24
março
07h33

 

A morte do Chico Anisio nos pegou a todos pelo pé, depois de meses de um calvário hospitalar que o minou aos poucos.

E o Chico Anisio acabou-se, como acabaremos todos, um dia.

Muitos diziam que ele não tinha freio na lingua e, por isso, foi colocado na geladeira na programação da Globo. Não sei o que há de verdade nisso e nem sei se é mesmo verdade que ele tinha uma lingua irrefreável, daquelas que falam o que devem e até o que deveria calar.

O que eu sei, de fato, é que o cara era um gênio da criação.

Ele não era apenas um humorista, era um grande ator - daqueles que encaram qualquer parada. Daí a razão de seus personagens serem tão reais dentro de toda a inverossimilhança de certas situações de humor.

Toda vez que perdemos alguém dessa estirpe, seja artista, cientista, um grande mestre da educação, um político daqueles raros que efetivamente pensam no bem geral, eu sempre escrevo o seguinte: o Brasil precisa se orgulhar de sua gente e preservar com ainda maior orgulho sua memória e sua história.

Só seremos um país efetivamente grande depois que colocarmos as pessoas como objetivo maior de todos os projetos.

É preciso ensinar as crianças de hoje quem foram nossos grandes homens. Fazê-los conhecer nossos personagens e ensinar-lhes a ter orgulho de nossa história. Assim, sim, teremos homens de bem, homens e mulheres bons de bola nas suas áreas em quem poderemos nos espelhar.

O Brasil não pode se contentar com o MAIS OU MENOS.

O Brasil e seus homens e mulheres devem querer ser os melhores. Não para serem melhores que ninguém, mas para serem os melhores de si mesmos.

Todos devemos querer ser gênios como o Chico Anisio.

A maioria de nós não conseguirá, mas isso não importa.

O que importa é querer.

E ficar tentando até morrer - feliz da vida!

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