Publicado em 08/07/2014 às 09h00

Copa dos Vinhos: Brasil x Alemanha

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JOGO: BRASIL x ALEMANHA – SEMIFINAL

DATA: 08.07

LOCAL: BELO HORIZONTE

 

Que jogo teremos pela frente hoje no estádio do Mineirão. A reedição da final de 2002, quando fomos penta campeões e um dos jogos mais esperados desde o começo da Copa, pois era a semifinal que imaginavam os mais otimistas. Mas no campo dos vinhos, são 2 realidades diferentes. O Brasil com nossos excelentes espumantes e alguns bons tintos que ainda estão engatinhando, contra os alemães com seus brancos maravilhosos e alguns ótimos Pinots, por lá chamados de Spät Burgunder. Então vamos aos vinhos e ao meu palpite: Brasil 1 x 0 Alemanha na prorrogação.

 

 

 

BRASIL

O Brasil é um país sem muita cultura de vinho, que ainda engatinha com esta nobre e deliciosa bebida, mas que tem mostrado um potencial interessante. A principal região é no Rio Grande do Sul, especificamente no Vale dos Vinhedos, mas as regiões gaúchas de Campos de Cima da Serra (Norte do RS) e a Campanha Gaúcha (Sul do RS) e de São Joaquim, na Serra Catarinense também tem mostrado alguns vinhos bacanas e de futuro. Mas é, sem dúvida nenhuma no espumante que o Brasil faz e continuará a fazer muito sucesso. Muitos prêmios e reconhecimentos nacionais e internacionais são provas da que nossos espumantes são de fato uma realidade que podemos nos orgulhar.

 

 

ALEMANHA

A Alemanha é um país controverso para muita gente quando o assunto é o vinho. E não só no Brasil, mas em muito lugares, afinal, o fenômeno do vinho da Garrafa Azul colocou o vinho alemão em evidência, mas como o Liebfraumilch não é um vinho de alta qualidade e é enjoativo. Mas ao contrário do que muita gente pensa, os alemães fazem sim ótimos vinhos, principalmente brancos. As melhores regiões ficam a oeste do país, na fronteira com a França e por serem regiões mais frias, as uvas brancas como a Riesling, a Silvaner, a Gewurztraminner e a tinta Pinot Noir reinam por lá. As principais regiões são Mosel, Nahe, Rheingau, Rheinhessen e Baden. Há também os vinhos doces, muito bons e muito superiores ao Liebfraumilch. E muitos deles, tanto os doces como os secos, são vinhos caros na maioria dos casos.

 

 

 

BRASIL

- ESPUMANTE CASA VALDUGA 130

- PRODUTOR: CASA VALDUGA

- UVAS: CHARDONNAY,  PINOT NOIR.

- PREÇO APROXIMADO: EM MÉDIA ENTRE R$ 65,00 - 70,00 em diversos sites de compra.

 

- Um clássico espumante nacional, super premiado e reconhecido pela crítica. Produzido pela Casa Valduga, um dos nossos grandes produtores em termos de qualidade e quantidade, este espumante é de uma complexidade maravilhosa. Aromas e sabores que vão de frutas brancas (pera e pessego) até o de pão tostado, passando por algo mineral bem elegante. Um espumante de médio corpo, produzido através do método classic, tem um final longo e de fato merece todo o nosso respeito!

 

 Copa dos Vinhos: Brasil x Alemanha

 

 

ALEMANHA

- MEYER-NÄKEL SPÄTBURGUNDER 2012

- PRODUTOR: MEYER-NÄKEL.

- REGIÃO: AHR.

- UVAS: 100% SPÄTBURGUNDER (PINOT NOIR).

- PREÇO APROXIMADO: R$ 136,90 (No site da importadora DECANTER - www.decanter.com.br)

 

- Os Pinots alemães são injustamente pouco conhecidos. Menos frutados e “compotados” que os Pinots do novo mundo, eles são mais elegantes que a maioria dos Pinots do novo mundo, mais próximos dos Borgonhas, que são a grande referência em Pinots no mundo. Um vinho com muita mineralidade, excelente acidez, fruta e madeira muito bem equilibradas e um final longo e delicioso.

 

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Publicado em 30/06/2014 às 09h00

Copa dos Vinhos: Brasil x Chile.

