Publicado em 15/08/2017 às 11h21

Com disco pop, dançante e criticado, Arcade Fire tem tudo para ser o novo Coldplay

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O Arcade Fire lançou um disco ruim? É o que o mundo está dizendo. Ok, talvez não seja a pior coisa feita em 2017. A verdade é que o projeto frustrou as expectativas de parte do público e da crítica.

Afinal, trata-se de uma das bandas mais aclamadas dos anos 2000, com três CDs elogiados no currículo: FuneralNeon Bible e The Suburbs. E Everything Now fica muito aquém desses projetos, soando de forma derivativa. Parece até outra banda. Mas não de forma elogiosa. A intenção de criar algo mais pop e dançante talvez tenha tido como inspiração o Talking Heads ou Peter Gabriel.

Porém, o resultado ficou parecido com um disco mais lento do Imagine Dragons ou qualquer uma dessas bandas que parecem feitas por publicitários para emplacar músicas em comercial de loja de departamento e do jogo Fifa.

Apesar da recepção mista, a banda não tem do que reclamar. O disco atingiu o topo das paradas britânicas. O que talvez prove que deixar de fazer discos relevantes para enveredar por caminhos mais pop, como Coldplay e U2 já fizeram, seja uma saída para quem acumula anos de estrada.

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Nessa mudança de caminho, o Arcade Fire entendeu que não adianta agradar o público novidadeiro a todo custo. Acontece que até a vontade e a inspiração de se superar simplesmente podem nem existir mais. Basta ver os últimos trabalhos dos Strokes para perceber como uma banda que já foi apontada como salvação dor rock pode se perder e ficar irrelevante em três ou dois discos.

E tem outra coisa. Se a banda tem mais de dez anos, parte do público ávido por exclusividade vai se desinteressando à medida que o grupo se torna algo parecido com um clássico. É nesse momento que, mercadologicamente, uma das alternativas é assumir que o melhor é cativar quem ainda gosta de você e se tornar acessível para as rádios. Com essa abordagem, o Arcade Fire pode virar um novo Coldplay, que quanto mais eletrônico e pop fica, mais se afasta dos admiradores iniciais. A relevância entre os fãs exigentes pode acabar aos poucos, mas as grandes turnês, segundo os números conquistados desde o lançamento, aparentemente estarão garantidas.

 

Publicado em 31/07/2017 às 11h48

Clipe de Anitta seria melhor se fosse gravado nos Lençóis Maranhenses com direção do Kondzilla

major lazer anitta pabllo vittar sua cara Clipe de Anitta seria melhor se fosse gravado nos Lençóis Maranhenses com direção do KondzillaMuita expectativa foi criada para o lançamento do clipe da música Sua Cara, parceria entre Anitta e Pabllo Vittar com produção do Major Lazer. Nunca antes na internet brasileira, fãs e haters de um cantora pararam tudo que estavam fazendo para ver um lançamento no YouTube.

Gravado no Marrocos, o vídeo era aguardado como um novo Thriller, Californication ou Justify My Love. Não é para menos. A cantora prometeu que entregaria um clipe inovador. Ou pelo menos acima da média.

Mas o resultado final é, no mínimo, decepcionante em vários aspectos. Com uma edição desleixada e uma montagem que não faz sentido, Sua Cara mistura referências demais e não cumpre nem o papel de contar uma história e nem de ser um projeto abstrato com certo valor artístico.

Em menos de três minutos, o vídeo mistura imagens de pilotos de quadriciclo no deserto, closes nas partes íntimas de Anitta e Pabllo com aquela técnica de zoom rápido usado no Domingo Legal nos anos 90 e rápidas imagens de Diplo mostrando o tanquinho.

A parte mais marcante porém, é a que traz a cantora fazendo dança do ventre com um top cropped da Adidas, num mix de referências que deixaria qualquer analista de pós-modernidade confuso sobre se houve ou não a tão temida apropriação cultural, inimiga declarada de qualquer lacre.

Aliás, a locação no deserto do Saara não influenciou em nada o resultado final do vídeo, que poderia ter sido gravado nos Lençóis Maranhenses com direção de Kondzilla tranquilamente. E ainda ficaria melhor.

Aliás, até a música poderia soar menos genérica e derivativa se, em vez de ter sido feito na linha de montagem do trio Major Lazer, recebesse produção de ícones brasileiros do pop/funk como Dennis DJ e Pereira Detona Funk.

Mas apesar de estar longe de ser a melhor coisa que Anitta fez na carreira, isso no fundo não vai afetar o projeto dela de se transformar em estrela internacional (nem que seja apenas na América Latina).

