Publicado em 21/05/13 às 12:32
o livro que mais quero ler este ano
- Espalhe por aí:
- Imprimir:
- Envie por e-mail:
Publicado em 21/05/13 às 12:32
Publicado em 16/05/13 às 17:39
Claro que tem o exagero do título. Mas que é uma tremenda aula de sociologia moderna, isso é. E olha que o episódio é de 2000 – lá se vão 13 anos. E continua atual como se tivesse sido produzido ontem.
O argumento é tão esdrúxulo quanto genial.
O professor começa a desconfiar que Timmy, um de seus alunos, portador de deficiência física e atraso mental (estranho ser tão politicamente correto escrevendo sobre South Park, mas vá lá), tem distúrbio de déficit de atenção. Levam para um médico que faz um teste: lê O Grande Gatsby, do F. Scott Fitzgerald, pro moleque e faz perguntas na sequência sobre o livro.
Detecta que Timmy é portador do distúrbio. Os amigos, ao verem os privilégios concedidos, fingem terem também o distúrbio, e a cidade inteira é medicada com ritalina.
Enquanto isso, uma banda local descobre em Timmy (que só grunhe o próprio nome) o vocalista ideal para ganharem concurso para abrir show do Phil Collins. Cria-se um culto à banda com Timmy no vocal.
Phil Collins entra na parada e a cidade percebe que está tomada por zumbis medicados quando todos começam a gostar do show do Phil Collins.
Bom, contei praticamente tudo. Mas não estraga o sabor de assistir.
Assista aqui.
Publicado em 14/05/13 às 17:19
Se você tiver U$ 3,5 milhões. Fica na California. Dá uma olhada no vídeo:
Mas se você tiver grana mesmo, pode pagar U$ 10 milhões na casa de Ozzy e Sharon em Malibu
Ou colocar uns 800 mil dólares a mais e se candidatar a uma mansão na Inglaterra, do Iron Maiden Steve Harris. Clica aqui pra ver.
Publicado em 13/05/13 às 10:26
O comandante canadense Chris Hadfield tuitou do espaço e postou fotos durante um tempão - virou hit, claro. Agora que se prepara para voltar à Terra (volta hoje), fez uma despedida do espaço em estilo incomparável: gravou em vídeo uma versão de "Space Oddity", do David Bowie a 400km da Terra.
Anunciou assim:
@Cmdr_Hadfield
With deference to the genius of David Bowie, here's Space Oddity, recorded on Station. A last glimpse of the World.
Tá aí o vídeo:
dica de www.facebook.com/josmar.buenojunior
Publicado em 10/05/13 às 06:12
Falei uns 40 minutos com o cara e bem quando estou para desligar, ele é que me conta, sem eu perguntar: “Vou pro Brasil. Acho que no Inverno (lá, de onde fala, Seattle), dezembro ou janeiro, não sei bem”. “Sério? Já está certo?” “Pelo que o agente falou, está bem adiantado.”
Mais ou menos na época em que sai seu segundo trabalho como Father John Misty. Esse é o apelido que Joshua Tillman se deu quando saiu do Fleet Foxes (tocava bateria), entrou numa van com alucinógenos saindo pelo escapamento e rodou de cima a baixo a Costa Oeste dos EUA. Da viagem nasceu projeto de romance que virou o belíssimo “Fear Fun”, primeiro disco, lançado em 2012.
Ele conta que já está gravando disco novo. “De amor”.
Segue abaixo a entrevista que foi feita para matéria da revista Elle.
Sua música é incrivelmente bonita. Em um ponto que chega a ser triste. De onde você a extrai?
Juntar a tentativa de fazer música bonita com melancolia é parte da minha receita secreta. É como uma receita de família.
Não me nego a oportunidade de tentar fazer música bonita. Adoro a beleza.
Mas também preciso incluir elementos de sarcasmo, ironia. A combinação de tudo isso cria uma confusão nas pessoas. E gosto disso.
Vejo uma série de semelhanças suas com outros artistas solo – de Jeff Mangum, do Neutral Milk Hotel, a Bon Iver. E também caras como Nick Drake, Gram Parsons...Estou certo?
Eu já bebi com todos esses caras (risos).
Falando sério, considero um elogio fazer parte dessa lista, mesmo que não me sinta merecedor. Adoro esses caras todos, Neutral Milk Hotel, Nick Drake, claro que me identifico com Gram Parsons, mas não considero que consiga fazer música tão bela quanto Bon Iver.