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JOGO: BRASIL x CHILE – OITAVAS DE FINAL

DATA: 28.06

LOCAL: BELO HORIZONTE

 

 

Não pude escrever este post antes do jogo pois acabei viajando e não consegui parar para escrever. Mas se desse o meu palpite para este jogo que é um embate entre grandes Espumantes e grandes Carmenères, o palpite seria de 2 x 1 para os nossos espumantes. Mas a real é que sofremos muito para passar nos pênaltis após um empate por 1 x 1. Mas então, já que sofremos no campo, vamos às taças:

 

 

BRASIL

O Brasil é um país sem muita cultura de vinho, que ainda engatinha com esta nobre e deliciosa bebida, mas que tem mostrado um potencial interessante. A principal região é no Rio Grande do Sul, especificamente no Vale dos Vinhedos, mas as regiões gaúchas de Campos de Cima da Serra (Norte do RS) e a Campanha Gaúcha (Sul do RS) e de São Joaquim, na Serra Catarinense também tem mostrado alguns vinhos bacanas e de futuro. Mas é, sem dúvida nenhuma no espumante que o Brasil faz e continuará a fazer muito sucesso. Muitos prêmios e reconhecimentos nacionais e internacionais são provas da que nossos espumantes são de fato uma realidade que podemos nos orgulhar.

 

 

CHILE

Um país que sem dúvida nenhuma tem um destaque muito grande, principalmente aqui para nós. É o país com maior share no mercado brasileiro, com aproximadamente 35% dos vinhos importados vendidos aqui. Tem uma geografia privilegiada e várias regiões vinícolas, com uma diversidade grande de terroirs. Tem alguns gigantes conhecidas como a Concha y Toro, Santa Rita, Undurraga e Santa Helena, entre outras. As regiões vinícolas vão de Norte a Sul, com destaque para os vales do Aconcágua, onde está a Viña Errazuriz e excelente região produtora de Syrah; Os frios Vales de Casablanca, San Antonio e Leyda, regiões exímias produtoras de Sauvignon Blanc, Chardonnay e Pinot Noir; Vale do Maipo, principal região vinícola comercialmente falando, já que é onde fica a capital Santiago e que tem na Carmenere e na Cabernet Sauvignon  as principais uvas, assim como no Valle do Colchagua, que é hoje a mais importante região vitivinícola de lá.

 

 

BRASIL

- ESPUMANTE ADOLFO LONA NATURE PAS DOSÉ

- PRODUTOR: ADOLFO LONA

- UVAS: CHARDONNAY,  PINOT NOIR E MERLOT.

- PREÇO APROXIMADO: R$ 70,00 (No site www.vinhosevinhos.com.br)

- Este espumante que leva a expressão “Pas Dosé” no nome significa que não há adição do licor de expedição, frequentemente colocado nos espumantes para “completar” a dose depois da “degola” (Processo de tirar a rolha ou tampa depois da segunda fermentação e que determina o grau de doçura final dos espumantes). Este espumante, feito através do método champenoise, tem uma complexidade incrível, misturando mineraldiade, frutas e aquele típico toque de “pão quente”que vem das leveduras da segunda fermentação. Este espumante é feito pelo amigo e competente Adolfo Lona, O enólogo argentino Adolfo Lona mora no Brasil desde 1973 e tem uma pequena adega artesanal em Garibaldi, RS. Com seu jeito único, sincero, honesto e direto em suas opiniões, não se esconde quando critica os impostos e dificuldades que o vinho nacional enfrenta por aqui. Adotou o Brasil de coração e em sua pequena adega, produz basicamente apenas espumantes e um tinto, que nunca provei.

 

espumante adolfolona nature 175x300 Copa dos Vinhos: Brasil x Chile.

 

 

CHILE

- AMAYNA PINOT NOIR 2011

- PRODUTOR: VIÑA GARCEZ SILVA (AMAYNA).

- REGIÃO: VALLE DE LEYDA.

- UVAS: 100% PINOT NOIR.

- PREÇO APROXIMADO: R$ 132,37 (No site da importadora MISTRAL  - www.mistral.com.br)

- Este vinho é um pouco mais caro do que a média dos vinhos chilenos por aqui. Mas pra mim é um ícone dos Pinot Noirs chilenos. Um pinot que ilustra bem a expressão máxima dos pinots chilenos de qualidade. Muita fruta vermelha, mineralidade e madeira bem equilibrada. Um vinho de corpo leve, excelente acidez e um final longo! Um belíssimo pinot chileno, mais caro, mas que vale cada centavo!

 

vina garces silva amayna pinot noir leyda valley chile 10235069 92x300 Copa dos Vinhos: Brasil x Chile.

