25
dezembro
09h45

Na minha infância, dia 25 era um prolongamento cansado da ceia. Íamos acordando aos poucos para encontrar minha mãe e as tias, junto com a nonna, cuidando da comilança. E meus tios jogavam baralho, com baralho napolitano – que é diferente do baralho que você conhece.


napolitano1 O Natal na minha infância


Eu aprendi a jogar com o baralho napolitano e até hoje não consigo decorar os naipes do nosso baralho tradicional. Parei de jogar cartas. Às vezes, quando encontro com meu pai, ainda jogamos algumas partidinhas com o baralho napolitano, mas é só.


valete de ouros O Natal na minha infância


Minha infância me marcou e eu mantenho essas marcas como relíquias. Dia 25 sempre foi um dia preguiçoso – como hoje. P.S. Eu pedi pro R7 publicar isso hoje porque sabia que estaria sem computador onde estou.


Meu irmão, que sempre foi meu herói, continua tentando resgatar pros nossos filhos a mesma experiência de amor que tivemos na nossa infância. E estamos todos num sítio no interior de São Paulo.


Amanhã espero conseguir chegar a tempo de contar como foi tudo. E também a tempo de voltar ao trabalho, que as gravações não param.


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24
dezembro
06h30

Quando eu era menino, mas bem menininho mesmo, eu adorava o Natal. E tinha razões pra isso. A família toda, os tios, os primos, todos, todos,  íamos pra casa do meu avô. Lá, como em toda casa de italianos, tudo girava em torno da comida, muita comida.


As mulheres começavam a preparar a ceia muito tempo antes – com certa ajuda dos homens. Era macarrão feito à mão, um a um, que depois eram colocados – pelos homens – sobre uma mesa para secar até o dia da ceia. E eram doces típicos italianos, e uma infinidade de coisas pra comer que só de pensar ainda consigo sentir o cheiro gostoso que vinha da cozinha.


No dia 24 todos se reuniam e ríamos, e brincávamos e – mais do que tudo – comíamos feitos doidos, e com um prazer inacreditável. E tomávamos vinho feito em casa pelo meu pai. (Hoje em dia quem faz vinho pra família é meu irmão. E é bom e chique, pode acreditar!).


Até as crianças eram liberadas pro vinho, com certa preparação. Só de falar ainda sinto o gosto. As mulheres colocavam um pouco de vinho num copo com açúcar e completavam com água. Nós bebíamos aquilo com voracidade e pedíamos mais. Delícia!


Depois de empanturrados, começava brincadeira: De repente, meu avô sumia. As crianças ficavam ansiosas porque sabiam que, em pouco tempo, ele reapareceria vestido de Papai Noel. E ele ficava a cara do Papai Noel, com seus cabelos brancos e aquela barriguinha espetacular.


Durante muitos anos, se alguém me perguntasse se eu conhecia o Papai Noel, eu diria, sem pestanejar: - Papai Noel é meu avô!


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