Publicado em 02/05/2016 às 12h22

Odfjell: A Noruega Fazendo Bonito nos Vinhos Chilenos.

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Mesmo antes de me enveredar definitivamente por estes caminhos do mundo vinho, esta vinícola já era uma das minhas queridinhas, pela qualidade de seus vinhos. A Odjell é uma vinícola fundada pelo armador noruegues, Dan Odfjell, que durante uma viagem de barco, há 25 anos, se apaixonou pelo Vale do Maipo e por alí ficou, inaugurando sua vinícola, que hoje é tocada por seus filhos Dan Jr. e Laurence. Mas não é apenas uma vinícola! Existem vários conceitos por trás dela, como as práticas orgânicas e biodinâmicas (certificados desde 2013). Eles inclucive "importaram" cavalos noruegueses, os chamados Pôneis dos Fiordes, que é uma raça rara que ajuda nos trabalhos nos vinhedos.

 

 

Hoje a vinícola tem 85 hectares plantados no Maipo das uvas Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Syrah, Merlot, Carmenere. Mais
10 hectares no Vale do Maule, todos de Malbec e mais 20 hectares em Cauquenes, sul do Chile, de Carignan, Cabernet Sauvignon, Tannat, Tempranillo, Mourvedre e Petit Syrah. Com capacidade de 3 milhões de litros e uma produção 1 milhão, eles ainda são considerados uma vinícola média na produção. Mas na qualidade a coisa é grande, como em alguns vinhos que experimentei e conto abaixo. Os vinhos da Odfjell são trazidos pela Importadora World Wine.

 

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Armador Cabernet Sauvignon 2014 - o vinho de entrada da vinícola, que é melhor que muito vinho que não é de entrada de outras vinícolas. Herbáceo, ameixa, baunilha muito sutil da madeira. Muito equilibrado e um ótimo vinho! R$ 81,40.

Capítulo 2014 - Um corte bem interessante de Carignan, Cabernet Sauvignon e Malbec. Vinho bem equilibrado, com um corte diferente de tudo o que já tomei. Acidez boa, frutas vermelhas, chocolate, tabaco, macio. Final longo. R$ 112,20.

Orzada Malbec 2011 - Se colocado junto com Malbecs argentinos, vai fazer bonito. Mas é um bicho diferente. Não tem aquela potência e estrutura do argentino. É mais elegante, acidez maior, taninos mais ásperos sem incomodar. Um Malbec diferente, que faz bonito! R$ 161,70.

Orzada Carignan 2014 - um vinho fantástico, com acidez muito presente, muita fruta vermelha, mentol. Encorpado, intenso e o melhor: sem interferência nenhuma de madeira pois não passa por barrica. Um vinho diferente e único. R$ 161,70

Aliara 2011 - Por muiot tempo foi o TOP da vinícola, at;e lançarem o ODFJELL. Um corte de Malbec, Cabernet Sauvignon, Syrah e Carignan. Aqui, o DNA Chileno se mostra mais presente. Mas sem exageros. A goiaba madura e o mentol são bem presentes, mas tem também framboesas, amoras e chocolate. Um vinho de muita guarda, fresco e de final longo! R$ 294,80.

 

 

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Sem dúvida, uma vinícola que tem tudo para crescer cada vez mais pela qualidade dos seus vinhos, mas sem abrir mão de suas convicções e filosofia. É a Noruega fazendo bonito no vinho chileno!

 

 

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Publicado em 20/04/2016 às 08h30

Aquitania: Uma Pequena Grande Vinícola Chilena.

4 50582 1416600032 300x120 Aquitania: Uma Pequena Grande Vinícola Chilena.

