30
agosto
às 12:36

De 1º a 11 de setembro acontecerá a XV Bienal do Livro, no Rio de Janeiro. Como nas últimas edições, estarei no estande da editora Rocco, para bater um papo com leitores e autografar meus livros: Bate Coração, Confidências, confusões e... garotas!, Sonhos de umas férias de verão e Confidências, confusões e... mais garotas!. Pra quem gosta de leitura, é um evento imperdível. A programação está caprichada e os estandes também promovem muitas sessões de autógrafos. É tirar o dia para aproveitar a feira! E, claro, não esqueça de dar uma passadinha no estande da Rocco! Já no sábado, dia 03, a autora Ana Maria Moretzsohn autografará seu novo livro: Pingos de Sangue no Play. Eu não vou perder!

Bienal Gustavo Bienal do Livro: eu vou!

Para finalizar, uma lembrança da última Bienal, onde tive o prazer de conhecer uma de nossas maiores escritoras: Lygia Fagundes Telles. Definitivamente, não dá pra perderl!

LygiaFagundesTelles e Gustavo Reiz Bienal do Livro: eu vou!

15ª Bienal Internacional do Rio
De 1 a 11 de setembro
Riocentro - Avenida Salvador Allende, nº 6.555 Barra da Tijuca. RJ
Ingresso: R$ 12 (meia-entrada: R$ 6)
Programação completa em: www.bienaldolivro.com.br

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23
agosto
às 00:23

Revista OFlu Gustavo Adolescente também lê!

E não é que um escritor foi parar numa capa de revista? Já em clima da Bienal Internacional do Livro, que acontecerá de 1o. a 11 de setembro no Rio de Janeiro, a repórter Luciana Jacques da revista O Flu (revista de domingo do jornal O Fluminense) fez uma matéria destacando o trabalho de autores que escrevem para adolescentes.

Confira um trechinho da reportagem:

Literatura para meninos e meninas

Eles são autores da mesma editora, a Rocco. Ela é carioca. Ele, niteroiense. Dizem que ela conquistou o público feminino e que ele conseguiu fazer os meninos se interessarem pelos livros também. O fato é que Thalita Rebouças e Gustavo Reiz vêm fazendo a cabeça dos adolescentes e contribuindo para aumentar o número de jovens leitores no País.

GustavoReiz ThalitaReboucas Adolescente também lê!

Com 29 anos, Gustavo já publicou quatro livros: “Bate Coração”, “Confidências, Confusões e... Garotas!” – selecionado pelo MEC no Programa Nacional Biblioteca da Escola –, “Sonhos de umas Férias de Verão” e “Confidências, Confusões e... Mais Garotas!”. Ele também é um dos mais jovens roteiristas de novelas do Brasil. Contratado da Record, é o autor da minissérie “Sansão e Dalila”, exibida pela emissora em janeiro, com índices de audiência que superaram a Rede Globo por dois dias seguidos no horário.

“Quando chego nas escolas, a primeira pergunta que faço é: ‘quem gosta de ler?’. Ninguém reponde logo de cara que não gosta. Mas hoje já percebemos um outro perfil. A quebra da barreira das escolas por estarem adotando este tipo de livro é um bom sinal. O leitor adolescente ‘caça’ o autor, vai atrás dele para falar o que achou do livro. As palestras nas escolas são como um laborátorio.

Independentemente do poder aquisitivo, todos os jovens vivem o mesmo dilema da adolescência. O que mais me fascina é que nesta fase tudo é muito intenso”, revela.

Como bom leitor que é também, Gustavo revela que, ao escrever um livro, procura que seus leitores tenham a mesma satisfação que ele: “Gosto de ter bons momentos enquanto estou lendo. Gosto de rir, de me emocionar, de ficar curioso para saber o que vai acontecer no próximo capítulo e é essa sensação que eu quero que eles tenham. Não quero ser visto como um tio chato. Não me sinto no dever de fazer um livro didático. Quero escrever para que eles tirem suas próprias conclusões”.

Nesta entrevista, Gustavo adiantou novidades que, com certeza, deixarão seus leitores contando os dias para as próximas páginas. Até o primeiro semestre de 2012 ele lança o próximo livro, um romance adolescente entre um roqueiro e uma princesinha bailarina. Está prevista também a participação do autor em nova novela da Record, que seguirá a temática juvenil. E, para fechar, confessa que entre seus objetivos está levar a história de um dos seus livros para o cinema.

