Publicado em 17/12/2014 às 10:47

“Minha alma é metal”, diz Robertinho de Recife, que lança um novo Metal Mania

2014120912267 1 1024x445 “Minha alma é metal”, diz Robertinho de Recife, que lança um novo Metal Mania
Daniel Vaughan e eu conversamos ontem com o provavelmente maior guitarrista que o Brasil tem, Robertinho de Recife. Toca com Zé Ramalho, com Fagner, mas teve alguns grandes períodos no metal e no hair metal (este com Yahoo e seus covers farofa de Def Leppard na Xuxa).
Este ano quase bateu as botas, e diz que na UTI teve a visão de reformar o Metal Mania.
A palavra está com ele.

Recebemos hoje o disco novo. Em uma primeira impressão, ele ficou entre o Metal Mania e o Rapsódia Rock que você fez nos anos 90. Queria saber como veio isso, porque pelo que sabia, você disse que não produziria algo novo, a não ser que fosse algo para glorificar a Deus. Estou errado?
R: Você está certo! Não deixa de ser (risos). Mas a gente deixa as coisas nas entrelinhas. Na verdade... Depois que eu gravei o Metal Mania, depois que eu gravei o Rapsódia, em cada período desses, compus musicas que serviam para um segundo Metal Mania, um segundo Rapsódia. E são musicas tão legais, que eu pensei “chegou a oportunidade de gravar essas músicas”.

Você teve anos recentes turbulentos. Você se recuperou de um problema cardíaco. Li que você teve essa ideia de gravar o Metal Mania quando você estava na UTI. Procede?
R: Pois é, eu fiquei em frente a uma porta na UTI. E fiquei pensando “Será que vou sair por aquela porta?” e pintou aquela coisa “puxa, se eu sair, quero voltar a tocar”. Ali na UTI foi um momento muito criativo, ali me transportei para uma coisa bacana, criativa, comecei a viajar. Comecei a imaginar como seriam as músicas. Comecei a viajar e compor músicas. Tanto que, ontem fui ver a banda e mostrei para eles e eles: “cara, que coisa sinistrona!” E eu falei “pois é”.

Assisti a um show seu em, acredito que foi em 85, no projeto SP, na Rua Caio Prado, e foi incrível. Era uma época que tinha pouquíssimo show de metal no Brasil e você estava lá, desbravando. E agora, de novo, você vai entrar em turnê com o disco? Qual a sua ideia?
R: Minha alma é metal. Na verdade várias pessoas me cobraram uma volta do Metal Mania. Tanto é que, ontem, teve uma enxurrada de gente agradecendo, mensagens muito carinhosas. Dizendo “pô, já estou na fila, onde vai ser o show?” Foi uma resposta muito boa, me desculpe os outros públicos, mas o público mais fiel é o público do metal.

Você fez outros trabalhos antes de entrar no metal, com Zé Ramalho e com o Fagner são os mais famosos. Mesmo lá você estava sempre colocando umas guitarras de rock’n’ roll, com distorção. Tem uns solos maravilhosos que você fez com eles. Como foi colocar essa guitarra, com distorção, com esses caras?
R: Eu tenho esse pé no rock. Já existia esse laboratório meu em busca de sons, bem antes de vir a onda metal. Quando assisti Yes, nos 70 nos Estados Unidos, Humble Pie.

Você trabalhou com George Martin também?
R: Sim, fiz um show com ele aqui em São João da Boa Vista. Depois fui pra Londres e trabalhamos em Abbey Road. Lá conheci o Paul (McCartney). Foi um “nice to meet you”, mas é o cara, né?

Você falou do filho do George Martin e você falou que é do metal. Como é que seu filho foi parar no rap?
R: Ele é um cara que toca bateria também, sempre toca comigo. Eu toco também em igreja e ele toca lá, a gente faz umas coisas.

Você produziu o primeiro disco do Falcão. Como foi isso?
R: Um amigo um dia falou assim: “Cara, você já ouviu falar em um cara chamado Falcão?”, eu falei “não”. Ele falou: “Esse cara é hilário, tu precisa ouvir, ele tem umas coisas muito engraçadas”. Eu perguntei pro Fagner “Tu conhece alguém chamado Falcão?”, ele falou “Tem um amigo meu que conhece ele”. Ele me arranjou o telefone e eu liguei: “Bicho, quero te produzir”. Ele falou: “Mesmo?”. Falei: “Quero! Adorei você”. Eu gosto dessas brincadeiras, gosto de me divertir. Música levada muito a sério é uma coisa meio chata. E no momento o mercado estava precisando de uma coisa assim, mais esculhambação. Eu estava achando tudo tão ridículo que pensei “Pô, quero fazer uma coisa assim” e o Falcão comprou essa ideia da anti-música e quanto pior, melhor. Nós levamos para a gravadora, nós pedimos ajuda do Fagner. Quando eles ouviram o disco todo, falaram que não iam lançar. A empresa do Falcão conseguiu que o Jô colocasse o Falcão no dia lá no programa, um dia só e foi um sucesso absoluto.

