O disco mais vendido da história faz 30 anos hoje
Claro que “Thriller”, do Michael Jackson, tem uma história ótima em sua execução.
O cara (Michael) vinha do incrível “Off the Wall”, de 1979. Tinha vendido 20 milhões de cópias, era um belo sucesso, mas mesmo assim andava melancólico. Dizia que chegava em casa e chorava: “É tão difícil arrumar amigos”, contava, numa vibe meio Pinóquio da depressão daquele desenho que passava no SBT nessa época.
Sugeriu que a Rolling Stone fizesse uma capa com ele e recebeu negativa. A história não-oficial é que “negros nas capas de revistas não vendiam”.
Chamou Quincy Jones e resolveu fazer um disco em que cada música fosse um hit. Quase conseguiu. Pois sete das nove canções de “Thriller” viraram single.
Lembro da excitação da garotada quando o clipe de “Thriller” (a música) passava.
No estúdio, nada de flores. Tinham 30 músicas e separaram 9. Pra que se tenha ideia, Quincy Jones não queria que “Billie Jean” entrasse no disco. Michael bateu o pé, e não fosse isso eu não teria uma das imagens marcantes da minha infância, do rei do pop executando o moonwalk na apresentação ao vivo da música. (Olha o vídeo.)
Michael Jackson - Moonwalk por luizcesar no Videolog.tv.
Mas dá uma olhada na relação de músicas do disco (abaixo). É covardia.
Não tinha como não vender as 170 milhões de cópias que já vendeu até hoje, né? No auge, vendia um milhão de discos por semana. Só no Brasil já chegou a 1,5 milhão. “Thriller” é f&%$!
Fora o solo de guitarra de Eddie Van Halen em “Beat It”, a participação (em voz) do ator Vincent Price em “Thriller”...
1. "Wanna Be Startin' Somethin'"
2. "Baby Be Mine"
3. "The Girl is Mine" (com Paul McCartney)
4. "Thriller"
5. "Beat It"
6. "Billie Jean"
7. "Human Nature"
8. "P.Y.T. (Pretty Young Thing)"
9. "The Lady In My Life"
o clipe de Thriller
1-2-3-4, RAMONES!
Os três da linha de frente estão mortos - Joey, Johnny e Dee Dee.
Desnecessário dizer, pois, que ou você assiste a um show dos Ramones assim ou nunca.
Sei que vale cada segundo da hora e três minutos de duração.
Encaixaram 28 músicas nessa rodada de ponteiro do relógio.
Ainda por cima é a turnê do meu disco preferido deles, "Pleasant Dreams".
Ramones - 10 de maio de 1981 por luizcesar no Videolog.tv.
Set list:
01. “Do You Remember Rock & Roll Radio?”
02. “Do You Wanna Dance?”
03. “Blitzkrieg Bop”
04. “This Business Is Killing Me”
05. “All’s Quiet On The Eastern Front”
06. “Gimme Gimme Shock Treatment”
07. “Rock & Roll High School”
08. “I Wanna Be Sedated”
09. “Beat On The Brat”
10. “The KKK Took My Baby Away”
11. “Now I Wanna Sniff Some Glue”
12. “You Sound Like You’re Sick”
13. “Suzy Is A Headbanger”
14. “Let’s Dance”
15. “Here Today, Gone Tomorrow”
16. “I’m Affected”
17. “Chinese Rock”
18. “Rockaway Beach”
19. “Teenage Lobotomy”
20. “Surfin’ Bird”
21. “Cretin Hop”
22. “California Sun”
23. “Today Your Love, Tomorrow The World”
24. “Pinhead”
25. “Come On Now”
26. “I Don’t Wanna Walk Around With You”
27. “Sheena Is A Punk Rocker”
28. “We Want The Airwaves”
70 anos de Jimi Hendrix hoje. O que ele estaria fazendo?
Provavelmente nada.
A gente tende muito a romantizar talentos mortos precocemente. Mas vamos aos fatos.
