
* US$ 50,00 + : Zuccardi Alluvional Vista Flores Malbec 12
* US$ 30,00 - US$ 49,99: Decero Petit Verdot Mini Ediciones 12
* US$ 20,00 - US$ 29,99: La Mascota Cabernet Franc 13
* US$ 40,00 - US$ 49,99: Salentein Numina Cabernet Franc 12
* US$ 50,00 + : Sophenia Synthesis The Blend 11
* US$ 13,00 - US$ 19,99: Proemio Reserve Cabernet Sauvignon 13
* US$ 30,00 - US$ 49,99: El Esteco Fincas Notables Tannat 12
* Trophy Regional Valles del Norte: El Esteco Fincas Notables Tannat 12
* Trophy Regional Mendoza: Decero Petit Verdot Mini Ediciones 12
* Trophy Regional San Juan: Santiago Grafigna 11
* Trophy Regional Patagônia: Fin del Mundo Special Blend 10

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Publicado em 25/11/2014 às 12h46

3 Boas Novidades da Luigi Bosca na Decanter!

Evernote Camera Roll 20141030 151956 225x300 3 Boas Novidades da Luigi Bosca na Decanter!

 

Aproveitando a presença de Alberto Arizu no Brasil, pude provar com ele alguns vinhos que são novidades no mercado e que vou comentar abaixo:

Luigi Bosca Riesling 2014: um vinho que foge um pouco do que conhecemos de Riesling. Fugindo daquele tradicional e reconhecido mineral que remete a petróleo, este que é um dos únicos Rieslings comerciais argentinos (já bebi tbm o Doña Paula e o Humberto Canale Single Vineyard), tem muito floral, um mineral menos intenso e um cítrico. Muito fresco e agradável, um vinho que foge do padrão. Custa 86,00 na Decanter.
Luigi Bosca Gran Pinot Noir 2012 - Quando a elegância grita, todos respeitam. Afinal, ela é a grande responsável por alguém se impressionar  por um vinho. É o que se sente neste vinho. Madeira e equilibrada, sem excessos, acidez bacana e corpo médio e intenso. Foge dos Pinots de muita extração que são comuns na Argentina e também daqueles que é tentam imitar os estilos borgonhas. Um vinho com personalidade! Custa 120,00 Reais.
Malbec Terroir Los Miradores 2012 - Os Malbecs do Valle de Uco tem se mostrado cada vez mais diferentes e com personalidad única, em relação aos tradicionais Malbecs de Lujan e Maipu, regiões mais tradicionais do conhecidas de Mendoza. E este vinho mostra bem isto, com um estilo mais floral e menos aquela extração de geléia de frutas que conhecemos dos Malbecs argentinos. Belo vinho! Custa 114,00 Reais.
Todos eles, como já comentei, na Importadora Decanter!

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Publicado em 05/11/2014 às 19h30

5 Safras do Ícono que é um Ícone. E Vice-Versa.

Evernote Camera Roll 20141030 135459 300x300 5 Safras do Ícono que é um Ícone. E Vice Versa.

 

Toda vinícola que se preze tem seu vinho ícone, ou seja, o vinho especial, que, na maioria das vezes, representa o que ela pode fazer de melhor. As qualidades variam, assim como os estilos e preços. Mas são sempre os mais caros em suas linhas.

