pepa Peppa Pig entra na mira de ONG que protege direitos das crianças

Peppa Pig é líder de audiência e de licenciamentos no mercado infantil

Sucesso na TV paga no canal Discovery Kids, a animação "Peppa Pig" também tornou-se uma mina de ouro em licenciamentos.

A personagem possuí uma linha imensa de produtos com sua marca, que vai de brinquedos de todos os tipos a alimentos e creme dental. É também a rainha da pirataria, com artigos falsificados dos mais variados tipos.

Mas um desses produtos chamou a atenção do Instituto Alana, que atua protegendo os direitos da criança e do consumidor.

O projeto Criança e Consumo, por meio do Instituto Alana, enviou uma carta à empresa farmacêutica Nunesfarma, detentora da marca ‘Laboratório Nesh’, que em 2016 lançou o ‘suplemento vitamínico NeshVit Peppa Pig’.

O medicamento, que a empresa afirma conter as necessidades diárias de 10 vitaminas essenciais para as crianças, é anunciado no site da marca e nas redes sociais da personagem infantil Peppa Pig como sendo o “mais divertido do mercado”.

A carta enviada pelo projeto Criança e Consumo alertou a Nunesfarma sobre a existência de legislação no Brasil que proíbe a publicidade dirigida ao público infantil e sobre as graves consequências da exposição de crianças à comunicação mercadológica a elas dirigida, inclusive pela utilização de personagens infantis que se comunicam de forma eficiente e direta com as crianças.

Para o Instituto, a propaganda da vitamina chama a atenção das crianças por conta da Peppa Pig, estimulando a compra utilizando da mesma. E vitamina só pode ser tomada se receitada por médicos. Em excesso, ou sem necessidade, ela pode fazer mal à saúde.

“Diante do fato de que o NeshVit Peppa Pig busca atrair a atenção das crianças ao consumo de um medicamento por meio da associação a uma personagem bastante conhecida por elas, enviamos um documento à empresa com nossas considerações sobre suas ações de comunicação mercadológica. Esperamos promover a reflexão da marca sobre os efeitos nocivos da publicidade abusiva dirigida ao público com menos de 12 anos de idade, de forma a incentiva-la a cumprir as normas legais de proteção à infância”, explica Ekaterine Karageorgiadis, advogada do Instituto Alana.

A empresa ainda não se manifestou sobre o assunto.

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