neusinha brizola mitchura ligia braslauskas 600 Neusinha Brizola foi a exilada mais louca da ditadura

Neusinha Brizola lançou seu primeiro disco numa festa de arromba dentro de um edifício recém-inaugurado pelo governo do Rio de Janeiro, em agosto de 1983. No dia seguinte, seu pai, o então governador Leonel Brizola, teve de demitir um secretário de governo e lidar com mais estragos causados pela filha a sua imagem.

Conhecida pelo hit Mitchura, Neusinha foi o xodó e o tormento de Brizola, que também governou o Rio Grande do Sul. Foi durante a gestão Brizola em Porto Alegre, aliás, que os militares tomaram o poder, na década de 1960, forçando a família a se exilar no Uruguai.

Os detalhes da época e do restante da intensa vida de Neusinha, encerrada em 2011, aos 56 anos, são contados em Neusinha Brizola - Sem Mintchura, lançado neste mês pelos jornalistas Lucas Nobre e Fábio Fabrício Fabretti.

Os autores contam como a exilada Neusinha começou a se envolver com drogas aos 14 anos, no Uruguai, para suportar o desprezo dos colegas de colégio. Era apenas a primeira das confusões da moça, que seria presa na sequência, engravidaria de um traficante e esbanjaria o dinheiro da família em viagens pelo mundo.

O livro é escrito em primeira pessoa e conta com relatos de familiares e personalidades como Paulo Coelho e Aguinaldo Silva. A obra vale pelas loucuras de Neusinha e pelo relato de um importante momento histórico do País, mas a edição contém vários erros gramaticais e lapsos temporais.

(Indicado por Rodolfo Borges, subeditor de Brasil do R7, facebook.com/rodolfo.borges.31)

Neusinha Brizola - Sem Mintchura

430 páginas
R$ 59,90
Interface Olympus

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