 

A Viña Aquitania já era velha conhecida minha, desde os tempos em que eu nem pensava em trabalhar com vinho. Sempre gostei muito do Sol de Sol Chradonnay deles, que pra mim era o melhor branco chileno que eu conhecia. E por conta disto fui visitar a vinícola em 2006. A Aquitania é uma vinícola pequena para os padrões chilenos. Produz apenas 150.000 garrafas e tem 15 hectares de vinhedos no Vale do Maipo com plantações de Cabernet Sauvignon (15 ha.) e Syrah (3 ha.). Além dos vinhedos no Maipo, onde está Santiago, são mais 18 hectares em Traiguen, sul do Chile com Chardonnay, Pinot Noir e Sauvignon Blanc.

 

Fundada em 1993 por Bruno Prats e Paul Pontallier, enólogos franceses da região de Bordeaux, conhecidos mundialmente e por Felipe de Solminhac, enólogo chileno. Nove anos depois, Ghislain de Montgolfier, enólogo da região de Champanhe se juntou ao trio que hoje faz vinhos com muita classe e estilo e estão, para mim, entre os melhores de lá. Infelizmente acabei indo numa época ingrata “afetivamente” falando, pois 2 dias antes haviam acabado de anunciar o falecimento de Paul Pontalier, motivo pelo qual as bandeiras estavam a meio pau e seus sócios haviam viajado à França.

 

IMG 0612 225x300 Aquitania: Uma Pequena Grande Vinícola Chilena.

 

Mas numa degustação deliciosa, com um cenário encravado nos pés da Cordilheira, pude provar alguns destes vinhos:

 

 

Sol de Sol Chardonnay 2011 – Mantém sua fama e sua qualidade desde que conheço ele. Um vinho bem mineral, com aromas de abacaxi, lima da pérsia e outras frutas cítricas. Fugindo do padrão “Chardonnay Amadeirado”, ele é elegante com madeira presente, mas bem sutil. Lembra um bom branco da Borgonha, pela acidez, mineralidade e pouca madeira.

 

Sol de Sol Pinot Noir 2011 – Um vinho que eu estava curioso para experimentar de novo, pois quando tomei, era outra safra. E ele está maravilhoso, fugindo do estilo “bomba de frutas vermelhas” que os Pinots chilenos em geral tem. Um vinho que tem aromas e sabor a terra, com frutas vermelhas bem sutis e pouquíssima madeira. Estes 5 anos de idade fazem deste vinho algo único, que ainda vai evoluir mais.

 

Lazuli 2011 – O vinho ícone da vinícola, é um Cabernet chileno de corpo e alma sem ser enjoativo. Com muitos aromas verdes típicos da Cabernet, como pimentão, além de fruta preta como ameixa, mas sem a goiaba e a fruta sobre madura que tanto marcaram os vinhos chilenos. Vinho para tomar agora ou guardar mais uns 5 anos pelo menos.

 

Aquitania Reserva Syrah 2015 – Um syrah diferente, sem madeira e bem interessante. Muita fruta vermelha e pimenta do reino e aos que acham que o vinho é simples por não ter aromas e estrutura que a madeira conferem ao vinho, estão enganados. Ele é complexo e fresco, com corpo ligeiramente mais leve que os syrahs mais comuns.

 

IMG 0615 300x300 Aquitania: Uma Pequena Grande Vinícola Chilena.

 

Uma vinícola que sempre tive um carinho muito grande e continuo tendo!

 

Uma vinícola que sempre tive um carinho muito grande e continuo tendo! Os vinhos da Aquitania são importados no Brasil com exclusividade pela ZAHIL IMPORTADORA.

 

 

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Publicado em 18/04/2016 às 08h30

Voltei a Beber Vinho Chileno!

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O título deste post pode parecer loucura, bairrismo, burrice ou até mesmo preconceito. Mas é verdade. Sabemos que os vinhos chilenos no brasil são os mais vendidos e tem quase 50% do Mercado de vinhos importados. Sabemos que eles tem marcas muito conhecidas e consolidadas. Sabemos também que a qualidade destes vinhos é alta. Mas nunca escondi de ninguém que meus últimos 4 anos, com muitas viagens para a Argentina, visitando Mendoza, Salta, Patagonia, La Rioja e San Juan me fizeram ver o vinho chileno de outra forma. Vendo a enorme variedade dos vinhos argentinos, tanto em tipos como estilos, fui aos poucos me enjoando um pouco do jeitão dos vinhos chilenos, com aquela fruta sobre madura e vinhos quase sempre com o mesmo perfil de geleias de goiaba e mentol no nariz e na boca, faltando um pouco de acidez. E os brancos, em sua maioria Sauvignon Blancs, com uma profusão de aspargos e herbáceos. Este, na verdade, foi o estilo de vinho que conquistou o consumidor por aqui e em muitos lugares. Então, por que mudar, não é mesmo?