Jimi Hendrix foi brilhante. Durante dois anos, 1967 e 1968, quando lançou os seus três discos clássicos – “Are You Experienced?” (1967), “Axis: Bold as Love” (67) e “Eletric Ladyland” (1968). Tudo, absolutamente TUDO, o que 99,9% das pessoas conhecem de Hendrix vêm desses discos e desses dois anos.
Ok, ele morreu cedo, aos 27 anos, em setembro de 1970. Em circunstâncias suspeitas (foi morto ou faleceu afogado em seu próprio vômito?).
Só que já tinha atingido o ápice nos anos anteriores e não conseguia revisitar esse timing perfeito em que canalizou todos predicados possíveis na guitarra.

(Jimi Hendrix estaria mais ou menos assim se vivo)
Para entender, ele fora para-quedista do exército, e diz que essa foi a influência do seu som aéreo. Era neto de índios cherokees, daí vem sua natureza selvagem com o instrumento. Ouvira e mesclara o melhor do blues, jazz e rock. Tomava muitas drogas alucinógenas, de onde vem seu som derretido qual viagem de ácido. Foi pioneiro no som do wah wah na música pop, na utilização de phasing, distorção e saturação nos amplificadores Marshall. Sua guitarra Fender Stratosonic (por vezes usava uma Flying V) era extensão de tudo isso – era quase seu terceiro braço, pela qual criou o som Hendrix junto à banda Jimi Hendrix Experience.
E os três discos citados.
Mas de 1969 até sua morte estava na curva descendente. Tentara com outras formações, outros nomes de banda, outras substâncias, mas não conseguia recriar aquela magia que o colocou no ponto mais alto do panteão dos guitarristas.
Não há dúvida de que ele é o guitarrista mais importante na história da música pop. Quem mais próximo chegou dele foi Eddie Van Halen, com a recriação das funcionalidades e sons e timbres da guitarra, mas mesmo assim trilhando boa parte da picada que Hendrix abriu.
Mas também não tenho dúvida de que ele estaria hoje, ao completar 70 anos, como um cover de sí mesmo. Como a maioria dos artistas da época que vemos por aí.
Quer comprar a casa do Steve Harris?
Não consigo imaginar um cara que:
1. seja fã do Iron Maiden;
2. Tenha cerca de U$ 10,8 milhões sobrando;
3. queira mudar de vida e ir morar em uma cidade no interior da Inglaterra, distante uns 60km de Londres.
Bom, se eu tivesse essa grana pra torrar, apenas preenchendo o segundo ponto, consideraria comprar essa bela casa do baixista e líder do Iron Maiden.
São cinco salas de estar, oito quartos, cinco banheiros, sala de cinema, piscina interna com sala de ginástica, estúdio de gravação montado, quadras de tênis e de futebol. Tudo em cerca de 35 mil metros quadrados de terra.
Dá uma olhada na propriedade.
Ivete Sangalo manda um Slayer no violão
e ganhou todo meu respeito. Dead Skin Mask. Aos 10 minutos do vídeo.
5 sugestões de presentes de Natal metal (pra mim)
tô aceitando:
ugly christmas sweater do Slayer
ralador de queijo Flying V
geladeira Marshall
Banco Imobiliário do Metallica
molho picante da banda The Sword
tudo com um black metal greeting card
Por que me recuso a comprar a coleção do AC/DC, que é top 5 na minha vida
Saiu a coleção inteira do AC/DC no iTunes. Inteira. Há duas opções. Por U$ 99 você compra a discografia de estúdio, de “High Voltage” (1976) a “Black Ice” (2008), 32 anos em 15 discos da maior banda de riff rock que o mundo jamais conhecerá. Por U$ 149, além da discografia em estúdio, você recebe os discos ao vivo e ringtones.
O preço é honesto, levando em conta que uns R$ 200 era o preço que teria que pagar para ter uns dois do AC/DC importados quando comecei a colecionar os discos deles, nos 80.
Além disso, tenho iPad, iPhone, iPod, macbook, iCloud, iTunes match e esse devices todos da Apple que facilitam sua vida para comprar mais devices deles. Ou seja, se comprasse, teria a coleção quase que como uma tatuagem a me acompanhar.