Todos eles me servem de exemplo. Mostram ao menos que você não pode ser totalmente honesto sem humor.
Como você passou de Joshua Tillman (nome de batismo) para Father John Misty?
É parte do projeto, e algo que bolei porque sentia que era engraçado criar esse personagem pomposo, Father John Misty – cria uma aura que confunde as pessoas.
Vejo que foi uma escolha acertada quando leio o nome em letreiros, como se fosse parte de um ritual.
Você teve uma infância bastante religiosa, e chegou a querer ser pastor. Recentemente, disse que a “realidade está cheia de céu e inferno e anjos e todas besteiras que não significam nada”. Mesmo assim, escreve letras como: “John the baptist took Jesus Christ”. Você teme a Deus?
Sou bastante puto com o lance todo de religião. Usei São João Batista e Jesus porque não acho que exista uma amizade entre eles.
Se você for analisar, Maomé é um cara muito mais humano que Cristo. Ele tinha um trabalho, uma vida regular. Mais crível. Jesus era “o Salvador”. Não me parece um cara de verdade.
O disco “Fear Fun” nasceu como um projeto de romance. Ao menos é a história oficial. De alguma maneira, e com a colaboração de uma viagem de van com “cogumelos suficientes para sufocar um cavalo” (palavras suas) ele se transformou num disco. Pode compartilhar a história?
Fiz algumas viagens de cima a baixo na Costa (Oeste). Precisava me afastar de mim mesmo. Passei mais de 10 anos da minha vida vivendo a crença de ser um compositor musical e nada além disso. Precisava retomar minha vida de volta. Para isso, precisava fazer algo criativo.
De repente comecei a me divertir escrevendo um romance. Eu ria pra cacete enquanto escrevia. E comecei a associar isso com música – meu desejo passou a ser tentar transformar esse canal criativo da escrita em música. Foi assim que nasceu o disco. De puro divertimento.
Ser você mesmo soa como um clichê do catete. Mas é isso mesmo. Parar de se odiar e deixar você mesmo se expressar.
Você passou três anos com os Fleet Foxes, como baterista. E saiu em 2011 para retomar a carreira solo. Quais são suas memórias do período com a banda?
Cantar com três outros caras não é a coisa mais comum e tranquila do mundo (risos).
Nós enfrentamos muitos problemas pessoais, muito ego envolvido, as pessoas não se curtiam, tudo isso. Mas quando juntávamos para cantar juntos se tornava algo transcendental, mágico. Isso é o que vale.
Publicado em 09/05/13 às 15:26
Roupa é código. Ponto.
O cara tem uma marca que coloca em frente a todas as lojas (ao menos as principais) uns modelos de sunga e biquíni. Se o recado ainda não ficou claro, você pega a modelagem e percebe que um GG deles é equivalente a um M para P. E mais: praticamente não fazem roupas escuras (que emagrecem). Você abre o site da marca e tá lá um cara de torso nu, em foto da cintura para cima (abaixo). Logo...
Logo o dono da marca (Abercrombie, me esqueci de falar) diz com todas as letras: “Em todas as escolas existem os adolescentes populares e as pessoas não tão populares e nós queremos atrair o primeiro grupo. Nós queremos o típico americano, com uma atitude positiva e cheio de amigos. Por isso, eu vejo que várias pessoas não têm nada a ver com as nossas roupas. Eles não podem. Somos excludentes? Sim, com certeza. Mas existem outras marcas que estão perdendo a identidade por tentarem incluir todo tipo de público: gordo, magro, jovem, velho”. E o mundo fica ofendido?
Caramba. Ele pode ser excludente, mas não pode ser honesto?
Vivamos a hipocrisia, então.
Nas passarelas, um modelo da Abercrombie seria candidato a cirurgia de redução de estômago, e fingimos que não existe a tal ditadura da magreza.
Caramba (2).
Estilistas preferem magérrimos (as) porque parecem cabides. Ponto.
Roupa (marca) é código. Ponto.
Quando não foi assim?
Povo gosta tanto de distorcer os pontos que é melhor explicar também com todas as letras: não estou defendendo o cara (Mike Jeffries é o nome da figura). Tampouco atacando. O cara simplesmente faz o jogo de mercado – ele quer que a marca dele esteja associado ao que considera “pessoas bonitas”. É crime? Seria, se o fulano fizesse isso disfarçado de filantropia. Ele está na briga de mercado.
