Publicado em 26/07/2015 às 16:38

SP Metal 2 – 30 anos (em fotos e vídeos)

Santuário/Korzus/Abutre

(fotos by Edu Enomoto)

Publicado em 25/07/2015 às 14:09

SP Metal 30 anos – noite 1

Confere só pelas fotos do Eduardo Enomoto

Centúrias

Vírus

Salário Mínimo

Publicado em 24/07/2015 às 15:38

Como se dar bem com música no Brasil? (7 perguntas para um cara que se dá bem)

bruno imprensa01a 300x257 Como se dar bem com música no Brasil? (7 perguntas para um cara que se dá bem)

Ninguém se dá bem (financeiramente) com música no Brasil. Ou quase ninguém. E só vejo perguntas, perguntas, questionamentos e nada de possíveis soluções. Aí procurei um cara que está se dando bem, crescendo, expandindo, fazendo a roda girar, que é o Bruno De Marchi. Ele é dono da bandUP e repassei essas perguntas que tanto ouço pra ele. Deixei todas as respostas na íntegra, mesmo que cite empresas, negócios ou o que for, pois a intenção é prestar um serviço e só se consegue isso sendo o mais transparente possível.

Antes, segue uma bio escrita pelo próprio.

“Sou um músico formado como tecnólogo apaixonado em empreender, por isso sempre busquei criar negócios na junção da música com a tecnologia.
A bandUP! nasceu há quase cinco anos em uma lan house de Juquei, enquanto eu passava minhas férias de verão e comecei a criar a Loja Oficial do RESTART, que foi um fenômeno de vendas e que tinha um apelo fashionista com as roupas coloridas que usavam.
Naquele momento havia uma lacuna imensa no Brasil que os Artistas de Música não exploravam dentro de todo o seu potencial, mas que já era um sucesso lá fora, que é o Merchandise Oficial. Tendo como exemplos THE BEATLES e ELVIS PRESLEY, que vendem milhões por ano até hoje em produtos e que tiveram suas carreiras encerradas há décadas, e bandas ainda na ativa como KISS, que é a maior vendedora de produtos de merchandise do mundo, decidi avançar apresentando a idéia aos Artistas Brasileiros, que acreditaram e apoiaram o trabalho.
De lá pra cá, fechamos parcerias com grandes Artistas Nacionais como LUAN SANTANA, IVETE SANGALO, THIAGUINHO, FERNANDO E SOROCABA, FRESNO, TITÃS, PARALAMAS, SKANK, NX ZERO, TIM MAIA, ELIS REGINA e muitos outros, e também com os maiores nomes internacionais como THE BEATLES, ELVIS PRESLEY, KISS, ROGER WATERS, MADONNA, AEROSMITH e outros.
Além dos Artistas, expandimos nossa operação com outras Marcas de Entretenimento, Personagens e Comics, Séries de TV, Filmes e Games.
A operação da bandUP! compreende a Criação, Desenvolvimento e Operação do E-commerce e dos Produtos Oficiais destes Artistas e Marcas.”

- Você é uma prova de que é possível ser bem sucedido financeiramente com música no Brasil. Como?
Tanto na bandUP! como na FunStation (minha startup anterior e que também era um negócio de música), procurei desenvolver um novo negócio em nichos ainda não explorados em todo o seu potencial e que estavam abertos a novos empreendedores, pois interessava a todos os players principais do mercado fonográfico (Gravadoras, Empresários, Artistas) o desenvolvimento destes novos canais de receita. Assim, surgimos como soluções complementares e não como competidores.

- que dica daria para quem quer começar um negócio de música hoje?
Amar a música mais do que tudo e se preparar para se dedicar ao negócio acima de qualquer outra coisa, pois o trabalho necessário para isso é imensurável e diário!

- que dica daria para quem quer começar uma banda hoje (e transformar isso numa carreira)?
Pensar cada vez mais na música e no que ela representa e cada vez menos no anseio de se “ficar famoso”.
Criar e distribuir a música nunca foi tão acessível e possível como nos dia de hoje.
Ser um artista ativo, que alimenta as pessoas com novos conteúdos em curtos espaços de tempo e em várias plataformas, pode ser um bom caminho para se construir uma carreira.
E claro, o mais importante… não se esquecer que independente dos multi formatos e canais existentes, nada substituirá o mais importante, que é o que interessa no final de tudo que é a música em si.