Lembro de te ver tocando muito nos Trapalhões. Queria saber se teve alguma história engraçada nos bastidores? Lembro que você tocava uma música infantil.
R: Era o Elefante. Eu tenho uma irmã que é especial e quis fazer uma música inspirada nela. A gente lançou aquilo, a letra supercomplicada. Terminou, a música estourou e as crianças adorando. Nada foi feito com aquela intenção, eu estava fazendo aquilo para a minha irmã.

E como foi se encontrar com os Trapalhões? Você fez amizade com o pessoal?
R: Os Trapalhões também eram do universo infantil e eles me convidaram. Na época, o Renato [Aragão] foi uma pessoa muito legal, muito carinhosa com a gente. Tudo era alegria, tudo era uma brincadeira estar ali com eles.

Você tem histórias quem dariam não um livro mas uma enciclopédia. Eu gostaria que você falasse a história preferida da sua carreira, aquela você se orgulha, que resume sua carreira ou que resume você.
R: Eu não posso isolar um fato só, porque mesmo os momentos que foram difíceis pra mim, eles trouxeram um ensinamento. Mesmo em momentos em que eu fui escorraçado, que me negaram, que me ignoraram. Aquilo foi muito bom, porque eu aprendi com aquilo. Quando você sabe quem você, a humildade da gente fica revoltada e se manifesta de outra forma. Eu quebrava tudo, já quebrei os camarins da Globo, revoltado.

Gostaria que fizesse uma lista dos cinco guitarristas que você mais curte.
R: Jimi Hendrix, o Hendrix foi o primeiro cara que quando eu ouvi, falei “Uau, o que que é isso? Não é guitarra! Como ele faz isso?”. Depois vem o Eddie Van Halen.Todo mundo fala que eu imito o Yngwie Malmsteen, mas não sei tocar nada dele. Tem coisa que ele faz que eu nem consigo tocar. E tem vários guitarristas brasileiros, tem meu amigo Pepeu Gomes, que eu adoro. Todo mundo diz que um brigava um com outro, ele é meu irmão. Não dá pra falar mais porque não quero sair injusto com ninguém. Não é puxa-saco, mas tem caras incríveis tocando. Muita gente, em São Paulo, muita gente de Recife, de Brasília.

Publicado em 15/12/2014 às 11:30

sabe o que é carisma? o freddie mercury sabia.

basta sacar a maneira que as pessoas olham pra ele nesta foto.

freddie sabe o que é carisma? o freddie mercury sabia.

Publicado em 11/12/2014 às 08:39

Dave Lombardo (Slayer) acerta show com seu Philm no Brasil

Rock Freeday Philm 693x1024 Dave Lombardo (Slayer) acerta show com seu Philm no Brasil

Será dia 8 de fevereiro, no Manifesto, em São Paulo.
Dave Lombardo é o maior baterista de metal extremo do planeta. Membro original do Slayer, foi e voltou algumas vezes da banda.No meio tempo, tocou com Fantomas, Testament, Grip Inc.,John Zorn, faz música pra Disney e o escambau. E formou o PHILM, que é sensacional.
Quem está trazendo a lenda é a rádio Rock Freeday. O Power trio é composto, além dele, por Gerry Nestler (vocais e guitarra) e Pancho Tomaselli (baixo).
Depois do sucesso de Harmonic, primeiro disco da banda, lançado em 2012 e descrito como "maior surpresa do ano", "cru, violento e sinistro" e "o melhor debut em muito, muito tempo", o PHILM vem ao Brasil com seu mais recente trabalho, "Fire From The Evening Sun" (UDR Music), um paredão sonoro, ainda mais pesado que o seu antecessor.
“O mais fascinante da PHILM é que a banda não toca para um nicho ou um gênero, mas para saciar a própria sede musical”, diz Lombardo, que estará de volta ao Brasil depois da recente e bem sucedida turnê de workshops. O baterista promete fazer um show alucinante para os fãs do Slayer, Testament, Grip Inc. e admiradores do seu trabalho, e completa:
“Com partes iguais de pura intensidade e entonação vintage, o show da PHILM é algo imperdível!”.
Olha a entrevista que deu para o R7 quando esteve aqui:

Serviço:
PHILM no Manifesto Bar
INGRESSOS:
SETORES PREÇOS
PISTA 1º Lote (meia-entrada) R$ 80,00
PISTA 2º Lote (meia-entrada) R$ 100.00
PISTA 3º Lote (meia-entrada) R$ 120.00
CAMAROTE (preço único) R$ 160.00

VENDAS ONLINE:
Vendas online somente pela Ticket Brasil – https://ticketbrasil.com.br/show/2699-philm-sp/

PONTOS DE VENDA:
Bilheteria do Manifesto Bar
Die Hard Records (Galeria do Rock)

Publicado em 10/12/2014 às 14:21

duas bandas brasileiras novas que merecem ser ouvidas

Coincidentemente, conheci as duas no finalzinho do ano.