 

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Publicado em 17/06/2014 às 09h00

Copa dos Vinhos: Brasil x México

Copa dos Vinhos3 150x150 Copa dos Vinhos: Brasil x México

 

JOGO: BRASIL x MÉXICO – GRUPO A

DATA: 17.06

LOCAL: FORTALEZA

 

 

Em primeiro lugar, meu palpite pro jogo: Brasil 2 x 1 México.

 

 

BRASIL

 

O Brasil é um país sem muita cultura de vinho, que ainda engatinha com esta nobre e deliciosa bebida, mas que tem mostrado um potencial interessante. A principal região é no Rio Grande do Sul, especificamente no Vale dos Vinhedos, mas as regiões gaúchas de Campos de Cima da Serra (Norte do RS) e a Campanha Gaúcha (Sul do RS) e de São Joaquim, na Serra Catarinense também tem mostrado alguns vinhos bacanas e de futuro. Mas é, sem dúvida nenhuma no espumante que o Brasil faz e continuará a fazer muito sucesso. Muitos prêmios e reconhecimentos nacionais e internacionais são provas da que nossos espumantes são de fato uma realidade que podemos nos orgulhar.

 

 

MÉXICO

 

Apesar de poucos saberem que o México produz vinhos, este país é considerado a região produtora de vinhos mais antiga das Américas, pois foi em meados do século VXI com a imigração espanhola que começaram a plantar vinhas na região. Hoje, depois de muito caminhar e aumentar o interesse pelo vinho, já que a Tequila e a Cerveja mandam por lá, os vinhos mexicanos estão começando, engatinhando, mas mostram certo potencial. A principal região produtora é a Baja California, que fica abaixo da California americana e naquela península à oeste do México. Lá, a altitude 1.500 metros e o clima seco ajudam na amplitude térmica que é muito benéfica para as uvas. E as mais plantadas por lá são Chenin Blanc, Chardonnay e Sauvignon Blanc (Brancas) e Grenache, Temranillo, Syrah e as 5 uvas bordalesas (Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Petit Verdot e Malbec). Como não temos vinhos mexicanos disponíveis no Brasil, vou novamente citar 2 vinhos da outra “seleção”, no caso o nosso Brasil.

 

 

BRASIL 1

- PIZZATO CONCENTUS 2005

- PRODUTOR: PIZZATO

- REGIÃO: SERRA GAÚCHA

- UVAS: MERLOT, TANNAT, CABERNET SAUVIGNON, CABERNET FRANC.

- PREÇO APROXIMADO: R$ 66,60 (No site VINHOS NET  - www.vinhosnet.com.br)

- Este, pra mim, é um dos grandes vinhos nacionais nesta faixa de preço. Muita complexidade, fruta e madeira bem equilibradas. Bom nariz, predominando a força da Tannat, boa acidez e final longo, fazem deste vinho um ótimo vinho nacional!

 

 

Pizzato Concentus 86x300 Copa dos Vinhos: Brasil x México

 

BRASIL 2

- ESPUMANTE CAVE GEISSE NATURE 2011

- PRODUTOR: CAVE GEISSE.

- REGIÃO: SERRA GAÚCHA

- UVAS: CHARDONNAY E PINOT NOIR.

- PREÇO APROXIMADO: R$ 68,50 (No site da CAVE GEISSE  - www.vinicolageisse.com.br)

- Pra mim, um dos grandes espumantes que temos por aqui. Se não for o melhor, está entre os 3 melhores nesta faixa de preço. Feito pelo método clássico (champenoise) e 24 meses de amadurecimento, é um espumante equilibrado, complexo e que mistura, em doses certas, um pouco de madeira, frutas frescas, algo mineral e aromas de pão, que vem das leveduras. Um espumante muito bacana, que já foi inclusive muito elogiado por Janics Robinson, renomada crítica inglesa.

 

 

imagemGarrafa 21 0 nor Copa dos Vinhos: Brasil x México

 

O próximo post é um desafio de Velho e Novo Mundo: Espanha x Argentina.

 

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Publicado em 13/06/2014 às 12h00

Copa dos Vinhos: Brasil x Croácia.

istockphoto 1727315 worldcupball1 150x150 Copa dos Vinhos: Brasil x Croácia.

