Publicado em 26/05/2014 às 09h00

Quinta Nova e seus 250 Anos.

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A Quinta Nova é uma vinícola da Região do Douro e que está completando 250 anos e tem algumas linhas de vinhos: Quinta Nova, Pomares, Grainha, Mirabilis e os Portos. Seus vinhos são bem conhecidos e pontuados e de muita consistência. Num almoço bem agradável, pude experimentar alguns destes vinhos e vou deixar algumas linhas sobre o que eu achei:

 

 

Pomares Branco 2013, um vinho fácil de beber, feito com as uvas viosinho, gouveio e rabigato. Sem passagem por madeira, uma fruta bem presente e equilibrada com o álcool. Custa R$ 60,00.
O Mirabilis Grande Reserva 2011 é um vinho bem gastronômico, intenso e mais encorpado que o Pomares, aé por ter passado 10 meses em barricas, sendo 15% novas. Destaque para a garrafa francesa que lembra as garrafas da Borgonha do século XIX. Feito com as uvas Viosinho e Gouveio e custa R$ 210,00.

 

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O Quinta Nova Colheita 2011 é um corte de Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinto Cão e Tinta Roriz, sem passagem por madeira e que é bem fresco e intenso. Mesmo sem madeira, tem bom corpo e boa estrutura! Custa R$ 75,00.
O Quinta Nova Reserva 2011 já entra naquela gama de vinhos portugueses que tem sangue e alma portugueses. Bom corpo, taninos e madeira muito bem equilibrados e um final longo. Um corte de Tinta Roriz, Tinta Amarela, Touriga Franca e Touriga Nacional. Um vinho de boa guarda pela frente que custa R$ 155,00.
O Quinta Nova Grande Reserva 2011 é mais um Português com "P" maiúsculo. Estruturado, feito com uvas de vinhas velhas, está muito novo ainda e vai ser um daqueles vinhos que daqui a 10, 15 anos vai estar melhor ainda com a evolução que vai ter na garrafa. Custa R$ 360,00.

 

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Por último, o Porto Special Reserve, um porto com uma linda garrafa, fácil de beber e que ainda pode evoluir um pouco na garrafa, mas está bem pronto para ser bebido. Custa R$ 115,00.

 

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De fato, estão de parabéns a Quinta Nova e a Magnum Importadora por trazer estes vinhos para Brasil. Espero que façam um bom trabalho para que mais gente conheça os excelentes vinhos desta vinícola.

 

 

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Publicado em 22/09/2013 às 08h53

Os Encantos do Noval.

7 Vintage Nacional 2011 1 199x300 Os Encantos do Noval.

 

 

 

Poucas são as oportunidades de estar com uma pessoa tão importante no mundo do vinho, neste caso do vinho português. E estar com Christian Seely, inglês que desde outubro de 1993 atua como diretor geral da Quinta do Noval, talvez o mais reconhecido produtor de vinhos do porto, principalmente com seus vinhos vintages, é realmente uma honra. Em almoço oferecido pela Adega Alentejana, a grande referência em importação de vinhos portugueses, não tivemos apenas os famosos Portos da vinícola, mas também vinhos secos feitos na região do Douro.

