19
mar
2014

Don Guernio, um projeto de futuro, já fazendo o presente.

Postado por andrerossi às
08h30

ft1 donguerino 300x212 Don Guernio, um projeto de futuro, já fazendo o presente.

 

 

Já havia ouvido falar desta vinícola, mas nunca tinha tomado seus vinhos. Fui recebido por Bruno Motter, enólogo que estudou em Mendoza e é parte da família. São 50 hectares plantados na região de Alto Feliz, que fica a 30 km de Bento Gonçalves, fundada em 2007, mas a área está plantada desde 2000 pela família.

Plantações de Chardonnay, Sauvignon Blanc, Moscato Giallo, Prosecco, Malbec, Teroldego, Cabernet Sauvignon, Ancelota e Tannat. Estão começando a elaborar um Torrontes para lançar no ano que vem. O primeiro nacional. Este eu tô curioso!
A Linha de entrada sai mais ou menos a R$ 20,00. Linha Reserva a R$ 35,00 e a Gran Reserva a R$ 50,00.
Então vamos aos vinhos que tomamos:
Varietal Moscato Giallo 2013: muito aromático, chega a lembrar um pouco o sauvignon blanc. Um vinho fresco, leve e excelente pra piscina.
Chardonnay Reserva 2013: Sem madeira, preserva a fruta e tem um nariz bem agradável e típico de Chardonnay. Na boca, um pouco mais leve que os chardonnays que estamos acostumados, até pela falta de barrica, mas que poderia ter um final mais longo. Vinho honesto e bem feito.
Teroldego Reserva 2012: uma boa expressão de fruta, com pouca madeira. Boca consistente, bom final de boca.
Cabernet Sauvignon Reserva 2012: nariz bem bacana, com ameixa, pimentão e um pouco de madeira. Na boca ele perde um pouco, pois o nariz entrega muito e a boca um pouco menos. Pelo custo, um vinho honesto e que expressa bem o que é o Cabernet.
Tannat Reserva 2012: nariz bem aromático e típico desta uva. Cor também bem característica, um púrpura bem intenso que chega a tingir a taça. Na boca, bom corpo, boa acidez e equilibrado. Pra mim, o melhor dos tintos da linha reserva.
Espumante Malbec Rosé Brut. Fresco, equilibrado e bem feito. É um espumante feito pelo método Charmat, mas que tem uma perlage bem consistente. Em média, uns R$ 30,00 para um espumante honesto e muito bem feito.
Blanc de Blanc Brut: Feito pelo método tradicional, é feito 100% com chardonnay. Muita fruta e a complexidade do método champenoise se mostra na perlage e no final de boca, pois não mostra muitos traços de leveduras e pão, como a maioria dos champenoises mostram. Chega no mercado por uns R$ 55,00.
Mais um novo projeto que ganha corpo e tem tudo para se destacar!

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8
mar
2014

Pizzato, sempre uma boa escolha em vinhos nacionais.

Postado por andrerossi às
21h10

foto 280x300 Pizzato, sempre uma boa escolha em vinhos nacionais.

Vinhedos da Pizzato

 

 

A Vinícola Pizzato já é velha conhecida aqui do Blog. Pra mim uma das vinícolas mais consistentes e sérias que temos por aqui. E tive o prazer de voltar na vinícola, depois de 7 anos, quando fui a primeira vez, mas como turista apenas e não como profissional do vinho ou blogueiro. E pude ver o quanto a vinícola cresceu, o quanto ela se modernizou e o quanto ela melhorou.

 

 

A visita, guiada pelo competente amigo e enólogo Flavio Pizzato teve uma degustação bem completa, de vinhos que eu conhecia e outros ainda não. Vou fazer os comentários geral das principais linhas para não ficar muito extenso o post. Estou, neste post, excluindo a linha Concentus e o DNA, que são vinhos que vou falar num post aparte:

 

 

Chardonnay 2013: vinho fresco, com corpo e sem madeira. Muita fruta, mineral e final médio-longo. DO Vale dos Vinhedos. R$ 40,00.

