adrianaaraujo1 1024x1016 Aprendi com Adriana Araujo o que é ganhar uma medalha olímpica

Adriana Araujo é baiana, tem 30 anos e poucas horas depois de se tornar a quarta melhor boxeadora do mundo, ontem, enquanto falava com ela, mediando entrevista com internautas do R7, o que não conseguia deixar de pensar: ela não tem a menor noção do próprio feito. E mais: quão maluco e sensacional é isso?

Coloque em perspectiva. Em um universo de 3,5 bilhões de mulheres, em um esporte de tradição mediana em um país que não dá tantas chances para quem não joga bola com os pés, ela reverteu um escore de 44 anos sem medalha olímpica do boxe e se tornou a quarta melhor entre essas 3,5 bilhões.

“Só vou me dar conta quando recebê-la (a medalha)”, arriscou a boxeadora, querendo dar uma resposta para o que todos perguntavam: “Qual é a emoção de ganhar uma medalha olímpica?”.

Talvez o que Adriana queria explicar é que ganhar uma medalha não é uma conquista individual, mas a verdadeira vitória do altruísmo pátrio. No pódio hoje não estará apenas a Araujo, mas todos Araujos, Silvas, Nonatos do país. É algo que os pais, primos, irmãos de Adriana contarão e deixarão para dezenas de gerações, mas nessa conta está a luva, a touca ou a raquete ou a bola de vôlei ou basquete que uma criança ganhará hoje no Brasil e que em alguns anos nos dará uma felicidade como a dela.

Isso é uma medalha olímpica.

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A luta final: