6
maio
06h33

 

 

O Homem que Calculava

o homem que calculava 300x205  Malba Tahan

Júlio César de Mello e Souza  foi um matemático brasileiro, nascido em Queluz, quase na divisa entre Rio de Janeiro e São Paulo, no final do século XIX. Viveu até 1974.

Ele era um matemático muito inventivo que acabou por escrever um dos livros mais curiosos para despertar a atenção das pessoas para a matemática. O livro chama-se O HOMEM QUE CALCULAVA.

Como escritor, Júlio César  adotava um nome pelo qual acabou sendo mais conhecido: MALBA TAHAN.

Na minha infância, esse foi um livro que rodava pela casa e, se eu procurar ele por aqui, é bem possível que o encontre na minha biblioteca.

O livro parece um conto de fadas recheado de pequenos problemas e curiosidades matemáticas narrados por um calculista persa, ele próprio: Malba Tahan.

No Brasil, hoje é Dia do Matemático, com certeza em homenagem a ele.

Ainda hoje, O Homem que Calculava é um livro que faz parte do meu imaginário.

E, ainda hoje, vale muito a pena dar uma lidinha nele, pode crer.

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Probleminha fácil

patos e cachorros 300x158  Malba Tahan

E aí, vai encarar?...rs

___________

A chuva chegou forte esta manhã.

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5
maio
06h40

Mario Quintana 4 Quintana

"Há 2 espécies de chatos: os chatos propriamente ditos e ... os amigos, que são os nossos chatos prediletos."

Mário Quintana

Mário Quintana era o poeta da síntese.

Em pouquíssimas palavras traduzia o universo inteiro.

Falava profundamente das coisas mais triviais do cotidiano e isso o tornava grande, grande.

Viveu boa parte da vida num apartamentozinho de hotel, em Porto Alegre.

Acho até que já contei aqui que, há muito tempo, fiquei hospedado nesse mesmo hotel - que hoje é a Casa de Cultura Mário Quintana (fui lá não faz tempo...). Como sabia que ele morava lá, eu preferia subir e descer as escadas, ao invés do elevador.  A esperança era vê-lo.

E vi. Ele ficava sempre ali, porta do apartamento aberta, lendo.

Dei uma meia trava na minha descida, hesitei e, tímido, continuei descendo, trêmulo e sem aproveitar para dar um beijo naquela cara que admiro tanto. Vai saber o que pensaria o velho poeta?!

Quintana morreu em 94.

POEMINHA DO CONTRA
Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!

____

"Um bom poema é aquele que nos dá a impressão de que está lendo a gente ... e não a gente a ele!"

___________

Santos FC 300x300 Quintana

Dessa vez passamos raspando, vencendo nos pênaltis etc e tal. Nem estamos tão afinados quanto em outros anos, mas chegamos à quinta final consecutiva do Campeonato Paulista.

A ideia é conquistar o tetra.

Dá-lhe, Peixe!!!!!

SAM PRAN FRANT, na derrota ou na vitória.

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4
maio
06h10

Noel Rosa

 

Noel Rosa é, sem a menor dúvida, um dos mais importantes compositores da autêntica música popular brasileira.

Embora tenha vivido muito pouco, construiu uma sólida e influente carreira musical, que, ainda hoje, espalha seus sons por aí, colocando minhoquinhas na cabeça dos músicos em geral.

Fera total, boêmio e feio. Mas nada que o impedisse de ser adorado pelas mulheres.

Noel é o famoso sem queixo, com nascimento a fórceps e saúde precária.

Morreu tuberculoso aos 27 anos mantendo o bom humor e a inteligência intactas..

Veja só:

 Carta ao Dr. Graça Melo, que cuidava da tuberculose de Noel

“Já apresento melhoras/Pois levanto muito cedo/E deitar às nove horas/Para mim é um brinquedo/A injeção me tortura/E muito medo me mete/Mas minha temperatura/Não passa de trinta e sete/Creio que fiz muito mal/Em desprezar o cigarro/Pois não há material/Para o exame de escarro" 

 

Salve o Grande Noel 

http://youtu.be/9qg4aAixzRc

______________

Da Série Marketing é Tudo

macumbeiro moderno 243x300 O Poeta da Vila

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3
maio
07h45

LIBERDADE DE IMPRENSA

jornal censurado 189x300 Têje preso, Sófocles

Quando as matérias eram proibidas, os jornais colocavam coisas estranhas no espaço censurado, como nessa capa do Estadão aí de cima. Era comum colocarem receitas, também. Isso era a senha para avisar que havia algo censurado por ali.