Começando com o Maria Mansa DOC 2008, um corte de Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional. Um vinho de R$ 84,90 bem agradável de se tomar, com muita fruta e bem macio. Apesar dos 5 anos, um vinho que ainda tem uma boa vida de garrafa. Depois um vinho que foge um pouco do padrão português de elaborar vinhos com uvas tipicamente regionais. O Labrador Tinto 2010 é um vinho 100% Syrah, que também foge dos Syrahs do novo mundo, cheios de madeira e fruta madura. É um vinho delicado por ser um Syrah, mas ao mesmo tempo intenso e equilibrado. Custa R$ 130,00. Depois, um vinho que, segundo Manuel Chicau, dono da Adega Alentejana, é uma grande surpresa em vendas, que é o Cedro do Noval Tinto 2008. Um corte de Syrah, Touriga Franca e Touriga Nacional. Um vinho realmente bem bacana, macio, com uma madeira bem aparente, mas equilibrada. Um vinho redondo, que também tem uma boa guarda pela frente.
E o passeio pelos maravilhosos vinhos do Noval continua com o Quinta do Noval Touriga Nacional 2008 um vinho, como o nome diz, feito 100% com esta que é uma das principais uvas de lá. Um vinho daqueles grandes, que no nariz já arrebentam e mostram que não estão pra brincadeira. 2008, ainda novo, mas já mostra que é grande! Complexo, intenso, prufundo. E um vinho que vai mudando a cada segundo na taça. R$ 416,00. Seu irmão, o Quinta do Noval Tinto 2008, já não é mais um varietal como o outro, mas um corte de Tinto Cão, Touriga Franca e Touriga Nacional. Outro vinho grande, com ótima intensidade e estrutura, mas na minha opinião, o Touriga bate o rimão. Preço parecido: R$ 404,90. Vale comentar que os altos preços destes vinhos se devem principalmente à produção super limitada destes rótulos.
Aí entramos na especialidade da vinícola: Os Portos. Começando com um Porto que é, logo de cara, uma quebra de tradição e paradigmas no vinho do porto. Com um nome que tem uma palavra em inglês e um rótulo moderno para os padrões do Porto. O Noval Black Tinto, é um porto fácil de beber, feito exatamente com o intuito de atrair os novos consumidores de porto. R$ 148,40. Depois, o Noval LBV Unfiltered 2005, um LBV maravilhoso, que de fato, como disseram, é pau a pau com muitos vintages que tem por aí, talvez até melhor. R$ 173,90.
Então, mudando completamente de estilo, os Portos envelhecidos por muito tempo em tonéis de caravlho, o Quinta do Noval 20 Anos Tawny (R$ 440,50) e o Quinta do Noval 40 Anos Tawny (R$ 856,10). Vinhos realmente únicos, que envelheceram 20 e 40 anos respectivamente e que são uma história à parte.
E terminando com os mais novos da turma, as safras 2011 do Quinta do Noval Vintage 2011 (R$ 481,40) e o Quinta do Noval Vintage Nacional 2011 (R$ 3.803,80), uma safra maravilhosa e promissora. O detalhe aqui fica para intensidade destes vinhos, uma coisa impressionante. A diferença deles é a produção. Afinal, para o Nacional, são apenas 2 hectares, os melhores vinhedos da vinícola e uma quantidade extremamente limitada de garrafas.

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Publicado em 12/06/2012 às 11h25

UM OUTRO ENOLHAR: POR DANILO MORAES

Eno Olhar1 300x225 UM OUTRO ENOLHAR: POR DANILO MORAES

 

Era muito magro quando criança e isso me ajudou a gostar de vinhos. Por quê? Minha “iniciação”foi o Biotônico Fontoura. Alguém aí já tomou? Um vinhozinho doce disfarçado de desinibidor de apetite, mas que na verdade é um desinibidor de comportamento. Não dava fome nenhuma, mas eu achava uma delícia, ainda mais que tinha que tomar uns 15 minutos antes do almoço. Ou seja, uma bela introdução ao aperitivo.

 

 

Depois, dei sorte. Ali pelos 13, 14 anos almoçávamos quase todo domingo na casa da tia Eunice, que era casada com um português, tio Antero. Era no Paraíso, e nada mais apropriado. O tio nos servia um cálice de Porto, evolução natural do Biotônico Fontoura. Era o Adrianinho, jeito íntimo que ele chamava o tradicionalíssimo Adriano Ramos Pinto. Nesses almoços descobri o presunto cru, os queijos portugueses, o bolinho de bacalhau que nunca mais encontrei igual.

 

 

Sou apaixonado até hoje por vinhos de sobremesa, Porto e Sauternes, diferentes como água e vinho… ops…como vinho e vinho (que cada um é cada um), provavelmente por conta dessa autêntica iniciação. Havia uma irresponsabilidade deliciosa naquele tempo, que o fato de servirem vinho pra mim e pro meu irmão não era nada polêmico. Um cálice, vai…

 

 

Fui descobrir muitos anos depois o prazer dos melhores portos numa taça de verdade. Nossa, se você por acaso ainda bebe Porto em cálice, não sabe o que está perdendo. Mude ontem para uma taça apropriada, com espaço pros aromas espetaculares que aparecem, fruta madura, às vezes canela, caixa de charutos (que aliás era combinação real naqueles almoços da tia Eunice, já que os tios fumavam – e no escritório do tio Antero havia de fato caixas de charuto, algumas com moedas). E muitos outros aromas, conforme o tipo de Porto, que são tantos e agora confesso que estou com preguiça de falar deles.

