Publicado em 28/08/2014 às 03:00

Homem agride e dopa jovem para levá-la em viagem

mao mulher getty images 600 Homem agride e dopa jovem para levá la em viagem

O protagonista de Dias Perfeitos, de Raphael Montes, é Téo, um jovem e solitário estudante de medicina que divide seu tempo entre cuidar da mãe paraplégica e dissecar cadáveres nas aulas de anatomia. Num churrasco a que vai com a mãe contrariado, Téo conhece Clarice, uma jovem de espírito livre que sonha tornar-se roteirista de cinema.

Clarice está escrevendo um road movie de nome Dias perfeitos. O texto ainda está cru, mas ela já sabe a história que quer contar: as desventuras de três amigas que viajam de carro pelo País em busca de experiências amorosas.

Téo fica viciado em Clarice: quer desvendar aquela menina diferente de todas que conheceu. Começa, então, a se aproximar de forma insistente.

Diante das seguidas negativas, opta por uma atitude extrema: desfere um golpe na cabeça dela e, ato contínuo, sequestra a garota.

Elabora então um plano para conquistá-la: coloca-a sedada no banco carona de seu carro e inicia uma viagem pelas estradas do Rio de Janeiro - a mesma viagem feita pelas personagens do roteiro de Clarice.

Dias Perfeitos tem clima sombrio e claustrofóbico, personagens em tensão permanente e diálogos afiados. Angustiante e repleto de reviravoltas, o livro é uma história de amor obsessivo e paranoico.

dias perfeitos raphael monstes ligia braslauskas livro 600 Homem agride e dopa jovem para levá la em viagem

Dias Perfeitos

278
R$ 35 (impresso)
R$ 24,50 (e-book)
Editora Companhia das Letras

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Publicado em 27/08/2014 às 03:00

Você se sente sozinho? Saiba, você não é o único

sozinha solidao getty images 600 Você se sente sozinho? Saiba, você não é o único

Imagine abrir os classificados de um jornal e se deparar com um anúncio bastante inusitado, de uma jovem buscando amigos? O que parece um ato comum hoje nas redes sociais, onde muitos buscam companhia virtual, causou furor na década de 1980 entre os leitores de O Estado de S. Paulo.

Em setembro de 1982, Lúcia Ribeiro, de forma anônima, despertou a curiosidade de muitos ao se declarar uma “mineira solitária” em busca de amigos em São Paulo. “A cidade me sufoca durante o dia e me isola à noite num pequeno apartamento de bairro. Não sei o que fazer, não tenho a quem recorrer, às vezes, chego quase ao desespero”, confessa.

Sua sinceridade, enfim, foi retribuída: além das 370 cartas de pessoas que queriam ajudá-la, ela ainda virou o ponto de partida para a série de reportagens escritas pelo jornalista José Maria Mayrink sobre a solidão na maior metrópole brasileira.

A imperdível publicação mostra personagens que emocionam, passando por mendigos, presidiários, religiosos e trabalhadores noturnos, com fotografias de João Pires, que refletem sobre o que é a solidão particular de cada um. E fica a dica: prepare o lenço para chorar!

solidao jose maria mayrink editora geracao Você se sente sozinho? Saiba, você não é o único

Solidão

192 páginas
R$ 29,90
Editora Geração

 

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Publicado em 25/08/2014 às 08:56

Tudo vale por dinheiro, até vender a avó

dolares getty images 600 Tudo vale por dinheiro, até vender a avó

Descontrolado e invisível, o mercado financeiro atual , concebido para beneficiar apenas algumas pessoas, mantém uma única lei: velocidade.

Tudo pode mudar rapidamente,  há corretores que venderiam a própria avó para levar a mínima vantagem.

Em Flash Boys, de Michael Lewis retoma Wall Street par revelar como uma punhado de caras excêntricos e brilhantes estão determinados a expor a verdade do sistema ao público. Ele mostra como um pequeno grupo conseguiu enfrentar esse mundo e declarar guerra contra algumas das pessoas mais poderosas e ricas do mundo.

