original Em 40 anos, brinquedos de Star Wars geraram o dobro do lucro atingido com os filmes

Star Wars é uma máquina de levar lucro para o caixa da Disney e, anteriormente, da LucasFilms e da Fox. Mas as produtoras e estúdios de cinema ficam em papel secundário quando se trata de dinheiro. É na venda de brinquedos inspirados na franquia que está a verdadeira mina de ouro.

A nova série documental da Netflix, Os Brinquedos que Marcaram Época, revela que esses artigos geraram US$ 14 bilhões de faturamento em 40 anos, o que é o dobro do que os filmes renderam nos cinemas e no mercado de vídeo doméstico.

E o sucesso desses produtos foi totalmente involuntário. Seis meses antes do primeiro filme da franquia ser lançado no cinema, a equipe de George Lucas ainda procurava uma empresa interessada em fabricar miniaturas dos personagens. Mas nenhuma das mais populares queria assumir esse risco.

Com negativas de Mattel e Hasbro, eles encontraram na quase obscura Kenner (futuramente comprada pela Hasbro), de Cinccinatti, a empresa que assumiria uma das linhas de brinquedo mais bem-sucedida da história.

Apesar do tempo contra eles, a empresa conseguiu entregar as primeiras remessas de produtos nas lojas poucos meses após Star Wars se transformar na maior bilheteria de todos os tempos do cinema.

Mas se em 78, quando os primeiros bonecos chegaram às prateleiras, o público alvo eram as crianças, 40 anos depois, as coisas mudaram. As mesmas crianças daquele período continuam a comprar os artigos, mas agora como adultos focados no colecionismo, outro aspecto que é mostrado na série.

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Mas Star Wars não é o único negócio bilionário do ramo de brinquedos. Comandos em Ação, Barbie, He-Man, Transformers, Star Trek, Hello Kitty e as peças de LEGO também estão entre os assuntos abordados nessa primeira temporada.

Segundo o diretor Brian Volk-Weiss, o objetivo não era mostrar o impacto que estes brinquedos tiveram nas pessoas e na sociedade, mas antes focar nos próprios produtos. No entanto, o resultado é misto.

Impossível falar sobre Barbie e não fazer um paralelo sobre a evolução das mulheres e do feminismo na sociedade. Ou mesmo mostrar como He-Man foi um brinquedo que acidentalmente se tornou em desenho animado e fez com que todos os programas infantis posteriores fossem desenvolvidos tendo em mente os produtos licenciados que poderiam gerar.

"Na minha cabeça tinha esta ideia do Monte Rushmore. Nós queríamos os grandes brinquedos no nosso Monte Rushmore". Ao todo, foram feitas 309 entrevistas em vários países para contar as histórias destas marcas e produtos.

Na possibilidade de uma segunda temporada, o diretor já disse que gostaria de contar as histórias dos Power Rangers, Tartarugas Ninja, Batman e Super-Homem, dos brinquedos do MC Lanche Feliz do RPG Dungeons & Dragons.