 

Entrando no clima da Copa do Mundo, apesar dos protestos e todos os problemas que estamos passando, vou começar agora uma série de posts para unirmos a Copa e o Vinho. Mas como faremos isto? Analisei a tabela de todos os grupos e separei os jogos que serão disputados entre países produtores de vinhos. E falarei resumidamente um pouco sobre cada um deles e indicarei um vinho que eu ache bacana para que vocês possam experimentar. Há países com forte tradição vinícola, como Espanha, França, Itália entre outros. E alguns que não conhecemos bem os seus vinhos, como Croácia, Japão e Inglaterra. Então, comecemos com o nosso grupo, o grupo do Brasil.

 

 

O Brasil é um país sem muita cultura de vinho, que ainda engatinha com esta nobre e deliciosa bebida, mas que tem mostrado um potencial interessante. A principal região é no Rio Grande do Sul, especificamente no Vale dos Vinhedos, mas as regiões gaúchas de Campos de Cima da Serra (Norte do RS) e a Campanha Gaúcha (Sul do RS) e de São Joaquim, na Serra Catarinense também tem mostrado alguns vinhos bacanas e de futuro. Mas é, sem dúvida nenhuma no espumante que o Brasil faz e continuará a fazer muito sucesso. Muitos prêmios e reconhecimentos nacionais e internacionais são provas da que nossos espumantes são de fato uma realidade que podemos nos orgulhar.

 

 

A Croácia, que hoje é o país da moda em termos turísticos e que tem arrastado milhões de pessoas para o seu belo litoral, é ainda um desconhecido produtor de vinhos por nós e para muita gente. Mas na verdade é um país que tem uma tradição antiga na elaboração de vinhos, que vem de mais de 2.500 anos atrás com os gregos antigos que começaram a produção de vinhos na Dalmácia e nas regiões de Hvar e Korcula. Hoje são mais de 300 áreas geográficas vinícolas demarcadas, com rígidos sistemas de classificações, para que possam manter uma alta qualidade de seus produtos. A maioria de sua produção é de vinhos brancos, com bons tintos e alguns rosés. As uvas mais conhecidas por lá são a tinta Plavac Mali e a branca Posip, entre outras menos conhecidas. E algumas famosas como Chardonnay, Sauvignon Blanc, Malvasia, Merlot, Cabernet Sauvignon, Carignan e Grenache também tem seus espaços por lá.

 

Abaixo, 2 vinhos bem representativos destes 2 países que ontem fizeram o jogo de abertura e, graças a Deus, após um susto e uma ajudinha do juiz japonês, ganhamos de 3 x 1.

 

 

BRASIL

- ESPUMANTE SALTON BRUT EVIDENCE

- PRODUTOR: SALTON

- UVAS: 50% CHARDONNAY, 50% PINOT NOIR

- PREÇO APROXIMADO: R$ 50,00 (No site www.salton.com.br)

- Um espumante que pra mim é bem representativo do melhor que nós temos por aqui e com um preço honesto. Um espumante feito através do método clássico (champenoise), que passa 12 meses em contato com as levedurase que é bem complexo e mostra bem o potencial de nossos espumantes.

 

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CROÁCIA

-       KORTA KATARINA PLAVAC MALI 2007

-       PRODUTOR: KORTA KATARINA

-       UVA: 100% PLAVAC MALI

-       PREÇO APROXIMADO: R$ 338,00 (Na importadora Decanter – www.decanter.com.br)

-       Um vinhaço. Diferente do que estamos acostumados, um vinho para ser consumido preferencialmente com comida. Encorpado, nariz e boca com bastante intensidade de frutas, madeira e algo herbáceo. Um vinho que vale a pena, principalmente pelo exotismo.

 

 

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No próximo post, um desafio de dois grandes produtores de vinhos do Novo Mundo: Chile x Australia.

 

 

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Publicado em 19/03/2014 às 08h30

Don Guernio, um projeto de futuro, já fazendo o presente.

ft1 donguerino 300x212 Don Guernio, um projeto de futuro, já fazendo o presente.

 

 

Já havia ouvido falar desta vinícola, mas nunca tinha tomado seus vinhos. Fui recebido por Bruno Motter, enólogo que estudou em Mendoza e é parte da família. São 50 hectares plantados na região de Alto Feliz, que fica a 30 km de Bento Gonçalves, fundada em 2007, mas a área está plantada desde 2000 pela família.