Lewis expõe a sacanagem por trás das bolsas de valores e o que cada um é capaz de fazer para conquistar fortunas. A tradução é de Denise Bottman.

flash boys michael lewis ligia braslauskas livro 600 Tudo vale por dinheiro, até vender a avó

Flash Boys

240 páginas
R$ 34,90 (impresso)
R$ 19,90 (e-book)
Editora Intrínseca

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Publicado em 15/08/2014 às 10:44

Bienal do Livro deste ano contará com mais interatividade

bienal foto ligia braslauskas 600 Bienal do Livro deste ano contará com mais interatividade

Na próxima sexta-feira (22), começa a 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Para esta edição são esperadas 100 mil pessoas por dia. Em 2012, 750 mil visitantes passaram pela feira.

De acordo com a organização, haverá acesso livre à internet para o público, mas eles não podem garantir a qualidade do wi-fi por conta do número de visitantes.

Neste ano, haverá 1.500 horas de atividades culturais, com espaços interativos especialmente elaborados para envolver o público.

Pela primeira vez, o Vale-Cultura poderá ser usado para a compra de ingressos e de livros dentro da feira. Também haverá transporte gratuito da estação Tietê do Metrô, que será estendido para a estação Barra Funda nos fins de semana.

A praça de alimentação foi ampliada. Segundo Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), essas melhorias se devem ao fato de os visitantes gastarem em média 4 horas na feira.

Apesar das grandes perdas da literatura neste ano, o único que receberá homenagem será Rubem Alves, no espaço de gastronomia.  Segundo o chef André Boccato, eles vão preparar uma receita do escritor na abertura do evento. Alves morreu em 19 de julho último.

No total, serão 300 expositores, dos quais apenas 75 estrangeiros (na edição anterior foram 134), e 750 selos. O investimento total soma R$ 34 milhões (R$ 4,8 milhões da Lei Rouanet).

On-line

O Sesc vai oferecer tablets para que os visitantes entendam como funciona a leitura nesses aparelhos. Ademais, nos chamados Espaços Imaginários, haverá árvores carregadas de tablets para a interação com o público.

O blog perguntou aos organizadores se a Bienal deste ano contemplaria atividades sociais, como a troca de materiais entre os visitantes e mesmo a captação de livros usados para posterior doação a entidades. Ninguém da mesa soube responder, mas um dos membros da CBL informou que tais ações ainda estavam sendo desenvolvidas.

A feira acontece no Pavilhão de Exposições do Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1.209, Santana) entre dos dia 22 e 31 deste mês. A visita para estudantes cadastrados será nos dias 25,26,27,28 e 29. Crianças até 12 anos não pagam.

 

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Publicado em 13/08/2014 às 03:00

Jovem é achada morta e mutilada após ritual

mulher morta porao getty images 600 Jovem é achada morta e mutilada após ritual

A violência paira sobre Edimburgo. O corpo mutilado de uma jovem, vítima de um ritual macabro ocorrido há 60 anos, repousa no porão de uma mansão. Os braços abertos, as mãos pregadas no piso de madeira, os órgãos removidos e dispostos em seis recipientes de vidro em torno da vítima.

Achou interessante? Pois bem, isso é só o começo de Em Nome do Mal, de James Oswald.

Daí por diante, uma proeminente figura local é brutalmente assassinada, um imigrante ilegal corta a própria garganta em um bar no centro da cidade, uma mulher se joga na linha do trem e outras quatro pessoas são mortas de forma violenta.

O inspetor Anthony McLean tem certeza de que há uma ligação entre os assassinatos, os suicídios e o ritual no porão, mas não consegue encontrar uma explicação racional para os fatos.

Na medida em que as coincidências aumentam, ele é forçado a considerar uma explicação sobrenatural.

Poderia existir algo diabólico rondando a cidade que ele jurou proteger?  Se sim, como detê-lo?

As respostas que McLean procura logo farão com que se depare com a própria essência do mal. A tradução é assinada por Marilene Tombini.

em nome do mal james oswald ligia braslauskas livro 600 Jovem é achada morta e mutilada após ritual

Em Nome do Mal

336 páginas
R$ 38
Editora Record

Compre no R7 Livros!