Coincidentemente, nenhuma faz um som típico brasileiro. Ou com qualquer acento nacional.

Coincidentemente, ambas são one-man-band.

Uma vem do Sul, Spangled Shore.

Ela (a banda) é o instrumentista Gabriel Balbinot, que toca (bem) cordas, como violão, banjo, guitarra, mandolim, e complementa com percussão.

É um country rock muito do gringo. E delicioso.

Saca só:

O outro vem da Bahia. Pelo que pude sacar, é um albino que é folk primeiríssima linha, Benjamin.

Dá uma olhada.

Publicado em 08/12/2014 às 18:22

O recluso ex-guitarrista do Kiss sai da toca, leiloando TUDO

vinnie O recluso ex guitarrista do Kiss sai da toca, leiloando TUDO

a calça jeans de U$ 2500, no mínimo

Faz nem três meses que escrevi sobre o ex-guitarrista do Kiss Vinnie Vincent e sua reclusa e bizarra história aqui.

Pois não é que o cara ressurgiu agora leiloando tudo?

Da calça jeans que usou no backstage do show do Kiss em 1983 aqui no Brasil, por um preço inicial de U$ 2500, aos direitos autorais de suas músicas.

Passando, claro, pelas guitarras. Pelas quais pede módicos U$ 110 mil, U$ 135 mil...

Se interessar, olha aqui.

Publicado em 05/12/2014 às 15:36

Loja de discos mais importante do Brasil ganha documentário neste sábado

wood1 Loja de discos mais importante do Brasil ganha documentário neste sábado

Na galeria José Bonifácio, lá pra 1983

É complicado explicar para quem não viveu o que foi (e é) a Woodstock Discos.

Mentira.

Não é nada complicado.

Woodstock foi para o roqueiro (principalmente o headbanger) a Internet. Antes da Internet, claro.

Eu a conheci ali pra 1982, 83, ainda no segundo andar da galeria José Bonifácio. Depois, ela foi para ali perto, na rua Doutor Falcão, ambos os endereços no centrão de São Paulo.

Na galeria, era comum o dia da chegada de mercadoria – quando o dono, Walcyr, chegava da Inglaterra com malas lotadas de discos, patches, broches, o diabo a quatro. Formavam-se filas à porta, pois a loja só comportava um número reduzido de pessoas de cada vez. E você ficava observando um sortudo que chegara mais cedo (ou que tinha mais grana) sair com um patch de costas (para costurar às costas de um colete jeans, que era usado sobre uma jaqueta de napa que imitava couro) do “Black Metal”, do Venom, ou do “Screaming for Vengeance”, do Judas Priest.

Woodstock era o Ebay da época.

wood2 Loja de discos mais importante do Brasil ganha documentário neste sábado

Mesmo na época da galeria e mais ainda na atual locação, à porta corria solto o comércio de troca de fitas K7. Tinha uns caras que eram profissas, chegavam com catálogo, um lote de fitas pra vender e tal. E não importava tanto a qualidade de gravação. Importava era ter a demo do Metallica ou do Iron Maiden, “Soundhouse Tapes”. Ou algum bootleg gravado do jeito mais tosco em um ponto qualquer do planeta, já que as bandas não passavam nem por decreto pelo Brasil.

Woodstock era o Napster da época.

Lá dentro, além das camisetas, discos, pôsteres, rolavam sessões de shows, numa TV de 14 polegadas, se bem me lembro. Em VHS. Sei que a maioria das gravações não passava de nota 2 (sendo 10 uma qualidade DVD atual), mas a loja entupia de gente, que reagia como se estivesse num show, batendo cabeça e vibrando nas favoritas. Numa dessas, assisti pela primeira vez o clássico “Combat Tour”, com Venom, Slayer e Exodus. A coisa ganhou tal dimensão que houve caso de banda de abertura para exibições dessas gravações. Te lo juro.

Woodstock era o Youtube da época.

E é por essas e muitas outras que é imperdível o lançamento oficial do documentário “Woodstock, muito mais que uma loja”, neste sábado, dia 6, na própria.
Às 17h e às 20h rolam sessões gratuitas do filme na Matilha Cultural, à Rua Rego Freitas.