- qual foi o momento mais difícil da trajetória e o que vc fez?
Há 10 anos atrás, quando inicie minha primeira startup, foi convencer pessoas e Cias importantes do mercado fonográfico a acreditar em novos formatos e, consequentemente, firmar parcerias com os seus conteúdos. De alguns anos pra cá este cenário mudou, com todo o mercado de uma forma geral mais acessível.

- antes as pessoas buscavam recursos no exterior, seja compondo em inglês seja tentando negociar produtos fora do país. O Brasil hoje é auto-sustentável no universo pop?
Não sei se o Brasil é auto-sustentável no universo pop, mas acredito que existam cada vez menos barreiras geográficas a um artista para que ele apresente a sua obra as pessoas de qualquer lugar. A internet e suas ferramentas possibilita uma distribuição em escala global a um custo zero e hoje em dia é muito mais fácil para um artista que ele mesmo crie a sua “tour” de pequenas apresentações dentro e fora do Brasil.

- como acha que estará o cenário musical em 5 anos?
Acredito que o cenário musical estará cada vez mais fragmentado em ondas que se criam e se desmancham rapidamente.
Pessoalmente preferia quando a música tinha uma profundidade maior como protagonista na vida das pessoas.
Ouvíamos um disco por completo com a mesma atenção em que assistimos um blockbuster no cinema hoje em dia.
A Música em si precisa conquistar mais a atenção das pessoas do que o reality show criado em torno do dia a dia dos Artistas em suas redes sociais.
Muitos artistas de hoje perdem mais tempo em suas redes sociais contando para seus fãs o que estão comendo no almoço do que compondo uma canção.
Vejo isso como um grande equívoco que deixa o cenário musical mais raso e que poderia mudar.

- como acha que estará o mercado musical em 5 anos?
Infelizmente o vejo fundido com outros mercados, como TV(reality shows), internet (Redes Socias) e games, tendo a música como pano de fundo de mercados primários.
Assim, nós, que amamos a música, precisamos trabalhar diariamente para que ela esteja presente na vida das pessoas cada vez mais, na pluralidade de formatos e canais que essas pessoas esperam.

Publicado em 23/07/2015 às 12:43

Guitarras do gênio Jeff Hanneman vão a leilão

esp 200x300 Guitarras do gênio Jeff Hanneman vão a leilão

Quatro guitarras do ex-guitarrista do Slayer, morto em 2013, após complicações de abuso de álcool quando em recuperação de picada de aranha que quase lhe custou um braço, estão em leilão pela marca que o patrocinava, a ESP.

São guitarras que ele usava mesmo e que iam com ele em turnês. Portanto o preço inicial de U$ 12 mil (uns R$ 40 mil) por cada não é tão absurdo.

Se eu tivesse essa grana daria um lance sem pestanejar.

A grana irá toda para a fundação que Jeff apoiava, the Wounded Warrior Project.

As imagens delas você vê abaixo.
Se quiser dar um lance, clique na Killer, que foi fabricada há 10 anos e utilizada na época de “Christ Illusion”, na Raiders, de 2008 em homenagem ao time dele na NFL, ou na BC Rich de 1990, época áurea do grupo, e que vem com um pedal Carbon Copy junto, que estava no estojo.

Uma quarta, ESP de 1998, ainda vai entrar em leilão.

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Killer

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Raiders

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BC Rich

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Publicado em 21/07/2015 às 15:15

O Video Music Award ainda existe, veja você. Confira os indicados

swift14f 1 web 225x300 O Video Music Award ainda existe, veja você. Confira os indicados

Dá pra completar: Confira os indicados...e chore uma semana.
A coisa é tão chata que tem uma categoria "melhor clipe com mensagem social".
Tô pra ver relação mais sem graça nessas minhas três décadas e tanto de dedicação ao fanatismo musical.
Para que se tenha ideia, a campeã de indicações é a Taylor Swift, com nove, daquele vídeo chatíssimo com a participação da chatíssima Lena Dunham, que era rainha dos hipsters (antes de esbarra no que poderia ser chamado de atriz popular), de Girls.
Os outros mais indicados são Beyoncé, Ed Sheeran e Mark Ronson, e a premiação, que acontece dia 30 de agosto, será apresentada por Miley Cyrus.
Rock? Só na categoria "melhor clipe de rock". Isto é, se você considerar os cinco grupos de rock.
Tá bom ou quer menos?
Confere os indicados:

