Publicado em 22/11/2011 às 18h23

O QUE EU ACHEI DOS TOP 100 DA WINE SPECTATOR 2011.

Top100 11 300x195 O QUE EU ACHEI DOS TOP 100 DA WINE SPECTATOR 2011.


Amigos, semana passada saiu o esperado ranking da Wine Spectator 2011, com os 100 melhores vinhos do ano de acordo com a revista. E confesso que venho perdendo um pouco o encanto com este ranking, apesar de ver muita gente que aguarda ansiosamente pela divulgação desta lista. São consumidores finais e também produtores e importadores.



O ranking tem seu valor? Claro que tem! Os vinhos que lá estão não estão por acaso e não questiono se são vinhos bons ou ruins. Meu questionamento é outro: Ano passado eu já havia tido esta impressão e este ano ela se repetiu: Ano passado o grande vencedor foi o californiano SAXUM James Berry Vineyards Paso Robles 2007. Este ano quem arrebatou o premio foi outro californiano, vindo da excelente região de Sonoma: Kosta Browne Pinot Noir 2009. E dos 10 primeiros, 4 são norte-americanos. Com tanto país produzindp, será mesmo que 40% dos melhores vinhos do ano são de lá?



Minha sincera e humilde opinião é que eles não fossem tão bairristas. Acho que por ser uma revista norte-americana, eles deveriam tomar cuidado com este tipo de coisa. Mas não parece ser algo que esteja na pauta deles. Acho uma pena, uma revista de tamanha importancia, não tomar este tipo de cuidado, que pra mim é algo básico.



De qualquer forma, segue o link com a lista dos TOP 100. Querendo ou não, é sempre uma referência. Mas para mim, com ressalvas... WS123111_Top100_AtAGlance


 

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Publicado em 20/07/2011 às 20h03

GOSTO NÃO SE DISCUTE. MAS ALGUNS TENTAM NOS IMPOR…

Pontuações 300x225 GOSTO NÃO SE DISCUTE. MAS ALGUNS TENTAM NOS IMPOR...


Nomes de pessoas como Robert Parker e Jancis Robinson ou até mesmo de revistas como Wine Spectator, Wine Enthusiast, Decanter e Wine Advocate são bem familiares aos apreciadores de vinho e normalmente acabam virando referências para estas pessoas. Afinal, estas pessoas ou veículos passam suas vidas todas degustando vinhos e atribuindo notas a eles. Em sua grande maioria, as notas vão até um máximo de 100 pontos. No caso da Revista Decanter, a nota máxima são as famosas 5 estrelas e para Jancis Robinson, são 20 pontos.



Isto posto, vamos a uma reflexão. É normal e natural que algumas pessoas ou instituições queiram avaliar os vinhos que bebem.



Afinal, há tantas opções no mercado que muitas vezes não sabemos se o vinho é bom ou não. Mas se alguém já tiver tomado e dito o que achou, seja com comentários ou por meio de notas e critérios, muitas vezes estas avaliações acabam facilitando a vida de quem quer comprar um vinho desconhecido. Quem é que gosta de vinhos que nunca ficou em dúvida entre um vinho e outro na estante de uma loja ou na carta de um restaurante e de repente viu que um deles tinha uma pontuação maior que o outro e acabou levando este mais pontuado? São poucos os apreciadores de vinho que nem assim se deixam levar por pontuações. E não acho isto errado. Aliás, não acho nenhum dos casos errados, até porque eu não sou melhor do que ninguém para julgar as preferências de cada um. Mas precisamos olhar com cuidado e critério estas pontuações para não virarmos pessoas totalmente dirigidas por pontuações. Uma nota alta atribuída a um vinho pode mudar a vida deste vinho, do produtor e da importadora para sempre.



Seja para o bem ou para o mal e posso dizer que já vivenciei casos emblemáticos neste mundo do vinho. Um caso foi de um vinho, que prefiro não falar qual, que comprei um determinado dia e até onde eu sabia, ele não tinha nenhuma pontuação expressiva. Passaram-se alguns meses e sai na mídia que aquele vinho, daquele mesmo ano havia acabado de ganhar 91 pontos do Robert Parker. Fiquei feliz, pois havia comprado sem conhecer por indicação do vendedor da importadora e meses depois ele havia sido condecorado com esta alta pontuação. Aproveitei para beber o vinho e realmente era delicioso. Havia me custado por volta de uns R$ 90,00 na época e depois de terminar com a garrafa, passei na importadora e procurei o vendedor, agradecendo a indicação e querendo comprar mais algumas garrafas. E qual não foi minha surpresa quando ele disse que restavam apenas algumas poucas garrafas e que o preço "infelizmente" havia subido para R$ 160,00. Fiquei indignado e obviamente nunca mais voltei. É aí que paro e me pergunto: Por que Robert Parker, Jancis Robinson e as revistas de maior reputação tem o poder de quase dobrar o valor de um vinho, da noite pro dia? Pela reputação que construíram ao longo do tempo? Sim! Mas isto é certo? Não na minha opinião. Por um simples motivo: Parker por exemplo, gosta de vinhos com madeira bem presente na maioria dos casos. Mas isto não quer dizer que o vinho é bom ou ruim. É apenas uma questão de estilo, de gosto. Posso achar maravilhoso um vinho que a Wine Spectator deu 85 pontos e achar um outro vinho que ela deu 95, uma bomba! Tudo isto por um motivo muito simples: Vinho é algo extremamente pessoal! O melhor vinho para mim é aquele que eu gosto, não necessariamente o que tirou 99 pontos. Meu gosto pode não bater com o gosto dos avaliadores. Assim como o gosto de vocês pode não bater com o meu e quando eu indicar um vinho não quer dizer que este vinho seja ótimo. Significa apenas que para o meu gosto, ele é bom! Se vocês gostarem, ótimo. Se não gostarem, vão atrás de outro estilo, outro tipo que lhes agradem.