Long live the loud! Long live Woodstock!

Infos: https://www.facebook.com/docwoodstock

Publicado em 04/12/2014 às 17:46

Ex-vocal do Faith no More pede grana pelo Facebook para que a família não seja despejada

chuck1 Ex vocal do Faith no More pede grana pelo Facebook para que a família não seja despejada

Tá feio o negócio pro Chuck Mosley.
Quando o Faith no More estourou com o Mike Patton eu me pegava pensando que minhas favoritas eram da época do Chuck, "The Crab Song", "We Care a Lot", "Anne´s Song"...E pensava o quanto o cara tinha sido infeliz de sair da banda na véspera da explosão com "The Real Thing", de 1989. Tudo bem que explodiu muito por conta do talento e carisma do Mike Patton. Vá lá.
Fato é que ontem Chuck reapareceu, mas de forma triste.
Postou no facebook pedido desesperado de ajuda para que a família não fosse despejada da casa onde moram.
Depois ofereceu o disco em versão digital com sua banda atual por U$ 1.
Tradução livre e encurtada do que escreveu é:

"Hey amigos, tenho batalhado contra isso há alguns meses e parece que não tenho outra escolha se não esquecer o orgulho devido à falta de condição de fornecer sensação de segurança à minha família.
A verdade é que não sou rico.
O dono da casa onde moramos está querendo vende-la. Nós moramos aqui há 10 anos, estou atrasado no aluguel e ele quer usar isso para nos tirar, reformá-la e vendê-la.
Por isso estou aqui de joelhos pedindo ajuda.
Tenho vergonha desta situação, mas por minha família faço qualquer coisa.
Estou pedindo a qualquer pessoa que possa enviar alguns dólares para a minha conta no paypal (chuck@mosleyvua.com)."

Meu momento favorito na carreira toda da banda, tocando minha música favorita, "The Crab Song", mas com Mike Patton no vocal, no Rock in Rio, em 91. Apesar de não ser com o Chuck, é a banda no auge, com Mike Patton tirando onda com 200 mil pessoas, dedicando a música ao Pelé, explicando o que é triste para o público. Sensacional.

Publicado em 04/12/2014 às 14:07

Baterista do AC/DC vai em cana de novo

phil 1024x682 Baterista do AC/DC vai em cana de novo

Phil Rudd é o cara em cima do palco. Fora dele, está se especializando em ver o sol nascer quadrado.

Faz semanas que ele foi preso por "posse de drogas e ameaça de morte".

Teje solto. O AC/DC lançou esta semana um tremendo disco, "Rock or Bust", que já estava marcado pela aposentadoria de um dos cabeças da banda, Malcolm Young, por sinais de demência.

Agora é na bateria o problema.

O cara foi preso, conforme vídeo abaixo, por tretar com um cara num bar na Nova Zelândia, onde mora, e depois ainda ir pra cima do próprio guarda-costas.

Clientes do bar disseram que ele foi jogado no chão e começou a berrar: "É por isso que você não trabalha com a máfia", para o cara com quem estava brigando.

Que se recupere e fique no seu currículo apenas momentos como o começo de "Let There be Rock", alguns minutos de levada de bateria que impressionam tanto em precisão quanto em capacidade física. E que ele tirava de chinelo, com um cigarrinho no canto da boca.

Publicado em 02/12/2014 às 11:29

Parem TODAS as rotativas: Muhammad Ali tem instagram. E posta selfie!

alieditada1 Parem TODAS as rotativas: Muhammad Ali tem instagram. E posta selfie!

Selfie em dia de jogo do Louisville

Fechou a internet. Cassius Marcellus Clay Jr, provavelmente o mais carismático esportista de todos os tempos, está no Instagram. Aqui ó.

Tirando selfie. E onda.

Float like a butterfly, sting like a bee. The Greatest.

Tenho roupão do cara, tenho a imagem mais clássica dele, contra Sonny Liston, em forma de quadro/quebra-cabeça na minha parede, tenho camiseta, assisto volta e meia uma luta qualquer dele no youtube e estava mesmo me perguntando como ele estaria. Pois há alguns meses a notícia era de que seu estado de saúde não era dos melhores, em comunicado otimista.

72 anos. Aparenta bem mais, pelas sequelas que o boxe deixou.

Não importa. É eterno.

Abaixo as fotos clássica e minha preferida.

ali3 1024x915 Parem TODAS as rotativas: Muhammad Ali tem instagram. E posta selfie!

a clássica

ali2 1024x702 Parem TODAS as rotativas: Muhammad Ali tem instagram. E posta selfie!

e minha favorita

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