Legno 2013: Primeira safra foi 2011. Veio para ser um vinho mais complexo e para seguir a tendência de mercado de um vinho mais amadeirado. 10 meses em barrica, com fermentação inclusive. A madeira é bem colocada, sem tapar a fruta. Final longo. Também é um vinho da DO. R$ 65,00
Fausto Rosé 2013: Merlot, de cor pink, bem elegante no nariz. Muita fruta vermelha. Fresco, final médio-longo. Boa opção por R$ 40,00.
Linha Fausto (Merlot, Cabernet Sauvignon e Tannat) - vinhos de ótima estrutura, nariz bem intenso e marcado. No geral, vinhos De excelente corpo, boa acidez e bom final de boca. Pelo custo de pouco mais de R$ 30,00, são ótimas alternativas.
Linha Pizzato (Tannat, Merlot e Cabernet Sauvignon) - Principal linha de vinhos da vinícola, com vinhos que entregam estrutura de nariz e de boca de uma linha reserva de outras vinícolas. Com uma boa vantagem: o preço de mais ou menos 40 Reais entrega um vinho acima da média para os vinhos nacionais!

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17
fev
2014

Aracuri: Vinho Brasileiros Consistentes e com Futuro.

Postado por andrerossi às
19h53

Aracuri Vinhos Finos4 1024 1024 300x300 Aracuri: Vinho Brasileiros Consistentes e com Futuro.

 

Recentemente, em minha viagem ao Rio Grande do Sul a convite do Ibravin, tive a oportunidade de provar os vinhos de um projeto que sempre fui curioso para conhecer e num gostoso jantar com a enóloga Paula Schenato, conhecemos os vinhos de uma pequena e nova vinícola , a Aracuri, que foi fundada em 2005, localizada em Campos de Cima da Serra. Em 2008 começou a comercializar o primeiro vinho, safra 2007, que era um Aracuri Cabernet Sauvignon. É uma vinícola pequena, que produz 83.000 kg de uva e 48.000 litros de vinho/espumante.

 

 

 

 

Tem plantações de Chardonnay, Sauvignon Blanc, Pinot Noir, Merlot e Cabernet Sauvignon, são 8 vinhos em linha e 1 espumante, divididos da seguinte forma:

 

- Linha Campos Altos: R$ 25,00.

- Cabernet Sauvignon, Merlot, e o corte Cabernet/Merlot: R$ 38,00.

- Chardonnay, Sauvignon Blanc e Pinot Noir: R$ 45,00.

- Linha Collectors Cabernet Sauvignon: R$ 75,00.

 

 

 

 

Começando a degustação, provamos o Sauvignon Blanc 2012, bem fresco, sem aquele verde excessivo, equilibrado e bom final. Um vinho muito bem feito, por um preço também justo. Gostei! Depois, um Pinot Noir 2012. Aí vinha um grande desafio para mim, pois nunca provei um Pinot Noir brasileiro que me encantasse. Um vinho que tem um nariz bem aromático, bacana, mas que em boca perde um pouco o que se entrega no nariz, pois ele tem um final curto e a madeira que aparece no nariz, quase não aparece na boca. E conversando com a Paula, é este o estilo desejado. Então, para um vinho leve e rápido, aqui vai o vinho!

 

 

 

Seguindo pelos tintos, o Merlot 2009 é um vinho que tem pouco nariz, e boca melhor, com boa acidez e final de boca agradável. Deve ganhar uma boa complexidade com mais uns 2 anos de garrafa. Pelo preço (R$ 38,00), uma boa escolha! Indo para o Top da vinícola, o Collector's Cebernet Sauvignon 2009, um belo vinho! Enquanto alguns jogam o preço para além dos R$ 100,00 e alguns além dos R$ 200,00, este vinho de pouco mais de R$ 75,00 é muito bem feito. Madeira e fruta muito bem equilibrados, nariz e boca consistentes e um final longo. Belíssimo vinho, uma grande surpresa!! Por último, um Espumante feito 100% com chardonnay, método charmat e que custa em torno de R$ 40,00. Como era de se esperar, muita fruta e muito fresco. Um espumante fácil e agradável de se beber!

 

 

 

 

No geral, posso dizer que a Aracuri tem uma boa consistência e um futuro promissor, pois é um projeto novo e que tem um longo caminho pela frente. Qualidade, eles mostraram que sabem como fazer. Agora é deixar amadurecer e evoluir!!

