Publicado em 07/07/2012 às 11:47

‘Independente é o car&%$@.’ – Um perfil de Lobão

Anteontem fui fazer um back up de arquivos para um HD externo e encontrei este perfil que escrevi sobre o Lobão para a Rolling Stone. Não sei se é a versão que entrou na revista. Acho que não, que é o material bruto que enviei para o editor à época, 2007, o Quinho. Achei divertido e reproduzo.

Lobao ‘Independente é o car&%$@.’   Um perfil de Lobão

A Ponte Aérea não consome mais do que 50 minutos. Vale pelos segundos finais, quando ao se aproximar do aeroporto carioca Santos Dummont tem-se a sensação de que o avião partiu de um oceano de prédios paulistanos e está prestes a pousar no mar que banha a praia do Flamengo. No vôo JJ3942, da TAM, de 27 de fevereiro, o comandante Sousa Filho soube compensar a espera de 40 minutos na pista até a decolagem com o que chamou de “vôo panorâmico”, contornando a mais famosa orla brasileira, de Cepetiba ao Flamengo. Tenho a sorte de ter as três poltronas livres para ir à janela e observar. Tenho a falta de sorte de as duas outras poltronas da fileira estarem vazias, pois uma seria ocupada por Lobão e a outra por sua mulher e braço-direito-nos-negócios, Regina. Começaria na decolagem a entrevista que originou esta matéria. Ou por outra: o papo sobre o desde a gênese polêmico disco acústico que Lobão lança neste abril de 2007. Era a terceira tentativa frustrada de entrevista. Dessa noite, porém, não passaria. E não fora o receio lobônico das justificativas dessa mudança radical de carreira que jogaram água nas tentativas anteriores. “Pimentel, o trânsito em São Paulo tá foda. Estou pegando o vôo na seqüência. Me espera”, intimava o lobo em recado na minha caixa postal, minha recepção seqüente ao “bem-vindos ao Rio de Janeiro”, da aeromoça.

Lobão só apareceria cinco horas após a previsão do início da entrevista. Tempo suficiente para eu pegar a maior parte do caminho de volta do vôo panorâmico, do Leme ao Pontal, como cantou o padrinho dele, Tim Maia, e chegar à Toca do Bandido, estúdio na Estrada de Jacarepaguá do falecido produtor Tom Capone, onde estava sendo mixado o trabalho.

Espero com o novo companheiro de Lobão, o produtor Miranda. Ouvimos algumas músicas, e quando o personagem chega, esbaforido, de bermuda de tactel estampada, tênis de cano alto verde e camiseta pólo da mesma cor, não leva três minutos para que o gravador seja ligado no estúdio em si, onde estamos só os dois, uma bateria e uma parede com dezenas de guitarras e baixos de Capone, expostos como (o que são realmente) obras de arte.

Se ele deixou claro estar pronto no recado deixado no celular, opto pelo que normalmente seria o pior approach: partir direto ao ponto, ao fígado. Mas quem acompanha a carreira de três décadas dele sabe que o pior costuma ter o estranho impulso de se transformar no mais saboroso.
“Por que você resolveu colocar um alvo tão grande no peito?”, coloco como a primeira carta na mesa.

Nas duas horas e doze minutos seguintes, em que o gravador está ligado, teria a chance de outras 18 intervenções. No total, Lobão deixou que eu falasse 204 segundos. Fosse uma apresentação musical o nosso diálogo, Lobão teria solado durante 97,7% do tempo.

Lobão é o macho alfa da matilha. De todas as que criou.

Penso nos textos que havia lido até então sobre a expectativa em relação ao Acústico MTV. Não encontrara um em que o dedo não estivesse apontado ao lobo como traidor. Traidor dos próprios princípios e da defesa do esquema independente.

Penso nos últimos 30 anos do músico que está à minha frente, desde a saída estratégia da Blitz, um dia depois de posar com sorriso de orelha a orelha na capa da Istoé como dono das baquetas da sensação da música em 1982. Esperar coerência de Lobão é assinar um atestado de ingenuidade.

