Publicado em 13/07/2012 às 05:51

As melhores (e piores) histórias do rock

guitarok As melhores (e piores) histórias do rock

Como não sabia bem o que escrever neste Dia Internacional do Rock sobre um tema tão delicado e vasto e genérico como rock, separei de cabeça algumas de minhas histórias favoritas. Nem vem com: "ah, isso aconteceu em dezembro de 64 e não em novembro", pois escrevo na confiança de minha não tão boa memória.

Elvis, em sua fase gordão com a roupa American Eagle, que simulava quimono de caratê, tinha uma paixão por sanduíche de (anote a receita): bacon frito, manteiga de amendoim e banana amassada. Dizem os que presenciavam os lanches, que ele mandava de 10 a 15 pra dentro.

O Mötley Crüe era o grupo do excesso dos 80. Excesso de drogas, de mulheres, de laquê nos cabelos. Nikki Sixx era o que pegava mais pesado nas famigeradas, até que teve uma overdose de heroína e morreu por dois minutos. Foi reanimado por uma injeção de adrenalina. E no dia seguinte voltou à ativa na agulha.

Entre os produtores, não existe personalidade mais doentia do que a de Phil Spector. Nem o cavalheiro Leonard Cohen escapou de sua loucura. Durante a gravação de “Death of a Ladies Man”, de 1977, Spector apontou uma arma para o peito de Cohen e disse: “Eu te amo, cara”. Ao que Cohen respondeu: “Espero que sim”.

A morte do vocalista do Doors, Jim Morrison, é questionada até hoje. Diz a ex-mulher, Pam, que o encontrou morto na banheira do apartamento em que viviam em Paris. Como o enterro foi na capital francesa e ninguém viu o corpo, nasceu a lenda de que Jim não teria morrido. Mas a melhor história do ex-líder do Doors é de seu casamento em cerimônia pagã com uma bruxa. Troca de sangue e o caramba.

'Mama' Cass, vocalista do Mamas and the Papas, morreu engasgada com um sanduíche. A história é muito boa, pena que não é verdadeira. Havia um sanduíche ao lado da cama onde ela foi encontrada morta em 1974, aos 32 anos. Mas o que a vitimou foi falência cardíaca devido à obesidade.

Onde está o corpo de Richey Edwards, do Manic Street Preachers? Em 1995, aos 27 anos, seus sapatos foram encontrados ao lado de uma ponte onde suicídios eram comuns em seu País de Gales natal. Dono de personalidade doentia, cortou as palavras 4 Real (algo como Pra Valer) em seu braço durante entrevista.

Durante show com lugares (bem) separados para galera e para abonados, John Lennon não resistiu e pediu: “Vocês aí no fundo (galera), vamos acompanhar com palmas. E vocês nos outros lugares (abonados), sacudam as jóias”.

Depois de gravar o lendário “Pet Sounds”, é de conhecimento geral que Brian Wilson, principal compositor dos Beach Boys, pirou. Virou ermitão, recluso, e à base de cocaína por anos. Em 1970, nos bastidores de um show, viu algumas crianças e tentou ser simpático: “Oi, eu sou Brian”. Ao que responderam: “Nós sabemos, somos seus filhos”.

Elvis passou a década de 60 mergulhado no cinema. A ponto de perder a noção de sua realidade (menos famosa) com o cidadão da rua, fã de sua música. Para provar isso, um membro de sua entourage sugeriu passeio na rua. Não reconhecido, Elvis se deu conta e planejou o clássico “Especial de 68”, que marcou sua volta à música.

Gram Parsons era O cara do country alternativo, na mistura do gênero com rock. Morto em 1973, de overdose de drogas em um quarto de hotel, seu corpo foi roubado por um amigo e por seu empresário no Aeroporto de Los Angeles, levado para o local onde fica Joshua Tree, e queimado.

Neil Young sempre teve problemas com gravadoras. Personalidade rebelde, o problema chegou ao ápice em 1984, quando gravou o estranho disco “Trans” e foi processado pela gravadora Geffen “por não soar como Neil Young”.

Marylin Manson, antes de virar esse personagem gótico-sombrio-andrógino era um ator-mirim, o Paul Pfeiffer, do seriado “Anos Incríveis”. Seria uma bela história não fosse boato.

O guitarrista Keith Richards, do Rolling Stones, para se livrar da dependência química trocou todo o sangue do corpo. A história é boa demais pra ser desmentida. Está mais para uma hemodiálise, e o próprio Richards disse que perguntaram tantas vezes para ele sobre se livrar das drogas que ele criou essa história. Mas que ele cheirou as cinzas de seu pai morto, isso é verdade.

Robert Johnson fez um pacto com o diabo numa encruzilhada para fazer sucesso. Só se o diabo for pseudônimo de seu professor, Zimmerman.

Nos loucos anos 1960 e 70 ninguém era mais louco que o baterista Keith Moon, do The Who. Chegou ao auge quando mergulhou em uma piscina com um Rolls-Royce.

Mas uma das minhas favoritas foi contada por Lobão. Ele ficou bem amigo de Nelson Gonçalves, que foi o primeiro punk do mundo. Diz Lobão que Nelson uma época ficou tão viciado em cocaína que sequestrou um boliviano (ou colombiano, não lembro bem a nacionalidade) e manteve o cara em cárcere até que produzisse uns três quilos e tanto da droga.

3 Comentários

"As melhores (e piores) histórias do rock"

13 de July de 2012 às 05:51 - Postado por Luiz Cesar Pimentel

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Comentários
  • Adriana
    - 13 de julho de 2012 - 14:52

    Maria Rosa disse td...estilo de vida, não é a toa q tem um dia mundial... E q outro estilo tem uma data comemorada mundialmente? Nenhuma...pq td passa, menos o bom e velho rock'n'roll.

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  • Luiz Pimentel
    - 13 de julho de 2012 - 11:48

    Maria, ainda esqueci a minha história favorita do Ozzy, quando a Sharon serviu cookie de haxixe para um vigário em Birmingham sem querer e o cara alucinou por dois dias, achando que havia invasão de marcianos

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