 

 

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10
fev
2014

Os Números do Vinho no Brasil

Postado por andrerossi às
12h04

NUMEROS 300x225 Os Números do Vinho no Brasil

 

Semana passada estive no Vale dos Vinhedos, a convite do IBRAVIN, para participar de um seminário sobre o mercado do vinho no Brasil, falar dos resultados de 2013 e das previsões para 2014. Muitos números foram passados, muita informação debatida, mas listarei para vcs os principais pontos para mim:

 

Os vinhos brasileiros retomaram o crescimento, com quase 10% a mais nas vendas. Isto é bom para todos e mostra que temos potencial para conquistar o paladar do consumidor. Mas este número mostra uma queda esperada de vinhos brancos, que não é o nosso forte mesmo e um aumento dos espumantes, que aí sim, é o nosso principal potencial de produto pela qualidade e visibilidade!

Mantivemos o pífio consumo de 1,8 Lts per capita, que continua sendo muito pouco e está estagnado há muito tempo! Este número preocupa ainda mais quando vemos que destes 1.8, 1.0 litro é de vinho de mesa!! Para se ter uma idéia dos países vizinhos, o Chile tem um consumo de 16 Lts por habitante, o Uruguai de 25 Lts e a Argentina de 26 Lts.
Segundo Adolar Herrmann, dono da importadora Decanter e que tem a vinícola Hermann, lá no Sul, nosso grande desafio é brecar o avanço das cervejas especiais. Segundo ele, existem mais de  mais de 2 mil clubes de cerveja no Brasil. Um número assustador se compararmos aos clubes de vinho, que não passam nem perto deste número.
Ainda segundo Adolar, as importações, que caíram 8,5% nos vinhos e 19% nos espumantes, devem continuar a cair devido aos grandes estoques que as importadoras estão. Outra coisa que ainda deve brecar as importações é a alta do dólar e a lei seca, que causou uma queda de 15% nas vendas dos restaurantes, mas que aumentou um pouco as vendas em supermercados em lojas, pois as pessoas estão bebendo mais em casa. Mas ainda assim, a lei seca atua contra o vinho e os destilados principalmente, já que tem teor alcoólico maiores que a cerveja.
Adolar ainda mostrou os números dos principais players do mercado de importados:
- Chile: Liderança de 31,5% value e 37,9% share - Queda de 3,10%, mas valorização custo 2,89%
- Argentina: Perdeu 13,89% volume, 10,83% valor. Queda de 14,42%.
- França: Aumento de 4,05%. Aumento 16% em valor. Bom crescimento no valor USD 3,9 a USD 6,9/garrafa, que no Brasil são vinhos que estão entre  100 e 150,00 Reais.
- Portugal: Queda de 1,48%. Desvalorização de 50% no custo médio.
- Italia: Queda de 1,09% share.
- Espanha: Aumento: 8,07% share. Aumentou valor 6,06%. Estão 90,7% mais caros que os portugueses.
Depois, foi a vez de Carlos Cabral, consultor do Grupo Pão de Açúcar, que contou um pouco sobre a política de vinhos do grupo. Mas um dado interessante que o Cabral passou foi que dos 800 rótulos cadastrados no Grupo, 45% das vendas é de vinho nacional, mas deste montante, 65% é de vinho de mesa, o que mostra que ainda temos um longo caminho a percorrer pelo vinho fino. E o valor Médio por Garrafa subiu de De 9,83 (2010) a 12,99 (2013).
Enfim, números são sempre importantes para balizarem nosso mercado. E eles mostram que precisamos continuar firmes e fortes na construção deste mercado e que temos um longo caminho a percorrer!!

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30
out
2013

Os belos vinhos nacionais da Villa Francioni

Postado por andrerossi às
12h39

villa francioni 49 300x199 Os belos vinhos nacionais da Villa Francioni

 

Amigos, como vcs acompanham os relatos por aqui, há muitos eventos, degustações, almoços e jantares no mundo do vinho e é praticamente impossível de comparecer a todos. Mas teve um em especial que eu infelizmente não pude ir e fiz questão de pedir para a Jane Prado, fotógrafa, blogueira (Chateau de Jane) e que trabalha comigo na Winet para que fosse no almoço oferecido pela Importadora Ravin para apresentar a parceria deles com a Vila Francioni, produtor brasileiro que admiro muito e gosto dos vinhos. Então, abaixo o texto da Jane sobre o almoço e espero que gostem do relato feito por ela!!