 

 

Por conta deste meu cansaço, de estar saturado deste estilo de vinhos e por estar descobrindo coisas novas na Argentina, fui me afastando dos chilenos pouco a pouco, até o começo deste ano, que resolve voltar ao Chile para me atualizar um pouco sobre como andavam as coisas por lá. E qual não foi a minha surpresa ao ver no discurso e na prática que as coisas já estão mudando a passos largos e que eles mesmos viram que precisavam mudar. Em 1 semana, não bebi sequer 1 vinho no velho estilão chileno. Todos – digo todos – os vinhos que tomei, em restaurantes ou nas vinícolas, apresentam um novo estilo, mais fresco (mais acidez) e com uma fruta mais equilibrada sem ser tão “geléia”. Isto é resultado de colheitas mais cedo, para que a uva não chegue a um ponto de açúcar muito alto na hora de ser colhida e com isto possa dar vinhos com mais acidez e sabores/aromas menos enjoativos. Isto sem falar nos orgânicos, biodinâmicos e naturais que provei por lá e que realmente me fizeram zerar aquele cansaço do vinho chileno de 5 anos atrás e voltar a procurar e me animar com novas descobertas das terras de Pinochet.

 

 

Os próximos posts que escreverei por aqui serão sobre minhas visitas e descobertas durante esta semana que passei por lá. E espero que embarquem nesta viagem comigo e possam descobrir o que vou chamar de “novo vinho chileno”.

 

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Publicado em 03/03/2016 às 08h30

Bebi e Gostei: Lauca Pinot Noir 2014

7307749E43E0A 3F05 4046 AEF1 1DCF5CABDD6F20151209152529 150x300 Bebi e Gostei: Lauca Pinot Noir 2014

 

Vinho: Lauca Pinot Noir 2014

Produtor: Lauca

Origem: Vale do Maule (Chile).

Uvas: 100% Pinot Noir.

Importadora: Mercovino.

Preço Aproximado: R$ 52,00.

 

Pinot Noir no Chile é sempre sinônimo de sucesso. Fazendo grandes Pinots no litoral e alguns também em vales mais interioranos, o Chile tem se destacado faz um bom tempo no cultivo desta uva tinta, leve e que é ótima opção para dias mais quentes como estes, sem abrir mão dos vinhos tintos.

 

Este Pinot é um típico Pinot chileno: Frutas vermelhas maduras como framboesa, cereja e morango, excelente acidez, leve e fácil de beber. Um ótimo vinho para acompanhar queijos, peixes mais gordos e frutos do mar, tem no seu custo (R$ 52,00) um outro atrativo que o deixa ainda melhor. Vale a pena!

 

 

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Publicado em 02/02/2016 às 11h33

Bebi e Gostei: Valdivieso Chardonnay 2014 #CBE

vld00114 104x300 Bebi e Gostei: Valdivieso Chardonnay 2014 #CBE

 

Vinho: Valdivieso Chardonnay 2014

Produtor: Viña Valdivieso

Origem: Vale Central (Chile).

Uvas: 100% Chardonnay.

Importadora: Ravin.

Preço Aproximado: R$ 63,00.

 

Com mais um tema interessante, a Confraria Brasileira de Enoblogs este mês propôs em falarmos sobre um Chardonnay sem madeira para aproveitarmos o calor do verão. É um tema interessante, pois para mim, hoje em dia o mundo vinícola está passando por uma tendência em "desmadeirizar" alguns vinhos para preservar a fruta e o frescor. E eu vejo isto com muitos bons olhos!