Se comprasse.
Não vou.
E é decisão consciente, não ato de rebeldia.
“High Voltage” foi o segundo disco que comprei na vida. Eu o tenho até hoje. Assim como toda coleção, em vinil. Refiz toda coleção em CD, nos 90, quando foram lançados. Mais tarde, nos 00, os discos saíram em edição digipack – comprei mais uma vez. Assim como os boxes, “Bonfire” (da época do Bon Scott no vocal), “Backtracks”, que vem com um amplificador, o “Plug Me In” e até o “AC/DC Live”. Fui aos shows no Brasil, comprei biografia, consumi AC/DC de todas as formas.
Tudo isso me torna o modelo do público-alvo do lançamento. Certo? Certo. Só que tudo isso me fará comprar a coleção? Resposta está no título deste post. E o motivo é simples – chega de bancar indústria da música que vive de se vitimizar.
“Se você baixar estimula a pirataria”, “download não pago prejudica o artista” e outras baboseiras que não colam mais.
Falta entenderem que quem sobrevive não são os (artistas) mais fortes, mas sim aqueles que melhor se adaptam.
Se não me entregarem nada que acrescente, para quê vou comprar? De novo. Façam algo diferente, um aplicativo com visita virtual às guitarras dos irmãos Young, meet and greet virtual, sei lá (escrevo enquanto bolo essas coisas só pra exemplificar). Do contrário, vou empregar meu dinheiro em formas de escutar melhor o que já tenho. Há décadas. Como um novo e melhor fone de ouvido.
Quem fica parado corre muito mais risco de morrer.
Ah, a coleção no iTunes está aqui.
Não convide os vocalistas do Iron Maiden para o mesmo palco
Há uma discussão eterna no universo heavy metal - Iron Maiden com Bruce Dickinson ou com o vocalista original, Paul Di´Anno?
Sobre a capacidade vocal não há discussão. Mas com Paul, o grupo gravou seus melhores discos (opinião minha) - o primeiro, homônimo, e "Killers", além do clássico ao vivo "Maiden Japan". Bruce é o bom rapaz e com a entonação lírica conduziu a banda a outro patamar.
Até hoje, Paul Di´Anno parecia lidar bem com a situação. Dizia que Bruce é um grande vocalista, que seu álbum favorito do grupo foi gravado com o sucessor no vocal ("The Number of the Beast") e vive ganhando troco pelo mundo cantando os sucessos de sua época no Iron Maiden.
Até ontem, melhor dizer.
Até um fã na Ucrânia começar a gritar "Bruce Dickinson" no meio de um show de Paul e este perder a compostura. Chamou o cara pra porrada, encheu o peito pra dizer que é um punk rocker e não cantor de ópera, referindo-se a Bruce e fazendo imitação ridicularizada desse em "Run to the Hills" e emendou "verdadeiro sucesso" do grupo, "Running Free".
Dá uma olhada no vídeo abaixo da treta.
Paul ainda consegue que o cara seja retirado, mas lá pelos 15 minutos e pouco de filmagem o provocador volta e começa tudo de novo.
3 imagens que valem por 10 mil palavras
preciso do senhor Batata do Johnny Ramone
Mick pronto pra ir à praia
e os 50 discos preferidos do Kurt Cobain
Matadora apresentação do Soundgarden no David Letterman
Enquanto o espaço na música não é ocupado por bandas novas, vamos de clássicos. Tipo Soundgarden, que tocou single novo ontem no programa do David Letterman.
E aí você sente saudades dos 1980, dos 90, pega uma revista e vê aquele bando de grupos novos, com uns carinhas com feições de quem faz um favor em viver, e te chamam de saudosista blablablá.
Vai lá, Chris Cornell.
Sem contar que a Firebird preta do Kim Thayil é uma coisa linda de Deus.
Soundgarden - Been Away Too Long por luizcesar no Videolog.tv.

