Plantações de Chardonnay, Sauvignon Blanc, Moscato Giallo, Prosecco, Malbec, Teroldego, Cabernet Sauvignon, Ancelota e Tannat. Estão começando a elaborar um Torrontes para lançar no ano que vem. O primeiro nacional. Este eu tô curioso!
A Linha de entrada sai mais ou menos a R$ 20,00. Linha Reserva a R$ 35,00 e a Gran Reserva a R$ 50,00.
Então vamos aos vinhos que tomamos:
Varietal Moscato Giallo 2013: muito aromático, chega a lembrar um pouco o sauvignon blanc. Um vinho fresco, leve e excelente pra piscina.
Chardonnay Reserva 2013: Sem madeira, preserva a fruta e tem um nariz bem agradável e típico de Chardonnay. Na boca, um pouco mais leve que os chardonnays que estamos acostumados, até pela falta de barrica, mas que poderia ter um final mais longo. Vinho honesto e bem feito.
Teroldego Reserva 2012: uma boa expressão de fruta, com pouca madeira. Boca consistente, bom final de boca.
Cabernet Sauvignon Reserva 2012: nariz bem bacana, com ameixa, pimentão e um pouco de madeira. Na boca ele perde um pouco, pois o nariz entrega muito e a boca um pouco menos. Pelo custo, um vinho honesto e que expressa bem o que é o Cabernet.
Tannat Reserva 2012: nariz bem aromático e típico desta uva. Cor também bem característica, um púrpura bem intenso que chega a tingir a taça. Na boca, bom corpo, boa acidez e equilibrado. Pra mim, o melhor dos tintos da linha reserva.
Espumante Malbec Rosé Brut. Fresco, equilibrado e bem feito. É um espumante feito pelo método Charmat, mas que tem uma perlage bem consistente. Em média, uns R$ 30,00 para um espumante honesto e muito bem feito.
Blanc de Blanc Brut: Feito pelo método tradicional, é feito 100% com chardonnay. Muita fruta e a complexidade do método champenoise se mostra na perlage e no final de boca, pois não mostra muitos traços de leveduras e pão, como a maioria dos champenoises mostram. Chega no mercado por uns R$ 55,00.
Mais um novo projeto que ganha corpo e tem tudo para se destacar!

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Publicado em 08/03/2014 às 21h10

Pizzato, sempre uma boa escolha em vinhos nacionais.

foto 280x300 Pizzato, sempre uma boa escolha em vinhos nacionais.

Vinhedos da Pizzato

 

 

A Vinícola Pizzato já é velha conhecida aqui do Blog. Pra mim uma das vinícolas mais consistentes e sérias que temos por aqui. E tive o prazer de voltar na vinícola, depois de 7 anos, quando fui a primeira vez, mas como turista apenas e não como profissional do vinho ou blogueiro. E pude ver o quanto a vinícola cresceu, o quanto ela se modernizou e o quanto ela melhorou.

 

 

A visita, guiada pelo competente amigo e enólogo Flavio Pizzato teve uma degustação bem completa, de vinhos que eu conhecia e outros ainda não. Vou fazer os comentários geral das principais linhas para não ficar muito extenso o post. Estou, neste post, excluindo a linha Concentus e o DNA, que são vinhos que vou falar num post aparte:

 

 

Chardonnay 2013: vinho fresco, com corpo e sem madeira. Muita fruta, mineral e final médio-longo. DO Vale dos Vinhedos. R$ 40,00.

Legno 2013: Primeira safra foi 2011. Veio para ser um vinho mais complexo e para seguir a tendência de mercado de um vinho mais amadeirado. 10 meses em barrica, com fermentação inclusive. A madeira é bem colocada, sem tapar a fruta. Final longo. Também é um vinho da DO. R$ 65,00
Fausto Rosé 2013: Merlot, de cor pink, bem elegante no nariz. Muita fruta vermelha. Fresco, final médio-longo. Boa opção por R$ 40,00.
Linha Fausto (Merlot, Cabernet Sauvignon e Tannat) - vinhos de ótima estrutura, nariz bem intenso e marcado. No geral, vinhos De excelente corpo, boa acidez e bom final de boca. Pelo custo de pouco mais de R$ 30,00, são ótimas alternativas.
Linha Pizzato (Tannat, Merlot e Cabernet Sauvignon) - Principal linha de vinhos da vinícola, com vinhos que entregam estrutura de nariz e de boca de uma linha reserva de outras vinícolas. Com uma boa vantagem: o preço de mais ou menos 40 Reais entrega um vinho acima da média para os vinhos nacionais!

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Publicado em 17/02/2014 às 19h53

Aracuri: Vinho Brasileiros Consistentes e com Futuro.

Aracuri Vinhos Finos4 1024 1024 300x300 Aracuri: Vinho Brasileiros Consistentes e com Futuro.