Em minhas experiências nas degustações que tenho ido em que os importadores e produtores apresentam seus vinhos ícones, a tônica do evento é cultuar o vinho e dizer como ele é bom, como ele é feito e quanto custa. Poucos se preocupam em parar para analisar de verdade o vinho e explicar seu conceito e principalmente, sua evolução ao longo dos anos. E foi exatamente aí que o querido e competente Alberto Arizu, dono e atual gestor da gigante e muito reconhecida Luigi Bosca entrou, junto com Adolar Hermann, dono da importadora Decanter. Aliás, cabe aqui um parênteses importante e raro no mundo do vinho: Num mercado que tem uma rotação muito grande de produtores e importadores, uma relação que tem 19 anos de duração é algo a se tirar o chapéu e servir de exemplo!
Em uma degustação vertical das 5 safras (2005 - 2009) já elaboradas do seu Luigi Bosca Icono, Alberto mostrou a evolução e consistência do maravilhoso trabalho qu sua família faz há mais de 1 século na Argentina.
5 vinhos maravilhosos vinhos, sempre com um corte de Malbec/Cabernet Sauvignon que varia de acordo com o ano, é impressionante como o mais velho e primeiro de todos, o 2005, mantém sua estrutura, fruta e acidez, contando também com toques sutis, mas complexos e deliciosos de evolução e frutas mais secas. E mostra uma guarda longuíssima pela frente ainda.
O 2006, pra mim, foi o que menos mostrou longevidade e na minha humilde opinião, será o primeiro a cair mais rapidamente. Mas hoje, sem dúvida, assim como todos os outros, esta maravilhoso para se beber.
O 2007 foi o que apresentou acidez mais latente e o 2008, safra atual em comercialização na Decanter e que custa R$ 495,00, bem como o 2009, que chegará no ano que vem, já tem mais um jeitão da Argentina atual, com muita fruta madura, madeira bem integrada e acidez muito legal. Uma boa mistura de elegância e corpulência, atributos que sempre rodeiam esta linha de vinhos.
Sem dúvida, Alberto e sua equipe tem feito um trabalho sensacional, com qualidade, modernidade sem abrir mão da tradição e muita visão de mercado.

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Publicado em 13/10/2014 às 12h17

3 Ventos e 4 Safras de Eolo.

IMG 2104 225x300 3 Ventos e 4 Safras de Eolo.

 

A Vinícola argentina Trivento é parte do gigante grupo Concha y Toro e tem uma boa penetração no mercado brasileiro. Trivento quer dizer "3 ventos" que são ventos muito comuns em Mendoza durante diferentes épocas do ano.

Os vinhos deles já são vinhos conhecidos, principalmente em sua linha Reserva e a Golden Reserve. Mas existe o vinho ícone da bodega, o EOLO, que é um vento, ooops, um vinho feito desde 2005 e comandado pela enóloga Victoria Prandina, que esteve aqui no Brasil e num delicioso almoço comigo e com o amigo Didú Russo. Estiveram também o Gerente da marca aqui no Brasil, Lucas Ribeiro e a subgerente de marketing lá de Mendoza, Silvina Barros. Neste privilegiado almoço, pudemos provar os safras 2007, 2008, 2009 e 2010 do Eolo.

Como sempre, vou fazer comentários gerais ao invés de fazer algo mais técnico comparando safra a safra.
Feitos 100% com Malbec de vinhedos de 102 anos, exceto o 2008 que tem 2% de Petit Verdot e 5% de Cabernet Sauvignon, são vinhos extremamente gastronômicos, com excelente acidez. E evolução deles é lenta, tanto na cor, como no nariz e na boca. O 2007 por exemplo, que tem 7 anos de garrafa, parece um 2011, 2012 na cor. No nariz e na boca já começa a mostrar um pouco de frutas secas, mas algo muito sutil. E acidez muito presente ainda!
Já o 2008, mesmo com pequenas parcelas de outras uvas, já se mostra um ponto fora da curva com um "verde" que faz toda a diferença na fruta madura sempre presente no Malbec.
O 2009 e 2010 são bem típicos Malbecs de alta gama, com muita feita e madeira bem integrada! As safras disponíveis no Brasil são a 2009 e 2010 e valem R$ 420,00.
Sem dúvida uma bela experiência que mostra a consistência e know-how do Grupo VCT desde suas faixas mais baratas até este ícone maravilhoso, o Eolo. Bons vinhos e bons ventos para todos!!!

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Publicado em 07/10/2014 às 10h56

Entraram Depois das Estrelas e Não Fizeram Feio!

IMG 1656 199x300 Entraram Depois das Estrelas e Não Fizeram Feio!

 

Depois de uma vertical de Cobos (Veja post anterior), coitado do vinho que chegasse depois. É como colocar uma banda iniciante para tocar depois dos Beatles. No começo, achei que mataríamos os Bramares que nos estavam reservados, mas terminando a degustação, cheguei a conclusão que eles não fizeram feio, mesmo depois das estrelas que entraram antes e deram um show e empolgaram a platéia.