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Publicado em 06/08/2014 às 11:23

Serial killer usa faca para matar e dissecar vítimas

faca sangue crime getty images 600 Serial killer usa faca para matar e dissecar vítimas

É realmente incrível o que a escritora sul-africana Lauren Beukes consegue fazer em Iluminadas, um thriller que combina fantasia e realidade, e que descreve cenas de crimes com tamanha quantidade de detalhes que leva o leitor a sentir-se no local.

O livro é intrigante e intercala dois períodos completamente distantes o tempo todo, deixando o roteiro interessante e com um ritmo de leitura impossível de ser interrompido.

Mortes, crimes sangrentos e três personagens principais. Prepare-se para o que vai ler.

Na Chicago de 1931, Harper Curtis, um andarilho violento, invade uma casa abandonada que esconde um segredo tão chocante quanto improvável: quem entra ali é transportado no tempo.

Instigado por um comando que parece vir da casa, Harper deve viajar no tempo, encontrar as chamadas meninas iluminadas, cujos nomes brilham diante de seus olhos, e mata-las.

Ao voltar no tempo após cada crime, e deixar pistas com falhas cronológicas perto do corpo de suas vítimas, Harper confunde a polícia e considera-se o criminoso perfeito, impossível de ser rastreado no futuro, até que uma das vítimas sobrevive.

Na Chicago de 1992, Kirby Mazrachi mostra-se incapaz de esquecer o ataque brutal que sofreu, e que por muito pouco não a matou. Ela quer, de qualquer maneira, encontrar o homem que tentou acabar com sua vida.

Ela, então, começa a trabalhar em um jornal ao lado de Dan Velasquez, um ex-repórter que cobriu o caso dela. Aparentemente apaixonado por ela, Dan se torna o único aliado de Kirby.

À medida que as investigações avançam, ela descobre que outras jovens sofreram o mesmo ataque , embora não com a mesma sorte.

iluminadas lauren beukes ligia braslauskas livro 600 Serial killer usa faca para matar e dissecar vítimas

Iluminadas

320 páginas
R$ 29,90 (impresso)
R$ 19,90 (e-book)
Editora Intrínseca

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Publicado em 05/08/2014 às 16:58

Saraiva lança leitor digital portátil

A Saraiva anuncia o lançamento do Lev, seu primeiro leitor digital (e-reader) portátil que completa o portfólio de soluções para livros digitais da empresa. O lançamento faz parte do foco em oferecer educação, cultura e entretenimento por meio da criação e distribuição de conteúdos, tecnologias e serviços, disponíveis em qualquer dispositivo e formato, acessíveis a qualquer hora e lugar.

O novo produto será oferecido em uma abordagem multicanal, com distribuição tanto nas lojas de varejo da Saraiva em todo Brasil quanto por meio do e-commerce em duas versões, que já contemplam 14 títulos gratuitos, quatro dos quais na lista dos mais vendidos.

O aparelho permite o acesso ao maior acervo de obras digitais em língua portuguesa do País: são mais de 30 mil títulos em português e 450 mil em língua estrangeira no formato digital.

Ótima notícia!

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Publicado em 05/08/2014 às 16:48

Cartas de amor aos mortos e a minha vida

amy winwhouse kurt cobain ap fotomontagem 600 Cartas de amor aos mortos e a minha vida

Em Cartas de Amor aos Mortos, de Ava Dellaira, tudo começa com uma tarefa para a escola: escrever uma carta para alguém que já morreu.

Logo o caderno de Laurel está repleta de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop. Só que Laurel jamais entregou essas cartas à professora.

Nas cartas, a jovem analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sobre sua própria vida, como as amizades e seu primeiro amor.

Só que Laurel não pode escapar de seu passado. Apenas quando a menina escreve sobre o que passou com ela e com a irmã , é poderá aceitar o que houve e perdoar a May e a si mesma. Quando aceitar sua irmã como ela realmente é, poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho. Tradução de Alyne Azuma.

