la et ms post malone 20161216 Conheça Post Malone, o rapper branco de dread que se tornou o artista mais ouvido dos EUA

Post Malone é o novo queridinho do rap americano. Aos 22 anos, o músico nascido em Syracuse, Nova York, acaba de chegar ao topo das paradas da Billboard com o single Rockstar, dueto com 21 Savages.

O rapper tem apenas dois anos de carreira e começou despretensiosamente, lançando faixas pelo SoundCloud em 2015.

Mas tudo mudou quando, em 2016, Justin Bieber o convidou para abrir os shows da turnê Purpose, que durou quase um ano.

Desde então, ele viu sua fama crescer e outros ídolos da música se mostraram interessados em fazer parcerias com ele. Com essa exposição, Post Malone já garantiu duetos com o próprio Bieber em Deja Vu, Quavo (Congratulations), Khalid (Homemade Dynamite), além de 50 Cent e e Kanye West.

Além da música, ele tem chamado atenção pelo visual. Com um cabelo longo, dreads, tranças e uma dentadura grillz nos dentes, virou febre entre as crianças e fantasias com a sua cara tem batido recordes de vendas nos Estados Unidos para o Halloween.

Mas esse estilo também causa polêmicas. Desde que surgiu com o sucesso de White Iverson, que chegou ao número 3 das paradas da Billboard em 2016, ele é acusado de apropriação cultural e de ser beneficiado pelo privilégio de ser branco no rap (acusação enfrentada anteriormente por Vanilla Ice, Beastie Boys e Eminem, com a diferença que os últimos dois são realmente bons).

No entanto, para Rob Stevenson, produtor da gravadora que lançou o primeiro disco do músico, Stoney, o sucesso dele é parecido com o de Donald Trump: quanto mais o atacam por coisas que poderiam prejudicá-lo, mais ele cresce.

O primeiro álbum dele também teve recepção agridoce. Se por um lado é um sucesso comercial, por outro já foi rotulado pela crítica como um lixo derivativo.

E de fato não traz muita inovação. A maioria das músicas parece uma versão de Hotline Bling, do Drake. Por isso não é nem de longe o melhor disco de rap lançado em um ano que teve American Teen, de Khalid, Painting Pictures, de Kodak Black, Damn, de Kendrick Lamar, e o terceiro álbum do duo Run The Jewels. Mas estar no topo das paradas nunca teve a ver com isso.