Para ler toda a matéria, clique AQUI.

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09
agosto
às 17:29

SandyAmy NPL Divulgacao Apelo

A Sandy começou Mariquinha e não queria abrir a porta. As portas se abriram. Fez show, seriado, novela, filme. Parou de ir ao banheiro. Falou-se em virgindade e perfeição. Acumulou vitórias com o irmão e chegou ao topo das paradas. Inseparáveis. Musicalmente, houve a separação.

Ela estudou, se formou, soletrou, casou. Deixou saudade e sentiu saudade. Recomeçou. Lançou CD, novo show. Foi criticada, foi aplaudida. Mostrou que cresceu-agora-é-mulher-tem-que-encarar-com-muita-fé. E talvez com um pouco de birita.

Sandy devassou. Ficou loira. Afirmou que vai ao banheiro. Sambou. Não é mais virgem. Falou abertamente sobre sexo. Chocou. Maldição da perfeição?

Sandy é talentosa, bonita, bem sucedida. Invejada. Tem família estruturada e frases distorcidas. Lota os shows e páginas de jornais. Compõe e canta o que gosta. Voltará à TV em breve. Será criticada, será aplaudida. E mesmo com pés cansados (e certamente de saco cheio!), ela continua a caminhar. É uma veterana artista jovem, com uma respeitável jornada.

Portanto, depois de tanto caminhar e diante da chuva de notícias dos últimos dias, fica o apelo:


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Leave Sandy Apelo

Não entendeu? Clique AQUI para assistir o vídeo.

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21
julho
às 22:48

Após desistir da idéia louca de seqüestrar o diretor de Rebelde para fazer parte da novela teen, Karinna com K e dois enes ataca novamente. Dessa vez, ela tem outro objetivo: se tornar uma legítima PERSONALIDADE DA MÍDIA.

– Mas como você pretende fazer isso? – perguntou Bruno, seu amigo, fiel escudeiro e único fã. – Existe algum curso, workshop?

– Deve existir! – respondeu, convicta, com os olhos vidrados no computador, enquanto consultava o Google. – Acabei de achar uma coisa:

Eric Schimidt, presidente executivo do Google, foi eleito como a Personalidade de Mídia em 2010. Ele será homenageado com o prêmio Media Person of the Year em cerimônia que acontecerá no Palais des Festivals, em Cannes, França.[...] Ele ajudou a empresa a passar de uma iniciante do Vale do Silício a líder global em tecnologia. [...] "Sob sua liderança o Google realmente mudou a forma como as pessoas no mundo acessam a informação no dia a dia. Ele ajudou, em impressionante curto período de tempo, o Google a transformar-se no maior meio de publicidade do mundo e uma das marcas mais valorizadas.", declarou Philip Thomas, CEO do Cannes Lions. [...]

– Viu, só? – perguntou, Karinna, animada. – Ser personalidade da mídia não é pouca coisa, não! O chefão do Google é personalidade da mídia!! E olha que eu nunca vi esse homem na praia, andando no calçadão, atacando de DJ... É chique ser personalidade da mídia!

– Acho que ele trabalhou, é um pouco diferente... – tentou explicar Bruno, sendo logo cortado pela figura com K e dois enes:

– Isso é preconceito! Eu interpreto, canto, danço, sapateio, faço de um tudo! E mesmo assim estou desempregada há anos! Se eu me tornar uma personalidade da mídia, pode ser que...

– Que...

– Que, no mínimo, eu consiga descolar uma vaga em reality show! – completou ela. – Eu gosto de animais, sei cuidar de cachorro, cavalo, da vida dos outros... Eu quero, eu posso, eu consigo!

Bruno sabia que não adiantava discutir. A nova profissão já havia seduzido Karinna com K e dois enes. Após um intenso período de pesquisas e estudo, consultando as mais diversas fontes, não é que a moça recolheu valiosas informações? Se não existia um curso para se tornar uma personalidade da mídia, ela seria a pioneira no setor, já que elaborou uma verdadeira cartilha a ser seguida:

COMO SE TORNAR UMA PERSONALIDADE DA MÍDIA
paparazzi Como se tornar uma personalidade da mídia
1. Vá à praia no Rio. Se estiver em forma, sairá nota elogiando o corpão. Caso contrário, os quilos a mais ganharão destaque. Nos dias nublados, também vá à praia. É inusitado e mostra força de vontade: “nem mesmo o dia nublado, espanta Karinna com K e dois enes da praia”. Pauta garantida. Se der, faça uns exercícios, tome banho de mangueira, brinque com criança ou tire foto com algum “fã”. E finja que não viu o fotógrafo. Se viu, não gostou muito.