 

 

Resolvi escolher este chileno da Valdivieso por ser um vinho bem característico em todos os sentidos. A Chardonnay, esta grande e tão difundida uva se mostra bem neste vinho, com muita fruta fresca e madura, como abacaxi, pêssego e pêra e também algo de um mineral leve.  Sem a influência da madeira, as frutas tomam conta, ocupando o lugar que seria dividido com os conhecidos aromas e sabores de baunilha, côco e carvalho. Um vinho fácil de beber, excelente para peixes e frutos do mar e também como aperitivo, com um queijo ementhal por exemplo.

 

 

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Publicado em 21/10/2015 às 09h00

Haras de Pirque: Vinhos à Galope.

IMG 4849 300x266 Haras de Pirque: Vinhos à Galope.

 

Haras de Pirque é uma vinícola chilena que eu tenho muito carinho. Foi uma das primeiras vinícolas que visitei, ainda como consumidor somente, muito antes de imaginar que eu pudesse entrar de cabeça neste mundo do vinho! Sobre os vinhos, eu falo mais abaixo, mas queria dar um destaque especial para a arquitetura da vinícola, que é em formato de ferradura e muito funcional. Foi criada em 1991 por Eduardo Matte, um apaixonado criador de cavalos, onde, até hoje, são treinados cerca de 30 cavalos puro-sangue para o circuito nacional de corrida.

 

 

E pude fazer uma espécie de "regressão" no tempo, ao ter um delicioso almoço com Cecilia Guzman, enóloga da vinícola e seus importadores, a competente Wine Brands. No almoço, com um bate papo muito gostoso, soubemos por exemplo, que ano que vem, a vinícola terá a oficialização de produtor Organico, que segundo Cecília, para eles é algo natural, pois é o jeito que eles sabem fazer vinho, pela vocação da região.

 

 

O Haras de Pirque Gran Reserva Albaclara 2013 é um Sauvignon Blanc 100% , com uvas da região do Maipo, onde a vinícola está e uns 15% de Leyda, litoral chileno famoso pela produção desta uva. Um vinho que não é enjoativo como alguns SB do Chile, mas mantém a frescura e a boa intensidade. R$ 87,00.

 

 

O Haras de Pirque Chardonnay Reserva 2014 é um vinho que mostra bem o novo (e acertado) estilo dos vinhos da vinícola. Menos madeira, mais fruta. Apenas 30% dele fermentou em barricas de primeiro e segundo uso e depois passou 6 meses de envelhecendo. Um vinho muito equilibrado e facil de beber! E por um preço, nos dias de hoje, muito justo: R$ 78,00.

 

 

Partindo para os tintos, o Reserva Carmenere 2013 (R$ 78,00) é um Carmenere muito bem resolvido. Sem a goiaba típica dos vinhos chilenos, ele tem 15% de cabernet sauvignon e é bem equilibrado, sem alcool sobrando, sem madeira sobrando... Um vinho muito bem feito e por um bom preço!

 

 

Já o Hussonet Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2001 é um vinho elegante, bem típico Cabernet Sauvignon chileno. Tem 15% de Cabernet Franc e uma fruta bem integrada com os 14 meses de barrica, que apesar de parecer muito, não aparece no vinho. Um belíssimo vinho, por R$ 107,00.

 

 

Por ultimo, a grande estrela da vinícola! O Albis 2006 é um vinho conhecido, pois é o resultado da parceria deles com o competente e famoso produtor italiano Marchese Piero Antinori. Com 80% de Cabernet Sauvignon e 20% de Carménère, ele se mostra um chileno de corpo e alma. 18 meses de barricas, mas seus 9 anos já amaciaram o vinho e está num ponto maravilhoso de consumo. Ainda vai render alguns bons anos de garrafa pois está com uma acidez impecável e excelente corpo. R$ 293,00.