Clipe do Ano
Beyoncé, "7/11"
Ed Sheeran, "Thinking Out Loud"
Taylor Swift ft. Kendrick Lamar, "Bad Blood"
Mark Ronson ft. Bruno Mars, "Uptown Funk"
Kendrick Lamar, "Alright"

Melhor clipe masculino
Ed Sheeran, "Thinking Out Loud"
Mark Ronson ft. Bruno Mars, "Uptown Funk"
Kendrick Lamar, "Alright"
The Weeknd, "Earned It"
Nick Jonas, "Chains"

Melhor clipe feminino
Beyoncé, "7/11"
Taylor Swift, "Blank Space"
Nicki Minaj, "Anaconda"
Sia, "Elastic Heart"
Ellie Goulding, "Love Me Like You Do"

Melhor clipe de Hip Hop
Fetty Wap, "Trap Queen"
Nicki Minaj, "Anaconda"
Kendrick Lamar, "Alright"
Wiz Khalifa ft. Charlie Puth, "See You Again"
Big Sean ft. E-40, "IDFWU"

Melhor clipe Pop
Beyoncé, "7/11"
Ed Sheeran, "Thinking Out Loud"
Taylor Swift, "Blank Space"
Mark Ronson ft. Bruno Mars, "Uptown Funk"
Maroon 5, "Sugar"

Melhor clipe Rock
Hozier, "Take Me To Church"
Fall Out Boy, "Uma Thurman"
Florence + the Machine, "Ship To Wreck"
Walk the Moon, "Shut Up and Dance"
Arctic Monkeys, "Why'd You Only Call Me When You're High?"

Artista a se observar
Fetty Wap, "Trap Queen"
Vance Joy, "Riptide"
George Ezra, "Budapest"
James Bay, "Hold Back The River"
FKA Twigs, "Pendulum"

Melhor clipe colaboração
Taylor Swift ft. Kendrick Lamar, "Bad Blood"
Mark Ronson ft. Bruno Mars, "Uptown Funk"
Wiz Khalifa ft. Charlie Puth, "See You Again"
Ariana Grande & The Weeknd, "Love Me Harder"
Jessie J, Ariana Grande, Nicki Minaj, "Bang Bang"

Melhor clipe com mensagem social
Jennifer Hudson, "I Still Love You"
Colbie Caillat, "Try"
Big Sean ft. Kanye West and John Legend, "One Man Can Change the World"
Rihanna, "American Oxygen"
Wale, "The White Shoes"

Melhor direção de arte
Taylor Swift ft. Kendrick Lamar, "Bad Blood" (Charles Infante)
Snoop Dogg, "So Many Pros" (Jason Fijal)
Jack White, "Would You Fight For My Love" (Jeff Peterson)
The Chemical Brothers, "Go" (Michel Gondry)
Skrillex & Diplo, "Where Are U Now" with Justin Bieber (Brewer)

Melhor coreografia
Beyoncé, "7/11" (Beyoncé, Chris Grant, Additional choreography: Gabriel Valenciano)
OK Go, "I Won't Let You Down" (OK Go, air:man and Mori Harano)
Chet Faker, "Gold" (Ryan Heffington)
Ed Sheeran, "Don't" (Nappy Tabs)
Flying Lotus ft. Kendrick Lamar, "Never Catch Me" (Keone and Mari Madrid)

Melhor cinematografia
Flying Lotus ft. Kendrick Lamar, "Never Catch Me" (Larkin Sieple)
Ed Sheeran, "Thinking Out Loud" (Daniel Pearl)
Taylor Swift ft. Kendrick Lamar, "Bad Blood" (Christopher Probst)
FKA Twigs, "Two Weeks" (Justin Brown)
Alt-J, "Left Hand Free" (Mike Simpson)

Melhor direção
Taylor Swift ft. Kendrick Lamar, "Bad Blood" (Joseph Kahn)
Mark Ronson ft. Bruno Mars, "Uptown Funk" (Bruno Mars and Cameron Duddy)
Kendrick Lamar, "Alright" (Colin Tilley & The Little Homies)
Hozier, "Take Me To Church" (Brendan Canty, Conal Thomson)
Childish Gambino, "Sober" (Hiro Murai)

Melhor edição
Beyoncé, "7/11" (Beyoncé, Ed Burke, Jonathan Wing)
Ed Sheeran, "Don't" (Jacquelyn London)
Taylor Swift ft. Kendrick Lamar, "Bad Blood" (Chancler Haynes at Cosmo Street)
A$AP Rocky, "L$D" (Dexter Navy)
Skrillex & Diplo, "Where Are U Now" with Justin Bieber (Brewer)