2. Passeie com amigos no Leblon, mas não tente chutar as bolas de cimento da calçada. Ou tente; é inusitado e mostra personalidade. Para mostrar que é “normal”, vá à farmácia ou ao supermercado – mesmo que você more na Barra, faça isso no Leblon. E não esqueça das livrarias, para fazer o estilo intelectual. Resista às revistas e pegue um livro. Pelo menos na hora da foto.

3. Quando o assunto é ousar, experimente também usar uma sunga para ir ao escritório, andar com roupa de ballet pela rua, um vestido curto para ir à faculdade... É sempre interessante e pode gerar um buxixo.

4. Provoque alguma celebridade no twitter. Se ela responder, bom sinal. Se der RT, nota garantida e ganhará mais seguidores. Dica: Implique com erros de português, corte de cabelo, pesos e medidas. Sexualidade também rende. Ache um absurdo aquela piadinha cretina. Dê RT em campanhas, mesmo que nem leia o texto. Fica bonito. Passe rapidinho só para dar bom dia, apesar do dia corrido. Narre as festas e locais maravilhosos por onde passar, mas não exagere. Se a festa é boa mesmo, nem dá muito tempo de ficar na internet e todo mundo sabe disso. Dê RT nos elogios e mostre ao mundo que as pessoas te amam. Filosofe. Mostre que você é ligada no cosmos e que o universo tem muito mais a ensinar – mesmo que você não tenha aprendido metade. Poste vídeos-cabeça. É digno. Rende.

5. Em casos extremos, finja que morreu e peça para alguém postar. Também rende, mas não mais que a morte em si. Melhor evitar.

6. Relacionamento estável é algo que rende pouco. Declarações de amor pelo twitter, fotinhos fazendo coração com a mão, passeios com a família de um, de outro... Viagem romântica com direito a foto na banheira tomando champagne. Tudo isso tem vida curta – embora os relacionamentos terminem antes mesmo dessa fase passar. Tatuagem com o nome do amado é uma boa. Garante nota quando faz, dá pra exibir durante o relacionamento, depois – quando a pessoa já está com outro e fica aquele climão constrangedor e, por fim, quando a pessoa decide apagar.

7. Engravidar de cantor e jogador de futebol já é clichê, mas ainda funciona. Principalmente se rolar barraco, pagamento de pensão, traição... Há sempre um programa de TV para quem quer polemizar. Mas também há o lado Teletubbies da gravidez, que funciona bastante e traz benefícios. Irradie fofura, alegria, muitas letras repetidaaaaaaaas, exclamações e cheirinho de bebê. Isso garante bastante permuta. Mas torça para seu filho não nascer antes da hora – garanta os nove meses de pauta. Depois tem batizado, aniversário, estréia de peça infantil, praia, Leblon... O filho pode seguir os passos do pai, a filha pode mudar de sexo, são muitas possibilidades. Ter filho, definitivamente, rende.

8. Ataque de DJ.

9. Engorde e faça drama. Melhor culpar uma depressão do que o McDonalds. O emagrecimento pode gerar pauta em programa de TV, notas em site e até mesmo capa de revista de corpo. Histórias de superação sempre dão ibope. Dificuldades para emagrecer geram identificação. Ex-gordinha ainda ganha o título de ex, o que sempre rende. E pode falar que sofre bullying, que está na moda.

10. Cante. Se cantar bem, pode rolar convite para estrelar musicais e expandir a carreira. Cantar mal e gravar CD também é uma boa. Letra pobre e coreografia ridícula também tem grandes chances de virar hit. Você você você você pode testar que dá certo.

11. Use o celular a seu favor. Se estiver à toa num local, dá pra fingir que está ocupado, recebendo convites e estudando propostas. Fingir que briga com alguém mostra poder. Twittar mostra que é interativo. E colocar o aparelho no decote rende matérias, capas de revistas e programas de TV.

12. Como mencionado anteriormente, ex-alguma-coisa-ou-alguém também tem espaço garantido. Apresente-se como Ex-tal e garanta sua nota.

