galvao7 Em queda e sem brasileiros nas pistas, F1 pode perder Galvão Bueno

Desde a estreia de Emerson Fittipaldi na F1, com a Lotus, no dia 18 de julho de 1970, no GP da Grã-Bretanha, o Brasil sempre teve pelo menos um representante na F1.

No GP da Austrália de 2018, o primeiro da próxima temporada, será a primeira vez que o país não terá piloto no grid desde então, portanto há 48 anos ininterruptos.

Há quase cinco décadas a TV não via isso acontecer. E a 'novidade' preocupa.

A F1 vem enfrentando queda de audiência e perdendo espaço e importância na Globo ano a ano. Os treinos quase não são mais exibidos. As corridas não são todas narradas in loco. A Globo cortou viagens e regalias do time de Galvão Bueno.

Mas, mesmo com a perda de plateia desde a morte de Ayrton Senna (1994), a F1 nunca tinha ficado sem representantes brasileiros. 2018 será a primeira vez em muito tempo.

Nesses 48 anos, os pilotos brasileiros conquistaram oito títulos mundiais, 2 com Emerson, 3 com Nelson Piquet e 3 com Ayrton Senna.

A temporada 2017 chegou ao fim com audiência na casa dos 9 pontos. Em 2000, já sem Ayrton, a F1 marcou 17 pontos. O interesse da audiência pelo competição de automobilismo praticamente caiu pela metade. Uma perda de 47% neste período.

Sendo assim, Galvão Bueno, dono de um dos maiores salários da TV brasileira (cerca de R$ 5 milhões mensais), já se prepara para se afastar de vez das narrações da F1. Esse processo já foi iniciado. Galvão já não narra mais todas as corridas como antes.

A emissora também planeja diminuir ainda mais as narrações feitas in loco (em vários países) e reduzir a equipe reservada para a cobertura da modalidade. Nomes tarimbados como Reginaldo Leme estão preocupados com esses cortes.

Em tempo, antes do Emerson, o Brasil já teve um piloto na F1, Chico Landi, que entre 1951 e 1956 disputou seis GPs. Como sei tanto sobre a história da F1? Graças ao meu amigo Livio Oricchio, que manja tudo, tudo mesmo de automobilismo!

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