 

 

Se o carinho pela vinícola e por seus vinhos era grande, agora ficou maior ainda! Os vinhos mudaram muito, pra melhor e pelo que posso ver, ficarão cada vez melhores!!

 

 

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Publicado em 19/08/2015 às 09h00

Clos des Fous: Chilenos que não parecem Chilenos.

web blog clos des fous2 300x199 Clos des Fous: Chilenos que não parecem Chilenos.

 

Clos de Fous é um projeto que já tinha tido contato antes, através de um dos sócios, Pedro Parra, e desde então acompanho os vinhos deles de perto. Desta vez, estive com o sócio de Pedro, o enólogo François Massoc, onde pude provar as safras mais atuais de alguns vinhos deste que é um projeto muito bem feito e com vinhos que saem do padrão do que encontramos de vinhos chilenos por aí. Então, vamos aos vinhos:

 

Clos de Fous Chardonnay Locura 1 2013: Um belissimo chardonnay sem madeira, com uma untuosidade incrível e uma persistência maravilhosa, fruto de 12 meses do vinho em contato com as lias (peles). E mantendo um frescor muito bacana. R$ 86,90

 

Clos de Fous Subsollum Pinot Noir 2012: um Pinot completamente diferente do que se espera de um Pinot sul-americano. No lugar da madeira e das frutas vermelhas maduras, vemos as ervas se misturarem com as já esperadas frutas vermelhas, mas sem exageros. A madeira, muito sutil que passa 10% do vinho, é sutil, tornando este, um dos pinots chilenos mais interessantes e diferentes que já provei. Arrisco a dizer que com o tempo, pode lembrar um borgonha. R$ 86,90

 

Clos des Fous Grillos Cantores Cabernet Sauvignon 2011: Um vinho chinleno, wue passa longe do padrão de Cabernets chilenos. Bem longe. Sem passagem por madeira, algo raro para um CS hoje em dia, ele não tem nada nos aromas que lembram os aromas de compota de frutas, de goiaba, de eucalipto. Sente-se muito mais herbáceo, algo de pimenta do reino e frutas vermelhas bem leves e sutis. Numa degustação às cegas, passaria por muita coisa antes de ser um chileno. R$ 74,80

 

Cauquenina Blend 2012: Aqui, um vinho bem complexo e interessante. Um corte de 8 uvas, com base de Carignan, e com 15% da uva país, uma uva trazida pelos imigrantes espanhóis e que está na moda agora por lá. Aqui o perfil chileno fala um pouco mais alto: a fruta madura é mais presente, apesar de ter muita elegância e sem excessos e a madeira - 18 meses - se mostra bem integrada. Pelos R$ 86,90, um excelente custo x benefício!!

 

Sem dúvida, algo muito bacana e emblemático para quem quer conhecer o Chile que não parece Chile.

 

 

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Publicado em 04/08/2014 às 18h32

Silencio: Um Vinho que Vai Fazer Barulho.

image001 Silencio: Um Vinho que Vai Fazer Barulho.
A Cono Sur é uma vinícola chilena que já tem um certo nome no mercado com diversos vinhos, entre eles o grande Ócio, um super Pinot Noir Premium, a excelente linha "20 Barrels" e os vinhos de entrada, os famosos "Bicicleta", entre outros.
Com vinhos em várias faixas de preço, agora a vinícola lança seu vinho ícone, o Silencio, importado pela La Pastina.
Além dos ótimos vinhos, a vinícola ainda tem um "plus": Ganhou o prêmio de vinícola mais verde do mundo pela revista britânica Green Business, por ser dedicada ao manejo orgânico, com leveduras nativas e técnicas alternativas de combate aos insetos que comem as uvas.
O Silencio foi criado a partir de diversas provas às cegas e é um vinho mais complexo, com estrutura e longevidade. Envelhecido 22 meses em barricas de carvalho francês, o vinho permanece posteriormente por  mais dois meses em tanques de aço inox para afincamento. De acordo com Adolfo Hurtado “É no silêncio que se pode compreender melhor e apreciar um vinho verdadeiramente único”,
 Infelizmente, por já ter outro compromisso, não vou poder ir ao lançamento do vinho. Mas não tenho a menor dúvida que o vinho será um sucesso, como é tudo o que a Cono Sur faz. Abaixo, a ficha técnica do vinho:
Safra: 2010.
Origem: Valle del Maipo - Chile.
Uva: 98% Cabernet Sauvignon e 2% Carmenère.
Tipo: Tinto.
Amadurecimento: 22 meses em barricas de carvalho francês.
Graduação alcoólica: 13,7%.
Serviço: 16ºC-18ºC.
Preço para consumidor: R$780.
Disponibilidade para o consumidor: agosto/2014.