 

 

O Porto naquele tempo não era servido com sobremesa, pelo menos por essas bandas. Era aperitivo mesmo. Depois vinha o almoço. Tia Eunice cozinhava feito não sei o quê. Cozinha portuguesa e francesa. Sentavam os irmãos do meu tio, todos portugueses, e bebiam tintos do Dão (o que se importava na época era Dão, Corvo e alguns franceses. E os vinhos verdes, como Calamares) ou franceses chateauneuf du pape - e eu ficava ouvindo aquela polêmica boba… Portugueses ou Franceses? Sim, porque o irmão mais velho do tio Antero, o João, era casado com uma francesa e garantia que os franceses eram bem melhores. O bicho invariavelmente pegava e o almoço descambava pra pancadarias e traumas de família, enquanto o vinho desamornizava bem com tudo.

 

 

Lembrança deliciosa, que me dá vontade de abrir agora uma garrafa de um bom Porto Tawny 20 anos, (minha categoria favorita, acho). Oba, tem um Taylor’s aqui. Já que infelizmente não é mais possível almoçar na tia Eunice, vou rever as fotos que tirei no Douro, um dos lugares mais lindos em que já estive, tirando a infância. Prometo que falo mais de Porto dia desses.

 

 

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Publicado em 11/08/2011 às 08h09

COLUNA FLAVOUR GUIDE: PORTO, UM ACIDENTE QUE DEU CERTO!


Flavour Guide1 300x190 COLUNA FLAVOUR GUIDE: PORTO, UM ACIDENTE QUE DEU CERTO!

Já que na última coluna falamos dos especiais Sauternes, aqueles vinhos doces maravilhosos, vamos continuar a falar de algo com um pouco mais de açúcar, mas bem diferente desta pérola francesa que vimos na semana passada. Vamos falar sobre os Vinhos do Porto, que tem uma legião de fãs ao redor do mundo, em especial os ingleses, que foram os inventores desta maravilha. E podemos dizer que foi uma invenção completamente acidental. Entenderemos logo mais o porque. Este vinho é elaborado na Região do Douro (Portugal) e não na região do Porto (Vila Nova de Gaia) como muitos pensam. Ele é produzido no Douro e durante a primavera ele é transportado para armazéns que ficam em Vila Nova de Gaia (Região do Porto) para envelhecer.



O Vinho do Porto é classificado como fortificado, pois sua composição apresenta teor alcoólico em média entre 18% vol e 22% vol. É bem mais do que os vinhos que bebemos frequentemente, que tem em média entre 11% vol e 16% vol. E este volume de álcool existe pois durante a fermentação do vinho é acrescentado um destilado, em sua maioria de origem vínica que possui por volta de 77% vol de álcool. Esta adição interrompe a fermentação e além de deixar o vinho com o volume alcóolico mais elevado, deixa o açúcar que não foi transformado em álcool, no vinho. E é isto que o torna mais doce que os vinhos secos que tomamos. Ou seja, o Porto é um vinho mais alcoólico e mais doce. E quando disse acima que esta invenção foi acidental é porque os ingleses, durante o século XVII começaram a adicionar aguardente nos barris que transportavam vinho para que o vinho aguentasse as longas viagens de barco e não estragasse. E aí foi criada, sem querer, a fortificação!



Sobre os diversos tipos de Vinhos do Porto, os principais são: O Ruby (Básico) é o mais conhecido até por conta de seu custo, mais baixo que alguns outros. Ele passa de 2 a 3 anos envelhecendo em madeira e é o mais frutado e jovem de todos. Mas há outros tipos de Ruby, como os Reservas, que são mais intensos. Há também, os Vintages, que são os mais aclamados e reconhecidos, pois só são feitos em anos especiais, em que as condições climáticas foram perfeitas e depois que foi aprovado por uma comissão de avaliação. E por último há os LBV (Late Bottled Vintage), que tem a indicação de safra no rótulo e é engarrafado alguns anos depois de ter estagiado em grandes tonéis de madeira.