É inegável: Anitta cresceu muito. E como qualquer ícone, vai cometer erros e amargar fracassos. Faz parte do jogo. E costuma ser saudável e uma espécie de aprendizado, inclusive. A questão é que música para dançar e pop de consumo rápido também podem ser memoráveis e não apenas um acessório irrelevante no contexto da lacração.

Madonna, Cher e Beyoncé comprovam isso. Anitta poderia aprender com elas a tentar ser sempre referência e não apenas mais uma diva pop com músicas sem identidade e que poderiam ter sido gravadas por qualquer cantora, como os últimos três lançamentos dela. Afinal, quem consegue superar esse desafio no pop, dura mais de uma geração. Do contrário, a fama vai até seu último fã sair da casa dos pais. No máximo.

 

Publicado em 28/07/2017 às 00h00

Justin Bieber e a eterna dificuldade de ser um popstar adolescente

justin Justin Bieber e a eterna dificuldade de ser um popstar adolescente

Justin Bieber reconhece que fazer sucesso muito cedo não é saudável e nem recomendável. Em entrevista à revista Billboard, em 2015, ele comentou que preferia ter conhecido a fama após ter virado adulto. "Algumas coisas acabaram com a minha confiança nas pessoas. Situações acontecem e mancham a sua mente. Comecei a ficar muito emotivo, achava que as pessoas estavam me julgando o tempo todo. Eu saí vivo, mas estava prestes a deixar a fama me destruir", disse à época.

Não é à toa, que a trajetória do cantor seja marcada por polêmicas e altos e baixos. A notícia bombástica mais recente do músico foi a decisão de cancelar 15 shows da turnê Purpose, que já dura dois anos. Nesse período, Bieber pretende descansar e se dedicar à religião, já que ele tem frequentado a igreja pentecostal Hillsong, que atrai diversos jovens e hipsters em mais de 15 países.

Esse novo direcionamento impressionou quem ainda tem em mente um Bieber que se envolve em brigas de bar e é banido de países por se envolver em encrencas e pequenos delitos. Mas observando o que ele já dizia há dois anos, fica claro que o músico ensaiava alguma atitude desse tipo há anos. "Olhe as estatísticas, quantos astros adolescentes cederam e acabaram ficando loucos. É porque é um estilo de vida horrível", declarou, quase como um pedido de socorro.

Isso, inclusive, coloca mais uma incógnita na história: será que Bieber volta a ser um cantor pop ou vai enveredar pela música gospel de agora em diante? A mídia estrangeira cogita até que o cantor estaria com a intenção de abrir a própria unidade da igreja, em algum lugar ainda não revelado, e ser uma espécie de patrono mundial da Hillsong, assim como tom Cruise é da Cientologia.

Porém, essa mudança repentina na carreira não é exclusividade do músico. Outros nomes que se destacaram bastante na infância e adolescência, não conseguiram continuar fazendo o que os tornou famosos. Recentemente, Aaron Carter, irmão de Nick, do Backstreet Boys, foi abordado pela polícia por supostamente dirigir embriagado e sob efeito de maconha, que ele usa com receitas médicas contra a ansiedade. Desde que estourou como cantor no início dos anos 2000, tem sido assim a vida de Aaron, que mistura prisões, discos fracassados, esquecimento e experiências de quase morte.

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Mas talvez o caso mais emblemático do tipo seja o de Macaulay Culkin, ator mirim mais festejado e famoso da história de Hollywood. O astro, que começou a carreira no fim dos anos 80, acabou tendo uma vida que poderia ser transformado em um roteiro mais emocionante que qualquer filme que ele vier a ser escalado com o recente anúncio de retomada de carreira. Culkin praticamente gabaritou na prova da ex estrela mirim que se torna garoto problema: foi preso, lutou contra o vício, foi flagrado com a aparência lamentável e esteve envolvido em projetos artísticos que não deram em absolutamente nada. Ao menos deve ter sobrado grana da fama dos anos 90 para bancar esse estilo de vida.

O deslumbramento causado pela fama conquistada muito cedo transforma esses astros em adultos problemáticos e, em vários casos, fracassados. Basta lembrar que no início dos anos 2000 qualquer pessoa apostaria que Lindsay Lohan seria uma estrela incontestável no cinema e na música. E hoje ela nem sequer é lembrada como artista. No fim, ser um sucesso tão jovem acaba sendo uma forma para estruturar a família financeiramente (que não raro fica com parte relevante do que a criança ganha sem consentimento, como já vimos em diversos exemplos).

O artista mesmo, se transforma apenas em um ícone que o público que invariavelmente vai falhar, desistir ou definhar publicamente em algum momento. Talvez para se prevenir disso, Bieber pretenda abandonar o cenário antes de se tornar mais uma vítima da fama precoce. As declarações que deu em 2015 sinaliza isso. E nem há como criticá-lo, se for o caso.

