Nesses dias em que a cidade de São Paulo anda tomada pelos alagamentos e enchentes, eu fico pensando nos meus sentimentos pela cidade.

Saber que SP é responsável por 1/3 do PIB brasileiro e que a cidade tem mais de 19 milhões de habitantes é importante, mas eu gosto mesmo é dos restaurantes, da grandiosidade de seus edificios, na vida cultural intensa e em tudo o que faz de SP uma das 3 ou 4 maiores cidades do mundo.

Cheia de problemas, mas quem não os tem?

Havia uma antiga música de abertura de um programa de rádio que dizia que "a cidade não desperta, apenas acerta a sua posição"...e é verdade. A cidade não desperta simplesmente porque não dorme. Um frenesi de magnitude inigualável.

Moro no Rio faz muito tempo, pra mais de 20 anos. Mas a cidade de São Paulo mora no meu coração. Foi lá que vivi minha infância e adolescência. Foi lá que descobri meus caminhos e foi em Sampa que me apaixonei pela mulher da minha vida. Foi SP quem me mostrou as dificuldades e as delicias da vida. Foi a noite de SP que tornou-me um ser romântico, num tempo em que ainda se podia ficar esperando por um ônibus a madrugada toda, sentado na calçada da Brigadeiro Luiz Antonio, vendo o dia quase amanhecendo.

Na cidade de SP se comia um sanduiche de pernil na padaria em frentre ao Estadão. (Ainda tem isso?)

No restaurante Orvietto se dividia um prato de espaguete em 3 e, dependendo dos antecedentes, podia-se até pendurar a conta.

E, realmente, alguma coisa acontece no meu coração quando subo nos palcos ou cruzo as avenidas de São Paulo.