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Publicado em 30/06/2014 às 09h00

Copa dos Vinhos: Brasil x Chile.

Copa dos Vinhos12 150x150 Copa dos Vinhos: Brasil x Chile.

 

JOGO: BRASIL x CHILE – OITAVAS DE FINAL

DATA: 28.06

LOCAL: BELO HORIZONTE

 

 

Não pude escrever este post antes do jogo pois acabei viajando e não consegui parar para escrever. Mas se desse o meu palpite para este jogo que é um embate entre grandes Espumantes e grandes Carmenères, o palpite seria de 2 x 1 para os nossos espumantes. Mas a real é que sofremos muito para passar nos pênaltis após um empate por 1 x 1. Mas então, já que sofremos no campo, vamos às taças:

 

 

BRASIL

O Brasil é um país sem muita cultura de vinho, que ainda engatinha com esta nobre e deliciosa bebida, mas que tem mostrado um potencial interessante. A principal região é no Rio Grande do Sul, especificamente no Vale dos Vinhedos, mas as regiões gaúchas de Campos de Cima da Serra (Norte do RS) e a Campanha Gaúcha (Sul do RS) e de São Joaquim, na Serra Catarinense também tem mostrado alguns vinhos bacanas e de futuro. Mas é, sem dúvida nenhuma no espumante que o Brasil faz e continuará a fazer muito sucesso. Muitos prêmios e reconhecimentos nacionais e internacionais são provas da que nossos espumantes são de fato uma realidade que podemos nos orgulhar.

 

 

CHILE

Um país que sem dúvida nenhuma tem um destaque muito grande, principalmente aqui para nós. É o país com maior share no mercado brasileiro, com aproximadamente 35% dos vinhos importados vendidos aqui. Tem uma geografia privilegiada e várias regiões vinícolas, com uma diversidade grande de terroirs. Tem alguns gigantes conhecidas como a Concha y Toro, Santa Rita, Undurraga e Santa Helena, entre outras. As regiões vinícolas vão de Norte a Sul, com destaque para os vales do Aconcágua, onde está a Viña Errazuriz e excelente região produtora de Syrah; Os frios Vales de Casablanca, San Antonio e Leyda, regiões exímias produtoras de Sauvignon Blanc, Chardonnay e Pinot Noir; Vale do Maipo, principal região vinícola comercialmente falando, já que é onde fica a capital Santiago e que tem na Carmenere e na Cabernet Sauvignon  as principais uvas, assim como no Valle do Colchagua, que é hoje a mais importante região vitivinícola de lá.

 

 

BRASIL

- ESPUMANTE ADOLFO LONA NATURE PAS DOSÉ

- PRODUTOR: ADOLFO LONA

- UVAS: CHARDONNAY,  PINOT NOIR E MERLOT.

- PREÇO APROXIMADO: R$ 70,00 (No site www.vinhosevinhos.com.br)

- Este espumante que leva a expressão “Pas Dosé” no nome significa que não há adição do licor de expedição, frequentemente colocado nos espumantes para “completar” a dose depois da “degola” (Processo de tirar a rolha ou tampa depois da segunda fermentação e que determina o grau de doçura final dos espumantes). Este espumante, feito através do método champenoise, tem uma complexidade incrível, misturando mineraldiade, frutas e aquele típico toque de “pão quente”que vem das leveduras da segunda fermentação. Este espumante é feito pelo amigo e competente Adolfo Lona, O enólogo argentino Adolfo Lona mora no Brasil desde 1973 e tem uma pequena adega artesanal em Garibaldi, RS. Com seu jeito único, sincero, honesto e direto em suas opiniões, não se esconde quando critica os impostos e dificuldades que o vinho nacional enfrenta por aqui. Adotou o Brasil de coração e em sua pequena adega, produz basicamente apenas espumantes e um tinto, que nunca provei.