13. Em todas as alternativas anteriores, também dá para a pessoa posar nua. Mas comece com um ensaio sensual, pagando um peitinho ou uma transparência de leve. #ficaadica

Depois de ler tudo isso, Bruno apenas encarou Karinna, que sorria, orgulhosa.

– E então? Ainda acha que não pode dar certo?

Bruno nem precisou de tempo para pensar.

– Acho que pode, sim...

**Karinna com K e dois enes é atriz-modelo-manequim-DJ e uma personalidade da mídia em formação.

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18
julho
às 01:49

bandeira Fim de semana de glórias no esporte

De médico, louco, autor de novela e técnico de futebol todo brasileiro tem um pouco. Alguns mais que outros, mas o fato é que sempre sabemos uma receita milagrosa para algum tipo de dor, os rumos que o autor deveria seguir para a novela dar ibope ou agradar, a escalação perfeita para o time de futebol... E a loucura já está nisso tudo. Mas se você pensa que encontrará aqui um desabafo de um torcedor decepcionado ou duras críticas à seleção dos trocadilhos ( alguém ainda aguenta as brincadeirinhas com Pato, Ganso, Pica-Pau, Frango?! ), devo informar que está enganado. Sou brasileiro, não desisto nunca, e, no esporte, o fim de semana foi repleto de alegrias. Eis a prova:

JUDÔ: Brasil encerra Copa do Mundo com quatro ouros
Equipe garantiu o primeiro lugar do quadro de medalhas da competição com 11 conquistas

judo1 Fim de semana de glórias no esporte

judo2 Fim de semana de glórias no esporte

O Brasil encerrou a Copa do Mundo de Judô de El Salvador em primeiro lugar no quadro de medalhas. Neste domingo, os judocas brasileiros (Daniel Hernandes, João Gabriel Schlittler e Claudirene César) conquistaram um ouro, uma prata e um bronze que, somadas às outras oito premiações conquistadas ao longo do fim de semana (três de ouro, uma de prata e quatro de bronze).

VÔLEI DE PRAIA: Alison e Emanuel vencem em Moscou e garantem 5º ouro no ano

voleipraia Fim de semana de glórias no esporte

Com uma vitória por 2 sets a 1 sobre os suíços Heuscher e Bellaguarda, Alison e Emanuel conquistaram o título do Grand Slam da Rússia. O título alcançado neste domingo foi o quinto da parceria brasileira nesta temporada.

VÔLEI FEMININO: Brasil supera Itália e é campeão da Copa Internacional

volei Fim de semana de glórias no esporte

O clássico mundial entre Brasil e Itália terminou com festa verde-amarela. A Seleção Brasileira, comandada pelo técnico Zé Roberto, superou a equipe italiana por 3 sets a 0 e se sagrou campeã da Copa Internacional de Vôlei.

BOXE: Brasileiro nocauteia dominicano e ganha título dos médios

boxe Fim de semana de glórias no esporte

O pugilista brasileiro radicado nos EUA, Michael Oliveira, 21 anos, conquistou a sua 15ª vitória na carreira profissional na noite deste sábado. Lutando em São Paulo, ele nocauteou Jose "Minguito" Soto, da República Dominicana, no sexto round.

NADO SINCRONIZADO: Lara e Nayara vão à final em 1º "sucesso" brasileiro no Mundial

nado Fim de semana de glórias no esporte

Neste domingo, Lara Teixeira e Nayara Figueira garantiram a última vaga entre as 12 duplas classificadas para a final do dueto técnico no nado sincronizado, no Mundial de Esportes Aquáticos de Xangai.

Sem contar com o desempenho de nossos atletas nos JOGOS MILITARES, que estão acontecendo no Rio de Janeiro. O Brasil é o segundo no ranking de medalhas, perdendo para a China.

Não está na hora de valorizarmos os atletas que realmente nos trazem alegrias e permanecem fora dos holofotes? Vamos vibrar com eles, acompanhar essas conquistas! A mesma bandeira é levantada! É a nossa bandeira! Parabéns a todos os esportistas que, de fato, nos fazem sentir orgulho de nossa pátria amada e idolatrada.

E voltamos à programação normal...

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13
julho
às 00:46

rebelde revistas Nasce uma Rebelde?