Hoje é Dia Internacional da Liberdade de Imprensa.

Num passado muito recente aqui   no Brasil, tudo o que fosse levado a público fossem jornais, filmes, novelas, revistas... tudo tinha que passar pela chamada Censura Prévia. Isso quer dizer que os capítulos das novelas, os filmes, as matérias de jornais, as revistas, tudo, tudo era previamente lido ou visto pelos censores da Polícia Federal.

Muita coisa era censurada, muita coisa.

Muitas dessas coisas eram censuradas pela simples razão de discordarem das posições do Governo e, portanto, segundo a visão da Ditadura,  eram subversivas.

Outras coisas eram censuradas por pura falta de cultura dos censores.

Há o caso clássico de uma montagem teatral da tragédia grega do Sófocles, Édipo Rei.

Como se sabe, a história que até batizou uma patologia psicológica chamada Complexo de Édipo, vem dessa tragédia grega. Na peça, Édipo é um cidadão que mata o pai e casa-se com a mãe - tudo sem saber. Ao descobrir o fato, Édipo fura os próprios olhos etc e tal.

Ao ler esse texto trágico, escrito há milênios (427 A.C.), o censor ficou chocado e determinou, impávido:

- Tragam esse senhor Sófocles até aqui. Vamos prender esse cidadão.

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Da Série Marketing é Tudo

seja apenas feio Têje preso, Sófocles

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2
maio
07h13

 

O quinto mês no ano começa com a publicação de uma foto do Restaurante e Lanchonete Harmonia, de propriedade do nosso valoroso agente MakGlass, que usa o estabelecimento de fachada para ocultar sua importantíssima atividade como Agente Secreto da GiuPress, mundo afora.

036 Harmonias

Ele mandou, inclusive, uma foto bem embaçada para não comprometer seu disfarce.

O fato é que, mesmo sendo um disfarce, o lindo estabelecimento do MakGlass está arrancando o couro do cara.

É muito trabalho e, nós todos, amigos do MakGlass, torcemos para que além de trabalho, seu estabelecimento o encha de dinheiro.

Quem sabe se ficar rico ele nos manda umas empadinhas com azeitona sem caroço.

________

UMA ARTISTA BRASILEIRO

Antonio Nobrega

Antonio Nobrega II CNC 33 300x199 Harmonias

O Nóbrega é verdadeiramente um artista completo com quem tive a honra de compartilhar algumas experiências.

Embora quase sempre seja visto com um violino nas mãos, ele toca tudo. Ele canta muito bem e dança divinamente.

Apesar de ter formação clássica e  de ser mesmo um erudito, Antonio Nóbrega é especialista no folclore pernambucano e fez espetáculos deslumbrantes no Brasil e pelo mundo afora.

Ele teve uma participação especialíssima na novela Ana Raio e Zé Trovão, da Rede Manchete. Nós viajávamos muito  e era extremamente agradável ouvi-lo tocar, sentado nas varandas das pousadas onde ficávamos hospedados. Muitas vezes, de noite, depois do jantar, meio na penumbra da noite, surgia um som maravilhoso vindo do apartamento dele, ora tocando violino, ora viola, ora qualquer outra coisa.

Sempre me lembro disso com uma alegria imensa.

Tínhamos esboçado, juntos,  uns projetos para a televisão. O fechamento da Manchete acabou por destruir nossas possibilidades.

Viva ele, logo hoje, no dia de seu aniversário.

Ouça só, se quiser:

http://youtu.be/wfo0_UED5z4

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1
maio
07h25

 

 

Mais uma do Totó

caquis e toto 300x300 A horta

Meu bom e velho Totó com sua colheita de caquis, outro dia, lá na hortinha dele.

Quando eu era pequeno - e faz tempo pra chuchu - tínhamos em casa uma micro fazendinha. Meus pais, seguindo com sua vida de lavradores na Itália, mantinham uma horta. Minha infância foi quase rural, embora morasse na capital de São Paulo.

Nessa hortinha, meus pais plantavam verduras, principalmente. Uma parte era para consumo familiar e o que sobrava - e sobrava um bom bocado - era vendido aos vizinhos que batiam na porta. Durante anos isso foi uma constante.

Os velhos tinham mesmo mãos de lavrador. Tudo o que eles plantassem, nascia e crescia bem.