“(gravei o Acústico porque) Eu mereço. É um presente que estou me dando. Adquiri uma liberdade que ninguém no Brasil tem, uma dignidade que muito poucos artistas têm e um patrimônio musical que poucas pessoas no país construíram”, devolve.

Mas e mercado independente, meu caro? E a sua batalha iniciada em 1999 pela moralização da música? Todos os ataques às gravadoras e seus esquemas de jabá (pagamento para que determinado artista ou faixa toque nas rádios e TVs)? A luta pela transparência na numeração dos discos?

“Neguinho fica nessa: ‘Lobão independente é que vale’. Eu tenho que defender meu patrimônio. Independente é o caralho. Eu sou livre. E sou independente. Inclusive para entrar em uma gravadora e falar: ‘Vou fazer isso e isso’.”

Bom, agora a contradição é minha, afinal alguém espera mais coerência que isso?

Você pode argumentar que o feitiço virou contra o feiticeiro, pois. Que o mercado que Lobão tanto defendeu nos últimos oito anos não o comporta mais. E estará coberto de razão.

Se não, vejamos.

O primeiro passo do lobo no mercado alternativo foi uma cópia do comediante Ari Toledo. Despachado pela gravadora Universal, um dia ele passa pela banca e vê um CD do comediante encartado em uma revista – uma publicação pró-forma, apenas para driblar a exigência de que um produto como um disco só pudesse ser distribuído nas bancas do país se estivesse encartado em uma revista. Um tempo depois ele coloca nas bancas “A Vida é Doce”. Vendeu 97 mil cópias. Animado, em 2001 lançou um disco ao vivo. 18 mil cópias.

“Em 2005, lancei “Canções da Noite Escura’, que levou quatro anos para ser feito, mas também foi um fracasso. Ninguém ouviu. Um mês e meio de banca e não chegou a 20 mil cópias. Eu faço letra, música, arranjo – isso tudo demanda muita energia. Percebi que não podia mais sair em banca. A minha revista (OutraCoisa) não me comporta mais”, dá prosseguimento à história.

“Tudo o que fiz na música independente foi por puro egoísmo. Se ajudei a terceiros, e até ajudei, foi por circunstância e sobra”, emenda, em um upper. “Estou criando um arcabouço mais confortável para que possa me reinserir no mercado. Mesmo porque não sou filantropo nem quero ser político. Luto pelo meu espaço, para que possa continuar tocando.” Nocaute.

Mas a luta ainda não terminou. Ao final do ano, logo depois de comemorar seu 50º aniversário, a BMG/Sony relançará toda a obra do artista remasterizada, de Cena de Cinema (198X) a “Canções da Noite Escura” (2005).

Lobão é o típico carioca. Ao menos o típico carioca como um paulista costuma enxergar qualquer pessoa nascida no Rio – um ego pronto para o palco. Basta um clique, uma risada, uma anuência, para que o holofote exploda em luz.

“Pensa no meu repertório. Só Neil Young, Bob Dylan têm algo assim. O Acústico tem 20 músicas e poderia ter quarenta. Tenho a maior quantidade de hits aglomerados de toda essa geração”, uiva em defesa à cria.

“Acústico MTV já foi CTI, para artistas moribundos salvarem a própria obra. Neste, consegui as versões definitivas das minhas músicas. Não tem uma que não dê banho na original. São 21 canções que me defendem.”

Noves fora, são mesmo.

Pouco antes de Lobão chegar, Miranda sugere uma cadeira para que possa desfrutar do tratamento para o DVD que está dando. “Ali você sente melhor o (sistema de som de) 5.1 (canais)”, promete.
Até mesmo um ser que nunca viu toda essa diferença entre vinil-CD-MP3 e quetais sente que os ouvidos são banhados em leite de cabra e abanados por odaliscas.

O set-list favorece: “Rádio Blá, “Essa Noite Não”, “Decadence Avec Elegance”, “Revanche”, “Chorando no Campo”, “Me Chama”...”É como se estivesse na Marquês de Sapucaí vendo minhas músicas em desfile. Agora esta, e esta, e mais esta...”, diverte-se o compositor. “E não escolhemos só por serem hits – escolhemos as que eram canções mesmo, que funcionassem melhor em formato acústico”, diz Miranda.