 

Recentemente, em minha viagem ao Rio Grande do Sul a convite do Ibravin, tive a oportunidade de provar os vinhos de um projeto que sempre fui curioso para conhecer e num gostoso jantar com a enóloga Paula Schenato, conhecemos os vinhos de uma pequena e nova vinícola , a Aracuri, que foi fundada em 2005, localizada em Campos de Cima da Serra. Em 2008 começou a comercializar o primeiro vinho, safra 2007, que era um Aracuri Cabernet Sauvignon. É uma vinícola pequena, que produz 83.000 kg de uva e 48.000 litros de vinho/espumante.

 

 

 

 

Tem plantações de Chardonnay, Sauvignon Blanc, Pinot Noir, Merlot e Cabernet Sauvignon, são 8 vinhos em linha e 1 espumante, divididos da seguinte forma:

 

- Linha Campos Altos: R$ 25,00.

- Cabernet Sauvignon, Merlot, e o corte Cabernet/Merlot: R$ 38,00.

- Chardonnay, Sauvignon Blanc e Pinot Noir: R$ 45,00.

- Linha Collectors Cabernet Sauvignon: R$ 75,00.

 

 

 

 

Começando a degustação, provamos o Sauvignon Blanc 2012, bem fresco, sem aquele verde excessivo, equilibrado e bom final. Um vinho muito bem feito, por um preço também justo. Gostei! Depois, um Pinot Noir 2012. Aí vinha um grande desafio para mim, pois nunca provei um Pinot Noir brasileiro que me encantasse. Um vinho que tem um nariz bem aromático, bacana, mas que em boca perde um pouco o que se entrega no nariz, pois ele tem um final curto e a madeira que aparece no nariz, quase não aparece na boca. E conversando com a Paula, é este o estilo desejado. Então, para um vinho leve e rápido, aqui vai o vinho!

 

 

 

Seguindo pelos tintos, o Merlot 2009 é um vinho que tem pouco nariz, e boca melhor, com boa acidez e final de boca agradável. Deve ganhar uma boa complexidade com mais uns 2 anos de garrafa. Pelo preço (R$ 38,00), uma boa escolha! Indo para o Top da vinícola, o Collector's Cebernet Sauvignon 2009, um belo vinho! Enquanto alguns jogam o preço para além dos R$ 100,00 e alguns além dos R$ 200,00, este vinho de pouco mais de R$ 75,00 é muito bem feito. Madeira e fruta muito bem equilibrados, nariz e boca consistentes e um final longo. Belíssimo vinho, uma grande surpresa!! Por último, um Espumante feito 100% com chardonnay, método charmat e que custa em torno de R$ 40,00. Como era de se esperar, muita fruta e muito fresco. Um espumante fácil e agradável de se beber!

 

 

 

 

No geral, posso dizer que a Aracuri tem uma boa consistência e um futuro promissor, pois é um projeto novo e que tem um longo caminho pela frente. Qualidade, eles mostraram que sabem como fazer. Agora é deixar amadurecer e evoluir!!

 

 

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Publicado em 10/02/2014 às 12h04

Os Números do Vinho no Brasil

NUMEROS 300x225 Os Números do Vinho no Brasil

 

Semana passada estive no Vale dos Vinhedos, a convite do IBRAVIN, para participar de um seminário sobre o mercado do vinho no Brasil, falar dos resultados de 2013 e das previsões para 2014. Muitos números foram passados, muita informação debatida, mas listarei para vcs os principais pontos para mim:

 

Os vinhos brasileiros retomaram o crescimento, com quase 10% a mais nas vendas. Isto é bom para todos e mostra que temos potencial para conquistar o paladar do consumidor. Mas este número mostra uma queda esperada de vinhos brancos, que não é o nosso forte mesmo e um aumento dos espumantes, que aí sim, é o nosso principal potencial de produto pela qualidade e visibilidade!