Até hoje o Totó tem essa mãozinha especial. Aliás, as mãos dele são tortas, arqueadas de tanto estar com a enxada nas mãos, pode acreditar. Mãos de urso napolitano.

Nessa mesma casa onde ainda hoje ele mora, tínhamos também cabritos, às vezes porcos, muitas vezes coelhos, muitos coelhos.

Era tarefa minha e de meu irmão, (ao contrário: do meu irmão e minha), levar os cabritos para pastar nos morros e matos da região.

Nesses mesmos morros e matos onde eu ia, de balde em punho, catar bosta de cavalos para fazer esterco para a horta.

Minha mãe me pagava por isso.

Me pagava, também, quando eu saia com meu carrinho para vender as verduras na rua. Ela me dizia que queria um preço pelas verduras e tudo  o que eu conseguisse além disso era meu.

E eu conseguia, eu conseguia.

Talvez esse tenha sido o único erro de avaliação da minha mãe: achar que eu pudesse me tornar um homem rico.

Sempre fui muito tímido, mas não tinha vergonha de sair vendendo as verduras.

Só tinha vergonha quando ela me pedia pra ir no final da feira catar toda aquela xepa do chão. A gente dava pros coelhos, pros cabritos...eu não gostava de fazer isso não. Mas nunca sequer nos passava pela cabeça protestar, nada disso. Isso era impensável. Eu ia e pronto.

Era um terreno pequeno que, incluindo a casa, dava uns 500 metros. Era um universo inteiro ali dentro.

Podia ficar o dia inteiro contando.

Acabei de relembrar a história do pato...

Essa foto do Totó despertou tanta coisa aqui dentro...

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30
abril
06h28

Caymmi

caymmi 300x197 O que é que a baiana tem?

Dorival Caymmi  é patrimônio da música brasileira.

Sempre cantou as belezas da Bahia e manteve-se fiel a seu estilo lento e repousante de cantar e compor.

Um dos maiores sucessos mundias de Caymmi foi esse aqui, ó, cantado pela Carmem Miranda.

http://youtu.be/ojo3I59Gn6c

Vendo esse número, vê-se , também, a ideia que os americanos tinham  - e ainda tem - do Brasil.

A música fala da Bahia e a primeira imagem é do Rio de Janeiro, saca só.

 

 ________

Foi-se

Outro dia mesmo falamos sobre o grande Vanzolini aqui nas páginas da GiuPress e, ontem, ele nos prega essa falseta e resolve morrer, assim, como quem não quer nada.

Ouça aqui mais uma dele.

SAMBA ERUDITO

http://youtu.be/gD1LkODUtIE

___________

O mês de abril se foi e, junto com ele, vencemos o primeiro terço do ano.

Reconheço que estou repetitivo, mas eu to cada vez mais assustado com a velocidade do tempo.

Meu Deus!

E os dias estão lindos aqui pelos lados da Cidade Maravilhosa.

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29
abril
07h36

 

Gonzaguinha

gonzaguinha 300x195 Sangrando...

Filho do grande Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, Gonzaguinha deixou lindas canções, cantadas e regravadas até hoje, mesmo depois de 22 anos de sua morte.

http://youtu.be/JsMXDG_MK4g

__________

Quem lembra disso?

http://youtu.be/ggje7jLURVs

Eu adoro ele...rs

__________

Macacada do meu Brasil !

O dia amanheceu lindo e brilhante e eu desejo a todos vocês uma semana bastante produtiva, apesar do feriado que vem por aí.

Incrivelmente caminhamos rapidamente em direção ao meio do ano...

O tempo voa...

 SAM PRAN FRANT.

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28
abril
06h43

 

 

Macacada Casada da GiuPress !

Hoje é Dia da Sogra e é domingo, então vamos comemorar.

Eu sempre digo pra minha pequena Jararaca aqui de casa que me casei com a mulher errada. Devia ter me casado com minha sogra que é a pessoa mais doce e querida que eu conheço.

Viva ela por ser quem é e por permitir que eu tivesse me casado com a filha dela.

Viva as sogras legais desse nosso Brasil.

E se você não tem a mesma sorte,  amigo(a)  da GiuPress, respira fundo e Sam Pran Frant !

_________

Já viram isso?

http://youtu.be/2Xy9pKsHyyw

Como tem desequilibrado nesse mundo, fala a verdade!

________

Tabela de Preços

Abaixo, o tarifário de uma renomada casa de prazeres de Roma, em 1923.

Nem sei se já publiquei isso aqui, mas lá vai.