O produtor fala com propriedade. Quando da formação da dupla com o lobo, escolheram o repertório juntos, moldaram o esqueleto das músicas apenas no violão e voz e foram acrescentando o restante dos instrumentos um a um.

A cada músico que era integrado ao time, Miranda fazia uma seleção musical e enviava para o escolhido entender pelo ouvido a idéia. Calexico, Wilco, Nick Drake, Josh Rouse, todos viraram amigos íntimos dos músicos.

Dois meses de ensaios dia-sim-outro-também e estavam prontos para a gravação, que aconteceu em São Paulo, em dezembro passado.

Do arsenal, fizeram parte banjo, violão de 10 cordas, violão de 12 cordas, barítono, bandolim... “Gastamos 200 paus só em violões”, resume Lobão.

Não que isso vá fazer qualquer diferença para o ouvinte médio. Para este é “Me Chama” em uma versão diferente da que ele ouviu a vida inteira. Não que isso vá fazer qualquer diferença para Lobão.

“Sabe o que é pior? Artisticamente é meu melhor disco.”

Opinião subjetiva, além de carregada, obviamente, de interesse, demais para ser avaliada, contestada ou comentada. Opinião pessoal? Se for analisado pela puramente qualidade musical, o projeto ganha quatro estrelas e meia de cinco possíveis.

Ao final da primeira fita, Lobão cansa. De dar entrevista. Precisa de um estímulo diferente. Já passa de 23h e sugere que peçamos uma pizza. Sugere que vejamos algumas músicas prontas do DVD. No caminho, pára na sala de controle e quer ver o que foi feito no dia, enquanto ele passou a jornada em São Paulo em reuniões e visita ao oculista.

“Do caralho, do caralho”, aprova, depois de ver e ouvir “...Noite Escura”.

“Preciso operar o olho”, aponta para os óculos, utensílio desarmônico em seu rosto. Uma armação estilo Ray-Ban, dourada, oitentista, que enverga em contraste aos cabelos longos e a roupa que mistura estilos surfista-sóbrio-garotão-não-ligo-pra-nada-e-dirijo-em-disparada.

O músico já foi tudo. Gordo, magérrimo, fashion, topetudo, tocou rock, esbarrou no punk, foi romântico, poeta, levou o samba ao rock. E levou latadas por isso, em episódio histórico no Rock in Rio de 91. Reagiu como se esperava. Apresentou “Vida Louca Vida” e “Canos Silenciosos” a um público aquecido pelo Sepultura, tomou umas tantas latas na cabeça, que cobriu sabiamente com um capacete, e deu por encerrada a apresentação: “Quero que vocês vão tomar no cu. No cu. No cu”.

No mesmo dia, conheceu a mulher. “Conheci a Regina nesse dia. Fui lá levar lata e saí com minha gata”, diverte-se com a rima. “Metaleiro para mim é que nem corintiano. Todos têm um QI duuuuhhh”, diz, enquanto gesticula como um retardado.

Ter sido enxotado do palco pelos “retardados” mais lhe diverte do que envergonha. Não existe tabu na conversa. E se é para repassar a carreira, que seja inteira. Mostra isso incluindo no Acústico uma música do Vímana, banda de rock progressivo da qual fez parte no final dos anos 1970 ao lado de Lulu Santos e Richie.

Lobão diz ter ligado para os dois, para falar que a gravaria. “Mas eles nem lembravam da música. Só a tocamos em ensaio, nem chegamos a gravar. Lembrei durante um porre”, diz.

Mas o lobo precisa de sangue novo. Traz para o disco igualmente a turma nova. Divide o palco com os gaúchos da Cachorro Grande, da qual lançou o segundo disco, “As Próximas Horas Serão Muito Boas”, na revista que edita, “OutraCoisa”.

Pampas que emprestam igualmente Miranda, seu novo parceiro de arruaças. “Somos o rodo e o pano-de-chão”, resume. “O último cara que vi com a energia do Miranda foi o Júlio Barroso. Ele é um puta empreendedor e tem uma energia e conhecimento absurdos”, conclui.

