Publicado em 16/11/2017 às 10h24

Documentário de Whitney Houston revela que cantora era bissexual

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Logo no início do documentário Whitney: Can I Be Me?, os entrevistados comentam que a cantora não morreu de overdose e sim de tristeza.

Apesar de ter sido provado que o consumo excessivo de drogas foi mesmo a causa do óbito da cantora, essa frase faz sentido quando os problemas que a diva enfrentou durante a carreira e a vida pessoal são expostos.

Criada na igreja por uma família extremamente religiosa, o futuro de Whitney estava traçado desde a infância: ela se envolveria com música de qualquer maneira. Até porque, sua família já tinha um histórico no segmento. A mãe dela é Cissy Houston, famosa cantora evangélica dos anos 70. Além disso, ela também é prima de Dionne Warwick, que teve sua melhor fase também na década de 70.

A trajetória de Whitney rumo ao sucesso foi relativamente rápida e fácil. Descoberta cedo, ela não precisou realmente ralar para chegar ao estrelato.

E quando teve as primeiras oportunidades, escolheu um caminho perigoso para uma artista negra, que é apostar no pop e se desligar quase que completamente das próprias raízes. Inclusive, quando alguma composição muito funkeada era enviada ao estúdio, a equipe de Whitney desprezava e dizia não ter o perfil da estrela.

Isso, claro, gerou rejeição por parte do público negro, que a acusava de querer tocar apenas para plateias brancas. Mas ela discordava e dizia que sua intenção era apenas fazer música boa, independente da raiz que tivesse.

Com essa decisão, Whitney se transformou em uma das cantoras que mais quebrou recordes na indústria. Para ter uma ideia, ela é a artista feminina mais premiada da história pelo Livro Guinness dos Recordes.

Mas se por um lado Whitney virou a queridinha da indústria, da América, do mercado publicitário e até do cinema, na intimidade a vida da cantora sempre esteve longe do êxito que atingiu profissionalmente.

whitney houston robyn crawford crop Documentário de Whitney Houston revela que cantora era bissexual

O contato com as drogas veio logo na infância. Sem muitas opções de lazer na periferia de Newark, ela e os irmãos experimentavam todos os tipos de entorpecentes a partir dos dez anos de idade.

Mas a maior revelação do filme fica por conta da até então pouco conhecida bissexualidade da cantora. O documentário prova que Whitney e a assistente pessoal Robyn Crawford eram mais do que amigas, eram amantes. A relação delas começou no fim dos anos 70. Segundo a estilista Ellin Lavar, a cantora era do tipo que poderia ceder a uma relação física com pessoas do mesmo gênero em momentos de vulnerabilidade emocional (que não eram raros). "Bastava abraçá-la e confortá-la", conta Ellin.

A suspeita de que Whitney gostava de mulheres surgiu no fim dos anos 80, quando ela estava no auge, mas nunca havia namorado ninguém publicamente. O primeiro relacionamento oficial da cantora foi com o rapper Bobby Brown, a partir de 1992. Foram 15 anos de idas e vindas em um relacionamento conturbado e que gerou a filha Bobbi Kristina Houston Brown (que morreu em circunstâncias parecidas com as da mãe três anos após Whitney ser encontrada afogada em uma banheira de hotel).

Os anos em que esteve ao lado de Bobby foram também os anos do início da decadência de Whitney, que perdeu espaço para novas divas, como Mariah Carey, e enfrentou problemas com vício que afetaram suas cordas vocais e a afastou dos palcos durante quase toda a década passada.

Mas apesar do casamento oficializado, o próprio rapper reconhece que, em paralelo, Whitney mantinha o affair com a assistente. Enquanto isso, Bobby a traía com diversas outras mulheres e chegou a violentá-la fisicamente. Ou seja: tratava-se de uma relação disfuncional e que afetou os negócios e as carreiras dos dois.

Apesar do marido supostamente aceitar esse caso extraconjugal, o bissexualismo da filha, desagradava bastante a mãe dela. Em um trecho de entrevista realizada por Oprah Winfrey que aparece no documentário, a religiosa Cissy diz que não concordava com essa decisão da filha. Mas que também não apoiava o casamento com Bobby Brown.

O filme também mostra a fase em que Whitney tenta recuperar o prestígio perdido, a partir de 2008. Apesar dos esforços para se manter longe das drogas e recuperar o sucesso, ela já não era mais a mesma. Todos acontecimentos dos últimos 20 anos de vida mudaram completamente a cantora, inclusive fisicamente. Fica claro que a rápida decadência física dela não está apenas atrelada aos efeitos naturais do envelhecimento e que o vício cobrou seu preço. Durante seis anos, ela tentou voltar a ser a diva que todos conheceram nos anos 80, mas foi impedida exatamente pelo motivo que citado no início do filme: tristeza.

