estatua liberdade nova york getty images 600 Ganhar dinheiro em Nova York não é mais tão divertido

Os calouros de Wall Street estão em crise, conta o jornalista norte-americano Kevin Roose no livro Young Money (Dinheiro Jovem, em tradução livre), lançado em fevereiro último nos Estados Unidos.

Durante três anos, Roose acompanhou oito analistas de investimento novatos em grandes bancos, como J.P. Morgan, Credit Suisse e Goldman Sachs, e entrevistou dezenas de banqueiros e contadores para investigar o impacto da crise econômica de 2008 no centro financeiro de Nova York.

O livro conta como os grandes bancos recrutam jovens talentos de 20 anos nas principais universidades norte-americanas – como Harvard, Princeton e Columbia – para ganhar salários mensais equivalentes a R$ 14,5 mil (fora bônus anuais de pelo menos R$ 50 mil) durante dois anos de contrato.

Segundo Roose, após a crise, a quantidade de estudantes recrutados caiu, assim como os salários pagos pelos bancos. Essa mudança estaria encorajando as mentes mais brilhantes dos Estados Unidos a apostar no próprio negócio – geralmente uma startup de aplicativos.

Nas histórias contadas por Roose, dilemas morais e intermináveis horas de trabalho (até 16 horas num dia) impedem os jovens recrutas de Wall Street de aproveitar os rios de dinheiro que ganham. Nem todos os casos que ele conta, contudo, corroboram a análise.

O livro é bom para saber como funciona o mundo de Wall Street, mas, em boa parte, dá a impressão de estar falando mais sobre as dúvidas e anseios próprios da juventude do que sobre os efeitos momentâneos de uma crise econômica.

(Indicado por Rodolfo Borges, subeditor de Brasil do R7, facebook.com/rodolfo.borges.31)

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Young Money

336 páginas
R$ 65,10 (impresso)
R$ 29,99 (e-book)
Editora Grand Central

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