Melhor efeito visual
Taylor Swift ft. Kendrick Lamar, "Bad Blood" (Ingenuity Studios)
FKA Twigs, "Two Weeks" (Gloria FX, Tomash Kuzmytskyi, and Max Chyzhevskyy)
Childish Gambino, "Telegraph Ave." (Gloria FX)
Skrillex & Diplo, "Where Are U Now" with Justin Bieber (Brewer)
Tyler, The Creator, "F****** Young/Death Camp" (Gloria FX)

Publicado em 19/07/2015 às 16:19

SP Metal 30 Anos – músicos falam sobre a cena e o festival

Os SP Metal 1 e 2, dois discos lançados a partir de 1985, pela Baratos Afins (do grande Luiz Calanca) aglutinaram em oito bandas paulistas a cena de rock pesado e heavy metal que explodia no País. Dá pra dizer que foram os discos mais importantes do gênero lançados no Brasil.
Tudo bem, o "Roots", do Sepultura, é o ícone. Mas para o mercado exterior. Para a cena nacional, não tem pra ninguém.
Na sexta (24) e sábado (25) agora as bandas sobem ao palco do Sesc Belenzinho para reviver esses 30 anos.
Centurias, Salário Mínimo e Virus na sexta (Avenger, que completava o quarteto do SP Metal 1 não toca) e Korzus, Abutre e Santuário no sábado (Performances, do 2, não toca) formam o line up do festival.
Ricardo Ravache (e Cachorrão) do Centurias, Pompeu do Korzus e China Lee do Salário deram a entrevista abaixo falando sobre as três décadas, porque essas bandas continuam até hoje e sobre o evento.

24/07

21h – Vírus

21h30 – Salário Mínimo

22h – Centúrias

25/07

21h – Santuário

21h30 – Abutre

22h - Korzus

Publicado em 15/07/2015 às 18:05

a casa mais incrível à qual já fui

de um dos caras mais gente fina, igualmente - Reinaldo Kherlakian, que tem um estúdio, um zoológico etc na Graceland paulistana

Publicado em 14/07/2015 às 14:28

acho que esse é o documentário mais f%$@ da história

 acho que esse é o documentário mais f%$@ da história

Eu sou Thor. I am Thor.
É a história de um halterofilista canadense, que participou e ganhou diversos concursos, no final dos 60 e nos anos 1970 até que decidiu embarcar em carreira hollywoodiana. E sunset stripiana, numa versão hair metal.
Lançou o disco "Keep the Dogs Away", em 1977, até tocou ao lado dos roqueiros de arena da época, Kiss, Alice Cooper, mas não seguiu a trajetória de discos de ouro.

KeepTheDogsAway 300x295 acho que esse é o documentário mais f%$@ da história

Nos 80, na onda cabeleira com laquê, co-escreveu e dirigiu o filme Z "Rock´n´roll Nightmare". Terrível. Mas justamente por isso icônico.

Aí entrou naquela vibe de fracasso, depressão e tal e fez uma série de comebacks, retratados no doc.

Pelo trailer, lembra muito de "Anvil - The Story of Anvil", igualmente canadenses. Espero que circule por aqui.

Publicado em 13/07/2015 às 11:57

“AC/DC seria uma banda muito melhor se Bon Scott não tivesse morrido”, diz biógrafo da banda, que lança livro no Brasil

youngs 711x1024 “AC/DC seria uma banda muito melhor se Bon Scott não tivesse morrido”, diz biógrafo da banda, que lança livro no Brasil

O inglês Jesse Fink está no Brasil onde lança nesta quarta-feira, em São Paulo, a biografia do AC/DC sob o ponto de vista dos irmãos Young - Malcolm, Angus e George, o irmão mais velho que, segundo o autor, é tão importante quanto os outros dois na trajetória do grupo.
Segue entrevista com o biógrafo.

