Em 1980, o ursinho Misha, mascote da Olimpíada de Moscou, chorando. Em 1984, a maratonista Gabriele Andersen cambaleando ao entrar no estádio pra completar os 42 quilômetros e quebrados de metros. Em 2004, Vanderlei Cordeiro de Lima agarrado pelo irlandês maluco quando liderava a maratona. Imagens que ficaram pra mim das Olimpíadas passadas. Nesta, tem uma em potencial – a do vídeo abaixo.

O jamaicano Usain ‘Lightning’ Bolt dá entrevista a uma TV espanhola ao vivo. No meio, começa uma cerimônia de premiação. Ele ainda pergunta se é ao vivo, a repórter responde que sim, ao que ele pede desculpas e ambos viram para prestar respeito a “Star Spangled Banner”, hino norte-americano.

Mais do que a quebra de protocolo, mostra o espírito olímpico na prática.

O cara tinha acabado de ganhar a principal prova dos Jogos, os 100 metros rasos, e confirmar sua condição de homem mais rápido do mundo, com quebra de recorde olímpico. Ele era o cara mais importante do mundo naquele momento. Ele podia pedir que o mundo parasse, mas em vez disso optou por parar para reverenciar outro atleta, outro país, todos nós.

Dá uma olhada.

Usain Bolt em entrevista à TVE por luizcesar no Videolog.tv.

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