Publicado em 11/11/2017 às 09h52

Novo disco de Taylor Swift: letras ótimas, músicas nem tanto

Taylor Swift reputation ART 2017 billboard 1548 Novo disco de Taylor Swift: letras ótimas, músicas nem tanto

Desde que a capa de Reputation foi revelada, ficou claro que Taylor Swift ia ter como foco nas letras o ataque à imprensa de celebridades.

A arte, que traz a cantora ao lado de páginas de jornais, inclusive foi criticada e considerada cafona e clichê por especialistas em design. Afinal, é a mesma estampa usada em guarda chuvas e bolsas falsificadas nas Rua 25 de Março, no centro de São Paulo. Mas talvez ela não saiba disso. Talvez.

No entanto, esse é o assunto que menos importa nesse sexto disco da norte-americana. A expectativa estava mesmo no conteúdo que Taylor iria explorar e em como ela ia soar dessa vez, já que a ex-princesinha do country há muito tempo está imersa no que o pop tem de mais urgente e atual.

E, bom, o som cumpre exatamente o esperado de um disco de diva pop atual: músicas genéricas cheias de sintetizadores e programações que estão em alta nas pistas e FMs. Na parte musical, destacam-se as melodias, que às vezes viram um flow de rap até que digno para uma menina branca da Pensilvânia.

Entre os produtores, está Max Martin, que já assumiu as mesas de estúdio em trabalhos de outros astros pop, como Kelly Clarkson, Katy Perry, Avril Lavigne e Britney Spears.

Mas o álbum tem sim um trunfo e ele está nas letras. Ao contrário da maioria das cantoras de pop, Taylor Swift tem talento quando o assunto é escrever de forma não convencional.

Praticamente todas letras dela usam recursos como ironia, sarcasmo, figuras de linguagem e revelações bombásticas. Nada é óbvio na escrita confessional de Swift, que controla integralmente essa parte do seu trabalho.

Além disso, ela sempre deixa no ar algumas acusações e indiretas para que os fãs tentem desvendar sobre quem ou o que ela está falando. É daí que surgem aquelas teorias de que Taylor lava a roupa suja com seus ex-namorados por meio das letras.

E nesse disco, não poderia ser muito diferente. Em Do Not Blame Me, ela supostamente manda um recado para o ex Tom Hiddleston. Ou talvez Calvin Harris. Fãs ainda não decidiram sobre isso: "Quebro corações por muito tempo e brinco com os caras mais velhas".  Mas ela reconhece também que um dia isso pode dar errado: "Eu acho que vou cair em casa com meus gatos - sozinha".

Taylor também abre o jogo sobre temas que ainda são tabu na indústria: sexo e bebidas alcoólicas. Em Dress, ela comenta sobre "Derramar vinho em uma banheira" e manda um recado para alguém ainda não identificado: "Eu não quero você como um melhor amigo. Só comprei este vestido para que você possa tirá-lo".

O estilo é bem diferente das músicas sobre amor e traição que suas rivais de paradas de sucesso costumam lançar e que, no fundo, parecem que foram feitas em algum gerador de lero lero. Taylor pode não ser nenhuma Joni Mitchell, mas tenta ir além do básico.

Se o título do disco pretendia ser uma crítica à imprensa, Taylor foi no mínimo irônica. Ou inocente. Porque o resultado deixa claro não só que ela gosta de provocar situações para ser o centro das atenções, como sempre soube usar experiências pessoais como material para suas letras e combustível para inflamar assuntos que já estavam quase apagados.

Embora ainda não tenha lançado um disco que seja musicalmente impactante como Beyoncé (2013) ou Lemonade (2016), ela tem melhores ideias e abordagens nas letras que qualquer contemporânea no pop. E isso não é pouco. Só falta ousar e lançar um disco que não seja tão genérico, que poderia ter sido gravado por Rihanna e Katy Perry e ninguém notaria a diferença, porque o som é praticamente o mesmo.

Publicado em 05/11/2017 às 09h31

Drake e Andre 3000 resgatam Anita Baker, Sade e Aalyah para os novinhos

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Drake e Andre 3000 tem algo em comum além de serem rappers de sucesso: ambos são fãs de cantoras de r'n'b dos anos 80 e 90.