 

" Quando falamos em vinhos brasileiros pensamos direto na Serra Gaúcha. Verdade, é lá que está a maior produção de vinhos finos do Brasil. Mas fazer vinhos bons não é exclusividade deles. Outras regiões, do Rio Grande de Sul e Santa Catarina, vêm se destacando nos últimos anos e ganhando espaço no mercado de vinhos de qualidade.

 

 

A Ravin, importadora de vinhos, resolveu apostar numa vinícola de São Joaquim, em SC. Como o foco deles é trazer vinhos de qualidade para o Brasil, a produção nacional acabava ficando de fora do seu portfólio, até ser fechada essa parceria com a Villa Francioni.

 

 

Fui convidada pelo Déco para representá-lo num evento da Ravin e depois dar a minha opinião sobre os vinhos da Villa Francioni que seriam degustados. Lógico que aceitei, e aqui estou eu no EnoDeco.

 

 

Foram servidos 7 vinhos devidamente harmonizados no restaurante NB Steak. Num geral achei todos os vinhos de qualidade e realmente engarrafados com estilo, mas, apesar de lindas, as garrafas vem de fora e, fora os vinhos de guarda, não acho que elas influenciem no resultado. Então prefiro minha parte num preço mais viável na prateleira do que em garrafas importadas cheias de estilo.

 

 

Os que eu mais gostei, neste clima de verão, foram:

 

 

Villa Francioni Sauvignon Blanc 2012, um vinho com uma bela acidez, equilibrado, com aromas de maça verde e abacaxi, além das notas de aspargos que eu adoro. Na boca, se mostra fresco e com um volume que a preenche. Preço: R$103,00.

 

 

Villa Francioni Rosé 2012, um vinho feito a partir de 8 castas diferentes: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Sangiovese, Syrah, Petit Verdot, Pinot Noir, Merlot e Malbec. Ano a ano misturadas em proporções diferentes em busca do resultado ideal. Aromas de frutas com um toque floral, nos instigam ao primeiro gole. Na boca, fresco, com boa acidez e um final marcante. Preço: R$ 78,00

 

 

Quando acabou o almoço, fomos surpreendidos com uma taça de Brut Rosé, feito com Pinot Noir e Chardonnay, através do método tradicional. O espumante estava vibrante, frutado com aquele toque de fermento de um bom brut. Na boca, suavidade e intensidade perfeitamente em harmonia. Preço: R$175,00.

 

 

Eu, como brasileira, super apoio esta parceria, acho que temos que nos orgulhar dos nossos vinhos e tentar, de todas as formas, acabar com o preconceito de que somente o que vem de fora é bom.

Santé!"

 

 

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10
set
2013

O Vinho Brasileiro: Pizzato Fausto Tannat 2010

Postado por andrerossi às
10h38

 O Vinho Brasileiro: Pizzato Fausto Tannat 2010

 

Vinho: Pizzato Fausto Tannat 2010

Produtor: Pizzato

Origem:  Serra Gaúcha (Brasil).

Uvas: Tannat.

Preço Aproximado: R$ 33,00 

 

 

Recentemente, o leitor Waldir Ramos me lançou um desafio (Veja aqui no comentário dele) e aqui estou eu para cumprir. Ele queria que eu indicasse um vinho nacional perto da faixa dos R$ 30,00. E depois de dar uma fuçada por aí, acabei numa vinícola que, pra mim, é referência em vinhos de qualidade no Brasil e tem feito vinhos cada vez melhores, em todas as faixas de preço: a Pizzato. E este Tannat deles, pra mim, é um grande exemplo de um vinho brasileiro nesta faixa de preço que vale a pena.

 

Um vinho que nesta faixa de preço tem uma boa persistência, tem uma boa complexidade de sabores e aromas e bom corpo, não pode ser ignorado por nós. Este Tannat é um dos grandes exemplares desta uva aqui no Brasil, que para muita gente, ainda tem muito futuro pela frente e pode se tornar uma das nossas principais cepas para vinhos finos. Ou seja, um belo vinho, por um custo honesto e acessível.

 

 

 

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22
ago
2013

WineIn: Painéis e debates quentes pela manhã.

Postado por andrerossi às
13h14

frozenwine 300x225 WineIn: Painéis e debates quentes pela manhã.