Mantivemos o pífio consumo de 1,8 Lts per capita, que continua sendo muito pouco e está estagnado há muito tempo! Este número preocupa ainda mais quando vemos que destes 1.8, 1.0 litro é de vinho de mesa!! Para se ter uma idéia dos países vizinhos, o Chile tem um consumo de 16 Lts por habitante, o Uruguai de 25 Lts e a Argentina de 26 Lts.
Segundo Adolar Herrmann, dono da importadora Decanter e que tem a vinícola Hermann, lá no Sul, nosso grande desafio é brecar o avanço das cervejas especiais. Segundo ele, existem mais de  mais de 2 mil clubes de cerveja no Brasil. Um número assustador se compararmos aos clubes de vinho, que não passam nem perto deste número.
Ainda segundo Adolar, as importações, que caíram 8,5% nos vinhos e 19% nos espumantes, devem continuar a cair devido aos grandes estoques que as importadoras estão. Outra coisa que ainda deve brecar as importações é a alta do dólar e a lei seca, que causou uma queda de 15% nas vendas dos restaurantes, mas que aumentou um pouco as vendas em supermercados em lojas, pois as pessoas estão bebendo mais em casa. Mas ainda assim, a lei seca atua contra o vinho e os destilados principalmente, já que tem teor alcoólico maiores que a cerveja.
Adolar ainda mostrou os números dos principais players do mercado de importados:
- Chile: Liderança de 31,5% value e 37,9% share - Queda de 3,10%, mas valorização custo 2,89%
- Argentina: Perdeu 13,89% volume, 10,83% valor. Queda de 14,42%.
- França: Aumento de 4,05%. Aumento 16% em valor. Bom crescimento no valor USD 3,9 a USD 6,9/garrafa, que no Brasil são vinhos que estão entre  100 e 150,00 Reais.
- Portugal: Queda de 1,48%. Desvalorização de 50% no custo médio.
- Italia: Queda de 1,09% share.
- Espanha: Aumento: 8,07% share. Aumentou valor 6,06%. Estão 90,7% mais caros que os portugueses.
Depois, foi a vez de Carlos Cabral, consultor do Grupo Pão de Açúcar, que contou um pouco sobre a política de vinhos do grupo. Mas um dado interessante que o Cabral passou foi que dos 800 rótulos cadastrados no Grupo, 45% das vendas é de vinho nacional, mas deste montante, 65% é de vinho de mesa, o que mostra que ainda temos um longo caminho a percorrer pelo vinho fino. E o valor Médio por Garrafa subiu de De 9,83 (2010) a 12,99 (2013).
Enfim, números são sempre importantes para balizarem nosso mercado. E eles mostram que precisamos continuar firmes e fortes na construção deste mercado e que temos um longo caminho a percorrer!!

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Publicado em 30/10/2013 às 12h39

Os belos vinhos nacionais da Villa Francioni

villa francioni 49 300x199 Os belos vinhos nacionais da Villa Francioni

 

Amigos, como vcs acompanham os relatos por aqui, há muitos eventos, degustações, almoços e jantares no mundo do vinho e é praticamente impossível de comparecer a todos. Mas teve um em especial que eu infelizmente não pude ir e fiz questão de pedir para a Jane Prado, fotógrafa, blogueira (Chateau de Jane) e que trabalha comigo na Winet para que fosse no almoço oferecido pela Importadora Ravin para apresentar a parceria deles com a Vila Francioni, produtor brasileiro que admiro muito e gosto dos vinhos. Então, abaixo o texto da Jane sobre o almoço e espero que gostem do relato feito por ela!!

 

" Quando falamos em vinhos brasileiros pensamos direto na Serra Gaúcha. Verdade, é lá que está a maior produção de vinhos finos do Brasil. Mas fazer vinhos bons não é exclusividade deles. Outras regiões, do Rio Grande de Sul e Santa Catarina, vêm se destacando nos últimos anos e ganhando espaço no mercado de vinhos de qualidade.

 

 

A Ravin, importadora de vinhos, resolveu apostar numa vinícola de São Joaquim, em SC. Como o foco deles é trazer vinhos de qualidade para o Brasil, a produção nacional acabava ficando de fora do seu portfólio, até ser fechada essa parceria com a Villa Francioni.

 

 

Fui convidada pelo Déco para representá-lo num evento da Ravin e depois dar a minha opinião sobre os vinhos da Villa Francioni que seriam degustados. Lógico que aceitei, e aqui estou eu no EnoDeco.

 

 

Foram servidos 7 vinhos devidamente harmonizados no restaurante NB Steak. Num geral achei todos os vinhos de qualidade e realmente engarrafados com estilo, mas, apesar de lindas, as garrafas vem de fora e, fora os vinhos de guarda, não acho que elas influenciem no resultado. Então prefiro minha parte num preço mais viável na prateleira do que em garrafas importadas cheias de estilo.

 

 

Os que eu mais gostei, neste clima de verão, foram:

 

 

Villa Francioni Sauvignon Blanc 2012, um vinho com uma bela acidez, equilibrado, com aromas de maça verde e abacaxi, além das notas de aspargos que eu adoro. Na boca, se mostra fresco e com um volume que a preenche. Preço: R$103,00.

