Netinho7 266x300 Netinho fica irritado com sensacionalismo do <i>Fantástico</i>, que o tira do armário

O cantor baiano Netinho (Divulgação)

O cantor baiano Netinho está bravo com a edição que o Fantástico fez de uma entrevista que ele deu a Renata Ceribelli, que foi ao ar ontem.

O programa da Globo simplesmente o "tirou do armário" e o comparou a Ricky Martin, que assumiu ser gay.

Mas Netinho não foi assim tão claro como Ricky... Disse apenas que teve uma relação hom0ssexual.

Entre outras coisas, o cantor desabafou em seu blog dizendo que a edição da Globo foi pobre.

Leia abaixo trecho do que Netinho escreveu:

"Só pude ver a matéria de ontem do Fantástico de madrugada pois após o show levei ainda um bom tempo para chegar no hotel e conseguir me conectar à internet.
Lamentável a pobre edição que fizeram da entrevista que dei a Renata Ceribelli.
O programa desperdiçou uma bela oportunidade de aprofundar o assunto sem ser tão superficial como foi diante de tanta coisa bacana que eu falei".

Abaixo, a íntegra do desabafo:

"Vivi uma experiência de relação com uma pessoa do mesmo sexo, relação essa que teve a mesma base de sustentação de qualquer outra relação: a paixão, o amor, o companheirismo e tudo o que de positivo você conseguir imaginar que pode acontecer entre duas pessoas. O fato de ter tido junto a mim uma pessoa do mesmo sexo não me modificou em nada como homem, como pai, como filho, como irmão e como amigo. Ao contrário, apenas me acrescentou. Me mostrou que o amor tem uma dimensão muito maior do que a que eu imaginava. Me mostrou que o amor está acima de cor, raça, idade, condição financeira, sexo, de tudo!
Meu jeito de falar, de andar, de vestir, de pentear... nada disso foi alterado. Eu continuei a ser a mesma pessoa, prezando a minha masculinidade, gostando de fazer as mesmas coisas, tendo a mesma relação com o espelho, com o meu eu interior e com os outros.

Nunca falei em lugar algum que sou "gay" pois não gosto da conotação que esta palavra tem aqui no Brasil. E não gosto de me rotular. Em nada. Não sinto que tenho que me situar numa categoria. Hoje o meu amor, o meu desejo podem estar direcionados a uma pessoa do sexo oposto e amanhã a uma do mesmo sexo. Isso pra mim não importa desde que estas relações sejam sempre motivadas pelo amor".

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