Minha conclusão é a seguinte: Pontuações e avaliações são importantes e fazem o mercado se agitar, se movimentar em busca de melhores vinhos. Mas elas nunca devem ser usadas como único fator de compra. Precisamos comprar e beber o que nós gostamos e não o que os especialistas falam para nós gostarmos. E a culpa não é de quem avalia ou influencia, mas de quem usa estes artifícios como único argumento de compra. Altas pontuações devem ser indicadores de que dentro daquela garrafa há um líquido sério, bem feito. E jamais deveriam ser fatores de inflação e malandragem, como aconteceu no meu caso e em outros inúmeros que já vi por aí... Portando, valorizem seu próprio gosto!



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Publicado em 17/11/2010 às 18h45

AND THE WINE IS… (OU SERIA WINNER?)

E a Wine Spectator não agüentou de ansiedade e resolveu divulgar o grande vinho do ano 2010! E ele não vem da França, da Itália, Espanha ou Portugal.


Saxum 2007 240x300 AND THE WINE IS... (OU SERIA WINNER?)


Mais uma vez o título fica no novo mundo, desta vez nos Estados Unidos, na região consagrada da Califórnia! Feito com um dos tradicionais cortes da região francesa do Vale do Rhône (sudeste da França), o SAXUM James Berry Vineyards Paso Robles 2007 é um "GSM" - Grenache, Syrah e Mourvédre. Estagiou 20 meses em barricas de carvalho e suas poucas 3.000 garrafas levaram altos 98 pontos da publicação. Não achei a importadora aqui no Brasil (se houver) e nos Estados Unidos ele cuta US$ 69,00.


Quem quiser acessar a lista dos 10 primeiros, o link é http://www.winespectator.com/display/show?id=top100-2010 . Se posso dar alguma opinião, não dos vinhos, mas da seleção dos 10 primeiros, achei novamente um pouco parcial. Dos 10 primeiros, 5 são vinhos americanos, mesma nacionalidade da revista.... De qualquer forma, é uma bela seleção de vinhos!!


CHEERS!!

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Publicado em 16/11/2010 às 18h39

TOP 100 DA WINE SPECTATOR 2010: SÉTIMO E SEXTO COLOCADOS.

A contagem regressiva pelos 10 melhores vinhos do ano pela Wine Spectator continua. Hoje, o sétimo e o sexto colocados foram desvendados. O sétimo, pra mim é novidade pois não o conheço. O sexto é de um produtor conhecido.


Schild Shiraz 08 240x300 TOP 100 DA WINE SPECTATOR 2010: SÉTIMO E SEXTO COLOCADOS. 7 - Schild Shiraz Barossa 2008. Este australiano, feito com a uva mais famosa daquele país, é o vinho de entrada da vinícola, que é uma das maiores (em termos de área plantada) e importantes de lá. E seus preços, comparadamente aos outros famosos e grandes, costumam ser mais baixos. Este vinho, envelhecido em barricas novas e usadas de carvalho americano levou 94 pontos da WS. Aqui no Brasil quem traz é a Decanter, mas pelo site só vi a safra de 2005 por R$ 103,30. Nos Estados Unidos custa US$ 20,00. 


Paul Hobbs Pinot 08 240x300 TOP 100 DA WINE SPECTATOR 2010: SÉTIMO E SEXTO COLOCADOS. 6 - Paul Hobbs Pinot Noir 2008 Russian River. Este Pniot Noir da California (Estados Unidos) é uma surpresa e ao mesmo tempo, uma comprovação. Surpresa pois os Pinots de lá não estão absolutamente bem estabelecidos e reconhecidos para entrar como sexto colocado desta lista. E uma comprovação pois mostra que definitivamente temos que começar a considerar esta região como uma excelente região produtora desta dificil uva de se cultivar, por sua delicadeza. Levou também 94 pontos. No Brasil quem traz é a Mistral, mas só vi a safra 2006 no site, por R$ 238,22. Nos Estados Unidos custa US$ 45,00.