Em recente entrevista à GQ, Andre comentou que pretende lançar uma coleção de roupas oficiais de Anita Baker. Para quem não se recorda, ela foi, ao lado de Whitney Houston, a cantora mais badalada da black music no fim dos anos 80.

Seu principal sucesso por aqui é a música Sweet Love, do disco Rapture, de 1986. Apesar de ser quase uma one hit wonder no Brasil, Anita é vencedora de oito Grammy e acumula 4 discos de platina e 2 de ouro em seu rol.

A ideia de Andre surgiu quando ele quis comprar camisetas da cantora e não encontrou nenhum material oficial na internet. Incomodado em adquirir um produto falsificado, ele pensou que seria uma boa vender produtos licenciados de Anita.

Outro famoso que já demonstrou ser fã de cantoras do mesmo período é Drake. Ele tem não só uma, mas duas tatuagens com o rosto de Sade, nigeriana que encantou o mundo com sua voz, beleza e modernização do soul e do jazz pop nos anos 80.

Além dela, Drake ostenta um desenho em homenagem a Aalyah, cantora de r'n'b do fim dos anos 90 que morreu tragicamente em um acidente de avião. Apesar de mais jovem, Aalyah seguia a mesma escola que Sade e Anita.

No entanto, todas elas tem pouco hype entre a geração mais jovem. Não dá para avaliar até que ponto essas homenagens vão gerar interesse entre os fãs dos dois rappers. Mas é importante de qualquer maneira, já que são artistas com histórias e trabalhos que merecem ser conhecidos.

Afinal, apesar dos anos 80 terem acabado há menos de 30 anos, muitas estrelas do soul, jazz pop e r'n'b daquele período foram ofuscados pelo estrondoso sucesso do rap e hip hop, que redesenhou como a black music passou a ser divulgada pelo mundo.

Quem insistiu em trabalhos mais tradicionais e sofisticados ficou relegado ao segundo escalão das grandes gravadoras e começou a ter suas músicas lançadas apenas em rádios "adulto contemporâneo", também conhecidas como "rádios de tiozão" e que não dialogam com públicos mais jovens.

Anita, Sade, Mary J. Blige, Erykah Badu, Toni Braxton, Regina Belle entre tantas outras são exemplos de cantoras que mereciam aquele hype que volta e meia surge para redescobrir artistas antigos. Porém, sabemos: esse movimento só ganha a força necessária com o empurrãozinho de um ídolo ou produtor jovem.

Publicado em 03/11/2017 às 10h28

Ícaro: documentário mostra como doping está ligado ao esporte profissional

lead 960 800x533 Ícaro: documentário mostra como doping está ligado ao esporte profissional

As constantes superações de recordes nas modalidades esportivas de alto rendimento podem estar mais conectadas ao doping do que à superação de limites.

É o que sugere o documentário Ícaro, produzido e disponível na Netflix. Premiado no festival de Sundance e cotado para o Oscar, o filme dirigido pelo ciclista e cineasta Bryan Fogel leva o espectador a questionar se há de fato justiça no mundo esportivo.

Inicialmente, o filme tinha como objetivo mostrar o próprio diretor como uma cobaia que comprovaria a relação entre o uso de substâncias dopantes proibidas e o alcance de melhores resultados em competições amadoras de ciclismo.

Além disso, Bryan mostraria que é relativamente fácil e comum burlar os exames que detectam doping. Para conseguir atingir seu objetivo, ele procurou auxílio de Grigory Rodchenkov, cientista russo que dirigiu a agência anti-doping do País.

Ele ensina Bryan como realizar os ciclos de consumo de drogas e também explica a maneira correta de armazenar a urina que será usada para fraudar os exames que acontecem após as provas que ele irá participar.

O filme, no entanto, dá uma reviravolta quando o médico fanfarrão é acusado pelo Comitê Olímpico internacional de ter contribuído para que os atletas russos competissem nos jogos Olímpicos de Londres (2012), Pequim (2008) e Sochi (2014) sob a influência de substâncias proibidas e que foram mascaradas com o mesmo método que ele recomendou a Fogel.

Grigory Rodchenkov Ícaro: documentário mostra como doping está ligado ao esporte profissional

Por conta disso, a Rússia foi banida das competições de atletismo nos jogos do Rio, em 2016, e a Wada (Agência Mundial Antidoping) teve sua reputação questionada no mundo todo. Afinal, vários países foram prejudicados nos eventos com essa superioridade russa.

A partir daí, o filme ganha ares de thriller político, com cenas que incluem conspiração, fugas, tensão e mistério. No fim, nem parece um documentário convencional, o que é o principal mérito da produção.