Você escreveu que a “descoberta” do AC/DC, há alguns anos, o ajudou a superar um divórcio terrível (estranhamente quando escutou a música “Gimme a Bullet”). Que outras histórias semelhantes descobriu enquanto pesquisava e escrevia o livro?
Sim, “Gimme A Bullet” abriu caminho para que descobrisse o poder do AC/DC em um momento crucial na minha vida. A música deles me manteve vivo, então este livro é meu reconhecimento disso e da importância deles para milhões de pessoas ao redor do mundo.
Há muitas histórias no livro que não foram contadas anteriormente: da suposta overdose de heroína de Bon Scott no meio dos anos 1970 (e de como os irmãos Young quase o demitiram da banda por isso) passando por como Mutt Lange foi contratado de verdade para produzir “Highway to Hell” até a história do icônico logo da banda e de como seu criador, Gerard Huerta, nunca recebeu um centavo por isso.
Talvez minha história favorita é a revelação de que o baterista do primeiro hit da banda, “High Voltage”, era um italiano chamado Tony Currenti e não Phil Rudd. Tony é dono de uma pizzaria em Sydney! Também creio que Bon Scott escreveu algumas letras para “Back in Black” e coloco essa investigação no livro.

Quando pensamos em irmãos Young, automaticamente consideramos Malcolm e Angus. Mas há o George, irmão mais velho, que tinha sido rockstar na Austrália (com Easybeats) e ajudou a moldar a banda, além de produzir os primeiros discos. Qual é a porcentagem de responsabilidade de cada um no AC/DC?

Os três irmãos são realmente indivisíveis. Não dá nem para colocar em termos de porcentagem. Sem o George não existiria AC/DC. As experiências dele no Easybeats (conjunto de muito sucesso que ele teve na Austrália) moldaram o que viria a ser o AC/DC. Sem o Malcolm não existiria um líder. Ele é o criador do som poderoso de guitarra característico do grupo e a banda não é a mesma sem ele. Angus é a estrela do público, mas quando Bon estava na banda eles dividiam as atenções: Bon e Angus eram importantes à mesma medida.

Existem muitas biografias da banda. Quais são as falsas histórias, que de tanto serem contadas, acabaram virando “verdades” na carreira do AC/DC?
A história da contratação de Mutt Lange para produzir “Highway to Hell” por exemplo foi repetida tantas vezes que o mito virou verdade. Sempre foi dito que o empresário do AC/DC à época, Michael Browning, veio com a ideia em 1979. De acordo com diversas fontes, não foi isso que aconteceu. Era uma ideia da gravadora Atlantic Records, que já vinha desde 1978, e Doug Thaler, futuro empresário do Mötley Crüe e Bon Jovi, pode assumir o crédito por isso. Existem também muitas histórias inconsistentes sobre “Back in Black” igualmente, que exponho no livro.

Qual é sua história favorita dos irmãos Young?

Nenhuma que se possa publicar!
Uma que acho interessante é que Peter Mensch, que foi empresário do AC/DC e hoje trabalha com Metallica, foi demitido da banda porque os irmãos não aceitaram que ele levasse a namorada durante uma turnê australiana.

De certa maneira você diminui a importância que acreditava-se que os irmãos davam a Bon Scott antes da morte e antes de ele virar uma lenda. Você acha que se ele estivesse vivo continuaria vocalista do AC/DC?
Acredito que Bon estava considerando as opções de futuro em sua carreira quando morreu. Nós sabemos que ele tinha a ideia de lançar um disco de southern rock solo. O antigo baixista do AC/DC Mark Evans colocou em sua biografia isso. Bon tinha muitos problemas com álcool. Não considero que o estilo de vida que levava o levaria muito longe. Mas ele estava desesperado por conseguir alguma estabilidade na vida, financeira e afetiva. Considero razoável teorizar que ele teria saído do AC/DC se não morresse quando morreu.

Vamos supor que ele continuasse. Qual você acha que seria o futuro da banda? Eles teriam lançado um álbum de sucesso estrondoso como “Back in Black” na sequência? E uma série de álbuns mais fracos depois?
Esta é uma das perguntas mais interessantes que já me fizeram. Queria muito que Bon estivesse vivo até hoje. Bon Scott foi a melhor coisa que já aconteceu para o AC/DC. Suas letras não podem nem ser comparadas às letras atuais da banda. Seu vocal era muito superior ao de Brian Johnson. Ao vivo, ele era incomparável. Os discos que ele fez com AC/DC nos 70 são os melhores do grupo. Então, o que quero dizer, é que o AC/DC seria uma banda muito melhor do que é com Brian Johnson e eu gostaria muito de ter mais músicas do AC/DC com Bon Scott se ele não tivesse morrido.