Agora, ficar posando de arautos da moralidade e atacando o sujeito (ou pior: usando-o como bode expiatório) não faz sentido.
Assim, alimenta-se um mercado bem mais nocivo, e no qual o Brasil está se tornando especialista – a ditadura dos coitadinhos. O coitadinho pode tudo. Ele sempre se ofende. O mundo está contra ele. Então, o mundo tem que mimá-lo por tamanho sacrifício que ele faz em viver.
Os coitadinhos entraram na Justiça contra a nova propaganda de Bombril, estrelada por duas mulheres que falam que “homem costuma chegar meio fedido do futebol...”. Sim, homens entraram na Justiça por discriminação (ou qualquer afronta que tenha sentido com uma piada).
Sei mais nada.
PS: depois que escrevi, falei com o Thiago Testa e apesar de termos opiniões aparentemente divergentes, recomendo o texto dele sobre. Aqui
Publicado em 08/05/13 às 12:22
Woody Allen e Michael Jackson
Spock e Jimi Hendrix
Dan Akroyd, Steve Martin, Tom Hanks, Chevy Chase, Martin Short, Paul Simon e Lorne Michaels
Redd Foxx, Eddie Murphy, Sidney Poitier, Bill Cosby e Richard Pryor
Hunter Thompson, Johnny Depp, John Cusack e uma boneca inflável
Ricky Gervais e Jerry Seinfeld
Akira Kurosawa, George Lucas e Francis Ford Coppola
Carl Perkins, Jerry Lee Lewis, Elvis e Johnny Cash
Aretha Franklin e Sam Cooke
Chuck Berry e Mick Jagger
Gary Oldman, David Bowie e Edward Norton
Einstein e Chaplin
Jay Z, Kanye West e Justin Bieber
Justin Timberlake e Ryan Gosling
Mr Bean e Christian Bale
Gerald Ford e Pelé
Quentin Tarantino, Tilda Swinton e Marilyn Manson
Schwarzenegger e Shaquille
Snoop Dogg e Phillip Seymour Hoffman
Elenco de Star Wars
Publicado em 08/05/13 às 11:41
Tá aí.
Uma hora e pouco de câmera acoplada atrás da bateria do Dave Lombardo (Slayer) em show do Philm, dia 28 agora.
De nada.
Publicado em 07/05/13 às 18:07
Pensei nisso quando vi que o The Doors está lançando um aplicativo na Apple Store com aqueles detalhes que fãs gostam de fuçar - bastidores, equipamento usado nas gravações, fotonovela da noite em que Jim Morrison foi preso no palco, os arquivos abertos da investigação do FBI sobre o cantor...
Isso por U$ 4,99.
Eu pagaria esse valor por um material bacana de bandas brasileiras.
Mas aí ficamos na lenga-lenga da discussão de que a Internet está matando a música e ninguém mexe uma palha para que ela jogue a favor.
Olha o clipe do app do Doors:
Publicado em 06/05/13 às 11:29
Eu vi a vida do Peu mudar diante dos meus olhos quando levei pra ele e os outros Pittys assistirem um DVD com apresentação do At the Drive-In no programa do Jools Holland (o clipe que coloco abaixo). (Não foi intencional, não sabia que o(s) tocaria tanto)
Ninguém entendeu nada. Mas todos amaram. Peu quis ver umas 15 vezes.
Isso foi lá pra 2003, 2004.
Quando saiu da banda da Pitty, formou o Tremula, que tinha muito do At the Drive In (e do Mars Volta, banda montada a partir do final do At the Drive In). Fiquei orgulhoso quando ele me deu uma demo tape do grupo e escutei a influência clara de algo que tinha apresentado a ele.
Na época, tocou ou foi convidado a tocar com De Falla e Marcelo D2.
Ele era de um talento absurdo. Um dos maiores que já vi na guitarra. Só exagerava um pouco na veneração pelo John Frusciante.
Só sei que o cara era difícil quando negócios estavam envolvidos (pelo que relatam). Comigo sempre foi de uma gentileza absurda. Era um cara que volta e meia dava notícias pelo messenger.
Jogamos muito futebol juntos (ele jogava incrivelmente bem para seu jeito malemolente soteropolitano de ser). Convivemos bastante quando ele morou com os outros Pittys no flat do rock, vizinho ao meu apartamento.
Vou sentir sua falta, cara.
Tá aqui o vídeo que sei que mudou sua vida:
E tá aqui o Trêmula: