(este não é um post de música ou cultura pop, mas escrevo porque o considero importante)

Eu era um moleque que soltava bombas. Muitas. Portanto, tenho pouco moral pra falar. Mas também não sabia o que minha diversão barulhenta causava ou poderia causar nas casas das pessoas ao redor.

Então agora conto.

Se você tem crianças, existe grande chance de que elas fiquem realmente assustadas com bombas fortes, tipo rojão. Tenho duas crianças e uma se assusta a ponto de chorar (a outra puxou mais o pai). É de encher de lágrimas os olhos ver sua filha correndo para abraçar sua perna com medo. E tendo ela dois anos você não ter uma explicação razoável que a acalente.

Se você tem bichos, existe uma chance tremenda de eles ficarem assustados com bombas fortes. Tenho quatro em casa, e é uma reação em cadeia – rojão estoura, cão começa a latir loucamente, isso assusta ainda mais os gatos que saem em disparada e piora a situação com a criança amedrontada.

E aí ficamos nas dicas de amenizar o problema.

Para cães, parece que o melhor é transformar o momento em brincadeira, para que ele não considere que é realmente um perigo. Agora, vai explicar isso para um gato. Ou tentar explicar para uma criança que existem seres humanos chatos o suficiente a ponto de quererem transformar a própria felicidade em incômodo para o restante da população.

O ponto é: escrevo isso sem a perspectiva de que vá atingir diretamente os responsáveis, já que duvido que um cara que se programou para soltar rojões hoje à noite passe por aqui ou por qualquer outro tipo de leitura hoje, se não as capas dos cadernos esportivos penduradas nas bancas. Mas para tentar que mais pessoas se unam e mostrem o retrato do lado silencioso.

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