Karinna com K e dois enes ataca novamente. Pra quem ainda não conhece a figura, vale a pena reprisar um breve momento-descrição-de-personagem:

Karinna com K e dois enes é atriz-modelo-manequim. Escreve poesia, é compositora, está pensando em cantar e só quer uma chance de mostrar seu talento. Já foi gordinha, já teve sua fase sarada, já raspou a cabeça, já desceu na boquinha da garrafa e agora condena o você-você-você-você-você quer. Karinna com K e dois enes está numa fase Maria Gadú. Karinna com K e dois enes tem grandes planos para si e acredita neles. E garante que, um dia, chegará lá. Já teve bulimia e agora espalha aos quatro ventos que sofre de bullying, mesmo sem ter a menor idéia do que isso significa. Os emails do Viagra, dos alertas que o MSN será pago e as fotos e currículos da Karinna com K e dois enes chegam diariamente à minha caixa de emails.

E agora vamos à aventura:

Mais rápido do que qualquer super-herói e mais incontrolável do que a pior das dores de barriga é a fofoca no meio artístico. Não é apenas a rádio-corredor que funciona a todo vapor, mas um verdadeiro conglomerado, com sites, blogs, TVs e todas as redes sociais que propagam a notícia como um tsunami. O que pode ser péssimo para alguns, é ótimo para outros. Karinna com K e dois enes, por exemplo, fuxica tanto tal emaranhado de informações que sempre descobre quando uma nova produção na TV se anuncia. E lá vai ela, com todos os seus sonhos debaixo do braço, em forma de DVD-book, tentar um tão esperado personagem. Dessa vez, foi diferente; Karinna decidiu apostar todas as suas fichas numa trama que já estava no ar. Ela sabia que ouviria, mais uma vez, que o elenco já estava fechado, que o personagem não tinha o perfil dela, que o material já estava na emissora e que eles entrariam em contato... Enfim, textos que ela já havia decorado, embora preferisse esquecer. Com a determinação de assustar qualquer ser com um pouco de sanidade, Karinna com K e dois enes jurou a si mesma que seria uma Rebelde.

– Mas você já mandou o DVD-book pra lá, já fez o cadastro... Vai fazer tudo isso de novo?! – perguntou Bruno, seu amigo mais fiel e ouvinte de todas as loucuras.

– Mas é a minha chance! – insistiu, empolgada. – Eu não sou a cara da Anahí e da Maite Perroni?

– Mas elas são completamente diferentes... – murmurou o amigo.

– Da Sophia Abrahão e da Melanie Fronckowiak?

– Uma loira e uma morena?

– E com cachinhos de Lua Blanco – completou ela, que tinha cabelos lisos e escorridos. – Uma atriz de verdade pode fazer qualquer personagem. E eu garanto que eles vão perceber que eu sou perfeita para o papel!

– Posso saber como?

– Eu canto, danço, sapateio. Faço de um tudo!!!

– Mas a novela já está no ar, li que logo começarão os shows...

– Exatamente! Pois eu sou um ponto alto para qualquer show! Vou mostrar a eles que eu posso ser uma autêntica Rebelde. Chegou a minha vez. O que sou, ninguém vai mudar.

Medo, pensou o amigo.

– Medo – disse ele, não se agüentando. E perguntou, já temendo a resposta. – Você pode ser um pouco mais clara?

O sorriso malicioso falava mais que mil palavras. E o plano de Karinna ultrapassava qualquer limite.

– Eu vou seqüestrar o diretor – anunciou ela, engatando a primeira e desatando a falar: – Vou vestir um uniforme igual ao dos rebeldes, vou ficar de prontidão na porta da emissora e vou me jogar na frente do carro dele, que vai pensar ter me atropelado.

– Pilar, é você? – zombou Bruno, sendo solenemente ignorado.

– Ele já vai achar estranho ter aparecido uma rebelde na frente dele, pode pensar que aquilo foi uma dessas coincidências... Li no jornal que outros rebeldes quase sequestraram um tal de Kadafi... Ele deve ser diretor também e é isso que vou fazer! Vou seqüestrá-lo!!! Uma rebelde não faria isso?!

– Qualquer um seria preso por isso, é diferente!

– É ousado e original!

– É crime!!! – desesperou-se Bruno.