 

espumante adolfolona nature 175x300 Copa dos Vinhos: Brasil x Chile.

 

 

CHILE

- AMAYNA PINOT NOIR 2011

- PRODUTOR: VIÑA GARCEZ SILVA (AMAYNA).

- REGIÃO: VALLE DE LEYDA.

- UVAS: 100% PINOT NOIR.

- PREÇO APROXIMADO: R$ 132,37 (No site da importadora MISTRAL  - www.mistral.com.br)

- Este vinho é um pouco mais caro do que a média dos vinhos chilenos por aqui. Mas pra mim é um ícone dos Pinot Noirs chilenos. Um pinot que ilustra bem a expressão máxima dos pinots chilenos de qualidade. Muita fruta vermelha, mineralidade e madeira bem equilibrada. Um vinho de corpo leve, excelente acidez e um final longo! Um belíssimo pinot chileno, mais caro, mas que vale cada centavo!

 

vina garces silva amayna pinot noir leyda valley chile 10235069 92x300 Copa dos Vinhos: Brasil x Chile.

 

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Publicado em 18/06/2014 às 20h10

Copa dos Vinhos: Chile x Espanha.

Copa dos Vinhos4 150x150 Copa dos Vinhos: Chile x Espanha.

 

JOGO: CHILE x ESPANHA – GRUPO B

DATA: 18.06

LOCAL: RIO DE JANEIRO

 

 

É... a zebra passeou por aqui e mandou a Fúria Espanhola embora. O campeão mundial perdeu seus dois primeiros jogos e deu o adeus mais inesperado desta Copa, ainda na primeira fase. Mas em termos de vinhos, eles continuam dando muitas alegrias, assim como seu adversário de hoje, o Chile.

 

 

CHILE

Um país que sem dúvida nenhuma tem um destaque muito grande, principalmente aqui para nós. É o país com maior share no mercado brasileiro, com aproximadamente 35% dos vinhos importados vendidos aqui. Tem uma geografia privilegiada e várias regiões vinícolas, com uma diversidade grande de terroirs. Tem alguns gigantes conhecidas como a Concha y Toro, Santa Rita, Undurraga e Santa Helena, entre outras. As regiões vinícolas vão de Norte a Sul, com destaque para os vales do Aconcágua, onde está a Viña Errazuriz e excelente região produtora de Syrah; Os frios Vales de Casablanca, San Antonio e Leyda, regiões exímias produtoras de Sauvignon Blanc, Chardonnay e Pinot Noir; Vale do Maipo, principal região vinícola comercialmente falando, já que é onde fica a capital Santiago e que tem na Carmenere e na Cabernet Sauvignon  as principais uvas, assim como no Valle do Colchagua, que é hoje a mais importante região vitivinícola de lá.

 

 

 

ESPANHA

 

O campeão da última Copa e grande sensação dos últimos tempos no futebol é também uma sensação no mundo dos vinhos. E tem sido assim faz um bom tempo, afinal, a tradição vinícola espanhola vem de muitos e muitos anos. Dona da maior área plantada de vinhedos no mundo, ela tem algumas das regiões mais famosas e reconhecidas do mundo, como Rioja e Ribera del Duero. Mas outras regiões, menos afamadas, mas de muita qualidade, tem mostrado muita coisa boa, como Toro, Rueda e a moderna região do Priorato, de onde vem também as Cavas. Outro destaque vai para os Jerez, vinhos fortificados de extrema personalidade e que arrasta multidões de fãs pelo mundo. As principais uvas de lá são, sem dúvida, a Tempranillo, rainha das tintas na Espanha e a Garnacha. Nas brancas, a Viura é sem dúvida a mais emblemática. Mas não podemos esquecer, lógico, das internacionais tintas e brancas, muito plantadas, Como Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Chardonnay e Sauvignon Blanc.