 

A manhã do primeiro dia do WineIn teve importantes e interessantes painéis sobre a vitivinicultura nacional, falado das regiões produtoras brasileiras e também sobre o mercado brasileiro e como o vinho nacional está inserido neste mercado.

 

 

Sobre as regiões, pesquisadores do Embrapa e engenheiros agrônomos especializados nas 3 principais regiões brasileiras produtivas (Nordeste, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) deram um importante panorama destas regiões. E queria dar um destaque especial para uma região que até então eu não havia ouvido falar, que é a Chapada Diamantina, onde muitos testes e estudos estão sendo feitos e alguns resultados interessantes parecem estar acontecendo com as uvas Merlot, Petit Verdot e Syrah para os tintos e Chenin Blanc para brancos.

 

 

E comparando as 3 regiões, são realmente bem diferentes e com perfis distintos de vinhos. E potenciais também, com a Serra Gaúcha sendo a nossa grande realidade, outras regiões do RS e da Serra Catarinense como regiões emergentes, o Vale do São Francisco como grande desafio e a Chapada Diamantina como uma possível aposta.

 

 

Falando do mercado do vinho, Luciana Salton, Flavio Pizzato e Carlos Cabral deram distintas visões sobre o mercado, sendo Cabral mais incisivo e seguindo a linha que gosto muito, de desmistificar o vinho e torná-lo mais simples, educando o consumidor, para que este ridículo número de 1.8 lts per capita de consumo por pessoa ao ano, que está a anos sem mudar, possa aumentar um pouco mais. E aí o debate começou a esquentar, de uma forma positiva e produtiva!

 

 

Luciana e Flavio, produtores de excelentes vinhos e espumantes focaram suas falas na realidade do vinho brasileiro dentro do mercado de vinhos, da dificuldade dos impostos, da grande concorrência de vinhos importados (principalmente de argentinos e chilenos) e da qualidade dos nossos produtos. E um dos pontos mais abordados foi em cima do nosso produto “ícone”: Devemos ser conhecidos por nossos premiados e maravilhosos espumantes? Ou devemos valorizar mais as excelentes críticas e premiações dos nossos tintos, que estão cada vez melhores e são produzidos em mais quantidade?

 

 

Por último, o que melhor resume este painel: Tá errado olhar o vinho importado como grande vilão do vinho nacional. Não temos que tirar mercado dos importados e sim aumentar o consumo total, pois todos sairão ganhando!

 

 

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20
ago
2013

Wine In: Promessa de ser um grande e produtivo evento.

Postado por andrerossi às
19h18

clipping Wine In: Promessa de ser um grande e produtivo evento.

 

E os eventos de vinho não param em SP. Bom sinal, afinal, quanto mais o mercado amadurecer, melhor! E desta vez teremos o primeiro WineIn, evento que promoverá um grande debate sobre a potencialidade dos tintos elaborados no Brasil, nos dias 22 e 23 de agosto em São Paulo, no Centro Fecomercio de Eventos.

 

 

Temáticas como o terroir do Brasil, o mercado brasileiro e os vinhos produzidos para ele e o marketing do vinho serão abordadas e discutidas por técnicos, jornalistas, profissionais e dirigentes do setor vitivinícola de todo o mundo no primeiro dia do evento, 22, que tem como foco os aspectos do mercado nacional. A discussão amplia-se no dia 23 para a produção internacional de vinhos. Brasil versus China é o tema da primeira palestra, que inclui uma análise sobre o novíssimo mundo do vinho e como ele se apresenta no mercado mundial.

 

 

Na minha opinião, se as palestras e os debates forem produtivos, teremos enfim um evento completo e bem pensado, que vai desde a degustação até debates sobre temas importantes.

 

 

Haverá inclusive,um júri popular e um outro especializado que irão eleger os 5 melhores vinhos brasileiros abaixo e acima de R$50 e desafiá-los com rótulos argentinos e chilenos.

 

 

Participações internacionais estão confirmadas e mostram também que a aposta é num evento de qualdiade: James Lapsley, professor do departamento de Viticultura e Enologia da UC Davis (University of California Davis), Olivier Bourse, representante da Université de Bordeaux; Daniel Marquez, brand ambassador de vinhos e destilados nos EUA; Cláudio Salgado, sommelier do Marriott de Hong Kong; Roberto Rabachino, jornalista, professor e sommelier italiano; Charles Byers, canadense, escritor e radialista; e Andrew Shaw e Amy Friday, ambos da Importadora Bibendum do Reino Unido também darão as caras por lá.