As reviravoltas do filme e o ponto provado por Bryan em entrevistas com outros médicos, deixa um questionamento: existe resultado no esporte de alto rendimento que não esteja conectado ao uso de doping? Com o filme, o espectador fica tentado a não acreditar em superação natural de limites. Principalmente porque a atuação da Rússia nas Olimpíadas desde os anos 80 deixa claro que é possível burlar qualquer exame.

Publicado em 01/11/2017 às 14h58

Muito além de Hollywood: na música, casos de assédio e estupro também são comuns

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A recente onda de denúncias contra grandes ícones de Hollywood trouxe à tona crimes como abuso sexual, estupro e pedofilia. Entre os envolvidos nesses casos, estão astros do primeiro escalão do cinema, como Bill Cosby, Kevin Spacey, Dustin Hoffman e o produtor Harvey Weinstein.

Embora esse processo mais do que justo de moralização da indústria tenha surpreendido muitas pessoas, infelizmente casos como esses não são necessariamente novidades. Basta ver que algumas denúncias completaram mais de três décadas.

Em Hollywood, o medo de sofrer represálias e ter carreira prejudicada adicionado ao corporativismo foram dois fatores para que esses crimes não viessem à tona antes e a impunidade fosse regra.

Já na música, mais especificamente no rock, esses casos vieram à tona com maior frequência em diversas fases da história.

Ian Watkins

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Um dos casos recentes e mais chocantes envolve o vocalista do Lostprophets. Em dezembro de 2013, Ian Watkins foi condenado a 35 anos de prisão por abusar de crianças.

O músico admitiu ter tentado estuprar um bebê de 11 meses com a ajuda da mãe, além de conspirar com uma segunda mãe para abusar de sua filha pequena. Ao ser questionado sobre os casos, o roqueiro não mostrou nenhum pingo de arrependimento durante o julgamento.

Em investigações posteriores, ficou provado que Ian estava envolvido ainda em outros crimes envolvendo menores de idade e bebês. Ao todo, ele recebeu 13 acusações de abuso sexual infantil.

Gary Glitter

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Gary Glitter foi preso continuadas vezes por pedofilia. Na Inglaterra, em 1997, ele foi detido por possuir material com conteúdo pedófilo e em 1999, foi para cadeia por abuso infantil. Ele foi solto de uma prisão vietnamita em 2008 e foi preso novamente em 2012 pelo mesmo motivo.

Chuck Berry

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Um dos criadores do rock, Chuck Berry já foi processado por 59 mulheres que descobriram que ele tinha instalado uma câmera no banheiro feminino de seu restaurante no Missouri. Uma delas era menor de idade. Berry cumpriu seis meses de prisão. Em sua defesa, Berry disse que a câmera tinha a finalidade de flagrar um funcionário roubando.

Roy Harper

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Cantor que colaborou com o Led Zeppelin, em 2013, quando tinha 72 anos, ele foi acusado por crimes contra uma menina de 12. Mas segundo a BBC, o caso aconteceu entre 1975 e 1977 e a adolescente teria sido abusada nove vezes.

Jimmy Page (Led Zeppelin)

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Em 1970, o guitarrista da banda se relacionou durante três anos com uma groupie de 14 anos. Lori Madoxx foi sequestrada pelo empresário do cantor. "Jimmy me disse que vai ter você quer você queira ou não. Então não se mova, ou eu vou machucar você", disse o empresário, segundo relato de Madoxx em livro.

Nelly

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Em outubro deste ano, o cantor foi preso após ser acusado de abusar de uma mulher dentro do ônibus que transportava sua equipe. O crime teria acontecido enquanto o ônibus em que o cantor viajava em turnê estava parado num shopping de Auburn.

R.Kelly

r. kelly Muito além de Hollywood: na música, casos de assédio e estupro também são comuns

Também em 2017, o cantor R.Kelly foi denunciado por aprisionar mulheres no porão e fazer cultos religiosos com elas. As supostas vítimas, no entanto, dizem que não estavam nos imóveis do músico contra a vontade.

 

 

 

Publicado em 25/10/2017 às 14h14

Pioneiro do rock, Fats Domino abandonou a fama porque refeições das turnês eram ruins

FatsDomino Mezz Pioneiro do rock, Fats Domino abandonou a fama porque refeições das turnês eram ruins

Um dos pilares da criação do rock'n roll nos anos 40, Fats Domino, que morreu nesta quarta (25) foi um dos principais artistas dos Estados Unidos na história e emplacou 37 músicas no top 40 das paradas.