Existem muitas injustiças creditadas aos irmãos Young, como a do logotipo do grupo. Quais outras você pode apontar?
Duas se destacam.
Primeiro, o completo descrédito a Tony Currenti como baterista no primeiro disco, “High Voltage”, e no primeiro single da banda, de mesmo nome. Músicas em que ele tocou foram usadas na Austrália e nas versões internacionais do disco, do disco “TNT”, de “Jailbreak” e “Backtracks” e ele nunca recebeu sequer um telefonema. Nunca recebeu um convite de backstage de show, nenhum crédito, nada. Ele é uma das pessoas mais gentis e genuínas que já conheci dentro ou fora da indústria musical, então qual é o problema? Eles deveriam fazer a coisa certa com Tony. Pegar o telefone, falar alô. Melhor ainda, convidá-lo a tocar “High Voltage” ao vivo em Sydney. Ele faria um trabalho bem melhor do que Chris Slade na bateria, que não tem o suingue de Tony. Era a canção de Tony.
A segunda é a maneira como Mark Evans foi colocado para fora da banda. Ele foi demitido de modo estranho à véspera da primeira turnê norte-americana em 1977 e teve que tomar atitudes legais para ser compensado. Quando ele foi convidado a comparecer à celebração de introdução do grupo no Rock and Roll Hall of Fame ficou extremamente empolgado. Então o convite foi misteriosamente desfeito. Muita coisa injusta e não condizente com a realidade foi dita sobre Mark. Malcolm disse algo muito horrível: “Nós nunca o quisemos (na banda), não achávamos que ele tocava direito. Nós todos dávamos conta, assim como (o baixista da banda em 1974) Rob Bailey. Nós só esperamos ter um pouco de autonomia para nos livrarmos de nosso empresário e contratar um bom baixista”. Horroroso.

Você considera que o AC/DC foi o Easybeats que deu certo (comercialmente)?
Se você quer dizer ter muito mais sucesso que o Easybeats, sim. Com conjunto de rock, o AC/DC é um fenômeno. Musicalmente, os Easybeats eram tão talentosos e possivelmente mais criativos que o AC/DC (escreviam música em diferentes estilos). Mas o AC/DC é mais rock que qualquer conjunto na história da música.

Liste os discos da banda do melhor para o pior:

1. Powerage
2. Let There Be Rock
3. Back in Black
4. Highway to Hell
5. High Voltage
6. Dirty Deeds Done Dirt Cheap
7. Rock or Bust
8. Flick of the Switch
9. For Those About to Rock We Salute You
10. Ballbreaker
11. Stiff Upper Lip
12. Black Ice
13. The Razors Edge
14. Blow Up Your Video
15. Fly on the Wall

Em seu livro anterior, The Glimpse, você atribui uma música para cada capítulo. Você sempre foi movido por música?
Sim, The Glimpse tem uma música para cada capítulo. Músicas são marcos de momentos importantes de sua vida, assim como foram para mim quando estava me recuperando de um divórcio (tema do livro), especialmente as de Michael McDonald. Aquele livro é extremamente pessoal e um de meus melhores. Adoraria que fosse publicado aqui depois de “The Youngs”.

Você diz que AC/DC não era sua banda favorita. Ainda não é ou mudou de ideia após escrever o livro?
Minha banda favorita é provavelmente o Doobie Brothers. Pau a pau com AC/DC. Amo as duas bandas – a era de Michael McDonald no Doobie e a era Bon Scott no AC/DC. Estou conhecendo a música brasileira agora por conta de minha namorada brasileira. Existe um cenário incrível aqui.

Lançamento em São Paulo:
Quando: 15 de junho
Horário: 19h
Onde: Livraria Cultura – Shopping Bourbon
Rua Turiassu, 2100 - Piso 3 - Loja 211

Os Youngs – os irmãos que criaram o AC/DC
Autor: Jesse Fink
Tradução: Marcelo Hauck
Preço: R$49,90
Páginas: 272
www.editoragutenberg.com.br

Publicado em 11/07/2015 às 09:43

Making of do disco novo e última parte da entrevista com Krisiun

Segue abaixo a quarta e última parte da entrevista dos 25 anos de Krisiun.
Se quiser ver o making of do disco novo, que sai em agosto, a música nova, pule para os 13 minutos do vídeo.
Trabalho hercúleo do Robert Mathias, Douglas Baeto, André Pequeno, traduções da Carla Clara, Natalia Ilovatte, edição do Bruno e por aí vai.

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