Drummond
O cara tá levando um papo animado com a estátua do Drummond, no calçadão, em Copacabana.
"O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar."
Espalhadas pelo Brasil existem algumas estátuas do Drummond. Duas das mais famosas ficam, uma aqui no Rio e outra em Porto Alegre. Essa estátua aqui do Rio - (foto acima) - já teve os óculos roubados várias vezes. Oito vezes, ao que parece. Basta a estátua colocar os óculos que um esperto vai lá e rouba.
A outra estátua, a de Porto Alegre, é muito interessante: é uma cena. Drummond está em pé, mostrando um livro ao Mário Quintana - (o grande Quintada das frases espetaculares e seu poder de síntese). Quintana está sentado num banco.
Sabe o que acontece por lá?
Roubam o livro da mão do Drummond. Drummond fica sempre de mãos vazias. De mãos abanando.
Então, os amantes da poesia vão lá e colocam um livro nas mãos do Drummond, pra ele ter o que mostrar ao Quintana, sentado.
Como trata-se sempre de um livro de papel, ninguém rouba. E ninguém rouba porque pouquíssima gente se interessa por livros. Então o livro se acaba pela chuva, pelo sol, pelo tempo.
Aí alguém vai lá e coloca outro.
Olha só:
Drummond morreu no dia 17 de agosto de 87, discreto, como sempre foi.