Nascido em 1928, em Nova Orleans, ele se destacou inicialmente com o hit The Fat Man, que é considerado até hoje como uma das primeiras músicas que trazia o carcaterístico piano ritmado do rock.

Nas três décadas em que esteve no auge, rodou o país apresentado sucessos como Ain't That a Shame e My Girl Josephine.

Na fase em integrou o casting da Imperial Records, lançou 60 singles ao todo, sendo que 2/3 deles foram sucesso nas rádios e de vendas. Mas a sorte do cantor começou a mudar em 1962, quando a gravadora foi vendida e ele ficou sem lançar nada até que a ABC-Paramount Records o contratasse no ano seguinte.

No entanto, essas mudanças não agradaram o músico. Primeiro porque ele precisou deixar a cidade natal para começar a gravar em Nashville. A companhia também exigiu que ele trocasse o produtor e parceiro de composição Dave Bartholomew por Felton Jarvis, que mudou completamente sua música.

O resultado dessas mudanças foi o começo de uma fase decadente para Fats. Dos 11 singles que ele lançou no período, apenas um chegou ao top 40.

Apesar disso, a década de 70 foi repleta de shows para o músico, que continuou lotando os locais por onde passou.

Mas, cansado de ter baixa remuneração nas apresentações, nos anos 80 Fats tomou a decisão de parar de excursionar e voltar a morar em sua mansão na periferia de New Orleans.

Fã convicto de comida e da culinária creole, Fats chegou a comentar que o fato de se alimentar mal na estrada também contribuiu para que ele deixasse de viajar para outros estados.

Nem mesmo o convite de tocar na Casa Branca e a indicação ao Hall da Fama do Rock modificaram a ideia dele de viver recluso em seu bairro, por onde era visto constantemente passeando em um Cadillac rosa.

Em 2005, no entanto, Fats deu um susto nos fãs. Com a aproximação do furacão Katrina, ele se recusou a abandonar a própria casa, pois teria dificuldade em transportar a esposa enferma.

Após o desastre natural, mídia chegou a cogitar que ele estivesse morto. Mas em 1º de setembro daquele ano, a CNN reportou que Fats Domino foi resgatado por um helicóptero da guarda costeira. Apesar disso, ele e a família perderam tudo e tiveram que reconstruir a casa em que moravam.

Em reconhecimento à obra e bravura de Fats, o presidente George Bush substituiu a medalha que ele havia recebido de Bill Clinton, em 1998, e a Capitol Records enviou novos discos de ouro pra ele.

Nos últimos anos, o músico ainda realizou shows pelo estado da Lousiana e participou de eventos para a recuperação de Nova Orleans. Apaixonado pela cidade e pelo Estado natal, ele passou praticamente os últimos 40 anos saindo bem pouco dali, apenas quando precisava trabalhar e quando se mudou para Harvey.

A perda dessa figura icônica, excêntrica e marcante pode não significar muito para os mais jovens. Mas são poucos os músicos que são considerados como fundadores e criadores de um estilo tão importante como o rock, além de influenciar gente como Paul McCartney, Elton John e Willie Nelson.

Dos criadores do rock, agora poucos ainda estão vivos. Na verdade, apenas dois deles: Little Richard, que está aposentado e sofre com dores no nervo ciático, e Jerry Lee Lewis, que também saiu de cena. O rock não morreu, mas seus criadores, quase todos, sim.

Publicado em 24/10/2017 às 11h29

Marília Mendonça, Sorocaba e Tato estão entre compositores que mais lucraram em festas juninas

16142276 1445151555529492 8626174825896552778 n1 Marília Mendonça, Sorocaba e Tato estão entre compositores que mais lucraram em festas juninas

Em 2017, o Ecad distribuiu durante o período de festas juninas quase R$ 4,5 milhões em direitos autorais para compositores, intérpretes, músicos, editores e produtores fonográficos.

O valor total distribuído em 2017 foi 15,5% maior do que o repassado em 2016. Gonzagão ainda lidera o ranking de autores com maior rendimento, pelo 11º ano consecutivo, seguido de Tato, Mario Zan, Dominguinhos e Zé Dantas.

Entre as músicas mais tocadas nos festejos tradicionais, estão canções típicas como Festa na roçaO sanfoneiro só tocava issoEu só quero um xodóQuadrilha brasileira e Asa Branca.

Considerados penetras dessa festa, o sertanejo, funk e pop também marcam presença no top 20 do ranking de shows, com as músicas Você Partiu meu CoraçãoVidinha de BaladaLoka e Despacito.