 

Publicado em 26/07/2017 às 00h00

Ed Sheeran representa, sozinho, 10% das vendas da indústria musical britânica

ed sheeran Ed Sheeran representa, sozinho, 10% das vendas da indústria musical britânica

A obra de Ed Sheeran divide opiniões. Os fãs adolescentes não admitem qualquer crítica ao cantor, porém os críticos não compreendem tamanho êxito do ruivinho de 26 anos.

Independente da opinião que se tenha sobre ele, é impossível ignorar que, sozinho, o compositor tem causado impacto mercadológico relevante na indústria musical, em especial no Reino Unido.

Ed, sozinho, representa 11% do consumo de música por lá. 16 das 20 músicas de seu novo disco, Divide, atingiram o top 20 de plataformas de streaming como Spotify e iTunes na época do lançamento. Sozinho, o álbum é o produto cultural mais vendido no Reino Unido, com 2 milhões de unidades. Logo em seguida, surge o filme Star Wars: Rogue One, assistindo por 1,8 milhões de pessoas.

Além disso, o êxito do disco ajudou a gerar o primeiro aumento de vendas físicas em discos no Reino Unido em uma década. Em 2017, o setor cresceu 2,5%. Além de Ed, por lá há ainda outro responsável por isso: a volta do consumo de discos de vinil, mídia que cresceu 37% nesse primeiro semestre.

Quando Divide foi lançado, Ed Sheeran atingiu o topo também das paradas na Estados Unidos, Alemanha, Irlanda, Itália, Holanda, Nova Zelândia e Suécia.

E existe toda uma mística e identificação a respeito do sucesso do cantor. A imagem de Ed causa empatia em quem o admira. Afinal, ele está longe de parecer um popstar tradicional. A imagem que vende é de uma pessoa normal, acessível e até um pouco desleixada, que faz com que o fã acredite que também pode chegar lá.

Mas não é bem assim. Ed pode de fato ser talentoso para criar hits. Mas não surgiu do nada. Filho de um curador de arte e de uma design de jóias, o compositor se destacou inicialmente como compositor de trilhas e músicas para outros artistas. Impressionado com o talento, Elton John o contratou para o selo Rocket Music.

E se Elton enxergou alguma coisa na produção dele, é porque realmente existe. Mesmo que não seja tão claro assim. Mas é impossível ignorar que a música dele conseguiu ser o exemplo de algo que não agride ninguém e que sequer é muito notada quando toca como som ambiente em restaurantes ou bares. Faça o teste.

É mais ou menos o caminho seguido por Bryan Adams nos anos 80 e 90, só que ainda mais inofensivo e nada surpreendente. E, diferente do canadense, o inglês se transformou em um mega artista na era do streaming. Hoje é possível ser gigante e mesmo assim ser um mero desconhecido para a maioria das pessoas. Bryan Adams viveu o auge das vendas físicas e dos sucessos ditados pelas rádios. Impossível não conhecer uma música dele, até porque não existiam alternativas.

Sheeran também gera muitas críticas e observações pertinentes, inclusive de gente de dentro da indústria. Morrissey, que não poupa ninguém, não acredita que exista algo pior no pop do que ele. "É muito raro que uma gravadora faça algo pelo bem da música. Assim, somos alimentados com força, com Ed Sheeran e Sam Smith, o que pelo menos significa que as coisas não podem piorar. É triste , No entanto, não há nenhuma espontaneidade agora, e tudo parece ser inabalável", detonou o ex-líder do Smiths.

E não é de hoje que a música britânica é dominada por cantores pop românticos. James Blunt também dominou as paradas do Reino Unido seguindo estilo parecido com o de Sheeran.

Mas o reinado dele, pelo que se vê em shows es estádio lotado ao redor do mundo, deve persistir por mais tempo que o de seus antecessores. No entanto, é pouco provável que Ed vá arriscar perder o trono das paradas para fazer música menos derivativa, ainda que ele possa ter recursos para isso. Apesar da falta de imaginação na produção dele, a indústria agradece. E investe nele e na divulgação da imagem de bom moço de Ed. Quando se trata de grana, o importante é não mexer no que tem dado resultados (muito) bons para uma indústria que perdeu o protagonismo até para a de games ao redor do mundo.

 

Publicado em 22/07/2017 às 00h00

Chester Bennington foi o último rockstar a dialogar e entender os anseios da adolescência

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O Linkin Park pode não representar nada para quem já passou dos 40 anos ou despreza bandas com grande popularidade. Mas para quem foi adolescente o início dos anos 2000, eles foram o icônicos.

Com 70 milhões de álbum vendidos pelo mundo, o sexteto californiano conquistou o coração da juventude e também o ódio dos headbangers, que os consideravam muito "leves", "comerciais" e "pop".