 

 

E para complementar, haverá a etapa de SP do  Circuito Brasileiro de Vinhos. As atividades começam às 16h, sendo que até as 19h são reservadas a profissionais do setor de vinho, comércio e jornalistas. Depois, entre as 19h e 21h, o Circuito é aberto aos consumidores finais convidados, que contarão com a participação de 23 vinícolas de seis diferentes regiões produtoras do país. De fato um evento que promete e tomar que seja produtivo! Estarei por lá para ver e contarei por aqui depois. Abaixo, as informações útéis do evento:

 

 

WineIn - info@winein.com.br

Circuito Brasileiro de Degustação - cintia.silva@exponor.com.br

Centro Fecomercio de Eventos

Rua Doutor Plínio Barreto, 285 - Bela Vista

Telefone (11) 3149.9444

Vagas limitadas | Obrigatória confirmação de presença até o dia 19 de agosto

 

Programação WineIn

 

Dia 22 de agosto, quinta-feira

 

Palestras:

9h30 – 10h30

“Terroir do Brasil e suas Pérolas”

11h00 – 12h30

“O mercado brasileiro e os vinhos que produzimos para ele.”

14h30 – 16h00

“O marketing, os formadores de opinião.”

16h00 – 17h30

Degustação Terroir

 

Degustações:

JURI ESPECIAL

18h00 – 19h30: Escolha dos 5 brasileiros abaixo de R$50

20h00 - 21h30: Challenge Brasil X América Latina abaixo de R$50

 

JURI POPULAR

18h00 – 19h30: Escolha dos 5 brasileiros abaixo de R$50

20h00 – 21h30: Challenge Brasil X América Latina abaixo de R$50

 

Dia 23 de agosto, sexta-feira

 

Palestras:

9h30 – 10h30

“BRICS, Brasil X China. O Novíssimo Mundo do Vinho se apresenta como player no mercado mundial.”

11h00 – 12h30

“EUA, produtor e importador, um espelho para o Brasil. Uma aula sobre como os EUA chegaram ao que são em produção e consumo.”

14h30 – 16h00

“Tendências internacionais: onde estamos e onde podemos estar no futuro próximo.”

16h00 – 17h30

Degustação BRICS

 

Degustações:

JURI ESPECIAL

18h00 – 19h30: Escolha dos 5 brasileiros acima de R$50

20h00 - 21h30: Challenge Brasil X América Latina acima de R$50

 

JURI POPULAR

18h00 – 19h30: Escolha dos 5 brasileiros acima de R$50

20h00 – 21h30: Challenge Brasil X América Latina acima de R$50

 

 

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14
ago
2013

Parna: Um Vinho Brasileiro diferente do começo ao fim.

Postado por andrerossi às
15h41

foto 206x300 Parna: Um Vinho Brasileiro diferente do começo ao fim.

 

Quando o assunto é o vinho brasileiro, sei que tem muita gente que vai parar de ler na primeira linha, assim como tem gente que vai ler até o final, seja por curiosidade ou mesmo por querer saber das novidades dos vinhos que por aqui fazemos. Então, se leu até aqui é porque está no segundo grupo de pessoas. E acho que não se arrependerão. Afinal, falarei de um vinho que bebi recentemente e que me surpreendeu, principalmente pela região onde é feito e pelo modo como é produzido: Espírito Santo do Pinhal, extremo nordeste do estado de São Paulo, quase na divisa com Minas. Lá, uma região conhecida pelas fazendas de café, estão nascendo, e literalmente nascendo, alguns projetos interessantes e que se forem levados a sério, podem nos dar grandes surpresas e alegrias.