Karinna parou para pensar e concordou com o amigo. Embora continuasse achando a ideia genial, ela não poderia correr o risco de ser presa ou atropelada de verdade... Mas a tranquilidade de Bruno durou menos que alegria de pobre. Com um sorriso no rosto e uma ideia na cabeça, Karinna anunciou:

– Tenho um novo plano.

E continua...

Ainda não conhecia Karinna com K e dois enes? Para ler outra aventura desta atriz atormentada, é só clicar AQUI.

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23
maio
às 14:54

paul mccartney Paul McCartney faz show e dá aula no Rio

Os portões ainda estavam fechados e a fila contornava o quarteirão. Gente de todas as idades aguardava, ansiosamente, para entrar no estádio que receberia o maior de todos os clássicos: o show do ex eterno beatle, Paul McCartney. E eram exatamente os cinco rapazes de Liverpool que estampavam a maioria das camisas, bandanas, broches e até imãs de geladeira (uma raridade, segundo o vendedor!). A vizinhança inteira se preparou para o evento; os quintais se transformaram em verdadeiros polos gastronômicos: tinha churrasquinho, salsichão, frango empanado, X-tudo, sanduíche, pipoca, brigadeirão... Muitas opções, muita criatividade. Uma senhora abria as portas de sua casa e cobrava dois reais por uma ida ao banheiro, exclusivo para mulheres. Um senhor garantia que a garagem dele era o melhor local para estacionar dois carros. Em outro portão, um barrigudo anunciava que estava vendendo a própria sogra, mas já lamentava que o produto ia encalhar... Definitivamente, o brasileiro é um show à parte – afirmação que seria confirmada nas próximas horas.

No telão, fotos e vídeos de arquivo faziam o público voltar no tempo. Com quinze minutos de atraso o show começou. Sem uma preparação homérica, sem tambores rufando, sem aquele suspense que faz o povo se esguelar para um palco vazio e escuro. A luz só foi diminuir depois que o músico entrou, junto com a banda, acenando para o público delirante. Acostumado com as entradas apoteóticas da grande maioria dos shows, por um momento tive dúvida de que a apresentação realmente estava começando. Mas lá estava Sir Paul McCartney, fazendo suas caras, bocas e poses, para uma multidão em êxtase. Ficou o tempo todo pertinho do público, surpreendendo os presentes com sua humildade. Ao final de cada música, agradecimento e pausa para os aplausos. E a típica pose com o instrumento tocado, claro. Esforçava-se para falar português e arrancava risadas quando agradecia de forma bem carioca: valieu! Se o artista emocionava a multidão com um lindo show, o público também fazia a sua parte: jogava balões para o ar, mostrava placas com partes de canções ( o famoso Na Na Na de Hey Jude), acendia celulares fazendo a platéia se transformar numa grande constelação. E, lá do palco, mas bem mais próximo do que o céu, a grande estrela agradecia as demonstrações de carinho: os balões foram incríveis e os cartazes memoráveis, dizia ele, em sua língua. E até a vaquinha de pelúcia que foi jogada no palco teve seus minutos de fama. Paul McCartney tocou por mais de duas horas, sem interrupções para trocas de roupas, sem mudanças cenográficas, sem beber água! Ele parava para observar o público (que dificilmente ficava na escuridão total), fazer suas poses e receber o novo instrumento. Apenas em Live and Let Die, houve uma pirotecnia, com explosões no palco e fogos de artifício que dava vontade de abraçar todo mundo e desejar feliz ano novo. Ao final dessa canção, o próprio balançou a cabeça, divertido, como se reclamasse do barulho da explosão e dos fogos. Jogo cênico, claro, mas que retratava bem o que o público testemunhava: o show já estava completo apenas com Paul, seus músicos e sua platéia. Saiu e voltou duas vezes, uma delas carregando a bandeira do Brasil. Cheio de energia, parecia não querer parar, como aquele ator iniciante que fica no palco até a cortina se fechar completamente. Mas não havia cortina entre Paul e seu público. Ele acenou e agradeceu a todos (inclusive aos produtores), antes de se despedir com um até breve. Simples assim. Simplesmente inesquecível.