Ao surgir com o aclamado e ultra popula Hybrid Theory, lançado há 17 anos, eles apresentaram uma mistura de rap, efeitos eletrônicos e heavy metal em singles que alternavam momentos de agressividade e calmaria. Essa mistura, que já havia sido testada por outras bandas nos anos 90, é o que fez muita gente se aproximar do heavy metal em um período onde o gênero começava a se tornar conservador e sem renovações estéticas.

A interação dos vocais de Chester Bennington e Mike Shinoda são uma parte interessante do estilo de música do Linkin Park, com Bennington sendo considerado o vocalista principal e um dos berros mais lembrados do rock e Shinoda, como "vocalista rapper"

Além da parte instrumental e técnica, é preciso ressaltar que as letras de Chester Bennington, morto nessa semana, e Mike Shinoda dialogavam abertamente com um público que enfrentava os anseios e dúvidas comuns à adolescência.

Bennington descreveu o processo de composição do primeiro álbum para a revista Rolling Stone, em 2002. E fica claro que tudo foi baseado em experiências pessoais.

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"É facil cair naquela cilada — 'pobre de mim, pobre de mim', é dai que canções como Crawling vem: 'Eu não posso me aguentar'. Canções como essa falam sobre assumir a responsabilidade pela sua situação. Em 'Crawling', eu não falo 'você' em nenhum momento. É sobre eu ser o motivo de estar como estou. Tem alguma coisa que me agarra e me puxa para baixo", comentou à época, já dando sinais de um certo incômodo com a própria existência.

Até por falar com esse público e tentar dar resposta a ele, músicas da banda foram incluídas em trilhas sonoras no cinema e os clipes não saíram da programação da MTV por anos. Essa fase inicial também rendeu prêmios do Grammy e no VMA para a banda. O sucesso ainda foi repetido com o segundo disco, Meteora, que incluía hits como Faint e Breaking the Habbit.

Com o amadurecimento da geração que cresceu com o Linkin Park, a banda foi mudando e também perdeu a relevância que conquistou nos primeiros cinco anos. Não que tenha se tornado obsoleta ou decadente. Longe disso. Mas mesmo os integrantes passaram a se envolver em projetos paralelos, como o Dead by Sunrise, banda solo de Chester.

Shinoda, por sua vez, colaborou com o Depeche Mode na remixagem de Enjoy The Silence, além de montar o Fort Minor. Os próximos projetos do Linkin Park, que estrearam bem nas paradas, já traz a banda flertando cada vez mais com a música eletrônica e se distanciando do nu metal. Esses projetos são marcados pelo peso, mas não nas guitarras e sim nas ambientações soturnas.

A mudança de direcionamento foi arriscada, mas com uma recepção positiva entre os fãs, que continuaram lotando estádios para ver o Linkin Park onde quer que fosse. No festival Maximus, que aconteceu no Brasil em maio, 40 mil pessoas lotaram Interlagos para assistir principalmente a banda.

Headliner de uma noite que ainda tinha o Slayer, o grupo viu uma plateia recheada de adolescentes que enfrentaram as rodas de pogo e o 2 horas do trash metal do jurássico grupo americano. Nas redes sociais, essa experiência foi tratada com ironia à época. Posts de jovens que perderam a mãe nessa confusão que precedeu a apresentação do Linkin Park viralizaram nas redes.

Com esses prints que invandiram as redes sociais, ficou claro que o Linkin Park ainda dialogava com os jovens após quase 20 anos de existência. Um feito no mínimo relevante, principalmente num momento onde jovens dão preferência para divas pop e astros do rap e funk como representantes dos seus anseios. O que prova que Chester Bennington foi o último rockstar a dialogar e entender os anseios da adolescência e nunca perdeu essa essência.

Publicado em 21/07/2017 às 00h00

Conheça Terry Kath, do Chicago, o guitarrista que Jimi Hendrix dizia ser melhor que ele

Kath Conheça Terry Kath, do Chicago, o guitarrista que Jimi Hendrix dizia ser melhor que ele

A banda Chicago não chega a ser desconhecida no Brasil, mas também está longe de ser uma das mais populares por aqui. Hits como If You Leave Me Now, Hard To Say I'm Sorry e You're The Inspiration fizeram muito sucesso nos anos 80 e ainda hoje tocam frequentemente em rádios adultas, como Alfa FM e Antena 1.

O que pouca gente sabe é que o grupo, que ficou marcado pelas baladas românticas, é extremamente popular nos Estados Unidos e teve início no fim dos anos 60, como uma banda que revolucionou a cena com uma mistura de rock pesado e instrumentos de sopro habitualmente utilizados no jazz.

Formado na cidade de mesmo nome por estudantes de música, fizeram parte do movimento contra-cultural de Illinois e estrearam com um ambicioso disco duplo em 1969, quando ainda atendiam pelo nome de Chicago Transity Authority.