Foi Miranda quem colocou panos aquecidos quando pintou a proposta de fotos desta matéria. O lobo vestiria pele de cordeiro?

“Nem fodendo. Acho uma imagem muito óbvia, um ensaio muito óbvio. Não quero posar dessa forma.”

- É. Mas ficaria afudê se fosse comendo umas patas de cordeiro, cheio de carne, sangrando. Mas tu tem que me chamar pra ir junto se for assim – vê por um outro ângulo o produtor.

“Pode ser. Aí pode ser”, titubeia o músico.

E compõe mais uma:
Chega de rebolado.
Quadril reto, peito pra dentro.
General Vaosefuder falando.
Paudurecência (três vezes)

Existem duas coisas inevitáveis no showbusiness – quando uma pessoa reproduz uma frase do Silvio Santos (serve o Maluf também), tentar imitá-lo, e quando uma pessoa comenta algo de Lobão usar o aposto maluco.

Pode fazer o teste. Use, como eu, um táxi de termômetro. No caminho para o estúdio, o motorista quer saber se vou lá para gravar. “Não, vou para entrevista um cara que está gravando”, faço mistério. Umas cinco perguntas depois, ele toma coragem de me perguntar quem. “Ah, Lobão, o maluco”, devolve a resposta que eu esperava.

Táxi também já foi termômetro para o músico. “Chegou uma época em que entrava no carro e o taxista: ‘Pô, Lobão, você parou?’. Pego outro: ‘Pô, parou?’. Você acha isso bacana? Eu mereço isso?.”

Ele teve essa consicência quando, em 2006, fez uma participação no programa Luau da MTV, que estava sendo gravado com Pitty.

Ana Butler, poderosa diretora de relações artísticas da MTV, comentou que ele era o rei de fazer coisas novas, que já tinha feito dois discos ao vivo e se não era hora de pensar em um acústico. “Por que não?”, reagiu positivamente o músico.

“Já tinha feito um ao vivo mais recente, em 2001 ( o anterior é de 1990?). Mas foi tão inexistente que decidi fazer este por uma gravadora. Ventilei isso e imediatamente chegaram três convites”, resume os passos seguintes.

A recepção do mercado soprava a favor. Mas contra ele existiam todas as batalhas que iniciou desde que decidira por força maior seguir a rugosa trilha independente brasileira. Percebeu isso de cara, quando lançou a batalha pela numeração dos discos, o que traria transparência nas vendas. “Colhi cinco mil assinaturas, e uma semana depois estavam todos falando mal de mim. Menos a Beth Carvalho e o Frejat.”

O lobo estava só.

“Há dois tipos de pessoas no Brasil. Ou você fica sem nenhum ideal, sem nenhum instinto ético, formando alianças espúrias, ou você se torna inflexível, xiita, como a esquerda festiva. Não sou nem um nem outro”, justifica o eterno desencaixe.

A pizza demora a chegar, e embalamos um segundo tempo na entrevista.

Ele está mais manso. Quando retomo o assunto das brigas que iniciou durante o período independente e se não tem a menor culpa em estar decepcionando alguns, diz que está acostumado a fazer o que lhe dá na ventana na hora que o vento der uma brecha. Conta a história de sua fuga do país na ocasião de sua segunda prisão para ilustrar.

“Passei seis meses fugido em Los Angeles para não cumprir pena. Fui preso com galho de maconha e não queriam me dar hábeas corpus. Fui embora para não passar fome. Levei tudo o que tinha, não sei quantos mil dólares. Falei: ‘Vou gastar tudo. Foda-se’.”

Não gastou tudo, e voltou com um bom disco (que considera mediano) na mala, “Sob o Sol do Parador”.

Lobão tinha 32 anos à época. Em outubro próximo completa meio século.

Não dá pistas disso, nem no porte, nem nas roupas, muito menos nas citações, no gosto musical, afoito à caça de novidades, no interesse atual pelas possibilidades de criação que o computador lhe confere.

