Pensei nisso quando chegou a notícia da morte do Scott McKenzie. Tá, o cara era O one-hit wonder, “San Francisco (Be Sure to Wear Flowers in Your Hair)”. Só que ele puxa uma lista bizarra de mortos não só na música, mas ícones da cultura em geral.

O glitter dos anos 1970 morreram de vez com falecimentos de Robin Gibb (Bee Gees) e Dona Summer.
O rap pregou um botão de madeira com a morte de Adam Yauch, dos Beastie Boys.

O rock perdeu de Jon Lord (Deep Purple) a Davy Jones (Monkees), passando por Ronnie Montrose, Michael Davis (MC5), Bob Weston (Fleetwood Mac) e Larry Reinhardt (Iron Butterfly).

Fora Etta James, Tony Martin, a escrita de Gore Vidal, o cinema de Ernest Borgnine.

No Brasil a coisa não foi mais leve. No mesmo ano, Chico Anysio e Millor Fernandes, e mais Altamiro Carrilho, Wando, Pery Ribeiro, Tinoco, Celso Blues Boy.

Fui até fazer uma pesquisinha mórbida pra saber se a impressão de ano zicado na cultura procedia. E procede. Tanto que chegamos do meio para o final do ano e nenhum disco chama a atenção como a grande obra do ano. Eu, hein!?