O álbum se destacou principalmente pelo trabalho do vocalista e guitarrista Terry Kath, que tinha a capacidade de cantar, tocar a base e os solos da música, numa coordenação invejável até mesmo para músicos profissionais.

Chicago Documentary 2 Conheça Terry Kath, do Chicago, o guitarrista que Jimi Hendrix dizia ser melhor que ele

Não à toa, um dos maiores admiradores do líder do Chicago à época era ninguém menos que Jimi Hendrix. Segundo declaração de Walt Parazaider, saxofonista da banda, no documentário Now More Than Ever (disponível na Netflix),  o lendário guitarrista foi assistir uma apresentação do grupo e rasgou elogios. "Walt, os metais soam como pulmões. E o seu guitarrista é melhor que eu", teria dito Hendrix naquela ocasião.

Logo em seguida, ele convidou a banda para abrir seus próximos shows. A parceria se tornou em uma turnê que fortaleceu o nome do Chicago nos Estados Unidos.

Se Terry foi maior que Hendrix, isso é subjetivo. Mas a verdade é que nos anos posteriores, ele provou que era elogiado pelo talento e não sem razão.

Em 25 or 6 to 4, um dos primeiros sucessos da banda, o músico executa um solo de guitarra que foi considerado um dos mais técnicos do período.

Em Free Form Guitar, presente no primeiro álbum do Chicago, Terry experimenta uma técnica que ficaria bastante popular posteriormente com Eddie Van Hallen: o tapping com duas mãos (onde as cordas são marteladas com os dedos).

Além do desempenho como instrumentista, Terry foi admirado por gente como Chris Cornell como um grande vocalista, inclusive de baladas, entre elas Colour My World.

Muitos músicos contemporâneos acreditam que ele pode ter sido um dos músicos mais subestimados da geração. Opinião que foi emitida por exemplo por Joe Walsh, do Eagles. Jeff Lynne, da Electric Light Orchestra, comenta que ele foi o guitarrista mais rápido que já viu.

No documentário que conta a trajetória dessa banda que teve 21 sucessos no top 10 norte-americano, ao menos existe a tentativa de fazer justiça ao legado de Terry e colocá-lo na posição que sempre deveria ter ocupado: a de um herói da guitarra influente até hoje.

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Apesar de ter acumulado uma década de sucesso ininterrupto no início da trajetória do Chicago, Terry teve um final pra lá de trágico e inusitado. Em 1978, durante uma brincadeira com um amigo, o músico disparou um tiro acidental contra a própria cabeça com uma arma que ele acreditava estar descarregada. Terry tinha apenas 31 anos e deixou a esposa e uma filha de dois anos.

Apesar de perder a principal referência da banda, o Chicago continuou com substitutos de Terry na guitarra e revezando integrantes originais no vocal. A fase posterior da banda, no entanto, foi marcada por muitas trocas de formação, desavenças entre os integrantes e surpreendentemente ainda mais sucesso.

Nessa época, eles ficaram marcados pelas baladas melosas cantadas por Peter Cetera, o que também modificou o público do Chicago. Ao notar o quanto se destacava com os hits que levavam sua voz, Cetera logo abandonou o grupo para seguir carreira solo, que ficou marcada principalmente pela música Glory of Love, trilha sonora de Karate Kid II.

 

 

Publicado em 18/07/2017 às 00h00

Spotify é acusado de criar artistas falsos em playlists temáticas

3048852 poster p 1 spotify discover Spotify é acusado de criar artistas falsos em playlists temáticasDesde 2016, veículos de  imprensa no exterior têm observado que artistas que aparecem em playlists criadas pelo Spotify, não existem fora da plataforma de streaming.

Ao perceber isso, sites como Music Business Worldwide passaram a sugerir que a empresa estaria criando artistas falsos para lucrar em cima da relevante quantidade de execuções que uma lista temática do Spotify proporciona.

A empresa, no entanto, nega que esteja envolvida em um esquema de criação de artistas falsos. Em nota oficial emitida ao The Independent, a plataforma diz que não age como gravadora e que o repasse de direitos é realizado para o responsável pelo fonograma. "Não remuneramos nós mesmo", garantem.

Mark Mulligan, um dos especialistas em mercado que notou a inexistência desses artistas fora do Spotify, disse à BBC que a empresa pode estar comissionando terceiros para produzir este tipo de conteúdo. Em troca, eles pagariam royalties menores para os autores. "Pode ser uma maneira criativa sobre como o Spotify está tentando não pagar por toda a música que toca", comenta Mulligan

spotify Spotify é acusado de criar artistas falsos em playlists temáticas

Essa seria uma alternativa para finalmente começar a obter lucro. Apesar de existir há dez anos e ser o líder em plataforma de streamings, o Spotify ainda é deficitário.

