Quando chegou ao Upper East Side com o marido e o filho pequeno, Wednesday Martin foi jogada em uma tribo exclusiva de mães megarricas e glamorosas com ambições altíssimas e determinação ferrenha. Em um mundo em que cumprimentos não são retribuídos, juntar as crianças para brincar é um esporte sangrento e até caminhar pela calçada é um exercício de dominação e submissão, ela sofreu um verdadeiro choque cultural e se viu isolada.

Wednesday fez na Park Avenue de hoje o mesmo que a antropóloga Jane Goodall com seus chimpanzés na Tanzânia: passou a observar os rituais de acasalamento, os ritos sagrados e as mães se comportando como babuínos na saída da escola. Também se aprofundou nas teorias de Margaret Mead para entender a migração sazonal, o culto ao corpo e o desejo avassalador dela própria em possuir uma bolsa que era puro fetiche.

No entanto, mesmo ao tentar manter distância e conservar o olhar crítico sobre as mulheres ricas e supostamente fúteis que a cercavam, Wednesday foi tragada por esse mundo e deu vazão a desejos básicos de qualquer ser humano - quis se integrar, ter amigas, ser aceita e ver seu filho acolhido.

O caminho não foi nada fácil: além de tentar vencer a barreira que a separava das outras mães do Upper East Side, agarrando-se à antropologia para manter a sanidade, Wednesday passou a questionar os próprios conceitos, indagando até que ponto se deve ir para ser como os outros, para pertencer a um lugar. Primatas da Park Avenue, tradução de Lourdes Sette,

PrimatasDaParkAvenue Livro explora a insanidade da sociedade rica de Upper East Side

Primatas da Park Avenue
272 páginas
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Editora Intrínseca