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17
maio
às 20:12

Toda criança tem sonhos e sabe exatamente o que pretende ser no futuro: veterinário, médico, bombeiro, dono de banco. Eu queria ser palhaço de circo. E também queria ser dono de uma banca de jornal. Pensava no privilégio de ter todas as figurinhas, todos os álbuns, o direito de ler todas as revistas e ainda ganhar dinheiro com isso. Não me tornei um palhaço de circo, embora goste de fazer o povo rir quando subo num palco e geralmente escreva comédias. Também não tenho banca de jornal e já não me interesso tanto em ter todas as figurinhas de todos os álbuns. Do álbum da Copa, talvez. Mas escrevo livros e, nas feiras literárias, tento vendê-los e conquistar leitores. É... até que meus sonhos de criança passaram perto da realidade. Também já sonhei em ler todos os livros do mundo. Queria entrar numa biblioteca e dizer: já li esse, aquele, aquele outro... E conhecer todas as histórias e personagens. Quando li "O mistério da fábrica de livros", de Pedro Bandeira, tive vontade de ser escritor. Quando me emocionei com "Lucíola", de José de Alencar, tive vontade de provocar a mesma emoção em meus leitores. Com as crônicas de Stanislaw Ponte Preta, percebi que as páginas de um livro também podem provocar muitas risadas. E Lima Barreto me mostrou que toda história tem dois lados... Ler é viver. Escrever é sonhar no papel.

Estimular a leitura entre crianças e adolescentes é fundamental, afastando aquela ideia de que ler é algo chato e monótono. Dados da pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", do Instituto Pró-Livro, comprovam que quem mais influencia o leitor é mãe (49% deram essa resposta), professores (33%) e o pai (30%). Portanto, aos professores e pais de plantão: mãos à obra. Como escritor, prometo que tento fazer minha parte! E se você é adolescente e acha que não vai sobrar pra você, está muito enganado: não custa nada ir até a biblioteca da escola e pegar um livro! Dê uma chance a esse esforçado escritor e seus colegas de letras... E quem tiver interesse em ler a pesquisa, ela está disponível AQUI.

Costumo visitar escolas que adotam meus livros e me surpreendo com projetos pedagógicos incríveis. Como o do Colégio Estadual Antonio Pecly, em Cordeiro, no Rio de Janeiro. Eles trabalharam com o "Sonhos de umas férias de verão", meu terceiro livro, e não faltou criatividade aos alunos e professores. Se a leitura agradou os alunos, esse dia emocionou o escritor. Confira:

Um grande abraço a todos e até a próxima!

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04
maio
às 19:08

Há semanas tento parar um pouco para escrever um novo post aqui no blog. Mas o tempo insiste em parecer curto para as atividades do dia-a-dia. É roteiro para escrever, um livro que reclama por estar parado, os projetos que não merecem ser engavetados, os cursos que insistem em exigir provas, as contas que devem ser pagas, as filas de carros por toda cidade... E a vida pessoal que, às vezes, dá um trabalhão. Como diria o poeta, o tempo não para. Mas às vezes nós temos que parar. Na tentativa – ou na necessidade - de sermos produtivos o tempo todo, talvez entremos num circuito quase industrial, onde a vida se transforma numa grande jornada de trabalho. O pensamento insiste em permanecer acelerado e a busca por resultados imediatos afasta a criatividade. A paciência se esgota rapidamente e a inspiração se torna uma ilustre visitante. Nada mais angustiante para um escritor do que uma folha em branco pedindo por palavras.

Começa então uma verdadeira caçada pelo tema perfeito. Ainda não posso escrever sobre novos projetos... Já escrevi sobre a obra ao lado que me acorda todos os dias. Casamento de príncipe e plebéia, com direito a daminha mal-humorada e madrinhas como as irmãs de Cinderela: renderia uma boa crônica, mas seria impossível fugir do conto de fadas. A misteriosa morte de Bin Laden também renderia ótimos artigos e teorias da conspiração, mas já surgiram inúmeras versões e tão imaginativas... Não, não é o que pretendo para este blog, talvez seja melhor parar de procurar um tema nos noticiários. Vamos para a vida cotidiana: ontem fui ao banco e uma mulher sentou ao meu lado, olhando para todos os cantos e visivelmente aflita para puxar conversa. Em poucos minutos arriscaria um comentário (provavelmente uma reclamação!) sobre a fila, o tempo, uma nova proibição... Tentei fugir pegando o celular, mas caí na armadilha; ela disse que os celulares estavam proibidos no banco e aproveitou para falar e falar. Era corretora de imóveis e tinha batido a meta do mês. Embora estivesse orgulhosa por isso, havia acabado de descobrir que fora vítima de um golpe. O próprio cunhado a havia enganado, excluindo-a da venda de um apartamento na qual ela havia feito todo o contato inicial. Resultado: estava em seu melhor momento na empresa, mas acabara de perder uma grande venda e ganhar uma enorme decepção. Se falasse para alguém no trabalho poderia se prejudicar, pois o meio é competitivo e alguém poderia usar isso contra ela. Em casa também seria melhor não falar nada, já que a confusão só aumentaria. O melhor a fazer era desabafar com um desconhecido, numa fila de banco. Falaria até a senha do caixa apitar: o seu tempo acabou. Ou melhor, é a sua vez. Foi exatamente o que aconteceu. E quando me levantei para ser atendido, ela já estava falando com outra pessoa, que seria a sua ouvinte pelos próximos minutos.