Recentemente, comprou um iPod, que lhe revelou a predestinada falência do formato disco. O compositor está atrás de outras formas e conceitos de apresentação de seu trabalho, seja por singles, liberando para download, mas admite que inevitavelmente não fugirá da apresentação conceitual que um CD lhe proporciona. “Demanda muita energia, mas é como escrever um livro”.
Para tudo, ele possui uma história, o que lhe confere uma vantagem enorme em um diálogo quando se é possuidor de uma alma afoita pela verbalização. Para tudo. Sobre o ato de escrever um livro, ele recorre a uma entrevista que assistiu recentemente de Bob Dylan, no qual o músico norte-americano disse que só ficou em pé de igualdade com os jornalistas culturais quando lançou um livro. Aí sim eles poderiam falar com embasamento, já que escrever é o ofício deles, dando a entender que não é possível levá-los a sério quando opinam sobre música.

Seus assuntos prediletos são personalidades polêmicas. E emenda do encontro marcante que teve com o eterno boêmio Nelson Gonçalves, quando a revista Manchete quis colocar duas gerações de músicos que em certo momento da carreira afundaram em drogas. No caso, a cocaína.
“Cheguei todo educado para falar com ele: ‘Como vai, seu Nelson?’. E ele: ‘Seu Nelson é o caralho. Eu sou você anteontem’.”, conta rindo.

Narra a luta-exibição em que seu Nelson enfrentou e tentou nocautear Éder Jofre e sua preferida, quando o cantor já falecido teria seqüestrado um colombiano por dois meses e obrigado o sujeito a produzir dois quilos de cocaína. “Ele ficou dois anos sem sair de casa, cheirando.” Tinha um lema que era ótimo: “Onde houver botequim, puteiro e violão, haverá Nelson Gonçalves cantando uma canção”, gargalha.

O submundo lhe fascina. Ele emenda outro caso da época em que ficou visado pela polícia: “Virei mascote do CV (Comando Vermelho). Aprendi a atirar de bazuca, um tenente-coronel me dava aula de tiros toda quinta-feira, contratado por um cara de uma boca (-de-fumo).”

Mas isso tudo é parte de uma história que não será levantada enquanto o “Acústico MTV” estiver nas lojas e seus discos forem relançados por uma major que ele tanto amaldiçoou em tempos recentes.

Pergunto se está satisfeito com as respostas que me deu sobre o assunto.

“Porra, eu sei que as pessoas vão ficar nessa de: ‘Por que o Lobão está aprontando?’. Ora, porque sim. Porque estou a fim de fazer um acústico. Eu quero e tenho moral para fazer. E vou morrer de rir quando e se as músicas (da fase independente) tocarem nas rádios”, afirma.

Insistir nesse assunto, tentar levantar algo que o irrite, algum mea-culpa, são deveres profissionais meus naquele momento. Mas, cá entre nós, não fazem muito sentido.

A história está ao lado dele, não do meu. E Lobão sabe bem disso.

“Sou muito popular. Talvez seja a figura mais popular que conheça. Em hospitais, sanatórios, campeonatos de cuspe à distância, onde quer que vá todos me tratam muito bem”, diverte-se.
História que ele dá pistas dos próximos capítulos.

“Beethoven, Strauss, Jorge Luis Borges, Cartola...Sempre procurei ícones, exemplos, que tiveram o apogeu na senilidade. Não Rimbauld nem Hendrix. Não estou tão velho, mas estou ficando melhor. E feliz com isso.”

Na prática, isso significa o quê?

“Estou a fim de fazer uma arruaça – não estou com vontade de pendurar as chuteiras. Quero montar uma banda em que seja apenas baterista – que não componhe, cante, nada, só toque bateria.”

- “Que estilo será essa banda?”, pergunto.

- “Lobônico, claro. Mas quero o anonimato.”

- “Como assim?”

- “Não, anonimato, não”, corrige-se prontamente.

1 Comentário

"‘Independente é o car&%$@.’ – Um perfil de Lobão"

7 de July de 2012 às 11:47 - Postado por Luiz Cesar Pimentel

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Comentários
  • João
    - 13 de julho de 2012 - 11:47

    Pelo menos metade das estórias do Lobão são inventadas, coisas da cabeça dele pra contar em entrevista.

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