juventude brutal breznican ligia braslauskas 600 Buylling e trote. Qual o limite dos maus tratos?

 

Uma das formas mais cruéis de se machucar alguém ganhou nome próprio há muito pouco tempo, se considerada a história da maldade calculada, aquela que se elabora e é praticada de forma pensada e com fins específicos de deixar marcas, sejam elas físicas ou psíquicas.

Com experiência própria no assunto, se não melhor dizer, experiência sentida na própria pele, o autor  e repórter norte-americano Anthony Breznican, escreve Juventude Brutal com tamanha propriedade e com uma quantidade de detalhes tiranos que até o mais masoquista dos leitores se sentirá compadecido com as vitimas de bullying relatadas na obra.
Os protagonistas são três estudantes Noah, Peter e Lorelei, todos calouros da St. Michael, uma escola católica conhecida por atrair adolescentes com histórico de violência e raízes religiosas exageradas.

Não é incomum que em uma instituição desse gênero, permeada de conceitos de julgamento tão rígidos, até os próprios professores venham a ser cúmplices de seus próprios prazeres mais obscuros: permitir a agressão.

O livro livro de estreia de Breznican não é leve, mas é intenso e tem toques de humor. Muito bom. Tradução de Renato Marques de Oliveira.

Juventude Brutal
496 páginas
R$ 42,50
Edições Pavana