No mesmo segmento de música ao vivo, Sorocaba, Dorgival Dantas, Gonzagão, Matheus e Petrúcio Amorim garantem as cinco primeiras posições do ranking de autores.

No topo da lista das músicas mais tocadas, o sertanejo dominou com as canções Vidinha de baladaEu sei de corTô solteiro de novoMeu coração deu PT e Seu Polícia.

Autores com maior rendimento em shows de festas juninas
1 - Sorocaba
2 - Dorgival Dantas
3 - Gonzagão
4 - Matheus
5 - Petrúcio Amorim
6 - Thales Lessa
7 - Tato
8 - Thallys Pacheco
9 - Accioly Neto
10 - Bell Marques
11 - Marília Mendonça
12 - Tierry Coringa
13 - Nando Cordel
14 - Alceu Valença
15 - Junior Angelim
16 - Juliano Tchula
17 - Filipe Escandurras
18 - Moacyr Franco
19 - Caco Nogueira
20 - Renato Moreno

Músicas mais tocadas em shows de festas juninas

1 - Vidinha de balada (Nicolas Damasceno/Rafa Borges/Larissa Ferreira/Diego Silveira)
2 - Eu sei de cor (Elcio Di Carvalho/Junior Pepato/Danillo Dávilla/Larissa Ferreira)
3 - Tô solteiro de novo (Romim Mata/DJ Ivis)
4 -  Meu coração deu PT (Renato Moreno/Paula Mattos)
5 - Seu polícia (Junior Angelim)
6 - O nosso santo bateu (Matheus/Thallys Pacheco)
7 - A dama e o vagabundo (Renato Moreno/Rodrigo Mell)
8 - Aquele 1% (Benício Neto/Vinícius Poeta)
9 - Sosseguei (Thallys Pacheco)
10 - 50 reais (Waleria Leão/Alex/Maykow Melo/Naiara Azevedo/Bruno Mandioca)
11 - Assiste aí de camarote (Barros Neto/Jota Reis)
12 - Telefone mudo (Franco/Peão Carreiro)
13 - Eu só quero um xodó (Dominguinhos/Anastácia)
14 - Vou dar virote (Shylton/Gabriel do Cavaco)
15 - 10% - (Gabriel Agra/Danillo Dávilla)
16 - A mala é falsa (Bruno Mandioca/Maykow Melo/Thales Lessa)
17 - Te assumi pro Brasil (Tierry Coringa/Matheus/Filipe Escandurras/Kauan/Daniel Silveira)
18 - Olha a explosão (MC E-Z)
19 - Decide aí (Matheus/Filipe Escandurras/Felipe Oliver)
20 - E essa boca aí (Rafa Borges/Thiago Rossi/Nicolas Damasceno/Thales Lessa)

 Autores mais tocados em festejos populares, escolas, eventos de igrejas

1 - Gonzagão
2 - Tato
3 - Mario Zan
4 - Dominguinhos
5 - Zé Dantas
6 - Lamartine Babo
7 - Alceu Valença
8 - Humberto Teixeira
9 - João Silva
10 - Palmeira
11 - Antônio Barros
12 - Luiz Fidélis
13 - Petrúcio Amorim
14 - Alberto Ribeiro
15 - Anastácia
16 - Accioly Neto
17 - Rita de Cássia
18 - Dorgival Dantas
19 - Cecéu
20 - Thallys Pacheco

Fonte: ECAD

Publicado em 23/10/2017 às 08h47

Justin Timberlake deveria recusar convite para o Super Bowl depois do que fez com Janet Jackson

2004 Super Bowl XXXVIII Janet Jackson Justin Timberlake Justin Timberlake deveria recusar convite para o Super Bowl depois do que fez com Janet Jackson

Janet Jackson jamais poderia prever que o seu mamilo seria responsável por abalar a carreira e reputação definitivamente.

Ao se apresentar no Super Bowl em 2004 com Justin Timberlake, o cantor puxou parte do figurino de Janet e revelou um dos seios dela ao vivo, em um evento assistido por quase 100 milhões de pessoas no mundo todo.

O caso se transformou no assunto mais comentado por semanas e Janet Jackson, que durante duas décadas havia atingido o posto de principal cantora negra norte-americana, viu sua fama e relevância artística ser questionada.

Pode parecer exagerado, mas a opinião pública dos Estados Unidos nunca mais perdoou a irmã de Michael Jackson e até seus clipes passaram a ser menos exibidos na MTV logo na sequência.