 

O Bramare Malbec Uco 2011 foi colocado ao lado do irmão Bramare Malbec Lujan 2011 para provarmos as diferenças de terroirs. E eles cravaram muito bem as diferenças que geralmente encontramos entre malbecs destas 2 regiões. O Uco é mais elegante, menos "bomba de fruta" que o Lujan. Isto se deve muito ao fato do Vale do Uco ser uma região mais alta e mais fria. E nas minha andanças pela Argentina, tenho visto muito que esta diferença é cada vez mais latente. E isto é bom, pois mostra a diversidade de terroirs que os hermanos podem explorar!

 
No show de hoje, os iniciantes fizeram bonito, tocaram muito bem, foram afinados e também empolgaram o público!

 

 

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Publicado em 25/08/2014 às 15h01

À luz de uma Vertical de Cobos.

 
Não é todo dia que se tem uma tarde iluminada. Não só pela linda luz do sol da tarde que batia na enorme e famosa Figueira que faz do restaurante Figueira Rubayat um dos mais bonitos da cidade. A tarde foi iluminada pela presença de Paul Hobbs, um dos grandes enólogos da atualidade, consultor de mais de 30 vinicolas ao redor do mundo e que é também proprietário de 3 vinícolas, sendo 2 na Califórnia e 1 na Argentina, que é de quem falaremos. A Viña Cobos tem alguns dos vinhos mais desejados e pontuados da Argentina, o Cobos Malbec, além de outros maravilhosos, como os Bramares e os Felinos.

 
E a luz da tarde começou com a simpatia de Paul contando sobre seus primeiros passos em solo argentino, na Catena Zapata, fazendo o famoso vinho Alamos Malbec (sem que Nicolás Catena soubesse), e depois o desejo de ter seu próprio projeto. Com ajuda de contatos de sua esposa Mariella, que é Argentina, achou 2 sócios para iniciar o projeto em 1997.

 
Em 1999, seu primeiro vinho, o Cobos Malbec 1999 recebeu nada menos que 92 pontos de Robert Parker. E depois disto a coisa decolou.

 
Mas vamos à luz do que tornou esta tarde especial: a vertical de Cobos 2009, 2010 e 2011, que vem de uvas proveniente de vinhedos com mais de 85 anos de idade. Como faço geralmente os relatos de verticais, não vou me ater tecnicamente vinho a vinho, mas vou traçar um panorama geral. E vou falar que são vinhos bem diferentes.

 
O Cobos 2009 tem o nariz mais complexo, com madeira, frutas pretas e violeta, além de um herbáceo mais forte e um final longo de frutas secas. Talvez, um pouco evoluído demais para um vinho de 5 anos deste porte. Já na boca, o 2010 ganha do 2009 por ser mais intenso, com final ainda mais longo e parece ter mais guarda que o 2009. Mas se falarmos em equilíbrio, sem dúvida, o 2011 dá um show. Intensidade à flor da pele, acidez, taninos, final, nariz... Tudo nos levando a um vinho iluminado, como tenho dito desde o começo.

 
Claro que o preço de R$ 1.099,00 para os 3 vinhos, limita o acesso a eles. Mas de fato estamos falando de um vinho único, de enorme guarda e que tem tudo para estar um néctar dos Deuses daqui a uns 10 anos.

 

Depois ainda tivemos 3 Bramares, mas que falarei num outro post, para que as luzes do show de hoje fiquem só para o Cobos.

 

 

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Publicado em 21/08/2014 às 13h22