Scan Pic0001 300x218 Dia da Sogra

TRADUÇÃO

Casa da Madame Renata

Os preços mais baixos da Itália

RAPIDINHA     - 1,10

NORMAL     - 1,90

MEIA HORA     - 2,90

HORA INTEIRA     - 5,90

DUAS GAROTAS JUNTAS     - 12,30

Água, sabão e toalhinha são ofertas da casa.

Quarto com aquecedor + 30 centavos

PREÇOS ESPECIAIS PARA ESTUDANTES E MILITARES

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27
abril
07h06

 

Vai aí mais uma croniquinha ao estilo antigo... só pra homenagear a procissão do Dia do Corno, lá de Portugal.

Só que esta é uma historinha nacional.

O TRUQUE DA BRIGA

O Paulo Roberto estava aflito porque a mulher demorava a chegar, mas nem bem entrou pela porta, a Margareth já partiu pro ataque, recusando um beijo:
- Cafajeste! – gemeu a moça, ensaiando lágrimas.
- Que foi que eu fiz, Margareth? Eu não fiz nada, meu anjo! Eu tô aqui te esperando... –  disse o marido, com cara de quem não tem título pendurado no cartório.
- Você é um safado, Paulo Roberto, você é um safado! – resmungou a moça, respiração ofegante.  Eu deixei a casa dos meus pais onde era tratada a pão-de-ló, seu vigarista. Eu era uma princesa, meu pai me dava tudo e você me trata como se eu fosse uma vadia qualquer.
- Margareth, minha flor, eu não sei por que você tá assim. Quéquieu fiz, meu docinho, fala pra mim?! , implorava o Paulo Roberto, atônito.
- Você não tem sensibilidade, não me dá atenção, só apronta comigo, Paulo Roberto! Tá até bebendo!  , resmungava Margareth com ar que ao mesmo tempo dava pena e susto.
- Quéquieu aprontei, Margareth?! Minha vida é sair cedo, tomar o ônibus, trabalhar o dia inteiro e voltar pra casa. Eu tô tomando uma cervejinha enquanto te espero, meu amor! Quéquieu fiz pra você ficar assim tão chateada, meu chuchu?!

A discussão ia assim, com a Margareth botando o Paulo Roberto abaixo de cachorro e o Paulo Roberto tentando entender qual teria sido o seu pecado, porque, de verdade mesmo, o Paulo Roberto se sentia inocente. Ele tentava puxar pela memória pra entender onde é que ele tinha pisado na bola, afinal, ele via, ele via: a Margareth tava revoltada e parecia ter razão. Ele já tava mesmo achando que tinha feito alguma bobagem, cometido algum delito grave. O choro da Margareth dizia isso. Era um choro sentido, um choro profundo de quem foi ferida de morte. Aquilo tava deixando o Paulo Roberto muito do deslocado, sem graça mesmo.
O Paulo Roberto era um camarada que só cometia aqueles pecadinhos bobos, nada pra deixar a mulher desgovernada. Ele perdia um tempo com o futebol, (era meia-esquerda do time da fábrica), tomava umas cervejinhas no domingo e, claro, a Margareth nunca ia saber daquela pulada de cerca que já havia muito tempo. Nem ele se lembrava mais, fazia questão de esquecer. Ele era um cara fiel à sua Margareth, que agora vinha com agressões de ordem física ,  empunhando o pano de prato molhado.
- Você nunca vai me dar valor, nunca vai saber o quanto eu te amo, seu canalha!

Aí a Margareth pegou um lençol e um travesseiro e,  jogando na cara do Paulo Roberto, concluiu, segura e ofendida:
-   E se afasta de mim! Nem pense em me tocar! Seu lugar é aí na sala, seu monstro!
O Paulo Roberto ficou estatelado no sofá, sentindo uma culpa lascada por um pecado que ele nem sabia qual era. Até desistiu da cerveja.
A Margareth bateu a porta do quarto com fúria e, quando se viu sozinha, foi até o espelho e começou a tirar a maquiagem. Ela se olhava nos olhos e, sem cantar vitória, dava-se por satisfeita por não ter que explicar por que chegara tarde em casa. Bastava tirar a maquiagem, se deitar e ficar pensando nas horas intensas que passara naquela tarde romântica-sexual de terça-feira, sem sequer um sinalzinho de culpa.
E o Paulo Roberto na sala carregando a cruz.
Acontece, claro que acontece.

 

 

 

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