E mais do que isso: desde então, qualquer CD lançado por ela fracassou nas paradas e não teve espaço na imprensa. Claro que Janet é uma cantora com uma base de fãs já envelhecida e seria superada como diva por gente mais nova como Rihanna e Beyoncé de qualquer maneira durante a década de 2000. Porém, entre perder espaço de forma natural e se tornar persona non grata no seu País por "pagar peitinho" tem uma certa diferença.

E se levar em consideração a forma conservadora como a indústria tratou o caso, fica óbvio que a nudez de Janet afetou sim tudo que ela fez posteriormente.

E Justin Timberlake nessa história? Bom, embora ele tenha se desculpado publicamente pelo ato que desencadeou uma caça às bruxas contra Janet, a atitude do músico nos bastidores foi a menos elegante possível. Talvez a palavra certa para rotular o que ele fez seria "desprezível".

Isso porque Janet era amiga pessoal de Justin. Quando o ex-N'Sync saiu em carreira solo, ela topou participar de uma das músicas do disco Justified para dar uma força para o rapaz que estava começando.

E o que Justin fez para retribuir esse gesto? Nunca mais falou com Janet após expor suas partes íntimas em rede nacional e nem citou o caso publicamente em nenhuma entrevista desde então.

Além disso, a cantora foi banida do evento para sempre, enquanto Justin já voltou a cantar por e acaba de receber um novo convite para se apresentar no intervalo do Super Bowl em 2018.

É bem triste notar que esse caso teve pesos e medidas diferentes. O cantor foi perdoado. A cantora, vetada eternamente. Não à toa, parte da mídia nos Estados Unidos ainda trata esse como um dos maiores exemplos de racismo e machismo velado que se tem notícia por lá.

O Twitter, no entanto, não perdoou Justin por aceitar o novo convite para cantar no Super Bowl em 2018. A falta de bom senso do cantor impressiona. Não importa se passou 13 anos. O mínimo que ele poderia fazer para se redimir era recusar esse convite.

Seria o mais justo com Janet. Seria o mais justo com ele também. E seria a forma que ele encontraria para protestar contra o Super Bowl por ter proibido a presença da cantora no evento após a infelicidade de ter um de seus seios exposto ao vivo. Mas a sensibilidade que Justin tem como compositor de baladas românticas parece não funcionar quando ele precisa lidar com situações reais.

Publicado em 21/10/2017 às 01h00

De Alok a Tom Jobim: Deezer divulga lista dos cantores brasileiros mais ouvidos no exterior

alok e demi lovato De Alok a Tom Jobim: Deezer divulga lista dos cantores brasileiros mais ouvidos no exterior

A Deezer divulgou os artistas nacionais mais ouvidos fora do Brasil no mês de setembro.

A lista com os 30 nomes mais populares no exterior surpreende pela diversidade e ecletismo.

Além dos grandes nomes da música pop atual, aparecem no ranking Tom Jobim (5º), a pianista Eliane Elias (6ª) e Astrud Gilberto (2ª). A presença dos três, aliás, prova a força que o jazz e a bossa nova ainda têm mundo afora.

Mas no topo, nada de novo: o líder de streamings no exterior é o DJ Alok. A surpresa maior é o 4º lugar atingido por MC Kevinho, representante do funk melhor posicionado na lista.

Focado em garantir uma carreira internacional, Anitta aparece em 8º lugar, logo atrás do Sepultura, único representante do rock no top 30.

Gênero mais ouvido no Brasil, o sertanejo perde força lá fora, mas não deixa de ser ouvido. Gusttavo Lima, Michel Teló, Henrique e Juliano, Luan Santana, Jorge e Mateus, Marília Mendonça, Maiara e Maraisa e Zezé Di Camargo e Luciano garantem a presença do estilo em outros países.

O samba, no entanto, está desprestigiado no streaming. Nenhum artista do gênero aparece no ranking. Alexandre Pires fica na 30ª posição, mas a carreira solo do canto tem uma perfil mais romântico. Veja a lista completa

1. Alok
2. Astrud Gilberto
3. Roberto Carlos
4. Mc Kevinho
5. Antônio Carlos Jobim
6. Eliane Elias
7. Sepultura
8. Anitta
9. Seu Jorge
10. Sérgio Mendes & Brasil ´66
11. Caetano Veloso
12. Gusttavo Lima
13. Luan Santana
14. Michel Teló
15. Sérgio Mendes
16. Natiruts
17. MC Fioti
18. Gilberto Gil
19. Henrique & Juliano
20. João Gilberto
21. Jorge Ben
22. Jorge & Mateus
23. Wesley Safadão
24. Marília Mendonça
25. MC G15
26. Bebel Gilberto
27. Vanessa Da Mata & Ben Harper
28. Maiara & Maraisa
29. Zezé Di Camargo & Luciano
30. Alexandre Pires

 

Publicado em 19/10/2017 às 01h00

John Mayer está para o blues como Luan Santana está para o sertanejo

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John Mayer se apresenta em São Paulo (18), Belo Horizonte (20), Curitiba (22), Porto Alegre (24) e Rio de Janeiro (27). Os ingressos estão quase todos esgotados, apesar dos preços questionáveis de sempre.