A maioria desses artistas que não existem estão em playlists seguidas por milhões de pessoas, como Ambient Chill, Peaceful Piano, Piano In The Background, Deep Focus, Sleep, Ambient Chill  and Music For Concentration.

Fora do Spotify, no entanto, nomes como The 2 Inversions, com 10 milhões de execuções por lá, não tem nenhum registro na internet. Não há página oficial no Facebook, Twitter ou canal no YouTube. Um hitmaker que muita gente ouviu, mas que não existe.

Os 50 principais artistas que seguem essa característica no Spotify somam nada menos que 500 milhões de streaming na plataforma. Isso geraria um pagamento de cerca de R$ 10 milhões em direitos autorais nos Estados Unidos.

Além de música autoral que seria feita disfarçadamente pelo Spotify, uma prática na plataforma é também incluir covers de músicas famosas nessas playlists.

Segundo o Music Business Worldwide, nesse caso, os artistas fakes concordariam com margens insanamente baixas para criar a versão do hit, o que seria inegociável com uma banda de verdade. Conheça os principais artistas fantasmas do Spotify e veja o tamanho do sucesso deles na plataforma

Amity Cadet (9.2m)
Gabriel Parker (24.9m)
Charlie Key (23.6m)
Ana Olgica (23.5m)
Lo Mimieux (22.3m)
Mbo Mentho (10.3m)
Benny Treskow (14.9m)
Greg Barley (21.4m)
Relajar (13.4m)
Jeff Bright Jr (15.8m)
Mayhem (10.2m)
Novo Talos (17.2m)
Advaitas (7.4m)
Clay Edwards (4.7m)
Benny Bernstein (9.6m)
Enno Aare (17.1m)
Amy Yeager (5.7m)
Otto Wahl (27m)
Piotr Miteska (26.7m)
Leon Noel (2.7m)
Giuseppe Galvetti (2.7m)
Caro Utobarto (1.2m)
Risto Carto (1.7m)
Karin Borg (24.2m)
Hultana (3.2m)
Hiroshi Yamazaki (8.6m)
Milos Stavos (7.1m)
Allysa Nelson (4.3m)
They Dream By Day (16.2m)
Evelyn Stein (14.3m)
Józef Gatysik (10.4m)
Jonathan Coffey (480k)
Pernilla Mayer (4.2m)
Hermann (11.8m)
Aaron Lansing (11.3m)
Dylan Francis (6.5m)
Christopher Colman (509k)
Sam Eber (1.6m)
Fellows (3.3m)
Martin Fox (2.5m)
Deep Watch (4.8m)
The 2 Inversions (10.3m)
Bon Vie (4.7m)
Wilma Harrods (5.3m)
Antologie (5.8m)
Heinz Goldblatt (513k)
Charles Bolt (32.4m)
Samuel Lindon (11.8m)
Tony Lieberman (2.5m)
Mia Strass (8.9m)

Publicado em 17/07/2017 às 00h20

Cantores e bandas mais ouvidos nos Estados Unidos são anônimos no Brasil

georgestrait 620x400 Cantores e bandas mais ouvidos nos Estados Unidos são anônimos no Brasil
O mercado musical norte-americano é o maior do planeta. Além de contar com um público interno que consome bastante, ainda tem o privilégio de ser popular também no exterior. Sendo assim, normal que os discos mais vendidos na história venham principalmente de lá.

Mas mesmo que não contasse com esse êxito fora do seu território, a música norte-americana seria bem sucedida apenas com o interesse dos próprios cidadãos.

(more...)

Publicado em 13/07/2017 às 00h30

O rock morreu porque se tornou conservador e acomodado

243274 O rock morreu porque se tornou conservador e acomodado

Em meados dos anos 90, algumas rádios paulistanas instituíram que 13 de julho começaria a ser o dia Internacional do Rock. A data não foi escolhida por acaso: ela remete ao festival Live Aid, que aconteceu nesse mesmo dia no ano de 1985. Apesar da megalomania da palavra "internacional" na efeméride, ela só é comemorada no Brasil mesmo. E ironicamente, desde que isso passou a existir, o estilo só perdeu espaço nas rádios e no circuito de shows. E não foi só por aqui. Isso é uma tendência mundial.

Não é uma tarefa fácil detectar os motivos que fizeram o gênero perder tanta relevância assim. O que não se pode desprezar, contudo, é que estamos falando de um gênero com 60 anos de existência. Para uma nova geração, soa tão cafona e ultrapassado como bossa nova ou chorinho soava para quem cresceu nos anos 80 e 90.