Se haverá alguma moral ou ensinamento após esse relato? Talvez, mas não será intencional. Podemos pensar que não devemos confiar cegamente nas pessoas, mas isso pareceria um pouco pessimista – o cunhado dela pode ser mau-caráter e ponto. Esquecendo a mulher do banco e voltando para a agonia do escritor: a folha agora já não está mais em branco. Bastou uma quebra na rotina; uma conversa inesperada com uma total desconhecida, para que as palavras brotassem de maneira natural. E é exatamente por isso que afirmo, sem medo de errar: a vida é a melhor matéria-prima para um escritor. É lógico que as idéias podem surgir em qualquer lugar e que toda história pode ser contada de maneira diferente, mas o escritor não pode se isolar dos encontros e desencontros que tornam a vida tão movimentada, tão cheia de mistérios, tão cheia de histórias. Portanto, meus amigos, se o tempo não para, recorro à outra canção para finalizar esse texto. Inegavelmente, é preciso saber viver.

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07
abril
às 21:17

A escola é local de sonhos. É lá que os primeiros riscos ganham formas, que as primeiras formas ganham sentido e que tudo parece ter explicação. Uma ilha no meio de um mundo sem respostas. Lá, o “por quê?” é estimulado, o certo é valorizado, o errado passa a acertar. É na escola que os primeiros sonhos ganham cores, por rabiscos ainda tortos que se tornam arte e deixam pais orgulhosos. Nesse orgulho mora a esperança. A sensação do dever cumprido. A certeza de que um futuro melhor aguarda aqueles seres que tão cedo já estão de pé... Que pedem mais cinco minutinhos de sono, que deixam a toalha molhada em cima da cama, que saem com seus uniformes e mochilas pesadas... Quantas vezes aquela mãe não quis que seu filho saísse... Ela não se importaria em conceder os cinco minutinhos, em deixá-lo dormir, em preparar o almoço enquanto ele ouvia música no quarto... E quando a menina se arrumava mais do que deveria e nem reclamava por acordar tão cedo? Desenhos nas últimas folhas do caderno... Corações e sentimentos no papel. E lá ia para a escola... A menina que já sonhava com um grande amor, o menino que sonhava em ser doutor e todas as rimas que essa fase nos permite. No mundo lá fora, a poesia está em extinção. A escola é local de aprendizado, de esperança, de risos... De sonhos.

Quem dera se o ocorrido não passasse de um pesadelo. Quem dera se tudo não passasse de uma brincadeira no recreio, de uma aula de educação física ou de qualquer atividade que mobilizasse tanta gente... Quem dera se aquelas balas fossem doces, se aquele sangue fosse tinta, se aqueles choros fossem de tanto rir... Quem dera se o assassino fosse, na verdade, um aluno indisciplinado que, por conta do susto provocado, fosse direto para a diretoria. Nota zero no boletim e a maior ameaça seria a reprovação. E o menino seria doutor, a menina passaria a escrever cartas, as rimas seguiriam até o tempo insistir em tornar a vida mais chata... Quem dera se as lágrimas daquelas famílias fossem por orgulho de seus filhos, que viessem com a sensação de dever cumprido. Que os pais chorassem, sim, mas por verem suas crianças seguirem seus caminhos... Com aquela saudade que já batia quando eles saíam com suas mochilas pesadas... Que as lágrimas jamais fossem de dor. Pois a escola é local de sonhos.

Captura de tela 2011 04 07 às 22.31.37 Um dia triste

Meus sinceros sentimentos aos familiares das vítimas dessa tragédia que deixou o Rio de Janeiro mais triste.

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