Já faz um tempo que as séries bateram por goleada os filmes nos EUA. Breaking Bad, que inicia sua quinta e última temporada hoje, lá fora, é exemplo mais claro disso.

Não há filme que tenha roteiro tão bem amarrado quanto Breaking Bad. Isso chega a um nível que ao final de alguns episódios eu não lembro sequer de ter respirado durante os quase 50 minutos do capítulo.

Um dos trunfos do seriado é ela ser totalmente orgânica.

Resumindo o fio condutor para quem nunca viu, ela trata de um químico genial que, desiludido por câncer pulmonar, emprego de professor que mal e porcamente paga as contas de um filho deficiente e outro por vir, aperta o botão F e decide produzir a melhor meta-anfetamina do mundo.

Essa explicação rasa caminha, claro, para uma série de conflitos, práticos e existenciais. Usar talento e sabedoria para o bem e para o mal, defesa da família legitima qualquer coisa?, como um cidadão tão correto envereda por um caminho ilegal e você continua torcendo por ele...

Quando digo que é orgânica outro ponto salta à vista. Breaking Bad simplesmente não utiliza internet. Nem como muleta. Ainda bem.

Não lembro de qualquer personagem com computador ou tablete ou similar à mão. Isso faz com que tudo seja resolvido no diálogo e na atitude.

Pena que a morte do seriado foi anunciado para ano que vem.

Bom, dá uma olhada na transformação do personagem principal ao vivo em programa na TV americana.

a transformação de Mr. White #breakingbad por luizcesar no Videolog.tv.

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