Amanhã tem mais, chegando cada vez mais perto do grande campeão!!



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Publicado em 15/11/2010 às 19h06

TOP 100 DA WINE SPECTATOR 2010: DÉCIMO, NONO E OITAVO.

A importante revista americana Wine Spectator começou hoje uma contagem regressiva que irá desevendar os 10 primeiros vinhos de sua aguardada lista dos melhores do ano. E vocês apoderão acompanhar aqui no blog esta contagem, dia após dia, até chegarmos no dia 22 de Novembro, quando saberemos enfim o melhor vinho do ano segundo seus editores.

Hoje teremos o décimo, o nono e o oitavo colocados que foram respectivamente:

Clos des Papes Bco 2009jpg 240x300 TOP 100 DA WINE SPECTATOR 2010: DÉCIMO, NONO E OITAVO.10 - Clos des Papes, Châteauneuf-du-Pape Branco 2009. Este vinho francês da região sul do Vale do Rhone levou 95 pontos e apesar da pouca idade, já parece um excelente vinho, fermentado apenas em tanques de aço inox. Feito com as uvas Grenache Blanc, Clairette, Roussanne, Picpoul e Bourboulenc. A importadora aqui é a Premium Wines, de Belo Horizonte, mas não consegui ainda descobrir o preço. Custa US$ 100,00 nos Estados Unidos.


Carm Reserva Douro 2007 240x300 TOP 100 DA WINE SPECTATOR 2010: DÉCIMO, NONO E OITAVO.9 - Carm Reserva Douro 2007 - Este vinho português da famosa região do Douro que levou 94 pontos é feito com Tinta Roriz e Touriga Nacional, envelhecido em barricas de carvalho francês e americano tem bom corpo e persistência. Encontra-se na Via Vini por R$ 98,00, o que eu acho um bom custo para um vinho com 94 pontos e o nono melhor do mundo. Vamos ver se não vão aumentar. Custa US$ 27,00 nos Estados Unidos.


Flaccianello 2007 240x300 TOP 100 DA WINE SPECTATOR 2010: DÉCIMO, NONO E OITAVO.8- Flaccianello 2007. Este famoso vinho italiano, da região da toscana já é bem conhecido e sempre merecedor de altas notas! Feito 100% com uvas sangiovese e fermentado em barricas por 18 anos, ele levou 95 pontos da revista. A importadora aqui é a Vinci Vinhos, mas não vi no site deles a safra 2007, apenas a 2006, que levou meros 99 pontos nesta safra. Custa US$ 110,00 nos Estados Unidos.


Amanhã tem mais vinhos desta seleta lista...


CHEERS!!

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Perfil

André Rossi (Déco), 37 anos, é formado pelo instituto inglês Wine & Spirits Education Trust (WSet) nos níveis 1 - Foundation, 2 - Intermediate e 3 - Advanced, cursados em Nova York. Atualmente está cursando o quarto e último nível do WSET, o “Diploma”.

É também um dos únicos cinco Brasileiros residentes no país a ser credenciado como Professor deste mesmo WSet, tendo sido aprovado pelo WSet Educator Training Program 2011, em Nova York.

Editor e Idealizador do Blog EnoDeco, que é hoje o blog oficial de vinhos do portal R7, um dos blogs de vinho mais acessados do Brasil, e que já foi indicado pelo Guia 4 Rodas 2009 como um dos 10 melhores eno-blogs do Brasil.

Colunista da Revista Cool Magazine, da Revista Online Bloggers e também Editor de Vinhos da 4a. Edição do Flavour Guide , projeto anual do crítico gastronômico Josimar Melo. É jurado e avaliador de vinhos de vários eventos e revistas especializadas.

Há 2 anos é o Relações Públicas da Wines of Argentina (WofA), associação das melhores e principais vinícolas argentinas, sendo o responsável pela comunicação, eventos, degustações e todas as ações que a WofA faz em todo o Brasil, para divulgar e comunicar o vinho argentino por aqui.

Foi o ganhador do concurso “Meu Vinho com Susana Balbo” que foi disputado por 30 blogueiros e jornalistas de vinho, onde o principal objetivo era fazer o seu próprio vinho, usando 5 variedades disponibilizadas pela mais importante e premiada enóloga argentina, Susana Balbo. Seu vinho foi escolhido entre os 30 competidores, numa degustação às cegas pela enóloga e sua equipe, tendo um vinho assinado em conjunto com Susana, o Dominio del Plata Essential Limited Edition 2011.

É Publicitário de formação e foi Diretor de Atendimento de grandes agências como W/Brasil e Lew’Lara/TBWA, tendo passado também por Young & Rubicam, DPZ, Leo Burnett e Publicis. Antes disto, trabalhou na área de marketing da importadora Expand.

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