Luiza Possi apareceu no Ídolos, pela primeira vez, em 2010, como jurada convidada. Sua participação foi tão autêntica que, um ano depois, a cantora se juntou ao trio fixo na bancada do programa e agora é uma das responsáveis por decidir o futuro dos jovens talentos que aparecem no reality. Carinhosa com os participantes, musical por natureza, objetiva em suas colocações e dona de um olhar que vai até a alma das pessoas, Luiza Possi é a terceira entrevistada do blog do Ídolos 2011. Confira!

1. Quais são os seus ídolos?
Meus ídolos na música são Prince, Michael Jackson, Maria Bethânia, minha mãe – Zizi Possi – The Beatles etc. Enfim, sou eclética, sempre escutei tudo. Amo um grupo feminino chamado "As Vozes Búlgaras".
2. Qual o “não” mais difícil que você já deu?
Os piores nãos são aqueles em que a pessoa não está sequer imaginando, ela não conta com aquela possibilidade do não; então a frustração é maior. Quando você vê que a pessoa depositou a esperança de solucionar todos os problemas da vida no Ídolos e recebe um não, o mundo acaba naquele instante. Mas, na verdade, não acaba por ai: é só um não para aquele caminho, naquele momento. É destino.
3. O que é preciso para ser um ídolo?
Para ser um ídolo é preciso ser referência e não seguir uma tendência promessa de sucesso. É preciso surpresa, reinvenção e escrever uma linda história que, no fim, certamente será contada para as próximas gerações.
4. Quais as dificuldades de ser um jurado do programa?
É difícil esse papel de ficar julgando, definindo os futuros bem na minha frente, sem ser arrogante. Eu preciso estar num papel de dizer a verdade para alguém que quer muito só uma resposta. Acontece que, na maioria das vezes, tenho que dizer o que ele não quer escutar; então tenho que dizer da melhor maneira possível. Estou aprendendo a não pré-julgar ninguém, coisa inerente a qualquer ser humano, né? Tenho na cabeça que qualquer pessoa que entra por aquela porta poderá ser um colega meu daqui a pouco. Todos merecem muito respeito.
5. Quais os erros mais comuns que os candidatos cometem?
Tem uma coisa estranha que percebo e acabo falando muito disso no programa: um sotaque extremamente americanizado para canções nossas, tão brasileiras! Não sei que "escola" é essa, nem da onde vem tamanha influência, só sei que não funciona. Cada idioma tem um sotaque e uma entonação especifica.
6. Como é trabalhar ao lado dos outros dois jurados?
É bom. Já tenho muita intimidade com o Rick, que conheço e com quem já trabalhei há muito tempo – e durante muito tempo. E o Marco é uma figura! Ele é hilário!
7. Já se arrependeu de ter reprovado alguém?
Acho que já. E também de ter passado! Mas é por isso que somos três: o veredito nunca é de um único alguém. Existe esse balanço, e se os três se arrependerem juntos, pedimos para a pessoa voltar. Com dúvida, não ficamos jamais.
8. Como é conciliar o Ídolos com a carreira musical?
Uma loucura insana (risos). Estou me preparando para o DVD, que será no dia 29 de abril, no Citibank Hall, em São Paulo. Além disso, estou fazendo shows pelo Brasil e gravando o programa. Sou dona de casa e, nas horas vagas, tento dormir umas seis horas. Mas vai dar certo! Eu sei que vai. No meio do caminho ainda teve a gravação da canção Desculpe O Auê para a novela Rebelde.
9. E como é ser a única mulher do júri? Há algo especial?
Ah, eles [Marco Camargo e Rick Bonadio] ficam me zoando o dia inteiro! Fora do ar, é claro (risos)! É especial, sim. Estou entre dois homens fortes, com opiniões e personalidades muito claras e definidas e tenho que me impor ali, tomar as rédeas do meu posto. Na verdade, estou ali representando toda uma classe que vem se impondo ao longo de muitos anos e conquistando a igualdade de direitos: nós, mulheres.
10. O que te diferencia dos outros jurados?
Tudo! Sou cantora, intérprete, vejo a arte e a música com outros olhos. Sou mulher, isso já diz muito! Tenho muito cuidado com os candidatos, mas sem ser piegas! Enfim, somos os três muito diferentes, ufa!
Confira Também:
- Entrevista com Marco Camargo
- Entrevista com Rick Bonadio