 

 

Villa Francioni Rosé 2012, um vinho feito a partir de 8 castas diferentes: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Sangiovese, Syrah, Petit Verdot, Pinot Noir, Merlot e Malbec. Ano a ano misturadas em proporções diferentes em busca do resultado ideal. Aromas de frutas com um toque floral, nos instigam ao primeiro gole. Na boca, fresco, com boa acidez e um final marcante. Preço: R$ 78,00

 

 

Quando acabou o almoço, fomos surpreendidos com uma taça de Brut Rosé, feito com Pinot Noir e Chardonnay, através do método tradicional. O espumante estava vibrante, frutado com aquele toque de fermento de um bom brut. Na boca, suavidade e intensidade perfeitamente em harmonia. Preço: R$175,00.

 

 

Eu, como brasileira, super apoio esta parceria, acho que temos que nos orgulhar dos nossos vinhos e tentar, de todas as formas, acabar com o preconceito de que somente o que vem de fora é bom.

Santé!"

 

 

CHEERS!!

 

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Publicado em 10/09/2013 às 10h38

O Vinho Brasileiro: Pizzato Fausto Tannat 2010

 O Vinho Brasileiro: Pizzato Fausto Tannat 2010

 

Vinho: Pizzato Fausto Tannat 2010

Produtor: Pizzato

Origem:  Serra Gaúcha (Brasil).

Uvas: Tannat.

Preço Aproximado: R$ 33,00 

 

 

Recentemente, o leitor Waldir Ramos me lançou um desafio (Veja aqui no comentário dele) e aqui estou eu para cumprir. Ele queria que eu indicasse um vinho nacional perto da faixa dos R$ 30,00. E depois de dar uma fuçada por aí, acabei numa vinícola que, pra mim, é referência em vinhos de qualidade no Brasil e tem feito vinhos cada vez melhores, em todas as faixas de preço: a Pizzato. E este Tannat deles, pra mim, é um grande exemplo de um vinho brasileiro nesta faixa de preço que vale a pena.

 

Um vinho que nesta faixa de preço tem uma boa persistência, tem uma boa complexidade de sabores e aromas e bom corpo, não pode ser ignorado por nós. Este Tannat é um dos grandes exemplares desta uva aqui no Brasil, que para muita gente, ainda tem muito futuro pela frente e pode se tornar uma das nossas principais cepas para vinhos finos. Ou seja, um belo vinho, por um custo honesto e acessível.

 

 

 

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Perfil

André Rossi (Déco), 37 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”.

É também um dos únicos cinco Brasileiros residentes no país a ser credenciado como Professor deste mesmo WSet, tendo sido aprovado pelo WSet Educator Training Program 2011, em Nova York.

Editor e Idealizador do Blog EnoDeco, que é hoje o blog oficial de vinhos do portal R7, um dos blogs de vinho mais acessados do Brasil, e que já foi indicado pelo Guia 4 Rodas 2009 como um dos 10 melhores eno-blogs do Brasil.

Colunista da Revista Cool Magazine, da Revista Online Bloggers e também Editor de Vinhos da 4a. Edição do Flavour Guide , projeto anual do crítico gastronômico Josimar Melo. É jurado e avaliador de vinhos de vários eventos e revistas especializadas.

Há 2 anos é o Relações Públicas da Wines of Argentina (WofA), associação das melhores e principais vinícolas argentinas, sendo o responsável pela comunicação, eventos, degustações e todas as ações que a WofA faz em todo o Brasil, para divulgar e comunicar o vinho argentino por aqui.

Foi o ganhador do concurso “Meu Vinho com Susana Balbo” que foi disputado por 30 blogueiros e jornalistas de vinho, onde o principal objetivo era fazer o seu próprio vinho, usando 5 variedades disponibilizadas pela mais importante e premiada enóloga argentina, Susana Balbo. Seu vinho foi escolhido entre os 30 competidores, numa degustação às cegas pela enóloga e sua equipe, tendo um vinho assinado em conjunto com Susana, o Dominio del Plata Essential Limited Edition 2011.

É Publicitário de formação e foi Diretor de Atendimento de grandes agências como W/Brasil e Lew’Lara/TBWA, tendo passado também por Young & Rubicam, DPZ, Leo Burnett e Publicis. Antes disto, trabalhou na área de marketing da importadora Expand.

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