images 14 Saída da Band do Brasileirão é outro 7 x 1 para o futebol

A saída da Band da principal transmissão do futebol brasileiro representa um grande baque para a modalidade.

É mais um 7X1 para o nosso futebol. Vai abalar as estruturas dos times e chacoalhar o setor.

A emissora resolveu abandonar a transmissão do Campeonato Brasileiro. É o fim de uma parceria de anos com a Globo, que dividia os direitos do evento com a Band há dez temporadas.

Além de reduzir as opções de entrega para o espectador, principalmente aqueles que odeiam Cléber (Machado) e Galvão, a saída da Band representa uma mudança imensa no negócio futebol na TV.

Já em crise, os times brasileiros terão um repasse menor pela transmissão sem a Band no pacote. Também terão uma exposição muito menor de sua marca e de seus patrocinadores.

Menos exposição, menos empresas querendo investir nos times.

Sem o Brasileirão, do que serão alimentados os programas de Milton Neves e Renata Fan na Band?

Além de mexer na estrutura interna da emissora, abandonar a transmissão do principal campeonato de futebol do país complica a situação dos clubes.

E a Globo não deve achar uma outra parceira de transmissão na TV aberta tão rápido. Os custos operacionais são grandes e a rede que divide os jogos tem de exibir as mesmas partidas da Globo.

Em época de crise de anunciantes, a conta não fecha. Não há patrocinadores suficientes para o mesmo jogo em dois canais abertos.

A Globo gasta mais de R$1 bilhão com os direitos de transmissão do evento.

Isso sem contar que a audiência só cai. Na Band, o Brasileirão não passa da casa dos 5 pontos e na Globo, fica entre na casa dos 17 pontos. O campeonato marcava 27 pontos de média há dez anos.

Procurada, a Band diz que o agravamento da crise econômica impediu a emissora de prosseguir com esse licenciamento, a partir da temporada 2016.
Globo e Band reiteram que essa decisão foi tomada em comum acordo e dentro do mais elevado espírito de cooperação que caracteriza seu relacionamento de muitas décadas e que prossegue em outros eventos esportivos e institucionais.

Para a Globo, a transmissāo sozinha não é um bom negócio pois pesa mais nos cofres e ainda dá margem para acusações de monopólio.

Na Band,os profissionais do esporte já estão apreensivos. Passada a Olimpíada, o futuro do jornalismo esportivo do canal é incerto.

Seria impensável anos atrás o "canal do esporte" deixar uma transmissão assim.

Luciano do Valle, eterno entusiasta das transmissões esportivas na Band, ficaria arrasado.

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