Saindo do Ruby, vamos aos Tawny, vinhos que tem características mais oxidadas, que parecem mais velhos. São misturas de Portos de vários anos, com maior permanência em barricas ou tonéis de madeira usada. Ele é caracterizado por aromas menos frutados e nele podemos sentir aromas como nozes e frutas secas por exemplo. Os mais básicos tem custos também mais baixos, mas os melhores e mais caros são aqueles que tem a indicação de idade no rótulo, como 10, 20, 30 ou 40 anos e estas idades se referem à idade média dos vinhos que ali dentro estão. E por último há o Tawny Colheita, que é feito com uvas de uma mesma safra e envelhecido por pelo menos 7 anos em madeira.



Agora, quem gosta de um Porto, mas nunca soube quais eram as diferenças, pode começar a comprar com mais critério e sabendo o que quer!



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Publicado em 29/06/2011 às 20h39

CHAMPANHE? VINHO DO PORTO? RIOJA!

rioja selo CHAMPANHE? VINHO DO PORTO? RIOJA!


Muitos de nós sabemos que os ingleses consomem muito vinho do porto e muito champanhe. E por conta disto a maioria de nós responderia que estes 2 tipos de vinho são os que eles mais gostam, certo? Pois não foi isto que o instituto britânico Wine Intelligence, detectou ao fazer uma pesquisa com mil britânicos consumidores habituais de vinhos.



A pesquisa revelou que os vinhos espanhóis da região de Rioja é o preferido entre todas as regiões vinícolas do mundo e que os principais critérios para compra de vinho o país de procedência da uva e a região (51%). Não por acaso, o Reino Unido foi principal mercado para exportação de vinhos espanhóis com denominação de origem. Mas, mesmo sendo a primeira opção dos ingleses, os vinhos de Rioja ainda estão atrás dos vinhos de Bordeaux, Borgonha e Chianti, entre as regiões mais conhecidas.



Certamente há muito ainda para ser trabalhado pelos espanhóis, principalmente em cima do “Conhecimento de Marca” da região, mas os resultados são dignos de comemoração. Afinal, desbancar outras regiões mais famosas e emblemáticas não é para qualquer um...



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Perfil

André Rossi (Déco), 37 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”.

É também um dos únicos cinco Brasileiros residentes no país a ser credenciado como Professor deste mesmo WSet, tendo sido aprovado pelo WSet Educator Training Program 2011, em Nova York.

Editor e Idealizador do Blog EnoDeco, que é hoje o blog oficial de vinhos do portal R7, um dos blogs de vinho mais acessados do Brasil, e que já foi indicado pelo Guia 4 Rodas 2009 como um dos 10 melhores eno-blogs do Brasil.

Colunista da Revista Cool Magazine, da Revista Online Bloggers e também Editor de Vinhos da 4a. Edição do Flavour Guide , projeto anual do crítico gastronômico Josimar Melo. É jurado e avaliador de vinhos de vários eventos e revistas especializadas.

Há 2 anos é o Relações Públicas da Wines of Argentina (WofA), associação das melhores e principais vinícolas argentinas, sendo o responsável pela comunicação, eventos, degustações e todas as ações que a WofA faz em todo o Brasil, para divulgar e comunicar o vinho argentino por aqui.

Foi o ganhador do concurso “Meu Vinho com Susana Balbo” que foi disputado por 30 blogueiros e jornalistas de vinho, onde o principal objetivo era fazer o seu próprio vinho, usando 5 variedades disponibilizadas pela mais importante e premiada enóloga argentina, Susana Balbo. Seu vinho foi escolhido entre os 30 competidores, numa degustação às cegas pela enóloga e sua equipe, tendo um vinho assinado em conjunto com Susana, o Dominio del Plata Essential Limited Edition 2011.

É Publicitário de formação e foi Diretor de Atendimento de grandes agências como W/Brasil e Lew’Lara/TBWA, tendo passado também por Young & Rubicam, DPZ, Leo Burnett e Publicis. Antes disto, trabalhou na área de marketing da importadora Expand.

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