Aos 40 anos, o músico chega por aqui com status de ser um dos americanos que ainda mantém o blues vivo. Mas uma ouvida rápida e superficial dos principais hits dele deixa claro que ele está para o blues, como Luan Santana está para o sertanejo.

Basicamente, a carreira de Mayer foi construída em cima de músicas pop radiofônica e açucaradas de fácil consumo. Em outras palavras: easy listening, muzak ou sucessos perfeitos para serem incluídos nas trilhas sonoras internacionais das novelas e nas rádios ambiente de supermercados e lojas de departamento.

A mesma linha seguida por gente como Dave Matthews e James Blunt. Não são músicos necessariamente ruins. Mas são tão pouco surpreendentes que até cansam.

Mas Mayer foi além desses. Ele também quis vender no pacote do blueseiro o perfil de ser um compositor sensível e que entende a alma feminina em suas letras. Durante uns dez anos, isso até funcionou. Principalmente com o músico se relacionando com as mulheres mais cobiçadas do pop, como Taylor Swift e Katy Perry.

Mas quando ele deu uma entrevista dizendo que seu órgão sexual era um supremacista branco, a máscara caiu. Mas só entre ativistas do feminismo e do movimento negro. Para o fã clube, um desgosto inicial e discordância. Mas, sinceramente, pouco abalou a fama dele.

Apesar de só reproduzir conceitos do "blues adulto contemporâneo" que gente como Eric Clapton já fez de forma mais bem sucedida nos anos 80 e 90, Mayer goza de certo prestígio até mesmo entre blueseiros antigos.

O próprio Clapton já tocou ao lado dele, assim como B.B. King.

Esse reconhecimento por parte de nomes consagrados fez com que ele mostrasse que poderia ter ido além como artista se tivesse seguido o caminho do disco Continuum (2006). Nesse álbum, ele não fica preso ao blues pop e abre espaço para o soul e o funk, sem que isso o tornasse em um artista hermético. E verdade seja dita: ali ele mostra o quanto é um bom guitarrista.

Porém, essa é uma tática comum entre artistas mais pop: sempre que seu talento for questionado, lance um disco que cale ou afague os críticos. E depois continue sua trajetória. Às vezes dá certo, como deu com Mayer. Após esse disco ele foi respeitado não só por músicos, mas por críticos e não perdeu nenhum fã por ter "ousado".

Mas desde então, quase nada que Mayer faz sai da zona de conforto. Foi só um parênteses mesmo. E ele continuou o caminho de perdígio do blues que nunca tocou blues mesmo.

O problema é que esse papel de salvador de um gênero é falso e não condiz com o que se espera de música pop. Isso porque estilo nenhum está precisando ser salvo, já que a cultura pop evolui, se transforma ou recicla o que é sucesso certeiro (caso do próprio Mayer).

Esse discurso só serve para atender a demanda reprimida de ouvintes que não conseguiram se adaptar ao que é feito na atualidade. E é esse o nicho que Mayer soube explorar melhor que outros músicos da sua geração, como John Legend e Ben Harper.

Portanto, não espere mais novidades de Mayer. Se ele puder reciclar e explorar o quanto puder a sonoridade Antena 1 do pop rock blueseiro, ele fará eternamente. E nada vai mudar a aceitação dele daqui por diante. Mayer tem um status que não será abalado nem pelas desastrosas opiniões que dá. Nem pelas roupas duvidosas que usa. E nem por críticas sobre sua acomodação enquanto músico que tem recursos para ir além.

 

 

 

Helder Maldonado

Sou Helder Maldonado, escrevo sobre música, cinema e teatro desde 2006. Atualmente trabalho como repórter do R7. Tive passagens pelo IG, Revista SUCESSO e publicações da Editora Escala. Este blog surgiu com o intuito de revelar as novidades do showbusiness e criar matérias e análises especiais sobre o mercado do entretenimento.

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