 

 

 

CHILE

- ORZADA CARIGNAN 2010

- PRODUTOR: ODFJELL

- REGIÃO: VALE DO MAIPO

- UVAS: CARIGNAN.

- PREÇO APROXIMADO: R$ 89,00 (No site da importadora WORLD WINE  - www.worldwine.com.br)

- Sou fã dos vinhos desta pequena vinícola chilena, que foi fundada por um armador norueguês que se apaixonou pelas terras chilenas e decidiu por lá ficar. Esta uva é uma uva que está pouco a pouco ganhando mercado lá no Chile com vinhos muito bons. Este vinho é encorpado e bem gastronômico. Diferente dos Cabernets e Carmeneres que estamos mais acostumados. Uma dose equilibrada de madeira, frutas vermelhas e um pouco de eucalipto. Um vinho bem bacana, que mostra bem o potencial desta uva por lá.

 

021424 Ampliada 300x300 Copa dos Vinhos: Chile x Espanha.

 

 

ESPANHA

- LUIS CAÑAS CRIANZA 2008

- PRODUTOR: LUIS CAÑAS.

- REGIÃO: RIOJA

- UVAS: 95% TEMPRANILLO E 5% GARNACHA.

- PREÇO APROXIMADO: R$ 94,60 (No site da importadora DECANTER  - www.decanter.com.br)

- Corte tradicional da Rioja, com Tempranillo e Garnacha, este vinho é um belíssimo exemplar de um autêntico Rioja. Madeira sem excessos que mostram um pouco de chocolate e baunilha, frutas vermelhas e um toque de pimenta são bem intensos no nariz e na boca. Boa acidez e um final longo.

 

VINO TINTO LUIS CANAS CRIANZA 2009 RIOJA 173x300 Copa dos Vinhos: Chile x Espanha.

 

 

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André Rossi (Déco), 37 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”.

É também um dos únicos cinco Brasileiros residentes no país a ser credenciado como Professor deste mesmo WSet, tendo sido aprovado pelo WSet Educator Training Program 2011, em Nova York.

Editor e Idealizador do Blog EnoDeco, que é hoje o blog oficial de vinhos do portal R7, um dos blogs de vinho mais acessados do Brasil, e que já foi indicado pelo Guia 4 Rodas 2009 como um dos 10 melhores eno-blogs do Brasil.

Colunista da Revista Cool Magazine, da Revista Online Bloggers e também Editor de Vinhos da 4a. Edição do Flavour Guide , projeto anual do crítico gastronômico Josimar Melo. É jurado e avaliador de vinhos de vários eventos e revistas especializadas.

Há 2 anos é o Relações Públicas da Wines of Argentina (WofA), associação das melhores e principais vinícolas argentinas, sendo o responsável pela comunicação, eventos, degustações e todas as ações que a WofA faz em todo o Brasil, para divulgar e comunicar o vinho argentino por aqui.

Foi o ganhador do concurso “Meu Vinho com Susana Balbo” que foi disputado por 30 blogueiros e jornalistas de vinho, onde o principal objetivo era fazer o seu próprio vinho, usando 5 variedades disponibilizadas pela mais importante e premiada enóloga argentina, Susana Balbo. Seu vinho foi escolhido entre os 30 competidores, numa degustação às cegas pela enóloga e sua equipe, tendo um vinho assinado em conjunto com Susana, o Dominio del Plata Essential Limited Edition 2011.

É Publicitário de formação e foi Diretor de Atendimento de grandes agências como W/Brasil e Lew’Lara/TBWA, tendo passado também por Young & Rubicam, DPZ, Leo Burnett e Publicis. Antes disto, trabalhou na área de marketing da importadora Expand.

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