Mesmo Kurt Cobain, considerado o último grande rockstar, está morto há mais vinte anos. É um ícone bem distante para um millenial bombardeado diariamente por novidades do funk, do pop e de subcelebridades no YouTube e Spotify. Eles mal conseguem assimilar a produção atual, quanto mais buscar tudo o que já foi feito antes. E nem há interesse também. É um mundo novo, com novas formas de consumo e onde o rock não se adaptou completamente, apesar de ainda existir com certa força, principalmente fora do Brasil.

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Mas se for levar em conta os feitos do gênero nas duas últimas décadas, é claro como o pop e o hip hop no exterior, e o funk e o sertanejo aqui, roubaram completamente o protagonismo. Para ter uma ideia, pouco discos do estilo chegaram ao topo da Billboard desde os anos 2000 e se mantiveram lá por mais de uma semana: Hybrid Theory, do Linkin Park, e o homônimo álbum da banda Daughtry, que aqui no Brasil não conhecemos, são alguns deles.

As coisas mais relevantes que chegaram ao mainstream no mesmo período por aqui foram Los Hermanos, que apresentou uma proposta diferente esteticamente, e as bandas da cena emo/hardcore, como Fresno, NxZero e CPM 22, que souberam atingir ao topo no melhor estilo "faça você mesmo". E isoladamente, a Pitty. Mas isso tudo teve seu auge há quase uma década. Desde então, só pequenos êxitos populares, como o surgimento da banda Malta.

Aliás, a banda Malta como um dos últimos respiros populares por aqui, prova o porquê do rock ter perdido a preferência dos jovens e do recorte mais transgressor e subversivo da população. Desde o fim dos anos 90, o que se percebe é que um gênero que representava movimento de resistência cultural, de contestação, foi se transformando cada vez mais em refúgio de conservadorismo e acomodação.

Basta ouvir um disco inteiro da Malta - o que eu não recomendo - e perceber que não soa diferente de nenhuma banda gospel ou dupla sertaneja romântica. Comparação semelhante pode ser realizada no exterior, onde os expoentes são o Coldplay na Inglaterra e o Nickelback e Avenged Sevenfold nos Estados Unidos. Ou seja: grupos que pouco ou nada adicionaram na renovação estética de um estilo que cada vez mais vive de emular o passado num eterno saudosismo cíclico.

A mídia também tem sua parcela de culpa ao tentar, a todo custo, descobrir uma nova salvação para o rock e simplesmente ignorar outras coisas interessantes e subversivas que surgiram em vertentes diferentes. Isso foi a norma, principalmente no início dos anos 2000, quando a imprensa em geral vivia um período de negação e inventava uma nova salvação do rock por semana. A maioria, a gente nem se recorda mais, tipo Jet, The Vines ou The Hives.

Algumas tiveram certo sucesso, mas não cumpriram esse papel de salvador, como Strokes, Kings of Leon, Muse, Queens Of The Stone Age, Foo Fighters, Arctic Monkeys, Franz Ferdinand, White Stripes e Libertines. Até hoje, elas mantém um fio de esperança entre os mais otimistas. Mas salvar mesmo, não salvou nada, pois não ajudaram a cria cenas e movimentos musicais relevantes. Talvez tenham até acelerado a percepção de que, salvo raras exceções, não há muito mais muito a fazer.

Coldplay4 O rock morreu porque se tornou conservador e acomodado

Isso porque inovação mesmo - e isso só foi notado com quase dez anos de atraso -  estava no hip hop, na música eletrônica, no pop e no funk. Foi só quando a mídia abandonou de vez essa busca pelo novo salvador do rock, que ficou claro que os jovens já haviam deslocado o interesse por outros sons e a vanguarda musical há anos não era mais baseada em guitarra, baixo e bateria.

Mas a pergunta clichê é: o rock vai morrer? Não tão cedo. No exterior, festivais do gênero continuam bem e muitas bandas e produtoras se organizam para criar eventos onde possam continuar tocando e excursionando. Alguns desses músicos mantém empregos formais paralelamente. Paciência. São novos tempos. Pouca coisa interessante esteticamente tem sido produzido nesses circuitos, mas é invejável o esforço dos músicos em continuar na ativa mesmo sem o interesses de grandes gravadoras e do público dominante.

Por aqui, a independência também revela poucas e boas bandas, mas a maioria está longe de fazer rock, como o Metá Metá. Ou pelo menos o rock que os tradicionalistas esperam ouvir. Felizmente, produtores de festivais brasileiros notaram já há alguns anos que reclamar de falta de espaço na mídia não ia adiantar nada se eles não se organizassem independentemente para trabalhar com música. No entanto, quem reclama da falta de produção no estilo, costuma desconhecer o que tem sido feito nesse circuito. E se conhecesse, não ia gostar também.

