do povo para o povo roger osborne ligia braslauskas literatura r7 700 Será a democracia a melhor forma de governo?

Em tempos de protestos generalizados pelo País, fica clara a insatisfação popular não só com setores carentes como saúde e educação, mas também com os rumos da política nacional. Corrupção, troca de favores, falta de representação... Será a democracia, realmente, a melhor forma de governo?

Em busca de uma resposta, o autor britânico Roger Osborne mergulhou na história para contar em Do Povo para o Povo – Uma nova História da Democracia, recém-lançado no País, a trajetória desse sistema político ao longo do tempo.

História que começa em Atenas, época em que a democracia dava os primeiros passos nas assembleias dos cidadãos, onde temas de interesse coletivo eram debatidos publicamente por uma parcela do povo.

Reprimida pelo poder da monarquia na época medieval, a liberdade política retornaria a partir do fim desse período, com a ascensão das cidades mercantis, e atingiria seu ápice no século 18, quando a Independência dos EUA (1776) e a Revolução Francesa (1789) trouxeram os princípios de soberania popular e direitos iguais a todos os cidadãos.

Nesses altos e baixos, o autor aborda ainda as revoluções socialistas do século 20 e as posteriores lutas por liberdades políticas e de expressão, como o Levante Húngaro (1956), a Primavera de Praga (1968) e a queda do Muro de Berlim (1989), então construído pela União Soviética para conter a fuga de milhares de pessoas ao setor ocidental e que, em ruínas, materializou o fracasso desse tipo de regime.

Não por acaso, o autor classifica a democracia, logo no início da obra, como “a conquista mais admirável da humanidade”, uma vez que, embora imperfeita e contraditória, permite a mudança contínua e pacífica de governo, conferindo a todo cidadão o mesmo poder de decidir o futuro que deseja para si.

(Indicado por Luiz Betti, repórter de economia do R7)

Do Povo Para o Povo

476 páginas
R$ 55
Bertrand Brasil

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