Ps. O livro será adaptado para o cinema pelos mesmos produtores de A Culpa É das Estrelas.

cartas de amor aos mortos ava dellaira ligia braslauskas livro 600 Cartas de amor aos mortos e a minha vida

Cartas de Amor aos Mortos

344 páginas
R$ 29,90 (impresso)
R$ 20 (e-book)
Editora Seguinte

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Publicado em 31/07/2014 às 10:00

Flip: Livro ensina com música fatos importantes do Brasil

Idealizado pelo produtor musical Martinho Filho (filho do Martilho da Vila) e de autoria da jornalista Maria Lucia Rangel e do escritor Tino Freitas, o livro Aula de samba – A História do Brasil em grandes sambas-enredo (ed. Edições de Janeiro) relembra importantes episódios da História do Brasil e conta aos leitores, de forma lúdica, a história de nossos personagens (Dona Beja, em Dona Beja, a Feiticeira de Araxá), heróis (Tiradentes, em Exaltação a Tiradentes) e presidentes (Getúlio Vargas, em O Grande Presidente).

ziraldo1 Flip: Livro ensina com música fatos importantes do Brasil

A obra tem ilustrações incríveis de Ziraldo, além de fotografias e pinturas de época e tem um CD com 11 sambas-enredo clássicos cantados por grandes intérpretes da música brasileira, como Chico Buarque, Simone, Maria Rita, Alcione e Lenine.

Além de apresentar o contexto histórico para informar alguns dos principais acontecimentos do País, o livro infantojuvenil traz curiosidades relacionadas às escolas de samba do Rio de Janeiro, aos sambas-enredo, seus compositores e aos próprios desfiles, contando, também, a história do samba.

O lançamento acontece sábado (2), na Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) - Livraria das Marés, às 15h.

Compre no R7 Livros!

aula de samba Flip: Livro ensina com música fatos importantes do Brasil

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Publicado em 31/07/2014 às 03:00

Ronnie Von: bom moço ou roqueiro psicodélico?

o principe que podia ser rei 6002 Ronnie Von: bom moço ou roqueiro psicodélico?

Ronnie Von – O Príncipe que Podia Ser Rei. Esse é o nome da biografia escrita com deliciosa narrativa por Antonio Guerreiro, CEO do Portal R7 e Diretor Geral de Novas Mídias da Rede Record, e Luiz Cesar Pimentel, Diretor de Conteúdo do R7, cujo lançamento acontece na sexta (1), às 19h, na Fnac da av. Paulista.

O livro é uma obra para fãs e para os que pouco conhecem a vida e a carreira do cantor e apresentador, que por sua inteligência, cultura e carisma podia ter sido rei, como diz o título, ou ter inúmeras outras profissões.

Sim, ele poderia ter seguido a carreira de piloto de avião. Poderia ter sido tradutor, economista, diplomata ou apenas um incrível pai de família – este último cargo cumprido com aguerrido amor e dedicação, ao ponto de receber homenagem no Dias das Mães.

É interessante como os dois autores conseguiram traçar uma trajetória de Ronnie Von casando-a a momentos históricos do nosso País [e ao contexto mundial] e a figuras políticas e celebridades que jamais se poderia imaginar terem ligação com ele.

Mesmo nascido em uma família abastada, Ronnie Von enfrentou diversas dificuldades e muitos altos e baixos em sua bem-sucedida carreira artística – e vida amorosa.

O cabeludo que levava mulheres à histeria [não, não estamos aqui falando de Roberto Carlos, mas de Ronnie Von], o príncipe de olhos sedutores e de uma delicadeza vocal que poucos cantores conseguem expressar, teve como sua primeira grande paixão musical nada menos que Beatles.

Aparentemente, o quarteto do rock inglês parece combinar pouco com estilo que marcou a carreira de Ronnie Von, mas é aí que você, leitor, será pego de surpresa com todas as histórias que Guerreiro e Pimentel majestosamente imprimiram à biografia.

Sabe quando a gente lê um livro, sem parar de virar as páginas, tentando diminuir o ritmo por lamentar seu fim? Então, assim é Ronnie Von – O Príncipe que Podia Ser Rei (ed. Planeta). Delicioso, divertido e bem-escrito.

