robbie 1024x583 Com final fraca,  X Factor sofre com falta de talentos e empolgação

Cristopher Clark foi o grande vencedor da noite

Tá faltando cantor novo no mercado?

Com tantos programas de talentos por aí, não vai demorar para sentirmos a escassez de estrelas ainda sem brilho à espera de serem reveladas. Opa. Já estamos sentindo isso.

Na noite desta quarta-feira (23), chegou ao fim a edição brasileira do "X Factor", competição de cantores, exibida pela Band.

Apesar de bombar nas redes sociais, na TV aberta o programa não empolgou: ficou na casa dos 2,5 pontos, chegando muitos dias a assustar a Band, com médias abaixo dos 2 pontos. A expectativa é que o programa chegasse a médias na casa dos 4 ou 5 pontos.

A final marcou prévia de 2,4 pontos. Muito fraco. Ficou em quarto lugar atrás de Globo, com 16,3 pontos, Record, com 9,8 pontos e SBT, com 7,6 pontos.

Cada ponto equivale a 69 mil domicílios na Grande SP.

Investimento alto, bons patrocinadores, formato de sucesso mundo afora... Mas os candidatos... Ah, esses não impressionaram, não comoveram, não arrebataram a plateia.

O cantor Cristopher Clark, da categoria 'Adultos', foi o grande vencedor da primeira temporada do 'X Factor Brasil'.

A cantora Jenni Mosello ficou em segundo lugar. O grupo Ravena terminou a atração em terceiro.

Com um visual meio Robbie Williams, Cristopher, 43, errou muitas notas, perdeu o fôlego algumas vezes, mas foi realmente o mais talentoso da noite.

Cantando “Stone Cold” de Demi Lovato, o candidato surpreendeu com alguns agudos, mas não emocionou. Foi bem e ponto.

Talvez tenha sido esse um dos grandes problemas da atração: a falta de candidatos que provocassem verdadeiras guerras entre torcidas nas redes sociais, expectativa na audiência, dividissem as opiniões e virassem assunto no dia seguinte, na escola, na rua, no trabalho das pessoas.

Ninguém falou, torceu, vibrou com a edição brasileira do reality. Quando digo ninguém, falo da maioria de nós mortais, que perdemos tempo discutindo em filas de banco ou no café os barracos do "Big Brother" ou da "Fazenda", que contamos o final da novela, que falamos da roupa da Claudia Leitte no 'The Voice'.

Reality é isso. Só dá certo se render assunto no dia seguinte.

Não ouvi falarem do "X Factor Brasil" por aí. Vocês ouviram?

Não, a Band não escolheu mal. Acho que realmente faltam talentos a serem lapidados. A Record já teve suas incursões nesse gênero de programas (Ídolos), SBT e Globo passearam e ainda passeiam por esses formatos, e agora a Band entrou nessa. Será que ainda há algum grande fenômeno musical brasileiro a ser descoberto no susto?

Não falo de voz. Sei que há centenas, milhares de vozes maravilhosas e desconhecidas espelhadas pelo país. Falo de um candidato a ídolo de fato, um novo Luan Santana, uma nova Anitta, sei lá...

Para a próxima temporada - a Band fará uma nova edição do reality em 2017 - jurados e até apresentadora podem ser trocados.

Juro que não sei se esse é o problema real do programa.

O jeito é torcer para que uma Susan Boyle brasileira ainda esteja ainda adormecida por aí, à espera do dia que vai assustar o Simon Cowell da vez.

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