Esse é o tipo de pessoa que espera que a salvação do rock apareça num grande programa de auditório emulando a Legião Urbana para que ela não precise fazer esforço nenhum em conhecer coisas novas e nem para se adaptar a um som diferente. Nesse comodismo, vai continuar ouvindo Tiago Iorc e Henrique e Juliano involuntariamente. Ou pior: banda de motoclube que só copia tudo que já foi feito por outras bandas.

Já os nossos dinossauros dos anos 80, vivem basicamente de shows que parecem baile da saudade ou em eventos corporativos. E claro: de reclamar a perda de espaço. 30 anos após o auge, ícones desses período reclamam que o País e a música mudou. Estranho seria se tivesse tudo igual. E que ainda fossem os preferidos dos adolescentes. Garanto que na juventude, nenhum desses músicos ouvia Nelson Gonçalves e Vicente Celestino, que é o que basicamente o que se tornaram para quem nasceu da segunda metade dos anos 90 pra cá.

 

Publicado em 07/07/2017 às 00h30

Lobão se coloca na posição de vítima em livro que detona Chico e Caetano

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Existe um comportamento comum que se repete nas diversas fases da vida e da carreira de Lobão: ele sempre se coloca no papel de vítima. E nessa condição, cria factoides para combater inimigos que inventa, mas que sequer se importaram com a existência do roqueiro, como Chico Buarque (que, se perguntado, não deve ter certeza se Lobão está vivo ou não).

Essa paranoia de perseguição e síndrome de autoimportância estão presentes no novo livro do músico, Guia politicamente incorreto dos anos 80 pelo rock. Com quase 500 páginas, o projeto serve basicamente para Lobão descontar frustrações e detonar seus alvos prediletos desde que começou a carreira: Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Milton Nascimento e, claro, Herbert Vianna.

Nos 15 capítulos da obra publicada pela editora Leya em parceria com Leandro Narloch, o cantor destila veneno sobre a obra de Chico, avaliando discos do cantor sem nenhum embasamento crítico. Ópera do malandro é rotulado como uma "das mais memoráveis lambanças estético-musicais". Já o samba-enredo Vai passar (Chico Buarque e Francis Hime, 1984), é é avaliado "um sambinha muito do mequetrefe", apenas por que sim.

Essas observações reforçam ainda mais a vontade de causar polêmica gratuita de Lobão, já que álbuns de Chico Buarque nada têm a ver com a história do rock oitentista.

Outro que recebe inúmeras críticas nas páginas do livro é Herbert Vianna, eterno desafeto de Lobão, e pelo menos um compositor de rock mesmo. Na biografia 50 Anos a Mil, o cantor já havia acusado o líder do Paralamas de imitar seu estilo de cantar e se inspirar demais em nomes de músicas dele (como a coincidência entre os sucessos Me Chama e Me Liga).

 Lobão se coloca na posição de vítima em livro que detona Chico e Caetano

Basicamente, em todas as críticas Lobão coloca a culpa em alguém por um eventual fracasso ou sugere que foi boicotado por algumas pessoas da indústria, como Chico e Caetano. O irônico dessa vitimização eterna de Lobão é que o músico parece esquecer que ele mesmo já foi um popstar foi beneficiado por gravadoras, esquemas para tocar em rádio e até mesmo leis de incentivo, quando montou a revista e selo Outra Coisa.

Esse papel de outsider da música nacional não faz sentido principalmente se os números da carreira dele forem levados em conta. Só na década de 80, vendeu mais de 1 milhão de discos. Nos anos 90, o sucesso foi menor, mas seus álbuns mais experimentais (Nostalgia da Modernidade, Noite e A Vida é Doce) tiveram boa aceitação de público e crítica.

Esse êxito não é desprezível, principalmente se for levar em conta que a essa década foi ingrata para quase todo o rock nacional surgido nos anos 80. Ou seja, se Lobão continuasse a fazer o que sabe de melhor, que é música, não estaria na internet criando teorias sobre seu atual fracasso como artista (que, aliás, ele já declarou ser causado de perseguição política, numa autoestima invejável).

Mas nem tudo são críticas negativas no livro. Sobre os amigos, ele rasga seda. E assim, não faltam observações positivas sobre Julio Barroso e Cazuza. O único problema aqui é que as análises não são criteriosas ou rigorosas do ponto de vista técnico. Mas não importa. Essa parte não pode ser desprezada da análise, pois prova que em quase 40 anos de carreira, o cantor só conseguiu manter carinho e respeito por quem infelizmente já morreu.

 

Helder Maldonado

Sou Helder Maldonado, escrevo sobre música, cinema e teatro desde 2006. Atualmente trabalho como repórter do R7. Tive passagens pelo IG, Revista SUCESSO e publicações da Editora Escala. Este blog surgiu com o intuito de revelar as novidades do showbusiness e criar matérias e análises especiais sobre o mercado do entretenimento.

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