Leia a seguir entrevista com os autores:

Blog - Por que Ronnie Von?

Guerreiro - Sou amigo de Ronnie há muitos anos, trabalhamos um bom tempo na mesma emissora e o personagem em si sempre pareceu fascinante para mim. Como bem diz o Barcinski na quarta capa do livro, ele é Gatsby e Hughes ao mesmo tempo.

Blog - Como foi a escolha da narrativa rápida e de parágrafos curtos, alguma intenção especial para contar as histórias tão ricas e frequentes da vida dele?

Guerreiro - Decidimos por uma novela sem stock shots. Não haveria espaço para uma pan da baía de Guanabara, por exemplo. É texto, texto, fato, fato. Se não tivéssemos escolhido este caminho seria impossível entregar o livro porque para onde quer que você olhe na vida do Ronnie há sempre uma boa história para contar.

Blog -  Quanto tempo demorou para captar todas as entrevistas?

Guerreiro - Entre a ideia inicial e a publicação foram dois anos, mas de entrevistas, creio que 18 meses.

Blog - Você diz que um livro não se termina, apenas se entrega. Acha que terminou?

Guerreiro - Obviamente que não. Sempre peço mais 30 páginas e mais prazo para a Planeta (rs).

Blog - Ronnie passou por rejeição da família quando optou pela carreira artística, como você viu isso ao escrever?

Pimentel - No caso dele foi bom, porque, como diz o Guerreiro, ele é príncipe desde que nasceu, com todas facilidades que o sangue nobre propiciam - não fosse o embate, a rejeição, talvez o resultado do trabalho artístico dele não seria tão relevante. Talvez. Mas prefiro acreditar nisso. E também dá um bom tempero para a história.

Blog - O príncipe poderia ter sido piloto de avião, economista, tradutor ou diplomata e enfrentou resistência por parte da família para se tornar cantor.  Como e quando venceu essa resistência, na sua visão?

Guerreiro - Quando o sucesso chegou até ele. Sim, o sucesso veio muito mais atrás de Ronnie do que Ronnie o buscava. A partir do momento em que ele chegou a este ponto na carreira, as resistências sumiram

Blog - Inspirado pelos Beatles, Ronnie estaria mais para John Lennon ou Paul Mccartney? Por quê?

Guerreiro - Prefiro deixar as análises musicais para o Pimentel, que foi quem cuidou de toda a trajetória profissional do Ronnie no livro, mas ele é Mccartney, sem dúvida.

Pimentel - Para os dois. Ele tem aquele temperamento conciliador, à McCartney. Mas não fosse o espírito rebelde, de mudar pra São Paulo com mala, cuia e esposa, à Lennon, a coisa não viraria. Uhn, pensando bem tem um pouco do espírito divertido do Ringo também, e a alma espiritual do George.

Blog - No contexto dos eventos históricos, em que momentos o cantor teve mais sucesso e por quê?

Guerreiro - Quando assina com a TV Record e a rivalidade com Roberto explode torna-se quase impossível viver no Brasil e não saber quem é Ronnie Von.

Blog - Vi sua afeição pelo artista ligada à sua mãe na visita à TV Gazeta, passagem emocionante no epílogo, como foi essa lembrança?

Pimentel - É a única tristeza que trago do trabalho todo, ter perdido pai e mãe durante o processo e eles, que estavam provavelmente mais empolgados que eu, não verem o resultado final. Mas, enfim, é a vida. Ou o contrário disso.

Blog - A carreira como apresentador deu ao cantor um público mais diverso e numeroso do que a trajetória como cantor? A interseção entre as duas resultou num novo público para os shows, discos etc.?

Guerreiro - Naturalmente ele abre o leque quando decide tornar-se apresentador. Sobre a interseção, serviu para que Ronnie virasse um fenômeno cult. Há camisetas da Cavalera com seu rosto estampado, o culto sobre os seus discos psicodélicos e uma juventude que poderá conhecer melhor quem é Ronnie, a partir de agora.

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