A Sensibilidade em Forma de Vinho

foto 61 225x300 A Sensibilidade em Forma de Vinho
As mulheres sem dúvida nenhuma tem ocupado cada vez mais espaço nos altos cargos das empresas. No mundo do vinho, um universo ainda muito masculino, algumas mulheres se destacam muito, tanto aqui no Brasil como fora, em diversos campos: jornalistas, consultoras, sommelières, enólogas, e por que não, donas de vinícolas. E sem dúvida, a delicadeza a sensibilidade feminina, no mundo do vinho, fazem muita diferença. E Susana Balbo é, sem dúvida, uma referência e exemplo disto.
Primeira enóloga argentina, Susana é dona e enóloga de sua própria vinícola, a Domínio del Plata. Mas seu nome é tão forte, que a marca Dominio del Plata vai passar a ser somente a razão social, e os vinhos terão todos a assinatura "Susana Balbo Wines".
Para mostrar um pouco esta sensibilidade feminina e os resultados que ela produz, a Cantu Importadora, que traz os vinhos da Susana pro Brasil, organizou um evento na sempre badalada e ótima churrascaria Fogo de Chão. Afinal, para acompanhar a potência dos grandes vinhos argentinos, nada melhor que uma grande carne.
Começando a medir a sensibilidade feminina de Susana, iniciamos com o Crios Rosé 2013, um famoso e bem resolvido rosé argentino, mostrando que ele continua sendo uma ótima opção. Depois, o melhor Torrontés argentino segundo Robert Parker, o BenMarco Torrontés 2013, que, fugindo dos tradicionais Torrontes de lá, é complexo e de excelente estrutura. Passou 4 meses em barricas de carvalho francês.
foto 11 225x300 A Sensibilidade em Forma de Vinho
Ok, mostrar a sensibilidade e o toque feminino em brancos e rosés é mais fácil. Mas e nos tintos, como fica? E a resposta é fácil: com cortes diferentes, vinhos consistentes e no caso do ícone da vinícola (Nosotros 2009), com um 100% Malbec corpulento, de longa guarda, sem ser enjoativo. Tanto o BenMarco 2010 (50% Malbec, 20% Cabernet Sauvignon, 10% Syrah, 10% Tannat e 10% Petit Verdot) quanto o Brioso (45% Cabernet Sauvignon, 20% Merlot, 15% Malbec, 10% Cabernet Franc e 10% Petit Verdot) são cortes complexos, que só poderiam ser elaborados por alguém com muita sensibilidade, que pudesse extrair de cada uva, o que ela tem de melhor, e na quantidade certa. E o resultado que temos é inegável. Vinhos complexos, estruturados e consistentes, que além de tudo, ainda tem ótimo potencial de guarda.
foto 22 225x300 A Sensibilidade em Forma de Vinho
E por ultimo, a sensibilidade que se transforma em doçura. Os vinhos tardios Torrontes Late Harvest 2010 e o Malbec Late Harvest 2010, ambos sob a linha Susana Balbo. Tanto um como outro, são extremamente bem elaborados, sem aquela sensação enjoativa de muitos vinhos doces, muito pela acidez super presente, que equilibra muito o vinho.
foto 42 225x300 A Sensibilidade em Forma de Vinho
Acho que por estes e outros motivos, a sensibilidade feminina de Susana está nítida. Felizes de nós que podemos comprovar sensivelmente!!

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Perfil

André Rossi (Déco), 37 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”.

É também um dos únicos cinco Brasileiros residentes no país a ser credenciado como Professor deste mesmo WSet, tendo sido aprovado pelo WSet Educator Training Program 2011, em Nova York.

Editor e Idealizador do Blog EnoDeco, que é hoje o blog oficial de vinhos do portal R7, um dos blogs de vinho mais acessados do Brasil, e que já foi indicado pelo Guia 4 Rodas 2009 como um dos 10 melhores eno-blogs do Brasil.

Colunista da Revista Cool Magazine, da Revista Online Bloggers e também Editor de Vinhos da 4a. Edição do Flavour Guide , projeto anual do crítico gastronômico Josimar Melo. É jurado e avaliador de vinhos de vários eventos e revistas especializadas.

Há 2 anos é o Relações Públicas da Wines of Argentina (WofA), associação das melhores e principais vinícolas argentinas, sendo o responsável pela comunicação, eventos, degustações e todas as ações que a WofA faz em todo o Brasil, para divulgar e comunicar o vinho argentino por aqui.

Foi o ganhador do concurso “Meu Vinho com Susana Balbo” que foi disputado por 30 blogueiros e jornalistas de vinho, onde o principal objetivo era fazer o seu próprio vinho, usando 5 variedades disponibilizadas pela mais importante e premiada enóloga argentina, Susana Balbo. Seu vinho foi escolhido entre os 30 competidores, numa degustação às cegas pela enóloga e sua equipe, tendo um vinho assinado em conjunto com Susana, o Dominio del Plata Essential Limited Edition 2011.

É Publicitário de formação e foi Diretor de Atendimento de grandes agências como W/Brasil e Lew’Lara/TBWA, tendo passado também por Young & Rubicam, DPZ, Leo Burnett e Publicis. Antes disto, trabalhou na área de marketing da importadora Expand.

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