 

 

Vou falar especificamente de um projeto, que por enquanto faz uma partilha mais do que limitada de um vinho chamado PARNA. Com uma produção no primeiro ano (2011) de apenas uma barrica nova de carvalho francês (250 lts – aproximadamente 300 garrafas), este vinho 100% Syrah me surpreendeu. Um dos sócios no projeto, o amigo Eduardo Navarro, explicou que a idéia é continuar com a produção neste patamar nos primeiros anos para depois investir mais ainda e começar a crescer. Tanto é que contam com a consultoria do enólogo chileno Cristian Sepulveda. Falou que o investimento na vinícola foi e continua sendo grande e que as expectativas são altas. E ao perguntar para ele sobre o terroir da região, ele veio com um detalhe extremamente interessante: Após muitos estudos, concluiu-se que iriam fazer um vinho de ciclo invertido. Ou seja, ao invés de colher no verão, eles colhem as uvas no inverno. E a dormência, ao invés de ser no inverno, é no verão. Num primeiro momento, claro que soa estranho aos ouvidos de quem conhece o ciclo de uma vinha. Mas ao beber o vinho, esta estranheza vai embora.

 

 

Falando do vinho, ele foi uma surpresa na taça. Ótimo corpo, taninos macios e redondos, ótima persistência e sabores e aromas que, pra mim, ficam num meio de caminho entre os syrahs europeus com mais especiarias e herbáceo, mas sem fugir do estilo de potencia do novo mundo, com muita fruta. Comentei com Dudú que pra mim, falta um pouco mais de acidez, para que ele tenha mais estrutura de boca e até mesmo de guarda. Mas é um vinho que não tenho dúvidas, se for colocado às cegas com syrahs na faixa de 60-70 reais, vai deixar muito vinho conhecido pra trás.

 

 

Uma excelente surpresa e que agora fico esperando pela safra 2012, que já tá em barricas e para que o sucesso e a produção em maior escala cheguem rápido!

 

 

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2
ago
2013

Vai que é sua: Que tal os vinhos do Galvão Bueno?

Postado por andrerossi às
00h29

foto 2 300x225 Vai que é sua: Que tal os vinhos do Galvão Bueno?

 

Estive recentemente em um almoço na sempre na sempre deliciosa e impecável Vinheria Percussi, em companhia de amigos. Cesar Adames, grande especialista em bebidas em geral, mais especificamente destilados (mas vinhos também), Marcio Marson, gerente comercial da Bueno Wines e Pipo Percussi, dono da Vinheria. O motivo era nobre: Marcio queria apresentar os vinhos da linha Bueno, que é a linha de vinhos do apresentador global Galvão Bueno, que tem parceria com a vinícola Miolo. Gostos à parte sobre as narrações do Galvão, o assunto foi o vinho. E não tenho a menor dúvida que foi melhor falar de vinho.

 

Não vou falar de todos os vinhos que provamos, mas queria destacar alguns que me chamaram a atenção:

 

Espumante Bueno Cuvée Prestige - Pinot Noir/Chardonnay - R$ 95,00. Um belíssimo espumante que tem 18 meses de autólise e isto se traduz na complexidade e persistência, além de um final longo. Valor, pra mim, um pouco alto para os padrões brasileiros, mas não falta qualidade.

 

Bella Vista Pinot Noir 2011 - R$ 65,00. Nunca tomei um Pinot Noir brasileiro que me encantasse. Este talvez seja o melhor que já provei e o preço parece justo. Um vinho leve, aromático, facil de beber. Bem agradável, com pouca madeira (3 meses de barrica) mas na medida certa.
Bueno Paralelo 31 2009 - R$ 95,00. Um corte de Cabernet Sauvignon, Merlot  e Petit Verdot, com 12 meses carvalho francês. Um nariz complexo, que foge um pouco dos brasileiros típicos, onde o café predomina. O café aqui figura, mas deixa espaço para uma ameixa, um tabaco e uma pimenta bem fortes e sem madeira excessiva, apesar dos 12 meses de madeira. Pode facilmente passar por um Bordeaux ou um bom argentino numa degustação às cegas. Belo vinho.
E por último, o Bueno La Valletta Sangiovese 2009 - R$ 165,00. Um vinho feito na Itália, em parceria com o famoso enólogo Roberto Cipresso, produzido em Lorenzana (Chianti) e vinificado em Montalcino. Com 14 meses de Barricas. Potente, aromático, um "Chianti Moderno". Um belo vinho de guarda.
foto 1 225x300 Vai que é sua: Que tal os vinhos do Galvão Bueno?
Valeu pelos vinhos. Valeu pela companhia. E vai que é sua, Galvão!

CHEERS!!

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Beba moderadamente! O excesso de álcool é prejudicial à saúde!

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